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{"id":49,"date":"2014-10-13T00:51:58","date_gmt":"2014-10-13T00:51:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8200\/theologica\/?p=49"},"modified":"2023-04-06T18:44:34","modified_gmt":"2023-04-06T21:44:34","slug":"verbete-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=49","title":{"rendered":"Novo Testamento (NT)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Novo Testamento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Contexto sociohist\u00f3rico e cultural<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Documenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Autoria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Evangelhos e Atos dos Ap\u00f3stolos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Cartas paulinas (&#8220;Corpus paulinum&#8221;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Cartas cat\u00f3licas ou gerais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 O Apocalipse<a href=\"#_Toc404709759\">\u00a0<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 C\u00e2non do Novo Testamento e ap\u00f3crifos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>9.1 O NT can\u00f4nico<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>9.2 Textos extracan\u00f4nicos ou ap\u00f3crifos do NT<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 Import\u00e2ncia e atualidade no Novo Testamento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>10.1 A origem do fato crist\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>10.2 A pessoa e a mensagem de Jesus de Nazar\u00e9<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11 Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 \u201cNovo Testamento\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>O Novo Testamento (NT) \u00e9 a parte da B\u00edblia crist\u00e3 que conserva por escrito o testemunho a respeito de Jesus de Nazar\u00e9, testemunho do \u00e2mbito dos ap\u00f3stolos de Jesus, que a Igreja, guiada pelo Esp\u00edrito, reteve como refer\u00eancia e express\u00e3o fundamental da revela\u00e7\u00e3o de Deus em Jesus de Nazar\u00e9. S\u00e3o os documentos que testemunham o momento fundador do \u201cfato crist\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome \u201cNovo Testamento\u201d (ou Pacto, Alian\u00e7a) remonta ao conceito hebraico <em>b<sup>e<\/sup>r\u00eet<\/em> (\u201calian\u00e7a, pacto atestado\u201d) e aponta para a interpreta\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de Jesus de Nazar\u00e9 \u2013 especialmente o sacrif\u00edcio de sua vida \u2013 como cumprimento da profecia da \u201cnova alian\u00e7a\u201d segundo Jr 31,31-33 e textos an\u00e1logos do Antigo Testamento (AT). No NT, a express\u00e3o ocorre em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima ceia de Jesus em Lc 22,20 (Mt 26,28; Mc 14,24) e 1Cor 11,25; e ainda em 2Cor 3,6; Hb 8,8; 9,15; 12,24.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O NT pode ser considerado um \u201creposicionamento\u201d do marco referencial da tradi\u00e7\u00e3o escritural de Israel (o AT), do \u00eaxodo do Egito, evento fundador da consci\u00eancia israelita, para a atividade de Jesus Cristo, evento fundador do cristianismo. Nesse reposicionamento, as Escrituras de Israel n\u00e3o perderam sua validade, mas foram lidas na perspectiva do novo evento fundador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O AT \u00e9 <em>antigo<\/em> no sentido de \u201cprimordial\u201d (h\u00e1 quem o chame de \u201cprimeiro Testamento\u201d). Sem ele, o NT seria impens\u00e1vel. \u00c9 por isso que a Igreja incluiu, nas suas Escrituras, as de Israel<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Jesus falava a linguagem religiosa de seu povo, portanto, do AT. Rezava os Salmos, livro de ora\u00e7\u00e3o e louvor do AT. Discutia com os escribas sobre como interpretar a Tor\u00e1: em nome da justi\u00e7a e do amor, relativizava as prescri\u00e7\u00f5es rituais (ex: Mc 2,21\u20133,6; 7,1-23) e radicalizava as exig\u00eancias \u00e9ticas, acentuando seu embasamento no interior do cora\u00e7\u00e3o e seu car\u00e1ter universal, sem discrimina\u00e7\u00e3o (ex: Mt 5,17-48).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a conserva\u00e7\u00e3o do AT na B\u00edblia foi fundamental o fato de ali se encontrarem as <em>profecias<\/em>, fatos ou figuras do AT que podem ser interpretadas como prefigura\u00e7\u00e3o de Jesus, cuja obra ent\u00e3o aparece como a plenitude das Escrituras<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Por isso, o crist\u00e3o procura ler, no AT, aquilo que \u201cfaz surgir Jesus\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Mas, para encontrar isso, \u00e9 preciso conhecer bem o AT (\u201cas coisas novas e as antigas\u201d, Mt 13,52) e tornar-se \u201cjudeu com os judeus\u201d (1Cor 9,20), especialmente, com o judeu Jesus de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O NT \u00e9 o mais antigo testemunho da cristaliza\u00e7\u00e3o da f\u00e9 em Jesus como Cristo (Messias), Filho de Deus e Salvador do mundo. N\u00e3o cont\u00e9m uma teologia sistem\u00e1tica como se desenvolveu nos s\u00e9culos ulteriores, sobretudo a partir dos grandes conc\u00edlios ecum\u00eanicos dos s\u00e9culos IV e V. \u00c9, antes, uma cole\u00e7\u00e3o de testemunhos, extremamente diversificados conforme os ambientes e as personalidades que os produziram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Contexto sociohist\u00f3rico e cultural<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>O <em>tempo<\/em> ao qual se refere o NT comporta menos de um s\u00e9culo: desde o nascimento de Jesus at\u00e9 o fim do s\u00e9culo I. Mas \u00e9 um tempo de grandes mudan\u00e7as. A Palestina, como era chamada a terra de Jesus desde Alexandre Magno (330 a.C.), depois da relativa autonomia sob os hasmoneus (164-63 a.C.), tinha sido incorporada ao Imp\u00e9rio romano, que nomeara como autoridade local, primeiro, Ant\u00edpater e, depois, o \u201crei\u201d Herodes Magno. Esse foi sucedido, em 4 a.C., por seus filhos, os \u201ctetrarcas\u201d, Herodes Filipe (Gol\u00e3), Arquelau (Judeia e Samaria) e Herodes Antipas (Galileia e Perea). Em 6 d.C., Arquelau foi substitu\u00eddo por um governador romano. Durante a vida p\u00fablica de Jesus, por volta de 30 d.C., a Galileia era governada pelo \u201crei\u201d Herodes Antipas e a Judeia pelo governador romano P\u00f4ncio Pilatos. Mais tarde, aparecer\u00e3o como autoridades locais os \u201creis\u201d Agripa I e II, tamb\u00e9m do cl\u00e3 de Herodes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>espa\u00e7o<\/em> do NT \u00e9 em primeiro lugar a terra de Jesus, a Palestina (Judeia, Samaria, Galileia). Depois de Jesus, o cen\u00e1rio se deslocar\u00e1 para as regi\u00f5es na bacia oriental do mar Meditarr\u00e2neo, como se pode ver nos Atos dos Ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>cen\u00e1rio sociopol\u00edtico<\/em> \u00e9 determinado pelo Imp\u00e9rio romano, onipresente por sua administra\u00e7\u00e3o e seu ex\u00e9rcito. A pol\u00edtica se fazia na base do clientelismo e do favoritismo: os\u00a0 herodianos na Palestina eram \u201cclientes\u201d do Imperador (o \u201cCesar\u201d) de Roma, o \u00fanico que podia usar o t\u00edtulo de rei (os herodianos tinham esse t\u00edtulo por concess\u00e3o; os romanos executaram Jesus por causa da acusa\u00e7\u00e3o de se ter proclamado rei). As autoridades locais deviam recolher os pesados impostos que o Imp\u00e9rio exigia. Certo poder na vida cotidiana e na comunidade religiosa (que era tamb\u00e9m pol\u00edtica) era atribu\u00eddo \u00e0s autoridades da comunidade judaica, os sumos sacerdotes e o Sin\u00e9drio. A economia, tradicionalmente rural, tornava-se sempre mais citadina e mercantil, enquanto os pequenos propriet\u00e1rios, muitas vezes, n\u00e3o conseguiam entregar os elevados tributos e se tornavam arrendat\u00e1rios ou, mesmo, escravos rurais. Para o tempo depois de Jesus \u00e9 importante conhecer a situa\u00e7\u00e3o urbana na <em>di\u00e1spora<\/em> fora da Palestina, onde os judeus (e, portanto, os primeiros crist\u00e3os) viviam em guetos sem direito de cidadania (Paulo era uma exce\u00e7\u00e3o: At 16,37-38; 22,25-28). Contrariamente aos costumes greco-romanos, os crist\u00e3os acolhiam os escravos nas suas comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 <em>cultura<\/em>, deve-se distinguir entre o ambiente judaico tradicional, que reinava em Jerusal\u00e9m e na Baixa Galileia (Cafarnaum), e a cultura helenizada \u201cglobal\u201d, presente nos pa\u00edses vizinhos e, tamb\u00e9m, em grandes partes da Palestina (Samaria, Dec\u00e1pole e, mesmo, Jerusal\u00e9m). No ambiente judaico, o culto era celebrado em hebraico e a l\u00edngua cotidiana eram os dialetos aramaico-hebraicos. Nos ambientes helenizados (ex\u00e9rcito, com\u00e9rcio) falava-se grego (inclusive em certos ambientes em Jerusal\u00e9m; cf. At At 6,9 \u2013 a sinagoga dos Libertos \u2013 e 21,37). A l\u00edngua administrativa era o latim (cf. Jo 19,20). Para ler o NT \u00e9 preciso ter consci\u00eancia do pluralismo cultural at\u00e9 nas imedia\u00e7\u00f5es de Jesus (a mulher samaritana, a siro-fen\u00edcia, Jesus na Dec\u00e1pole, o centuri\u00e3o de Cafarnaum etc.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Documenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o temos nenhum documento \u201caut\u00f3grafo\u201d do NT (da m\u00e3o do pr\u00f3prio autor). As \u201ctestemunhas textuais\u201d mais pr\u00f3ximas dos originais s\u00e3o os documentos escritos em papiro (material usado at\u00e9 os s\u00e9culos III-IV d.C.), com fragmentos de praticamente todas as partes do NT. Muitas vezes unem diversos escritos em um s\u00f3 documento (os evangelhos, as cartas paulinas ou at\u00e9 todo o NT), atestando, assim, n\u00e3o apenas a antiguidade dos escritos individuais, mas tamb\u00e9m sua integra\u00e7\u00e3o num c\u00e2non das Escrituras. H\u00e1 casos privilegiados, como o pap. 66 (Bodmer II), datado por volta de 200 d.C., que conserva consider\u00e1veis partes do evangelho de Jo\u00e3o, que, segundo o consenso geral, teria recebido sua forma final pouco antes de 100 d.C. Trata-se, pois, de uma testemunha extremamente valiosa, distante um s\u00e9culo apenas da escrita original, caso rar\u00edssimo para escritos da Antiguidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos mais de cem papiros valiosos, dispomos dos c\u00f3dices, ou seja, volumes encadernados, escritos em pergaminho, que se tornam a forma normal de transmiss\u00e3o do NT a partir do s\u00e9culo IV d.C., tempo dos grandes conc\u00edlios. Os mais antigos, chamados \u201cunciais\u201d, s\u00e3o escritos s\u00f3 com mai\u00fasculas e praticamente sem sinais de pontua\u00e7\u00e3o, o que suscita problemas de interpreta\u00e7\u00e3o. Os manuscritos unciais mais famosos s\u00e3o o <em>Codex Sinaiticus<\/em>, encontrado no mosteiro dos monges greco-ortodoxos do monte Sinai, e o <em>Codex Vaticanus<\/em>, guardado no Vaticano. Ambos prov\u00eam da cuidadosa recens\u00e3o (= restaura\u00e7\u00e3o do texto) alexandrina (dos crist\u00e3os de Alexandria do Egito), considerada como altamente confi\u00e1vel<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, o texto grego (na l\u00edngua original) continuou sendo copiado na Igreja greco-oriental, em letras cursivas min\u00fasculas e com pontua\u00e7\u00e3o, na forma padronizada que se tornou conhecida tamb\u00e9m no Ocidente, no in\u00edcio da Era Moderna, quando se come\u00e7ou a imprimir a B\u00edblia. Ganhou o nome de <em>textus receptus<\/em> e \u00e9, ainda hoje, adotado como base em algumas tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia, at\u00e9 de divulga\u00e7\u00e3o mundial<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Mas as edi\u00e7\u00f5es e tradu\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas preferem basear-se nos documentos mais pr\u00f3ximos dos originais, sobretudo os papiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m destas testemunhas em grego, os estudiosos recorrem tamb\u00e9m \u00e0s tradu\u00e7\u00f5es em diversas l\u00ednguas antigas, principalmente em sir\u00edaco (pr\u00f3xima do aramaico) e em latim (\u00c1frica do Norte, It\u00e1lia, G\u00e1lia). Estas tradu\u00e7\u00f5es remontam, \u00e0s vezes, a formas do texto original anteriores aos documentos gregos hoje conhecidos; por isso s\u00e3o importantes para a cr\u00edtica textual (busca da forma mais original do texto).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Autoria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A respeito dos autores do NT temos apenas certeza relativa. Os estudos cr\u00edticos reconhecem Paulo como autor de suas \u201ccartas aut\u00eanticas\u201d (cf. \u00a7 6), e h\u00e1 bastante unanimidade em reconhecer Lucas como o autor do evangelho que leva seu nome e dos Atos dos Ap\u00f3stolos. Quanto aos outros escritos, nem sempre a autoria tradicionalmente aceita resiste aos questionamentos hist\u00f3ricos. As cartas de Paulo mostram que ele se servia de secret\u00e1rios (em Cl 4,18, ele d\u00e1 a entender que a carta foi escrita por um secret\u00e1rio, enquanto ele acrescentou a sauda\u00e7\u00e3o \u201cde pr\u00f3prio punho\u201d). Esse foi certamente tamb\u00e9m o caso dos outros ap\u00f3stolos. Em alguns casos, provavelmente, os escritos foram redigidos por disc\u00edpulos para conservar a prega\u00e7\u00e3o de um ap\u00f3stolo moribundo ou j\u00e1 falecido. O ap\u00f3stolo ou evangelista \u00e9 antes a \u201cautoridade\u201d do que o escritor no sentido moderno da palavra. Tamb\u00e9m as datas exatas em que os textos foram redigidos continuam objeto de pesquisa hist\u00f3rica e n\u00e3o s\u00e3o conhecidas de modo definitivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inspira\u00e7\u00e3o e a verdade salv\u00edfica dos escritos n\u00e3o dependem da identidade do escritor, mas de seu valor como testemunho dos prim\u00f3rdios da f\u00e9. A inspira\u00e7\u00e3o n\u00e3o se situa no ato mec\u00e2nico do escrever, mas na f\u00e9 que a comunidade recebe e transmite por a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Por isso, segundo a Igreja cat\u00f3lica, o principal autor das Escrituras \u00e9 o pr\u00f3prio Deus, servindo-se de autores humanos, que redigem os textos conforme os procedimentos v\u00e1lidos para toda literatura (cf. Conc\u00edlio Vaticano II, <em>Dei Verbum<\/em> n.11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Evangelhos e Atos dos Ap\u00f3stolos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora os primeiros escritos do NT sejam as cartas paulinas (cf. \u00a7 6), o NT lhes antep\u00f5e os Evangelhos e os Atos dos Ap\u00f3stolos, porque esses cont\u00eam a narrativa a respeito de Jesus, de seus seguidores e das primeiras comunidades, ou seja, a tradi\u00e7\u00e3o das origens pressuposta para os demais escritos do NT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os evangelhos apresentam a narrativa da atividade de Jesus, sua mensagem e impacto; alimentam a prega\u00e7\u00e3o que \u00e9 levada adiante por seus seguidores. Todos eles seguem o mesmo esquema fundamental: atividade de Jo\u00e3o Batista, prega\u00e7\u00e3o inicial de Jesus e, a partir de certo momento, o atrito com os mestres e chefes judaicos, culminando no conflito final, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o em Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas s\u00e3o t\u00e3o semelhantes que se deixam comparar em tr\u00eas colunas paralelas, numa <em>sinopse<\/em>. Por isso s\u00e3o chamados \u201csin\u00f3pticos\u201d, e a compara\u00e7\u00e3o entre eles chama-se a \u201cquest\u00e3o sin\u00f3ptica\u201d. Hoje em dia, geralmente, aceita-se a seguinte hip\u00f3tese:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) Mateus e Lucas adotaram Marcos como narrativa b\u00e1sica (da\u00ed o acordo Mt = Mc = Lc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) Mateus e Lucas inseriram nessa narrativa uma cole\u00e7\u00e3o de palavras de Jesus, ausente em Marcos, e que os estudiosos chamam de \u201cQ\u201d (do alem\u00e3o Quelle = \u201cfonte\u201d), hoje perdida; da\u00ed o acordo Mt = Lt (sem Mc). Mas esse acordo \u00e9 relativo, porque Mateus e Lucas executaram essa opera\u00e7\u00e3o de modo independente, inserindo as mat\u00e9rias de Q em lugares diferentes no roteiro dos seus respectivos evangelhos. Mesmo assim, o observador atento descobre relativa coincid\u00eancia de ordem nas mat\u00e9rias de Q usadas por Mateus e Lucas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidentemente, Mateus e Lucas integraram nos seus escritos tamb\u00e9m suas respectivas tradi\u00e7\u00f5es particulares (p.ex. os \u201cevangelhos da inf\u00e2ncia de Jesus\u201d, que s\u00e3o diferentes em Mateus e em Lucas e n\u00e3o prov\u00eam nem de Marcos, nem de Q).<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"291\">30-50: dC el Evangelio transmitido en la predicaci\u00f3n apost\u00f3lica oral<\/p>\n<p>51-52: primeiras cartas de Paulo<\/p>\n<p>50-60: cole\u00e7\u00e3o escrita das palavras de Jesus (Q)<\/p>\n<p>65-70: Evangelho de Marcos<\/p>\n<p>70: destrui\u00e7\u00e3o do templo de Jerusal\u00e9m<\/p>\n<p>\u00b1 80 Mateus e Lucas<\/td>\n<td width=\"291\">Prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>Tradi\u00e7\u00f5es diversas<\/p>\n<p>\u201ctripla\u201d: Marcos\u00a0\u00a0 \u201cdupla\u201d: Q<\/p>\n<p>particular\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0particular<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mateus\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Lucas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quarto evangelho can\u00f4nico, intitulado \u201csegundo Jo\u00e3o\u201d, segue o esquema narrativo fundamental dos tr\u00eas primeiros, mas com numerosas diferen\u00e7as no modo de organizar a mat\u00e9ria (ordem diferente, sele\u00e7\u00e3o muito restrita dos gestos de Jesus) e no estilo (grandes di\u00e1logos e discursos em vez de breves par\u00e1bolas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Atos dos Ap\u00f3stolos constituem a continua\u00e7\u00e3o do Evangelho de Lucas (cf. At 1,1-2). Descrevem o an\u00fancio universal da salva\u00e7\u00e3o segundo o mandato de Jesus ressuscitado (At 1,8, cf. Lc 24,48) \u2013 o que \u00e9 considerado devidamente encaminhado quando Paulo, mission\u00e1rio por excel\u00eancia, chega a Roma, centro do mundo conhecido (At 28,16-31).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 Cartas paulinas (\u201cCorpus paulinum\u201d)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros escritos do NT s\u00e3o as cartas do ap\u00f3stolo Paulo, escritas aproximadamente entre 50 d.C. e a morte de Paulo, em 64 (ou 67) d.C. A ordem can\u00f4nica (como aparece na B\u00edblia o NT) n\u00e3o \u00e9 necessariamente a ordem cronol\u00f3gica. Algumas, inclusive, podem ter sido publicadas depois de sua morte pelos disc\u00edpulos (as d\u00eautero e tritopaulinas).<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"288\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ordem can\u00f4nica na B\u00edblia<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"288\"><strong>Prov\u00e1vel ordem cronol\u00f3gica e autenticidade<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">grandes cartas: Rm, 1 e 2Cor, Gl;<\/p>\n<p>cartas do cativeiro: Ef, Fl, Cl;<\/p>\n<p>primeiras cartas: 1 e 2 Ts;<\/p>\n<p>cartas pastorais: 1e 2Tm, Tt e Fm;<\/p>\n<p>carta aos Hebreus (Hb).<\/td>\n<td width=\"288\">protopaulinas: 1Ts, 1 e 2Cor , Gl , Rm, Fl,\u00a0 Fm, e talvez Cl;<\/p>\n<p>deuteropaulinas: Ef, 2Ts;<\/p>\n<p>tritopaulinas: as cartas pastorais 1 e 2 Tm, Tt;<\/p>\n<p>atribu\u00edda a Paulo: Hb<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">1Tessalonicenses \u00e9, sem d\u00favida, a primeira carta de Paulo, banhada na espera da vinda gloriosa de Cristo para breve (\u201cparusia iminente\u201d). 2Tessalonicenses data de v\u00e1rios anos depois e reinterpreta essa perspectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as grandes cartas, costuma-se tomar 1Cor\u00edntios como porta de entrada no pensamento paulino, por causa de seu car\u00e1ter bem concreto. O mesmo se diga da carta aos G\u00e1latas, que op\u00f5e em tom pol\u00eamico a salva\u00e7\u00e3o pela gra\u00e7a de Cristo (a justifica\u00e7\u00e3o pela gra\u00e7a) \u00e0 confian\u00e7a nas obras da Lei judaica, que Paulo considera v\u00e1lida para o passado judaico, mas inadequada para os n\u00e3o judeus que entram na comunidade crist\u00e3. A carta aos Romanos, \u00e0s vezes chamada \u201co Evangelho de Paulo\u201d, exp\u00f5e a mesma ideia de modo mais sistem\u00e1tico e extenso. 2Cor\u00edntios \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de diversas cartas ulteriores, valiosa, sobretudo, por deixar transparecer a personalidade de Paulo. Tal acesso direto \u00e0 pessoa de Paulo encontra-se tamb\u00e9m na carta aos Filipenses e no bilhete a Fil\u00eamon.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na carta aos Colossenses aparece uma linguagem diferente, dialogando com o pensamento helen\u00edstico-gn\u00f3stico. Por isso questiona-se que seja do pr\u00f3prio Paulo, mas nada exclui essa possibilidade. Ef\u00e9sios \u00e9 uma carta circular que amplia Colossenses (que se destinava a diversas comunidades, como mostra Cl 4,16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0s cartas pastorais, que j\u00e1 sup\u00f5em certa organiza\u00e7\u00e3o das igrejas e s\u00e3o dirigidas n\u00e3o \u00e0s comunidades, mas a seus chefes, a segunda carta a Tim\u00f3teo tem maiores chances de ser de Paulo mesmo, j\u00e1 no fim de seu percurso; 1Tim\u00f3teo e Tito (que repete 1Tm) parecem ser posteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta aos Hebreus deve, por causa do tema e linguagem, ser atribu\u00edda a outro autor, provavelmente pertencente a uma comunidade paulina, o que explica sua conserva\u00e7\u00e3o no <em>Corpus Paulinum<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 Cartas cat\u00f3licas ou gerais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Carta de Tiago (Tg), as duas cartas com o nome de Pedro (1-2Pd), as tr\u00eas cartas de Jo\u00e3o (1-3Jo) e a Carta de Judas (Jd) s\u00e3o chamadas \u201ccat\u00f3licas\u201d ou \u201cgerais\u201d (significado do termo grego <em>katholik\u00f3s<\/em>), \u00e0 diferen\u00e7a das cartas de Paulo, destinadas (normalmente) a uma igreja particular. Mas essa diferen\u00e7a \u00e9 relativa, pois tamb\u00e9m algumas cartas paulinas s\u00e3o \u201cgerais\u201d (Cl, Ef, cartas pastorais). As Cartas Cat\u00f3licas, junto com a Carta aos Hebreus, nos mostram algo da enorme diversidade teol\u00f3gica existente nas primeiras comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>8 O Apocalipse<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo livro do NT, conhecido como Apocalipse ou Livro da Revela\u00e7\u00e3o, traz o nome de seu autor: Jo\u00e3o (Ap 1,4.9), mas n\u00e3o existe acordo sobre qual seja esse Jo\u00e3o. \u00c9 um escrito do g\u00eanero apocal\u00edptico, ou seja, de vis\u00f5es de revela\u00e7\u00e3o. Encerra o Novo Testamento, n\u00e3o s\u00f3 por causa de sua data tardia (cerca de 100 d.C.), mas sobretudo por causa de sua mensagem de esperan\u00e7a e sua grandiosa vis\u00e3o final, a nova Cria\u00e7\u00e3o e a Jerusal\u00e9m celeste (formando uma inclus\u00e3o com o in\u00edcio da B\u00edblia, Gn 1-2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>9 C\u00e2non do Novo Testamento e ap\u00f3crifos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reconhecendo nos textos anteriormente descritos os fundamentos de sua f\u00e9, a Igreja estabeleceu desde cedo o <em>c\u00e2non<\/em>, lista dos escritos que fazem parte do NT. Eles s\u00e3o refer\u00eancia e norma de nossa f\u00e9, mas n\u00e3o necessariamente \u201cao p\u00e9 da letra\u201d. Como a B\u00edblia inteira, tamb\u00e9m o NT deve ser entendido conforme o g\u00eanero e a finalidade de cada texto, dentro do esp\u00edrito da comunidade de f\u00e9, que, fiel \u00e0s suas origens, faz comungar seus membros na compreens\u00e3o global e sempre atualizada da Palavra de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<em>9.1 O NT can\u00f4nico<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <em>canoniza\u00e7\u00e3o<\/em> se deu pela recep\u00e7\u00e3o dos escritos nas comunidades (com a chancela dos seus pastores). O <em>c\u00e2non<\/em> (= lista, regra) surgiu como rea\u00e7\u00e3o contra a prolifera\u00e7\u00e3o incontrol\u00e1vel de escritos, e tamb\u00e9m contra a restri\u00e7\u00e3o proposta pelo gn\u00f3stico Marci\u00e3o, que aceitava s\u00f3 dez cartas paulinas (devidamente expurgadas) e o evangelho \u201cpaulino\u201d de Lucas, banindo as escrituras judaicas e tudo o que, no NT, soava judaico. Grande influ\u00eancia na progressiva canoniza\u00e7\u00e3o teve Irineu de Li\u00e3o, que combateu os gn\u00f3sticos e seus escritos, mostrando que o elitismo e a mente complicada deles se opunham diametralmente \u00e0 proposta de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros ind\u00edcios de recep\u00e7\u00e3o pela comunidade encontram-se ainda na fase da tradi\u00e7\u00e3o oral: a constitui\u00e7\u00e3o de cole\u00e7\u00f5es de senten\u00e7as e feitos de Jesus e, sobretudo, do relato de sua paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, para o qual aponta j\u00e1 o ap\u00f3stolo Paulo, por volta de 52 d.C., em 1Cor 15,3-5 e 11,23-25. Por volta do ano 70, o evangelho de Marcos e a cole\u00e7\u00e3o de senten\u00e7as de Jesus (Q) s\u00e3o utilizados por dois escritos ulteriores, Mateus e Lucas. Todavia, existiam d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o a muita coisa que se escrevia a respeito de Jesus, como mostram as observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas em Lc 1,1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o s\u00f3 as tradi\u00e7\u00f5es orais e escritas a respeito de Jesus, mas tamb\u00e9m os escritos do ap\u00f3stolo Paulo gozaram de r\u00e1pido reconhecimento, como mostra 2Pd 3,15-16, recomendando a leitura das cartas de Paulo ao lado das \u201cdemais Escrituras\u201d (= o AT). As cartas de Paulo eram, de fato, lidas em assembleia (1Ts 5,27) e permutadas (cf. Cl 4,16) ou passadas para outras igrejas (\u00e9 o caso de Ef, derivada de Cl). Outras cartas eram escritas diretamente para v\u00e1rias igrejas (as \u201ccartas cat\u00f3licas\u201d, acima, \u00a7 6), recebendo r\u00e1pida \u201ccanoniza\u00e7\u00e3o oficiosa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constitui\u00e7\u00e3o do c\u00e2non do NT n\u00e3o foi totalmente livre de percal\u00e7os. Na igreja da S\u00edria adotou-se, no fim do s\u00e9c. II, um evangelho que fundia os quatro evangelhos can\u00f4nicos em um s\u00f3, o <em>Diatessaron<\/em> (= quatro-em-um) de Taciano. Este fato mostra que os quatro ainda n\u00e3o tinham o peso que receberiam ulteriormente. Mas a Igreja percebeu que reduzir os quatro evangelhos a um s\u00f3 seria uma grande perda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro elenco dos livros do NT que conhecemos \u00e9 o \u201cc\u00e2non de Muratori\u201d, texto do s\u00e9c. II, descoberto pelo pesquisador Muratori, em 1740. Faltando a parte inicial, que certamente mencionava Mateus e Marcos, esse documento comenta Lucas, Jo\u00e3o, Atos, as cartas de Paulo, as cartas cat\u00f3licas e o Apocalipse. Faltam Hebreus e 2 Pedro, e de Jo\u00e3o s\u00e3o mencionadas apenas duas cartas em vez de tr\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma distin\u00e7\u00e3o clara entre os escritos can\u00f4nicos e os ap\u00f3crifos\/extracan\u00f4nicos aparece na lista de Eus\u00e9bio de Cesareia, no in\u00edcio do s\u00e9c. IV. Deixa, por\u00e9m, transparecer a d\u00favida que existe em torno do Apocalipse, que naquele momento ainda era recusado por bom n\u00famero de te\u00f3logos. Atan\u00e1sio, no fim do s\u00e9c. IV, conseguiu romper as resist\u00eancias a esse livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A canoniza\u00e7\u00e3o do NT acompanhou a da B\u00edblia inteira, no Conc\u00edlio regional de Hipona (\u00c1frica do Norte), em 393, no Conc\u00edlio de Cartago, em 419, no Conc\u00edlio \u201cin Trullo\u201d, em 692, e no Conc\u00edlio de Floren\u00e7a, em 1441. Lutero mostrava reservas em rela\u00e7\u00e3o a Hb, Tg, Jd e Ap, mas n\u00e3o chegou a exclu\u00ed-los. Embora o c\u00e2non existisse <em>de facto<\/em> anteriormente, a proclama\u00e7\u00e3o oficial do c\u00e2non b\u00edblico pelo magist\u00e9rio cat\u00f3lico s\u00f3 ocorreu no Conc\u00edlio de Trento, em 1546, elencando Mt, Mc, Lc, Jo, At, Rm, 1 e 2Cor, Gl, Ef, Fl, Cl, 1 e 2Ts, 1 e 2Tm, Tt, Fm, Hb, Tg, 1 e 2Pd, 1, 2 e 3Jo, Jd, Ap. As igrejas orientais e protestantes aceitam o mesmo c\u00e2non para o NT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>9.2 Textos extracan\u00f4nicos ou ap\u00f3crifos do NT<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem uns cinquenta livros dos primeiros s\u00e9culos crist\u00e3os que se apresentam como evangelhos ou escritos dos ap\u00f3stolos, mas n\u00e3o foram admitidos no c\u00e2non. S\u00e3o comumente chamados de ap\u00f3crifos. As raz\u00f5es de sua n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o podem ser diversas. Alguns desses livros surgiram muito depois do tempo apost\u00f3lico, mas outros s\u00e3o quase contempor\u00e2neos do NT (at\u00e9 o s\u00e9culo II-III d.C.): Protoevangelho de Tiago, Evangelho de Pedro, Evangelho de Maria, Evangelho de Tom\u00e9&#8230; Nesse caso, n\u00e3o basta levarem o nome de algum ap\u00f3stolo; a comunidade deve reconhecer nos escritos sua experi\u00eancia de Deus em Jesus Cristo. Ilustra isso o seguinte exemplo. O Evangelho de Tom\u00e9, conservado em l\u00edngua eg\u00edpcia antiga, pode ser quase contempor\u00e2neo de 2Pd. Por\u00e9m, n\u00e3o possui o esp\u00edrito leg\u00edtimo do evangelho de Jesus, como aparece nesta compara\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola do bom pastor em Mateus e no Evangelho de Tom\u00e9 (os grifos s\u00e3o nossos):<\/p>\n<table width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"62%\"><strong>Mt 18,12-14<\/strong><\/td>\n<td width=\"37%\"><strong>Ev. Tom\u00e9, 107<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"62%\">Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, n\u00e3o deixar\u00e1 ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se extraviou? E quando a encontrar, em verdade vos digo que sentir\u00e1 maior alegria por causa desta, do que pelas noventa e nove que n\u00e3o se extraviaram. Assim, pois, n\u00e3o \u00e9 da vontade de vosso Pai celeste que pere\u00e7a um s\u00f3 <em>destes pequeninos<strong>.<\/strong><\/em><\/td>\n<td width=\"37%\">O reino \u00e9 semelhante a um pastor que tem cem ovelhas. Uma delas, <em>a maior<\/em>, se desgarrou. Ele deixou as noventa e nove e procurou at\u00e9 encontr\u00e1-la. Cansado, disse \u00e0 ovelha: \u201cEu te amo mais do que \u00e0s noventa e nove\u201d.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto de Mateus (igual ao de Lc 15,4-6) acentua a universalidade do amor de Deus, especialmente para com <em>os pequeninos<\/em>. Qualquer filho pr\u00f3digo, ao ser reencontrado, completa a alegria de Deus. Mas no evangelho de Tom\u00e9, trata-se da ovelha <em>maior<\/em> e mais bonita: \u00e9 uma leitura elitista da par\u00e1bola original de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observe-se, por\u00e9m, que alguns escritos extra-can\u00f4nicos n\u00e3o foram rejeitados t\u00e3o radicalmente. Aqueles que contavam hist\u00f3rias populares e piedosas a respeito de Jesus, Maria, os anjos, Ad\u00e3o e Eva, entre outros, penetraram na catequese popular e continuam influenciando-a at\u00e9 hoje \u2013 n\u00e3o sem problemas, pois muitas vezes veiculam o dualismo e o antijuda\u00edsmo, al\u00e9m de real\u00e7arem quest\u00f5es perif\u00e9ricas, que com o essencial da f\u00e9 pouco t\u00eam a ver. H\u00e1 o perigo de privilegiar tudo o que parece estranho e curioso, acima da verdadeira f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10 Import\u00e2ncia e atualidade do Novo Testamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>10.1 A origem do fato crist\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O NT nos faz assistir \u00e0 origem da f\u00e9 dos primeiros disc\u00edpulos e das primeiras comunidades crist\u00e3s em Jesus de Nazar\u00e9. Essas origens est\u00e3o inseparavelmente ligadas a um determinado contexto cultural e hist\u00f3rico, que para a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 faz parte da \u201cencarna\u00e7\u00e3o\u201d, ou seja, da verdadeira humanidade de Jesus n\u00e3o s\u00f3 biologicamente, mas, sobretudo, hist\u00f3rica, social e culturalmente. O cristianismo n\u00e3o \u00e9, em primeiro lugar, um conjunto de simbolismos religiosos e\/ou de m\u00e1ximas de sabedoria universais e supratemporais, mas um evento situado na hist\u00f3ria e \u201cc\u00famplice\u201d desta! Por isso, os escritos fundamentais do NT (e da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3) s\u00e3o <em>narrativas<\/em> da atua\u00e7\u00e3o e da prega\u00e7\u00e3o de Jesus de Nazar\u00e9, cada uma a seu modo. Na realidade, narram a chegada ao mundo de um novo paradigma, que podemos chamar o \u201cfato crist\u00e3o\u201d, uma nova maneira mental e pr\u00e1tica de considerar o mundo e de viver e organizar-se nele, em abertura a uma transcend\u00eancia na qual se v\u00ea em Jesus a revela\u00e7\u00e3o indicativa: \u201cEu sou o caminho\u201d (Jo 14,6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>10.2 A pessoa e a mensagem de Jesus de Nazar\u00e9<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o NT, sobretudo segundo os quatro evangelhos can\u00f4nicos<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, a atua\u00e7\u00e3o de Jesus de Nazar\u00e9 consistiu fundamentalmente em anunciar a chegada do Reino de Deus (Mc 1,14-15 paral.), ou seja, de uma nova realidade, n\u00e3o mais dominada pelos interesses religiosos e pol\u00edticos vigentes, mas pelo projeto do amor de Deus para com todos os seres humanos (cf. Mt 5,45-48), realizando a esperan\u00e7a de paz e fraternidade do tempo final (ver <em>escatologia<\/em>). Na sua express\u00e3o concreta em palavras e gestos, essa mensagem destoou, por um lado, das estruturas estabelecidas, e tamb\u00e9m, por outro lado, de certas expectativas messi\u00e2nicas inadequadas que reinavam entre o povo (cf. Mc 8,27-33). Por isso, Jesus teve de enfrentar uma bastante previs\u00edvel oposi\u00e7\u00e3o, a ponto de ser condenado pelas pr\u00f3prias lideran\u00e7as do povo, em conluio com a pot\u00eancia imperial de Roma, que dominava a terra de Israel naqueles dias. Depois de sua morte, por\u00e9m, Jesus apareceu, ressuscitado e vivo, aos seus seguidores, que, organizando-se em comunidades, se empenharam em guardar e levar adiante sua mensagem e seu modo de viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As comunidades conservaram tamb\u00e9m testemunhos do modo como assumiram o caminho de Jesus de Nazar\u00e9. Tal testemunho nos foi legado em forma narrativa por Lucas, no livro dos Atos (cf. a comunidade como \u201co caminho\u201d, At 9,2; 19,5; 22,4; 24,14.22), mas tamb\u00e9m em forma de instru\u00e7\u00f5es, nas cartas de Paulo e dos demais mestres das comunidades, inclusive no Apocalipse de Jo\u00e3o, que inicia com uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica das sete igrejas da regi\u00e3o de \u00c9feso (Ap 1-3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u201ccaminho\u201d n\u00e3o estancou quando as primeiras comunidades findaram, e o pr\u00f3prio fato de elas terem transmitido os testemunhos daqueles momentos iniciais prova que o \u201ccaminho\u201d, ou o \u201cfato crist\u00e3o\u201d, continua at\u00e9 hoje. Ele passa, por\u00e9m, por cont\u00ednuas reconfigura\u00e7\u00f5es e, em fun\u00e7\u00e3o disso, por cont\u00ednuas releituras dos escritos fundadores, enriquecidas n\u00e3o s\u00f3 pela sucess\u00e3o temporal, mas tamb\u00e9m pela pluralidade simult\u00e2nea de diversas interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este dinamismo faz com que o NT n\u00e3o possa ser considerado como testemunho de um passado morto, mas se apresenta como inspira\u00e7\u00e3o de um caminho vivo e continuamente reinventado, sem perder sua identidade, como o mar, que \u00e9 sempre diferente e sempre o mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed que, para o crist\u00e3o crente, o NT n\u00e3o \u00e9 apenas um documento arqueol\u00f3gico das origens de sua tradi\u00e7\u00e3o religiosa, mas a refer\u00eancia permanente e sempre de novo inspiradora para sua exist\u00eancia e pr\u00e1xis hist\u00f3rica. Ser fiel significa: fazer acontecer, sempre de novo e em constela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas novas, o \u201cevento Jesus\u201d de que o NT d\u00e1 um testemunho \u00fanico e insubstitu\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Johan Konings, SJ, <\/em>FAJE, Brasil. Texto original portugu\u00eas. Submetido em 25\/06\/2014; aprovado em 20\/08\/2014; publicado em 13\/10\/2014.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BORNKAMM, Gunther.\u00a0<em>B\u00edblia Novo Testamento:<\/em> introdu\u00e7\u00e3o aos seus escritos no quadro da hist\u00f3ria do cristianismo primitivo. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BROWN, Raymond E. <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao Novo Testamento<\/em>. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MAINVILLE, Odete (org). <em>Escritos e ambiente do Novo Testamento<\/em>: uma introdu\u00e7\u00e3o. Petr\u00f3polis: Vozes, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GILBERT, Pierre.\u00a0<em>Como a B\u00edblia foi escrita:<\/em> introdu\u00e7\u00e3o ao Antigo Testamento e ao Novo Testamento. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KOESTER, Helmut.\u00a0<em>Introdu\u00e7\u00e3o ao Novo Testamento<\/em>: historia, cultura e religi\u00e3o do per\u00edodo helen\u00edstico. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2005. 2v.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KONINGS, Johan. <em>A B\u00edblia, sua origem e sua leitura<\/em>. 7.ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">K\u00dcMMEL, Wener Georg.\u00a0<em>Introdu\u00e7\u00e3o ao Novo Testamento<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LOHSE, Eduard.\u00a0<em>Introdu\u00e7\u00e3o ao Novo Testamento<\/em>. 3.ed. S\u00e3o Leopoldo: Sinodal, 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHNELLE, Udo.\u00a0<em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 exegese do Novo Testamento<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">STOTT, John.\u00a0<em>Homens com uma mensagem<\/em>: uma introdu\u00e7\u00e3o ao Novo Testamento e seus escritores. Campinas: Crist\u00e3 Unida, [1996].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIELHAUER, Philipp. <em>Hist\u00f3ria da literatura crist\u00e3 primitiva<\/em>: introdu\u00e7\u00e3o ao Novo Testamento, aos ap\u00f3crifos e aos pais apost\u00f3licos. S\u00e3o Paulo: Academia Crist\u00e3, 2005. (<em>Historia de la literatura cristiana primitiva<\/em>: introducci\u00f3n al Nuevo Testamento, los ap\u00f3crifos y los padres apost\u00f3licos. Salamanca: Sigueme, 1991.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Para as abrevia\u00e7\u00f5es dos livros b\u00edblicos, ver <em>Abrevia\u00e7\u00f5es b\u00edblicas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Contrariamente \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do te\u00f3logo herege Marci\u00e3o (s\u00e9c. II).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Acerca do uso do AT no Novo, leia-se: DODD, C. H.\u00a0<em>Segundo as<\/em><em>\u00a0Escrituras:<\/em> estrutura fundamental do Novo Testamento. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cf. Martinho Lutero: \u201cwas Christum treibt\u201d (Tischreden, Weimarer Ausgabe 38, 364, 25-27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Al\u00e9m de Alexandria houve outros centros de recens\u00e3o do texto do NT, principalmente em Cesareia da Palestina e em Biz\u00e2ncio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Isso explica, entre n\u00f3s, a diferen\u00e7a entre as diversas edi\u00e7\u00f5es da tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Ferreira de Almeida (s\u00e9c. XVII, continuada nos s\u00e9culos ulteriores): a \u201ccorrigida e fiel\u201d (ACF) e a \u201crevista e corrigida\u201d (ARC), que t\u00eam por base o <em>textus receptus<\/em>, e a \u201crevista e atualizada\u201d (ARA), que adota o \u201ctexto cr\u00edtico\u201d, isto \u00e9, atualizado com base nas recentes descobertas de antigos documentos. Todas elas publicadas pela Sociedade B\u00edblica Brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> A respeito dos evangelhos ap\u00f3crifos, ver <em>Textos extracan\u00f4nicos<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Novo Testamento 2 Contexto sociohist\u00f3rico e cultural 3 Documenta\u00e7\u00e3o 4 Autoria 5 Evangelhos e Atos dos Ap\u00f3stolos 6 Cartas paulinas (&#8220;Corpus paulinum&#8221;) 7 Cartas cat\u00f3licas ou gerais 8 O Apocalipse\u00a0 9 C\u00e2non do Novo Testamento e ap\u00f3crifos 9.1 O NT can\u00f4nico 9.2 Textos extracan\u00f4nicos ou ap\u00f3crifos do NT 10 Import\u00e2ncia e atualidade no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[],"class_list":["post-49","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-biblica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=49"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2860,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49\/revisions\/2860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=49"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=49"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=49"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}