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{"id":2759,"date":"2022-12-30T11:30:27","date_gmt":"2022-12-30T14:30:27","guid":{"rendered":"http:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2759"},"modified":"2023-02-12T15:51:58","modified_gmt":"2023-02-12T18:51:58","slug":"padres-capadocios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2759","title":{"rendered":"Padres Capad\u00f3cios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Quem s\u00e3o os Padres Capad\u00f3cios?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Por que s\u00e3o t\u00e3o importantes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Principais contribui\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.1 O fim da controv\u00e9rsia ariana<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.2 Contribui\u00e7\u00f5es para a Cristologia<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.3 A contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00edstica<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.4 Exegese<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Homens de Igreja<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 O monaquismo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presente texto prop\u00f5e uma inicia\u00e7\u00e3o geral aos Padres Capad\u00f3cios. Come\u00e7a com uma breve apresenta\u00e7\u00e3o biogr\u00e1fica sobre cada um, indica, em seguida, por que eles s\u00e3o importantes no conjunto da Igreja e da teologia crist\u00e3, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Num terceiro momento, s\u00e3o apresentadas as contribui\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas de cada um, tanto na controv\u00e9rsia que se seguiu \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de Niceia ao problema do arianismo, quanto na elucida\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es cristol\u00f3gicas, na reflex\u00e3o sobre a m\u00edstica crist\u00e3 e no desenvolvimento da exegese. Num quarto momento, \u00e9 indicada a contribui\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas Capad\u00f3cios na organiza\u00e7\u00e3o da Igreja e, no quinto, ao monaquismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Quem s\u00e3o os Padres Capad\u00f3cios?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o termo \u201cPadres Capad\u00f3cios\u201d indicam-se tr\u00eas bispos do s\u00e9c. IV: <strong>Bas\u00edlio de Cesareia (da Capad\u00f3cia)<\/strong> (\u2020379), tamb\u00e9m conhecido como Bas\u00edlio Magno; seu amigo <strong>Greg\u00f3rio de Nazianzo<\/strong> (\u2020389), conhecido no Oriente crist\u00e3o pelo apodo de \u201co Te\u00f3logo\u201d; e o irm\u00e3o de Bas\u00edlio, <strong>Greg\u00f3rio de Nissa<\/strong> (\u2020 depois 394). O termo \u201ccapad\u00f3cios\u201d se refere \u00e0 regi\u00e3o de onde eram origin\u00e1rios, a Capad\u00f3cia, regi\u00e3o oriental da pen\u00ednsula da Anat\u00f3lia, a atual Turquia. O costume de mencion\u00e1-los juntos testemunha a percep\u00e7\u00e3o que a Igreja sempre teve de sua uni\u00e3o e unidade de a\u00e7\u00e3o, seja no campo teol\u00f3gico, seja no da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica eclesi\u00e1stica de enfrentamento das fases finais da controv\u00e9rsia ariana. Depois da reforma conciliar, a liturgia latina celebra Bas\u00edlio e Greg\u00f3rio Nazianzeno num \u00fanico dia, 2 de janeiro, enquanto o nome de Greg\u00f3rio de Nissa se encontra no Martirol\u00f3gio Romano no dia 10 de janeiro, onde, ali\u00e1s, se encontrava tamb\u00e9m no Martirol\u00f3gio antes da Reforma. \u00c9 a mesma data do calend\u00e1rio bizantino. Note-se que no calend\u00e1rio bizantino (gregoriano) Bas\u00edlio e Greg\u00f3rio Nazianzeno, al\u00e9m de sua festa espec\u00edfica (respectivamente 1\u00ba de janeiro e 25 de janeiro) s\u00e3o celebrados tamb\u00e9m na festa dos Tr\u00eas Santos Doutores, dia 30 de janeiro, juntamente com Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo. O culto lit\u00fargico do Nisseno aparece mais tarde em rela\u00e7\u00e3o ao de seu irm\u00e3o e do Nazianzeno: a men\u00e7\u00e3o mais antiga que conhecemos est\u00e1 na vers\u00e3o georgiana do <em>Lecion\u00e1rio de Jerusal\u00e9m <\/em>(s\u00e9c. VII), no dia 23 de agosto. Provavelmente n\u00e3o se podem excluir como causa algumas posi\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas de Greg\u00f3rio de Nissa, que pareciam demasiado origenianas (mesmo que se discuta sobre qual a real ideia nissena a respeito da apocat\u00e1stase). Tamb\u00e9m a condena\u00e7\u00e3o de Or\u00edgenes, em 553, provavelmente ter\u00e1 influenciado no tardio surgimento do culto lit\u00fargico do Nisseno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Por que s\u00e3o t\u00e3o importantes?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A import\u00e2ncia dessas tr\u00eas figuras para a hist\u00f3ria da Igreja e da teologia dificilmente pode ser subvalorizada. Assim escreve M. Simonetti:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com Bas\u00edlio, Greg\u00f3rio de Nazianzo e Greg\u00f3rio de Nissa a fus\u00e3o entre profundo sentir crist\u00e3o e <em>paideia<\/em> grega fica completa e se realiza no n\u00edvel mais alto, seja da espiritualidade crist\u00e3, seja da forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica. De alta extra\u00e7\u00e3o social, educados do modo mais tradicionalmente refinado e completo e, ao mesmo tempo, crescidos em ambientes profundamente crist\u00e3os, eles realizaram o ideal de um cristianismo culto, que soube aceitar tudo o que havia de v\u00e1lido no helenismo, sem desfigurar as linhas mestras da mensagem crist\u00e3, numa s\u00edntese que haveria de permanecer paradigm\u00e1tica para a cristandade oriental. (SIMONETTI, 1990, p. 89)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia de Bas\u00edlio e de Greg\u00f3rio Nisseno \u00e9 efetivamente um dos primeiros exemplos de fam\u00edlias j\u00e1 crist\u00e3s desde algumas gera\u00e7\u00f5es, de grande cabedal econ\u00f4mico e cultural e que participaram da hist\u00f3ria da evangeliza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria regi\u00e3o, dando inclusive testemunho pessoal no decorrer das persegui\u00e7\u00f5es. Sua teologia, portanto, reveste-se de particular interesse, entre outras raz\u00f5es, porque se trata de um dos primeiros produtos de pessoas educadas na mais cl\u00e1ssica <em>paideia<\/em> grega, mas, ao mesmo tempo, formadas j\u00e1 em ambiente que havia tempo era crist\u00e3o. Bas\u00edlio e Greg\u00f3rio de Nazianzo estudaram juntos em Atenas, que ainda era a capital da cultura dessa \u00e9poca. Bas\u00edlio se mudou depois para Constantinopla, onde, segundo o testemunho do Nisseno, foi disc\u00edpulo do famoso r\u00e9tor Lib\u00e2nio. Bas\u00edlio nos deixar\u00e1 uma obra importante, conhecida sob v\u00e1rios nomes, sendo o mais comum <em>Discurso aos jovens<\/em>, em que mostra como o estudo dos cl\u00e1ssicos, feito <em>cum grano salis<\/em> certamente, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 perigoso para a f\u00e9, mas se torna at\u00e9 mesmo proped\u00eautico para o subsequente estudo da Sagrada Escritura e da teologia. Greg\u00f3rio de Nazianzo \u00e9 um fin\u00edssimo literato e um r\u00e9tor muito capaz, e suas obras, tanto teol\u00f3gicas como liter\u00e1rias, mostram sua cultura e seu apurado gosto liter\u00e1rio cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de ser ligada \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o da Capad\u00f3cia, a fam\u00edlia de Bas\u00edlio e do Nisseno \u00e9 tamb\u00e9m uma fam\u00edlia que deu \u00e0 Igreja um n\u00famero impressionante de santos. A av\u00f3 de Bas\u00edlio, Macrina Senior, foi disc\u00edpula de Greg\u00f3rio Taumaturgo (m\u00e1rtir, celebrado a 2 de mar\u00e7o) que fora, por sua vez, disc\u00edpulo de Or\u00edgenes e se conta entre os evangelizadores da Capad\u00f3cia. No Martirol\u00f3gio romano antes da Reforma, Macrina Senior era recordada dia 14 janeiro (na reforma lit\u00fargica seu nome foi omitido). Os pais de Bas\u00edlio s\u00e3o igualmente mencionados no Martirol\u00f3gio (seja no antigo como no reformado) no dia 30 de maio. Al\u00e9m da av\u00f3 e dos pais de Bas\u00edlio e Greg\u00f3rio Nisseno, essa fam\u00edlia inclui ainda dois santos: um outro irm\u00e3o de Bas\u00edlio e Greg\u00f3rio, Pedro, bispo de Sebaste (que era celebrado no dia 9 de janeiro, mas hoje \u00e9 mencionado no dia 26 de mar\u00e7o) e a irm\u00e3 Macrina J\u00fanior (cuja mem\u00f3ria lit\u00fargica, em ambos os calend\u00e1rios, permanece no dia 19 de julho). Macrina ter\u00e1 uma influ\u00eancia muito digna de nota sobre Greg\u00f3rio de Nissa, que a recordar\u00e1 com acentos comoventes em uma carta (<em>Ep. <\/em>19) e \u00e0 qual dedicar\u00e1 uma obra importante, o <em>De Anima et resurrectione<\/em>, definido por alguns como o <em>F\u00e9don<\/em> crist\u00e3o, em que o di\u00e1logo sobre a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o se desenrola entre Greg\u00f3rio e sua irm\u00e3 no leito de morte, desempenhando a irm\u00e3 o papel \u201csocr\u00e1tico\u201d. N\u00e3o se pode n\u00e3o notar qu\u00e3o importante tenha sido a presen\u00e7a feminina na transmiss\u00e3o e na viv\u00eancia pessoal de Bas\u00edlio e do Nisseno (PAMPALONI, 2003; SUNBERG, 2017). As persegui\u00e7\u00f5es enfrentadas pela fam\u00edlia foram, sem d\u00favida, uma das fontes que deram a Bas\u00edlio aquela peculiar energia com que soube opor-se a tudo que impedisse a liberdade da Igreja. Tamb\u00e9m a fam\u00edlia de origem de Greg\u00f3rio de Nazianzo se localizava mais ou menos nas mesmas coordenadas. Era uma fam\u00edlia aristocr\u00e1tica e abastada, seu pai (conhecido como Greg\u00f3rio, o Velho), depois da convers\u00e3o do paganismo, tornou-se bispo de Nazianzo e sua m\u00e3e, chamada Nona, tamb\u00e9m recordada no Martirol\u00f3gio romano (5 de agosto), exerceu um papel importante seja na convers\u00e3o do marido como na educa\u00e7\u00e3o do filho, que dedicou \u00e0 m\u00e3e uma comovente lembran\u00e7a num de seus discursos (<em>Orat. <\/em>18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bas\u00edlio e os dois Greg\u00f3rios representam um caso praticamente \u00fanico na hist\u00f3ria da teologia. Antes de tudo pela amizade entre eles, especialmente entre Bas\u00edlio e o Nazianzeno, embora nos \u00faltimos anos a amizade entre Greg\u00f3rio e Bas\u00edlio provavelmente tenha sido submetida a dura prova e talvez tenha, de algum modo, experimentado certo arrefecimento. Em segundo lugar, pela colabora\u00e7\u00e3o que souberam manter, embora n\u00e3o sem dificuldades, devido aos diferentes temperamentos dos tr\u00eas e uma certa \u201cexuber\u00e2ncia\u201d na lideran\u00e7a por parte de Bas\u00edlio em rela\u00e7\u00e3o ao irm\u00e3o e ao amigo durante a luta contra o imperador Valente. Mas foi, sobretudo, uma uni\u00e3o peculiar no esfor\u00e7o comum no campo da teologia, em que cada um fez frutificar as pr\u00f3prias capacidades de um modo sinerg\u00e9tico. A profundidade teol\u00f3gica e a vis\u00e3o geral dos problemas da Igreja de Bas\u00edlio, a sensibilidade teol\u00f3gica e liter\u00e1ria do Nazianzeno, unida \u00e0 sua habilidade de r\u00e9tor, os dons de especula\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e a experi\u00eancia m\u00edstica do Nisseno imprimiram uma marca indel\u00e9vel na hist\u00f3ria do desenvolvimento da teologia. Verificar a possibilidade de explicitar seu m\u00e9todo de fazer teologia \u201cjuntos\u201d seria um tema que mereceria aprofundamento. Depois da morte de Bas\u00edlio, que, segundo a maior parte dos pesquisadores, ocorreu em 379, o amigo e o irm\u00e3o recolheram sua heran\u00e7a. Os tumultuosos acontecimentos que implicaram Greg\u00f3rio de Nazianzo em Constantinopla e depois no conc\u00edlio que Teod\u00f3sio quis fosse realizado na capital em 381, n\u00e3o impediram que esse conc\u00edlio e o papel que nele desempenharam os dois Greg\u00f3rios representassem a vit\u00f3ria decisiva da teologia dos tr\u00eas Capad\u00f3cios sobre o perigo ariano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Principais contribui\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>3.1 O fim da controv\u00e9rsia ariana<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contribui\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica dos Capad\u00f3cios se situa na fase final da controv\u00e9rsia ariana e, sem d\u00favida alguma, foi de impacto decisivo para sua cessa\u00e7\u00e3o. O conc\u00edlio de Niceia, com a afirma\u00e7\u00e3o do termo <em>homoousios<\/em>, tinha certamente cortado pela raiz toda possibilidade de exist\u00eancia da posi\u00e7\u00e3o de \u00c1rio, mas, j\u00e1 que o termo <em>ousia<\/em> n\u00e3o era percebido como claramente distinto de <em>hypostasis<\/em>, os bispos orientais, que desde sempre tinham sustentado uma teologia trinit\u00e1ria tripost\u00e1tica (ou seja: que sublinhava a distin\u00e7\u00e3o das tr\u00eas hip\u00f3stases divinas) viam no termo <em>homoousios<\/em> o perigo de negar uma distin\u00e7\u00e3o real entre o Pai e Filho, j\u00e1 que afirmar a mesma subst\u00e2ncia teria podido entender-se tamb\u00e9m como afirmar<em> a mesma hip\u00f3stase<\/em>. O temor n\u00e3o era infundado, pois em Niceia, entre os apoiadores de Atan\u00e1sio e do <em>homoousios<\/em>, estava tamb\u00e9m Marcelo de Ancira, cuja posi\u00e7\u00e3o monarquiana radical era conhecida e por ela haveria de ser condenado pouco depois. Marcelo negava a distin\u00e7\u00e3o das hip\u00f3stases na Trindade, pois, para ele, isso significaria afirmar tr\u00eas deuses distintos, e propunha uma <em>modalidade <\/em>puramente econ\u00f4mica da distin\u00e7\u00e3o entre o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo, que seriam, em \u00faltima an\u00e1lise, uma s\u00f3 \u201cpessoa\u201d. A aceita\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es do conc\u00edlio da parte dos bispos orientais foi obtida sob ineg\u00e1vel press\u00e3o de Constantino, que desejava encerrar rapidamente a quest\u00e3o por motivos de natureza pol\u00edtica e estrat\u00e9gica, depois da ainda recente derrota de Lic\u00ednio (324) e de ter-se tornado assim o \u00fanico imperador. Mas uma converg\u00eancia teol\u00f3gica n\u00e3o foi de fato alcan\u00e7ada, e esse fato causar\u00e1 a tens\u00e3o interna que deflagrou imediatamente depois, levando a um vint\u00eanio de tumultuoso suceder-se de s\u00ednodos e propostas de f\u00f3rmulas de f\u00e9, j\u00e1 a partir do importante s\u00ednodo de Antioquia de 341 (para essas f\u00f3rmulas, em KELLY, 1989).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fase seguinte, que podemos fazer iniciar com a morte de Constantino e a divis\u00e3o do imp\u00e9rio entre seus filhos, viu o imperador Const\u00e2ncio impor, para a paz religiosa do imp\u00e9rio \u2013 do qual, depois da morte de seu irm\u00e3o Constante (350) e da derrota do usurpador Magn\u00eancio (353), ele se tinha tornado o \u00fanico imperador \u2013, uma f\u00f3rmula de f\u00e9 que pudesse satisfazer a todas as partes, mas que na realidade resultava inaceit\u00e1vel tanto para os bispos orientais, como, naturalmente, para os mais fi\u00e9is a Atan\u00e1sio, pois acolhia express\u00f5es de claro sentido ariano. Os adeptos da nova f\u00f3rmula s\u00e3o chamados <em>homeusianos<\/em>, do termo <em>homoiousios, <\/em>\u201csemelhante\u201d ao Pai, proposta para dizer o que teriam pretendido Atan\u00e1sio e os outros nicenos, sem usar, no entanto, o termo discutido. Por esse motivo, o termo \u201csemiariano\u201d para essa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje inaceit\u00e1vel. Const\u00e2ncio conseguiu, contudo, obter, pela for\u00e7a e coer\u00e7\u00e3o, a assinatura de quase todos os bispos, quer do Oriente quer do Ocidente. Isso foi obtido atrav\u00e9s da celebra\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de dois conc\u00edlios distintos, um em Sel\u00eaucia Is\u00e1urica, outro em Rimini, nos quais o imperador tinha separado os orientais, mais divididos entre si, dos ocidentais, muito mais unidos na fidelidade nicena. Mas a aclama\u00e7\u00e3o a imperador de Flavio Claudio Juliano (conhecido como O Ap\u00f3stata), por parte das legi\u00f5es estacionadas na G\u00e1lia, em 360, e a morte de Const\u00e2ncio no ano seguinte, frearam a consolida\u00e7\u00e3o da <em>pax religiosa<\/em> sonhada por ele. Depois da morte de Juliano na luta contra os Sass\u00e2nidas, em 363, coube a Valente subir ao trono da parte oriental do imp\u00e9rio. Sendo ele simp\u00e1tico aos arianos, o projeto foi retomado com vigor. Ficou, por\u00e9m, dessa vez limitado s\u00f3 ao Oriente, uma vez que seu irm\u00e3o Valentiniano, imperador no Ocidente que o tinha nomeado para governar a parte oriental do imp\u00e9rio, era niceno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o momento mais importante em que se encontram em a\u00e7\u00e3o os Capad\u00f3cios, sobretudo Bas\u00edlio. Ele teve o m\u00e9rito de ter compreendido que, contrariamente ao que tinha pensado a corrente homeusiana, na qual se reconhecia o imperador Const\u00e2ncio, uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica a um problema teol\u00f3gico n\u00e3o pode funcionar (e o mesmo se verificar\u00e1 tamb\u00e9m um s\u00e9culo depois com a recep\u00e7\u00e3o do conc\u00edlio de Calced\u00f4nia e o fracasso do <em>Henotikon<\/em>). Ent\u00e3o, al\u00e9m da cuidadosa pol\u00edtica eclesi\u00e1stica de defesa da Igreja em face da hostilidade de Valente, Bas\u00edlio elaborou uma solu\u00e7\u00e3o que resultaria definitiva ao problema da distin\u00e7\u00e3o entre <em>ousia<\/em> e <em>hypostasis<\/em>, baseando-se numa distin\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica entre \u201c<em>ousia <\/em>primeira\u201d e \u201c<em>ousia <\/em>segunda\u201d, uma que indica a subst\u00e2ncia em geral e a outra a subst\u00e2ncia individual, ou a hip\u00f3stase (para o caminho que levou Bas\u00edlio a tal resultado, em SIMONETTI, 2006). Assim, consagrou-se a f\u00f3rmula trinit\u00e1ria <em>uma s\u00f3 ousia<\/em> e <em>tr\u00eas hip\u00f3stases<\/em>. A outra contribui\u00e7\u00e3o decisiva, sempre decorrente da pol\u00eamica com os arianos, foi a respeito da divindade do Esp\u00edrito Santo, tema que se tornou central nas discuss\u00f5es teol\u00f3gicas a partir, sobretudo, de 370, e sobre a qual Bas\u00edlio escreveu uma obra famosa (<em>De Spiritu Sancto<\/em>), de grande interesse tamb\u00e9m porque Bas\u00edlio a\u00ed apela \u00e0 <em>lex orandi<\/em> como fonte da teologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das evolu\u00e7\u00f5es do pensamento ariano, muito al\u00e9m das pr\u00f3prias posi\u00e7\u00f5es de \u00c1rio, foi a que se tornou conhecida como <em>anomea<\/em>, para a qual a diferen\u00e7a entre o Pai e o Verbo era absolutamente radical. Um dos representantes teol\u00f3gicos mais famosos dessa corrente foi sem d\u00favida Eun\u00f4mio, bastante ativo na segunda fase da controv\u00e9rsia ariana. Seu racionalismo teol\u00f3gico radical foi refutado em duas obras, uma de Bas\u00edlio e outra de seu irm\u00e3o Greg\u00f3rio, talvez a mais c\u00e9lebre. Contra a teologia anomea s\u00e3o tamb\u00e9m os c\u00e9lebres cinco discursos teol\u00f3gicos de Greg\u00f3rio de Nazianzo, pronunciados em 380, em Constantinopla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>3.2 Contribui\u00e7\u00f5es para a cristologia<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A subdivis\u00e3o cl\u00e1ssica da manual\u00edstica caracteriza o s\u00e9c. IV como o s\u00e9culo das controv\u00e9rsias trinit\u00e1rias e o s\u00e9c. V como o das controv\u00e9rsias cristol\u00f3gicas. Na realidade, em nossa opini\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 de fato incorreto considerar tamb\u00e9m a quest\u00e3o ariana como, no fundo, cristol\u00f3gica, enquanto se interrogava sobre a natureza divina do Verbo. E a quest\u00e3o sobre sua encarna\u00e7\u00e3o, embora, com efeito, tematizada plenamente no s\u00e9c. V, n\u00e3o estava ausente nos s\u00e9culos precedentes. Sem voltar ao s\u00e9c. III com o que se poderia chamar, em jarg\u00e3o cinematogr\u00e1fico, um <em>trailer<\/em> das controv\u00e9rsias do s\u00e9c. V, ou seja, a famosa disputa que implicou, em Antioquia, Paulo de Samosata e o sacerdote Malqui\u00e3o (NAVASCU\u00c9S 2004), sem d\u00favida tamb\u00e9m a segunda metade do s\u00e9c. IV reconheceu a plena atualidade da quest\u00e3o, gra\u00e7as \u00e0 figura de Apolin\u00e1rio de Laodiceia, contra o qual se movimentaram as mentes teol\u00f3gicas mais atentas do tempo, entre as quais os Capad\u00f3cios (BELLINI, 1978). Num primeiro momento, Bas\u00edlio tinha Apolin\u00e1rio em boa considera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o conhecendo pessoalmente, mas s\u00f3 de fama, como sendo, entre outras coisas, um f\u00e9rvido apoiador de Atan\u00e1sio e do conc\u00edlio de Niceia (LIENHARD, 2006). Chegou mesmo a consult\u00e1-lo sobre algumas quest\u00f5es (o epistol\u00e1rio basiliano). Durante seu magist\u00e9rio em Antioquia, no fim do s\u00e9c. IV, Apolin\u00e1rio teve entre seus alunos tamb\u00e9m Jer\u00f4nimo. Mas, quando sua cristologia come\u00e7ou a ser mais bem conhecida, imediatamente n\u00e3o s\u00f3 os Capad\u00f3cios tomaram dist\u00e2ncia, mas formou-se outra linha de frente teol\u00f3gica a favor dos dois Greg\u00f3rios (nesse meio tempo, Bas\u00edlio j\u00e1 tinha falecido). Segundo Apolin\u00e1rio, na encarna\u00e7\u00e3o, o Verbo teria assumido o lugar (e, portanto, exercido as fun\u00e7\u00f5es) do <em>nous<\/em> humano (no modelo tripartido cl\u00e1ssico, <em>nous, psych<\/em><em>\u0113<\/em> e <em>s\u014dma<\/em>) ou da alma (no modelo bipartido <em>anima\/corpus<\/em>), ambos os modelos se encontram nos seus escritos \u00e1rio. Se deste modo, na inten\u00e7\u00e3o de Apolin\u00e1rio, que queria assim refutar arianos e sabelianos (MCCARTHY SPOERL, 1993; MCCARTHY SPOERL, 1994), a realidade da encarna\u00e7\u00e3o ficava claramente afirmada, o resultado que derivava da\u00ed era, por\u00e9m, inaceit\u00e1vel, uma vez que, se o <em>nous<\/em>, a parte que no homem especifica a humanidade, em Cristo n\u00e3o era humano mas era o mesmo <em>Logos<\/em>, resultavam pelo menos duas consequ\u00eancias absurdas: que Cristo n\u00e3o teria sido plenamente humano e que na pr\u00e1tica se negava a transcend\u00eancia divina, reduzida a uma das \u201cfun\u00e7\u00f5es\u201d humanas. Greg\u00f3rio de Nazianzo salientou isso com for\u00e7a, fazendo seu o famoso ad\u00e1gio \u201c<em>o que n\u00e3o foi assumido pelo Verbo n\u00e3o foi salvo<\/em>\u201d. Tamb\u00e9m Greg\u00f3rio de Nissa escrever\u00e1 uma obra inteira contra Apolin\u00e1rio. Em pol\u00eamica, enfim, muito provavelmente com te\u00f3logos antioquenos (BEELEY, 2011), Greg\u00f3rio de Nazianzo usar\u00e1 uma c\u00e9lebre express\u00e3o que esclarece sua vis\u00e3o: em Cristo, as duas naturezas n\u00e3o s\u00e3o <em>allos\/allos<\/em>, mas <em>allo\/allo<\/em>, utilizando uma distin\u00e7\u00e3o permitida pela l\u00edngua grega e que na pr\u00e1tica significa que em Cristo n\u00e3o h\u00e1 dois sujeitos, mas duas naturezas distintas. Na resposta a Apolin\u00e1rio, aparece um aspecto peculiar da cristologia de Greg\u00f3rio de Nissa, (chamada tamb\u00e9m \u201ccristologia de transforma\u00e7\u00e3o\u201d DALEY, 2002), que se encontra profundamente relacionada com o conceito, peculiarmente nisseno, de <em>epektasis<\/em> e com uma concep\u00e7\u00e3o positiva da mudan\u00e7a (<em>trop<\/em><em>\u0113<\/em>) (DANI\u00c9LOU, 1970).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>3.3 A contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os pesquisadores modernos, Jean Dani\u00e9lou foi um dos primeiros que intu\u00edram a import\u00e2ncia da dimens\u00e3o m\u00edstica de Greg\u00f3rio de Nissa. Por muitos aspectos, Greg\u00f3rio foi considerado, ali\u00e1s, o \u201cpai\u201d da m\u00edstica crist\u00e3, sobretudo a partir da <em>Vida de Mois\u00e9s <\/em>e de suas <em>Homilias sobre o C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos<\/em>, que retomam a heran\u00e7a origeniana com especificidades pr\u00f3prias, como precisamente a ideia de progresso infinito (PAMPALONI, 2010) e a que foi chamada <em>a m\u00edstica das trevas<\/em> (PONTE, 2013). O pensamento de Greg\u00f3rio influenciou os m\u00edsticos tanto do Oriente como do Ocidente. No Oriente, para al\u00e9m do \u00e2mbito de l\u00edngua grega, deve-se mencionar a figura do m\u00edstico sir\u00edaco Jo\u00e3o de Dalyatha (PUGLIESE, 2020), enquanto, no Ocidente, certamente se deve citar o nome de Guilherme de Saint-Thierry e sua influ\u00eancia sobre a m\u00edstica cisterciense do s\u00e9c. XII.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>3.4 Exegese<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se pode deixar de acenar \u00e0 exegese desses Padres. De Bas\u00edlio temos o primeiro <em>Hexaemeron<\/em> de que temos conhecimento, e representar\u00e1 um g\u00eanero liter\u00e1rio de enorme sucesso, sobretudo na Idade M\u00e9dia. A exegese do Nazianzeno e do Nisseno em geral tem muita influ\u00eancia de Or\u00edgenes, mas sem se prestar \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es de alegorismo radical. Um magn\u00edfico exemplo de resposta \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es de alegorismo \u00e9 dado exatamente por Greg\u00f3rio de Nissa, que, para responder \u00e0s cr\u00edticas de que negava um real conte\u00fado cognoscitivo \u00e0 exegese aleg\u00f3rica, escreveu sua <em>Vida de Mois\u00e9s <\/em>em duas partes. Na primeira, apresenta a vida de Mois\u00e9s mediante uma exegese literal e, na segunda, o faz por meio da exegese espiritual, ou seja, aleg\u00f3rica, mostrando assim que uma n\u00e3o exclui a outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Homens de Igreja<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De quanto dissemos por ocasi\u00e3o da descri\u00e7\u00e3o do quadro em que se desenvolveu a contribui\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica dos Capad\u00f3cios emerge a dimens\u00e3o de Bas\u00edlio como <em>homem de a\u00e7\u00e3o<\/em> capaz e decisivo na luta em favor da liberdade da Igreja, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s manobras do imperador Valente. Nessa luta, atuam tamb\u00e9m os dois Greg\u00f3rios como protagonistas \u2013 poder\u00edamos dizer \u2013 apesar deles. Quando Valente dividiu a Capad\u00f3cia em duas prov\u00edncias (Capad\u00f3cia I, com a capital em Cesareia, e Capad\u00f3cia II, com a capital em Tiana) \u2013 segundo alguns pesquisadores para redimensionar o poder de Bas\u00edlio, ent\u00e3o bispo de Cesareia e metropolita da Capad\u00f3cia; segundo outros simplesmente por motivos fiscais \u2013 Bas\u00edlio reagiu pronta e decididamente. Para neutralizar tal plano e a ambi\u00e7\u00e3o do bispo (ariano) \u00c2ntimo de Tiana, que teria querido ter de volta os direitos de metropolita da Capad\u00f3cia II, Bas\u00edlio defende a tese de que n\u00e3o devia haver coincid\u00eancia entre circunscri\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas e circunscri\u00e7\u00f5es civis. Um conc\u00edlio realizado em 372 decidiu nesse sentido (DI BERARDINO, 2006) e Bas\u00edlio aproveitou para criar novas dioceses na Capad\u00f3cia II, nomeando bispos amigos, entre os quais o amigo Greg\u00f3rio, na pequena localidade de S\u00e1sima. Greg\u00f3rio recusou-se a ir para l\u00e1, provocando uma rea\u00e7\u00e3o bastante dura do amigo, o que parece ter estremecido a rela\u00e7\u00e3o entre eles. Enquanto seus pais viveram, Greg\u00f3rio permaneceu em Nazianzo, para depois dedicar-se, de 374 at\u00e9 a morte de Bas\u00edlio, a uma vida retirada, como sempre tinha querido fazer. Bas\u00edlio, com o mesmo m\u00e9todo, nomeou tamb\u00e9m seu irm\u00e3o Greg\u00f3rio para a s\u00e9 de Nissa, mas as capacidades administrativas do Nisseno n\u00e3o eram equipar\u00e1veis \u00e0s filos\u00f3ficas, e foi logo facilmente contestado e, por fim, deposto por um conc\u00edlio ariano, em 376. Tamb\u00e9m algumas de suas decis\u00f5es foram fortemente criticadas por Bas\u00edlio, que n\u00e3o poupou cr\u00edticas ao irm\u00e3o em algumas de suas cartas a outros bispos. Mais acertada foi a escolha de Anfil\u00f3quio, primo do Nazianzeno, para a s\u00e9 de Ic\u00f4nio, e a rela\u00e7\u00e3o com ele permanecer\u00e1 sempre de grande amizade, cordialidade e respeito, diferentemente da rela\u00e7\u00e3o com seu irm\u00e3o e o amigo Greg\u00f3rio, e a Anfil\u00f3quio dedicar\u00e1 o j\u00e1 citato tratado sobre o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro campo em que Bas\u00edlio se empenhou com paix\u00e3o foi o apoio a Mel\u00e9cio, nos acontecimentos que se seguiram ao cisma de Antioquia. Procurou de todos os modos, como mostra sua correspond\u00eancia com o papa D\u00e2maso, convencer o Ocidente da necessidade de unir os esfor\u00e7os para derrotar Valente, e que, para esse fim, era preciso o apoio dos \u201cocidentais\u201d (inclusive de Atan\u00e1sio). Parte desse esfor\u00e7o consistiu em convencer os nicenos radicais, por meio de sua intensa atividade epistolar e de contatos, que as posi\u00e7\u00f5es homeusianas de Mel\u00e9cio, e a sua pr\u00f3pria, eram perfeitamente ortodoxas com a f\u00e9 de Niceia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morto Bas\u00edlio em 379, os dois Greg\u00f3rios adquiriram luz pr\u00f3pria. Com a tr\u00e1gica derrota de Adrian\u00f3polis contra os Godos e a morte de Valente em batalha, o imperador Graciano nomeia para o Oriente um de seus generais, Teod\u00f3sio, de comprovada f\u00e9 nicena. O clima pol\u00edtico e religioso sofre, ent\u00e3o, uma profunda mudan\u00e7a e Greg\u00f3rio de Nazianzo, gra\u00e7as \u00e0 posi\u00e7\u00e3o eminente da irm\u00e3 de Anfil\u00f3quio de Ic\u00f4nio, Teod\u00f3sia, \u00e9 chamado em 379 a Constantinopla para reavivar a ex\u00edgua minoria ortodoxa. Aceita deixar seu amado retiro em Is\u00e1uria e se lan\u00e7a de novo \u00e0 miss\u00e3o. Em Constantinopla, nenhuma igreja era concedida aos n\u00e3o arianos, e Teod\u00f3sia p\u00f5e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o uma parte do seu pal\u00e1cio para uma capela, que tomar\u00e1 o nome de <em>An\u00e1stasis<\/em>, capela da Ressurrei\u00e7\u00e3o, sobre a qual Greg\u00f3rio escrever\u00e1 alguns versos tocantes. Sua miss\u00e3o n\u00e3o resultou f\u00e1cil e, na noite de P\u00e1scoa de 379, houve at\u00e9 uma incurs\u00e3o de arianos na capela, decididos a impedir que se celebrassem a\u00ed os batismos e se pronunciasse o s\u00edmbolo n\u00e3o ariano. Os acontecimentos em Constantinopla se complicaram. Tendo a sede ficado vacante e considerando que Greg\u00f3rio n\u00e3o tendo jamais tomado posse de S\u00e1sima era um bispo \u201clivre\u201d, foi ele escolhido para a sucess\u00e3o na prestigiosa s\u00e9 da cidade imperial. Um usurpador chamado M\u00e1ximo, com o apoio de Pedro, bispo de Alexandria, contestou sua elei\u00e7\u00e3o, conseguindo cooptar para seu lado at\u00e9 mesmo Ambr\u00f3sio de Mil\u00e3o e o papa D\u00e2maso, provocando assim uma grande amargura em Greg\u00f3rio. Empossado em Constantinopla, Teod\u00f3sio expulsou os arianos da cidade. Abriu-se ent\u00e3o o conc\u00edlio em 381. Com a morte inesperada de Mel\u00e9cio de Antioquia, que presidia o conc\u00edlio, a presid\u00eancia foi oferecida a Greg\u00f3rio, que, por\u00e9m, teve que sofrer os ataques dos bispos eg\u00edpcios, de M\u00e1ximo e dos delegados romanos, que o acusaram de n\u00e3o poder ser bispo de Constantinopla por j\u00e1 ser titular de S\u00e1sima. Greg\u00f3rio, em plena conson\u00e2ncia com seu car\u00e1ter bastante sens\u00edvel, n\u00e3o escolhe o caminho da resist\u00eancia, mas deixa tudo e vai embora, e em seu lugar \u00e9 consagrado Nect\u00e1rio. Esse triste ep\u00edlogo deixar\u00e1 tra\u00e7os indel\u00e9veis em Greg\u00f3rio, como se pode verificar em muitos de seus escritos subsequentes. Os \u00faltimos anos v\u00ea-lo-\u00e3o finalmente bispo de Nazianzo, embora relutante, empenhado nos estudos, na pol\u00eamica antiapolinarista, na prega\u00e7\u00e3o. Morre em 390.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Nisseno, depois a morte de Bas\u00edlio, come\u00e7ou uma fecunda atividade na composi\u00e7\u00e3o de obras, que s\u00f3 terminar\u00e1 com sua morte, que aconteceu depois de 394. Ele tamb\u00e9m participou no conc\u00edlio de Constantinopla e, depois que se retirou de cena seu amigo, tornou-se o mais autorizado representante da ortodoxia nicena, sendo enviado a algumas miss\u00f5es que manifestam a grande autoridade, intelectual e eclesial que tinha alcan\u00e7ado neste momento, embora n\u00e3o todas essas miss\u00f5es tenham sido conclu\u00eddas de modo positivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 O monaquismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas Capad\u00f3cios deixaram uma marca importante tamb\u00e9m para o desenvolvimento do monaquismo, particularmente Bas\u00edlio e sua experi\u00eancia antes da ordena\u00e7\u00e3o episcopal. Tal experi\u00eancia, embora n\u00e3o caiba nos c\u00e2nones do monaquismo assim como o entendemos hoje, deixou, no entanto, vest\u00edgios indel\u00e9veis, sobretudo no monaquismo oriental. Bas\u00edlio, voltando dos estudos no exterior, em 355, se encaminhou para uma vida crist\u00e3 mais consciente, gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia de sua irm\u00e3 Macrina, que sempre tinha manifestado grande inclina\u00e7\u00e3o para a vida asc\u00e9tica. A influ\u00eancia da irm\u00e3 nos \u00e9 relatada pelo Nisseno: alguns pesquisadores modernos sugerem a influ\u00eancia de um asceta famoso naquele tempo, Eust\u00e1cio de Sebaste, figura de qualquer forma importante para Bas\u00edlio durante muito tempo, como detectamos por seu epistol\u00e1rio. Empreendeu diversas viagens por regi\u00f5es conhecidas pela presen\u00e7a de figuras que viviam certa vida que hoje chamar\u00edamos mon\u00e1stica, embora ainda carente das estruturas que atualmente associamos ao termo. Pelo fim de 357, recebeu o batismo (tamb\u00e9m com uma profunda forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, o batismo naquele tempo ainda se recebia frequentemente quando adulto, como vemos no caso mais conhecido de Agostinho) e se retirou para a solid\u00e3o numa propriedade da fam\u00edlia em An\u00e9si. De l\u00e1 enviou muitas cartas a Greg\u00f3rio para que se unisse a ele naquela vida. Por um certo tempo, o amigo foi a seu encontro em An\u00e9si. Essa experi\u00eancia de busca da solid\u00e3o para estar em paz, estudar e meditar foi vivida no \u00e2mbito do c\u00edrculo familiar, nas suas propriedades (houve quem sugerisse um paralelo com o retiro de Cassiciacum, de Agostinho antes de seu batismo). Mais tarde, tendo passado tamb\u00e9m um tempo com Eust\u00e1cio de Sebaste, embora seu ascetismo fosse demasiado radical para Bas\u00edlio, este, no curso do tempo, desenvolver\u00e1 uma forma de vida comum original em rela\u00e7\u00e3o ao modelo anacor\u00e9tico, cuja origem se conecta com Ant\u00e3o do deserto, e ao cenob\u00edtico, segundo o modelo de Pac\u00f4mio. Quando era ainda presb\u00edtero, cria uma verdadeira e singular pequena cidade para acolher os peregrinos, os estrangeiros e os doentes, conhecida como Basileide. Seus ensinamentos asc\u00e9ticos s\u00e3o evidentes, sobretudo, nas suas <em>Regras<\/em> (seja a cole\u00e7\u00e3o chamada \u201cbreve\u201d como a \u201clonga\u201d). Embora Bas\u00edlio pensasse neste modo de vida para todos os crist\u00e3os, suas <em>Regras<\/em> e seus escritos constituir\u00e3o a base, ainda hoje s\u00f3lida, do monaquismo oriental, que, com exce\u00e7\u00e3o do de origem estudita, pode chamar-se com raz\u00e3o \u201cbasiliano\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desses poucos acenos, \u00e9 poss\u00edvel compreender que o estudo dos Padres Capad\u00f3cios nos transporta ao cora\u00e7\u00e3o do s\u00e9c. IV, com suas dificuldades e seus esplendores. N\u00e3o \u00e9 por acaso que o s\u00e9c. IV \u00e9 chamado de \u201cs\u00e9culo \u00e1ureo\u201d da patr\u00edstica. \u00c9 o tempo da forma\u00e7\u00e3o da liturgia (a Igreja oriental conhece v\u00e1rias an\u00e1foras atribu\u00eddas a Bas\u00edlio), do desenvolvimento da consci\u00eancia da linguagem dogm\u00e1tica, dos primeiros conc\u00edlios ecum\u00eanicos. Em todo este per\u00edodo fecund\u00edssimo est\u00e3o presentes os Capad\u00f3cios. Ocupar-se com eles, portanto, se por um lado requer um esfor\u00e7o em grande escala porque se deve entrar na filosofia, na hist\u00f3ria, na teologia, na ret\u00f3rica cl\u00e1ssica e em muitos outros \u00e2mbitos, por outro, representa uma porta magn\u00edfica para conhecer um dos per\u00edodos mais fascinantes da Antiguidade Tardia, quando o perfume do mundo cl\u00e1ssico ainda n\u00e3o se havia desvanecido de todo, e a a\u00e7\u00e3o cultural da Igreja, em seu empenho simult\u00e2neo de incultura\u00e7\u00e3o e de fecunda\u00e7\u00e3o, estava em um de seus per\u00edodos de maior esplendor. Os estudos sobre Bas\u00edlio e sobre o Nazianzeno continuam sempre vivos, mas n\u00e3o se pode n\u00e3o reconhecer que dos tr\u00eas o que mais goza de interesse cont\u00ednuo por parte dos pesquisadores, e n\u00e3o s\u00f3 limitado ao c\u00edrculo dos especialistas em Antiguidade, \u00e9 Greg\u00f3rio de Nissa, gra\u00e7as tamb\u00e9m ao fato de que \u00e9 um dos poucos Padres de quem temos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o a quase totalidade das obras em edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, <em>Gregorii Nysseni Opera<\/em> (GNO), empreendimento monumental iniciado por W. Jaeger. Outro sinal de interesse \u00e9 que dispomos de um dicion\u00e1rio dedicado a Greg\u00f3rio de Nissa, o que facilita bastante a pesquisa de temas espec\u00edficos na obra do Nisseno. Por fim, contribui muito para este atual \u201csucesso\u201d de Greg\u00f3rio, tamb\u00e9m por parte de autores n\u00e3o diretamente interessados no aspecto teol\u00f3gico de seus escritos, o lado filos\u00f3fico e m\u00edstico, que parece responder bem a uma pesquisa\/interesse que parece sempre atual na presente conjuntura hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Massimo Pampaloni SJ<\/em> (professor visitante da FAJE). Texto original italiano. Enviado: 30\/09\/2022; Aprovado: 30\/11\/2022; Publicado: 30\/12\/2022. Tradu\u00e7\u00e3o: Francisco Taborda SJ<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u00a0<\/strong>No volume de Moreschini, que, na minha opini\u00e3o, continua ainda hoje a melhor introdu\u00e7\u00e3o aos Padres Capad\u00f3cios (onde \u00e9 tratado tamb\u00e9m Ev\u00e1grio), encontra-se uma excelente bibliografia para cada um deles; por isso remetemos a ela. Aqui indicamos somente algumas obras que citamos no verbete e alguns textos em l\u00edngua portuguesa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Principais tradu\u00e7\u00f5es em portugu\u00eas <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">BASILIO DE CESAR\u00c9IA. <em>Homilia sobre Lucas 12; Homilias sobre a origem do homem; Tratado sobre o Esp\u00edrito Santo<\/em>. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2005.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">GREGORIO DE NISSA. <em>A cria\u00e7\u00e3o do homem; A alma e a ressurrei\u00e7\u00e3o; A grande catequese<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2011.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">GREG\u00d3RIO DE NISSA. <em>Vida de Mois\u00e9s.<\/em> Campinas (SP): CEDET, 2018. <strong>(Nota: <\/strong>esta edi\u00e7\u00e3o usa uma tradu\u00e7\u00e3o que h\u00e1 muito tempo existe na internet. N\u00e3o tem indica\u00e7\u00e3o de quem traduziu e se a tradu\u00e7\u00e3o foi feita do grego ou de uma tradu\u00e7\u00e3o em outra l\u00edngua)<em>.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">GREG\u00d3RIO DE NAZIANZO. <em>Discursos teol\u00f3gicos<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1984.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Sugest\u00f5es de leitura<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">BEELEY, C. A. The Early Christological Controversy: Apollinarius, Diodore, and Gregory of Nazianzen. <em>Vigiliae Christianae<\/em>, v. 65, p. 376-407, 2011.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">BELLINI, E. (Ed.). <em>Su Cristo<\/em>. Il grande dibattito nel Quarto secolo. Milano: Jaca Book, 1978.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">CADERNOS PATR\u00cdSTICOS, v. 5 n. 9 (2013). (N\u00famero monogr\u00e1fico sobre os Capad\u00f3cios)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">DALEY, B. \u201cHeavenly Man\u201d and \u201cEternal Christ\u201d: Apollinarius and Gregory of Nyssa on the Personal Identity of the Savior. <em>The Journal of Early Christian Studies<\/em>, v. 10, p. 469-488, 2002.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">DANI\u00c9LOU, J. <em>L\u2019\u00eatre et le temps chez Gr\u00e9goire de Nysse<\/em>. Lieden: Brill, 1970.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">DI BERARDINO, A. Cappadocia-II. Concilio. In: <em>Nuovo Dizionario di Patristica e di Antichit\u00e0 cristiane<\/em>. Roma: Marietti 1820, 2006.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">GREGORII NYSSENI OPERA (GNO). Edi\u00e7\u00e3o on-line. Dispon\u00edvel em: <a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/scholarlyeditions.brill.com\/gnoo\/\">https:\/\/scholarlyeditions.brill.com\/gnoo\/<\/a> Acesso em: 12 set 2022.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">KELLY, J. N. D. <em>Early christian doctrines<\/em>. 5.ed. London: A&amp;C Black, 1989.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">LIENHARD, J. T. Two Friends of Athanasius: Marcellus of Ancyra and Apollinaris of Laodicea. <em>Zeitschrift f\u00fcr antikes Christentum \/ Journal of Ancient Christianity<\/em>, v. 10, n. 1, 2006.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MATEO-SECO, L.-F.; MASPERO, G. <em>Gregorio di Nissa, Dizionario<\/em>. Roma: Citt\u00e0 Nuova, 2007.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MCCARTHY SPOERL, K. Apollinarius and the Response to Early Arian Christology. <em>Studia Patristica<\/em>, v. 26, p. 421-427, 1993.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MCCARTHY SPOERL, K. Apollinarian Christology and the Anti-Marcellian Tradition. <em>Journal of Theological Studies<\/em>, v. 45, p. 545-568, 1994.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MORESCHINI, C. <em>Bas\u00edlio Magno.<\/em> S\u00e3o Paulo: Loyola, 2010.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MORESCHINI, C. <em>I Padri Cappadoci<\/em>. Storia, letteratura, teologia. Roma: Citt\u00e0 Nuova, [s.d.].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MORESCHINI, C. <em>Greg\u00f3rio Nazianzeno<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2010.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">NAVASCU\u00c9S BENLLOCH, P. <em>Pablo de Samosata y sus adversarios<\/em>: estudio hist\u00f3rico-teol\u00f3gico del cristianismo antioqueno en el s. III. Roma: Institutum patristicum Augustinianum, 2004.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PAMPALONI, M. A palavra como m\u00e9dico da alma. Duas cartas do g\u00eanero \u201cconsolatio\u201d de Bas\u00edlio de Cesar\u00e9ia. <em>Perspectiva Teol\u00f3gica<\/em>, v. 35, p. 301-323, 2003.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PAMPALONI, M. A imers\u00e3o infinita: para uma introdu\u00e7\u00e3o a Greg\u00f3rio de Nissa. <em>Cadernos Patr\u00edsticos<\/em>, v. 5, n. 9, p. 69-88, 2010.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PIERANTONI, C. <em>Apolinar de Laodicea y sus adversarios:<\/em> aspectos de la controversia cristologica en el siglo IV. Santiago: Pontificia Universidad Catolica de Chile, 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PONTE, M. N. Q. A m\u00edstica das trevas de Greg\u00f3rio de Nissa na obra \u201cVida de Mois\u00e8s\u201d. <em>Pensar-Revista Eletr\u00f4nica da FAJE<\/em>, v. 4, n. 1, p. 5-24, 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PUGLIESE, P. R. <em>L\u2019infinito giardino interiore<\/em>. La mistica di Giovanni di Dalyatha e di Gregorio di Nissa. Roma: Pontificio Istituto Orientale \u2013 Valore italiano Lilam\u00e9, 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">SIMONETTI, M. Genesi e sviluppo della dottrina trinitaria di Basilio di Cesarea. In: STUDI DI CRISTOLOGIA POST-NICENA. Studia Ephemeridis Augustinianum. Roma: Institutum Patristicum Augustinianum, 2006. p. 235-258.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">SUNBERG, C. D. <em>The Cappadocian Mothers<\/em>. Deification Exemplified in the Writings of Basil, Gregory, and Gregory. Eugene: Pickwick Publications, 2017.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio Introdu\u00e7\u00e3o 1 Quem s\u00e3o os Padres Capad\u00f3cios? 2 Por que s\u00e3o t\u00e3o importantes? 3 Principais contribui\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas 3.1 O fim da controv\u00e9rsia ariana 3.2 Contribui\u00e7\u00f5es para a Cristologia 3.3 A contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00edstica 3.4 Exegese 4 Homens de Igreja 5 O monaquismo Conclus\u00f5es Refer\u00eancias Introdu\u00e7\u00e3o O presente texto prop\u00f5e uma inicia\u00e7\u00e3o geral aos Padres [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-2759","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-da-teologia-e-do-cristianismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2759"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2759\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3266,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2759\/revisions\/3266"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}