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{"id":201,"date":"2014-12-27T07:45:13","date_gmt":"2014-12-27T09:45:13","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=201"},"modified":"2016-04-10T09:29:14","modified_gmt":"2016-04-10T12:29:14","slug":"teologia-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=201","title":{"rendered":"Teologia moral"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Li\u00e7\u00f5es da Hist\u00f3ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 \u00c9tica humana ou moral religiosa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Uma dupla abordagem na moral atual<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 A urg\u00eancia de uma abordagem cient\u00edfica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 A busca pelo bem maior<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Consci\u00eancia \u00a0como tema central<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Pecado e culpa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 O pecado coletivo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Li\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que a teologia moral sofreu uma forte desvaloriza\u00e7\u00e3o em nosso mundo contempor\u00e2neo. Muitas pessoas, educadas em ambiente crist\u00e3o, deixaram de acreditar nos ensinamentos \u00e9ticos recebidos. Durante muito tempo, no entanto, tais ensinamentos \u00e9ticos tiveram forte influ\u00eancia entre os crentes e orientavam a vida concreta. O poder da Igreja para interpretar e aplicar estes ensinamentos \u00e9ticos \u00e0 diferentes situa\u00e7\u00f5es era considerado uma express\u00e3o expl\u00edcita da vontade de Deus. A promessa do Esp\u00edrito dava-lhe uma garantia firme para n\u00e3o cometer um erro em seus ensinamentos. Os fi\u00e9is n\u00e3o tiveram alternativas sen\u00e3o a obedi\u00eancia e a submiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda\u00a0 que se tenha promovido o\u00a0 estudo da teologia moral em boas universidades, sob o ensinamento de grandes te\u00f3logos, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que tal disciplina nunca perdeu, ao longo da hist\u00f3ria, seu interesse principal em ajudar os confessores para o minist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o, que era seu centro. O sacerdote expressava o perd\u00e3o e a miseric\u00f3rdia de Deus, \u00a0contudo, tamb\u00e9m como um juiz, era necess\u00e1rio que tivesse o conhecimento exato da seriedade e import\u00e2ncia do ato cometido. A maioria dos textos de moral, at\u00e9 recentemente, tinha-se tornado verdadeiro \u201cpecat\u00f4metros\u201d, medindo, com precis\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o, todas as possibilidades (casu\u00edstica).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta orienta\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria n\u00e3o impediu, no entanto, as muitas discuss\u00f5es que ocorreram ao longo da hist\u00f3ria sobre temas que se referem a certas quest\u00f5es \u00e9ticas. Basta lembrar, por exemplo, as diferentes formas de harmonizar as exig\u00eancias da lei com as decis\u00f5es de consci\u00eancia. Os chamados <em>sistemas morais<\/em> n\u00e3o se referem, como pode parecer, aos grandes fundamentos da moralidade, mas \u00e0 propor\u00e7\u00e3o diferente defendida entre a obriga\u00e7\u00e3o legal e a liberdade de cada pessoa para determinar sua escolha em diferentes circunst\u00e2ncias. Embora as alega\u00e7\u00f5es do passado pare\u00e7am superadas hoje em dia, sem d\u00favidas ainda s\u00e3o suficientemente influentes para evitar ou induzir a uma vis\u00e3o mais ou menos rigorista (rigorismo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo aconteceu com o n\u00facleo b\u00e1sico da moralidade. Ou seja, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles limites fundamentais que nunca poderiam ser ultrapassados (lei natural). Sua exist\u00eancia tem sido evocada em muitas ocasi\u00f5es para impor determinados comportamentos. Aquilo que pertence a esse \u00e2mbito possui maior consist\u00eancia, contudo, o risco da amplia\u00e7\u00e3o de suas fronteiras tem sido, n\u00e3o obstante, uma realidade hist\u00f3rica. A quest\u00e3o de saber at\u00e9 onde v\u00e3o suas exig\u00eancias permanece ainda como um ponto pouco evidente. Especialmente quando se percebe que entre os autores cl\u00e1ssicos n\u00e3o existe consenso ou hegemonia quanto \u00e0 explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para evitar um pluralismo que poderia ser perigoso para a comunidade eclesial, a Igreja encontrou em seu magist\u00e9rio um apoio muito importante. A diferen\u00e7a cl\u00e1ssica entre \u00e9tica e moral encontrou aqui seu ponto de partida. A moral tinha sua origem na palavra de Deus que a Igreja, com a ajuda especial do Esp\u00edrito, tem de interpretar e impor com sua autoridade, de acordo com as diversas situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e pessoais. Por sua vez, a \u00e9tica se baseava nas exig\u00eancias da raz\u00e3o, que n\u00e3o oferecia maior seguran\u00e7a, estando sujeita a erros humanos. Indicava-se, inclusive, que at\u00e9 mesmo suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es deveriam estar subordinadas ao conte\u00fado da moralidade. A filosofia foi relegada, por um longo tempo, a ser n\u00e3o mais do que uma simples ajuda para a f\u00e9. N\u00e3o em v\u00e3o, passou a ser considerada como\u00a0 escrava da teologia. N\u00e3o havia outra op\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fosse a obedi\u00eancia e submiss\u00e3o, pois o remorso e a amea\u00e7a de uma condena\u00e7\u00e3o constitu\u00edam uma fonte de extraordin\u00e1ria efic\u00e1cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surge, portanto, inevitavelmente, a abordagem de um novo problema. Como seres racionais, devemos agir com uma convic\u00e7\u00e3o interior que justifique o comportamento que adotamos. Um esfor\u00e7o de explica\u00e7\u00e3o racional para que nosso comportamento resultante seja sensato e compreens\u00edvel. Mas, como crentes, n\u00e3o podemos eliminar a nossa dimens\u00e3o transcendente, que nos faz encontrar em Deus a explica\u00e7\u00e3o fundamental de nossa vida. A escuta e a docilidade \u00e0 sua palavra tamb\u00e9m faz parte do nosso horizonte \u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 \u00c9tica humana ou moral religiosa? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema metodol\u00f3gico que emerge \u00e9 saber qual deve ser nosso ponto de partida. Se partimos da raz\u00e3o para construir uma \u00e9tica humana, razo\u00e1vel, v\u00e1lida e universal para todos, ou se \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o que nos deve garantir, como crentes, a firmeza e a seguran\u00e7a plena de nossa conduta. Devemos evitar as opini\u00f5es extremistas, tanto daqueles que, por um lado, negam a baliza da f\u00e9 em defesa da plena autonomia humana, quanto, por outro lado, a vis\u00e3o daqueles que desejam recorrer apenas \u00e0 palavra literal das Escrituras. A \u00e9tica secular seria um bom representante da primeira op\u00e7\u00e3o. Proclama e defende a consist\u00eancia humana das regras e obriga\u00e7\u00f5es, sem fazer uso de justificativas externas. Na divindade se encontrava a resposta \u00e0 ignor\u00e2ncia que impedia de descobrir um fundamento racional. A hip\u00f3tese de um Deus que se revela ou de uma igreja que ensina com autoridade passou para o museu da hist\u00f3ria. O progresso cient\u00edfico certificou sua morte definitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta protestante, ao contr\u00e1rio, defende um radicalismo antag\u00f4nico. Para o crist\u00e3o n\u00e3o existe outra op\u00e7\u00e3o que a de uma \u00e9tica puramente religiosa. Somente se pode agir honestamente quando se faz ouvinte da palavra e se deixa dirigir pela mensagem da revela\u00e7\u00e3o. Qualquer outra tentativa de guiar a vida atrav\u00e9s de valores humanos conduz a um completo fracasso, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 capacidade no ser humano para descobrir o bem a partir de si mesmo. Nenhum moralista pode usurpar o trono de Deus para determinar o que \u00e9 bom e o que \u00e9 inaceit\u00e1vel, como se possu\u00edsse a compet\u00eancia que s\u00f3 a Deus pertence. Surge, ent\u00e3o, uma manifesta contradi\u00e7\u00e3o entre os imperativos \u00e9ticos e as exig\u00eancias religiosas. No horizonte religioso, a \u00fanica categoria \u00e9tica existente \u00e9 a do absurdo, como a intrigante postura de Abra\u00e3o que, a fim de obedecer a Deus, se v\u00ea disposto a sacrificar seu pr\u00f3prio filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o tenho a pretens\u00e3o de explicar agora as nuances existentes em ambas posturas. Quero ressaltar somente que, dentro do catolicismo, sempre se defendeu uma posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria. As dimens\u00f5es humanas e religiosas n\u00e3o s\u00e3o duas realidades mutuamente excludentes ou contradit\u00f3rias. Entre f\u00e9 e raz\u00e3o existe uma harmonia complementar, sem que nenhuma perca seu valor e utilidade. Busca-se pensar uma \u00e9tica que seja profundamente religiosa, sobrenatural e transcendente, mas que n\u00e3o deixe de ser, ao mesmo tempo, verdadeiramente humana, racional e compreens\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Uma dupla abordagem na moral atual <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os autores cat\u00f3licos, a similitude de pensamento sobre este pressuposto b\u00e1sico alcan\u00e7a sua unanimidade. Contudo, a insist\u00eancia e a \u00eanfase colocadas sobre cada um deles levam a uma dupla abordagem que levanta pol\u00eamicas dentro da comunidade eclesial. Trata-se da inclina\u00e7\u00e3o ou para uma \u00e9tica aut\u00f4noma, na qual se enfatiza mais a racionalidade dos conte\u00fados \u00e9ticos, ou para uma moral da f\u00e9, que coloca mais acento nos dados da revela\u00e7\u00e3o. O problema n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o especulativa, mas deve nos preocupar por causa de suas implica\u00e7\u00f5es pastorais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, poder\u00edamos dizer que a \u00e9tica aut\u00f4noma possui maior confian\u00e7a na capacidade da raz\u00e3o humana, apesar de seus limites e restri\u00e7\u00f5es. Busca tornar os valores \u00e9ticos compreens\u00edveis num mundo secular e adulto, que exige explica\u00e7\u00e3o racional para a sua pr\u00f3pria convic\u00e7\u00e3o. O homem de f\u00e9 sabe que esta capacidade lhe foi dada como um dom de Deus (<em>autonomia theonomous<\/em>), contudo sem \u00a0destruir sua justifica\u00e7\u00e3o ou autonomia humana. A moral da f\u00e9 manifesta certas reservas sobre essa abordagem, acreditando que \u00e9 bastante ing\u00eanua e otimista, pois sem a ajuda da revela\u00e7\u00e3o cair\u00edamos em muitos erros. \u00c9 preciso dizer que Jo\u00e3o Paulo II foi um defensor entusiasta da primazia e da necessidade da f\u00e9 sobre qualquer tentativa de fundamenta\u00e7\u00e3o meramente racional da moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o essencial consiste em saber se \u00e9 poss\u00edvel uma moralidade sem o aux\u00edlio da f\u00e9, \u00a0se acaso esta n\u00e3o nos proporciona conte\u00fados \u00e9ticos imposs\u00edveis de serem descobertos sem a ajuda da revela\u00e7\u00e3o. Dito de outra forma, consiste em saber se os valores que nos humanizam podem ou n\u00e3o serem descobertos sem a ajuda do sobrenatural. Da decis\u00e3o tomada ante esta alternativa, pode-se prever o desabrochar de uma moral especificamente crist\u00e3, cujo conte\u00fados n\u00e3o poder\u00e3o ser conhecidos a partir de outra perspectiva. Ou, de outra forma, se reconhece que, \u00a0mesmo sem levar em conta a dimens\u00e3o sobrenatural do crente,\u00a0 podemos encontrar uma plataforma comum, patrim\u00f4nio de todos os seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diverg\u00eancias inevit\u00e1veis n\u00e3o est\u00e3o \u200b\u200bbaseadas apenas nestes diferentes pontos de vista. Todo o valor \u00e9tico \u00e9 um apelo que sentimos para nos realizarmos como pessoas. Nascemos inacabados, e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atingir esse objetivo (o da humaniza\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>) deixando-nos levar pelos impulsos prim\u00e1rios que experimentamos. O ser humano, por meio das ren\u00fancias e compensa\u00e7\u00f5es que experimenta em sua educa\u00e7\u00e3o, tem a tarefa de descobrir qual a configura\u00e7\u00e3o que deseja dar a todos os elementos encontrados em sua natureza. \u00c9tica nada mais \u00e9 que o estilo de vida que cada pessoa decide dar \u00e0 sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 interessante notar que Santo Tom\u00e1s, quando \u00a0explica em que consiste a ofensa a Deus, o faz a partir de uma perspectiva profundamente humanista: &#8220;Deus n\u00e3o \u00e9 ofendido por n\u00f3s, a n\u00e3o ser na medida em que agimos contra \u00a0nosso pr\u00f3prio bem&#8221; (Summa Contra Gentios, III, 122).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 A urg\u00eancia de uma abordagem cient\u00edfica <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quero dizer que tudo que \u00e9 moralmente considerado inaceit\u00e1vel ou, do ponto de vista religioso, \u00e9 classificado como um pecado, tampouco \u00e9, do ponto de vista humano, a melhor maneira de se realizar como pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso significa que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel uma moral aut\u00eantica sem que se apoie em bases cient\u00edficas, pois, de outro modo, supor\u00edamos a defesa de uma \u00a0moral sem fundamenta\u00e7\u00e3o. A dificuldade est\u00e1 no fato de que a ci\u00eancia nem sempre possui conclus\u00f5es un\u00e2nimes que permitem a avalia\u00e7\u00e3o do comportamento. O campo da bio\u00e9tica \u00e9 um exemplo claro dessa dificuldade. Tamb\u00e9m \u00e9 digno de nota que, com o progresso e as novas descobertas da ci\u00eancia, as solu\u00e7\u00f5es que t\u00eam sido tomadas antecipadamente devem ser repensadas ou reinterpretadas de forma diferente para que possam integrar as novas possibilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, existe o perigo de que a moral se torne um obst\u00e1culo ao progresso, ao condenar imediatamente qualquer nova possibilidade que n\u00e3o se ajuste completamente \u00e0s normas e ensino anterior. O conflito surge, ent\u00e3o, entre a fidelidade a um valor, tal como apresentado na tradi\u00e7\u00e3o, e a fidelidade a uma nova verdade que pode enriquecer a perspectiva precedente. A pr\u00f3pria cultura, que se desenvolve ao longo do tempo, oferece perspectivas diferentes que permitem valorizar qualquer realidade. Inclusive dentro do mesmo \u00e2mbito cultural, como \u00e9 o caso da Igreja, tem ocorrido mudan\u00e7as significativas que afetam a formula\u00e7\u00e3o da \u00e9tica concreta. Durante s\u00e9culos, aceitou-se com naturalidade o fen\u00f4meno da escravid\u00e3o; e quase ningu\u00e9m ficou escandalizado com o fato de que os hereges fossem queimados na fogueira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, existe hoje uma dupla forma de aplicar \u00e0 realidade alguns valores \u00e9ticos. \u00a0Nem tudo que na teoria \u00e9 apresentado como princ\u00edpio v\u00e1lido e aceit\u00e1vel pode ser aplicado em situa\u00e7\u00f5es concretas. Valores evidentes e aceit\u00e1veis como n\u00e3o mentir, respeitar a vida, pagar a cada um conforme seu merecimento etc., devem ser analisados verificando se vale a pena cumpri-los na eventual possibilidade de que sua execu\u00e7\u00e3o provoque uma mal maior. A mesma moral tradicional afirma que quando uma a\u00e7\u00e3o implica consequ\u00eancias boas e negativas, no caso de perplexidade, todos devem escolher o mal que parece menor. O chamado princ\u00edpio do duplo efeito, a lei da gradualidade, a distin\u00e7\u00e3o entre a coopera\u00e7\u00e3o formal e material e a virtude da epiqueia indicam que n\u00e3o se pode julgar uma a\u00e7\u00e3o enquanto n\u00e3o se considere especificamente como ela se realiza concretamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 A busca por um bem maior <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos descobrir, portanto, qual \u00e9 o valor mais elevado que precisamos buscar e situar acima de tudo. Ou se, a fim de evitar consequ\u00eancias negativas piores, devemos optar pela elimina\u00e7\u00e3o de algum bem. Essa moralidade concreta busca-se hoje a partir de um duplo caminho, atrav\u00e9s de uma argumenta\u00e7\u00e3o deontol\u00f3gica, ou atrav\u00e9s de um racioc\u00ednio teleol\u00f3gico. A diferen\u00e7a entre as duas posi\u00e7\u00f5es pode ser sintetizada como se segue. Uma teoria normativa ser\u00e1 deontol\u00f3gica quando a moralidade de um determinado comportamento for deduzida atrav\u00e9s da an\u00e1lise de sua natureza, sem dar qualquer import\u00e2ncia \u00e0s consequ\u00eancias ou efeitos negativos que podem resultar de tal comportamento (deontologia). J\u00e1 uma teoria normativa na dimens\u00e3o teleol\u00f3gica, pelo contr\u00e1rio, mesmo que\u00a0 tamb\u00e9m considere a natureza da a\u00e7\u00e3o, \u00a0n\u00e3o se atreve a valoriz\u00e1-la sem antes considerar as consequ\u00eancias que possa produzir (teleologia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o me parece que esta \u00faltima perspectiva, \u00e0 qual a maioria dos atuais moralistas se inclina, seja contra os ensinamentos fundamentais da Igreja, embora a doutrina oficial fa\u00e7a cr\u00edticas a muitas de suas formula\u00e7\u00f5es. Tampouco penso que com essa abordagem estejamos entrando em uma moral de pura efic\u00e1cia ou de benef\u00edcios imediatos. Tamb\u00e9m n\u00e3o se nega a exist\u00eancia das chamadas a\u00e7\u00f5es intrinsecamente pecaminosas, quando n\u00e3o existe nenhuma raz\u00e3o ou motivo que pudesse justificar a sua n\u00e3o observ\u00e2ncia. Contudo, \u00e9 verdade que nem sempre coincidem na mesma valora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 Consci\u00eancia como tema central <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da sua compreens\u00e3o como o <em>nucleus secretissimus atque sacrarium hominis, in quo solus est cum Deo<\/em> (Santo Agostinho), o Conc\u00edlio Vaticano II define a doutrina da consci\u00eancia: \u201cNo fundo da pr\u00f3pria consci\u00eancia, o homem descobre uma lei que n\u00e3o se imp\u00f4s a si mesmo, mas \u00e0 qual deve obedecer; essa voz, que sempre o est\u00e1 a chamar ao amor do bem e fuga do mal, soa no momento oportuno, na intimidade do seu cora\u00e7\u00e3o: faze isto, evita aquilo. O homem tem no cora\u00e7\u00e3o uma lei escrita pelo pr\u00f3prio Deus; a sua dignidade est\u00e1 em obedecer-lhe, e por ela \u00e9 que ser\u00e1 julgado. A consci\u00eancia \u00e9 o centro mais secreto e o santu\u00e1rio do homem, no qual se encontra a s\u00f3s com Deus, cuja voz se faz ouvir na intimidade do seu ser. Gra\u00e7as \u00e0 consci\u00eancia, revela-se de modo admir\u00e1vel aquela lei que se realiza no amor de Deus e do pr\u00f3ximo\u201d (<em>Gaudium et spes<\/em> n.16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamado \u00e0 comunh\u00e3o com Deus, o ser humano est\u00e1 em escuta cont\u00ednua de sua Palavra e a conserva no cora\u00e7\u00e3o (Jr 17,1; 31,31-34; Ez 14,1-5; 36,26), cujo \u00fanico habitante \u00e9 Deus (Jr 11,20). O Evangelho de Jesus, manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o (Mt 11,28-30), germina no mais \u00edntimo da pessoa (Mt 13,19). Deste n\u00facleo brotam as palavras, atitudes e comportamentos humanos (Mc 7,18-23). O ap\u00f3stolo Paulo interpreta a tradi\u00e7\u00e3o sem\u00edtica do cora\u00e7\u00e3o e a traduz na no\u00e7\u00e3o grega de consci\u00eancia (<em>syneidesis<\/em>) como express\u00e3o \u00edntima da nova criatura e de seu existir em Cristo (Hb 9,12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chave de compreens\u00e3o da moral crist\u00e3 \u00e9 o discernimento (<em>dokim\u00e1zein<\/em>): capacidade de tomar, em determinada situa\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o moral conforme o Evangelho e com conhecimento das implica\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. O discernimento aponta para o car\u00e1ter pneumatol\u00f3gico da consci\u00eancia. O conte\u00fado prim\u00e1rio do discernimento crist\u00e3o \u00e9 a vontade de Deus em Jesus Cristo (Rm 12,2; Ef 5,17). O discernimento \u00e9 o pr\u00f3prio exerc\u00edcio da consci\u00eancia, \u00e9 a consci\u00eancia moral adulta em a\u00e7\u00e3o (Hb 5,14). A Igreja se apresenta como uma comunidade de <em>discernimento<\/em>: \u201cque possais discernir o que \u00e9 melhor ou o que \u00e9 bom, o que \u00e9 mais importante ou o que mais conv\u00e9m e agrada a Deus\u201d ( Rm 2,18; 12,2; Fl 1,10; Ef 5,10). Essa perspectiva \u00e9 o fundamento do <em>sensus fidelium<\/em>. \u201cOs fi\u00e9is leigos devem ter consci\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 de pertencer \u00e0 Igreja, mas de ser Igreja&#8221; (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica n.899). Todo batizado tem o direito, em raz\u00e3o de seu pr\u00f3prio conhecimento, compet\u00eancia e reconhecimento, de manifestar \u00e0 comunidade eclesial sua opini\u00e3o sobre aquilo que pertence ao bem da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liberdade de consci\u00eancia tem a \u00faltima palavra a respeito das prescri\u00e7\u00f5es morais concretas da Igreja. Cada fiel, deixando interpelar-se pela sua consci\u00eancia, pela Palavra de Deus e pela Tradi\u00e7\u00e3o est\u00e1 chamado a assumir-se fazendo a escolha \u00e9tica de forma respons\u00e1vel. Ningu\u00e9m pode ser for\u00e7ado a agir contra a pr\u00f3pria consci\u00eancia nem sequer em assuntos de religi\u00e3o (C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico, 748, 2): \u201cA consci\u00eancia \u00e9 o primeiro de todos os vig\u00e1rios de Cristo\u201d (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 1778 &#8211; cita\u00e7\u00e3o do Cardeal Neumann). A decis\u00e3o pessoal adquire, portanto, um relevo extraordin\u00e1rio (decis\u00e3o moral). Somente a pr\u00f3pria (consci\u00eancia) possui a \u00faltima e definitiva palavra para a moralidade de nossas a\u00e7\u00f5es, mas sem esquecer a validade e obrigatoriedade das normas \u00e9ticas(norma moral).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se dizer que, para o legalista, a regra conserva sempre sua validez, como o caminho mais seguro para evitar erros. O antinomista, pelo contr\u00e1rio, anula sua validez a fim de seguir os ditames de sua decis\u00e3o pessoal (\u00e9tica situacional). J\u00e1 a pessoa madura aceita, por um lado, a obrigatoriedade das exig\u00eancias \u00e9ticas, mas sabe tamb\u00e9m relativiz\u00e1-las quando se encontra diante de outros valores importantes, desde que tais a\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam consideradas intrinsecamente pecaminosa, como j\u00e1 dissemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta vis\u00e3o personalista da consci\u00eancia integra harmoniosamente a dial\u00e9tica entre a dupla dimens\u00e3o objetiva e subjetiva da moral, sem cair nos extremos de uma moral legalista ou \u00a0de uma \u00e9tica subjetivista. Uma pedagogia da moral deveria consistir em despertar consci\u00eancias livres e respons\u00e1veis\u200b\u200b, \u00a0que se deixem conduzir sempre pelo\u00a0 chamado ou apelo a um bem maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 Pecado e culpa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como tamb\u00e9m aconteceu com outras quest\u00f5es, a imagem do pecado sofreu uma profunda mudan\u00e7a em nossa sociedade. A pr\u00f3pria Igreja, em alguns de seus documentos, expressou sua preocupa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m aqui s\u00e3o muitos os fatores que causaram esta situa\u00e7\u00e3o, como nos aponta, na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica sobre a Reconcilia\u00e7\u00e3o e Penit\u00eancia, o Papa Jo\u00e3o Paulo II. Cito, brevemente, tr\u00eas aspectos que considero importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro, sem d\u00favidas, \u00e9 a perda da vis\u00e3o sobrenatural. O terr\u00edvel de um acidente n\u00e3o reside no fato de que o carro tenha ficado destru\u00eddo, mas a vida que se perdeu entre seus destro\u00e7os. Pecar n\u00e3o \u00e9 simplesmente quebrar uma lei ou n\u00e3o cumprir uma obriga\u00e7\u00e3o, mas implica a ruptura de uma amizade com o Deus que nos salva. Quando esta dimens\u00e3o transcendente se esvai, como acontece em nossas sociedades secularizadas, a imagem \u00a0do pecado tamb\u00e9m desaparece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitos os que n\u00e3o querem reconhecer a sua pr\u00f3pria sua culpa, como se fosse uma decis\u00e3o que brota dela pr\u00f3pria. O erro e o equ\u00edvoco fazem parte do nosso patrim\u00f4nio, como uma consequ\u00eancia inevit\u00e1vel de nossa finitude. A falta, no entanto, n\u00e3o se deve \u00e0 liberdade de quem assim atua, mas constitui um fracasso pelo qual ningu\u00e9m pode sentir-se respons\u00e1vel. \u00c9 um evento que nos deixa chateado e magoado, que nos comove, pois afeta as fibras mais \u00edntimas da personalidade, mas sobre o ser humano, mesmo que ele cometa o mal, n\u00e3o se pode lan\u00e7ar qualquer condena\u00e7\u00e3o acusat\u00f3ria. Ningu\u00e9m escolhe algo contra si e, por isso, quando rejeita Deus ou recusa um valor \u00e9tico, \u00e9 porque encontrou outra atra\u00e7\u00e3o pela qual se sente inevitavelmente seduzido sem outra possibilidade de elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que pare\u00e7a estranho, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil uma prova evidente de nossa liberdade. Aquele que insiste em neg\u00e1-la ver\u00e1, por detr\u00e1s de cada escolha, um mundo de certas experi\u00eancias, press\u00f5es, lembran\u00e7as, interesses, expectativas etc., que inclinam a balan\u00e7a para um lado de uma forma inevit\u00e1vel. A hip\u00f3tese de sua exist\u00eancia, no entanto, n\u00e3o \u00e9 um dado anticient\u00edfico. Os m\u00faltiplos mecanismos que a amea\u00e7am n\u00e3o tem porque destruir a capacidade b\u00e1sica da\u00a0 autodetermina\u00e7\u00e3o. Contudo, n\u00e3o devemos defend\u00ea-la com uma ingenuidade excessiva. S\u00e3o muitos fatores que a condicionem, embora n\u00e3o a eliminem. \u00c9 poss\u00edvel que, \u00e0s vezes, queiramos e n\u00e3o possamos, contudo, mais frequente \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o na qual podemos e n\u00e3o queremos. A liberdade \u00e9 tamb\u00e9m uma conquista que cada pessoa deve realizar com o seu esfor\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 l\u00f3gico que a pessoa que n\u00e3o quis responder ao chamado de um valor que o desumaniza, ou como crente encontra-se fechado para a amizade com Deus, experimente internamente algum desconforto. O fracasso de um projeto humano ou religioso, embora n\u00e3o absoluto e definitivo, deve produzir determinadas rea\u00e7\u00f5es internas que n\u00e3o nos deixem tranquilos e imut\u00e1veis, como se nada tivesse acontecido. A culpa, como a dor ou \u00a0a febre nos mecanismos biol\u00f3gicos, \u00a0faz sentir o mau funcionamento da pessoa e o desejo de uma cura eficaz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este sentimento de culpa poderia ser causado por diferentes fatores. Uma sensa\u00e7\u00e3o de ang\u00fastia por medo de uma perda, ou por medo de uma puni\u00e7\u00e3o. O que d\u00f3i n\u00e3o \u00e9 o mal praticado, mas as m\u00e1s consequ\u00eancias dele decorrentes. Em outras ocasi\u00f5es, \u00e9 a ferida que causa o pr\u00f3prio narcisismo. \u00c9 um fato que destr\u00f3i o Eu ideal, que humilha e corr\u00f3i, com um remorso que se faz companheiro constante de caminhada. Quando, em sua natureza mais profunda, radica na vergonha de haver atentado contra o meu pr\u00f3prio bem, causado danos aos outros e, sobretudo, ter quebrado a minha amizade com Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>8 O pecado coletivo <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre se analisou o conceito de pecado a partir de uma vis\u00e3o demasiado individualista. O importante era n\u00e3o sentir-se culpado com o desempenho individual. Se \u00a0apesar da pr\u00f3pria honestidade ainda continua existindo o pecado, semelhante situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1, ent\u00e3o, produto de outras pessoas que colaboram com o mal existente. Uma abordagem como essa se faz completamente incompreens\u00edvel em nossa cultura atual, na qual a dimens\u00e3o pol\u00edtica possui\u00a0 uma extraordin\u00e1ria relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o Conc\u00edlio Vaticano II, \u00a0na Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Igreja no mundo moderno, havia desmascarado claramente essa abordagem: &#8220;A profunda e r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o da vida exige com suma urg\u00eancia que n\u00e3o haja ningu\u00e9m que, por despreocupa\u00e7\u00e3o frente \u00e0 realidade ou por pura in\u00e9rcia, conforme-se com uma \u00e9tica meramente individualista&#8221; (n1 30). O pecado coletivo \u00e9 uma realidade evidente, como apontaram os \u00a0bispos latino-americanos, nas assembleias de Medell\u00edn e Puebla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reflex\u00e3o fundamental poder-se-ia concentrar em torno dessa quest\u00e3o b\u00e1sica: qual deve ser a atitude \u00e9tica e crist\u00e3 da pessoa consciente de seu compromisso, frente \u00e0s injusti\u00e7as e pecados sociais que n\u00e3o dependem dela nem que ela poder\u00e1 eliminar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em style=\"text-align: justify;\">Eduardo Lopez Azpitarte, SJ<\/em> &#8211; Facultad Teologica de Granada, Espa\u00f1a. Texto original en espanhol. Tradu\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Sebasti\u00e3o Gon\u00e7alves<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>9 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aa.Vv. Que todo sea para edificaci\u00f3n (1 Cor, 14,25. Leer el magisterio y la tradici\u00f3n. <em>Sal Terrae,<\/em> v.97, p.781-879. 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRACKLEY, D.\u00a0 Tendencias actuales de la Teolog\u00eda moral en Am\u00e9rica Latina. <em>Revista Latinoamericana de Teolog\u00eda<\/em>, v.19, p.95-120. 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BARCEL\u00d3, Eduardo Bonn\u00edn. Pecado social y estructuras de pecado en la Teolog\u00eda latinoamericana. <em>Efem\u00e9rides Mexicana<\/em>, v.23, \u00a0p.41-9. 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DEMMER, Klaus.<em> Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia moral. <\/em>2.ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUARDINI, Romano<a href=\"http:\/\/faje:81\/cgi-bin\/infoisisnet.exe\/pesq?AUTOR=Guardini,%20Romano&amp;BASEISIS=1&amp;FROM=1&amp;COUNT=50&amp;FORMAT=referencia&amp;PAGINAORIGEM=&amp;SITE=\">.<\/a> <em>La coscienza<\/em>. 4.ed. Brescia: Morcelliana, 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JOSAPHAT, C. Todos ser\u00e3o teodidatas (Jo 6,45): docilidade ao esp\u00edrito, autenticidade da consci\u00eancia. <em>Perspectiva. Teol\u00f3gica<\/em>, v.44, p.373-98. 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JUNGES, Jos\u00e9 Roque. <em>Evento Cristo e a\u00e7\u00e3o humana<\/em>: temas fundamentais de \u00e9tica teol\u00f3gica. S\u00e3o Leopoldo: UNISINOS, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00d3PEZ AZPITARTE, E. <em>Hacia una nuevavisi\u00f3n de la \u00e9tica cristiana. <\/em>Santander: Sal Terrae<em>, <\/em>2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______.\u00a0 Retos para larenovaci\u00f3n de la moral cat\u00f3lica. <em>Revista Iberoamericana de Teolog\u00eda<\/em>, v.4,\u00a0 p.65-93. 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______<em>. <\/em>Conflictos \u00e9ticos e magist\u00e9rio da Igreja<em>. Perspectiva. Teol\u00f3gica<\/em>, v.44, p.353-72. 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Fundamenta\u00e7\u00e3o da \u00e9tica crist\u00e3<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LONERGAN, Bernard J. F.\u00a0<em>La formazione della coscienza<\/em>. Brescia: La Scuola, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MART\u00cdNEZ, J. L.; CAMA\u00d1O, J. M. <em>Moral Fundamental. <\/em>Bases teol\u00f3gicas para el discernimiento \u00e9tico. Santander: Sal Terrae, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MIER, S. Desaf\u00edos y esperanzas para una teolog\u00eda moral desde Am\u00e9rica Latina. <em>Revista Iberoamericana de Teolog\u00eda<\/em>, n.4, p.85-98. 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MU\u00d1OZ, J.\u00a0\u00a0 Aportes de la la teolog\u00eda de la liberaci\u00f3n a la reflexi\u00f3n sobre la experiencia del pecado. <em>Theologica Xaveriana,<\/em> n.52 p.277-90. 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SESBO\u00dcE, B.\u00a0 <em>El magisterio a examen<\/em>. Autoridad, verdad y magisterio en la Iglesia. Bilbao: Mensajero, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. \u00a0Magist\u00e9rio e consciencia. <em>Perspectiva. Teol\u00f3gica<\/em>, n.44, p.399-413. 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THEVENOT, Xavier. <em>Contar com Deus<\/em>: estudos de teologia moral. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TRIGO, T. <em>El debate sobre la especificidad de la moral cristiana<\/em>. Pamplona: Eunsa, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VALADIER, Paul.\u00a0<em>Elogio da consci\u00eancia<\/em>. S\u00e3o Leopoldo: Unisinos, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. La condici\u00f3n cristiana:\u00a0<em>en el mundo sin ser del mundo<\/em>. Santander: Sal Terrae, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIDAL, M.\u00a0 <em>Orientaciones \u00e9ticas para tiempos inciertos<\/em>. Bilbao: Descl\u00e9e De Brouwer, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______.\u00a0 <em>Nueva Nueva Moral Fundamental. <\/em>El hogar teol\u00f3gico de la \u00e9tica<em>.<\/em> Madrid: Perpetuo Socorro, 2014. (Trad. port: <em>Nova moral fundamental: <\/em>o lar teol\u00f3gico da \u00e9tica<em>.<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulinas\/Santu\u00e1rio, 2003.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VITALI, D. Universitas fidelium in credendo falli nequit (LG 12). Il \u2018sensusfidelium\u2019 al Concilio Vaticano II. <em>Gregorianum<\/em>, v.86, p.607-28. 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZUCCARO, Cataldo. <em>Cristologia e moral<\/em>: hist\u00f3ria, intepreta\u00e7\u00e3o, perspectivas. S\u00e3o Paulo: Ave Maria, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Elucida\u00e7\u00e3o do tradutor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Li\u00e7\u00f5es da Hist\u00f3ria 2 \u00c9tica humana ou moral religiosa? 3 Uma dupla abordagem na moral atual 4 A urg\u00eancia de uma abordagem cient\u00edfica 5 A busca pelo bem maior 6 Consci\u00eancia \u00a0como tema central 7 Pecado e culpa 8 O pecado coletivo 9 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 Li\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-201","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-moraletica-teologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=201"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1193,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/201\/revisions\/1193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}