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{"id":187,"date":"2014-12-19T07:49:28","date_gmt":"2014-12-19T09:49:28","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=187"},"modified":"2016-04-10T09:39:04","modified_gmt":"2016-04-10T12:39:04","slug":"pastoralpastoreio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=187","title":{"rendered":"Pastoral\/Pastoreio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Perspectiva b\u00edblica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.1 Antigo Testamento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2 Novo Testamento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Perspectiva patr\u00edstica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Da cura de almas ao cuidado pastoral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Perspectiva teol\u00f3gica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Pastoral no Conc\u00edlio Vaticano II<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 A convers\u00e3o pastoral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por a\u00e7\u00e3o pastoral entende-se a totalidade da a\u00e7\u00e3o da Igreja e dos crist\u00e3os, a partir da pr\u00e1tica de Jesus, para instaurar o Reino de Deus. A pastoral, portanto, \u00e9 o servi\u00e7o salv\u00edfico da Igreja, cujo fundamento encontra-se no des\u00edgnio universal de salva\u00e7\u00e3o de Deus. Em Jesus Cristo, Deus confiou \u00e0 Igreja a realiza\u00e7\u00e3o desse servi\u00e7o como continuidade da obra pascal e escatol\u00f3gica de Cristo, por meio do Esp\u00edrito em Pentecostes, na esperan\u00e7a da realiza\u00e7\u00e3o plena do Reino de Deus na parusia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa atua\u00e7\u00e3o implica uma interpreta\u00e7\u00e3o do mundo e da hist\u00f3ria e, igualmente, uma concep\u00e7\u00e3o sobre a adequada a\u00e7\u00e3o pastoral diante da realidade. Duas hermen\u00eauticas, portanto, se entrecruzam na pastoral: a eclesial e a social.\u00a0 O pastoreio, desse modo, relaciona-se sempre com as duas partes envolvidas na hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o: Deus e o ser humano. Por ser respons\u00e1vel diante de Deus e da sua revela\u00e7\u00e3o, a pastoral deve ser tamb\u00e9m um servi\u00e7o ao ser humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Perspectiva b\u00edblica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra <em>pastoral <\/em>ou<em> pastoreio<\/em>, originalmente, conota a tarefa do pastor na cultura de Israel. A B\u00edblia \u00e9 marcada pela imagem da caminhada do Povo de Deus sob a guia do Pastor divino. Ele conduz e reconduz Israel nas vicissitudes de sua hist\u00f3ria (cf. VON RAD, 1973).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>1.1 Antigo Testamento<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Antigo Testamento, aparecem tr\u00eas caracter\u00edsticas fundamentais relacionadas ao termo <em>pastor<\/em>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) expressa o amor de Deus revelado na hist\u00f3ria de Israel. Os cuidados divinos traduzem-se na retirada do povo da escravid\u00e3o, para conduzi-lo pelo deserto. Essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 comparada \u00e0 imagem do pastor que conduz o rebanho e suas ovelhas (cf. Sl 78,52);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) designa os servidores de Deus que dirigem o povo. Deus mesmo pastoreia o rebanho por meio de pastores que elege. Os servidores tinham Mois\u00e9s como prot\u00f3tipo (cf. Sl 77,21). Josu\u00e9 sucede a Mois\u00e9s para garantir que a comunidade n\u00e3o seja como um rebanho sem pastor (cf. Nm 27,17). Davi \u00e9 eleito para apascentar o povo de Deus (cf. <em>2 <\/em>Sm 5,2) e torna-se um pastor poeta e forte. A pastoral desses homens \u00e9 avaliada de acordo com o cuidado pastoral de Deus. H\u00e1 bons e maus pastores de acordo com a fidelidade ou infidelidade \u00e0 Alian\u00e7a estabelecida com o Senhor; e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) indica os tempos messi\u00e2nicos anunciados pelos profetas como a salva\u00e7\u00e3o futura. Eles convidam o povo para ser fiel \u00e0 Alian\u00e7a e denunciam os maus pastores de Israel que conduzem o rebanho \u00e0 ru\u00edna. Isa\u00edas descreve o Senhor como o pastor que cuida do rebanho (cf. Is 31,4). Jeremias alerta que Deus mesmo providenciar\u00e1 pastores segundo o seu cora\u00e7\u00e3o (cf. Jr 3,15). Ezequiel afirma que o rebanho conhecer\u00e1 o \u00fanico e verdadeiro pastor (cf. Ez 37,24).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A figura do pastor, portanto, passa a descrever o comportamento de Deus relativo aos cuidados que Ele dispensa aos seres humanos. Deus ama seu povo, por isso conduz, alimenta, defende e acompanha no caminho (BOSETTI, 1992, p.9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>1.2 Novo Testamento<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus de Nazar\u00e9 \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o do amor pastoral de Deus que confirma o seu povo como a comunidade da Nova Alian\u00e7a, da qual participar\u00e3o os exclu\u00eddos e os perdidos.\u00a0 A miss\u00e3o de Jesus revela-se como o pastor anunciado e esperado no Antigo Testamento. Sua fidelidade ao Pai se expressa na media\u00e7\u00e3o que realiza entre Deus e a humanidade. \u00a0No Novo Testamento, encontram-se tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es fundamentais para a utiliza\u00e7\u00e3o do voc\u00e1bulo <em>pastor<\/em>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) o povo vive numa situa\u00e7\u00e3o comparada a de um rebanho sem pastor (cf. Mt 9,36; Mc 6,34): o que provoca a compaix\u00e3o de Jesus que age para tirar o povo do abandono;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) Jesus mesmo se apresenta como o <em>Bom Pastor<\/em> anunciado nos tempos messi\u00e2nicos. No Evangelho de Jo\u00e3o, encontram-se diversas imagens que expressam esse pastoreio: a porta do redil; aquele que caminha \u00e0 frente do rebanho; aquele que d\u00e1 a vida pelo rebanho (cf. Jo 10,1-18);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) a elei\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos pode ser entendida como o chamado de pastores para cuidar do novo Povo de Deus. A terminologia pastoral n\u00e3o \u00e9 abundante ao caracterizar a a\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos, mas sua escolha e seu envio remetem \u00e0 continuidade da miss\u00e3o de Cristo. Justifica-se essa rela\u00e7\u00e3o no di\u00e1logo do Ressuscitado com Pedro e na recomenda\u00e7\u00e3o para que o ap\u00f3stolo apascente os cordeiros de Cristo (cf. Jo 21,15-17). O pastoreio de Jesus continua na pastoral daqueles que ele envia e, por isso, eles o denominar\u00e3o <em>Pr\u00edncipe dos Pastores<\/em> que entregar\u00e1 a coroa aos pastores fi\u00e9is (cf. 1Pd 5,4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ap\u00f3stolos proclamam o Evangelho como cuidadores do rebanho de Cristo. Eles devem seguir o exemplo do Bom Pastor e considerarem-se servidores das ovelhas (FLORIST\u00c1N, 1968, p.22).\u00a0 Na comunidade primitiva, com os ap\u00f3stolos e profetas, est\u00e3o tamb\u00e9m os pastores com uma fun\u00e7\u00e3o carism\u00e1tica. A eles s\u00e3o dadas recomenda\u00e7\u00f5es precisas: \u201cApascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, n\u00e3o com for\u00e7a, mas com mansid\u00e3o segundo Deus; n\u00e3o por lucro, mas com prontid\u00e3o de \u00e2nimo; n\u00e3o como dominadores sobre a heran\u00e7a, mas servindo de exemplo para o rebanho\u201d (cf. 1Pd 5,2-3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, a a\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo pode ser chamada de a\u00e7\u00e3o pastoral entendida como o cuidado que Ele dispensa ao rebanho. Igualmente a a\u00e7\u00e3o da Igreja recebe a mesma denomina\u00e7\u00e3o para identificar a continuidade da miss\u00e3o que ela realiza em nome de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Perspectiva patr\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Patr\u00edstica, especialmente nos s\u00e9culos IV e V, desenvolveu-se um perfil pastoral vigoroso nas comunidades crist\u00e3s. Apesar das crises e dos debates sobre as grandes quest\u00f5es dogm\u00e1ticas e eclesiol\u00f3gicas, estabeleceu-se uma rela\u00e7\u00e3o estreita entre o bispo e sua comunidade. A pastoral cuidava da unidade eclesial, que se manifestava pelos v\u00ednculos de comunh\u00e3o entre as Igrejas. As comunidades dedicavam-se \u00e0 solidariedade, na m\u00fatua ajuda e no apoio aos mais pobres. \u00c9 conhecido o exemplo de S\u00e3o Louren\u00e7o e seu servi\u00e7o diaconal em favor dos pobres de Roma. A vida lit\u00fargica era igualmente importante, pois, pela dimens\u00e3o cultual, a comunidade identificava-se a si mesma como <em>societas sancta<\/em> (BOURGEOIS, 2000, p.81).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja autocompreende-se como cuidadora da f\u00e9 revelada em Jesus Cristo e como pastora pela a\u00e7\u00e3o sacramental e pelo servi\u00e7o \u00e0 vida dos fi\u00e9is. Os Santos Padres s\u00e3o, ao mesmo tempo, pastores de comunidades e comentadores da Sagrada Escritura. Nesse per\u00edodo, a Igreja mant\u00e9m um admir\u00e1vel equil\u00edbrio entre a Teologia e a Pastoral. Busca harmonizar as responsabilidades do minist\u00e9rio hier\u00e1rquico e a miss\u00e3o dos fi\u00e9is batizados, entre a catolicidade universal e a assembleia local, entre o valor do sacramento e a import\u00e2ncia da f\u00e9 e da convers\u00e3o de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitos os escritos dos Santos Padres que expressam a preocupa\u00e7\u00e3o em integrar catequese, liturgia e vida crist\u00e3. In\u00e1cio de Antioquia descreve uma espiritualidade que abra\u00e7a tanto a dimens\u00e3o individual da f\u00e9 crist\u00e3 quanto as dimens\u00f5es comunit\u00e1ria e eclesial. Para ele, o bispo \u00e9, antes de tudo, um homem da Igreja. Esse \u00e9 o lugar privilegiado da ora\u00e7\u00e3o e do encontro com Cristo e os irm\u00e3os. Irineu de Lion insiste na afirma\u00e7\u00e3o da dignidade da vida humana que consiste na vis\u00e3o de Deus; alinhando a f\u00e9 ao cuidado integral das pessoas. Agostinho de Hipona afirma que a caridade \u00e9 a alma, o centro e a medida da perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Para ele, existe uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre a contempla\u00e7\u00e3o e a vida pastoral, pois os pastores dever\u00e3o prestar contas a Deus do exerc\u00edcio do seu minist\u00e9rio, afinal, eles t\u00eam responsabilidade sobre o rebanho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um importante escrito \u00e9 a <em>Regra pastoral<\/em>, de Greg\u00f3rio Magno, papa de 590 a 604. Trata-se da <em>carta magna<\/em> para forma\u00e7\u00e3o dos pastores. Na segunda parte da <em>Regra pastoral<\/em>, onde se ressaltam as virtudes do pastor, S\u00e3o Greg\u00f3rio refor\u00e7a:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pastor tem uma aten\u00e7\u00e3o plena de compaix\u00e3o para cada pessoa, uma contempla\u00e7\u00e3o que o desapegue da terra mais que todos os outros: pelas entranhas de sua bondade paternal, ele carregar\u00e1 sobre si as enfermidades dos outros, pela sua altura de sua contempla\u00e7\u00e3o ele se elevar\u00e1 acima de si mesmo aspirando aos bens invis\u00edveis\u201d (GREG\u00d3RIO MAGNO, 2010, p.71).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ensina tamb\u00e9m: \u201cque os pastores se apresentem diante dos fi\u00e9is de tal forma que estes n\u00e3o se envergonhem de confiar os pr\u00f3prios segredos. Assim, quando s\u00e3o atacados pelas ondas da tenta\u00e7\u00e3o, como crian\u00e7as poder\u00e3o se refugiar no cora\u00e7\u00e3o do seu pastor como no colo de uma m\u00e3e\u201d (GREG\u00d3RIO MAGNO, 2010, p.74).\u00a0 Enfim, sugere que o pastor n\u00e3o deixe, pelas ocupa\u00e7\u00f5es exteriores, enfraquecer seu cuidado com a vida interior. Dessa forma, ele critica aqueles que se dedicam demais aos afazeres do mundo com interesses que podem prejudicar o zelo pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Da cura de almas ao cuidado pastoral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferentemente do tempo da Patr\u00edstica, o per\u00edodo medieval se revela limitado na estrutura\u00e7\u00e3o de uma pastoral org\u00e2nica e unit\u00e1ria. A evangeliza\u00e7\u00e3o expandiu-se para as popula\u00e7\u00f5es rurais, e ocorreu a fragmenta\u00e7\u00e3o da realidade social da Igreja. Reestruturou-se a rela\u00e7\u00e3o entre o bispo e seu presbit\u00e9rio. Emergiu uma problem\u00e1tica pastoral porque se considerou a Igreja uma <em>societas perfecta<\/em>. Implantou-se o Direito Eclesi\u00e1stico, que se converteu num meio de resolver os problemas pastorais. Insistiu-se em garantir a autonomia da Igreja diante do poder secular. A pastoral sacramental adquiriu uma import\u00e2ncia crescente. O problema da Idade M\u00e9dia foi a determina\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3 pelo acento na dimens\u00e3o jur\u00eddica e disciplinar da f\u00e9 (BOURGEOIS, 2000, p.90).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o impacto da Reforma Protestante, o Conc\u00edlio de Trento representou uma recupera\u00e7\u00e3o tanto dogm\u00e1tica quanto pastoral da Igreja. A vertente pastoral de Trento procurou definir o lugar e o significado da Igreja como dispensadora do dom da salva\u00e7\u00e3o para a humanidade. O Conc\u00edlio decretou ser errado acreditar que a economia da gra\u00e7a teria como base a destrui\u00e7\u00e3o da natureza como resultado do pecado original. De maneira diferente dos reformadores, o Conc\u00edlio afirmou o poder da gra\u00e7a que salva a natureza ferida pelo pecado, mas que conserva a grandeza e a dignidade conferidas pelo Criador. Unificou, assim, a sacramentalidade da Igreja com a sacramentalidade da cria\u00e7\u00e3o (BOURGEOIS, 2000, p.92).\u00a0 Por isso, a pastoral ser\u00e1 tida como cuidado das almas para a salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo mais utilizado para a a\u00e7\u00e3o da Igreja era <em>cura animarum, <\/em>indicando o <em>cuidado das almas<\/em> dos fi\u00e9is por parte dos pastores da Igreja. A palavra <em>pastoral, <\/em>entendida como cura de almas, foi criada especialmente no final do s\u00e9culo XVIII e passou por uma evolu\u00e7\u00e3o, recebendo muitos significados, alguns com certos reducionismos e ambiguidades. Alguns entenderam que <em>pastoral<\/em> seria um conjunto de atividades sob a responsabilidade exclusiva dos cl\u00e9rigos, orientada para atender apenas \u00e0s necessidades religiosas e culturais dos crist\u00e3os. O sentido espiritualista reduziu a pastoral \u00e0 dimens\u00e3o religiosa e especificamente sacramental da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Sagrada Escritura, por\u00e9m, descreve o cuidado pastoral na integralidade do ser humano, na intera\u00e7\u00e3o com toda a comunidade crist\u00e3, estendendo seu olhar sobre toda a \u00a0humanidade. Partindo desse sentido original, \u00e9 poss\u00edvel aprofundar o significado da express\u00e3o <em>cura de almas<\/em>, libertando-a das falsas compreens\u00f5es que ela recebeu ao longo da hist\u00f3ria. Originalmente, o termo <em>cura,<\/em> em latim <em>quaera<\/em>, era empregado num contexto de rela\u00e7\u00f5es de amizade e amor, indicando atitudes de preocupa\u00e7\u00e3o e cuidado para com algu\u00e9m muito estimado. O <em>cuidado pastoral<\/em> deveria ser compreendido como interesse, aten\u00e7\u00e3o e preocupa\u00e7\u00e3o. Essa solicitude, esse zelo e essa aten\u00e7\u00e3o traduzem-se na a\u00e7\u00e3o do pastor ou sacerdote que tem a miss\u00e3o de cuidar e acompanhar as pessoas em seu caminho espiritual. O agir pastoral, portanto, implica tanto a aten\u00e7\u00e3o para com as pessoas quanto a inquieta\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o do pastor para que todos se sintam afetivamente cuidados. Seu olhar n\u00e3o exclui a sociedade nem as diversas inst\u00e2ncias com as quais a vida humana est\u00e1 envolvida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"line-height: 1.5;\">4 Perspectiva teol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fonte de toda a pastoral \u00e9 a Sant\u00edssima Trindade: do Pai procede o des\u00edgnio da salva\u00e7\u00e3o; o Filho \u00e9 enviado para revelar esse projeto de amor, sendo o sacerdote, pastor eterno e mensageiro do Reino; e o Esp\u00edrito Santo \u00e9 quem atualiza a a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica do Pai e do Filho, para que todos tenham vida em abund\u00e2ncia (cf. Jo 10,10). A a\u00e7\u00e3o pastoral de Cristo pretende \u201creunir em um s\u00f3 povo todos os filhos de Deus que est\u00e3o dispersos\u201d (cf. Jo 11,52), para que haja \u201cum s\u00f3 rebanho e um s\u00f3 pastor\u201d (cf. Jo 10,18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja \u00e9 sacramento de salva\u00e7\u00e3o, e todas suas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o marcadas pelo amor cuidador e salv\u00edfico da Trindade. O resultado da a\u00e7\u00e3o pastoral traduz-se na convers\u00e3o das pessoas, na edifica\u00e7\u00e3o da comunidade e na transforma\u00e7\u00e3o da sociedade como sinal antecipado do Reino que Cristo inaugurou. O pastoreio da Igreja, desse modo, continua a a\u00e7\u00e3o de Jesus, o Bom Pastor, que doa sua vida pelas ovelhas. Trata-se da a\u00e7\u00e3o real, sacerdotal e prof\u00e9tica da comunidade crist\u00e3 que testemunha, anuncia e serve ao Reino de Deus acolhendo todas as pessoas e as amando como Jesus ensinou. Exerce-se, dessa maneira, o tr\u00edplice m\u00fanus que os ap\u00f3stolos receberam de Cristo (cf. Mt 28,8-20). Trata-se da miss\u00e3o <em>prof\u00e9tica<\/em> de proclamar a Palavra de Deus em todas as inst\u00e2ncias (evangeliza\u00e7\u00e3o, catequese, prega\u00e7\u00e3o); da miss\u00e3o <em>sacerdotal<\/em>, exercida no minist\u00e9rio lit\u00fargico de celebrar os mist\u00e9rios do culto crist\u00e3o; e da miss\u00e3o <em>real<\/em>, com as tarefas de governo, disciplina, caridade e promo\u00e7\u00e3o integral da vida humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pastoral estrutura-se, fundamentalmente, nas dimens\u00f5es: eclesial, pessoal, social, c\u00f3smica e escatol\u00f3gica. Na dimens\u00e3o eclesial, est\u00e1 o princ\u00edpio formal de toda pastoral, pois Deus \u00e9 a causa principal da salva\u00e7\u00e3o da qual Cristo \u00e9 o \u00fanico mediador. Na dimens\u00e3o pessoal, faz-se a defesa da vida, especialmente dos pobres e exclu\u00eddos, \u00e9 a a\u00e7\u00e3o que liberta de todo pecado e escravid\u00e3o. A dimens\u00e3o social impele a cuidar das pessoas para que na sociedade se estabele\u00e7am rela\u00e7\u00f5es de liberdade, justi\u00e7a e paz. A dimens\u00e3o c\u00f3smica interessa-se pela cria\u00e7\u00e3o, pelas quest\u00f5es ecol\u00f3gicas e pelo destino de todo o universo criado. E a perspectiva escatol\u00f3gica faz a Igreja voltar-se para o futuro da hist\u00f3ria e do mundo; quando o pastoreio pretende colaborar para que Cristo seja tudo em todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Pastoral no Conc\u00edlio Vaticano II<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conc\u00edlio Vaticano II destacou a pastoral e a a\u00e7\u00e3o evangelizadora da Igreja para que ela seja sinal de Cristo no mundo. Para isso, \u00e9 preciso considerar que as mudan\u00e7as na Igreja, especialmente na sua forma de evangelizar, constituem a sua identidade de acolher o que o Esp\u00edrito Santo revela em diferentes momentos hist\u00f3ricos. A eclesiologia do Conc\u00edlio Vaticano II (cf. <em>Lumen Gentium<\/em>) entende que a pastoral \u00e9 o minist\u00e9rio da Igreja, Povo de Deus, guiado pelo Esp\u00edrito Santo que atualiza a a\u00e7\u00e3o evangelizadora de Cristo, com o objetivo de expandir o Reino de Deus no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Constitui\u00e7\u00e3o Pastoral <em>Gaudium et Spes<\/em> responde ao amadurecimento da consci\u00eancia de que a Igreja existe na hist\u00f3ria e nela aprofunda sua miss\u00e3o e sua natureza.\u00a0 A Igreja \u00e9 Povo de Deus em comunh\u00e3o, o qual possui a caracter\u00edstica de ser sujeito hist\u00f3rico, que vive no tempo, que cumpre sua miss\u00e3o aproximando-se dos problemas culturais e sociais de cada \u00e9poca. A Igreja empenha-se em apresentar ao mundo o Evangelho da salva\u00e7\u00e3o e colabora com a humanidade na busca da verdade, da justi\u00e7a e da paz. Desse modo, a pastoral supera a excessiva aten\u00e7\u00e3o que \u00e9 dada aos assuntos internos da Igreja e abre-se \u00e0 intera\u00e7\u00e3o com o ser humano, com suas alegrias e tristezas, ang\u00fastias e esperan\u00e7as. A partir da <em>Gaudium et Spes<\/em>, a pastoral n\u00e3o pode ser compreendida apenas com a dimens\u00e3o pr\u00e1tica da doutrina eclesial, pois integra e reconcilia os planos te\u00f3rico e pr\u00e1tico do Cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra importante insist\u00eancia do Conc\u00edlio Vaticano II est\u00e1 na dignidade de todo batizado. Todo crist\u00e3o \u00e9 sujeito da a\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja (RAMOS, 2006, p.78). Pelo batismo, o crist\u00e3o pertence ao Povo de Deus, e essa incorpora\u00e7\u00e3o \u00e9 anterior a toda divis\u00e3o de carismas e minist\u00e9rios. O batismo faz com que todo crist\u00e3o participe do sacerd\u00f3cio comum, recebendo a tarefa de transformar a realidade a partir do Reino de Deus. A dignidade batismal insiste na especial voca\u00e7\u00e3o do apostolado dos leigos. Isso implica superar uma vis\u00e3o de pastoral como atividade preferencial de cl\u00e9rigos. A pastoral \u00e9 a a\u00e7\u00e3o de todo o Povo de Deus, n\u00e3o \u00e9 um minist\u00e9rio exclusivo da hierarquia eclesi\u00e1stica, pois todos os fi\u00e9is participam da a\u00e7\u00e3o pastoral com seus m\u00faltiplos carismas e minist\u00e9rios, de acordo com sua voca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 A convers\u00e3o pastoral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A express\u00e3o <em>convers\u00e3o pastoral<\/em> foi formulada pela Confer\u00eancia do Episcopado Latino-Americano em Santo Domingo (1992) e retomada na Confer\u00eancia do Episcopado Latino-Americano em Aparecida (2007). Ela remete \u00e0 supera\u00e7\u00e3o de uma pastoral de conserva\u00e7\u00e3o pela renova\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II e \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o latino-americana e pretende uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma convers\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria. \u00c9 preciso renovar, em cada batizado, o ardor de ser disc\u00edpulo de Jesus Cristo e mission\u00e1rio da Boa Nova do Reino de Deus. Emprega-se o termo <em>convers\u00e3o<\/em> para indicar a mudan\u00e7a que se faz necess\u00e1ria. \u00c9 preciso arrepender-se de um estilo de pastoral de manuten\u00e7\u00e3o para assumir uma nova postura mission\u00e1ria. H\u00e1 muitos batizados e at\u00e9 agentes de pastoral que n\u00e3o fizeram o encontro pessoal com Jesus Cristo, que muda a vida e converte a pessoa. Alguns vivem o Cristianismo de forma sacramentalista, sem deixar que o Evangelho renove sua vida. Outros perderam o sentido do discipulado e esqueceram a dimens\u00e3o mission\u00e1ria da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A falta de consci\u00eancia comunit\u00e1ria, que o individualismo moderno instalou at\u00e9 mesmo entre os l\u00edderes da pastoral, e a cultura do ego\u00edsmo e do isolamento suscitam mudan\u00e7as na a\u00e7\u00e3o pastoral. H\u00e1 muitas pessoas que buscam a experi\u00eancia com o sagrado sem compromisso com a fraternidade e a solidariedade. Vivem a f\u00e9 crist\u00e3 buscando atender apenas \u00e0s demandas pessoais. Fazer uma a\u00e7\u00e3o eclesial sem converter essas buscas \u00e9 sustentar uma religiosidade que n\u00e3o \u00e9 evang\u00e9lica, portanto, carece do cuidado pastoral que Jesus prop\u00f5e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somente com uma profunda convers\u00e3o de pessoas e estruturas ser\u00e1 poss\u00edvel superar uma pastoral de mera conserva\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o, para assumir uma pastoral decididamente mission\u00e1ria (CELAM, 2007, n.370). \u00a0A Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Evangelii Gaudium<\/em> explicitou as consequ\u00eancias dessa convers\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reforma das estruturas, que a convers\u00e3o pastoral exige, s\u00f3 se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais mission\u00e1rias, que a pastoral ordin\u00e1ria em todas as suas inst\u00e2ncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de \u201csa\u00edda\u201d e, assim, favore\u00e7a a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade (FRANCISCO, 2013b, p.27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, a pastoral \u00e9 a a\u00e7\u00e3o de Deus por meio do seu Esp\u00edrito. O ator principal da pastoral \u00e9 o Esp\u00edrito Santo, que atualiza a pr\u00e1tica de Jesus; esta \u00e9 a norma de todo o minist\u00e9rio pastoral da Igreja. Somente o que possibilita atualizar a presen\u00e7a de Jesus na Igreja e no mundo pode receber o t\u00edtulo de <em>pastoral<\/em>. Por isso \u00e9 importante tamb\u00e9m a evangeliza\u00e7\u00e3o, o an\u00fancio da Boa Nova, a prega\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. Pastoral e evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se separam. N\u00e3o pode haver pastoral sem a prioridade da evangeliza\u00e7\u00e3o integral e mission\u00e1ria. N\u00e3o basta cuidar de manter o culto, a catequese e a caridade. \u00c9 preciso ser mission\u00e1rio, capaz de atrair muitos outros que acolham o des\u00edgnio universal de salva\u00e7\u00e3o.\u00a0 A pastoral da Igreja jamais pode ser fechada \u00e0s diversas realidades que afetam o seu contexto. N\u00e3o se trata de um grupo que satisfaz apenas sua dimens\u00e3o religiosa, mas que integra toda experi\u00eancia pessoal, comunit\u00e1ria e social a partir da f\u00e9 em Jesus Cristo. Para o Papa Francisco, a \u201cpastoral nada mais \u00e9 que o exerc\u00edcio da maternidade da Igreja. Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela m\u00e3o&#8230; por isso, faz falta uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas da miseric\u00f3rdia\u201d (FRANCISCO, 2013a, p.54).<\/p>\n<p><em>Leomar Ant\u00f4nio Brustolin \u2013 <\/em>PUC RS, Brasil. Texto original portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong style=\"line-height: 1.5;\">7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOSETTI, Elena. <em>\u00a0<\/em><em>La tenda e il bastone:<\/em> figure e simboli della pastorale biblica. Cinisello Balsamo: Paoline, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CELAM. V Confer\u00eancia do Episcopado Latino-Americano e do Caribe<strong><em>. <\/em><\/strong><em>Documento de Aparecida<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus; Paulinas, 2007.<\/p>\n<p>FLORISTAN, S. C.; USEROS, C. M.<em> Teologia de la acci\u00f3n pastoral.<\/em> Madrid: BAC, 1968.<\/p>\n<p>GREG\u00d3RIO MAGNO. <em>\u00a0Regra pastoral. <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Paulus, 2010. Cole\u00e7\u00e3o Patr\u00edstica.<\/p>\n<p>FRACISCO. <em>Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2013a.<\/p>\n<p>FRANCISCO. <em>Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii Gaudium<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2013b.<\/p>\n<p>RAMOS, J. A. <em>Teolog\u00eda pastoral. <\/em>Madrid: BAC, 2006.<\/p>\n<p>SZENTM\u00c1RTONI, Mihaly<em>.\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia Pastoral. <\/em>\u00a0S\u00e3o Paulo: Loyola, 1999.<\/p>\n<p>VON RAD, Gerard. <em>Teolog\u00eda del Antiguo Testamento. <\/em>\u00a0Salamanca: S\u00edgueme, 1973.<\/p>\n<p><strong>Para saber mais <\/strong><\/p>\n<p>ARNOLD, F. X. <em>Teolog\u00eda e historia de l\u2019acci\u00f3n pastoral<\/em>. Barcelona: Herder, 1969.<\/p>\n<p>BOURGEOIS, Daniel. <em>La pastorale de l\u2019\u00c9glise<\/em>. Paris: Cerf, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRIGHENTI, Agenor. <em>\u00a0A pastoral d\u00e1 o que pensar<\/em>: a intelig\u00eancia da pr\u00e1tica transformadora da f\u00e9. S\u00e3o Paulo: Paulinas; Val\u00eancia: Siqu\u00e9m, 2006.<\/p>\n<p>DUFFY, R. A.\u00a0<em>A Roman Catholic Theology of Pastoral Care. <\/em>\u00a0Philadelphia: Fortress, 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FLORIST\u00c1N, S. Casiano. <em>\u00a0<\/em><em>Teologia pr\u00e1ctica<\/em>: teoria y pr\u00e1xis de la acci\u00f3n pastoral. Salamanca: S\u00edgueme, 1991.<\/p>\n<p>ZULEHNER, Paul M. <em>Teologia pastorale. <\/em>Brescia: Queriniana, 1992.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Perspectiva b\u00edblica 1.1 Antigo Testamento 1.2 Novo Testamento 2 Perspectiva patr\u00edstica 3 Da cura de almas ao cuidado pastoral 4 Perspectiva teol\u00f3gica 5 Pastoral no Conc\u00edlio Vaticano II 6 A convers\u00e3o pastoral 7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas Por a\u00e7\u00e3o pastoral entende-se a totalidade da a\u00e7\u00e3o da Igreja e dos crist\u00e3os, a partir da pr\u00e1tica de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-187","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-e-pratica-crista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=187"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1196,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/187\/revisions\/1196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}