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{"id":2576,"date":"2021-12-30T08:19:59","date_gmt":"2021-12-30T11:19:59","guid":{"rendered":"http:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2576"},"modified":"2024-01-03T15:07:50","modified_gmt":"2024-01-03T18:07:50","slug":"mistica-e-testemunho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=2576","title":{"rendered":"M\u00edstica e testemunho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 A experi\u00eancia m\u00edstica e o ato de testemunhar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.1 Fundamenta\u00e7\u00e3o b\u00edblica<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.2 Elabora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 O testemunho no\/dos m\u00edsticos crist\u00e3os<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.1 A Patr\u00edstica e o Medievo: elogio da contempla\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.2 Do s\u00e9culo XVI ao s\u00e9culo XIX: a respeito da vida ativa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.3 S\u00e9culo XX e a \u00e9poca contempor\u00e2nea: leitura m\u00edstica dos sinais dos nossos tempos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Rumo a uma m\u00edstica testemunhal intercultural<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 A experi\u00eancia m\u00edstica e o ato de testemunhar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O v\u00ednculo entre a experi\u00eancia m\u00edstica e o ato de testemunhar pode ser considerado tanto na sua dimens\u00e3o pessoal quanto na sua dimens\u00e3o social e eclesial (SCANNONE, 2005, p. 81-101). Se consideramos a m\u00edstica como a experi\u00eancia radical da presen\u00e7a de Deus em sua dimens\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria, o testemunho \u00e9, ent\u00e3o, a evid\u00eancia de tal presen\u00e7a, n\u00e3o somente na verifica\u00e7\u00e3o do contato com a proximidade da divindade, mas tamb\u00e9m nas palavras e fatos que correspondem e d\u00e3o autenticidade ao elemento teologal da experi\u00eancia. A mensagem testemunhal do m\u00edstico verifica, portanto, a exist\u00eancia e realidade de Deus, mas n\u00e3o o faz separadamente da transforma\u00e7\u00e3o do faz a experi\u00eancia em um portador ativo e alegre do Verbo divino. Segundo o Papa Francisco, o sujeito coletivo ativo das m\u00edsticas populares oferece uma nova abertura tanto no di\u00e1logo como no relato da din\u00e2mica pessoal do evangelho em uma cultura plural (EG 122-124; ROSETTI, 2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>1.1 Fundamenta\u00e7\u00e3o b\u00edblica<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O profeta no Antigo Testamento \u00e9, em primeiro lugar, um proclamador da palavra divina. N\u00e3o fala a partir da sua pr\u00f3pria autoridade, mas como mensageiro. O v\u00ednculo entre a m\u00edstica e o testemunho se destaca na abertura completa do profeta \u00e0 atualidade da palavra de Deus. Por exemplo, Ezequiel, um sacerdote exilado na Babil\u00f4nia, apresenta a simbologia do comer o rolo de Deus (Ez 3). Assim, o profeta incorpora a palavra que transcende toda a nossa compreens\u00e3o finita na sua miss\u00e3o e em seu minist\u00e9rio. O profeta \u00e9, de certo modo, \u201cengravidado\u201d pela gloriosa palavra. Pelo chamado do povo \u00e0 fidelidade e \u00e0 vis\u00e3o do vale dos ossos secos, \u00e9 recordada a capacidade transformadora do profeta no meio do povo e a favor da vontade de Deus: \u201cFarei deles uma na\u00e7\u00e3o \u00fanica na terra, nas montanhas de Israel: um \u00fanico rei ser\u00e1 o rei de todos eles\u201d (Ez 37,22). As pegadas da palavra absoluta passam pelo mundo, revelando-se no campo frut\u00edfero da a\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 v\u00e1rios modos de vislumbrar uma m\u00edstica testemunhal no Novo Testamento, principalmente em certas cartas de S\u00e3o Paulo e no livro dos sinais do evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o. Atrav\u00e9s da f\u00e9 em Jesus Cristo, S\u00e3o Paulo fala, em Gal 2,20, da sua uni\u00e3o com o Cristo crucificado: \u201cFui crucificado junto com Cristo. J\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, mas \u00e9 Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, eu a vivo pela f\u00e9 no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim\u201d. Essa tem\u00e1tica foi desenvolvida mais tarde na espiritualidade dos Passionistas, por exemplo, mas, no fundo, manifesta o poder salv\u00edfico de Deus que se submeteu \u00e0 morte por nossa causa. Deus crucificado se solidariza, portanto, com os seguidores fi\u00e9is que cumprem a lei de Deus, sem rejeit\u00e1-la e com a esperan\u00e7a de uma uni\u00e3o total com o ato de amor encarnado na cruz de Jesus Cristo. Al\u00e9m disso, a uni\u00e3o m\u00edstica n\u00e3o pode ser separada da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, enviado para dar testemunho da verdade (Gal 4,1-20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro dos sinais do evangelho de Jo\u00e3o relata o minist\u00e9rio de Jesus come\u00e7ando com o casamento em Can\u00e1. Nesse contexto, a pr\u00e1tica da verdade se transforma no foco do evangelho de Jesus Cristo (Jo, 2-12). Segundo Jo 3,21, \u201cquem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras s\u00e3o feitas em Deus\u201d. As palavras simples da m\u00e3e de Deus durante o casamento exortam \u00e0 fidelidade no seguimento e, assim, a partir da cotidianidade da experi\u00eancia, surge o misticismo do evangelho (Jo 2,5). A pr\u00e1tica da verdade n\u00e3o \u00e9, ent\u00e3o, um mero utilitarismo ou uma instrumentaliza\u00e7\u00e3o da palavra divina. Ao contr\u00e1rio, o seguidor testemunha a verdade em um caminho entre trevas, iluminado pela luz da f\u00e9. O crente se encontra acompanhado pelo bom pastor Jesus: Maria de Bet\u00e2nia que ungiu os p\u00e9s do Senhor e os secou com seus cabelos (Jo 11, 1-11), a mulher evangelizadora da Samaria (Jo 4), L\u00e1zaro (Jo 11), e todas as outras pessoas fi\u00e9is rejeitadas pela hegemonia intolerante dessa \u00e9poca. Todos os crentes no evangelho de Jo\u00e3o testemunham em palavra e em obra, com o aux\u00edlio do Esp\u00edrito de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluamos com uma breve lembran\u00e7a dos testemunhos dos m\u00e1rtires crist\u00e3os. Santo Estev\u00e3o, o primeiro m\u00e1rtir, foi arrastado para fora da cidade para ser apedrejado. Assim recebeu o Esp\u00edrito do Senhor, perdoando, na ocasi\u00e3o, seus perseguidores (At 7,58-60). Tiago, o irm\u00e3o de Jo\u00e3o, foi morto \u00e0 espada por ordem do rei Herodes (At 12,1-2). No livro do Apocalipse, encontramos numerosas refer\u00eancias simb\u00f3licas ao mart\u00edrio (Ap 6,9-11). Por exemplo, a vis\u00e3o das almas dos decapitados \u201cpor causa do testemunho de Jesus e pela palavra de Deus\u201d nos recorda tamb\u00e9m do sofrimento na cruz do Cordeiro de Deus (Ap 5,9-12; 20,4). O mart\u00edrio crist\u00e3o no seu momento origin\u00e1rio \u00e9 um ato de testemunhar. O mart\u00edrio crist\u00e3o, no fundo, \u00e9 o paradigma da m\u00edstica do testemunho, dando continuidade ao despojamento por amor do outro at\u00e9 a hora da morte. O mart\u00edrio, por\u00e9m, abra\u00e7a toda a vida do batizado e n\u00e3o somente nasce no \u00faltimo momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>1.2 Elabora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O testemunho do m\u00edstico n\u00e3o se limita \u00e0 interioridade subjetiva da pessoa humana; ou seja, um testemunho que vem como um dom do Absoluto n\u00e3o \u00e9 inteiramente uma mensagem interior e privada. O ato de testemunhar contribui para a articula\u00e7\u00e3o da mensagem. \u00c9 um ato performativo pelo qual a express\u00e3o corporal e exterior na vida ativa configura a comunica\u00e7\u00e3o do testemunho, porque configura o pr\u00f3prio testemunho. Pregue sempre e de vez em quando utilize palavras! Foi o que recomendou s\u00e3o Francisco de Assis e isso \u00e9 verdadeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma reflex\u00e3o atual que se concentra no uso do testemunho da m\u00edstica para a pol\u00edtica contempor\u00e2nea. Os pensadores mais importantes dessa linha s\u00e3o Eric Voegelin e Ernesto Laclau, al\u00e9m de Emilce Cuda que considera a rela\u00e7\u00e3o entre o peronismo pol\u00edtico e a linguagem m\u00edstica a partir da teologia do povo do Papa Francisco (CUDA, 2016, p. 131-151). O m\u00edstico, segundo Laclau, congrega o povo sob um simbolismo unificador. A pol\u00edtica latino-americana pode aprender algo sobre a identidade do povo a partir do poder discursivo da linguagem m\u00edstica. O conte\u00fado religioso \u00e9 importante somente para a realiza\u00e7\u00e3o de um programa pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <em>New Age<\/em> religiosa na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o ignora o v\u00ednculo entre misticismo e o testemunho. Como o peronismo in\u00e9dito, a <em>New Age<\/em> instrumentaliza o discurso religioso para gerar uma experi\u00eancia puramente interior e terap\u00eautica e\/ou para facilitar um universalismo falso de perspectivas e culturas, que mant\u00e9m diferen\u00e7as fundamentais. O legado de Madame Helena Blavatksy na Am\u00e9rica Latina \u2013 que n\u00e3o \u00e9 superficial nem em seu alcance nem em sua popularidade \u2013 \u00e9, contudo, um bom exemplo desse fen\u00f4meno de divulga\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual abordagem teol\u00f3gica nos serviria para repensar o v\u00ednculo em sua dimens\u00e3o intr\u00ednseca, sem identificar todo misticismo com o testemunho crist\u00e3o como tal, e vice-versa? Segundo uma linha que se encontra tanto na Am\u00e9rica Latina como entre os latinos dos EUA, \u00e9 preciso reconectar a beleza e a justi\u00e7a social. A beleza da religiosidade popular que contemplamos n\u00e3o \u00e9 indiferente ao clamor dos pobres com os quais devemos nos solidarizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 O testemunho nos\/dos m\u00edsticos crist\u00e3os<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.1 A Patr\u00edstica e o Medievo: elogio da contempla\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Patr\u00edstica e na Idade M\u00e9dia, h\u00e1 v\u00e1rias vincula\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia m\u00edstica com o testemunho, incluindo o coment\u00e1rio asc\u00e9tico sobre a virgindade e o mart\u00edrio, mas um tema transversal \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o da alma \u00e0 vida contemplativa, seja no isolamento do deserto na ora\u00e7\u00e3o pelo mundo, seja em uma comunidade mon\u00e1stica rezando os salmos. Or\u00edgenes, por exemplo, veio de uma fam\u00edlia crist\u00e3 de Alexandria e escreveu tratados muito importantes durante o terceiro s\u00e9culo da cristandade sobre a contempla\u00e7\u00e3o. No seu tratado sobre a ora\u00e7\u00e3o, que inclui um coment\u00e1rio testemunhal a partir da recita\u00e7\u00e3o do Pai Nosso, diz que Cristo mesmo acompanha a pessoa que reza no nome de Cristo (BINGEMER.; PINHEIRO, 2016, p. 43-45).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema dos pobres n\u00e3o foi ignorado pelos padres da Igreja. No quarto s\u00e9culo, S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo pregou que o crist\u00e3o contemplativo honra a Jesus Cristo quando se disp\u00f5e ao servi\u00e7o dos pobres. Um dominicano do s\u00e9culo XIII, Johann Eckhart, tamb\u00e9m retomou a espiritualidade da pobreza, mas enfatizou a disponibilidade completa da alma. Segundo Eckhart, esse desprendimento representa a \u00faltima forma de liberdade crist\u00e3 em uni\u00e3o com Deus, indo al\u00e9m de um formalismo moral (BINGEMER; PINHEIRO, 2016, p. 181-194).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O testemunho p\u00fablico das religiosas avan\u00e7a na Idade M\u00e9dia tardia, ainda que n\u00e3o todas as mulheres compartilhem da mesma liberdade. Santa Catarina de Sena, no mesmo s\u00e9culo que Eckhart, entre 1377-1378, comp\u00f4s seu <em>Di\u00e1logo <\/em>para mostrar uma forma de misticismo na fam\u00edlia dos dominicanos que se abriu \u00e0 plenitude de Deus, mas com a humanidade de Jesus Cristo como a ponte entre Deus e o homem. Santa Catarina de G\u00eanova escreveu no s\u00e9culo XV e combinou um misticismo da purifica\u00e7\u00e3o da alma no amor ardente por Deus com o impulso, igualmente ardente, por uma obra caritativa no servi\u00e7o dos enfermos de sua cidade atacada pela praga. Essa trajet\u00f3ria influenciou espiritualmente a leiga canadense Catherine de Hueck Doherty, com a funda\u00e7\u00e3o, em 1947, da <em>Casa de la Madonna<\/em>. Em suma, o testemunho da antiguidade crist\u00e3 sobre uma certa prioridade da ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclui totalmente o testemunho de amor na vida pr\u00e1tica. Muitos autores, como os j\u00e1 citados, buscaram um equil\u00edbrio teol\u00f3gico entre a vida contemplativa e a vida ativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.2 Do s\u00e9culo XVI ao s\u00e9culo XIX: a respeito da vida ativa<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A modernidade introduz uma nova forma de vida para o crist\u00e3o que muitas vezes se aproxima da mentalidade da Reforma protestante. Certamente o ato de testemunhar, principalmente a partir da leitura pessoal da B\u00edblia, recuperou sua import\u00e2ncia no s\u00e9culo XVI, tamb\u00e9m por causa de um esp\u00edrito reformador dentro da Igreja Cat\u00f3lica. Por\u00e9m, a hip\u00f3tese de Eric Voegelin a respeito do legado da Reforma radical merece igual aten\u00e7\u00e3o. Isso porque, segundo o cientista pol\u00edtico austr\u00edaco, a rebeldia sociocultural contra Deus e o homem dessa \u00e9poca tem suas ra\u00edzes em um espiritualismo exagerado da antiguidade pag\u00e3 e especificamente no seu perfil gn\u00f3stico. A hip\u00f3tese de um gnosticismo moderno se afirma facilmente em uma atitude reacion\u00e1ria e nost\u00e1lgica, mas h\u00e1 recursos na nova espiritualidade para concretizar o misticismo do testemunho crist\u00e3o sem qualquer gnosticismo. Aqui podemos mencionar dois exemplos ilustres, o primeiro do come\u00e7o e a segunda do fim dessa \u00e9poca: Santo In\u00e1cio de Loyola (1491-1556) e Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo In\u00e1cio introduziu a ideia da contempla\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o nos seus <em>Exerc\u00edcios Espirituais<\/em>. Os jesu\u00edtas, e tamb\u00e9m leigos e leigas dedicados ao caminho inaciano, discernem um esp\u00edrito mission\u00e1rio que vem do alto, segundo o carisma de Santo In\u00e1cio. A miss\u00e3o inaciana impulsiona o crist\u00e3o para as periferias do mundo e da sociedade. Santa Teresinha morreu muito jovem no Carmelo de Lisieux, mas sua autobiografia espiritual deixou um testemunho da pequena via, que promove uma espiritualidade do cotidiano orientada para o Pai misericordioso. Uma seguidora surpreendente de Santa Teresinha era Dorothy Day, a leiga norte-americana do s\u00e9culo XX que encontrou na pequena via o fundamento espiritual do seu pacifismo e compromisso social disseminado atrav\u00e9s do jornal radical <em>O Trabalhador Cat\u00f3lico <\/em>(<em>The Catholic Worker<\/em>). A vida ativa da \u00e9poca moderna n\u00e3o deve ser, portanto, um abandono dos frutos da contempla\u00e7\u00e3o de Deus. Ao contr\u00e1rio, os testemunhos de Santo In\u00e1cio e de Santa Teresinha nos mostram de modos diversos uma espiritualidade concreta e antign\u00f3stica, que realiza a comunh\u00e3o da Sant\u00edssima Trindade no n\u00edvel da hist\u00f3ria do indiv\u00edduo e do povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.3 S\u00e9culo XX e a \u00e9poca contempor\u00e2nea: leitura m\u00edstica dos sinais dos nossos tempos<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A modernidade tardia, que se desenvolveu paulatinamente no s\u00e9culo XX, apresentou novos desafios para a comunidade crist\u00e3 global. Mesmo antes do Concilio Vaticano II e do chamado da constitui\u00e7\u00e3o pastoral <em>Gaudium et Spes<\/em> para discernir os sinais dos tempos \u00e0 luz do evangelho, algumas testemunhas crist\u00e3s se comprometiam com o misticismo do povo de Deus. Santo Alberto Hurtado (1901-1952), por exemplo, foi um educador jesu\u00edta que fundou o Lar de Cristo, em Santiago do Chile, para cuidar das crian\u00e7as e que defendeu, ardentemente e com rigor, os sindicatos chilenos. Sua m\u00edstica social est\u00e1 centrada na realidade pessoal do corpo de Cristo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201cm\u00edstica social\u201d do P. Hurtado aponta para a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade em seu conjunto, como express\u00e3o de amor a Cristo-pr\u00f3ximo. Por essa raz\u00e3o, a luta por estruturas sociais justas \u00e0 qual Alberto Hurtado exorta uma e outra vez, em nenhum caso, poderia realizar-se com preju\u00edzo de pessoas concretas, como sucede com os totalitarismos que ele critica, e, de modo algum, adia o dever de caridade imediata para com os mais necessitados, que ele simultaneamente promove (COSTADOAT, 1996, p. 286).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O an\u00fancio do Reino de Deus funcionava, para o Padre Hurtado, como o ideal ut\u00f3pico capaz de oferecer um sinal do futuro ainda n\u00e3o realizado. O amor de Cristo exortou o crist\u00e3o a se comprometer no e para o campo pol\u00edtico, sem qualquer ideologia mundana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Thomas Merton (1915-1968) foi um trapista norte-americano e grande admirador da espiritualidade das tradi\u00e7\u00f5es asi\u00e1ticas n\u00e3o-crist\u00e3s. A partir do claustro mon\u00e1stico e do seu compromisso com a medita\u00e7\u00e3o crist\u00e3 sobre o Deus inef\u00e1vel, Merton nos educou a respeito da prioridade do di\u00e1logo inter-religioso e do desafio complicado da realiza\u00e7\u00e3o da paz para o mundo de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro Casald\u00e1liga, o bispo em\u00e9rito de S\u00e3o F\u00e9lix do Araguaia no Brasil, nasceu em 1928 e morreu em 2020. Ele construiu, atrav\u00e9s de escritos pastorais e antologias de poesia, uma espiritualidade m\u00edstica da liberta\u00e7\u00e3o. Seu elogio a \u201cS\u00e3o Romero de Am\u00e9rica\u201d (1980) abriu a porta para a canoniza\u00e7\u00e3o, pelo Papa Francisco, do bispo salvadorenho e m\u00e1rtir, em 2018. No s\u00e9culo XX, a palavra po\u00e9tica com sua criatividade aberta e express\u00e3o incisiva pode, ent\u00e3o, traduzir novamente a heran\u00e7a b\u00edblica da m\u00edstica testemunhal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Rumo a uma m\u00edstica testemunhal intercultural<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje em dia, a consci\u00eancia social existe em um mundo virtual, globalizante e secular. O crist\u00e3o deve orientar-se a partir de um ato de testemunhar, indo al\u00e9m de todo indiferentismo e proselitismo. Nem o relativismo p\u00f3s-moderno nem a xenofobia nacionalista podem satisfazer o cora\u00e7\u00e3o aberto em busca da verdade de um Deus que transcende absolutamente nossas perspectivas culturais limitadas. Um desafio muito atual seria, ent\u00e3o, a articula\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre a beleza do testemunho expressada na vida ativa e p\u00fablica do testemunho de Jesus Cristo e a atualiza\u00e7\u00e3o do bem comum (BINGEMER; CASARELLA, 2017, principalmente p. 147-151).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O encarregar-se da realidade da qual falou o jesu\u00edta salvadorenho Ignacio Ellacur\u00eda impulsiona a realiza\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o do bem na forma de uma a\u00e7\u00e3o social a favor dos pobres. O elemento teologal dessa vis\u00e3o protege a m\u00edstica social e impede o reducionismo. Somos seguidores do profeta divino que revelou o an\u00fancio do Reino quando nos encontramos na companhia de um santo como Alberto Hurtado ou como Oscar Romero. Nosso enfoque permanece na encarna\u00e7\u00e3o do Reino no presente. A abertura ao di\u00e1logo com o outro como outro e o esp\u00edrito da reconcilia\u00e7\u00e3o social nos encorajam durante o processo de discernir o bem comum. O testemunho faz avan\u00e7ar, assim, a causa do Reino, sem relativismo nem proselitismo. O ato de testemunhar n\u00e3o \u00e9 diminu\u00eddo nesse processo. Ao contr\u00e1rio, o testemunho de uma Boa Nova cresce atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o complementar do encontro com o outro, porque o crist\u00e3o se disp\u00f5e dialogicamente a discernir uma articula\u00e7\u00e3o mais clara da universalidade de sua vis\u00e3o particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos ainda confirmar a atualidade da interculturalidade a partir de dois crist\u00e3os contempor\u00e2neos inseridos no di\u00e1logo entre o cristianismo e o islamismo: Louis Massignon e Chr\u00e9tien de Cherg\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Louis Massignon (1883-1962) foi um especialista em uma figura relativamente ignorada das tradi\u00e7\u00f5es isl\u00e2micas: o m\u00edstico persa medieval de Bagd\u00e1, Mansur al-Hallaj. Seus amplos estudos dos princ\u00edpios do sufismo s\u00e3o muitas vezes criticados pela perspectiva orientalista. No entanto, Massignon forjou um misticismo comparativo com dois eixos: a sagrada hospitalidade e a substitui\u00e7\u00e3o m\u00edstica. Massignon, como sacerdote melquita e seguidor de Charles de Foucauld, queria forjar um esp\u00edrito de hospitalidade ao forasteiro dentro do cristianismo, a partir do modelo \u00e1rabe que experimentou em suas viagens pelo Oriente M\u00e9dio. Al\u00e9m disso, Massignon queria propor, mais problematicamente, a salva\u00e7\u00e3o dos mu\u00e7ulmanos por causa da solidariedade na ora\u00e7\u00e3o realizada por certos crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Christian de Cherg\u00e9 (1937-1996) foi o prior da comunidade cisterciense de Tibhirine, quase inteiramente assassinada durante um conflito violento que durou anos entre o governo da Arg\u00e9lia e terroristas mu\u00e7ulmanos (BINGEMER, 2018, p. 33-101). Seu testamento final \u00e9 um testemunho m\u00edstico de suprema import\u00e2ncia, porque inclui o pedido a Deus de perdoar o seu amigo \u201cdo \u00faltimo momento\u201d, ou seja, o assassino hipot\u00e9tico do futuro. De Cherg\u00e9 reconfigura a vis\u00e3o beat\u00edfica com Deus. Na hora da morte, quer ver a seu amigo\/inimigo com a miseric\u00f3rdia de Deus para realizar a purifica\u00e7\u00e3o do mundo pelo amor absoluto. A hospitalidade n\u00e3o \u00e9 ent\u00e3o limitada pela a\u00e7\u00e3o que realizamos nesta vida. Sem desprezar a no\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de Deus como juiz, de Cherg\u00e9 destaca a dimens\u00e3o espiritual do encontro com o outro. O sofrimento e a viol\u00eancia, que existem no mundo por causa da intoler\u00e2ncia e ignor\u00e2ncia de outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas e culturais, devem, portanto, ser subjugados \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o unitiva de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para concluir, \u00e9 preciso reconhecer a mutualidade entre a renova\u00e7\u00e3o do testemunho crist\u00e3o e a pr\u00e1tica do misticismo. Muitas vezes essa complementariedade se realiza a favor de um individualismo que contradiz o an\u00fancio do Reino e a autocomunica\u00e7\u00e3o de Deus a seu povo fiel e pobre. Por\u00e9m, a recupera\u00e7\u00e3o de uma op\u00e7\u00e3o preferencial pelo misticismo do povo de Deus n\u00e3o pode, no futuro, evitar nem os desafios do di\u00e1logo inter-religioso nem as vozes dos povos ind\u00edgenas. Existem, de todo modo, novas pistas dentro da teologia pol\u00edtica que reconhecem n\u00e3o somente a import\u00e2ncia do ato de testemunhar, mas tamb\u00e9m a pluralidade das culturas crist\u00e3s e n\u00e3o crist\u00e3s no mundo de hoje (BINGEMER; CASARELLA, 2017). A atualidade desse modelo de misticismo popular recuperar\u00e1 a cr\u00edtica de toda religi\u00e3o interesseira que evita o clamor dos pobres e tamb\u00e9m ignora o pluralismo latino-americano de hoje (GUTI\u00c9RREZ, 2006, p. 39-43). A purifica\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o pol\u00edtica da f\u00e9 crist\u00e3 exige uma transforma\u00e7\u00e3o pessoal que testemunha o an\u00fancio do Reino e proclama a grandeza de Deus n\u00e3o \u00e0 margem dos pobres inocentes de Deus, mas em solidariedade radical com eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Peter Casarella.<\/em> Duke Divinity School (USA). Texto original em espanhol. Enviado: 11\/06\/2019. Aprovado: 12\/12\/2021. Publicado: 30\/12\/2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BINGEMER, M. C. <em>M\u00edstica e testemunho em koinonia<\/em>: a inspirac\u00e3o que vem do mart\u00edrio de duas comunidades do s\u00e9culo XX. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BINGEMER, M. C. <em>Thomas Merton<\/em>: a clausura no centro do mundo. Petr\u00f3polis: Vozes, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BINGEMER, M. C.; CASARELLA, P. <em>Testemunho<\/em>: Profecia, Pol\u00edtica e Sabedoria. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BINGEMER, M. C.; PINHEIRO, M. R. (Orgs.). <em>Narrativas m\u00edsticas<\/em>: antologia de textos m\u00edsticos da hist\u00f3ria do cristianismo. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASALD\u00c1LIGA, P., \u201cSan Romero de Am\u00e9rica\u201d. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.servicioskoinonia.org\/romero\/poesia.htm\">http:\/\/www.servicioskoinonia.org\/romero\/poesia.htm<\/a>&gt;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASARELLA, P. Sisters in Doing the Truth: Dorothy Day and St. Th\u00e9r\u00e8se de Lisieux. <em>Communio: International Catholic Review<\/em>, v. 24, Fall 1997, p. 468-498.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CATHERINE OF GENOA. <em>Purgation and Purgatory, The Spiritual Dialogue<\/em>. New York: Paulist Press, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CATHERINE OF SIENA. <em>The Dialogue<\/em>. New York: Paulist Press, 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COSTADOAT, J. La m\u00edstica social del Padre Hurtado. <em>Teolog\u00eda y Vida<\/em>, v. 37, q996, p. 279-292. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www7.uc.cl\/facteo\/centromanuellarrain\/htm\/costadoat_mistica.htm\">http:\/\/www7.uc.cl\/facteo\/centromanuellarrain\/htm\/costadoat_mistica.htm<\/a>&gt;. Acceso: 29\/10\/2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CUDA, E. <em>Para leer a Papa Francisco. Teolog\u00eda, \u00e9tica y pol\u00edtica<\/em>. Buenos Aires: Manantial, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUTI\u00c9RREZ, G. <em>Hablar de Deus desde la perspectiva del inocente<\/em>. Salamanca: Ediciones S\u00edgueme, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KROKUS, C. <em>The Theology of Louis Massignon: Islam, Christ, and the Church<\/em>. Washington: The Catholic University of America Press, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LECLAU, E. <em>Misticismo, ret\u00f3rica y pol\u00edtica<\/em>. M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MCGINN, B. <em>The Presence of God<\/em>: foundations of Mysticism. New York: The Crossroad Publishing Company, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROSSETTI, C. L. La mistica evangelica di papa Francesco: una chiave della Evangelii Gaudium. <em>Teresianum<\/em>, v. 65, p. 347-357, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RUFFING, J. <em>Mysticism and Social Transformation<\/em>. Syracuse: Syracuse University Press, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RUIZ BUENO, D. <em>Obra de S. Juan Cris\u00f3stomo<\/em>. Madrid: BAC, 1955.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCANNONE, J.C. <em>Religi\u00f3n y novo pensamiento<\/em>: hacia una filosof\u00eda de la religi\u00f3n para nuestro tiempo desde Am\u00e9rica Latina. Iztapalapa, M\u00e9xico: Universidad Auton\u00f3ma Metropolitana, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SEIBOLD, J. R. <em>La m\u00edstica popular<\/em>. Buenos Aires: Obra Nacional de Buena Prensa, 2006; Collegeville, Minnesota: The Liturgical Press, 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 A experi\u00eancia m\u00edstica e o ato de testemunhar 1.1 Fundamenta\u00e7\u00e3o b\u00edblica 1.2 Elabora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica 2 O testemunho no\/dos m\u00edsticos crist\u00e3os 2.1 A Patr\u00edstica e o Medievo: elogio da contempla\u00e7\u00e3o 2.2 Do s\u00e9culo XVI ao s\u00e9culo XIX: a respeito da vida ativa 2.3 S\u00e9culo XX e a \u00e9poca contempor\u00e2nea: leitura m\u00edstica dos sinais dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-2576","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade-e-formacao-de-cristaos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2576"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2576\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3025,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2576\/revisions\/3025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}