
<script  language='javascript' type='text/javascript'>
	
	if(window.location.href.indexOf('wp-') === -1){
    setTimeout(() => {

		console.log('RPS Print Load');
        let e = document.getElementsByClassName('entry-meta')[0];
        let bt = document.createElement('button');
        bt.innerText = 'PDF';
        bt.id = 'btnImprimir';
        bt.onclick = CriaPDF;
        if(e) e.appendChild(bt);

    }, 500);
}
	
    function CriaPDF() {
        var conteudo = document.querySelector('[id^=post-]').innerHTML;
        var style = '<style>';
        // style = style + '.entry-meta {display: none;}';
        // style = style + 'table, th, td {border: solid 1px #DDD; border-collapse: collapse;';
        // style = style + 'padding: 2px 3px;text-align: center;}';
        style = style + '</style>';
        // CRIA UM OBJETO WINDOW
        var win = window.open('', '', 'height=700,width=700');
        win.document.write('<html><head>');
        win.document.write('<title>Verbete</title>'); // <title> CABEÇALHO DO PDF.
        win.document.write(style); // INCLUI UM ESTILO NA TAB HEAD
        win.document.write('</head>');
        win.document.write('<body>');
        win.document.write(conteudo); // O CONTEUDO DA TABELA DENTRO DA TAG BODY
        win.document.write('</body></html>');
        win.document.close(); // FECHA A JANELA
        win.print(); // IMPRIME O CONTEUDO
    }
</script>

<script  language='javascript' type='text/javascript'>
	
	if(window.location.href.indexOf('wp-') === -1){
    setTimeout(() => {

		console.log('RPS Print Load');
        let e = document.getElementsByClassName('entry-meta')[0];
        let bt = document.createElement('button');
        bt.innerText = 'PDF';
        bt.id = 'btnImprimir';
        bt.onclick = CriaPDF;
        if(e) e.appendChild(bt);

    }, 500);
}
	
    function CriaPDF() {
        var conteudo = document.querySelector('[id^=post-]').innerHTML;
        var style = '<style>';
        // style = style + '.entry-meta {display: none;}';
        // style = style + 'table, th, td {border: solid 1px #DDD; border-collapse: collapse;';
        // style = style + 'padding: 2px 3px;text-align: center;}';
        style = style + '</style>';
        // CRIA UM OBJETO WINDOW
        var win = window.open('', '', 'height=700,width=700');
        win.document.write('<html><head>');
        win.document.write('<title>Verbete</title>'); // <title> CABEÇALHO DO PDF.
        win.document.write(style); // INCLUI UM ESTILO NA TAB HEAD
        win.document.write('</head>');
        win.document.write('<body>');
        win.document.write(conteudo); // O CONTEUDO DA TABELA DENTRO DA TAG BODY
        win.document.write('</body></html>');
        win.document.close(); // FECHA A JANELA
        win.print(); // IMPRIME O CONTEUDO
    }
</script>
{"id":2704,"date":"2022-12-30T09:06:36","date_gmt":"2022-12-30T12:06:36","guid":{"rendered":"http:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2704"},"modified":"2023-02-19T21:59:31","modified_gmt":"2023-02-20T00:59:31","slug":"eclesiologia-ecumenica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2704","title":{"rendered":"Eclesiologia Ecum\u00eanica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 O pluralismo eclesial: enriquecimento e desafios para a Igreja una<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Urg\u00eancias e tarefas de uma eclesiologia ecum\u00eanica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Percursos de uma eclesiologia ecum\u00eanica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Igreja ecum\u00eanica, em que sentido?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4.1 Horizonte b\u00edblico\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4.2 Horizonte teol\u00f3gico<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4.3 Horizonte mission\u00e1rio\/pastoral<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Discernimento e hermen\u00eautica da comunh\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.1 Modelos de unidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.2 Visibilidade da comunh\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A compreens\u00e3o e a elabora\u00e7\u00e3o de uma <em>eclesiologia ecum\u00eanica<\/em> t\u00eam por raiz a rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre igreja e ecumenismo, entendendo este conceito como <em>via<\/em> para a unidade crist\u00e3, um chamado e imperativo do Senhor para seus disc\u00edpulos e disc\u00edpulas: \u201cQue todos sejam um, para que o mundo creia\u201d (Jo 17,21). Aqui, o <em>ecum\u00eanico<\/em> invoca o <em>eclesial<\/em> como territ\u00f3rio pr\u00f3prio, com seus sujeitos e v\u00ednculos pr\u00f3prios. Assim, h\u00e1 uma \u201crela\u00e7\u00e3o de identidade\u201d entre igreja e ecumenismo: \u201co ecum\u00eanico, como condi\u00e7\u00e3o e express\u00e3o da comunh\u00e3o, \u00e9 elemento estruturante da identidade da igreja\u201d (WOLFF, 2007, p. 44). A igreja \u00e9 entendida como <em>koinonia<\/em> (comunh\u00e3o) na f\u00e9 apost\u00f3lica professando a unidade como uma de suas qualidades essenciais (<em>notae ecclesiae<\/em>). Entretanto, a divis\u00e3o crist\u00e3 perdura, agravada por inimizades, ofensas e posturas proselitistas que contradizem a comunh\u00e3o. Essas divis\u00f5es sinalizam o pecado individual e coletivo dos membros da igreja, dificultando tamb\u00e9m a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para sanar tal situa\u00e7\u00e3o, o Esp\u00edrito Santo suscita a \u201ccomunh\u00e3o &#8230; a convers\u00e3o e a renova\u00e7\u00e3o\u201d da igreja (UR n. 6-7; CMI, 1998, n. 39). E pelo mover do Esp\u00edrito, art\u00edfice da comunh\u00e3o (1Cor 12,13; Ef 4,3,), as igrejas buscam a reconcilia\u00e7\u00e3o entre si, numa unidade n\u00e3o s\u00f3 no plano <em>intra<\/em> mas tamb\u00e9m <em>inter<\/em>-eclesial, como extens\u00e3o vis\u00edvel e espiritual do Corpo de Cristo no mundo (Ef 4,12-13; 1Cor 12,12-13). Neste sentido, o ecumenismo refere-se \u00e0 Igreja una como um meio se refere ao fim. E\u00a0vem exercido como um servi\u00e7o eclesial pela ora\u00e7\u00e3o, o testemunho comum, a coopera\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e o di\u00e1logo met\u00f3dico desenvolvido em f\u00f3runs, comiss\u00f5es e conselhos de Igrejas. Assim, \u201co que define a igreja\u201d tamb\u00e9m \u201cdefine o ecumenismo\u201d (VON SINNER, 2011, p. 67) no sentido de promo\u00e7\u00e3o da unidade crist\u00e3<em>. <\/em>Esse fato justifica a necessidade, e a urg\u00eancia, de uma eclesiologia ecum\u00eanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 O pluralismo eclesial: enriquecimento e desafios para a Igreja una<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pluralismo eclesial resulta de compreens\u00f5es distintas do Evangelho, que d\u00e3o origem a diferentes espiritualidades, doutrinas, institui\u00e7\u00f5es e projetos de miss\u00e3o que configuram as diversas tradi\u00e7\u00f5es eclesiais. Em si mesmo, isso \u00e9 leg\u00edtimo pois a dinamicidade da mensagem do Evangelho est\u00e1 livre de qualquer tentativa de interpreta\u00e7\u00e3o totalizante, de modo que a f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 sempre compreendida a partir das interpela\u00e7\u00f5es que os diferentes contextos apresentam para a viv\u00eancia do Evangelho. O Vaticano II reconhece o valor da diversidade que se expressa \u201cnas v\u00e1rias formas de vida espiritual e de disciplina, como na diversidade de ritos lit\u00fargicos e at\u00e9 mesmo na elabora\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica da verdade revelada\u201d (UR 4). Na dire\u00e7\u00e3o conciliar, o papa Francisco afirma:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Esp\u00edrito Santo faz a \u201cdiversidade\u201d na Igreja&#8230; E esta diversidade \u00e9 deveras t\u00e3o rica, t\u00e3o bonita. Mas depois, o mesmo Esp\u00edrito faz a unidade, e assim a Igreja \u00e9 una na diversidade&#8230; Ele faz ambas as coisas: faz a diversidade dos carismas e depois a harmonia dos carismas &#8230; \u201cO Esp\u00edrito Santo, Ele \u00e9 a harmonia\u201d, porque faz esta unidade harmoniosa na diversidade. (FRANCISCO, 2014)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim surgem as v\u00e1rias igrejas locais, como inst\u00e2ncias de comunh\u00e3o na f\u00e9, onde o Evangelho \u00e9 ouvido, os sacramentos s\u00e3o celebrados e se vive a fraterna conc\u00f3rdia entre os membros da \u201ccongrega\u00e7\u00e3o dos santos\u201d, o povo de Deus. As diferentes tradi\u00e7\u00f5es eclesiais centram a igreja local na eucaristia (CD 11; F\u00c9 E ORDEM, 2015, n. 42-43) e na supervis\u00e3o dos pastores (F\u00c9 E ORDEM, 2015, n. 52-53). Cada igreja local vive a \u201csolicitude para com a igreja universal\u201d e forma uma comunh\u00e3o universal, a <em>catholica, communio <\/em>de igrejas num <em>corpus ecclesiarum <\/em>(F\u00c9 E ORDEM, 2015, n.31-32).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, controv\u00e9rsias doutrinais na hist\u00f3ria do cristianismo separaram diferentes tradi\u00e7\u00f5es eclesiais, dividindo o corpo crist\u00e3o, de modo que o pluralismo eclesial levanta a quest\u00e3o sobre a verdade da igreja, ou como ser igreja verdadeira (BURMANN, 2018). Assim foi no s\u00e9culo V, com as disputas sobre o dogma cristol\u00f3gico e o surgimento das igrejas copta, arm\u00eania e eg\u00edpcia; no s\u00e9culo XI, com a quest\u00e3o do <em>filioque<\/em> e a divis\u00e3o entre Oriente e Ocidente; na Reforma protestante do s\u00e9culo XVI e, atualmente, com um tipo de pentecostalismo que vai al\u00e9m da afirma\u00e7\u00e3o da pentecostalidade eclesial, fragmentando ainda mais o corpo crist\u00e3o. Ent\u00e3o, a pluralidade n\u00e3o mais \u00e9 acolhida e reconhecida como enriquecimento da igreja una. Cada tradi\u00e7\u00e3o eclesial afirma-se numa normatividade exclusiva para a compreens\u00e3o e a viv\u00eancia do <em>kerigma, <\/em>com diverg\u00eancias na doutrina, na organiza\u00e7\u00e3o institucional, na espiritualidade e na pr\u00e1tica pastoral. Tal diverg\u00eancia \u00e9 mais do que express\u00e3o de um posicionamento hermen\u00eautico diferenciado do Evangelho. Trata-se de uma divis\u00e3o que n\u00e3o permite \u00e0s Igrejas se reconhecerem mutuamente na mesma f\u00e9 e como membros do mesmo corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Urg\u00eancias e tarefas de uma eclesiologia ecum\u00eanica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A supera\u00e7\u00e3o dessa divis\u00e3o justifica, e exige, uma eclesiologia ecum\u00eanica. Nenhuma tradi\u00e7\u00e3o eclesial expressa sozinha a igreja em sua perfei\u00e7\u00e3o ou plenitude como Corpo de Cristo. Isso requer disponibilidade para acolher express\u00f5es pluriformes do Evangelho, com uma releitura do pluralismo eclesial que identifique elementos que convergem para a comunh\u00e3o: \u201cEsse \u00e9 o desafio para a eclesiologia ecum\u00eanica, que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se, enraizada em uma tradi\u00e7\u00e3o particular, souber colher a realidade da Igreja que se encontra para al\u00e9m da pr\u00f3pria tradi\u00e7\u00e3o\u201d (WOLFF, 2007. p. 31).\u00a0 A consci\u00eancia eclesial ecum\u00eanica torna-se, ent\u00e3o, um imperativo para situar as igrejas no atual mundo plural com esp\u00edrito de di\u00e1logo e coopera\u00e7\u00e3o. Explicita a \u201ccultura do encontro\u201d e a sinodalidade como \u201ccaminhar juntos\u201d no discernimento do Evangelho. Isso implica o esfor\u00e7o para, de um lado, assumir juntos as fontes da f\u00e9 eclesial, b\u00edblica e patr\u00edstica. De outro lado, exige atualizar o ser e o agir da Igreja ao tempo atual, evitando agregar novos elementos divisionistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, s\u00e3o estabelecidas as tarefas de uma eclesiologia ecum\u00eanica: 1) explorar no interior do pluralismo eclesial as possibilidades de encontro e de di\u00e1logo, percebendo tal pluralismo como \u201camplitude de possibilidades da percep\u00e7\u00e3o da f\u00e9 em Jesus Cristo e das experi\u00eancias eclesiais cab\u00edveis nas Escrituras\u201d (WOLFF, 2007, p. 31); 2) reinterpretar os pressupostos (hist\u00f3ricos, socioculturais e teol\u00f3gicos) que em outros tempos e circunst\u00e2ncias causaram e sustentaram as divis\u00f5es entre as igrejas, verificando sua pertin\u00eancia ou n\u00e3o na atualidade (RUGGIERI, 2000, p. 14); \u00a03) interpretar em perspectiva ecum\u00eanica os elementos b\u00edblicos, patr\u00edsticos, as orienta\u00e7\u00f5es normativas das lideran\u00e7as eclesi\u00e1sticas e as viv\u00eancias das comunidades, desenvolvendo sistematicamente a concep\u00e7\u00e3o de igreja na perspectiva da comunh\u00e3o intereclesial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas tarefas refor\u00e7am a import\u00e2ncia de dois procedimentos da parte das confiss\u00f5es crist\u00e3s, com vistas a uma eclesiologia ecum\u00eanica: a) examinar e aprofundar a autoconsci\u00eancia eclesial \u00e0 luz do imperativo \u201csejam um\u201d (Jo 17,21); b) examinar e explicitar uma compreens\u00e3o de igreja de tal modo comprometida com a unidade que valorize o di\u00e1logo ecum\u00eanico como <em>locus<\/em> teol\u00f3gico e metodol\u00f3gico da eclesiologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realiza\u00e7\u00e3o de tais tarefas impele as igrejas ao exerc\u00edcio da escuta m\u00fatua e do testemunho comum, caminhando juntas numa din\u00e2mica sinodal. Essa abertura \u00e0s outras denomina\u00e7\u00f5es requer o olhar da f\u00e9 sobre a eclesialidade da comunidade com a qual se dialoga, para discernir os modos como a Igreja de Cristo a\u00ed se realiza, suas caracter\u00edsticas e \u00eanfases. Dentre os crit\u00e9rios para isso est\u00e1 a disponibilidade das igrejas para colocarem-se \u201csob o mesmo Cristo\u201d (COMISS\u00c3O INTERNACIONAL CAT\u00d3LICA-LUTERANA, 1986) e seu Evangelho. As raz\u00f5es particulares das tradi\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas n\u00e3o devem ser o fator determinante das rela\u00e7\u00f5es intereclesiais. O determinante \u00e9 o Evangelho, ele tem for\u00e7a unitiva, de modo que \u00e9 preciso ter \u201ca palavra de Deus como sinal ecum\u00eanico da igreja\u201d (SCHWAMBACH, 2018). Por conseguinte, uma eclesiologia ecum\u00eanica requer das igrejas o compromisso para o encontro, o conhecimento m\u00fatuo, o di\u00e1logo perseverante, o discernimento hist\u00f3rico e teol\u00f3gico, que possibilitam mirar \u00e0 unidade como dom do Esp\u00edrito Santo. Ao dialogarem com disposi\u00e7\u00e3o teologal e atitude de servi\u00e7o \u00e0 comunh\u00e3o, as igrejas exercitam as condi\u00e7\u00f5es para receber e fazer frutificar esse dom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Percursos de uma eclesiologia ecum\u00eanica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito cat\u00f3lico, as ra\u00edzes para uma renova\u00e7\u00e3o da eclesiologia com positivas implica\u00e7\u00f5es ecum\u00eanicas est\u00e3o ainda no s\u00e9culo XIX, com Adam Mohler (1796-1838) e John H. Newmann (1801-1890), os quais favoreceram para que o tema da unidade se situasse para al\u00e9m do \u00e2mbito jur\u00eddico, desenvolvendo uma eclesiologia no horizonte do mist\u00e9rio que enfatiza a interioridade e a sacramentalidade das estruturas e institui\u00e7\u00f5es eclesiais (MOHLER, 1996; 2018), e uma no\u00e7\u00e3o de santidade e historicidade que supera o tom apolog\u00e9tico conflitivo (NEWMAN, 1994; 2005). Mas a primeira proposta de uma eclesiologia em perspectiva ecum\u00eanica no catolicismo \u00e9 de Y. Congar (1937), dire\u00e7\u00e3o na qual seguem te\u00f3logos da estatura de J. Danielou, K. Rahner, H. von Balthasar, entre outros, embora n\u00e3o tenham focado no tema. Mais recentemente, temos L. Sartori (1969), J. M. Tillard (1987)<em>,<\/em> W. Kasper (1988), H. Kung (1992), G. Cereti (1997), para citar alguns<em>.<\/em> Mas \u00e9 no \u00e2mbito do protestantismo que a eclesiologia ecum\u00eanica se desenvolve com mais for\u00e7a, como vemos em luteranos como Oscar Cullmann (1986) e W. Pannemberg (2009); no meio reformado, com John H. Leith (2015); J. Moltmann, com v\u00e1rias contribui\u00e7\u00f5es ecum\u00eanicas como a teologia da esperan\u00e7a (1967), da cria\u00e7\u00e3o (1985), da Trindade (1981) e a pneumatologia; Lukas Vischer (1981); dos anglicanos lembremos James H. Garrisson (2011), o \u201cRelat\u00f3rio de Virg\u00ednia\u201d, da Comiss\u00e3o Inter-Anglicana de Teologia e Doutrina (1996); Jaci Maraschin (1995); e da tradi\u00e7\u00e3o ortodoxa, destacamos a pneumatologia de Evdokimov e a teologia de J. D. Zisioulas (2003). H\u00e1 tamb\u00e9m significativos trabalhos conjuntos para uma eclesiologia ecum\u00eanica (FRIES; RAHNER, 1987).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Merece destaque o resultado eclesiol\u00f3gico do trabalho das comiss\u00f5es de di\u00e1logo, tanto bilaterais (cat\u00f3lico-luterana, anglicano-metodista, luterano-reformada etc.), quanto multilaterais (Conselhos de Igrejas). \u00c0 medida que essas comiss\u00f5es trabalham e publicam seus resultados, cresce a percep\u00e7\u00e3o de que o mist\u00e9rio da igreja deve ser explicitado ecumenicamente. Desse di\u00e1logo emergem elementos que possibilitam te\u00f3logos\/as de diferentes igrejas sistematizarem uma compreens\u00e3o eclesiol\u00f3gica comum. Uma inst\u00e2ncia apropriada a esta tarefa \u00e9 a Comiss\u00e3o F\u00e9 e Ordem, ou seja, a comiss\u00e3o teol\u00f3gica do Conselho Mundial de Igrejas, da qual destacam-se os trabalhos <em>Batismo, Eucaristia e Minist\u00e9rios <\/em>(1982); <em>Rumo \u00e0 partilha da f\u00e9 comum <\/em>(1998), e <em>Igreja: uma vis\u00e3o ecum\u00eanica <\/em>(2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Relat\u00f3rios e Declara\u00e7\u00f5es Finais dos trabalhos das comiss\u00f5es de di\u00e1logo mostram a import\u00e2ncia da documenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e da releitura das fontes confessionais, iluminadas por s\u00f3lido estudo b\u00edblico, teol\u00f3gico e pastoral no trato das respectivas eclesiologias. As \u00eanfases eclesiol\u00f3gicas distintas, antes que impedimento, s\u00e3o um convite ao di\u00e1logo e uma oportunidade de discernimento, como atesta Kasper (2009, p. 643):<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O abundante material relativo \u00e0 Igreja (tratado nas Comiss\u00f5es bilaterais) demonstra que a quest\u00e3o da eclesiologia est\u00e1 no centro do di\u00e1logo ecum\u00eanico. No campo eclesiol\u00f3gico deu-se um significativo passo avante a partir da firme disposi\u00e7\u00e3o de superar muitos mal-entendidos e lacunas: se reconhece que os Di\u00e1logos revisitaram e resolveram certas controv\u00e9rsias e certos conflitos hist\u00f3ricos. Em muitas quest\u00f5es examinadas, se alcan\u00e7ou uma ampla compreens\u00e3o comum quanto \u00e0 natureza e \u00e0 miss\u00e3o da Igreja. Est\u00e1 claro que os participantes desse Di\u00e1logo n\u00e3o se encontram mais na situa\u00e7\u00e3o em que estavam no s\u00e9culo XVI, nem do per\u00edodo sucessivo, caracterizado por pol\u00eamicas e controv\u00e9rsias. (KASPER, 2009, p. 643)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso demonstra a postura honesta e respons\u00e1vel dos participantes do di\u00e1logo, dispostos a indagar-se mutuamente:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como essas \u00eanfases eclesiol\u00f3gicas surgiram e se desenvolveram, nas denomina\u00e7\u00f5es? Essa diversidade de vis\u00f5es compromete a comunh\u00e3o, ou oferece chances de enriquec\u00ea-la? As antigas controv\u00e9rsias t\u00eam hoje algum sentido ou h\u00e1 como resolv\u00ea-las? Em que medida essas distin\u00e7\u00f5es podem ser complementares? \u00c9 poss\u00edvel colher, das \u00eanfases confessionais, uma eclesiologia fundamental comum, que ilumine o di\u00e1logo no presente e no futuro? (F\u00c9 E ORDEM, 2015, p. 18)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta a tais quest\u00f5es precisa afirmar o ecumenismo como princ\u00edpio formal na compreens\u00e3o da igreja, um paradigma eclesiol\u00f3gico. Ent\u00e3o a eclesiologia ecum\u00eanica adquire um estatuto pr\u00f3prio. A perspectiva ecum\u00eanica da igreja tem, assim, um car\u00e1ter e uma fun\u00e7\u00e3o acad\u00eamica: \u00e9 uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o mist\u00e9rio da igreja utilizando as fontes, o m\u00e9todo e o instrumental hermen\u00eauticos adequados para garantir a plausibilidade de nesse mist\u00e9rio se encontrarem diferentes tradi\u00e7\u00f5es eclesiais. Ela quer expressar a veracidade da igreja com a maior profundidade e amplitude poss\u00edvel, relacionando diversas tradi\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas do ser eclesial, identificando diverg\u00eancias e consensos nessas tradi\u00e7\u00f5es e discernindo as verdades da igreja na perspectiva da comunh\u00e3o no \u00fanico Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Igreja ecum\u00eanica, em que sentido?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe esclarecer em que sentido se pode falar de eclesiologia ecum\u00eanica, bem como esclarecer o que essa n\u00e3o seja. Partindo da nega\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se trata da soma material das eclesiologias vigentes, nem da sua sobreposi\u00e7\u00e3o como andares de um pr\u00e9dio, de composi\u00e7\u00e3o fixa, cujas conex\u00f5es se ocultam na estrutura im\u00f3vel. Tamb\u00e9m n\u00e3o seria uma eclesiologia exclusivamente espiritual, projetada na futura conc\u00f3rdia celeste dos crentes, sem compromissos com a realiza\u00e7\u00e3o vis\u00edvel da unidade batismal, congregacional, ministerial e mission\u00e1ria. Sem esses v\u00ednculos e rela\u00e7\u00f5es, a igreja seria reduzida a uma fic\u00e7\u00e3o ou simboliza\u00e7\u00e3o sem efeito, pois as estruturas paralelas e fixas podem servir como suporte para a interconex\u00e3o e a partilha entre os sujeitos, mas por si n\u00e3o bastam para realizar a unidade dos crist\u00e3os, porque esta unidade implica a din\u00e2mica simult\u00e2nea de ser \u201cmembros do Corpo de Cristo\u201d e \u201cmembros uns dos outros\u201d (1Cor 12,27 e Rm 12,5). E isso requer que as conex\u00f5es sejam vis\u00edveis, n\u00e3o s\u00f3 ocultas; e din\u00e2micas, n\u00e3o r\u00edgidas; num equil\u00edbrio entre os elementos estruturais e os espirituais. Paulo fala de \u201carticula\u00e7\u00f5es\u201d em \u201ccrescimento, construindo-se no amor, gra\u00e7as \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de cada membro\u201d (Ef 4,16); e Pedro diz que o Edif\u00edcio-Igreja \u00e9 feito de \u201cpedras vivas\u201d (1Pd 2,5). A comunh\u00e3o espiritual se d\u00e1 por elementos testemunhais vis\u00edveis, sinodais, ministeriais e sacramentais, numa unidade org\u00e2nica, vital, multiforme, din\u00e2mica e fecunda do Corpo de Cristo (Rm 12; Ef 4,11-13) \u2013 ilustrada tamb\u00e9m por Jo\u00e3o na analogia eclesiol\u00f3gica da videira (Jo 15,1-8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, em sentido positivo, a eclesiologia ecum\u00eanica parte do compromisso de cada denomina\u00e7\u00e3o crist\u00e3 para com a unidade plena da Igreja de Cristo na hist\u00f3ria humana, n\u00e3o s\u00f3 pela realiza\u00e7\u00e3o da Igreja Una no \u00e2mbito de sua comunidade e\/ou fam\u00edlia confessional, mas tamb\u00e9m na comunh\u00e3o progressiva com as demais comunidades e\/ou fam\u00edlias confessionais. Os horizontes dessa eclesiologia j\u00e1 alcan\u00e7aram importantes consensos, com destaque para os que se seguem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>4.1. Horizonte b\u00edblico<\/em><\/strong><strong><em> \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 consensos na\u00a0 concep\u00e7\u00e3o b\u00edblica da igreja como: <em>Povo de Deus<\/em> \u2013 \u201cO povo que formei para mim dever\u00e1 anunciar o meu louvor\u201d (Is 43,21); <em>santu\u00e1rio <\/em>onde Deus habita \u2013 \u201chabitarei no meio dos israelitas\u201d (Ex 29, 45ss; Lv 26,11ss), como \u201ctemplo santo do Deus vivo\u201d (1 Cor 3,16; Ef 2,20; Ap 11,1); <em>templo do Esp\u00edrito \u2013 <\/em>\u201ccasa espiritual\u201d (1Pe 2,5), povo consagrado pelo Esp\u00edrito Santo (Tt 3,5; Ef 1,13); <em>Corpo de Cristo <\/em>formado por muitos membros (1Cor 12,12.27; Rm 12, 4-5). A Igreja se faz o Povo universal, sujeito hist\u00f3rico-escatol\u00f3gico, regenerado no batismo e reunido na <em>ekkles\u00eda tou Theou<\/em> (1Tm 3,15), as assembleias e\/ou tradi\u00e7\u00f5es eclesiais que lhe d\u00e3o corpo, movimento, estrutura e visibilidade, tendo Jesus Cristo por Cabe\u00e7a (Col 1,18). Justamente pelo fato de a Igreja ser a realiza\u00e7\u00e3o concreta do Povo de Deus, na <em>oikoumene<\/em> das l\u00ednguas e na\u00e7\u00f5es (At 2,6), na <em>koinonia<\/em> de dons e minist\u00e9rios (Ef 1,11-13), n\u00e3o poder\u00e1 descuidar da unidade, sob risco de trair o Evangelho e frustrar sua pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>4.2. Horizonte teol\u00f3gico<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amplo consenso b\u00edblico possibilita significativas converg\u00eancias teol\u00f3gicas na concep\u00e7\u00e3o da igreja e a busca de consensos sobre as diverg\u00eancias que persistem. Destacamos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) <em>Mist\u00e9rica e institucional:<\/em> essa adjetiva\u00e7\u00e3o \u00e9 aceita por praticamente todas as denomina\u00e7\u00f5es em di\u00e1logo, ao professarem a Igreja como realidade querida por Deus e express\u00e3o do agir salvador de Cristo, na for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. O mist\u00e9rio trinit\u00e1rio se mostra na igreja desde a Alian\u00e7a com o Povo de Israel, fundada no tempo por Jesus Cristo e manifestada pelo Esp\u00edrito Santo no Pentecostes. Unida a Cristo como corpo e esposa, a igreja atravessa os s\u00e9culos como sinal do Reino de Deus, at\u00e9 sua consuma\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica (Rm 12; Ef 5, 31-32). A igreja \u00e9 <em>mist\u00e9rio<\/em> (<em>mysterion<\/em>) em analogia e participa\u00e7\u00e3o no mist\u00e9rio pascal de Cristo; e <em>institui\u00e7\u00e3o, <\/em>pois realiza-se no tempo como povo e assembleia vis\u00edvel, dotada de of\u00edcios e minist\u00e9rios (particularmente a supervis\u00e3o episcopal), com estruturas de comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o, para bem cumprir o an\u00fancio do Evangelho confiado pelo Senhor (Mt 28,19). Ela \u00e9, assim, sacramento do Reino de Deus (LG 1.5.48)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) <em>Ontol\u00f3gica ou funcional:<\/em> aqui as igrejas expressam distin\u00e7\u00f5es entre uma eclesiologia mais mist\u00e9rico-sacramental e uma eclesiologia mais <em>kerigm\u00e1tico<\/em>-testemunhal. As tradi\u00e7\u00f5es Ortodoxas, Orientais, Cat\u00f3lica Romana, Anglicana e, em certa medida, as Metodistas de governo episcopal, compreendem a igreja como meio de gra\u00e7a em sentido objetivo, associando a congrega\u00e7\u00e3o terrena, o Corpo hist\u00f3rico, \u00e0quela celeste, o Corpo glorioso do Ressuscitado. Atribuem uma densidade ontol\u00f3gica \u00e0 igreja, n\u00e3o por autorrefer\u00eancia, mas por sua identidade com o Corpo de Cristo, mediador da salva\u00e7\u00e3o. Outras tradi\u00e7\u00f5es, como a Luterana e a Reformada-Presbiteriana, insistem menos na ontologia, mas professam a sacramentalidade da igreja em virtude da gra\u00e7a divina que age pelo an\u00fancio do Evangelho, pelo batismo e pela ceia memorial do Senhor, ministrados corretamente segundo a vontade de Jesus. Desse modo, h\u00e1 uma comunh\u00e3o espiritual entre todos os batizados nas diferentes confiss\u00f5es, partilhando a mesma gra\u00e7a e o mesmo chamado a fazer parte do Reino de Deus, embora se re\u00fanam em assembleias distintas. J\u00e1 outras tradi\u00e7\u00f5es, como Batistas, Menonitas, Metodistas de Santidade e, a seu modo, os Pentecostais, atribuem \u00e0 igreja um valor mais funcional do que ontol\u00f3gico: a igreja \u00e9 a congrega\u00e7\u00e3o reunida, localmente definida; como evento da Palavra de Deus naquele tempo-espa\u00e7o, como obra da gra\u00e7a para com os crentes ali congregados. A \u00eanfase \u00e9 mais funcional, valorizando o <em>kerigma<\/em>, a prega\u00e7\u00e3o e as ministra\u00e7\u00f5es pelas quais a igreja comunica a gra\u00e7a de Jesus Cristo ao cora\u00e7\u00e3o dos crentes \u2013 de quem se espera uma resposta \u00e0 altura do chamado, com santidade e testemunho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) <em>As notas da igreja: <\/em>com base nos elementos acima, \u00e9 poss\u00edvel trabalhar ecumenicamente as <em>notae ecclesiae \u2013 <\/em>unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade. As igrejas professam essas notas no Credo niceno-constantinopolitano, como propriedades dadas por Cristo \u00e0 sua igreja, que permitem o seu reconhecimento na hist\u00f3ria como igreja querida por Deus. Mas n\u00e3o existe consenso no entendimento do modo de realizar cada <em>nota<\/em> nas tradi\u00e7\u00f5es eclesiais. E \u201co objetivo m\u00fatuo do chamado \u00e0 unidade vis\u00edvel significa necessariamente que cada igreja deve reconhecer as demais como express\u00f5es verdadeiras do que o Credo chama \u2018a Igreja uma, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica\u2019\u201d (F\u00c9 E ORDEM, 2015, p. 11). Assim, o di\u00e1logo deve prosseguir na afirma\u00e7\u00e3o conjunta da igreja em suas caracter\u00edsticas essenciais: a) <em>una<\/em> em sua constitui\u00e7\u00e3o \u00edntima porque um s\u00f3 \u00e9 o Cristo que a constitui como seu Corpo, um s\u00f3 \u00e9 o Evangelho pregado, uma s\u00f3 \u00e9 a miss\u00e3o. E essa unidade precisa assumir forma na ordem temporal da igreja, como o povo reunido na unidade do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo, em vista da consuma\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica. b) <em>santa, <\/em>que se fundamenta no fato de a igreja ter sido \u201cseparada\u201d para Deus Uno e Trino, e com ele se relacionar no servi\u00e7o\/culto. E precisa ganhar forma hist\u00f3rica no testemunho da santidade de Deus ao mundo atual, o que se expressa no comportamento de seus membros. c) <em>cat\u00f3lica<\/em>, no sentido que a f\u00e9 da igreja \u00e9 \u201cuniversal\u201d, significando \u201ctoda abrangente\u201d, \u201cplena\u201d. Assim, a igreja n\u00e3o est\u00e1 exclusivamente presente em uma \u00fanica tradi\u00e7\u00e3o eclesial, nem \u00e9 superioridade num\u00e9rica, mas uma realidade espiritual e qualitativa, como plenitude dos bens da salva\u00e7\u00e3o e da fidelidade \u00e0 totalidade de vida redimida trazida por Jesus Cristo. d) <em>apost\u00f3lica, <\/em>pela fidelidade aos ensinamentos transmitidos pelos ap\u00f3stolos de que Jesus \u00e9 \u201co Cristo, o Filho do Deus vivo\u201d (Mt 16,16; Lc 9, 20), fundamento ou a \u201crocha\u201d sobre a qual se constr\u00f3i a comunidade de f\u00e9 (Mt 7,24-25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desafio \u00e9 uma eclesiologia ecum\u00eanica capaz de expressar consenso nessas propriedades da igreja, com justificativa hist\u00f3rica e teol\u00f3gica consistentes. \u00c9 preciso mostrar como unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade se implicam mutuamente e concorrem para a realiza\u00e7\u00e3o plena da igreja na qual diferentes tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s possam se sentir membros em p\u00e9 de igualdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>4.3 <\/em><\/strong><strong><em>Horizonte mission\u00e1rio\/pastoral<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A igreja tem consci\u00eancia que a miss\u00e3o que recebeu de Jesus \u00e9 evangelizar. E \u201cevangelizar \u00e9 tornar o Reino de Deus presente no mundo\u201d (EG n. 176). O horizonte e objetivo da miss\u00e3o s\u00e3o anunciar o Reino de Deus que se faz presente na hist\u00f3ria, transformando as situa\u00e7\u00f5es que contradizem o Evangelho que as igrejas acreditam e anunciam. Trata-se do Evangelho da \u201cvida em abund\u00e2ncia\u201d (Jo 10,10) vivido por rela\u00e7\u00f5es de fraternidade, solidariedade e pr\u00e1tica da justi\u00e7a. A miss\u00e3o situa a igreja no mundo em que vivemos, a encarna nas vicissitudes e nas alegrias humanas (GS n. 1). Por isso, a atividade mission\u00e1ria da igreja vai al\u00e9m da ideia de salvar almas, busca a salva\u00e7\u00e3o integral da pessoa: corpo, esp\u00edrito, mundo, cosmos e tempo. Neste sentido, f\u00e9 e sociedade\/cultura\/economia\/pol\u00edtica e quest\u00f5es ecol\u00f3gicas interagem na miss\u00e3o da igreja. E destas, as quest\u00f5es ecol\u00f3gicas merecem particular aten\u00e7\u00e3o (COLET, 2017). Mantendo suas especificidades, esses \u00e2mbitos se complementam, pois todos dizem respeito \u00e0 vida. E miss\u00e3o \u00e9 fortalecer a vida em sentido amplo, contextualizada socioculturalmente e ecologicamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ecumenismo \u00e9 mission\u00e1rio, nasceu e se desenvolve em contexto de miss\u00e3o, de modo que a eclesiologia ecum\u00eanica \u00e9 tamb\u00e9m mission\u00e1ria. A miss\u00e3o que Jesus confia aos disc\u00edpulos (Mt, 28,19; Mc 16,15) n\u00e3o \u00e9 exclusividade de uma \u00fanica denomina\u00e7\u00e3o, mas de todas as pessoas que nele creem. E as igrejas em di\u00e1logo s\u00e3o chamadas a discernirem juntas as interpela\u00e7\u00f5es que o mundo atual apresenta para a viv\u00eancia da f\u00e9 crist\u00e3. Isso exige delas a capacidade para desenvolverem projetos comuns e anunciarem o \u00fanico Evangelho. Para tanto, faz-se necess\u00e1rio o abandono de toda pretens\u00e3o de exclusividade no espa\u00e7o em que cada igreja se encontra, reconhecendo o valor da miss\u00e3o que outras igrejas ali tamb\u00e9m realizam, e colocando-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para trabalhos conjuntos. A miss\u00e3o precisa ser ecum\u00eanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a miss\u00e3o\/pastoral \u00e9 outro importante horizonte da eclesiologia ecum\u00eanica. O di\u00e1logo e a coopera\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o criam significativas possibilidades de di\u00e1logo sobre quest\u00f5es eclesiol\u00f3gicas, progredindo nas converg\u00eancias e nos consensos sobre a igreja, sua natureza e fim. E assim se realiza a unidade da Igreja de Cristo no mundo: o testemunho comum do Evangelho \u201cpara que o mundo creia\u201d (Jo 17, 21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Discernimento e hermen\u00eautica da comunh\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A eclesiologia ecum\u00eanica exige o desenvolvimento da hermen\u00eautica da comunh\u00e3o como a que melhor penetra na profundidade do mist\u00e9rio de Deus Uno e Trino, e \u00e0 luz desse mist\u00e9rio compreende-se a verdade da igreja. \u00a0As tradi\u00e7\u00f5es particulares assumem um sentido universal quando isso acontece. Assim, as igrejas podem discernir juntas sobre o modelo de unidade\/comunh\u00e3o poss\u00edvel entre elas, e os elementos que d\u00e3o visibilidade \u00e0 unidade\/comunh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>5.1 Modelos de unidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A eclesiologia ecum\u00eanica tem como escopo identificar e justificar os elementos que afirmam a <em>koinonia<\/em> como constitutiva da natureza, identidade e miss\u00e3o da igreja.\u00a0 O di\u00e1logo at\u00e9 agora realizado j\u00e1 possibilita identificar propostas nessa dire\u00e7\u00e3o, formando quatro principais modelos: 1) <em>unidade org\u00e2nica<\/em>: \u00e9, talvez, a mais antiga proposta de F\u00e9 e Constitui\u00e7\u00e3o (Edimburgo, 1937) como uni\u00e3o de organismos eclesiais. Por esse modelo, as igrejas seriam convidadas a renunciarem a elementos identit\u00e1rios para se fundirem \u201cem um \u00fanico corpo\u201d (COMISS\u00c3O INTERNACIONAL CAT\u00d3LICA-LUTERANA, 1994, n. 17), sendo a unidade \u201cum organismo vivente\u201d (F\u00c9 E ORDEM, 2005, cap. VI) com uma estrutura organizacional homog\u00eanea, uniforme; 2) <em>em cada lugar<\/em>: proposta da III Assembleia Geral do CMI (Nova Delhi, 1961), compreendendo a unidade como a m\u00fatua aceita\u00e7\u00e3o entre igrejas locais, onde os crist\u00e3os s\u00e3o batizados, ouvem a Palavra, celebram os sacramentos e s\u00e3o orientados por seus pastores na viv\u00eancia da f\u00e9 em Cristo; 3) <em>associa\u00e7\u00e3o corporativa<\/em>: afirma a possibilidade de comunidades eclesiais diferentes formarem uma comunh\u00e3o de f\u00e9 e de vida sem perderem autonomia e especificidades em suas teologias e religiosidades de valor permanente para a f\u00e9 apost\u00f3lica. Entre as igrejas se estabeleceria um \u201cacordo substancial sobre quest\u00f5es de f\u00e9 e de uma comum constitui\u00e7\u00e3o do episcopado segundo a concep\u00e7\u00e3o da igreja primitiva\u201d (COMISS\u00c3O INTERNACIONAL CAT\u00d3LICA-ANGLICANA, 1994, n. 136); 4) <em>comunidade conciliar<\/em>: proposta na V Assembleia do CMI (Nairobi \u2013 1975), pela qual cada igreja possui em comunh\u00e3o com as demais a plenitude da catolicidade e o testemunho da mesma f\u00e9 apost\u00f3lica. Numa \u201ccomunh\u00e3o conciliar\u201d, a diversidade identit\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 cancelada e n\u00e3o \u00e9 empecilho para a comunh\u00e3o (CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS, 2001, rela\u00e7\u00e3o da II se\u00e7\u00e3o, n. 7), que acontece no batismo, na eucaristia, na aceita\u00e7\u00e3o m\u00fatua de membros e ministros, na profiss\u00e3o do Evangelho e no servi\u00e7o ao mundo. \u00c9 uma \u201ccomunh\u00e3o conciliar de igrejas locais, entre si efetivamente unidas\u201d (CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS, 2001, rela\u00e7\u00e3o da II se\u00e7\u00e3o, n. 4), tendo como estrutura vinculante reuni\u00f5es conciliares convocadas segundo as exig\u00eancias da realiza\u00e7\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o comum, encontros de car\u00e1ter representativo, como interc\u00e2mbio permanente de informa\u00e7\u00f5es, projetos e experi\u00eancias; 5) <em>unidade numa diversidade reconciliada<\/em>: a unidade em Cristo n\u00e3o acontece \u201capesar\u201d da diversidade ou \u201ccontra\u201d ela, mas <em>com <\/em>e <em>na <\/em>diversidade (CULLMANN, 1986). Consideram-se leg\u00edtimas as v\u00e1rias formas dos patrim\u00f4nios confessionais pertencentes \u00e0 riqueza da vida de toda a igreja, exigindo de cada tradi\u00e7\u00e3o eclesial um \u201cencontro aberto com a heran\u00e7a dos outros\u201d, permitindo a vis\u00e3o de uma unidade que tem a caracter\u00edstica de ser uma \u201cdiversidade reconciliada\u201d (COMISS\u00c3O INTERNACIONAL CAT\u00d3LICA-LUTERANA, 1994, n. 32). O papa Francisco tem explicitado reiteradamente essa compreens\u00e3o de comunh\u00e3o eclesial com a imagem do poliedro (EG n. 236). E no Brasil, te\u00f3logos ecum\u00eanicos a expressam como \u201cunidade plural\u201d (WOLFF, 2007, p. 223-235).<a name=\"_Toc117320349\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>5.2 Visibilidade da comunh\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunh\u00e3o eclesial precisa ser vis\u00edvel, possibilitando que os elementos teol\u00f3gicos acima verificados tenham incid\u00eancia na organiza\u00e7\u00e3o da vida eclesial. A Comiss\u00e3o de F\u00e9 e Ordem, no <em>Documento BEM<\/em> (1982), apresentou de modo sistem\u00e1tico os fundamentos e as converg\u00eancias sobre o batismo, a eucaristia e os minist\u00e9rios como centrais na visibilidade da comunh\u00e3o. Al\u00e9m disso, ponderou a linguagem e as pr\u00e1ticas lit\u00fargicas; examinou as formas de exerc\u00edcio ministerial, especialmente a <em>episkop\u00ea<\/em> (supervis\u00e3o); esclareceu as diferentes concep\u00e7\u00f5es sacramentais da ordem e da ceia, ora divergentes, ora complementares; e revelou a consist\u00eancia dos elementos teol\u00f3gico-lit\u00fargicos partilhados pelas igrejas, como suporte para posteriores resolu\u00e7\u00f5es e consensos eclesiol\u00f3gicos. Em 1998, F\u00e9 e Ordem publicou o documento <em>Natureza e finalidade da Igreja<\/em> e, em 2005, aprofundou esse tema em <em>Natureza e miss\u00e3o da Igreja<\/em>. Note-se que a passagem, nos t\u00edtulos, de \u201cfinalidade\u201d para \u201cmiss\u00e3o\u201d reflete uma espec\u00edfica abordagem teol\u00f3gica e paradigm\u00e1tica: o mist\u00e9rio e o agir da Igreja n\u00e3o se definem de modo autorreferido, mas em rela\u00e7\u00e3o ao des\u00edgnio salvador de Deus Trino para a humanidade e a Cria\u00e7\u00e3o, de modo que a <em>missio ecclesiae<\/em> sinaliza e serve \u00e0 <em>missio Dei<\/em>. Com tal escopo, o di\u00e1logo avan\u00e7ou de 2006 a 2012, resultando no documento <em>A Igreja: para uma vis\u00e3o ecum\u00eanica<\/em> (F\u00c9 E CONSTITUI\u00c7\u00c3O, 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u201cvis\u00e3o\u201d comum requer elementos estruturais e institucionais que efetivamente visibilizem a comunh\u00e3o. Desses elementos, os minist\u00e9rios ordenados apresentam particular complexidade para uma eclesiologia ecum\u00eanica. Em todas as igrejas existe um minist\u00e9rio espec\u00edfico, pastoral, ordenado, que se distingue do minist\u00e9rio ou sacerd\u00f3cio comum dos fi\u00e9is, embora essa distin\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja compreendida ou explicitada de igual modo. Diverg\u00eancias sobre o minist\u00e9rio ordenado se manifestam principalmente na concep\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica de sua natureza sacramental, a sua estrutura (hier\u00e1rquica ou n\u00e3o), compet\u00eancias pastorais e jur\u00eddicas, a sucess\u00e3o apost\u00f3lica, o sujeito do minist\u00e9rio ordenado (homem ou mulher): \u201cAs particularidades dessas orienta\u00e7\u00f5es garantem as particularidades eclesiol\u00f3gica das diferentes tradi\u00e7\u00f5es (eclesiais), pois minist\u00e9rio e igreja se implicam mutuamente\u201d (WOLFF, 2018, p. 310).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer modo, todas as igrejas entendem que seus minist\u00e9rios eclesi\u00e1sticos est\u00e3o enraizados na miss\u00e3o que Cristo deu \u00e0 sua igreja para pregar o Evangelho (Mt 28,19; Mc 16,15;). Essa miss\u00e3o procede do batismo, de modo que todas as pessoas batizadas a t\u00eam. Mas ela \u00e9 exercida de um modo particular nas ordens eclesi\u00e1sticas pelo servi\u00e7o \u00e0 comunidade atrav\u00e9s da proclama\u00e7\u00e3o da Palavra, da celebra\u00e7\u00e3o do culto e da administra\u00e7\u00e3o dos sacramentos. Pela relev\u00e2ncia de tal miss\u00e3o, cat\u00f3licos e ortodoxos a entendem procedente do sacramento da ordem, e n\u00e3o apenas do batismo. Nesse sentido, o minist\u00e9rio ordenado comp\u00f5e uma hierarquia de governo e de refer\u00eancia para a comunh\u00e3o. E aqui ganha particular import\u00e2ncia o di\u00e1logo ecum\u00eanico sobre o minist\u00e9rio da <em>episkop\u00e9<\/em> e o minist\u00e9rio petrino, o que diz respeito, em \u00faltima inst\u00e2ncia, ao tema da autoridade na igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A eclesiologia ecum\u00eanica \u00e9 uma exig\u00eancia da pr\u00f3pria igreja. Em sua natureza de comunh\u00e3o, a igreja ser\u00e1 plenamente realizada se forem ampliadas as fronteiras institucionais e doutrinais para al\u00e9m de uma tradi\u00e7\u00e3o eclesial, acolhendo na comunh\u00e3o outras formas de ser igreja. A ecumenicidade da igreja n\u00e3o \u00e9 um teolog\u00fameno, uma abstra\u00e7\u00e3o ou uma mera especula\u00e7\u00e3o eclesiol\u00f3gica. \u00c9 uma forma privilegiada de explicitar a natureza, identidade e miss\u00e3o da igreja como comunh\u00e3o<em>. <\/em>Trata-se de uma comunh\u00e3o plural, unidade na diversidade, pela qual a igreja se enriquece pelos diferentes dons e carismas que o Esp\u00edrito concede \u00e0s confiss\u00f5es eclesiais, que juntas buscam dar ao mundo um testemunho convincente da mesma f\u00e9 em Cristo e no seu Evangelho do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Elias Wolff. <\/em>Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Teologia &#8211; PUCPR. Texto original em portugu\u00eas. Enviado em 30\/08\/2022; aprovado em 30\/10\/2022; publicado em 30\/12\/2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BURMANN, Claudir. Pluralismo eclesial e ecumenismo: quem \u00e9 Igreja verdadeira? <em>Caminhos de Di\u00e1logo, <\/em>ano 6, n. 9, p. 169-175, jul.\/dez. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CERETI, Giovanni. <em>Per una eclesiologia ecumenica<\/em>. Bologna: EDB, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COLET, Raquel de F\u00e1tima. Da laudato \u00e0 communio: interpela\u00e7\u00f5es da ecologia integral para a eclesiologia ecum\u00eanica. <em>Caminhos de Di\u00e1logo<\/em>, ano 5, n. 7, p. 35-42, jan.\/dez. 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O F\u00c9 E ORDEM. <em>A Igreja. <\/em>Uma vis\u00e3o ecum\u00eanica. S\u00e3o Paulo: ASTE, 2015<em>.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O F\u00c9 E ORDEM. <em>Batismo, Eucaristia, Minist\u00e9rio<\/em>. 3.ed. Bras\u00edlia: CONIC; S\u00e3o Paulo: ASTE, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O F\u00c9 E ORDEM. La natura e lo scopo della Chiesa (1998). In: CERETI, Giovanni; PUGLISI, James F. (eds.). <em>Enchiridion Oecumenicum. <\/em>v. 7. Bologna: EDB, 2006, p. 1469-1517.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O F\u00c9 E ORDEM. <em>Vers le partage de la foi commune. <\/em>Paris: Cerf, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O F\u00c9 E ORDEM. Rapporto della II Conferenza<em>. <\/em>In: ROSSO, Stefano; TURCO, Emilia (Orgs.). <em>Enchiridion Oecumenicum. <\/em>v. 6. Bologna: EDB, 2005, p. 439-630.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O CAT\u00d3LICA-ANGLICANA, Rapporto finale \u2013 Windsor 1981. Conclus\u00e3o.<em>\u00a0 <\/em>In: CERETI, Giovanni; VOICU, Sever J. (Orgs.), <em>Enchiridion Oecumenicum. <\/em>v. 1. Bologna: EDB, 1994, p. 86-90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O INTER-ANGLICANA DE TEOLOGIA E DOUTRINA. Relat\u00f3rio de Virg\u00ednia<em>, <\/em>1996<em>. <\/em>In: CENTRO DE ESTUDOS ANGLICANOS (CEA).<em> Reflex\u00f5es <\/em>n. 9, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O INTERNACIONAL CAT\u00d3LICA-LUTERANA. L\u00b4unit\u00e0 davanti a noi &#8211; 1984. In: CERETI, Giovanni; VOICU, Sever J. (Orgs.). <em>Enchiridion Oecumenicum<\/em>. v. 1. Bologna: EDB, 1994, p.1548-1709.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O INTERNACIONAL CAT\u00d3LICA-LUTERANA. Todos sob um mesmo Cristo \u2013 Declara\u00e7\u00e3o comum sobre a Confiss\u00e3o de Augsburgo \u2013 1980<em>. <\/em>In: CERETI, Giovanni; VOICU, Sever J. (Orgs.). <em>Enchiridion Oecumenicum<\/em>. v. 1. Bologna: EDB, 1986, p. 1405-1433.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS. Rapporto II Assemblea. In: ROSSO, Stefano; TURCO, Emilia (Orgs.). <em>Enchiridion Oecumenicum. <\/em>v. 5. Bologna: EDB, 2001, p. 199-341.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS. Rapporto della V Assemblea (Nairobi, 1975). In: ROSSO, Stefano; TURCO, Emilia (Orgs.). <em>Enchiridion Oecumenicum. <\/em>v. 5. Bologna: EDB, 2001, p. 587-790.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS. Rapporto della VI Assemblea. In: ROSSO, Stefano; TURCO, Emilia (Orgs.). <em>Enchiridion Oecumenicum. <\/em>v. 5. Bologna: EDB, 2001, p. 791-1028.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CULLMANN, Oscar. <em>L\u2019unit\u00e9 par la diversit\u00e9. <\/em>Paris:\u00a0 Cerf, 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EVDOKIMOV, Paul. <em>O Esp\u00edrito Santo na Tradi\u00e7\u00e3o Ortodoxa<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ave Maria, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRANCISCO. Discurso na \u201cIgreja Pentecostal da Reconcilia\u00e7\u00e3o<br \/>\nCaserta\u201d (28 jul. 2014).\u00a0 Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2014\/july\/documents\/papa-francesco_20140728_caserta-pastore-traettino.html\">http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2014\/july\/documents\/papa-francesco_20140728_caserta-pastore-traettino.html<\/a>. <em>\u00a0<\/em>Acesso em: 12 set 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRANCISCO. <em>Evangelii gaudium. <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRIES, Hans.; RAHNER, Karl.\u00a0 <em>La Union de Las Iglesias. <\/em>Una Posibilidad Real. Madrid: Herder, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HARRISON, James H. <em>Christian Union:<\/em> a historical study. St. Louis: Christian Publishing Company, 1906; SCM e-Prints, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KASPER, Walter. Raccogliere i frutti: aspetti fondamentali della fede cristiana nel dialogo ecumenico. <em>Il Regno Documenti <\/em>n. 19, p. 585-664, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEITH, John H. <em>A Tradi\u00e7\u00e3o Reformada<\/em>: uma maneira de ser a comunidade crist\u00e3. S\u00e3o Paulo: Pend\u00e3o Real, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MARASCHIN, Jaci Correia. A Inclusividade Anglicana. <em>Estandarte Crist\u00e3o \u2013 <\/em>Jornal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, n. 1733, mar.\/abr.\/mai. 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOHLER, Johan Adam. <em>Unity in the Church. Or the Principle of Catholicism<\/em>:\u00a0Presented in the Spirit of the Church Fathers of the First Three Centuries (T\u00fcbingen, 1825). Washington: <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Catholic_University_of_America_Press\">Catholic University of America Press<\/a>, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOHLER, Johan Adam. <em>Symbolism (Symbolik): <\/em>Exposition of the Doctrinal Differences between catholics and protestants as evidenced by their symbolical writings. Whashington: The Hoya, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOLTMANN,\u00a0 J\u00fcrgen.\u00a0 Theological\u00a0 Proposals\u00a0 towards\u00a0 the\u00a0 Resolution\u00a0 of\u00a0 the\u00a0 Filioque Controversy. In\u00a0: VISCHER, Lukas. <em>Spirit of God, Spirit of Christ<\/em>: Ecumenical Reflexions on the Filioque Controversy. Geneva:\u00a0 World Council of Churches, 1981, p. 164-173.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOLTMANN,\u00a0 J\u00fcrgen. <em>Theology of Hope.<\/em> Translated by James W. Leitch. New York\/Evanston: Harper &amp; Row, 1967.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOLTMANN,\u00a0 J\u00fcrgen. <em>The Trinity and the Kingdom: <\/em>The Doctrine of God. Translated by Margaret Kohl. San Francisco: Harper &amp; Row, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOLTMANN,\u00a0 J\u00fcrgen. <em>God in Creation: <\/em>An Ecological Doctrine of Creation. Translated by Margaret Kohl. San Francisco: Harper and Row, 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NEWMANN, John Henri. <em>Apologia Pro Vita Sua <\/em>(1864). New York: Dover Publications, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NEWMANN, John Henri. <em>An Essay on the Development of Christian Doctrine <\/em>(1878). Notre Dame: University of Notre Dame Press, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RUGGIERI, Giuseppe. Alle radici della divisione<em>. <\/em>In: \u00a0RUGGIERI, Giuseppe et al. (Orgs.). <em>Alle Radici della Divisione \u2013 <\/em>Una rilettura dei grandi scismi storici<em>. <\/em>Ancora, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHWAMBACH, Claus. A palavra de Deus como sinal ecum\u00eanico da Igreja (<em>nota ecclesiae<\/em>) na \u00f3tica de Martim Lutero. <em>Caminhos de Di\u00e1logo<\/em>, ano 6, n. 9, p. 110-133, jul.\/dez. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VISCHER, Lukas. <em>Spirit of God, Spirit of Christ<\/em>: Ecumenical Reflexions on the Filioque Controversy. Geneva:\u00a0 World Council of Churches, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WOLFF, Elias. <em>A unidade da Igreja. <\/em>Ensaio de eclesiologia ecum\u00eanica<em>. <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WOLFF, Elias. <em>Caminhos do Ecumenismo no Brasil.<\/em> Hist\u00f3ria, teologia, pastoral. S\u00e3o Paulo: Paulus; Paulinas \/ S\u00e3o Leopoldo: Sinodal, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VON SINNER, Rudolf. Eclesiologia ecum\u00eanica: possibilidades e limites. <em>Revista Teocomunica\u00e7\u00e3o<\/em>, v. 41, n\u00ba 1, p. 55-68, jan.\/jun. 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZIZIOULAS, Ioannes D. <em>El ser eclesial: <\/em>persona, comuni\u00f3n, Iglesia. Salamanca: S\u00edgueme, 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio Introdu\u00e7\u00e3o 1 O pluralismo eclesial: enriquecimento e desafios para a Igreja una 2 Urg\u00eancias e tarefas de uma eclesiologia ecum\u00eanica 3 Percursos de uma eclesiologia ecum\u00eanica 4 Igreja ecum\u00eanica, em que sentido? 4.1 Horizonte b\u00edblico\u00a0 4.2 Horizonte teol\u00f3gico 4.3 Horizonte mission\u00e1rio\/pastoral 5 Discernimento e hermen\u00eautica da comunh\u00e3o 5.1 Modelos de unidade 5.2 Visibilidade da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2704","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-e-pratica-crista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2704","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2704"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2704\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2838,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2704\/revisions\/2838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2704"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2704"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2704"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}