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{"id":2960,"date":"2023-12-31T17:15:18","date_gmt":"2023-12-31T20:15:18","guid":{"rendered":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2960"},"modified":"2023-12-31T17:15:18","modified_gmt":"2023-12-31T20:15:18","slug":"a-conferencia-dos-religiososas-do-brasil-crb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2960","title":{"rendered":"A Confer\u00eancia dos Religiosos(as) do Brasil (CRB)"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Confer\u00eancia dos Religiosos(as) do Brasil (CRB)<\/strong><\/p>\n<p>No dia 11 de fevereiro de 2024, a CRB completa 70 anos, jubileu de vinho, produzido com uvas de melhor qualidade, o mosaico da Vida Religiosa Consagrada presente no Brasil (VRC). A narrativa dos fatos que alimentaram todos esses anos e que iluminam o futuro est\u00e3o inseridos, como bem disse a Ir. Maria Carmelita de Freitas, \u201cna situa\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-pol\u00edtica do pa\u00eds, quanto do ponto de vista da Igreja na sua autocompreens\u00e3o e no exerc\u00edcio de sua miss\u00e3o evangelizadora\u201d (Converg\u00eancia, Jul\/Ag 1986, ano XXI, p. 353). N\u00e3o podemos entender o surgimento e a presen\u00e7a da VRC no Brasil sem os contextos hist\u00f3ricos de ontem e de hoje. A ideia da Confer\u00eancia amadureceu \u00e0 luz dos movimentos pr\u00e9-conciliares e tornou-se realidade na assimila\u00e7\u00e3o do Vaticano II e do consequente desdobramento das Confer\u00eancias de Medell\u00edn (1968), Puebla (1979), Santo Domingos (1992) e Aparecida (2007), em plena sintonia com o Brasil mergulhado na ditadura (1964), at\u00e9 a redemocratiza\u00e7\u00e3o, a partir de 1985. A CRB sempre foi solid\u00e1ria com o povo brasileiro, com suas ang\u00fastias e esperan\u00e7as, retrocessos pol\u00edticos e avan\u00e7os democr\u00e1ticos. Desde sua natureza prof\u00e9tica-m\u00edstica-mission\u00e1ria, a CRB, como institui\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o da vida religiosa no Brasil, soube contribuir com iniciativas corajosas, \u00e0s vezes tamb\u00e9m em crise, mas sempre iluminada pela for\u00e7a do Evangelho. Agora, \u00e0 luz da 1\u00aa Assembleia Eclesial Latino Americana e do Caribe, 2021, e do S\u00ednodo sobre a sinodalidade (2023), estamos num processo de ressignifica\u00e7\u00e3o de nossa presen\u00e7a no territ\u00f3rio brasileiro com os desafios da mudan\u00e7a de \u00e9poca numa sociedade l\u00edquida e polarizada.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Alguns elementos do marco hist\u00f3rico da funda\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o em rede das religiosas(os) do Brasil foi uma iniciativa da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos Religiosos, em Roma, no final dos anos 1940. No entanto, a ideia ganhou for\u00e7a no Brasil, a partir da realiza\u00e7\u00e3o do Congresso Internacional dos Religiosos(as) de 1950, em Roma, convocado pelo papa Pio XII. O tema do Congresso foi \u201c<strong><em>A renova\u00e7\u00e3o dos estados de perfei\u00e7\u00e3o acomodada aos tempos e condi\u00e7\u00f5es presentes.<\/em><\/strong>\u201d Tr\u00eas eixos iluminaram os debates<em>: a renova\u00e7\u00e3o quanto a vida e disciplina; a renova\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o; a renova\u00e7\u00e3o do apostolado ordin\u00e1rio e extraordin\u00e1rios dos religiosos(as). <\/em>O Papa Pio XII teve protagonismo relevante no Congresso e deu um impulso decisivo para a renova\u00e7\u00e3o que chegaria com o Vaticano II (1962-1965).<\/p>\n<p>Animados(as) pelo evento Internacional os(as) religiosas(os) do Brasil come\u00e7aram a se articular e realizaram nos dias 07 a 13 de fevereiro de 1954, na cidade do Rio de Janeiro, com mais de 1000 religiosos(as), representantes de todos os Estados brasileiros, o 1\u00ba. Congresso Nacional dos Religiosos(as) do Brasil, com o apoio do N\u00fancio Apost\u00f3lico Dom Carlo Chiarlo, do cardeal Dom Jaime de Barros C\u00e2mara, arcebispo do Rio de Janeiro, e do salesiano Padre Irineu Leopoldino de Souza. O padre Irineu Leopoldino foi uma figura chave no processo de funda\u00e7\u00e3o da CRB. \u201cHomem inteligente, criativo e de grande capacidade de organiza\u00e7\u00e3o, empreendedor e de vis\u00e3o integrista\u201d (Converg\u00eancia jul\/Ag 1986, ano XXI, n. 194, p. 358), contribuiu , nos primeiros anos, com a sistematiza\u00e7\u00e3o da CRB e, com ele, duas Congrega\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m tiveram import\u00e2ncia vital: a Congrega\u00e7\u00e3o das Mission\u00e1rias de Jesus Crucificado e a Congrega\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Redentor (redentoristas).<\/p>\n<p>Em 10 de fevereiro, o texto de funda\u00e7\u00e3o da CRB foi apresentado em sess\u00e3o fechada somente com os Provinciais presentes no Congresso, 53 ao todo. No Estatuto estava previsto: uma assembleia Geral a cada 3 anos, uma Diretoria composta de 7 membros, com oito \u00f3rg\u00e3os atuantes: jur\u00eddico, de estat\u00edstica, educa\u00e7\u00e3o e ensino, de catecismo, de assist\u00eancia social, de obras diversas, de miss\u00f5es populares (Converg\u00eancia jul\/Ag 1986, ano XXI, n. 194, p. 359). A finalidade da Confer\u00eancia seria de \u201ccoordena\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o das diversas comunidades religiosas, o estudo dos problemas, e a cria\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de interesse comum, visando a uma colabora\u00e7\u00e3o sempre mais eficaz\u201d (Valle Edenio (org), <em>Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, as li\u00e7\u00f5es de uma caminhada de 50 anos CRB \u2013 1954-2004, <\/em>publica\u00e7\u00f5es CRB 2004, p. 36; Converg\u00eancia jul\/Ag 1986, n. 194, p. 359). No mesmo dia 10 foi eleita a Diretoria:<\/p>\n<p><strong>Presidente: D. Martinho Michler, Abade do Mosteiro de S\u00e3o Bento\/RJ;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Secret\u00e1rio Geral: Pe. Irineu Leopoldino de Souza, sdb<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tesoureiro: Ir. Jo\u00e3o de Deus, Provincial dos Maristas;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conselheiros(as): Pe. Jo\u00e3o Rocha, Provincial dos Jesu\u00edtas; Frei Tarc\u00edsio Palazzolo, Superiora das Mission\u00e1rias de Jesus Crucificado; Madre Maria de Santa Clara Conort, Superiora Provincial da Ordem de Santa \u00darsula.<\/strong><\/p>\n<p>A posse ocorreu no dia 11\/02, festa de Nossa Senhora de Lourdes. A primeira sede foi concedida pelas irm\u00e3s do Col\u00e9gio de Santa \u00darsula no Rio de Janeiro. Dom H\u00e9lder C\u00e2mara deixou para a hist\u00f3ria esse pensamento sobre a cria\u00e7\u00e3o da CRB: \u201cO acontecimento tem para os Religiosos(as) do Brasil o mesmo alcance que teve para a hierarquia a funda\u00e7\u00e3o da CNBB. Os dois secretariados dever\u00e3o, ali\u00e1s, atuar sempre dentro da mais completa sintoniza\u00e7\u00e3o\u201d (Valle Edenio, <em>Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, <\/em>p. 37). Dois anos depois, 1956, a revista Converg\u00eancia come\u00e7ou a circular, com o objetivo de intensificar a intercomunica\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o entre os religiosos(as) do Brasil.<\/p>\n<p>A partir da funda\u00e7\u00e3o, a CRB, com as iniciativas do secret\u00e1rio geral, assumiu um protagonismo r\u00e1pido e com movimenta\u00e7\u00e3o elevada de recursos econ\u00f4micos. A forma como a CRB defendia a Lei de Diretrizes de Base da Educa\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es com a Juventude Estudantil Cat\u00f3lica (JEC) e, sobretudo, no parecer da CNBB, a estrapola\u00e7\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia, criaram um impasse entre as duas Institui\u00e7\u00f5es. O padre Irineu era um homem de grandes iniciativas, empreendedor no sentido objetivo do termo. A CRB, em pouco tempo, conseguiu um prest\u00edgio internacional e uma articula\u00e7\u00e3o interna invej\u00e1vel.\u00a0 Por\u00e9m, o crescimento empresarial da CRB chamou a aten\u00e7\u00e3o da hierarquia. O desejo de manter a CRB com sua autonomia pr\u00f3pria, em rela\u00e7\u00e3o a CNBB, aprofundou mais ainda a crise. O resultado foi a necess\u00e1ria substitui\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio geral, em 1959, com o apoio do N\u00fancio Apost\u00f3lico Dom Armando Lombardi. Assumiu o padre Thiago Cloin, CSSR, com o objetivo de entrosar melhor a CRB na pastoral de conjunto da CNBB. Assim, a CRB retornou ao seu objetivo inicial de promover a renova\u00e7\u00e3o da VRC no Brasil, sem perder, por\u00e9m, seu dinamismo.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>A articula\u00e7\u00e3o pastoral da VRC (1959-1965)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Com a elei\u00e7\u00e3o do novo secret\u00e1rio geral, padre Thiago Cloin, redentorista, a CRB come\u00e7ou a enveredar o caminho com duas metas: o melhor entrosamento com a CNBB e a inser\u00e7\u00e3o da VRC na pastoral de conjunto. Mudou o eixo das a\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia sem alterar sua natureza, ou seja, \u201cpromover maior vitaliza\u00e7\u00e3o da VRC, no seio da Igreja renovada e em renova\u00e7\u00e3o\u201d (Converg\u00eancia jul\/Ag, n. 194, p. 363).<\/p>\n<p>Na Assembleia de 1962, nos in\u00edcios do Conc\u00edlio Vaticano II, o tema foi: \u201cO aprimoramento da VRC e a colabora\u00e7\u00e3o com a hierarquia, em v\u00e1rios n\u00edveis: apostolado sacerdotal, apostolado dos irm\u00e3os, apostolado das religiosas, apostolado educacional\u201d (Converg\u00eancia jul\/Ag, n. 194, p. 364). Dom H\u00e9lder C\u00e2mara, secret\u00e1rio geral da CNBB, apresentou as grandes linhas da pastoral de conjunto e o Plano de Emerg\u00eancia, confiando a CRB, sua inteira ades\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m foi apresentado o iniciante \u201cmovimento de Natal\u201d que, envolveu a VRC nos meios populares e plena sintonia com o Plano de Emerg\u00eancia. A ades\u00e3o dos Superiores Gerais e Superioras foi fundamental para concretizar a melhor articula\u00e7\u00e3o da VRC nas a\u00e7\u00f5es promovidas \u00e0 luz da pastoral de conjunto.<\/p>\n<p>Com o advento do Conc\u00edlio um novo cap\u00edtulo foi aberto na VRC do Brasil. A euforia dos anos precedentes, a funda\u00e7\u00e3o da CRB e sua estrutura\u00e7\u00e3o (Valle Edenio, <em>Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, <\/em>p. 49ss), acaloraram mais ainda o processo. Com o t\u00e9rmino do conc\u00edlio, dezembro de 1965, e o regime militar de 1964, que levou ao AI 5, em 1968, com a ditadura, censura, torturas, desrespeitos aos Direitos Humanos, conflito social, a Igreja do Brasil assumiu um novo protagonismo, \u201cser voz dos que n\u00e3o tinham voz.\u201d A CRB n\u00e3o ficou \u00e0 margem dos problemas sociais e pol\u00edticos da \u00e9poca. Manteve-se unida a CNBB e aos movimentos de rejei\u00e7\u00e3o da ditadura pagando, inclusive, um pre\u00e7o alto com persegui\u00e7\u00f5es e mortes de religiosos(as).<\/p>\n<p>O Conc\u00edlio, convocado pelo Papa Jo\u00e3o XXIII, foi eminentemente pastoral. Sua meta era o di\u00e1logo com o mundo e com os irm\u00e3os separados e n\u00e3o cat\u00f3licos, portanto, ecum\u00eanico. A Igreja repensa sua natureza no Brasil e foi fiel a tr\u00eas princ\u00edpios b\u00e1sicos do Conc\u00edlio:<\/p>\n<ol>\n<li>Uma Igreja voltada para o mundo, atenta a miss\u00e3o evangelizadora \u2013 servidora;<\/li>\n<li>Igreja Povo de Deus, fundada na gra\u00e7a batismal, e n\u00e3o na hierarquia;<\/li>\n<li>Igreja que pensa sua a\u00e7\u00e3o evangelizadora a partir da realidade local, na comunh\u00e3o de Igrejas, e n\u00e3o da cristandade;<\/li>\n<\/ol>\n<p>A CRB seguiu esta intui\u00e7\u00e3o no processo de inser\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o da Igreja e na sociedade em conflito. Assim construiu e amadureceu sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Na esteira do Vaticano II (1965-1968)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A palavra de ordem do Conc\u00edlio foi o <strong><em>aggiornamento<\/em><\/strong> \u2013 atualiza\u00e7\u00e3o \u2013 sair do imobilismo das tradi\u00e7\u00f5es, das normas anacr\u00f4nicas, da formalidade de vida, do distanciamento do povo e das condena\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas. Isso provocou um grande \u00eaxodo da VRC para as periferias, experi\u00eancia de pequenas comunidades inseridas nos meios populares. Por\u00e9m, ao lado desse processo de abertura, haviam ambiguidades profundas como a seculariza\u00e7\u00e3o, o progresso cient\u00edfico e t\u00e9cnico com resultados surpreendentes para a VRC: crise de identidade, crise vocacional e a necessidade de rever sua pr\u00f3pria natureza e a rela\u00e7\u00e3o com a sociedade e com a Igreja (Valle Edenio, <em>Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, <\/em>p. 58), o h\u00e1bito religioso foi substitu\u00eddo pelo traje civil, muitos religiosos(as) tiveram acesso a cursos superiores. Muitos candidatos(as) negros(as) entraram na VRC, o sentido de justi\u00e7a social e consci\u00eancia cr\u00edtica foram acentuados, for\u00e7as libertadoras e de restaura\u00e7\u00e3o do modo de vida foram dinamizados e tudo isso gerou \u201cmedo, ansiedade, perplexidade, alegrias e desejos\u201d (CASTILHO PEREIRA William C\u00e9sar (0rg.), <em>An\u00e1lise Institucional da vida religiosa consagrada, <\/em>2\u00aa Ed., Publica\u00e7\u00f5es CRB, 2012, p. 32).<\/p>\n<p>Essa euforia inicial criou tamb\u00e9m for\u00e7as contr\u00e1rias que refor\u00e7aram a crise na VRC e obrigaram a uma nova leitura da rela\u00e7\u00e3o Sociedade e Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>A crise institucional numa Igreja em mudan\u00e7a (1968-1973)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Em 1968, a CRB realizou a Assembleia Geral Ordin\u00e1ria (AGO). O grande protagonista foi o padre Marcelo Azevedo, eleito presidente da CRB. O tema da Assembleia foi <strong><em>A vida religiosa no Brasil hoje. <\/em><\/strong>A reflex\u00e3o nas Prov\u00edncias mexeu com toda a VRC. Tr\u00eas fatos foram marcantes naquele momento: a realiza\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia de Medell\u00edn (1968) com o objetivo de concretizar o Conc\u00edlio na Am\u00e9rica Latina; O informe enviado pela Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos religiosos sobre a vida religiosa no Brasil; a crise econ\u00f4mico-financeira da CRB de 1970-1971. Tamb\u00e9m foi cada a equipe teol\u00f3gica da CRB.<\/p>\n<p>Medell\u00edn foi a tomada de consci\u00eancia sobre o Conc\u00edlio na Am\u00e9rica Latina. Um evento, portanto, de grande valor transcendental eclesial e social. A Confer\u00eancia lan\u00e7ou um olhar corajoso e prof\u00e9tico sobre a realidade dos povos do continente e se descobriu como uma Igreja pluralista, conflitiva, com a clara vis\u00e3o de que era necess\u00e1rio o di\u00e1logo entre f\u00e9 e justi\u00e7a social. Evidentemente, a CRB foi envolvida nessa reflex\u00e3o com a proje\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o em contextos sempre mais desafiadores.<\/p>\n<p>O Informe da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos Religiosos apresentou cr\u00edticas s\u00e9rias contra o processo de renova\u00e7\u00e3o da CRB no Brasil. O padre Marcelo Azevedo teve a suficiente lucidez para responder \u00e0s cr\u00edticas e n\u00e3o aprofundou a crise, mas ajudou, atrav\u00e9s do di\u00e1logo construtivo o reconhecimento da vitalidade da CRB.<\/p>\n<p>O colapso econ\u00f4mico-financeiro da CRB, entre 1970 e 1971, foi dilacerante. No entanto, a Diretoria soube fazer a gest\u00e3o da crise oportunizando o momento e promovendo a natureza pr\u00f3pria da miss\u00e3o da CRB que desencadeou a realiza\u00e7\u00e3o da X AGO em 1974, com a tem\u00e1tica da miss\u00e3o e do profetismo.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>A redescoberta da miss\u00e3o prof\u00e9tica da VRC (1974-1977)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c0 luz da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, que nascia da realidade Latino Americana, ajudou a CRB na reflex\u00e3o sobre sua miss\u00e3o prof\u00e9tica. Amparada com a realiza\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo de 1974, sobre Evangeliza\u00e7\u00e3o e a consequente exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica de Paulo VI, <em>Evangelii Nuntiandi <\/em>(1975), os processos de inser\u00e7\u00e3o na realidade brasileira e o servi\u00e7o \u00e0 sociedade a partir da riqueza dos carismas, proporcionou a experi\u00eancia m\u00edstica de estar no meio dos pobres, nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), como um momento do Esp\u00edrito que projetou a VRC num movimento novo de comunh\u00e3o e compromisso com o Povo de Deus, em sintonia com a realidade de conflito do Brasil.<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>A riqueza de Puebla e os desafios de Santo Domingos para a VRC no Brasil (1977-1995)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A etapa que precedeu Puebla (1979), estava delineada em duas posi\u00e7\u00f5es eclesiais de conflito. De um lado, a viv\u00eancia da f\u00e9 ligada \u00e0 Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, que denunciava a injusti\u00e7a social e a desconex\u00e3o entre f\u00e9 e vida. A outra vertente defendia que o problema residia na perca de identidade do povo latino-americano e sua rela\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e cultura (Valle Edenio, <em>Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, <\/em>p. 64).<\/p>\n<p>A VRC estava imersa na primeira posi\u00e7\u00e3o, Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o em sintonia com Medell\u00edn. A equipe de reflex\u00e3o teol\u00f3gica da CRB trouxe a tem\u00e1tica para a VRC e deu uma grande contribui\u00e7\u00e3o na prepara\u00e7\u00e3o da AGO de 1977, sobre a miss\u00e3o prof\u00e9tica. Os resultados de tamanho esfor\u00e7o foram importantes: a mudan\u00e7a institucional e o modelo de forma\u00e7\u00e3o; a influ\u00eancia de Medell\u00edn na miss\u00e3o e profetismo da VRC; o crescimento das voca\u00e7\u00f5es vindas dos meios populares e o incremento do novinter, juninter e outras a\u00e7\u00f5es intercongregacionais na forma\u00e7\u00e3o; a consci\u00eancia de que a experiencia de Deus deve ser vivida a partir dos pobres;<\/p>\n<p>Na primeira visita de Jo\u00e3o Paulo II ao Brasil (1980), a VRC, vivia \u00a0os impactos positivos da Confer\u00eancia de Puebla e a prof\u00e9tica op\u00e7\u00e3o pelos pobres e jovens. A visita, com certeza, acelerou o desmonte da ditadura militar, por\u00e9m, ressaltou duas tend\u00eancias na experi\u00eancia da Igreja no Brasil: a abertura sociopol\u00edtica e a cautela nos avan\u00e7os intraeclesiais (Valle Ednio, <em>Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, <\/em>p. 77). A CRB colocou-se na linha prof\u00e9tica de liberta\u00e7\u00e3o dos pobres com o processo de inser\u00e7\u00e3o nos meios populares nas CEBS, CIMI, CPT, PO, PJ, MST, Pastoral do Negro, da Mulher marginalizada, do Menor, Centros de Direitos Humanos, atraindo para si muitas cr\u00edticas. A personalidade do Papa era muito forte e trouxe uma influ\u00eancia enorme para a caminhada eclesial da Am\u00e9rica Latina. O tema da <em>Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o<\/em>, como um verdadeiro projeto de miss\u00e3o do Papa contra o avan\u00e7o das chamadas \u201cigrejas eletr\u00f4nicas\u201d e o retorno \u00e0 disciplina, gerou uma tens\u00e3o entre a hierarquia e a VRC. Quando a CLAR lan\u00e7ou o Projeto Palavra-Viva, para celebrar os 500 anos da Evangeliza\u00e7\u00e3o com uma leitura orante da Escritura, os conflitos n\u00e3o tardaram a chegar. A CRB encontrou na pessoa de Dom Luciano Mendes de Almeida, presidente da CNBB, acolhida e incentivo para o Projeto e publicou uma s\u00e9rie de livros sobre o tema ampliando sua pr\u00e1tica nos meios populares.<\/p>\n<p>A Confer\u00eancia de Santo Domingos (1992), apesar de seus limites, destacou as rela\u00e7\u00f5es entre hierarquia e VRC como bastante tensas, por\u00e9m, a Confer\u00eancia n\u00e3o avan\u00e7ou muito e pouco repercutiu no Brasil, a n\u00e3o ser pelo tema da incultura\u00e7\u00e3o, assumido e refletido na pr\u00e1xis eclesial e da VRC. A convoca\u00e7\u00e3o de um S\u00ednodo sobre a VRC surpreendeu a todos(as). Havia um clima tenso, de conflito, sobretudo na Am\u00e9rica Latina. O S\u00ednodo aconteceu em 1994, no Vaticano. A tem\u00e1tica central foi sobre a eclesialidade. O cardeal relator, Hume, disse claramente: \u201cN\u00e3o h\u00e1 vida consagrada, com efeito, fora da vida e da miss\u00e3o da Igreja. Ela \u00e9 suscitada e erigida pelos pastores para o bem do Corpo m\u00edstico de Cristo, \u00e9 reconhecida e erigida pelos pastores leg\u00edtimos como estado consagrado a Deus, s\u00f3 vive se for como ramo unido ao tronco, participa na miss\u00e3o confiada \u00e0 Igreja\u201d (Valle Edenio, <em>Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, <\/em>p. 90). O equilibrismo nesta rela\u00e7\u00e3o hierarquia \u2013 VRC ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente serena. H\u00e1 sempre alguma tens\u00e3o, quest\u00e3o de poder, que pode ser resolvida no esp\u00edrito de comunh\u00e3o e reciproca colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir dos anos 90, a presen\u00e7a de leigos(as) vinculados aos carismas fundacionais come\u00e7ou a crescer com uma novidade interessante: a comunh\u00e3o carism\u00e1tica e a miss\u00e3o. A VRC abra\u00e7ou a causa e hoje, temos a riqueza da presen\u00e7a de crist\u00e3os leigos(as) que, com forma\u00e7\u00e3o adequada e compromisso apost\u00f3lico, d\u00e3o \u00e0s Congrega\u00e7\u00f5es um novo alento, inclusive, com o despertar de voca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong>A re-funda\u00e7\u00e3o da VRC (1995-2000)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O tema da re-funda\u00e7\u00e3o, em sintonia com as experi\u00eancias anteriores, toma nova vigor a partir de 2001, com Assembleia Geral. O grande objetivo era voltar ao originas, \u00e0s fontes da VRC no seguimento de Jesus Cristo. Com a for\u00e7a da invoca\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo nos trabalhos preparat\u00f3rios e na realiza\u00e7\u00e3o da assembleia, a CRB, deixou-se envolver pela liberdade do sopro de Deus, ouvir, ver, conhecer e descer \u00e0 realidade do Brasil e das periferias, incentivando a presen\u00e7a solid\u00e1ria e prof\u00e9tica da VRC nos ambientes de maior vulnerabilidade. \u00c9 fato, a CRB, sempre procurou responder aos sinais dos tempos e buscou de forma dialogal, mas sem perder o rumo, a anima\u00e7\u00e3o da VRC naquilo que lhe \u00e9 mais radical e prof\u00e9tico: descer das amarras institucionais e deixar-se conduzir pelo Esp\u00edrito, porque a VRC n\u00e3o consegue conviver com o engessamento da institui\u00e7\u00e3o. Ela nasceu no deserto, na hostilidade e no perigo, mas foi, no deserto, que ela sempre encontrou o Senhor da hist\u00f3ria que fez e continua fazendo jorrar a \u00e1gua viva.<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong>A presen\u00e7a da mulher na CRB <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Acredito que seja importante este destaque na hist\u00f3ria da Confer\u00eancia. Na verdade, a presen\u00e7a ativa das religiosas na Confer\u00eancia remonta seus in\u00edcios, embora, na ordem da presid\u00eancia nacional, a primeira mulher a ocupar a presid\u00eancia foi a \u00a0Irm\u00e3 Maris Bolzan, sds. Tamb\u00e9m, na Assembleia de 2001, a presen\u00e7a de junioristas de todo o Brasil fez-se sentir dando um novo vigor e esperan\u00e7a. O Projeto da nova estrutura da CRB, iniciada no tri\u00eanio passado, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, a intercongregacionalidade e a op\u00e7\u00e3o pelos pobres, foi levada avante; enfim, a uma nova forma de ver e pensar a CRB no Novo Mil\u00eanio.<\/p>\n<p>Nesse sentido, em forma de mutir\u00e3o, a nova Diretoria levou pra frente o Plano de A\u00e7\u00e3o, fazendo ressurgir uma fisionomia mais ousada da vida religiosa no Brasil, com tr\u00eas eixos fundamentais: Projetos voltados para a presen\u00e7a da VRC na sociedade; Projetos voltados para a presen\u00e7a eclesial da CRB; Dire\u00e7\u00f5es principais na anima\u00e7\u00e3o interna da VRC (Valle Edenio, <em>Mem\u00f3ria Hist\u00f3rica, <\/em>p. 180-188).\u00a0 Realizou-se tamb\u00e9m a revis\u00e3o do Estatuto civil e o Regimento Interno da sede Nacional e das Regionais. Gerou, podemos admitir, um novo olhar para os tempos que desafiavam a CRB na sua miss\u00e3o. \u00c9 importante destacar a capta\u00e7\u00e3o de recursos dessa \u00e9poca atrav\u00e9s de inst\u00e2ncias eclesiais e religiosas como a ADVENIAT, MISEREOR, KIKCHE IN NOT, com apoio para a forma\u00e7\u00e3o, bolsas de estudo e projetos sociais.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de tr\u00eas presidentes: Irm\u00e3 Maris Bolsan, sds; Irm\u00e3 M\u00e1rian Ambrosio, idp; Irm\u00e3 Maria In\u00eas, mad, deram a CRB uma fisionomia feminina positiva e din\u00e2mica, fortalecendo ainda mais o valor da Confer\u00eancia com sua contribui\u00e7\u00e3o masculina e feminina em todos os n\u00edveis.<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li><strong>Rela\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia<\/strong><\/li>\n<li>Dom Martinho Michler, OSB \u2013 1954-1965<\/li>\n<li>Ant\u00f4nio Aquino, SJ \u2013 1965-1968<\/li>\n<li>Marcelo de Carvalho Azevedo, SJ \u2013 1968-1977<\/li>\n<li>D\u00e9cio Batista Teixeira, SDB \u2013 1977-1983<\/li>\n<li>Claudio Falquetto, FMS \u2013 1983-1989<\/li>\n<li>Jo\u00e3o Ed\u00eanio R. Valle, SVD \u2013 1989-1995<\/li>\n<li>Jo\u00e3o Roque Rohr, SJ \u2013 1995-2001<\/li>\n<li>Irm\u00e3 Maris Bolzan, SDS \u2013 2001-2007<\/li>\n<li>Irm\u00e3 M\u00e1rian Ambrosio, IDP \u2013 2007-2013<\/li>\n<li>Irm\u00e3o Paulo Petry, FSC \u2013 2013 \u2013 2014<\/li>\n<li>Irm\u00e3 Maria In\u00eas Vieira Ribeiro, MAD \u2013 2014-2022<\/li>\n<li>Irm\u00e3 Eliane Cordeiro de Souza, Merced\u00e1ria da Caridade. 2022-2025<\/li>\n<\/ol>\n<p>A Assembleia de 2022, eletiva, retornar\u00e1, em certo sentido, ao tema da re-funda\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, com outra variante, a re-ssignifica\u00e7\u00e3o da VRC no contexto atual do pa\u00eds, no enfrentamento da pandemia e nos desafios de um \u201cnovo normal\u201d, que exigir\u00e1 de n\u00f3s perseveran\u00e7a e fidelidade criativa.<\/p>\n<p>Pe. Jo\u00e3o da Silva Mendon\u00e7a Filho, sdb<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confer\u00eancia dos Religiosos(as) do Brasil (CRB) No dia 11 de fevereiro de 2024, a CRB completa 70 anos, jubileu de vinho, produzido com uvas de melhor qualidade, o mosaico da Vida Religiosa Consagrada presente no Brasil (VRC). 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