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{"id":2905,"date":"2023-12-31T14:22:55","date_gmt":"2023-12-31T17:22:55","guid":{"rendered":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2905"},"modified":"2024-01-03T15:41:34","modified_gmt":"2024-01-03T18:41:34","slug":"a-pastoral-indigena-na-america-latina-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2905","title":{"rendered":"A pastoral ind\u00edgena na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Os principais conte\u00fados da Pastoral Ind\u00edgena<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Como a Pastoral Ind\u00edgena foi sendo gestada?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 A Igreja e os<em> abor\u00edgenes<\/em> no per\u00edodo p\u00f3s-Independ\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 O <em>kair\u00f3s<\/em> do Papa Francisco<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Desafios da Pastoral Ind\u00edgena atual<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo <em>Pastoral Ind\u00edgena<\/em> \u00e9 recente na igreja latino-americana. Come\u00e7ou a ser utilizado no final dos anos 70 do s\u00e9culo passado para caracterizar uma pastoral espec\u00edfica, distinguindo-se da <em>Pastoral Indigenista<\/em>. Enquanto essa se referia \u00e0 a\u00e7\u00e3o de mission\u00e1rias e mission\u00e1rios n\u00e3o ind\u00edgenas a favor dos povos origin\u00e1rios, a <em>Pastoral Ind\u00edgena <\/em>se refere \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios ind\u00edgenas nas igrejas particulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conte\u00fado de ambas as categorias teol\u00f3gico-pastorais foi sendo constru\u00eddo, nas igrejas perif\u00e9ricas da Am\u00e9rica Latina, com a chegada ou retorno \u00e0s regi\u00f5es ind\u00edgenas de pastores e servidoras\/servidores eclesiais na segunda metade do s\u00e9culo XX. Essas\/es, ao se aproximarem efetiva e afetivamente da realidade dolorosa de marginaliza\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e abandono da popula\u00e7\u00e3o nativa, tornaram-se mais sens\u00edveis a suas exig\u00eancias e se deixaram interpelar e modelar pela diversidade cultural e religiosa desses povos at\u00e9 assumir, de alguma maneira, elementos dessa identidade, antes negada e rejeitada pela Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Os principais conte\u00fados da Pastoral Ind\u00edgena<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os objetivos expl\u00edcitos da recente Pastoral Ind\u00edgena apontam para o surgimento de <em>igrejas particulares aut\u00f3ctones<\/em> a partir das chamadas <em>Sementes do Verbo<\/em> (<em>logoi spermatikoi<\/em>), que o Concilio Vaticano II (1962-1965) retomou dos Padres da Igreja primitiva, procurando conectar a proposta do evangelho do Reino de Jesus com a busca de Deus preexistente nos povos antes da chegada da Igreja. Al\u00e9m disso, na Pastoral Ind\u00edgena, \u00e9 reconhecido e impulsionado o protagonismo indispens\u00e1vel dos ind\u00edgenas na constru\u00e7\u00e3o de tais igrejas particulares aut\u00f3ctones, oferecendo sua sabedoria ancestral contida nas chamadas teologias ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 <\/strong><strong>Como a Pastoral Ind\u00edgena foi sendo gestada?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Pastoral Ind\u00edgena, tal como a conhecemos agora, come\u00e7ou a tomar corpo no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, quando a Igreja percebeu a necessidade de atender as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas mais abandonadas, como as amaz\u00f4nicas. Isso ocorreu, principalmente, quando, na metade desse s\u00e9culo, chegaram pastores e congrega\u00e7\u00f5es religiosas que se aproximaram das comunidades aut\u00f3ctones da Am\u00e9rica Latina n\u00e3o apenas com a\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias espor\u00e1dicas, mas com uma presen\u00e7a est\u00e1vel e prolongada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, as ra\u00edzes mais antigas da Pastoral Ind\u00edgena se encontram nos mission\u00e1rios da primeira evangeliza\u00e7\u00e3o deste continente, que se atreveram a estar ao lado dos ind\u00edgenas vencidos, tomando dist\u00e2ncia dos conquistadores que oprimiram esses povos. O primeiro foi Fr. Bernardo Boil (1450-1510), eclesi\u00e1stico plenipotenci\u00e1rio do Papa Alexandre VI, que acompanhou Crist\u00f3v\u00e3o Colombo na sua segunda viagem (1493); posteriormente, destacaram-se os dominicanos da ilha caribenha de Santo Domingo (1511) e, mais adiante, Juli\u00e1n Garc\u00e9s (1527), primeiro bispo de Tlaxcala, que motivou o Papa Paulo III a escrever a enc\u00edclica indigenista <em>Sublimis Deus<\/em> (1537). Evidentemente, \u00e9 preciso recordar tamb\u00e9m o Fr. Bartolomeu de las Casas e a corrente prof\u00e9tica que ele gerou a favor dos ind\u00edgenas e de uma evangeliza\u00e7\u00e3o sem viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa maneira, pode-se afirmar que a Pastoral Ind\u00edgena \u2013 que caminha junto com a Teologia Ind\u00edgena \u2013 apareceu, de modo claro e consistente, nos \u00faltimos 50 anos da Igreja latino-americana, mas est\u00e1 em continuidade com as grandes intui\u00e7\u00f5es missiol\u00f3gicas dos primeiros 50 anos da <em>evangeliza\u00e7\u00e3o fundante<\/em> de nossa Igreja neste continente. Ambos os momentos hist\u00f3ricos s\u00e3o obra conjunta de pastores profetas, de bases ind\u00edgenas, de l\u00edderes aut\u00f3ctones e de servidoras\/servidores eclesiais comprometidos com a causa ind\u00edgena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, a equipe de assessores do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), ao analisar o <em>Caminhar da Pastoral Ind\u00edgena,<\/em> observa que, mesmo com um alcance limitado, Fr. Ger\u00f3nimo de Mendieta j\u00e1 se referia a esta proposta da Igreja Aut\u00f3ctone \u2013 embora, naquele momento, ele a tenha chamado de \u201cIgreja Indiana\u201d \u2013 quando menciona a chegada dos tr\u00eas primeiros frades leigos, um ano antes da vinda dos paradigm\u00e1ticos Doze Mission\u00e1rios Franciscanos ao M\u00e9xico:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[\u2026] quando chegaram os doze var\u00f5es apost\u00f3licos, que foi em mil e quinhentos e vinte e quatro, vendo que os templos dos \u00eddolos ainda estavam de p\u00e9, e os \u00edndios usavam suas idolatrias e sacrif\u00edcios, perguntaram a este padre Fr. Juan de Tecto e a seus companheiros, o que faziam e o que entendiam. Ao qual Fr. Juan de Tecto respondeu: \u201cAprendemos a teologia que Sto. Agostinho ignorou inteiramente\u201d, chamando teologia a l\u00edngua dos \u00edndios, e fazendo-os entender o grande proveito que se tirava de saber a l\u00edngua dos naturais (MENDIETA, 1971, p. 308).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se pode apreciar no texto e em outras fontes da \u00e9poca, os primeiros franciscanos no M\u00e9xico \u2013 e tamb\u00e9m as demais ordens religiosas que chegaram para evangelizar o continente \u2013 quiseram, em grande parte, e entre contradi\u00e7\u00f5es, acolher e resgatar n\u00e3o s\u00f3 a l\u00edngua dos origin\u00e1rios, mas tamb\u00e9m a riqueza social, cultural e simb\u00f3lica dos povos aut\u00f3ctones com culturas milenares. Precisamente, o pr\u00f3prio Mendieta argumentava, h\u00e1 cinco s\u00e9culos atr\u00e1s, que os primeiros franciscanos chegados ao continente americano vinham com o prop\u00f3sito de viver o ideal primitivo de S\u00e3o Francisco e estabelecer entre os origin\u00e1rios uma \u201cIgreja indiana\u201d (ou aut\u00f3ctone, como hoje a chamamos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois dos primeiros 50 anos de muito profetismo e a\u00e7\u00e3o eclesial de grande criatividade, a etapa mission\u00e1ria terminou e deu lugar \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da Igreja com todas as suas estruturas e os esquemas pr\u00f3prios de administra\u00e7\u00e3o diocesana e paroquial da \u00e9poca. Ao ir-se consolidando desse modo, a Igreja abandonou as popula\u00e7\u00f5es nativas, por haverem sido reduzidas \u00e0 sua m\u00ednima express\u00e3o em consequ\u00eancia da guerra, das doen\u00e7as e das \u201cencomiendas\u201d. Os povos ind\u00edgenas, que, naquela \u00e9poca, n\u00e3o foram incorporados \u00e0 sociedade colonial, mantiveram-se \u00e0 margem de sua a\u00e7\u00e3o, e por essa raz\u00e3o, praticamente, n\u00e3o foram objeto de nenhuma a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria ou pastoral durante grande parte da \u00e9poca colonial, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando surgiram as na\u00e7\u00f5es independentes da Coroa espanhola e da portuguesa (1810-1898), a Igreja, em v\u00e1rios lugares, foi convocada para ser instrumento de integra\u00e7\u00e3o das comunidades ind\u00edgenas \u00e0s sociedades nacionais, pela via da educa\u00e7\u00e3o oficial e da cristianiza\u00e7\u00e3o ocidentalizante. Isso aconteceu especialmente com a popula\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 A Igreja e os<em> abor\u00edgenes<\/em> <\/strong><strong>no per\u00edodo p\u00f3s-Independ\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No n\u00edvel oficial, entre o final de maio e princ\u00edpios de julho de 1899, por convoca\u00e7\u00e3o do Papa Le\u00e3o XIII, celebrou-se, em Roma, o Conc\u00edlio Plen\u00e1rio da Am\u00e9rica Latina.\u00a0 A metade do episcopado do continente assistiu ao Conc\u00edlio que, pela primeira vez, reuniu-se para considerar os problemas mais urgentes e graves da Igreja nestas terras. O t\u00edtulo XI, cap\u00edtulo III dos <em>Decretos<\/em> do Conc\u00edlio, dedicado <em>\u201c\u00e0s santas Miss\u00f5es aos infi\u00e9is\u201d,<\/em> insiste em <em>\u201c<\/em>procurar levar a civiliza\u00e7\u00e3o, por meio da prega\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica, \u00e0s tribos que ainda permanecem na infidelidade<em>\u201d,<\/em> aos <em>\u201c<\/em>\u00edndios ainda por converter<em>\u201d<\/em>,<em> \u201c<\/em>para que n\u00e3o fique, por fim, nem sequer um de nossos abor\u00edgenes sem desfrutar da luz da verdade e da civiliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3<em>\u201d<\/em> (CONCILII PLENARII AMERICAE LATINAE, 1899, n. 770, 771, 767). Em continuidade com a mentalidade colonial, \u00e9 proposto que os bispos e sacerdotes utilizem todos os meios poss\u00edveis, como o aux\u00edlio das congrega\u00e7\u00f5es religiosas e das preces e esmolas dos fi\u00e9is leigos, para <em>converter os ind\u00edgenas infi\u00e9is<\/em>. Para tanto, devem conhecer os idiomas nativos, pois, por experi\u00eancia, sabe-se que <em>\u201c<\/em>o maior impedimento \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o da f\u00e9 entre os infi\u00e9is \u00e9 a ignor\u00e2ncia das l\u00ednguas ind\u00edgenas<em>\u201d<\/em> (CONCILII PLENARII AMERICAE LATINAE, 1899, n. 772).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No princ\u00edpio do s\u00e9culo XX, o Papa Pio X, com sua carta <em>Lacrimabili statu indorum<\/em> (1912), chamou a aten\u00e7\u00e3o dos bispos latino-americanos para a lament\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o dos povos nativos. No entanto, \u00e9 na segunda metade do s\u00e9culo XX que se gestam, na Igreja latino-americana, novas atitudes e uma renovada preocupa\u00e7\u00e3o pelas popula\u00e7\u00f5es nativas, empurradas \u00e0 extin\u00e7\u00e3o total pelo avan\u00e7o dos grandes projetos do mundo capitalista e neoliberal. \u00c9 tamb\u00e9m, nessa \u00e9poca, quando tais grupos humanos saem de sua letargia de s\u00e9culos ou se mostram como s\u00e3o e se atrevem a caminhar por si mesmos em meio \u00e0s vicissitudes da hist\u00f3ria recente. Nesse contexto, surge e se desenvolve a <em>Pastoral Ind\u00edgena, <\/em>a <em>Teologia Ind\u00edgena<\/em> e a<em> Igreja Aut\u00f3ctone<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada pa\u00eds do continente foi parte fundamental ou marginal do desenvolvimento da Pastoral ind\u00edgena e da Teologia ind\u00edgena na Am\u00e9rica Latina. Foram surgindo por toda a geografia latino-americana dioceses ou prelaturas de popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, onde pastores entusiastas se solidarizaram com os nativos. Igualmente surgiram equipes de mission\u00e1rios comprometidos com a causa dos povos aut\u00f3ctones, frequentes reuni\u00f5es de mission\u00e1rios e mission\u00e1rias, e encontros nacionais da Pastoral Ind\u00edgena, nas quais se partilham as tem\u00e1ticas que afetam a vida das comunidades e da Igreja. As estruturas de servi\u00e7o do CELAM, criado em 1955, desde cedo foram incorporando em suas tarefas o acompanhamento do trabalho eclesial junto aos povos ind\u00edgenas. Primeiramente, isso foi feito com una pastoral indigenista e, depois, com uma pastoral ind\u00edgena, que enfatiza a participa\u00e7\u00e3o cada vez mais protagonista da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante ressaltar ainda, antes mesmo do Concilio Vaticano II, a realiza\u00e7\u00e3o da I Confer\u00eancia Geral do Episcopado latino-americano (1955), no Rio de Janeiro, convocada pelo Papa Pio XII, nos tempos da denominada \u201cguerra fria\u201d entre Estados Unidos e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica pela hegemonia do mundo. No interior da Igreja, existia tamb\u00e9m um esfor\u00e7o de renova\u00e7\u00e3o na teologia, na pastoral e na participa\u00e7\u00e3o ativa dos leigos na vida eclesial. O documento final da I Confer\u00eancia do CELAM considera a \u201c<em>popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena<\/em>\u201d uma <em>\u201c<\/em>classe [\u2026] atrasada no seu desenvolvimento cultural<em>\u201d<\/em>, o que representa um problema de justi\u00e7a social para a Igreja. Ela entende ter propiciado para os ind\u00edgenas a <em>\u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d, <\/em>a<em> \u201cevangeliza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, a defesa contra os abusos, tendo infundido um <em>\u201cprofundo sentimento religioso\u201d<\/em>; espera que logo <em>\u201c<\/em>o \u201c\u00edndio\u201d se incorpore com honra no seio da verdadeira civiliza\u00e7\u00e3o\u201d (CELAM, 1955,<em> Conclus\u00f5es<\/em>, t\u00edtulo IX: <em>Miss\u00f5es, \u00cdndios e Gente de cor<\/em>). Com esse prop\u00f3sito, a obra das <em>Miss\u00f5es<\/em> entre infi\u00e9is deveria continuar com o mesmo esp\u00edrito apost\u00f3lico que animou os mission\u00e1rios de outrora. Em suma, os <em>\u201c\u00edndios\u201d<\/em>, assim como o foram durante a coloniza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o meros destinat\u00e1rios da miss\u00e3o, objeto da cristianiza\u00e7\u00e3o. A teologia cat\u00f3lica n\u00e3o parecia ter mudado muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 O <em>kair\u00f3s<\/em> do Papa Francisco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos tempos mais recentes de <em>kair\u00f3s<\/em>, o cristianismo inculturado na Europa \u2013 que caiu <em>na vaidosa sacraliza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria cultura<\/em> (EG 117) \u2013, \u00e9 interpelado, com tens\u00e3o e ao mesmo tempo com esperan\u00e7a, pelo \u201cdesafio das m\u00faltiplas riquezas que o Esp\u00edrito gera na Igreja\u201d (EG 117) e que v\u00eam especialmente dos povos da periferia do mundo. Povos aos quais ela deseja abrir-se, \u201csem coloniza\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas que destroem ou reduzem a idiossincrasia dos povos<em>\u201d <\/em>(FRANCISCO, 2019), mas em atitude de escuta, de di\u00e1logo e aprendizagem da sabedoria desses povos<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, a pergunta que muitos se fazem \u00e9 se a Igreja est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de, dignamente, dar espa\u00e7o em seu seio \u00e0 pluralidade cultural e religiosa da periferia, tendo em vista que, por muitos s\u00e9culos, ela foi <em>monoc\u00f3rdica e monocultural<\/em>, a partir do eurocentrismo assumido e usado como ve\u00edculo de sua identidade e miss\u00e3o no mundo. \u00c9 certo que o Papa Francisco defende, com sua abordagem da <em>igreja em sa\u00edda,<\/em> uma novidade missiol\u00f3gica, pastoral e lit\u00fargica que esteja em condi\u00e7\u00f5es de acolher a perspectiva dos que n\u00e3o s\u00e3o da cultura ocidental. Entretanto, esse esfor\u00e7o papal, que entusiasma dentro da Igreja e muito mais fora dela, encontrou imediatamente a oposi\u00e7\u00e3o dos quem n\u00e3o desejam mudar verdadeiramente os esquemas estabelecidos e pretendem frear as transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Desafios da Pastoral Ind\u00edgena atual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O S\u00ednodo Panamaz\u00f4nico, realizado em Roma entre 6 e 26 de outubro de 2019, mostrou que se pode incorporar \u00e0 Igreja boa parte das quest\u00f5es ind\u00edgenas. Destacam-se, particularmente, aquelas referentes \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e terra, para influir no restante da sociedade por meio de uma <em>Ecologia Integral<\/em> que se apoia numa <em>convers\u00e3o ecol\u00f3gica<\/em>, visando abandonar a agress\u00e3o \u00e0 natureza (que \u00e9 um pecado contra o Criador).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Junto com essa perspectiva, outro dos clamores levados ao S\u00ednodo foi a necessidade de uma convers\u00e3o cultural, pastoral e mission\u00e1ria que impulsione a Igreja a se inserir nas culturas e tradi\u00e7\u00f5es religiosas dos povos do mundo, principalmente os da periferia, a fim de que ela chegue a ser \u201c<em>uma Igreja com rosto amaz\u00f4nico e uma Igreja com rosto ind\u00edgena<\/em>\u201d<em>. <\/em>A raz\u00e3o teol\u00f3gica para tal afirma\u00e7\u00e3o foi assim explicitada:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rosto amaz\u00f4nico da Igreja encontra sua express\u00e3o na pluralidade de seus povos, culturas e ecossistemas. Esta diversidade tem necessidade da op\u00e7\u00e3o por una Igreja em sa\u00edda e mission\u00e1ria, encarnada em todas as suas atividades, express\u00f5es e linguagens. Em Santo Domingo, os Bispos nos propuseram a meta de uma evangeliza\u00e7\u00e3o inculturada, que \u201cser\u00e1 sempre a salva\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o integral de um determinado povo ou grupo humano, que fortalecer\u00e1 sua identidade e confian\u00e7a em seu futuro espec\u00edfico, contrapondo-se aos poderes da morte\u201d (DSD, Conclus\u00f5es, 243). E o Papa Francisco apresenta claramente esta necessidade de uma Igreja inculturada e intercultural: \u201cPrecisamos que os povos ind\u00edgenas plasmem culturalmente as Igrejas locais amaz\u00f4nicas\u201d (Fr.PM) (INSTRUMENTUM LABORIS DO S\u00cdNODO PANAMAZ\u00d4NICO, 2019, n. 107).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento conclusivo do S\u00ednodo recolheu esse clamor, afirmando que<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 uma Igreja mission\u00e1ria inserida e inculturada far\u00e1 emergir Igrejas particulares aut\u00f3ctones, com rosto e cora\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nicos, enraizadas nas culturas e tradi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias dos povos, unidas na mesma f\u00e9 em Cristo e diferentes em seu modo de viv\u00ea-la, express\u00e1-la e celebr\u00e1-la. (DOCUMENTO CONCLUSIVO S\u00cdNODO AMAZ\u00d4NICO, 2019, n. 42)<em>.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 evidente que um compromisso assim desafia radicalmente a longa pr\u00e1tica europeizante da Igreja, cujas estruturas a n\u00edvel dogm\u00e1tico, teol\u00f3gico, catequ\u00e9tico, lit\u00fargico, ministerial e de governo n\u00e3o permitem mudan\u00e7as que conduzam efetivamente ao que o Concilio Vaticano II chamou de \u201c<em>igrejas particulares aut\u00f3ctones<\/em>\u201d (AG 6). Na Am\u00e9rica Latina, as igrejas perif\u00e9ricas s\u00e3o as que impulsionaram essa proposta, trabalhando pelo protagonismo indispens\u00e1vel dos ind\u00edgenas na elabora\u00e7\u00e3o das chamadas <em>teologias ind\u00edgenas <\/em>e no surgimento dessas igrejas aut\u00f3ctones a partir das \u201c<em>Sementes do Verbo<\/em>\u201d, ou seja, da semeadura que Deus j\u00e1 fez, desde a antiguidade, em todos os povos e que deram frutos abundantes do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco, com sua Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Querida Amaz\u00f4nia<\/em>, endossa e relan\u00e7a as conclus\u00f5es do S\u00ednodo Panamaz\u00f4nico como voz da Igreja latino-americana e caribenha e como voz de Deus para a Igreja Universal. Entretanto, ele n\u00e3o p\u00f4de dar cabida imediata a quest\u00f5es t\u00e3o controvertidas como a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal dos <em>viri probati<\/em> (pessoas casadas que provaram que podem viver sua f\u00e9 crist\u00e3 e seu matrim\u00f4nio), ou a concess\u00e3o de minist\u00e9rios formais para as mulheres \u2013 o que, para a maioria dos sinodais, n\u00e3o foi tido como problem\u00e1tico de ser considerado para a Amaz\u00f4nia. A explica\u00e7\u00e3o para isso \u00e9 que ainda n\u00e3o existem as condi\u00e7\u00f5es para dar tais passos e que, ao tentar implement\u00e1-los, s\u00f3 se conseguiria clericalizar as mulheres e os leigos, al\u00e9m de p\u00f4r em risco a comunh\u00e3o eclesial, pois os ultraconservadores desqualificariam n\u00e3o s\u00f3 o S\u00ednodo, mas tamb\u00e9m o pr\u00f3prio Papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra ind\u00edgena expressada no S\u00ednodo Panamaz\u00f4nico mostra que uma presen\u00e7a nova e valente dos povos origin\u00e1rios na Igreja e na sociedade latino-americana j\u00e1 \u00e9 not\u00f3ria, exigindo transforma\u00e7\u00f5es de grande import\u00e2ncia<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. Felizmente, essa voz encontrou resson\u00e2ncia no Papa e no grupo majorit\u00e1rio de bispos, que, no final do S\u00ednodo, firmaram o <em>Novo Pacto das Catacumbas<\/em>, reconhecendo que, embora as condi\u00e7\u00f5es para as mudan\u00e7as exigidas ainda n\u00e3o estejam no n\u00edvel requerido, \u00e9 preciso caminhar com firmeza na dire\u00e7\u00e3o desses ideais. Se isso n\u00e3o for feito, n\u00e3o s\u00f3 os ind\u00edgenas n\u00e3o chegar\u00e3o a considerar a Igreja como aliada de suas lutas, mas ela perder\u00e1 tamb\u00e9m a oportunidade de se inculturar verdadeiramente nesses povos at\u00e9 ter o rosto e o cora\u00e7\u00e3o deles e, assim, acompanh\u00e1-los nos seus esfor\u00e7os por salvar a vida na M\u00e3e Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, como j\u00e1 tinham expressado, desde a pastoral ind\u00edgena do passado e dos anos recentes, os profetas e pastores da Igreja Latino-americana e Caribenha, como Le\u00f3nidas Proa\u00f1o, no Equador, Samuel Ru\u00edz e Bartolom\u00e9 Carrasco, no M\u00e9xico, Gerardo Flores, na Guatemala, Gerardo Cano Valencia, na Col\u00f4mbia, Roger Aubry, na Bol\u00edvia, Pedro Casald\u00e1liga e Erwin Kra\u0308utler, no Brasil, e outros tantos de v\u00e1rias regi\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio enfatizar que, com esses <em>ind\u00edgenas que se colocaram de p\u00e9 e se atreveram a caminhar, a recuperar sua palavra e a abrir caminhos novos para a vida<\/em><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><em>,<\/em> a Igreja deve dialogar daqui para frente, sem colonialismos de nenhuma esp\u00e9cie, a fim de ser a melhor aliada e companheira deles na incultura\u00e7\u00e3o da Igreja e na transforma\u00e7\u00e3o do mundo. Se a Igreja ainda n\u00e3o est\u00e1 preparada para esse di\u00e1logo horizontal, que escuta, abra\u00e7a e se soma ao diferente, haver\u00e1 de acelerar os passos, a fim de estar logo \u00e0 altura do que a Ruah Divina demanda nestes tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Eleazar L\u00f3pez Hern\u00e1ndez. Do povo zapoteca de Oaxaca, M\u00e9xico. Colaborador em\u00e9rito do \u201cCentro Nacional de Ayuda a las Misiones Ind\u00edgenas\u201d.\u00a0 Texto enviado 30\/09\/2022; aprovado: 30\/10\/2022; publicado: 31\/12\/2023. Original espanhol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CELAM. <em>1\u00aa\u00a0 Conferencia general del CELAM<\/em>: R\u00edo de Janeiro. Conclusiones. Bogot\u00e1: CELAM, 1955.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONCILII PLENARII AMERICAE LATINAE. <em>Acta et decreta Concilii Plenarii<\/em>. Roma: 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONC\u00cdLIO VATICANO II. <em>Ad Gentes (AG)<\/em>: decreto del Concilio Vaticano II sobre la actividad mission\u00e1ria de la Igreja. Roma: 1965. Disponible en: &lt;https:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_decree_19651207_ad-gentes_sp.html&gt;. Acceso: 30 jun. 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRANCISCO, Papa. <em>Exhortaci\u00f3n apost\u00f3lica Evangelii gaudium. <\/em>Sobre el anuncio del Evangelio en el mundo actual. Roma: 2013. Disponible en: &lt;<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html<\/a>&gt;. Acceso: 30 jun. 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRANCISCO, Papa. <em>Exhortaci\u00f3n postsinodal Querida Amazonia<\/em>. Roma: 2020. Disponible en: &lt;https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20200202_querida-amazonia.html&gt;. Acceso: 30 jun. 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRANCISCO, Papa. <em>Saludo del Santo Padre Francisco.<\/em> Apertura de los trabajos de la Asamblea especial del<br \/>\ns\u00ednodo de los obispos para la regi\u00f3n panamaz\u00f3nica sobre el tema<br \/>\n\u201cnuevos caminos para la iglesia y para una ecolog\u00eda integral\u201d. Vaticano: Librer\u00eda Editrice vaticana, 2019. Disponible: <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/speeches\/2019\/october\/documents\/papa-francesco_20191007_apertura-sinodo.html\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/speeches\/2019\/october\/documents\/papa-francesco_20191007_apertura-sinodo.html<\/a> Aceso: 20\/10\/2022<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HUMMES, C. 1\u00aa Congregaci\u00f3n General: Relaci\u00f3n introductoria del relator general, S. E. el cardinal Cl\u00e1udio Hummes. Vaticano: librer\u00eda Editrice vaticana, 2019. Disponible: <a href=\"https:\/\/press.vatican.va\/content\/salastampa\/es\/bollettino\/pubblico\/2019\/10\/07\/humms.html\">https:\/\/press.vatican.va\/content\/salastampa\/es\/bollettino\/pubblico\/2019\/10\/07\/humms.html<\/a> Acceso: 22\/10\/2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MENDIETA, Ger\u00f3nimo de. <em>Historia Eclesi\u00e1stica Indiana<\/em>. 2.ed. facsimilar. M\u00e9xico: Cien de M\u00e9xico, 1971. v. 2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PIO X, Papa. <em>Lettera enc\u00edclica<\/em> <em>Lacrimabili statu indorum. <\/em>Roma: 1912. Disponible en: &lt;https:\/\/www.vatican.va\/content\/pius-x\/it\/encyclicals\/documents\/hf_p-x_enc_07061912_lacrimabili-statu.html&gt;. Acceso: 30 jun. 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SECRETARIA GENERAL DEL SINODO DE LOS OBISPOS. <em>Instrumentum laboris del s\u00ednodo para la Amazonia<\/em>. Roma: 2019. Disponible en: &lt;http:\/\/secretariat.synod.va\/content\/sinodoamazonico\/es\/documentos\/instrumentum-laboris-del-sinodo-para-la-amazonia.html&gt;. Acceso: 30 jun. 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SECRETARIA GENERAL DEL SINODO DE LOS OBISPOS. <em>Documento final<\/em>. Asamblea especial para la Regi\u00f3n Panamaz\u00f3nica. Amazon\u00eda: nuevos caminos para la Igreja y la ecolog\u00eda integral. Roma: 2019. Disponible en: &lt;http:\/\/secretariat.synod.va\/content\/sinodoamazonico\/es\/documentos\/documento-final-de-la-asamblea-especial-del-sinodo-de-los-obispo.html&gt;. Acceso: 30 jun. 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> As palavras inspiradoras com as quais o Papa Francisco inaugurou o S\u00ednodo Panamaz\u00f4nico, em Roma, marcaram o rumo das interven\u00e7\u00f5es dos padres sinodais, ao apontar: \u201caproximemo-nos dos povos amaz\u00f4nicos em ponta de p\u00e9s, respeitando a sua hist\u00f3ria, as suas culturas, o seu estilo do bem viver. [\u2026] E aproximemo-nos alheios \u00e0s coloniza\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas que destroem ou reduzem as especificidades dos povos\u201d (FRANCISCO, 2019). Ao abrir as sess\u00f5es de trabalho, o cardeal Hummes acrescentou: \u201cA Igreja necessita caminhar [\u2026], necessita derrubar muros que a cercam e construir pontes [\u2026], acender luzes e aquecer cora\u00e7\u00f5es [\u2026], caminhando sempre pr\u00f3xima de todos, principalmente de quem vive nas periferias da humanidade\u201d (HUMMES, 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> A esse respeito, s\u00e3o muito eloquentes as palavras dos ind\u00edgenas ao Papa, em seu encontro com eles, no dia 16 de outubro de 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Palavras de Dom Le\u00f4nidas Proa\u00f1o, ao final de sua vida, em 1989.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio Introdu\u00e7\u00e3o 1 Os principais conte\u00fados da Pastoral Ind\u00edgena 2 Como a Pastoral Ind\u00edgena foi sendo gestada? 3 A Igreja e os abor\u00edgenes no per\u00edodo p\u00f3s-Independ\u00eancia 4 O kair\u00f3s do Papa Francisco 5 Desafios da Pastoral Ind\u00edgena atual Conclus\u00e3o Refer\u00eancias Introdu\u00e7\u00e3o O termo Pastoral Ind\u00edgena \u00e9 recente na igreja latino-americana. 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