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{"id":2964,"date":"2023-12-31T17:19:05","date_gmt":"2023-12-31T20:19:05","guid":{"rendered":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2964"},"modified":"2024-01-02T11:54:39","modified_gmt":"2024-01-02T14:54:39","slug":"arte-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2964","title":{"rendered":"Arte Crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>1 A arte na vida humana<\/p>\n<p>2 A arte crist\u00e3 (aspectos hist\u00f3ricos)<\/p>\n<p>3 A arte crist\u00e3 na esteira do Conc\u00edlio Vaticano II<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>Falar de arte n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Mesmo restrita ao \u00e2mbito da \u201cArte crist\u00e3\u201d, a empreitada n\u00e3o deixa de ser desafiadora, dada a amplitude e a complexidade do tema em si. Nossa proposta \u00e9 modesta. Limitamo-nos a tecer alguns apontamentos em torno da rela\u00e7\u00e3o arte-liturgia e vice-versa, a partir de tr\u00eas pontos: a arte na vida humana; a arte crist\u00e3 (aspectos hist\u00f3ricos); a arte crist\u00e3 na esteira do Conc\u00edlio Vaticano II.<\/p>\n<p><strong>1 A arte na vida humana<\/strong><\/p>\n<p>Pode-se afirmar que, desde tempos muito remotos, a arte est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 vida humana. Ela se expressa sob diferentes formas de linguagem: visuais (pintura, desenho, gravura&#8230;), musicais (ritmo, melodia, harmonia&#8230;), perform\u00e1ticas (dan\u00e7a, teatro, m\u00e1gica, m\u00edmica&#8230;) etc. Ali\u00e1s, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o, quase que simbi\u00f3tica, do ser humano com a arte:<\/p>\n<blockquote><p>O ser humano sempre necessitar\u00e1 da arte para resolver essa sua limita\u00e7\u00e3o natural para encontrar aquela parte do real e de si mesmo que sua imagina\u00e7\u00e3o lhe diz ainda n\u00e3o ter sido conhecida.\u00a0A fun\u00e7\u00e3o da arte \u00e9 recriar para a experi\u00eancia de cada indiv\u00edduo a plenitude daquilo que ele n\u00e3o \u00e9, isto \u00e9, a experi\u00eancia da humanidade em geral. E ela o faz de maneira m\u00e1gica e l\u00fadica, mostrando a realidade como algo que pode ser transformado, dominado, manipulado como um brinquedo. [&#8230;] O nosso \u201ceu\u201d limitado sofre uma amplia\u00e7\u00e3o maravilhosa pela experi\u00eancia de uma obra de arte. E muitas vezes, nesse processo de identifica\u00e7\u00e3o, deixamos de ser meras testemunhas da cria\u00e7\u00e3o e passamos a ser tamb\u00e9m um pouco criadores daquelas obras que estendem os nossos horizontes e nos elevam acima da superf\u00edcie a que estamos pegados (CARMO, 2021).<\/p><\/blockquote>\n<p>A arte tamb\u00e9m ocupa lugar privilegiado no \u00e2mbito religioso. Ela \u00e9 parte integrante de a\u00e7\u00f5es simb\u00f3lico-rituais, pr\u00f3prias de cada cultura. No cristianismo, por exemplo, houve uma amistosa interatividade entre arte e liturgia.<\/p>\n<blockquote><p>No caso t\u00edpico europeu, acabou por ser o cristianismo o principal contexto dessa rela\u00e7\u00e3o, com a not\u00e1vel elabora\u00e7\u00e3o de arte para a liturgia, num servi\u00e7o que chega \u00e0 fus\u00e3o quase completa: as grandes obras de arquitetura, da pintura, da poesia, da m\u00fasica foram, em grande parte, obras para a liturgia, o que pressupunha na sua pr\u00f3pria elabora\u00e7\u00e3o \u2013 e tamb\u00e9m na recep\u00e7\u00e3o e configura\u00e7\u00e3o \u2014 a sua integra\u00e7\u00e3o ritual (DUQUE, 2018, p. 26).<\/p><\/blockquote>\n<p>O papa Jo\u00e3o Paulo II, na c\u00e9lebre <em>Carta aos artistas<\/em>, nos recorda que a arte de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 come\u00e7ou em surdina, ditada pela necessidade que os crentes tinham de elaborar sinais para exprimir, com base na Escritura, os mist\u00e9rios da f\u00e9 e, simultaneamente, de arranjar um \u201cc\u00f3digo simb\u00f3lico\u201d para se reconhecerem e identificarem, especialmente nos tempos dif\u00edceis das persegui\u00e7\u00f5es. A t\u00edtulo de exemplo, ele cita os \u201cprimeiros vest\u00edgios de uma arte pict\u00f3rica e pl\u00e1stica: o peixe, os p\u00e3es, o pastor\u201d (JO\u00c3O PAULO II, 1999, n. 7). N\u00e3o por acaso, tais imagens ilustravam paredes dos lugares onde os primeiros crist\u00e3os se reuniam para celebrar o memorial da P\u00e1scoa de Cristo (a liturgia). Assim como toda arte, essa \u201carte crist\u00e3\u201d \u00e9 portadora de densidade simb\u00f3lica, capaz de expressar e atingir o ser humano em sua totalidade, constituindo, assim, numa esp\u00e9cie de suporte e ve\u00edculo nos quais est\u00e3o presentes capacidades cognitivas, vis\u00f5es de mundo, cren\u00e7as, imagina\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria, afetividade, t\u00e9cnica, corporeidade, espiritualidade, f\u00e9. E mais:<\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 linguagem simb\u00f3lica, interpretativa, e interpelativa de cuja for\u00e7a o ser humano pode emergir como hermeneuta de si, do mundo, das coisas que ultrapassam ao que pode ser diretamente apreens\u00edvel pelos sentidos ou codificado na frieza da objetividade puramente racional expressa em aparato l\u00f3gico conceitual (VILHENA, M. A., 2015, p. 36).<\/p><\/blockquote>\n<p>Essas (e outras poss\u00edveis) dimens\u00f5es que encerram a linguagem simb\u00f3lica se aplicam \u00e0 a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica. Gra\u00e7as \u00e0 \u201carte\u201d do rito, os fi\u00e9is t\u00eam livre acesso \u00e0quela \u201cbeleza t\u00e3o antiga e t\u00e3o nova\u201d que \u00e9 o mist\u00e9rio do pr\u00f3prio Deus, revelado em Jesus Cristo.<\/p>\n<p><strong>2 A arte crist\u00e3 (aspectos hist\u00f3ricos)<\/strong><\/p>\n<p>Conforme aludido na introdu\u00e7\u00e3o deste texto, tamb\u00e9m aqui a abordagem se limitar\u00e1 a alguns apontamentos de car\u00e1ter geral, tendo como base a rela\u00e7\u00e3o arte-liturgia e vice-versa.<\/p>\n<p><em>a) No primeiro mil\u00eanio<\/em><\/p>\n<p>A partir do edito de Constantino (ano 313), a arte tornou-se um canal privilegiado de manifesta\u00e7\u00e3o da f\u00e9. No \u00e2mbito da arquitetura, aqueles simples espa\u00e7os (\u201cIgreja das casas\u201d) onde os crist\u00e3os se reuniam para as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas foram, gradativamente, substitu\u00eddos por suntuosas bas\u00edlicas (\u201ccasas da Igreja\u201d), \u00e0 moda das bas\u00edlicas imperiais.<\/p>\n<blockquote><p>Esse modelo foi escolhido pela sua praticidade: a abside configurou-se como lugar perfeito para a c\u00e1tedra do bispo e para o banco semicircular do presbit\u00e9rio; no come\u00e7o da nave principal, instalou-se o <em>bema <\/em>com o amb\u00e3o e, em Roma, o altar foi colocado nas imedia\u00e7\u00f5es da abside, entre o clero e o povo (SILVA, J. P., 2022, p. 132).<\/p><\/blockquote>\n<p>Nesses amplos espa\u00e7os, desenvolveram-se, de forma concomitante, as artes pict\u00f3ricas, esculturais e musicais. No limiar do s\u00e9culo VIII, a liturgia romana atingira sua forma plena, devidamente compilada em livros lit\u00fargicos (sacrament\u00e1rios, lecion\u00e1rios, antifon\u00e1rios&#8230;). O \u201cCanto gregoriano\u201d, por sua vez, tamb\u00e9m se encontrava plenamente estruturado e, assim como toda a liturgia romana, \u00e9 exportado para o imp\u00e9rio franco-germ\u00e2nico. Esse canto, com o passar dos s\u00e9culos, se tornar\u00e1 a express\u00e3o musical t\u00edpica da f\u00e9 da Igreja, celebrada nas a\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas. Se, por um lado, h\u00e1 de se admirar a beleza desses templos, com sua m\u00fasica altamente sofisticada, por outro, esse novo formato (\u201ccasas da Igreja\u201d) favoreceu o clericalismo e o distanciamento progressivo dos fi\u00e9is leigos, no que tange \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito do imp\u00e9rio bizantino, entre os s\u00e9culos VIII e IX, a Igreja teve de lutar contra alguns imperadores e bispos que apoiaram o chamado \u201cmovimento iconoclasta\u201d. Esse movimento repudiava o uso e a venera\u00e7\u00e3o de imagens (\u00edcones). Foi um per\u00edodo conturbado e at\u00e9 de viol\u00eancia extrema, incluindo ex\u00edlios, pris\u00f5es, torturas e mortes. Apoiados em textos do Antigo Testamento e em \u201cideologias\u201d surgidas no juda\u00edsmo e islamismo de ent\u00e3o, os iconoclastas recha\u00e7avam qualquer representa\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica de Cristo, da Virgem Maria e dos santos. Na opini\u00e3o deles, isso configurava idolatria. Os iconoclastas chegaram \u00e0 inusitada conclus\u00e3o de que o \u00fanico \u00edcone de Cristo \u00e9 a eucaristia (esp\u00e9cies eucar\u00edsticas); tamb\u00e9m repudiavam a venera\u00e7\u00e3o de rel\u00edquias dos santos.<\/p>\n<p>Diversos s\u00ednodos e at\u00e9 conc\u00edlios discutiram esse tema. O mais not\u00e1vel foi o Conc\u00edlio Ecum\u00eanico de Niceia II, em 789. Nele, estabeleceu-se a legitimidade das imagens e de seu culto, gra\u00e7as ao aux\u00edlio de s\u00f3lidos argumentos teol\u00f3gicos. O eixo axial dessa teologia foi o mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo. Jo\u00e3o Paulo II, na <em>Carta Apost\u00f3lica Duodecimum Saeculum <\/em>\u2014 por ocasi\u00e3o do XII centen\u00e1rio do referido Conc\u00edlio \u2014, assim se expressa:<\/p>\n<blockquote><p>A iconografia de Cristo implica, portanto, toda a f\u00e9 na realidade da Encarna\u00e7\u00e3o e no seu significado inexaur\u00edvel para a Igreja e para o mundo. Se a Igreja costuma p\u00f4-la em pr\u00e1tica, f\u00e1-lo porque est\u00e1 convencida que o Deus revelado em Jesus Cristo resgatou realmente e santificou a carne e o inteiro mundo sens\u00edvel, ou seja, o homem com os seus cinco sentidos, a fim de lhe permitir renovar-se constantemente \u201c\u00e0 imagem d\u2019Aquele que o criou\u201d (Cl\u00a03,10). (JO\u00c3O PAULO II, 1987, n. 9).<\/p><\/blockquote>\n<p>Reconhecendo a import\u00e2ncia da arte iconogr\u00e1fica, bem como sua redescoberta em tempos atuais, o ent\u00e3o Papa encoraja os fi\u00e9is a uma efetiva venera\u00e7\u00e3o dessa arte milenar, nestes termos:<\/p>\n<blockquote><p>A redescoberta do \u00edcone crist\u00e3o ajudar\u00e1 tamb\u00e9m a tomar consci\u00eancia da urg\u00eancia de reagir contra os efeitos despersonalizadores, e \u00e0s vezes degradantes, das m\u00faltiplas imagens que condicionam a nossa vida, na publicidade e nos \u201c<em>mass-media<\/em>\u201d; trata-se de fato de uma imagem que faz chegar at\u00e9 n\u00f3s o olhar de um Outro invis\u00edvel e que nos d\u00e1 acesso \u00e0 realidade do mundo espiritual e escatol\u00f3gico (JO\u00c3O PAULO II, 1987, n. 11).<\/p><\/blockquote>\n<p><em>b) No segundo mil\u00eanio<\/em><\/p>\n<p>No segundo mil\u00eanio, a arte crist\u00e3, sobretudo no Ocidente, se expandiu de forma vertiginosa. No \u00e2mbito da arquitetura, emergiram estilos marcantes nos edif\u00edcios das igrejas e abadias como, por exemplo, o rom\u00e2nico, o g\u00f3tico, o cl\u00e1ssico, o barroco. A pintura e a escultura atingiram elevados graus de perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e est\u00e9tica, a ponto de n\u00e3o mais necessitar, <em>a priori<\/em>, dos espa\u00e7os sagrados e de sua vincula\u00e7\u00e3o com a f\u00e9. A \u201cm\u00fasica sacra\u201d \u2014 que se limitava, basicamente, ao canto mon\u00f3dico, de uso exclusivo nas a\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas \u2014, aos poucos, ganhou formas e contornos diversos. Ao lado do \u201ccantoch\u00e3o\u201d (mon\u00f3dico), desenvolveram-se sofisticados tecidos polif\u00f4nicos (de duas ou mais vozes), al\u00e9m do uso, cada vez mais frequente, de instrumentos musicais. Tudo isso contribuiu para que essa m\u00fasica ultrapassasse os limites do \u00e2mbito lit\u00fargico. N\u00e3o por acaso, a \u201cMissa\u201d (Kyrie, Gl\u00f3ria, Credo, Sanctus-Benedictus, Agnus Dei) se converteu numa esp\u00e9cie de forma musical, ao lado da su\u00edte, da sonata, da sinfonia etc., e passou a ser executada tamb\u00e9m em teatros. Ao longo do segundo mil\u00eanio, destacaram-se grandes nomes, como: Palestrina, Orlando de Lasso, Victoria (polifonia cl\u00e1ssica); Haendel, Bach, Vivaldi (barroco); Haydn, Mozart (classicismo); Beethoven, Schubert, Berlioz, Listz, Verdi (romantismo).<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do Ocidente, a arte crist\u00e3 oriental n\u00e3o se deixou \u201ccontaminar\u201d por pensamentos e\/ou ideologias est\u00e9ticas, surgidas fora do \u00e2mbito eclesial. A arte iconogr\u00e1fica, por exemplo, manteve-se fiel aos c\u00e2nones teol\u00f3gico-lit\u00fargico-espirituais, elaborados pela ortodoxia bizantina. O crit\u00e9rio basilar dessa arte \u00e9 a n\u00e3o reprodu\u00e7\u00e3o da natureza como tal (naturalismo\/realismo), mas a representa\u00e7\u00e3o de uma imagem transfigurada pela interioridade espiritual. No \u00edcone, tudo \u00e9 prenhe de simbolismo: cores, vestes, express\u00f5es corporais (m\u00e3os, rosto, olhos, nariz, ouvidos, boca&#8230;), ou seja, nada \u00e9 subjetivo. \u201cO \u00edcone, visto com os olhos do cora\u00e7\u00e3o iluminados pela f\u00e9, nos abre para a realidade invis\u00edvel, para o mundo do Esp\u00edrito, para a economia divina, para o mist\u00e9rio crist\u00e3o na sua totalidade ultraterrena. \u00c9 lugar teol\u00f3gico, antes, \u2018teologia visual\u2019\u201d (DONADEO, 1996, p. 20). Tamb\u00e9m a \u201cm\u00fasica sacra bizantina\u201d manteve, ao longo dos s\u00e9culos, suas principais caracter\u00edsticas, a saber: \u00e9 essencialmente vocal e monof\u00f4nica; \u00e9 modal (estruturada nos oito modos gregos); privilegia o sentido teol\u00f3gico-lit\u00fargico do texto e\/ou palavras.<\/p>\n<p><strong>3 A arte crist\u00e3 na esteira do Conc\u00edlio Vaticano II<\/strong><\/p>\n<p>A breve mensagem do papa Paulo VI, dirigida aos artistas, por ocasi\u00e3o do encerramento do Conc\u00edlio Vaticano II, resume, de forma magistral, a empatia pelo di\u00e1logo entre Igreja e cultura, com reflexos imediatos no campo da arte e a consequente rever\u00eancia aos seus art\u00edfices:<\/p>\n<blockquote><p>Para todos v\u00f3s, artistas, que sois prisioneiros da beleza e que trabalhais para ela: poetas e letrados, pintores, escultores, arquitetos, m\u00fasicos, homens do teatro, cineastas [&#8230;].<\/p>\n<p>Desde h\u00e1 muito que a Igreja se aliou convosco. V\u00f3s tendes edificado e decorado os seus templos, celebrado os seus dogmas, enriquecido a sua Liturgia. Tendes ajudado a Igreja a traduzir a sua divina mensagem na linguagem das formas e das figuras, a tornar percept\u00edvel o mundo invis\u00edvel.<\/p>\n<p>Hoje como ontem, a Igreja tem necessidade de v\u00f3s e volta-se para v\u00f3s. E diz-vos pela nossa voz: n\u00e3o permitais que se rompa uma alian\u00e7a entre todas fecunda. N\u00e3o vos recuseis a colocar o vosso talento ao servi\u00e7o da verdade divina. N\u00e3o fecheis o vosso esp\u00edrito ao sopro do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para n\u00e3o cair no desespero. A beleza, como a verdade, \u00e9 a que traz alegria ao cora\u00e7\u00e3o dos homens, \u00e9 este fruto precioso que resiste ao passar do tempo, que une as gera\u00e7\u00f5es e as faz comungar na admira\u00e7\u00e3o. E isto por vossas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Que estas m\u00e3os sejam puras e desinteressadas. Lembrai-vos de que sois os guardi\u00f5es da beleza no mundo: que isso baste para vos afastar dos gostos ef\u00eameros e sem valor aut\u00eantico, para vos libertar da procura de express\u00f5es estranhas ou indecorosas.<\/p>\n<p>Sede sempre e em toda a parte dignos do vosso ideal, e sereis dignos da Igreja, que, pela nossa voz, vos dirige neste dia a sua mensagem de amizade, de salva\u00e7\u00e3o, de gra\u00e7a e de b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa mensagem deve, necessariamente, ser lida \u00e0 luz das Constitui\u00e7\u00f5es e Decretos do pr\u00f3prio Conc\u00edlio, sobretudo as Constitui\u00e7\u00f5es <em>Gaudium et Spes <\/em>(GS) e <em>Sacrosanctum Concilium <\/em>(SC), e o Decreto <em>Inter Mirifica <\/em>(IM).<\/p><\/blockquote>\n<p>Na <em>Gaudium et Spes<\/em>, por exemplo se diz:<\/p>\n<blockquote><p><em>A literatura e as artes s\u00e3o<\/em> tamb\u00e9m, segundo a maneira que lhes \u00e9 pr\u00f3pria, <em>de grande import\u00e2ncia para a vida da Igreja<\/em>. Procuram elas dar express\u00e3o \u00e0 natureza do homem, aos seus problemas e \u00e0 experi\u00eancia das suas tentativas para conhecer-se e aperfei\u00e7oar-se a si mesmo e ao mundo; e tentam identificar a sua situa\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria e no universo, dar a conhecer as suas mis\u00e9rias e alegrias, necessidades e energias, e desvendar um futuro melhor. <em>Conseguem assim elevar a vida humana, que exprimem sob muito diferentes formas, segundo os tempos e lugares<\/em>.<\/p>\n<p>Por conseguinte, deve-se trabalhar para que <em>os artistas sintam-se compreendidos, na sua atividade, pela Igreja<\/em> e que, gozando de uma conveniente liberdade, tenham mais facilidade de contatos com a comunidade crist\u00e3. <em>A Igreja deve tamb\u00e9m reconhecer as novas formas art\u00edsticas<\/em>, que, segundo o g\u00eanio pr\u00f3prio das v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es e regi\u00f5es, se adaptam \u00e0s exig\u00eancias dos nossos contempor\u00e2neos. <em>Sejam admitidas nos templos quando, com linguagem conveniente e conforme as exig\u00eancias lit\u00fargicas, levantam o esp\u00edrito a Deus<\/em> (GS, n. 62).<\/p><\/blockquote>\n<p>Por sua vez, a <em>Sacrosanctum Concilium<\/em> afirma:<\/p>\n<blockquote><p>Entre as mais nobres atividades do esp\u00edrito humano est\u00e3o, de pleno direito, <em>e muito especialmente a arte religiosa e o seu mais alto cimo, que \u00e9 a arte sacra<\/em>. Elas tendem, por natureza, a exprimir de algum modo, nas obras sa\u00eddas das m\u00e3os do homem, a infinita beleza de Deus, e estar\u00e3o mais orientadas para o louvor e gl\u00f3ria de Deus se n\u00e3o tiverem outro fim sen\u00e3o o de conduzir piamente e o mais eficazmente poss\u00edvel, atrav\u00e9s das suas obras, o esp\u00edrito do homem at\u00e9 Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 esta a raz\u00e3o por que <em>a santa m\u00e3e Igreja amou sempre as belas artes, formou artistas e nunca deixou de procurar o contributo delas<\/em>, procurando que os objetos atinentes ao culto fossem dignos, decorosos e belos, verdadeiros sinais e s\u00edmbolos do sobrenatural. A Igreja julgou-se sempre no direito de ser como que o seu \u00e1rbitro, <em>escolhendo entre as obras dos artistas as que estavam de acordo com a f\u00e9, a piedade e as orienta\u00e7\u00f5es vener\u00e1veis da tradi\u00e7\u00e3o e que melhor pudessem servir ao culto<\/em> [&#8230;].<\/p>\n<p><em>A Igreja nunca considerou um estilo como pr\u00f3prio seu, mas aceitou os estilos de todas as \u00e9pocas<\/em>, segundo a \u00edndole e condi\u00e7\u00e3o dos povos e as exig\u00eancias dos v\u00e1rios ritos, criando deste modo, no decorrer dos s\u00e9culos, um tesouro art\u00edstico que deve ser conservado cuidadosamente. <em>Seja tamb\u00e9m cultivada livremente na Igreja a arte do nosso tempo, a arte de todos os povos e regi\u00f5es, desde que sirva com a devida rever\u00eancia e a devida honra \u00e0s exig\u00eancias dos edif\u00edcios e ritos sagrados<\/em>. Assim poder\u00e1 ela unir a sua voz ao admir\u00e1vel c\u00e2ntico de gl\u00f3ria que grandes homens elevaram \u00e0 f\u00e9 cat\u00f3lica em s\u00e9culos passados (SC, n. 122-123).<\/p><\/blockquote>\n<p>A <em>Inter Mirifica<\/em>, enfim, afirma:<\/p>\n<blockquote><p>Uma segunda quest\u00e3o se p\u00f5e sobre as rela\u00e7\u00f5es que medeiam entre os chamados <em>direitos da arte e as normas da lei moral<\/em>. Dado que, n\u00e3o raras vezes, as controv\u00e9rsias que surgem sobre esse tema t\u00eam a sua origem em falsas doutrinas sobre \u00e9tica e est\u00e9tica, <em>o Conc\u00edlio proclama que a primazia da ordem moral objetiva h\u00e1 de ser aceita por todos<\/em>, porque \u00e9 a \u00fanica que supera e coerentemente ordena todas as demais ordens humanas, por mais dignas que sejam, <em>sem excluir a arte<\/em>. Na realidade, s\u00f3 a ordem moral atinge, em toda a sua natureza, o homem, criatura racional de Deus e chamado ao sobrenatural; quando tal ordem moral se observa \u00edntegra e fielmente, condu-lo \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o e bem-aventuran\u00e7a plena (IM, n. 6).<\/p><\/blockquote>\n<p>Essa amostra de textos conciliares deixa entrever que a Igreja sempre demonstrou apre\u00e7o pela arte e seus art\u00edfices. N\u00e3o por acaso, Jo\u00e3o Paulo II, na mencionada <em>Carta aos artistas<\/em>, afirmou categoricamente que a Igreja tem necessidade da arte para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, pois ela (a arte) torna percept\u00edvel o mundo do esp\u00edrito, do invis\u00edvel, de Deus. E conclui dizendo: \u201cA arte possui uma capacidade muito pr\u00f3pria de captar os diversos aspectos da mensagem, traduzindo-os em cores, formas, sons que estimulam a intui\u00e7\u00e3o de quem os v\u00ea e ouve\u201d (JO\u00c3O PAULO II, 1999, n. 12). Vale ressaltar, em contrapartida, que essa atitude de rever\u00eancia da parte da Igreja n\u00e3o a isenta da constante vigil\u00e2ncia de se exercer um ju\u00edzo cr\u00edtico, frente a determinadas express\u00f5es art\u00edsticas que possam legitimar posturas anti\u00e9ticas, contr\u00e1rias ao Evangelho, como a injusti\u00e7a, a xenofobia, a discrimina\u00e7\u00e3o sexual, a exclus\u00e3o social etc.<\/p>\n<p>A Igreja do Ocidente n\u00e3o elegeu um estilo espec\u00edfico de arte para si, mas aceitou estilos de diversas \u00e9pocas. As Sagradas Escrituras e a Liturgia desempenharam papel decisivo no processo de discernimento quanto ao que se deve acatar ou rejeitar. Mais do que nunca, esse princ\u00edpio milenar se imp\u00f5e nos tempos atuais, marcados pela pluralidade de estilos e experimentos, por vezes carregados de excessivas doses de um <em>\u201csubjetivismo personalista\u201d<\/em>, que ostenta formas individualizadas, surpreendentes, herm\u00e9ticas e at\u00e9 ofensivas \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3. Juan Plazaola acrescenta a tal <em>subjetivismo<\/em> outras caracter\u00edsticas da sensibilidade art\u00edstica contempor\u00e2nea, a saber (cf. PLAZAOLA, 2006, p. 22-31):<\/p>\n<p><em>a) O essencialismo: <\/em>Busca pelo essencial. Uma rea\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria a express\u00f5es art\u00edsticas do passado, caracterizadas pelo excesso de detalhes e adere\u00e7os. O desafio consiste na manuten\u00e7\u00e3o do justo equil\u00edbrio est\u00e9tico, para n\u00e3o se descambar no minimalismo;<\/p>\n<p><em>b) A sinceridade:<\/em> Rejei\u00e7\u00e3o a simulacros. Prefer\u00eancia por elementos reais e n\u00e3o fict\u00edcios, como, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o de materiais falsos que imitem pedra, madeira, luz etc. Essa \u201csinceridade\u201d, no labor criador, \u00e9 fundamental para a arte vinculada ao culto crist\u00e3o.<\/p>\n<p><em>c) Um funcionalismo moderado:<\/em> \u00c0 beleza est\u00e9tica se busca agregar a funcionalidade (sagrada) da arte. Aqui, um desafio se imp\u00f5e, sobretudo no \u00e2mbito da arquitetura: n\u00e3o se deixar levar pela onda do mero \u201cconforto\u201d, reduzindo o \u201cfuncionalismo\u201d a algo meramente est\u00e9tico-pr\u00e1tico.<\/p>\n<p><em>d) A economia e sobriedade:<\/em> Quando aplicada diretamente \u00e0 arte crist\u00e3, esta caracter\u00edstica coincide com a recomenda\u00e7\u00e3o dada pelo Conc\u00edlio Vaticano: \u201cCuidem os Ordin\u00e1rios que, promovendo e incentivando a arte verdadeiramente sacra, visem antes \u00e0 nobre beleza que \u00e0 mera suntuosidade. O que se h\u00e1 de entender tamb\u00e9m das vestes sagradas e dos ornamentos\u201d (SC, n. 124). Contudo, vale o alerta de que essa \u201cnobre simplicidade\u201d n\u00e3o deva ser confundida com o artificial e banal.<\/p>\n<p><em>e) A pureza: <\/em>Esta caracter\u00edstica possui estreita rela\u00e7\u00e3o com a anterior. \u201cPureza\u201d, aqui, n\u00e3o significa \u201cfrieza\u201d, \u201ccerebralismo\u201d&#8230;, muito comuns em movimentos art\u00edsticos do s\u00e9culo XX como, por exemplo, o cubismo.<\/p>\n<blockquote><p>Pureza \u00e9 respeitar a aur\u00e9ola sagrada que as coisas intactas criadas por Deus parecem irradiar. [&#8230;] Felizmente, parece que hoje estamos recuperando, no Ocidente, o \u201cdom da aten\u00e7\u00e3o\u201d frente aos objetos elementares e puros da Cria\u00e7\u00e3o. E nas coisas criadas por m\u00e3os humanas, preferimos tamb\u00e9m a simplicidade e a integralidade (PLAZAOLA, 2006, p. 29).<\/p><\/blockquote>\n<p>Em suma, todo e qualquer ju\u00edzo emitido sobre a arte e seus art\u00edfices \u00e9, at\u00e9 certo ponto, incompleto e parcial. O \u201cmist\u00e9rio\u201d da arte n\u00e3o permite enquadr\u00e1-la em categorias por vezes subjetivas e reducionistas. A prop\u00f3sito dessa quest\u00e3o, J. Plazaola pondera:<\/p>\n<blockquote><p>A hist\u00f3ria prova que as obras de arte sacra que sobrevivem e que continuam deleitando e inspirando, ao longo dos s\u00e9culos posteriores, s\u00e3o precisamente as que revelam n\u00e3o s\u00f3 aspectos universais da natureza humana, os atributos da divindade e da santidade, mas tamb\u00e9m a aut\u00eantica forma de ser e as exig\u00eancias espirituais de seu tempo. E essa fidelidade ao esp\u00edrito de uma \u00e9poca n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com a \u201cperdurabilidade\u201d da obra (PLAZAOLA, 2006, p. 21).<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c0 luz da f\u00e9, toda express\u00e3o art\u00edstica \u2014 sobretudo aquela que enaltece a dignidade humana e a beleza da obra do Criador \u2014 manifesta o mist\u00e9rio de Deus: \u201cCom amorosa condescend\u00eancia, o Artista divino transmite uma centelha de sua sabedoria transcendente ao artista humano, chamando-o a partilhar seu poder criador\u201d (JO\u00c3O PAULO II, 1999, n. 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Joaquim Fonseca, OFM.<\/em> ISTA, FAJE. Texto enviado no dia 30\/9\/2023; aprovado dia 30\/11\/2023; postado dia 31\/12\/2023. Texto original portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>CARMO, G. E. do. <a href=\"https:\/\/suburbanodigital.blogspot.com\/2021\/12\/questao-de-filosofia-segundo-fischer.html\"><em>Segundo Fischer, para que o ser humano necessita da arte?<\/em><\/a><em>. <\/em>Dispon\u00edvel em: https:\/\/suburbanodigital.blogspot.com\/search?q=fischer. Acesso em: 14 fev. 2023.<\/p>\n<p>CONC\u00cdLIO VATICANO II. <em>Constitui\u00e7\u00e3o Pastoral \u201cGaudium et Spes\u201d sobre a Igreja no mundo atual<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html\">https:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html<\/a>. 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Mesmo restrita ao \u00e2mbito da \u201cArte crist\u00e3\u201d, a empreitada n\u00e3o deixa de ser desafiadora, dada a amplitude e a complexidade do tema em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-2964","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sacramento-e-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2964","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2964"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2964\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3009,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2964\/revisions\/3009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2964"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2964"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2964"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}