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{"id":2755,"date":"2022-12-30T11:27:39","date_gmt":"2022-12-30T14:27:39","guid":{"rendered":"http:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2755"},"modified":"2024-01-03T15:00:07","modified_gmt":"2024-01-03T18:00:07","slug":"o-metodo-da-ciencia-liturgica-e-sacramental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2755","title":{"rendered":"O m\u00e9todo da ci\u00eancia lit\u00fargica e sacramental"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 A intelig\u00eancia da f\u00e9 a partir dos \u201critos e preces\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Modelos paradigm\u00e1ticos da ci\u00eancia lit\u00fargica e sacramental<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Perspectivas de uma nova rela\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reflex\u00e3o sobre o m\u00e9todo da <em>ci\u00eancia lit\u00fargica e sacramental<\/em> (CLS), especialmente nos \u00faltimos dois s\u00e9culos no contexto cultural ocidental, traz como qualquer outro campo do conhecimento e da condi\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o cient\u00edfica o ac\u00famulo de dados, a constru\u00e7\u00e3o de paradigmas, a provisoriedade, a especializa\u00e7\u00e3o de \u00e2mbitos, a delimita\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica, as abordagens diferenciadas e a possibilidade de absolutizar o que n\u00e3o passa somente de um aspecto hist\u00f3rico, ritual, sem\u00e2ntico, lingu\u00edstico, fenomenol\u00f3gico, especulativo-teol\u00f3gico e pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interesse pela reflex\u00e3o sobre a a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica sacramental coincide, pode-se afirmar, com a pr\u00f3pria exig\u00eancia evang\u00e9lica de <em>dar raz\u00e3o<\/em> inteligentemente das \u201c<em>mirabilia Dei<\/em>\u201d acontecidas de uma <em>vez por todas<\/em> no mist\u00e9rio pascal de Jesus Cristo. De fato, a comunidade crist\u00e3, desde o seu in\u00edcio, de v\u00e1rios modos, <em>celebrou, acreditou e viveu<\/em> essa realidade plena de f\u00e9. Em seguida, tal ritualidade foi explicitada atrav\u00e9s das categorias helen\u00edsticas pelos padres da Igreja, na era patr\u00edstica. Na Idade M\u00e9dia, constatou-se o distanciamento entre teologia-liturgia-sacramentos por meio de categorias aleg\u00f3ricas e escol\u00e1sticas, enquanto que o per\u00edodo p\u00f3s-tridentino foi fortemente caracterizado pelo momento disciplinar da contrarreforma, pela crise da teologia escol\u00e1stica, pelo crescimento do interesse pelos estudos hist\u00f3ricos, pelo progressivo abandono da interpreta\u00e7\u00e3o aleg\u00f3rica da liturgia e pela necessidade de responder \u00e0s cr\u00edticas dos reformadores protestantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos s\u00e9culos XVII-XVIII, a liturgia se descobrir\u00e1 com uma excessiva aten\u00e7\u00e3o ao aspecto rubric\u00edstico-jur\u00eddico e, nesse contexto, aparece o interesse e o surgimento da ci\u00eancia lit\u00fargica (CL), sobretudo na primeira metade do s\u00e9culo XIX, na Alemanha, motivado, por um lado, pela \u201cKatholische T\u00fcbinger Schule\u201d e a Neoescol\u00e1stica de endere\u00e7o tomista, e por outro, pela perspectiva eclesiol\u00f3gica e a renova\u00e7\u00e3o da teologia dos sacramentos atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o ritual a partir do evento cristol\u00f3gico. Isso desencadear\u00e1, paulatinamente, um novo processo no modo de <em>pensar<\/em> a realidade lit\u00fargico-sacramental. Da\u00ed surgir\u00e3o a reflex\u00e3o e o amadurecimento de algumas constantes que se tornar\u00e3o um verdadeiro mutir\u00e3o de ideias, sobretudo na Europa, e que ser\u00e1 chamado de Movimento Lit\u00fargico. Para Ubbiali (1993), tal movimento reagir\u00e1 \u00e0 falta de aten\u00e7\u00e3o que o manual de sacrament\u00e1ria reservava \u00e0 pr\u00e1xis lit\u00fargica, e aprofundar\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o entre a <em>teologia<\/em>&#8211;<em>liturgia-sacramentos,<\/em> adquirindo consist\u00eancia e qualidade \u00e0s intui\u00e7\u00f5es e respostas \u00e0 \u201cQuest\u00e3o lit\u00fargica\u201d e que, com o aprofundamento de conceitos fundamentais como participa\u00e7\u00e3o ativa, pensamento total, mist\u00e9rio do culto, conhecimento simb\u00f3lico, contribuir\u00e1 fortemente para a reflex\u00e3o antes, durante e depois do Conc\u00edlio Vaticano II.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 A inteligibilidade da f\u00e9 a partir dos \u201critos e preces\u201d<\/strong> (MEDEIROS, 2011, p. 15-42)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Teologia dos sacramentos, j\u00e1 antes do evento conciliar do Vaticano II, enucleou alguns eixos da intelig\u00eancia desses sacramentos, sobretudo nos \u00e2mbitos da eclesiologia e da antropologia. Em primeiro lugar, a eclesiologia foi norteada a partir da perspectiva de Rahner (1965). Em tal \u00f3tica, a Igreja \u00e9 lida como o s\u00edmbolo permanente da a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica divina, a realidade hist\u00f3rica vis\u00edvel na qual Deus se doa a si mesmo. No \u00e2mbito antropol\u00f3gico, a aten\u00e7\u00e3o ao humano \u00e9 certamente a primeira inten\u00e7\u00e3o de subtrair o sacramento ao distanciamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura moderna. Nesse sentido, tal reflex\u00e3o produziu uma n\u00edtida decis\u00e3o de ampliar a dimens\u00e3o antropol\u00f3gica do sacramento e acrescentou, desse modo uma posi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para completar o discurso teol\u00f3gico j\u00e1 estruturado e unificado em chave sacrament\u00e1ria. Especificamente na sequ\u00eancia: a cristologia (Jesus Cristo sacramento priomordial), a eclesiologia (a Igreja sacramento fundamental, ou radical), a sacramentologia (os sete sacramentos), se acrescentou ainda a antropologia (a pessoa e o mundo, sacramento natural).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vertente propriamente cient\u00edfica da liturgia, por sua vez, pode-se dizer que encontrou em Guardini (1921) um dos principais expoentes na primeira hora do Movimento Lit\u00fargico. Ele foi o primeiro a tratar da quest\u00e3o epistemol\u00f3gica, concluindo que a ci\u00eancia lit\u00fargica exigia dois n\u00edveis complementares, qualificados por ele como <em>investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica <\/em>e <em>investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica<\/em>. Segundo ele, a <em>investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/em> aconteceria em n\u00edvel diacr\u00f4nico-evolutivo e teria por objeto o estudo do devir do culto, sem o qual cair\u00edamos em afirma\u00e7\u00f5es gratuitas. E a <em>investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica<\/em>, em n\u00edvel sincr\u00f4nico, teria por objeto o estudo da Igreja, como sujeito do culto, e de seus elementos vinculantes e permanentes. Sem a reflex\u00e3o sistem\u00e1tica, a hist\u00f3ria perder-se-ia em dados desunidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, podemos resumir basicamente em tr\u00eas grandes tend\u00eancias metodol\u00f3gicas para o aprofundamento epistemol\u00f3gico da liturgia, como \u00e1reas de onde se podem haurir seu<em> especificum<\/em> como ci\u00eancia estruturada, com m\u00e9todos e leis pr\u00f3prias: a sistem\u00e1tica, a hist\u00f3rica e a pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conseguinte, pode-se dizer que essas tr\u00eas dire\u00e7\u00f5es est\u00e3o presentes simultaneamente na reflex\u00e3o da pesquisa da liturgia, com seus leg\u00edtimos representantes, na busca de uma maior consist\u00eancia epistemol\u00f3gica e que \u00e9 testemunhada por uma pluralidade de teologias lit\u00fargicas e sacramentais contempor\u00e2neas. Todavia, o princ\u00edpio norteador deve ter presente que o <em>intellectus fidei <\/em>sempre esteve, desde o in\u00edcio, em rela\u00e7\u00e3o com a a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica da Igreja. Consequentemente, a reflex\u00e3o teol\u00f3gica nunca pode ignorar a ordem sacramental institu\u00edda pelo pr\u00f3prio Cristo e, por outro lado, a a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica nunca pode ser considerada de forma gen\u00e9rica, deixando de lado o mist\u00e9rio da f\u00e9 (<em>Sacramentum caritatis<\/em>, n. 34).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inegavelmente, a teologia sacrament\u00e1ria e a teologia lit\u00fargica se aproximaram, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, tendo como \u201clocus\u201d comum a aten\u00e7\u00e3o ao <em>rito<\/em>, colocando a quest\u00e3o do s\u00edmbolo no seu contexto pr\u00f3prio: a <em>a\u00e7\u00e3o ritual<\/em>. Portanto, a perspectiva l\u00f3gica para refletir sobre a quest\u00e3o do s\u00edmbolo em chave hermen\u00eautica para a compreens\u00e3o dos sacramentos se torna a a\u00e7\u00e3o ritual. Com certeza, a CLS considera que um dos frutos mais significativos do Movimento Lit\u00fargico foi perceber que o <em>rito<\/em> \u00e9 a <em>forma<\/em> na qual o sacramento acontece. Aqui se d\u00e1 o \u201clocus\u201d do encontro com o Senhor, da profiss\u00e3o de f\u00e9, da sinergia, da visibilidade, da invisibilidade e a fonte da teologia como <em>momento de investiga\u00e7\u00e3o racional da f\u00e9<\/em> \u00e0 luz do que hodiernamente \u00e9 denominado da nova fronteira da \u201cquest\u00e3o lit\u00fargica\u201d, segundo a contribui\u00e7\u00e3o de Grillo na sua \u201cliturgia fundamental: introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia da a\u00e7\u00e3o ritual\u201d (2022a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por consequ\u00eancia, o conceito de <em>forma<\/em> entra na teologia contempor\u00e2nea como uma categoria nova, inaugurando, no sentido moderno da palavra, a compreens\u00e3o da CL e do processo de reforma lit\u00fargica implementado ao longo do s\u00e9culo XX, como afirma J. Ratzinger (2019). Tal conceito \u00e9 capaz de estabelecer conex\u00f5es com \u00e1reas diversas que formam o todo da reflex\u00e3o lit\u00fargica e sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, a reflex\u00e3o da CLS contempor\u00e2nea, paulatinamente, est\u00e1 superando categorias n\u00e3o apropriadas na defini\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o da a\u00e7\u00e3o lit\u00fargico-sacramental da Igreja e, ao mesmo tempo, colocando \u00e0 prova as categorias (rito, forma, linguagens, mistagogia) em vista de uma reelabora\u00e7\u00e3o do saber unit\u00e1rio e com uma s\u00f3lida alian\u00e7a entra uma sacramentaria que descobre o g\u00eanero ritual e os novos <em>ordines<\/em> lit\u00fargicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Modelos paradigm\u00e1ticos da Ci\u00eancia lit\u00fargica e sacramental<\/strong> (MEDEIROS, 2014, p. 145-168)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos colher, a partir de algumas propostas de <em>modelos<\/em> ou <em>paradigmas<\/em> contextualizados, o horizonte dos estudos sobre a CLS nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Por isso mesmo, propomo-nos percorrer a evolu\u00e7\u00e3o do tema em estudo no contexto alem\u00e3o, franc\u00f3fono, espanhol, angl\u00f3fono e brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.1 Contexto alem\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi muito significativa, para o estudo sobre a CLS, a contribui\u00e7\u00e3o de Guardini (1921) sobre o <em>m\u00e9todo sistem\u00e1tico da ci\u00eancia lit\u00fargica<\/em>. De fato, ele entrev\u00ea a liturgia consonante e integrada \u00e0 teologia, visto que aquela est\u00e1 relacionada \u00e0 vida sobrenatural, ela torna-se competente atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo e \u00e9 orientada pelo Magist\u00e9rio. Al\u00e9m do mais, o aspecto teol\u00f3gico da liturgia deve ser sempre presente em qualquer tipo de estudo sistem\u00e1tico que se realize. Para Guardini, a liturgia enquanto teologia possui um m\u00e9todo pr\u00f3prio que a diferencia n\u00e3o somente das outras ci\u00eancias, como tamb\u00e9m dentro do \u00e2mbito teol\u00f3gico, e n\u00e3o pode nem sequer ser considerada como parte da teologia pastoral que se elabora e se desenvolve a partir da pr\u00e1xis e que entra num estudo sistem\u00e1tico da liturgia. Podemos dizer que, para Guardini, a liturgia \u00e9 teologia e por isso que essa perspectiva de ver e conhecer colhe o conte\u00fado da f\u00e9 na manifesta\u00e7\u00e3o cultual da vida da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outrossim, Casel (1941) afirma que a obra da salva\u00e7\u00e3o de Cristo Jesus, presente na celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, n\u00e3o \u00e9 somente um dogma para ser acreditado, mas \u00e9 \u201catua\u00e7\u00e3o da f\u00e9\u201d segundo uma determinada forma simbolicamente sacramental, ou seja, faz-se teologia no sentido pr\u00f3prio quando se procura aprofundar o conhecimento dessa obra de salva\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do s\u00edmbolo ritual. N\u00e3o \u00e9 um conhecimento abstrato, mas o aprofundamento daquela \u201crealidade salv\u00edfica\u201d presente no momento lit\u00fargico, isto \u00e9, como salva\u00e7\u00e3o em perspectiva simb\u00f3lico-ritual.\u00a0 Assim sendo, para Casel existe a teologia lit\u00fargica somente quando o dado da f\u00e9 assume a dimens\u00e3o de concreta comunica\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio de Cristo \u00e0 Igreja, quando h\u00e1 o di\u00e1logo sobre \u201cDeus a partir de Deus\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teologia lit\u00fargico-sacramental, em \u00e2mbito alem\u00e3o, buscou tamb\u00e9m o contato com as ci\u00eancias humanas, impostando melhor o seu discurso, \u00e0 procura de uma categoriza\u00e7\u00e3o mais cient\u00edfica. Avaliando a ci\u00eancia lit\u00fargica, vinte anos depois do Conc\u00edlio Vaticano II, H\u00e4ussling (1982) analisa as vicissitudes pelas quais ela passou, principalmente em confronto com as ci\u00eancias humanas, com o ate\u00edsmo, com a realidade ecum\u00eanica e com os desafios das liturgias juvenis. Al\u00e9m disso, G\u00e4rtner e Merz (1984) procuram emitir os princ\u00edpios para um m\u00e9todo integrativo da CL, partindo dos paradigmas tradicionais, mas dialogando com as ci\u00eancias humanas, valorizando o aspecto da experi\u00eancia, em vista de um m\u00e9todo emp\u00edrico-cr\u00edtico da CL. Por sua vez, Stenzel aprofunda o tema em refer\u00eancia, discorrendo sobre a liturgia como lugar teol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, H\u00e4ussling (1982) constata que a liturgia tem necessidade de di\u00e1logo com as outras disciplinas teol\u00f3gicas, como a dogm\u00e1tica, a exegese e a teologia moral. Para ele, outra causa para a falta de considera\u00e7\u00e3o da liturgia, em campo teol\u00f3gico, \u00e9 uma falsa ideia daquilo que seja liturgia, agora reformada e compreens\u00edvel. Ademais, Lehmann (1980) escreve sobre a celebra\u00e7\u00e3o enquanto express\u00e3o da f\u00e9 e considera que os \u201c<em>loci theologici<\/em>\u201d s\u00e3o o resultado de uma metodologia escol\u00e1stica, e que a ci\u00eancia teol\u00f3gica, com o passar dos anos, perdeu a sua liga\u00e7\u00e3o com a liturgia da Igreja. Lehmann alinha-se na posi\u00e7\u00e3o daqueles te\u00f3logos que veem tal colabora\u00e7\u00e3o estreitamente ligada \u00e0 teologia pr\u00e1tica homil\u00e9tica, teologia pastoral, pedagogia religiosa e catequ\u00e9tica, e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia dos sacramentos, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perspectiva dogm\u00e1tica e \u00e0 teologia moral, ao direito dos Sacramentos e ao ecumenismo. J\u00e1 Vorgrimler (1992) defende a liturgia como argumento da dogm\u00e1tica. E interroga-se sobre algumas quest\u00f5es referentes \u00e0 liturgia com o intento de envidar esfor\u00e7os para uma maior coopera\u00e7\u00e3o entre liturgia e dogm\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <em>teoria sobre os sacramentos<\/em>, na Alemanha, ganhou terreno nos anos setenta do s\u00e9culo passado, conforme Seils (1994), a tal ponto ser forma de uso corrente. Nesse sentido, a sacramentaria encontrou uma nova inspira\u00e7\u00e3o e conheceu uma profunda mudan\u00e7a, e isto parecia justificado pela nova aten\u00e7\u00e3o ampliada da compreens\u00e3o da sacramentalidade. Tais transforma\u00e7\u00f5es podem ser reconduzidas substancialmente \u00e0 teologia \u201cIgreja-sacramento\u201d que marcou o ocaso da metodologia manual\u00edstica, incapaz de mostrar a conviv\u00eancia dos sinais eficazes da gra\u00e7a ao mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o. Na leitura de Bozzolo (1999), as correntes que se tornaram mais significativas na \u00f3tica de um aprofundamento da identidade simb\u00f3lica iam em tr\u00eas dire\u00e7\u00f5es: o sacramento como s\u00edmbolo na perspectiva antropol\u00f3gica de abertura ao sentido da exist\u00eancia (Ratzinger (1966) e Kasper (1969); o sacramento como \u201cpr\u00e1xis da esperan\u00e7a\u201d, isto \u00e9, como s\u00edmbolo nas din\u00e2micas sociais e culturais (Schupp (1974), Schaeffler (1991), Schneider (1979) e Vorgrimler (1992)); o sacramento como s\u00edmbolo comunicativo na vida da Igreja (H\u00fcnermann (1982) (Ganoczy (1984) e Lies (1990).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Gerhards (2002), as pesquisas recentes postulam cada vez mais a quest\u00e3o do m\u00e9todo, levando em conta os desafios \u00e0 ci\u00eancia lit\u00fargica advindos do pr\u00f3prio contexto cultural e eclesial hodiernos e que envolvem a comunidade eclesial na sua compreens\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o lit\u00fargicas, a quest\u00e3o ecum\u00eanica, a quest\u00e3o hist\u00f3rico-gen\u00e9tico-ritual da liturgia, a quest\u00e3o da ritualidade, da pr\u00f3pria liturgia teol\u00f3gica ou da teologia da liturgia, da pastoral lit\u00fargica e das ci\u00eancias humanas. Assim sendo, no contexto alem\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica ci\u00eancia lit\u00fargica, mas diversas tend\u00eancias com a pesquisa na \u00e1rea da filologia-hist\u00f3rica, da teologia sistem\u00e1tica ou da antropologia e da dimens\u00e3o pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma observa\u00e7\u00e3o que se pode salientar, nesse contexto, \u00e9 o fato da aus\u00eancia de uma literatura sobre o rito. Tal aus\u00eancia pode ser considerada talvez pela menor incid\u00eancia do debate lit\u00fargico, talvez pelo fato de se terem dedicado ao s\u00edmbolo, que tem parentesco com o rito. Certamente tal reflex\u00e3o teria oferecido elementos significativos e uma reorienta\u00e7\u00e3o da <em>sacramentaliza\u00e7\u00e3o<\/em> ocorrida em ambiente alem\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.2 Contexto franc\u00f3fono<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Fran\u00e7a, a teologia p\u00f3s-conciliar foi marcada por um di\u00e1logo intenso com a teologia alem\u00e3. Todavia, registra tamb\u00e9m sua marca original, qual seja a profunda renova\u00e7\u00e3o patr\u00edstica e lit\u00fargica, um fecund\u00edssimo di\u00e1logo ecum\u00eanico, quer com os fi\u00e9is da Reforma quer com os ortodoxos. A preocupa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica francesa, mais propriamente, voltou-se para as quest\u00f5es cristol\u00f3gicas, da teologia da reden\u00e7\u00e3o e do pr\u00f3prio projeto teol\u00f3gico destinado a entabular as quest\u00f5es emergentes com a cultura moderna e da p\u00f3s-modernidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Winling (1989), a teologia cat\u00f3lica francesa tem um perfil que a distingue das de outras \u00e1reas. A Fran\u00e7a caracterizou-se como centro de pesquisa e ensino para as congrega\u00e7\u00f5es religiosas, o di\u00e1logo com pensadores representantes de v\u00e1rias correntes e o repensamento de uma espiritualidade adulta para os leigos da <em>A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica.<\/em> \u00c9 digno de se sublinhar o di\u00e1logo com a filosofia que, contudo, n\u00e3o se deve entender como servi\u00e7o desta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de uma teologia sistem\u00e1tica, mas como fermenta\u00e7\u00e3o da teologia a partir de numerosos temas e problem\u00e1ticas t\u00edpicas da filosofia francesa que produz \u201c<em>la <\/em><em>th\u00e9ologie herm\u00e9neutique, la th\u00e9ologie de l\u2019alterit\u00e9 de Dieu, la th\u00e9ologie pratique<\/em>\u201d, em autores como Duquoc, Chauvet, Moingt que, influenciados pelo pensamento de L\u00e9vinas (1961), falam de Deus, n\u00e3o em termos ontol\u00f3gicos, mas em termos de \u201calteridade\u201d, tendo presente a estreita liga\u00e7\u00e3o que subsiste entre teologia trinit\u00e1ria e a teologia da cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em campo especificamente teol\u00f3gico-lit\u00fargico, temos o surgimento do <em>Institut Sup\u00e9rieur de Liturgie<\/em>, em outubro de 1956, sendo o seu primeiro Diretor, padre B. Botte e, encarregado dos estudos, padre J.-M Gy. Podemos dizer que o <em>Institut <\/em>viveu intensamente duas n\u00edtidas fases: de 1956-1968 e, depois, de 1968 at\u00e9 hoje. A primeira, caracterizada por um m\u00e9todo mais hist\u00f3rico-positivo; a segunda, marcada pelo col\u00f3quio organizado pelo <em>Centre National de Pastorale liturgique<\/em>, realizado em Lovaina, em junho de 1967, com o tema <em>Liturgie et sciences humaines<\/em>, que foi o marco decisivo para esse segundo momento de exist\u00eancia do <em>Institut<\/em>. A partir da\u00ed, as novas ci\u00eancias como sociologia, psicologia e semiologia tornaram-se indispens\u00e1veis para o estudo da liturgia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste clima de di\u00e1logo entre ci\u00eancias humanas e liturgia \u00e9 que encontramos Chauvet, desde 1972 na doc\u00eancia no <em>Institut Sup\u00e9rieur de Liturgie<\/em>, bem como em outros centros de estudos parisienses. A interroga\u00e7\u00e3o mais profunda n\u00e3o \u00e9 mais:<em> como celebrar os sacramentos?<\/em> Mas<em> para que existem os sacramentos? <\/em>Podemos dizer que tanto Chauvet, como v\u00e1rios outros estudiosos, tais como Gy, Didier, Bouyer, Dye, Hameline, Vergote, Dalmais, Lukken, contribu\u00edram para a renova\u00e7\u00e3o da liturgia e da teologia sacramental em di\u00e1logo com as ci\u00eancias humanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista da teologia sacrament\u00e1ria, pode-se considerar tr\u00eas etapas significativas: na primeira etapa, nos anos 1960, nasceria a pesquisa entre sacrament\u00e1ria e antropologia ao redor da revista <em>La Maison-Dieu<\/em>, atrav\u00e9s de uma integra\u00e7\u00e3o ao debate lit\u00fargico dos resultados das ci\u00eancias humanas, principalmente a sociologia da assembleia, a antropologia do s\u00edmbolo e do rito, a semi\u00f3tica, a hist\u00f3ria e a psican\u00e1lise. Na segunda etapa, nos anos 1970, apareceram v\u00e1rios esfor\u00e7os de s\u00edntese, sobretudo os trabalhos de Vergote, Didier \u2013 esse \u00faltimo teve o m\u00e9rito de assumir o ponto de vista decisivamente antropol\u00f3gico, considerando o sacramento sobre a base da ritualidade e do s\u00edmbolo. E por \u00faltimo, a contribui\u00e7\u00e3o de Chauvet (1979), que estuda a liturgia a partir da dimens\u00e3o antropol\u00f3gica do s\u00edmbolo. Por considerar que a teologia cl\u00e1ssica da efic\u00e1cia dos sacramentos n\u00e3o \u00e9 mais relevante para o homem de hoje, ele se prop\u00f5e a encarar sua realidade numa perspectiva simb\u00f3lica, criando assim as condi\u00e7\u00f5es para uma nova compreens\u00e3o da teologia sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta de Chauvet aceita plenamente a contribui\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias humanas: do uso da filosofia da linguagem \u00e0 invers\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre sujeito e objeto, o que revoluciona completamente as concep\u00e7\u00f5es antropol\u00f3gicas anteriores. Refere-se a toda a problem\u00e1tica da rela\u00e7\u00e3o entre o homem\/mulher e a realidade: seja qual for o modo de encarar a quest\u00e3o, as coisas s\u00e3o significativas na medida em que entram em comunica\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o existencial e a colocam diretamente em quest\u00e3o. Se a vida \u00e9 um problema para o fiel, se nada \u00e9 simples para ele, isso acontece porque nada \u00e9 imediato: o reino do homem\/mulher \u00e9 o da media\u00e7\u00e3o. A reflex\u00e3o teol\u00f3gica, que tem os sacramentos como objeto de estudo, n\u00e3o deve mais consider\u00e1-los como objetos-intermedi\u00e1rios, que atuariam como ponte entre o sujeito crente e o Deus transcendente, mas como um <em>ato de linguagem eclesial<\/em>, em que a condi\u00e7\u00e3o se realiza, da f\u00e9 que a\u00ed se exprime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A posi\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica de Chauvet, no que diz respeito \u00e0 configura\u00e7\u00e3o do sacramental, encontra um terreno comum nos novos cen\u00e1rios epist\u00eamicos de v\u00e1rios pa\u00edses europeus, mas, ao mesmo tempo, a novidade de sua abordagem tamb\u00e9m suscitou cr\u00edticas. De um modo geral, na reflex\u00e3o de Chauvet vemos, sem d\u00favida, um esfor\u00e7o para ir al\u00e9m da compreens\u00e3o do extrinsicismo entre <em>signum et res <\/em>do ponto de vista do simb\u00f3lico e na supera\u00e7\u00e3o do que poderia parecer <em>coisificador <\/em>ou <em>m\u00e1gico <\/em>em benef\u00edcio de uma compreens\u00e3o real da rela\u00e7\u00e3o sacramento-celebra\u00e7\u00e3o, onde o crente tem um lugar indispens\u00e1vel, como elemento constitutivo, com a sua participa\u00e7\u00e3o, superando a separa\u00e7\u00e3o que pode existir entre experi\u00eancia e a\u00e7\u00e3o celebrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, Belli com o resultado de sua pesquisa sobre o \u201cInteresse da fenomenologia francesa para a teologia dos sacramentos\u201d (2013) aprofunda a crise ontol\u00f3gica e epistemol\u00f3gica da teologia sacramentaria no s\u00e9culo XX, apresenta uma reflex\u00e3o hermen\u00eautica anal\u00edtica sobre a \u201cQuest\u00e3o lit\u00fargica\u201d, a resposta dada pelo Movimento Lit\u00fargico e com a contribui\u00e7\u00e3o da teologia sacramentaria. De modo que a \u201c<em>quaestio sacramentis<\/em>\u201d \u00e9 profundamente repensada e exposta a novos questionamentos. O \u00eaxito de tal an\u00e1lise abre para a contribui\u00e7\u00e3o recente da fenomenologia francesa para o estudo sobre os sacramentos na \u00f3tica de tr\u00eas autores: J.-L. Marion, M. Henry e E. Falque. Sem d\u00favida, a pesquisa de Belli (2013) oferece uma contribui\u00e7\u00e3o na determina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica interdisciplinar do trabalho de reflex\u00e3o sobre o sacramento na media\u00e7\u00e3o entre teologia e filosofia, lit\u00fargico-sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.3 Contexto espanhol<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A respeito da rela\u00e7\u00e3o entre liturgia e teologia neste contexto cultural, o primeiro estudo a ser elencado \u00e9 de 1966, durante o II Congresso Lit\u00fargico de Montserrat, no qual Vilanova (1966) profere uma confer\u00eancia sobre os cinquenta anos da teologia da liturgia. Vilanova faz uma retrospectiva da teologia da liturgia, tomando em considera\u00e7\u00e3o, principalmente, a orienta\u00e7\u00e3o dada nesse campo pelos pioneiros do Movimento Lit\u00fargico, tais como: Festugi\u00e8re, Beauduin, Cabrol, Gom\u00e0, Brinktrine, Oppenheim, Cappuyns, Dalmais, Pinto, Parscher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na fase p\u00f3s-conciliar, L\u00f3pez Mart\u00edn (1982) reflete sobre a rela\u00e7\u00e3o entre liturgia e f\u00e9, em particular a liturgia como transmissora da f\u00e9, e estabelece campos nos quais delineia uma situa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o muito clara a respeito de tal rela\u00e7\u00e3o. O primeiro \u00e9 o da compreens\u00e3o teol\u00f3gica da mesma liturgia, o segundo \u00e9 o lugar da liturgia na estrutura\u00e7\u00e3o da teologia e o terceiro \u00e9 o da implica\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre a liturgia e a catequese na ordem da pedagogia da f\u00e9. Al\u00e9m disso, Fern\u00e1ndez (1985) esbo\u00e7a, de forma did\u00e1tica, a distin\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 liturgia daquilo que \u00e9 teologia lit\u00fargica. O autor prossegue afirmando que os sacramentos, antes de serem reflex\u00e3o, s\u00e3o a\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas. Com tal afirma\u00e7\u00e3o, Fern\u00e1ndez abre a sua se\u00e7\u00e3o de sacramentologia fundamental na revista <em>Phase<\/em> e indica com clareza qual seria a orienta\u00e7\u00e3o prevalente da pesquisa sacramental em \u00e2mbito espanhol. Na Espanha, segundo Bozzolo (1999), mais do que em outras \u00e1reas culturais, o contato entre a sacrament\u00e1ria sistem\u00e1tica e a disciplina lit\u00fargica se fez t\u00e3o estreito a tal ponto de n\u00e3o se ter mais condi\u00e7\u00f5es quase de distinguir o espec\u00edfico das compet\u00eancias. Pode-se acrescentar que, entre os anos 1991-1995, apareceram ao menos cinco tratados de sacrament\u00e1ria fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>Instituto de Liturgia do Centro de Barcelona<\/em> teve um papel importante no cen\u00e1rio da liturgia p\u00f3s-conciliar e, portanto, na esfera CLS. \u00c9 emblem\u00e1tica, nesse contexto, a colabora\u00e7\u00e3o de Borobio (1978), que, embora situando-se num horizonte rahneriano, assume, de fato, as teses decisivas numa perspectiva antropol\u00f3gica e ritual proposta pelos autores franceses. O seu programa encontra express\u00e3o n\u00e3o somente nas suas publica\u00e7\u00f5es pessoais, mas tamb\u00e9m na obra <em>La celebraci\u00f3n en la Iglesia.<\/em> v. I (1985), coordenado por ele, e que tem como objetivo superar a tradicional separa\u00e7\u00e3o entre liturgia e sacramento. O que surpreende, nessa obra, \u00e9 o fato da pac\u00edfica conviv\u00eancia de modelos t\u00e3o heterog\u00eaneos, ou seja, o antropol\u00f3gico com refer\u00eancia ao s\u00edmbolo e o rito, considerando os sacramentos como express\u00e3o simb\u00f3lica da salva\u00e7\u00e3o nas situa\u00e7\u00f5es fundamentais da vida e aquele modelo dos disc\u00edpulos de Rahner, que atribui a sacramentalidade a Cristo, \u00e0 Igreja, ao homem\/mulher e ao mundo para depois passar para uma sacramentalidade concentrada nos sete sacramentos. E o que prevalece n\u00e3o \u00e9 um projeto sistem\u00e1tico entre a liturgia e os sacramentos, tomando em considera\u00e7\u00e3o o sacramento a partir da celebra\u00e7\u00e3o, mas da teoria do sacramento de fundo rahneriano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.4 Contexto angl\u00f3fono<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre a teologia e a liturgia \u00e9 aprofundada, seja em campo cat\u00f3lico seja naquele evang\u00e9lico. Todavia, a reflex\u00e3o tem seguido e reagido ao que acontece, principalmente no continente europeu. Assim, n\u00e3o temos substancialmente uma proposta que saia dos par\u00e2metros at\u00e9 agora apresentados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Taft (1982) apresenta num artigo a s\u00edntese de sua confer\u00eancia na University of Notre-Dame &#8211; USA sobre a <em>Liturgy as Teology<\/em>. O autor considera seja a n\u00e3o comum avalia\u00e7\u00e3o da liturgia como ci\u00eancia teol\u00f3gica seja que a liturgia \u00e9 um <em>objeto de investiga\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica<\/em>. Semelhantemente, Lacugna retoma a quest\u00e3o se a Liturgia pode se tornar uma fonte para a teologia. E Driscoll (1994), por outro lado, procura estabelecer uma nova rela\u00e7\u00e3o entre liturgia e teologia fundamental. Ele considera que nessa rela\u00e7\u00e3o existem caminhos de poss\u00edveis trabalhos em parte j\u00e1 estabelecidos, especialmente a partir da teologia lit\u00fargica de Marsili (1974).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Igualmente, Irwin (1994) elabora uma proposta de teologia lit\u00fargica e apresenta algumas observa\u00e7\u00f5es sobre o m\u00e9todo usado na teologia lit\u00fargica contempor\u00e2nea. Para ele, o m\u00e9todo do ato lit\u00fargico deveria ter articula\u00e7\u00e3o com a Palavra, o s\u00edmbolo, a eucologia e a arte lit\u00fargica. Ele discute a contribui\u00e7\u00e3o com a qual a teologia que deriva da liturgia pode realizar uma discuss\u00e3o contempor\u00e2nea sobre a natureza da teologia. A proposta de Irwin constitui o aprofundamento, em vista da compreens\u00e3o global da liturgia, a partir de uma <em>liturgia primeira<\/em> e uma <em>liturgia segunda<\/em>, ou seja, uma componente, sempre teol\u00f3gico-lit\u00fargica, que nasce da rela\u00e7\u00e3o das duas acima relacionadas, e que ele chama de <em>teologia terceira<\/em>, isto \u00e9, uma teologia que diga respeito \u00e0 vida, \u00e0 espiritualidade, \u00e0 moral, em rela\u00e7\u00e3o aos mist\u00e9rios de Deus e do Evangelho, mas experienciados e celebrados na liturgia. Esta terceira liturgia est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca com a \u201c<em>lex orandi, lex credendi<\/em>\u201d e traz uma <em>perspectiva doxol\u00f3gica<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em s\u00edntese, podemos aceitar a ponto de vista de O\u2019Connell (1965), que considera que a pesquisa americana p\u00f3s-conciliar foi caracterizada, por um lado, pela discuss\u00e3o conciliar e a recep\u00e7\u00e3o da <em>Sacrosanctum concilium,<\/em> e por outro lado, pela tradu\u00e7\u00e3o das obras de Rahner e Schillebeeckx. Na Am\u00e9rica do Norte, sobretudo, o ponto de partida para repensar a nova sacrament\u00e1ria foi o abandono da s\u00edntese cl\u00e1ssica do <em>De sacramentis in genere <\/em>e a introdu\u00e7\u00e3o da perspectiva personalista e existencialista, centrada na no\u00e7\u00e3o de Cristo-sacramento e de Igreja-sacramento. Todavia nos anos 1980-1990 houve um excesso de novos dados, segundo Levesque (1995), impossibilitando desse modo uma s\u00edntese a tal ponto de Hellwig (1978) afirmar que a teologia sacrament\u00e1ria, em sentido estrito, tenha desaparecido. Na an\u00e1lise de Bozzolo (1999), inclusive, se detecta uma literatura difusa sobre o conceito do s\u00edmbolo, assumido como conceito id\u00f4neo para a interpreta\u00e7\u00e3o da realidade sacramental. Todavia, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa te\u00f3rica, parece prevalecer a inten\u00e7\u00e3o pr\u00e1tico-pastoral e a escolha de uma \u201cdivulga\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica\u201d dos conceitos que veiculavam na Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.5 Contexto brasileiro<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reflex\u00e3o lit\u00fargica p\u00f3s-conciliar no Brasil \u00e9 nitidamente marcada pelas seguintes caracter\u00edsticas: depend\u00eancia da teologia europeia, nas suas vertentes, mas principalmente a centro-europeia; profundamente marcada pela situa\u00e7\u00e3o sociocultural em que vive o povo latino-americano; orientada pastoralmente pelas confer\u00eancias episcopais do continente, de Medell\u00edn, Puebla, Santo Domingo e Aparecida; por um grande n\u00famero de jovens igrejas; pelos desafios das minorias \u00e9tnicas, de modo particular, negros e ind\u00edgenas; uma teologia voltada para os desafios pastorais, mais do que envolvida com a fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica universit\u00e1ria, n\u00e3o obstante a pesquisa constante e crescente no contexto latino-americano, uma teologia que vive do momento, da criatividade, ansiosa para responder aos desafios urgentes das comunidades e da incultura\u00e7\u00e3o lit\u00fargico-sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista teol\u00f3gico-lit\u00fargico, muito se deve \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do <em>Centro de Liturgia<\/em>, em S\u00e3o Paulo, em 1987 (Ad\u00e3o, 2008). Atrav\u00e9s dele, constituiu-se posteriormente a <em>Associa\u00e7\u00e3o de Professores de Liturgia do Brasil<\/em>, em 1987. Da\u00ed partiu, mas n\u00e3o somente, uma reflex\u00e3o lit\u00fargica marcadamente pastoral, com grande esp\u00edrito de anima\u00e7\u00e3o e de criatividade em todos os campos da pastoral lit\u00fargica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indubitavelmente, do ponto de vista do aprofundamento da CL, o trabalho de Ione Buyst \u00e9 deveras significativo. De fato, a atividade lit\u00fargico-pastoral de Buyst teve como meta principal a participa\u00e7\u00e3o do povo na prepara\u00e7\u00e3o e na celebra\u00e7\u00e3o de uma liturgia popular, orante, e que fosse express\u00e3o de uma f\u00e9 engajada na transforma\u00e7\u00e3o do continente latino-americano, bem como na busca ecum\u00eanica da paz mundial, na busca de uma pedagogia ativa, que envolvesse a participa\u00e7\u00e3o dos envolvidos e com uma metodologia cient\u00edfica que partisse da realidade lit\u00fargica e articulasse teoria e pr\u00e1tica, teologia e pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, ela procurou responder a dois motivos fundamentais: primeiro, a peculiaridade das liturgias celebradas, que formam o objeto real da CL e que s\u00e3o uma express\u00e3o da peculiaridade da Igreja neste continente \u2013 a mudan\u00e7a no objeto real exige novos m\u00e9todos de abordagem e de an\u00e1lise. De fato, a liturgia como \u201c<em>cume e fonte<\/em>\u201d de toda a vida eclesial (<em>SC <\/em>n.10) acompanha as mudan\u00e7as que ocorrem no modo de ser ou de conceber a Igreja neste continente. Buyst (1989) escreve que a Igreja latino-americana \u00e9 a que se expressou e tentou definir a si mesma e a sua miss\u00e3o atrav\u00e9s das assembleias da confer\u00eancia episcopal latino-americana, que marcaram profundamente a vida eclesial p\u00f3s-conciliar nesse continente. Para o autor, o modelo eclesial latino-americano \u00e9 caracterizado pela perspectiva de que a Igreja nasce das bases populares, suscitada pela for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. A irrup\u00e7\u00e3o dos pobres na Igreja, o vertiginoso crescimento do n\u00famero de comunidades eclesiais, seu dinamismo e vitalidade s\u00e3o considerados obra do Esp\u00edrito Santo e n\u00e3o apenas do esfor\u00e7o evangelizador da Igreja-institui\u00e7\u00e3o por ordem de Cristo, ou seja, a eclesiologia da liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o se baseia somente na cristologia, mas principalmente numa pneumatologia (Buyst, 1989).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa nova pr\u00e1tica lit\u00fargica, emergente na Igreja dos pobres e veiculada na evangeliza\u00e7\u00e3o, na catequese e na prega\u00e7\u00e3o, foi surgindo uma nova teologia lit\u00fargica, que dever\u00e1 ser retomada, avaliada e fundamentada ou rejeitada por uma teologia lit\u00fargica elaborada cientificamente a partir desta teologia primeira vivida nas comunidades. Alguns t\u00f3picos j\u00e1 come\u00e7am a despontar: o sujeito privilegiado, convocado por Deus para a assembleia lit\u00fargica, \u00e9 o povo pobre e oprimido, reunido em comunidades; o mesmo povo \u00e9 tamb\u00e9m o primeiro destinat\u00e1rio da Boa-nova, o <em>evangelho<\/em> anunciado na liturgia; o grito e o lamento do povo, expressos na ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, t\u00eam for\u00e7a junto a Deus, que ouve o seu clamor e desce para fazer justi\u00e7a e libertar; a liturgia \u00e9 a a\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria: toda a comunidade \u00e9 povo sacerdotal, participante do sacerd\u00f3cio de Jesus Cristo; o Cristo, que est\u00e1 presente na assembleia lit\u00fargica, \u00e9 o Cristo que se identifica com os pobres; tem compaix\u00e3o do povo, para ver e ouvir seus problemas, hoje como ontem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A publica\u00e7\u00e3o do Manual de Liturgia promovido pelo CELAM, <em>A celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio pascal <\/em>(2004-2007), em quatro volumes, manifesta o grau de amadurecimento teol\u00f3gico-lit\u00fargico-sacramental no continente e \u00e9 elaborado a partir da dimens\u00e3o celebrativa do mist\u00e9rio pascal de Cristo, enriquecido pelo mosaico de culturas, etnias e tradi\u00e7\u00f5es religiosas presentes na Am\u00e9rica Latina e Caribe, al\u00e9m de considerar a express\u00e3o simb\u00f3lica do corpo, a dan\u00e7a e a dramatiza\u00e7\u00e3o na liturgia. Tal obra, pioneira neste \u00e2mbito, postula ainda um maior aprofundamento dos temas abordados numa \u00f3tica antropol\u00f3gica, no sentido de uma educa\u00e7\u00e3o ao rito e por meio do rito e a partir n\u00e3o somente dos atos verbais, mas tamb\u00e9m n\u00e3o verbais, qual forma mistag\u00f3gica para uma contribui\u00e7\u00e3o ao <em>intellectus ritus<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, Taborda enriquece o debate teol\u00f3gico-lit\u00fargico brasileiro com a reflex\u00e3o sobre uma \u201cabordagem mistag\u00f3gica dos sacramentos\u201d (2004). Tal considera\u00e7\u00e3o \u00e9 motivada pela necessidade postulada tamb\u00e9m pela cultura da p\u00f3s-modernidade, da aten\u00e7\u00e3o ao progredir da celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia, o que leva a reconhecer a liturgia como <em>lugar teol\u00f3gico<\/em>. Em si, o caminho n\u00e3o \u00e9 novo, tendo sido trilhado por muitos, a come\u00e7ar pelos Padres da Igreja. No entanto, o que nos apraz sublinhar \u00e9 o fato de que o te\u00f3logo jesu\u00edta trabalha a <em>liturgia <\/em>como lugar da express\u00e3o da f\u00e9, em que a revela\u00e7\u00e3o se torna acess\u00edvel a n\u00f3s. A fonte da teologia \u00e9 a f\u00e9 da Igreja, n\u00e3o s\u00f3 a explicitada em dogmas e outras verbaliza\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m a f\u00e9 vivida concretamente em a\u00e7\u00f5es, obras, s\u00edmbolos, ritos. Essas express\u00f5es de f\u00e9 ou <em>lugares teol\u00f3gicos<\/em> constituem a teologia primeira, a teologia no frescor de sua express\u00e3o mais leg\u00edtima e viva. Nela se fundem e se unem intrinsecamente a teologia e a vida. O que os te\u00f3logos e o magist\u00e9rio fazem \u00e9 teologia segunda. Tais condi\u00e7\u00f5es levam o autor a trabalhar a quest\u00e3o sacramental do batismo e da eucaristia numa abordagem mistag\u00f3gica, como resposta a desafios hodiernos (Taborda, 2004).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.6 Contexto italiano<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As contribui\u00e7\u00f5es significativas na \u00e1rea italiana retomam a riqueza do Movimento Lit\u00fargico como tamb\u00e9m a renova\u00e7\u00e3o teol\u00f3gico-lit\u00fargica desencadeada pelo Conc\u00edlio Vaticano II. Dentre os nomes, podemos citar nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas: de Cipriano Vagaggini a Zeno Carra, de Salvador Marsili a Ubaldo Cortoni, de Pelagio Visentin a Pierpaolo Caspani, de Emanuel Caronti a Manuel Belli, de A. M. Triacca a Elena Massimi, de Aldo Terrin a Giorgio Bonaccorso, de Silvano Maggiani a Loris Della Pietra, de Roberto Tagliaferri a Andrea Grillo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contexto italiano \u00e9, sem d\u00favida, privilegiado, no sentido que contou com muitos e bons liturgistas pioneiros do Movimento Lit\u00fargico. Encontrou no <em>Centro di Azione Liturgica<\/em> o instrumento importante para a difus\u00e3o da reforma lit\u00fargica em contexto de pastoral lit\u00fargica. Outrossim, o pr\u00f3prio <em>Pontif\u00edcio Instituto de Liturgia de Santo Anselmo<\/em>, inaugurado em Roma, em 1961, com a finalidade de formar no empenho da CL, foi um parceiro competente e audacioso, oferecendo novos horizontes a serem percorridos. Outra refer\u00eancia significativa foi a cria\u00e7\u00e3o da <em>Associazione di Professori di Liturgia,<\/em> que atrav\u00e9s de seus temas de estudos tem procurado responder aos desafios da liturgia em chave pastoral e teol\u00f3gica. E mais recentemente, a cria\u00e7\u00e3o do <em>Instituto de Pastoral Lit\u00fargica de Santa Justina<\/em>, em P\u00e1dua, que se dedica ao estudo da pastoral, com uma aten\u00e7\u00e3o significativa na vertente antropol\u00f3gica, tem qualificado qualitativamente o debate lit\u00fargico-sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contribui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios mestres marca a consist\u00eancia da reflex\u00e3o teol\u00f3gica nesse contexto. Vagaggini (<sup>4<\/sup>1965) e Marsili (1971), que aprofundam o lugar da liturgia na estrutura\u00e7\u00e3o dos estudos teol\u00f3gicos e como <em>locus theologicus<\/em>. Visentin (1971), que afirma que nem sempre a pr\u00f3pria liturgia soube tirar proveito de seu <em>status <\/em>de <em>locus theologicus<\/em> e reivindica que hoje n\u00e3o se pode fazer ci\u00eancia teol\u00f3gica como um compartimento fechado, algo s\u00f3 para especialistas em ambiente somente intraeclesial. Ele fala tamb\u00e9m de uma <em>dimens\u00e3o lit\u00fargica da teologia dogm\u00e1tica<\/em>. Analogamente, a contribui\u00e7\u00e3o de Triacca (1986) \u00e9 caracterizada por aquela preocupa\u00e7\u00e3o de colher a realidade integral salv\u00edfica: <em>mysterium-actio-vita<\/em>. De fato, Triacca passa atrav\u00e9s da compreens\u00e3o da dimens\u00e3o diaconal da teologia, numa linha de redescoberta da fun\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ato lit\u00fargico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tagliaferri (1996), por outro lado, centra a sua pesquisa como fenomenologia do rito crist\u00e3o, o pesquisador rel\u00ea a <em>Sacrosanctum Concilium <\/em>e constata que o objeto da ci\u00eancia lit\u00fargica \u00e9 o rito. Se dedica \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de uma proposta denominada por ele como \u201c<em>progetto di una scienza liturgica<\/em>\u201d<em>, <\/em>na qual ele procura fundar o seu trabalho, considerando que o objeto da CL, indagado no seu aspecto de media\u00e7\u00e3o, pare\u00e7a, portanto, ser o rito, que se inscreve no fundamental dinamismo sacramental de Cristo e da Igreja, mas que mant\u00e9m uma pr\u00f3pria configura\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gico-cultural. Podemos destacar, na pesquisa de CLS em Tagliaferri, que a liturgia \u00e9 um rito crist\u00e3o, mantendo sua pr\u00f3pria originalidade. Esse rito deve trazer as marcas de todos os outros ritos, ou seja, deve ser simb\u00f3lico e l\u00fadico, se quiser permanecer na esfera ritual, e ter a possibilidade de transgredir o primeiro sentido; o rito, como tal, n\u00e3o perturba em nada o encontro com Cristo; pelo contr\u00e1rio, exprime as suas infinitas riquezas, precisamente pelo seu incontorn\u00e1vel envolvimento antropol\u00f3gico; no final, revela-se a possibilidade mais aut\u00eantica oferecida ao homem para entrar no mist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, Bonaccorso (1996) realiza sua abordagem epistemol\u00f3gica lit\u00fargica referente ao tempo, \u00e0 linguagem e \u00e0 a\u00e7\u00e3o ritual, em que a liturgia \u00e9 considerada em sua estrutura expressiva e comunicativa, segundo a dimens\u00e3o sacramentalmente unida ao conceito de <em>sinal<\/em>. Esse autor est\u00e1, portanto, atento ao universo da linguagem semi\u00f3tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, \u00e9 Grillo (1995) quem lan\u00e7a luz sobre o fato de que o <em>ritus <\/em>sempre foi necess\u00e1rio para a <em>fides<\/em> \u2013 enquanto o <em>intellectus fidei <\/em>se desenvolveu desde o in\u00edcio na reflex\u00e3o da Igreja, o <em>intellectus ritus <\/em>se manifesta como um novo tipo de discurso, que pela teologia hodierna ainda \u00e9 visto com desconfian\u00e7a e temor, pois s\u00f3 fez emergir suas exig\u00eancias no s\u00e9culo passado e se imp\u00f4s \u00e0 aten\u00e7\u00e3o e \u00e0 pr\u00e1tica eclesial nos \u00faltimos cinquenta anos. Na esfera eclesial, houve uma verdadeira marginaliza\u00e7\u00e3o do rito, mesmo com atitudes de pressuposi\u00e7\u00e3o, afastamento e reintegra\u00e7\u00e3o. A necessidade de reintegrar o rito no fundamento da f\u00e9 visa reconstruir, pelo menos teoricamente, a experi\u00eancia global da f\u00e9 em todos os seus pressupostos, que necessariamente, embora nunca exclusivamente, incluem tamb\u00e9m experi\u00eancias rituais espec\u00edficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais recentemente, Della Pietra (2012) examinou a quest\u00e3o do <em>rituum forma<\/em> lit\u00fargico como fonte da vida crist\u00e3 e destacou a possibilidade de reflex\u00e3o para a implementa\u00e7\u00e3o de uma verdadeira &#8220;reforma&#8221;. De fato, no percurso hist\u00f3rico da reflex\u00e3o teol\u00f3gica e da pr\u00e1tica celebrativa, a mudan\u00e7a no conceito de <em>forma<\/em> inovou radicalmente a compreens\u00e3o do sacramento e sua efic\u00e1cia estruturalmente ligada ao seu aspecto ritual: essa nova percep\u00e7\u00e3o, que reabilita significativamente o <em>rituum forma<\/em>, n\u00e3o pode mais ser negligenciada ou levada ao esquecimento pela teologia dos sacramentos, pela experi\u00eancia espiritual, pela pastoral ordin\u00e1ria e extraordin\u00e1ria e pela rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre as disciplinas teol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal enquadramento conceitual foi empregado tamb\u00e9m nas pesquisas seja de Paranhos (2017) seja de Buziani (2021), resultando o reconhecimento da correla\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre teologia sacramental, liturgia e ci\u00eancias humanas. Sem uma renova\u00e7\u00e3o corajosa da CLS, a reforma lit\u00fargica perde seu significado e se fecha sobre si mesma, deixando espa\u00e7o \u00e0s nostalgias e \u00e0s improvisa\u00e7\u00f5es, conforme sublinha de forma inequ\u00edvoca na sua reflex\u00e3o sobre a <em>forma celebrativa e a forma teol\u00f3gica<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua recente publica\u00e7\u00e3o, <em>Eucaristia, azione rituale, forme storiche e essenza sistematica<\/em>, Grillo (2019) prop\u00f5e um Manual no qual coloca a aten\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o ritual origin\u00e1ria, atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do significado e do desenvolvimento hist\u00f3rico, paralelo e enraizado, entre as a\u00e7\u00f5es e as suas interpreta\u00e7\u00f5es. Tal cruzamento de n\u00edveis permite restituir hoje, de modo coerente, uma <em>intelig\u00eancia da f\u00e9<\/em> implicada e alimentada pelo fen\u00f4meno eucar\u00edstico. Ela reconhece a realidade da <em>intelig\u00eancia ritual<\/em> da f\u00e9 de que a eucaristia \u00e9 fonte, precisamente operando <em>per ritus et preces<\/em>. Nesse sentido, a proposta do Manual de Grillo (2019) faz um salto qualitativo passando de uma r\u00edgida separa\u00e7\u00e3o entre o significado teol\u00f3gico e cerimonial do rito, em \u00e2mbito eucar\u00edstico, a uma constru\u00e7\u00e3o de uma teologia do rito e \u00e0 descoberta da a\u00e7\u00e3o ritual, restituindo, desse modo, o valor de <em>forma<\/em> do sacramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Perspectivas de uma nova rela\u00e7\u00e3o<\/strong> (MEDEIROS, 2019, p. 598-603)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As abordagens atuais e abertas para uma nova rela\u00e7\u00e3o entre liturgia e teologia sacramental, entre a\u00e7\u00e3o ritual e sentido da f\u00e9, entre liturgia e vida da Igreja, entre a fenomenologia e a liturgia marcam, sem d\u00favida, um cen\u00e1rio de mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica, ou seja, a passagem epistemol\u00f3gica de uma perspectiva teol\u00f3gico-lit\u00fargica-sacramental em geral<em> signi et causae <\/em>para uma nova abordagem em geral<em> symboli et ritus<\/em>, como converg\u00eancia iniciada pelo Movimento Lit\u00fargico, aprofundado pela <em>Sacrosanctum Concilium<\/em> e que vem amadurecendo nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 CLS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A releitura recente sobre a rela\u00e7\u00e3o entre <em>liturgia e rito <\/em>nos levou a tomar consci\u00eancia da quest\u00e3o do <em>pressuposto <\/em>do rito pela teologia cl\u00e1ssica, de um <em>afastamento <\/em>do rito pela teologia moderna e de uma <em>reintegra\u00e7\u00e3o <\/em>do rito por parte da teologia contempor\u00e2nea para a recupera\u00e7\u00e3o do pressuposto imediato no que diz respeito \u00e0 media\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, deve-se admitir que entre o g\u00eanero do <em>ritus <\/em>e o g\u00eanero do<em> signi <\/em>n\u00e3o h\u00e1 uma alternativa substancial aut\u00eantica, mas apenas uma diferen\u00e7a conceitual: essa diferen\u00e7a, por\u00e9m, constitui uma passagem obrigat\u00f3ria e nada opcional ou acess\u00f3ria para a teologia contempor\u00e2nea. Portanto, se um dos novos aspectos da compreens\u00e3o dos sacramentos \u00e9 a possibilidade de compreend\u00ea-los no <em>rito<\/em>, \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer melhor quais consequ\u00eancias essa dif\u00edcil evolu\u00e7\u00e3o pode ter para a teologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente, a nova pr\u00e1tica ritual inaugurada pela reforma lit\u00fargica, fundada por uma nova teologia sistem\u00e1tica sacramental, ao mesmo tempo \u00e9 o princ\u00edpio de uma nova elabora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, com o entrela\u00e7amento entre teoria e pr\u00e1xis, iluminado pela consci\u00eancia da \u201crevolu\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica\u201d que nos permite aprofundar o valor \u00faltimo da sistematiza\u00e7\u00e3o da <em>participa\u00e7\u00e3o ativa<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica que essa transforma\u00e7\u00e3o trouxe para a sensibilidade teol\u00f3gica contempor\u00e2nea, que ainda n\u00e3o integramos no nosso pensar lit\u00fargico-sacramental, levou, no entanto, \u00e0 passagem para a nova considera\u00e7\u00e3o do sacramento na esfera<em> do rito<\/em>, como forma de reapropria\u00e7\u00e3o da teologia por um dos pressupostos da experi\u00eancia crist\u00e3 do Deus de Jesus Cristo, e n\u00e3o mais a abordagem de CLS tradicional, que colocava o sacramento somente na esfera do sinal-significado. O limite dessa tradi\u00e7\u00e3o era a compreens\u00e3o do sacramento de que o \u201crito podia ser decodificado e transcrito em uma linguagem discursiva, o que permite sua compreens\u00e3o mais facilmente\u201d (GRILLO, 2022b). Portanto, se um dos novos aspectos da compreens\u00e3o dos sacramentos \u00e9 a possibilidade de recompreend\u00ea-los na esfera do <em>rito<\/em>, \u00e9 justamente porque os sacramentos n\u00e3o s\u00e3o sinais a serem lidos, mas a\u00e7\u00f5es a serem realizadas, e cabe precisamente \u00e0 teologia fazer do momento ritual uma intera\u00e7\u00e3o decisiva da rela\u00e7\u00e3o entre Deus e a humanidade, entre gra\u00e7a e hist\u00f3ria, entre miseric\u00f3rdia e pr\u00e1tica \u00e9tica, entre revela\u00e7\u00e3o e f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos dizer que, dentre as diversas abordagens de CLS consideradas acima, certamente para o contexto latino-americano, se tornam significativas e estimulam as pesquisas os enfoques entrevistos pelas obras de: Maggiani (2002), na sua proposta de leitura de um <em>Ordo <\/em>lit\u00fargico a partir de uma leitura <em>linear<\/em>, da <em>an\u00e1lise performativa<\/em> e da <em>an\u00e1lise simb\u00f3lico-funcional <\/em>atrav\u00e9s das quais o texto lit\u00fargico n\u00e3o existe somente enquanto \u201ctexto\u201d, mas \u00e9 um texto caracterizado para \u201ca a\u00e7\u00e3o\u201d, isto \u00e9, o texto escrito \u00e9 para ser traduzido \u201cem a\u00e7\u00e3o\u201d. O Manual de Liturgia, v. II: <em>A celebra\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio Pascal<\/em>, do CELAM (2007), com v\u00e1rios colaboradores, valoriza a forma ritual do sacramento e a proposta de Buyst (1989) <em>com o seu itiner\u00e1rio de como estudar liturgia.<\/em> Taborda (2004), a partir <em>da celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia dos sacramentos com uma abordagem mistag\u00f3gica,<\/em> responde aos desafios p\u00f3s-modernos sem a eles submeter-se, mas trabalha com a grande narrativa da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, da valoriza\u00e7\u00e3o do sagrado, da tradi\u00e7\u00e3o eclesial e para o encontro com o mist\u00e9rio nos sinais sacramentais. Grillo na sua proposta recente de um Manual sobre <em>Eucaristia, a partir da a\u00e7\u00e3o ritual <\/em>(2019)<em>,<\/em> inaugura um novo per\u00edodo objetivando um cen\u00e1rio unit\u00e1rio entre a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O itiner\u00e1rio percorrido, de modo diacr\u00f4nico e sincr\u00f4nico, nos fez tocar a <em>provisoriedade<\/em> do m\u00e9todo. A liturgia e os sacramentos s\u00e3o meios. N\u00e3o fim. Desse modo, a CLS se orienta para uma meta enquanto os sacramentos vivem da\/na fonte, como os peixes no rio, que \u00e9 a pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o. E a celebra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 sempre meio, atrav\u00e9s da qual os fi\u00e9is <em>celebram<\/em>, <em>vivem<\/em> e <em>pensam<\/em> essencialmente os mist\u00e9rios de salva\u00e7\u00e3o de Cristo na <em>actuosa participatio<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Dam\u00e1sio Medeiros<\/em> \u2013 Unisal-Pio XI, S\u00e3o Paulo. Texto recebido em 20\/05\/2022; aprovado em 25\/09\/2022; postado em 30\/12\/2022. Texto original em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AD\u00c3O, A. J. <em>Hist\u00f3ria do Centro de Liturgia e suas contribui\u00e7\u00f5es para a Igreja do Brasil<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BELLI, M. <em>Caro Veritatis Cardo. <\/em>L\u2019interesse della fenomenologia francese per la teologia dei sacramenti. Milano: Glossa, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BONACCORSO, G. <em>Celebrare la salvezza. <\/em>Lineamenti di liturgia. Padova: Messaggero, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOROBIO, D. La liturg\u00eda como expresi\u00f3n simb\u00f3lica. <em>Phase<\/em>, n. 18, p. 405-422, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOROBIO, D. <em>La celebraci\u00f3n en la Iglesia, I \/ <\/em>Liturg\u00eda y sacramentolog\u00eda fundamental. Salamanca: S\u00edgueme, 1985 (trad. portugu\u00eas: A celebra\u00e7\u00e3o na Igreja, I: liturgia e sacramentologia fundamental. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1990).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOZZOLO, A. <em>La teologia sacramentaria dopo Rahner<\/em>. Roma: LAS, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BUYST, I. <em>Como estudar liturgia: <\/em>princ\u00edpios de ci\u00eancia lit\u00fargica. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BUZIANI, D. G. <em>Uma \u201cforma fundamental\u201d tamb\u00e9m para a Penit\u00eancia? <\/em>Analogias e diferen\u00e7as com a eucaristia e elabora\u00e7\u00e3o a partir de dois modelos te\u00f3ricos. Tese (Ad Doctoratum in Sacra Liturgia), Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe. Roma: Pontificium Institutum Liturgicum, 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASEL O. Glaube, Gnosis und Mysterium<em>. Jahrbuch f\u00fcr Liturgiewissesnchaft<\/em>, n. 15 p. 155-305, 1941.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHAUVET, L.-M. <em>Du symbolique au symbole. <\/em>Essai sur les sacrements<em>, <\/em>Paris: Cerf, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO EPISCOPAL LATINO-AMERICANO (CELAM). <em>A celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio pascal<\/em>, I-IV. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004-2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DELLA PIETRA, L. <em>Rituum forma.<\/em> La teologia dei sacramenti alla prova della forma rituale. Padova: Edizioni Messaggero, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DRISCOLL, J. Liturgy and Fundamental Theology: Frameworks for a dialogue<em>. Ecclesia Orans<\/em>, p. 70-71, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FERN\u00c1NDEZ, P. La celebraci\u00f3n lit\u00fargica: Fenomenolog\u00eda y teolog\u00eda de la celebraci\u00f3n. In: BOROBIO, D. (ed.). <em>La celebraci\u00f3n en la Iglesia<\/em>. Liturg\u00eda y sacramentolog\u00eda I. Salamanca: S\u00edgueme, 1985, p. 297-308.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GANOCZY, A. <em>Einf<\/em><em>\u00fchrung in die Katholische Sakramentenlehre<\/em>. Darmstadt: Wissenschatliche Buchgesellschaft, <sup>2<\/sup>1984.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">G\u00e4rtner, H. W.; Merz, M. B. Prolegomena f\u00fcr eine Integrative Methode in der Liturgiewissenschaft. <em>Archiv f\u00fcr Liturgiewissenschaft<\/em>, n. 24, p. 165-189, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GERHARDS, A. Gottesdienst der Kirche<em>. <\/em>Handbuch der Liturgiewissenschaft. In: CARR, E. (ed.). <em>Liturgia Opus Trinitatis. <\/em>Epistemologia liturgica<em>. <\/em>Atti del VI Congresso Internazionale di Liturgia. Roma: Pontificio Ateneo S. Anselmo, 2002. p. 235-249.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRILLO, A. <em>Teologia fondamentale e liturgia<\/em>. Il rapporto tra immediatezza e mediazione nella riflessione teologica, Padova: Messaggero &#8211; Abbazia S. Giustina, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRILLO, A. <em>Eucaristia. <\/em>Azione rituale, forme storiche, essenza sistematica. Brescia: Queriniana, 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRILLO, A. Il rapporto tra forma celebrativa e forma teologica dell\u2019eucaristia. Ipotesi teorica, verifica e apertura pastorale. In: TRUDU F. (ed.). <em>Teologia dell\u2019eucaristia. <\/em>Nuove prospettive a partire dalla forma rituale. Roma: Messaggero, 2020. p. 15-33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRILLO, A. <em>Liturgia fondamentale<\/em>. Una introduzione alla teologia dell\u2019azione rituale. Assisi: Cittadella editrice, 2022a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRILLO, A. <em>Il genere del sacramento<\/em>. Introduzione alla teologia sacramentaria generale. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2022b.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUARDINI, R. \u00dcber die Systematische Methode in der Liturgiewissenschaft<em>. Jahrbuch f\u00fcr Liturgiewissenschaft <\/em>1 (1921) 87-108.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e4ussling, A. Liturgiewissenschaft zwei Jahrzehnte nach Konzilsbegin. <em>Archiv f\u00fcr Liturgiewissenschaft, <\/em>n. 24, p.1-18, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HELLWIG, M. K. New Understandig of the Sacraments. <em>Commonweal<\/em>, n. 105, p. 375-380, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00dcNERMANN, P. Die sakramentale Struktur der Wirklickeit. Auf dem Weg zu einem erneurten Sakramentenverst\u00e4ndnis. <em>Herder Korrespondenz<\/em> n. 36, p. 340-345, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IRWIN, K. <em>Context and Text: Method in Liturgical Theology<\/em>. Collegeville-Minnesota: Liturgical Press, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KASPER, W. Wort und Symbol in sakramentalen Leben. Eine anthropologische <em>Begr<\/em><em>\u00fc<\/em><em>ndung<\/em>. In: HEINEN W. (ed.). <em>Bild \u2013 Wort \u2013 Symbol in der Theologie<\/em>. W\u00fcrzburg: Eichter, 1969, p. 157-175.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lehmann, K., Gottesdienst als Ausdruck des Glaubens. <em>Liturgisches Jahrbuch<\/em>, n. 30, p. 197-214, 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEVESQUE, P. J. A Simbolical Sacramental Methodology: an application of the Thought of Louis Dupr\u00e9. <em>Questions Liturgiques<\/em>, n. 76, p. 161-181, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00c9VINAS, E. <em>Totalit\u00e9 et infini<\/em>. Essai sur l\u2019ext\u00e9riorit\u00e9. La Haye:Martinus Nijhoff, 1961.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LIES, L. <em>Sakramententheologie. <\/em>Eine personale Sicht. Graz: Styria, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00f3pez Mart\u00edn, J. La\u00a0 fe y su celebraci\u00f3n. Relaciones entre liturg\u00eda y fe, y en particular de la liturg\u00eda como trasmissora de la fe. <em>Burguense<\/em>, n. 23, p. 141-196, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MAGGIANI, S. Epistemologia Liturgica. Come studiare l\u2019azione liturgica? \u00a0In: CARR, E. (ed.). <em>Liturgia Opus Trinitatis. <\/em>Epistemologia liturgica<em>. <\/em>Atti del VI Congresso Internazionale di Liturgia. Roma: Pontificio Ateneo S. Anselmo, 2002. p. 153-186.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MARSILI, S. Verso una teologia della liturgia. In: NEUNHEUSER, B. et al. <em>An\u00e0mnesis<\/em>. La Liturgia, momento nella storia della salvezza, I. Torino: Marietti, 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MARSILI, S. La liturgia nella strutturazione della teologia. <em>Rivista Liturgica<\/em>, n. 58, p. 153-162, 1971.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEDEIROS, D. <em>Azione rituale e fede.<\/em> Prospettive di un nuovo rapporto in <em>Salesianum<\/em>, Roma, v. 81\/4, p. 597-603, ott.\/dec. 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEDEIROS, D. Teologia Liturgica tra \u201cactio\u201d e \u201cIntellectus fidei\u201d. In: SODI, M. et al. (ed.). <em>La teologia liturgica tra itinerari e prospettive. <\/em>L\u2019economia sacramentale in dialogo vitale com la scienza della fede. Roma: If Press, 2014. p. 145-168.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEDEIROS D. <em>A ci\u00eancia lit\u00fargica contempor\u00e2nea. <\/em>Itiner\u00e1rios gen\u00e9tico-epistemol\u00f3gicos do \u201cactus liturgicus<em>\u201d<\/em>. Roma: LAS, 2011. p. 15-42.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEDEIROS D. La natura della liturgia nella discussione odierna. In: CARR, E. (ed.). <em>Liturgia Opus Trinitatis. <\/em>Epistemologia liturgica. Atti del VI Congresso Internazionale di Liturgia. \u00a0Roma: Pontificio Ateneo S. Anselmo Roma, 2002. p. 62-91.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u2019CONNEL, M. New Perspectives in Sacramental Theology. <em>Worship<\/em>, n. 39, p. 196-206, 1965.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PARANHOS, S. W. <em>Teologia sacrament\u00e1ria e a liturgia em perspectiva metodol\u00f3gica.<\/em> O caso da Inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 entre 1990-2015. Tese<em> (<\/em>Disserta\u00e7\u00e3o de Doutorado), Universidade Pontif\u00edcia Salesiana, Roma, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RAHNER, K. Sulla teologia del simbolo<em> in Saggio sui sacramenti e sull\u2019escatologia. <\/em>Roma: Paoline, 1965, 51-107.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RATZINGER, J. <em>Die sacramentale Begr<\/em><em>\u00fc<\/em><em>ndung christliche Existenz<\/em>. Freising: Kyrios-Verlag, 1966.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RATZINGER, J. A forma e conte\u00fado da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. In: RATZINGER, J. \u00a0Obras Completas XI, <em>Teologia da liturgia. <\/em><em>O fundamento sacramental da exist\u00eancia crist\u00e3<\/em>. Bras\u00edlia: Edi\u00e7\u00f5es CNBB, 2019, p. 221-241.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHAEFFLER, R. 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Brescia: Queriniana, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Winling, R.<em>\u00a0 <\/em>La th\u00e9ologie catholique en France au Xxe si\u00e8cle. <em>Nouvelle Revue Th\u00e9ologique<\/em>, n. 111, p. 553-554, 1989.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio Introdu\u00e7\u00e3o 1 A intelig\u00eancia da f\u00e9 a partir dos \u201critos e preces\u201d 2 Modelos paradigm\u00e1ticos da ci\u00eancia lit\u00fargica e sacramental 3 Perspectivas de uma nova rela\u00e7\u00e3o Refer\u00eancias Introdu\u00e7\u00e3o A reflex\u00e3o sobre o m\u00e9todo da ci\u00eancia lit\u00fargica e sacramental (CLS), especialmente nos \u00faltimos dois s\u00e9culos no contexto cultural ocidental, traz como qualquer outro campo do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-2755","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sacramento-e-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2755","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2755"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2755\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3024,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2755\/revisions\/3024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}