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{"id":1740,"date":"2019-12-22T11:22:15","date_gmt":"2019-12-22T13:22:15","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1740"},"modified":"2019-12-26T12:30:48","modified_gmt":"2019-12-26T14:30:48","slug":"o-livro-do-profeta-ezequiel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1740","title":{"rendered":"O livro do profeta Ezequiel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 O profeta, sua \u00e9poca e local de atividade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 O livro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Principais pontos de teologia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.1 A imagem de Deus<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.2 A centralidade do culto<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.3 Teologia da hist\u00f3ria<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.4 O pecado dos povos estrangeiros<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.5 Responsabilidade pessoal<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.6 Novas perspectivas de futuro<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Lendo o texto hoje<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 O profeta, sua \u00e9poca e local de atividade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo as palavras iniciais do livro (1,1-3), o minist\u00e9rio prof\u00e9tico de Ezequiel teve lugar em Babil\u00f4nia. Por n\u00e3o ser indicado um ponto de refer\u00eancia temporal, a coloca\u00e7\u00e3o do in\u00edcio de sua atividade no 30\u00ba ano (v. 1) n\u00e3o permite dat\u00e1-lo de forma absoluta. A cita\u00e7\u00e3o do 5\u00ba ano do ex\u00edlio de Joaquin no vers\u00edculo seguinte, contudo, determina a data de sua voca\u00e7\u00e3o ao minist\u00e9rio prof\u00e9tico no ano 593 aC. O rei Joaquin, de fato, foi levado cativo para Babil\u00f4nia em 598, na \u00e9poca da primeira invas\u00e3o de Jud\u00e1 pelo ex\u00e9rcito caldeu. Ezequiel, portanto, \u00e9 testemunha da primeira investida de Nabucodonosor contra Jerusal\u00e9m e, juntamente com parte da popula\u00e7\u00e3o, foi desterrado para Babil\u00f4nia nessa \u00e9poca, sendo ali vocacionado para a miss\u00e3o prof\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s esta introdu\u00e7\u00e3o, o livro apresenta onze or\u00e1culos datados (8,1; 20,1; 24,1; 26,1; 29,1.17; 30,20; 31,1; 32,1; 33,21; 40,1). Sua disposi\u00e7\u00e3o, nos diversos cap\u00edtulos, n\u00e3o segue a ordem cronol\u00f3gica, e a data mais avan\u00e7ada ocorre em 29,17 (1\u00ba dia do 1\u00ba m\u00eas do 27\u00ba ano). Considerando a refer\u00eancia \u00e0 deporta\u00e7\u00e3o de Joaquin em 1,2, a data corresponderia ao ano 571. Delimita-se, com isso, a atividade prof\u00e9tica registrada no livro: entre 593 e 571. Esse per\u00edodo de pouco mais de vinte anos contempla a maior cat\u00e1strofe jamais acontecida a Jud\u00e1: a tomada de Jerusal\u00e9m pelos babil\u00f4nios, a destrui\u00e7\u00e3o da cidade e de amplas regi\u00f5es do pa\u00eds, o inc\u00eandio do Templo \u2013 ocorridos em 587\/6. Fica constitu\u00eddo, assim, o cen\u00e1rio para compreens\u00e3o da mensagem do profeta. Antes da queda de Jerusal\u00e9m, suas palavras visam precaver o povo da cat\u00e1strofe: apontam os desmandos da sociedade, de modo a levar o povo e as classes dirigentes a rever seu comportamento e, desse modo, evitar o desastre. Ap\u00f3s a captura do pa\u00eds, resta procurar manter a vida religiosa do povo, orientando-a; de outro lado, alimentar a esperan\u00e7a, anunciando a restaura\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e de suas institui\u00e7\u00f5es no futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto de 1,3 d\u00e1 a not\u00edcia de que Ezequiel era sacerdote. Esse dado concorda com o teor do livro, que tem na preocupa\u00e7\u00e3o cultual um ponto central, e \u00e9 corroborado tamb\u00e9m pelo amplo uso de termos de \u00e2mbito sacerdotal (puro, impuro, abomina\u00e7\u00e3o, dentre outros). Tem-se testemunhada, dessa forma, a possibilidade de acumula\u00e7\u00e3o, em uma s\u00f3 pessoa, de fun\u00e7\u00f5es religiosas diversas, no caso, a sacerdotal e a prof\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A profecia de Ezequiel \u00e9 caracterizada por vis\u00f5es extraordin\u00e1rias e a\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas inusitadas, que chamam a aten\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a vis\u00e3o inaugural (1,4-28) apresenta elementos dificilmente concili\u00e1veis sob o ponto de vista racional (1,9-12.15-17). Tem-se a impress\u00e3o de uma vis\u00e3o como num sonho, no qual os dados n\u00e3o s\u00e3o completamente reais e se misturam sem uma l\u00f3gica absoluta; um \u00eaxtase, em que a raz\u00e3o n\u00e3o pode controlar plenamente o que ocorre (2Cor 12,2-3). Tamb\u00e9m suas a\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas s\u00e3o de forte impacto (3,22-27; 12,1-6; 24,16-19). A imagem do profeta que transparece \u00e9 a de algu\u00e9m profundamente tocado pelo divino, com experi\u00eancias que ultrapassam a normalidade das coisas; algu\u00e9m que vivencia de modo radical a mensagem que ele deve transmitir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 O livro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A introdu\u00e7\u00e3o ao livro (1,1-3) j\u00e1 aponta para o fato que as palavras de Ezequiel foram submetidas a um trabalho redacional. Com efeito, no v. 1 fala o pr\u00f3prio profeta, em primeira pessoa, e indica-se uma data obscura (o 30\u00ba ano). Nos vv. 2-3 o redator fala sobre Ezequiel em terceira pessoa, confirmando certos dados, mas retirando a ambiguidade da data\u00e7\u00e3o do v. 1 e informando a situa\u00e7\u00e3o do profeta como sacerdote. Em rela\u00e7\u00e3o ao livro como um todo, no entanto, embora seja poss\u00edvel identificar acr\u00e9scimos aos textos, atualmente se aceita que ele pode substancialmente ser referido ao Ezequiel do s\u00e9culo VI, sem ser necess\u00e1rio recorrer a uma fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O material est\u00e1 disposto em tr\u00eas partes claramente distintas: c. 1\u201324; c. 25\u201332; c. 33\u201340. Ap\u00f3s os cap\u00edtulos 1 a 3, que servem de introdu\u00e7\u00e3o a todo o escrito, os cap\u00edtulos 4 a 24 apresentam or\u00e1culos de ju\u00edzo e a\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas contra Jud\u00e1 e Jerusal\u00e9m. Seguem-se or\u00e1culos contra na\u00e7\u00f5es estrangeiras (c. 25\u201332). O livro \u00e9 finalizado por or\u00e1culos de salva\u00e7\u00e3o (c. 33\u201348).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira se\u00e7\u00e3o da primeira grande parte (c. 1\u20133) relata a voca\u00e7\u00e3o do profeta em duas narrativas: a vis\u00e3o da gl\u00f3ria de Deus (1,4-28, que continua em 3,12-15) e a vis\u00e3o do livro (2,1\u20133,11). Menciona-se ainda a fun\u00e7\u00e3o do profeta como sentinela de Israel (3,16-21), a suspens\u00e3o moment\u00e2nea de sua palavra e seu posterior retorno (3,22-27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cap\u00edtulos 4 e 5 exp\u00f5em tr\u00eas a\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas, que se referem ao in\u00edcio do ass\u00e9dio dos babil\u00f4nios a Jerusal\u00e9m, \u00e0 dura\u00e7\u00e3o do cerco e \u00e0 sua conclus\u00e3o. Seguem-se or\u00e1culos de ju\u00edzo (c. 6 e 7), que se resumem no an\u00fancio do \u201cfim\u201d de Jud\u00e1 (7,2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cap\u00edtulos 8 a 11 apresentam vis\u00f5es e an\u00fancios: a vis\u00e3o dos pecados que se cometem no templo (c. 8), o an\u00fancio da destrui\u00e7\u00e3o do lugar sagrado (c. 9), a vis\u00e3o sobre a realiza\u00e7\u00e3o deste an\u00fancio (c. 10); seguem-se uma nova vis\u00e3o e novo an\u00fancio (c. 11), que culminam com a vis\u00e3o da gl\u00f3ria do Senhor abandonando a cidade de Jerusal\u00e9m (11,22-25). O cap\u00edtulo 12 reporta uma a\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que anuncia a ida do povo e seus dirigentes para o ex\u00edlio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cap\u00edtulos 13 a 23 oferecem diversos or\u00e1culos antes da execu\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo. Nessa se\u00e7\u00e3o contam-se tr\u00eas cap\u00edtulos que desenvolvem, sob o ponto de vista teol\u00f3gico, a hist\u00f3ria de Israel (c. 16; 20; 23) e dois contra os guias do povo (c. 13: profetas; c. 17: os reis). S\u00e3o apresentadas tr\u00eas descri\u00e7\u00f5es do ju\u00edzo (c. 15; 17; 19) e \u00e9 anunciada a destrui\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m (c. 21\u201322), contra o que n\u00e3o h\u00e1 recurso (c. 14; 18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira parte do livro \u00e9 conclu\u00edda com novo an\u00fancio da destrui\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m (c. 24).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda parte do escrito \u00e9 constitu\u00edda por numerosos or\u00e1culos contra as na\u00e7\u00f5es (c. 25\u201332). S\u00e3o indiciadas: Amon, Moab, Edom, Filisteia, Tiro, Sid\u00f4nia e Egito. Relevo especial \u00e9 dado a Tiro (c. 26\u201328) e ao Egito (c. 29\u201332). A cidade de Tiro, rica pelo com\u00e9rcio mar\u00edtimo, ser\u00e1 destru\u00edda e seu rei ser\u00e1 aniquilado. A cidade, de fato, foi tomada pelos babil\u00f4nios em 587\/6, mesmo ano da conquista de Jerusal\u00e9m. O Egito cair\u00e1, ser\u00e1 totalmente devastado; tamb\u00e9m o fara\u00f3, sob a imagem de le\u00e3o e de crocodilo, ser\u00e1 capturado. Com efeito, ap\u00f3s a vit\u00f3ria sobre Tiro, Nabucodonosor parece ter tentado dominar o Egito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira grande parte come\u00e7a indicando a miss\u00e3o do profeta ap\u00f3s a queda de Jerusal\u00e9m (c. 33). Os cap\u00edtulos que seguem revertem em salva\u00e7\u00e3o alguns textos do in\u00edcio do livro. Respondendo aos cap\u00edtulos 13 e 17, que reprovavam profetas e reis, o c. 34 afirma que Deus mesmo ser\u00e1 o guia de seu povo. Em contraposi\u00e7\u00e3o ao ju\u00edzo para os montes de Israel (c. 6), anuncia-se o ju\u00edzo contra os montes de Edom (c. 35). Em vez da hist\u00f3ria de pecado de Israel (c. 16), Deus promete uma hist\u00f3ria nova (c. 36). \u00c0 morte do povo, descrita na primeira parte, suceder\u00e1 sua ressurrei\u00e7\u00e3o: o retorno \u00e0 terra e a retomada da vida em paz (c. 37). A descri\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo definitivo de Deus sobre os inimigos de Israel \u2013 com a correspondente liberta\u00e7\u00e3o do povo eleito \u2013 fecha esses or\u00e1culos salv\u00edficos (c. 38\u201339).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro se conclui com uma longa descri\u00e7\u00e3o do futuro salv\u00edfico: o novo tempo e o novo Israel (c. 40\u201348). Nessa \u00faltima se\u00e7\u00e3o s\u00e3o desenhados, em termos idealizados, o templo de Jerusal\u00e9m, a disposi\u00e7\u00e3o da cidade e a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio pelas tribos israelitas. A gl\u00f3ria do Senhor, que se retirara do templo e da cidade (10,18-22; 11,22-25), retorna ent\u00e3o (43,1-9) como fonte de vida para Israel (47,1-12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Principais pontos de teologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>3.1 A imagem de Deus<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aspecto mais marcante do livro de Ezequiel \u00e9 a imagem de Deus que ele apresenta. De modo peculiar, \u00e9 colocada em primeiro plano a gl\u00f3ria do Senhor. Esse ponto tem suas ra\u00edzes na experi\u00eancia fundante, expressa na vis\u00e3o inaugural (1,4-28), em que o profeta experimenta o contato com o divino sob a forma de algo muito al\u00e9m da realidade humana, s\u00f3 conhecido em parte (\u201co que parecia ser&#8230;\u201d: 1,27), e que \u00e9 identificado com o Senhor em sua majestade, em sua gl\u00f3ria: \u201cera o aspecto, a semelhan\u00e7a da gl\u00f3ria do Senhor\u201d (1,28). Diante dela, o profeta se prostra: \u201cAo v\u00ea-la, ca\u00ed com o rosto em terra\u201d (1,28). \u00a0Na vis\u00e3o da \u201cgl\u00f3ria\u201d, o profeta experimenta a divindade mesma do Senhor. E tem acesso a um Deus a um tempo transcendente e pr\u00f3ximo, que se comunica pessoalmente com ele, dirigindo-lhe sua palavra: \u201ce ouvi a voz de algu\u00e9m que falava comigo\u201d (1,28).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra do Senhor, o profeta a assume como sua, fazendo com que ela penetre em si e constitua sua vida: \u201cCome o que tens diante de ti, come este livro e vai falar \u00e0 casa de Israel\u201d (3,1). Essa como que simbiose entre o profeta e a palavra que Deus lhe dirige, palavra ligada \u00e0 transcend\u00eancia divina, explica, em parte, as a\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas incomuns que ele deve cumprir. Ezequiel n\u00e3o s\u00f3 transmite uma mensagem, mas a vivencia, em sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, como algo que ultrapassa a experi\u00eancia humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gl\u00f3ria de Deus est\u00e1 presente n\u00e3o s\u00f3 na esfera celeste, mas tamb\u00e9m no mundo: habita o templo e a cidade de Jerusal\u00e9m. Marca a santidade desses locais e lhe \u00e9 sinal de prote\u00e7\u00e3o. Por ser incompat\u00edvel com o pecado, os desmandos que se cometem no lugar sagrado (c. 8) acarretam o afastamento de Deus, e ele se retira do edif\u00edcio do templo (10,18-22). Pelos pecados dos habitantes, deixa tamb\u00e9m da cidade (11,22-23). Explica-se dessa forma, teologicamente, a possibilidade de o templo e a cidade serem invadidos e tomados pelos babil\u00f4nios: a gl\u00f3ria de Deus, n\u00e3o os habitando mais, os deixa desprotegidos e, portanto, sujeitos \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o. A garantia de defesa reside somente na presen\u00e7a de Deus e n\u00e3o nas manobras pol\u00edticas das classes dirigentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, Ezequiel enfatiza que a gl\u00f3ria do Senhor se manifestou j\u00e1 no passado, em todas as fases da hist\u00f3ria de Israel; agora, se manifestar\u00e1 no ju\u00edzo que ocorrer\u00e1 em breve e na salva\u00e7\u00e3o que Deus promete para o futuro. Esse aspecto \u00e9 posto em relevo pela chamada \u201cf\u00f3rmula do reconhecimento\u201d, muito utilizada no livro: \u201cEnt\u00e3o conhecereis\/conhecer\u00e3o que Eu sou o Senhor\u201d (11,10; 12,16; 20,38.40.44; 29,6; 36,11; 37,6). Pelos atos divinos na hist\u00f3ria, Deus demonstrou sua for\u00e7a e seu dom\u00ednio sobre Israel e os povos e ainda os demonstrar\u00e1 no futuro. A partir desta a\u00e7\u00e3o, o povo de Israel dever\u00e1 chegar a reconhecer Deus como Deus: o \u201cEu sou o Senhor\u201d retoma o nome pr\u00f3prio de Deus, revelado a Mois\u00e9s (Ex 3,14: \u201cEu sou (quem) eu sou\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>3.2 A centralidade do culto<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 centralidade da gl\u00f3ria de Deus corresponde a centralidade do culto. Pois Deus manifesta sua gl\u00f3ria particularmente no templo e na liturgia. Da\u00ed a import\u00e2ncia dada, no livro, aos aspectos cultuais. Como o pecado acarreta o afastamento da gl\u00f3ria de Deus e, consequentemente, o ex\u00edlio babil\u00f4nico, assim tamb\u00e9m os abusos no culto trar\u00e3o consequ\u00eancias para a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A perspectiva cultual se reflete ainda na forma de se tematizar o pecado, concebido sobretudo como idolatria, prostitui\u00e7\u00e3o e abomina\u00e7\u00e3o (6,3-14; c. 16). O c. 8 desenvolve detalhadamente os pecados que t\u00eam lugar no recinto do templo: a presen\u00e7a de representa\u00e7\u00f5es de animais e \u00eddolos (8,9-10.13), o culto ao deus babil\u00f4nio Tamuz (8,14-15), a venera\u00e7\u00e3o voltada para o sol (8,16-17). Esses atos s\u00e3o grandes \u201cabomina\u00e7\u00f5es\u201d, termo muito utilizado em Ezequiel e que indica o que \u00e9 absolutamente incompat\u00edvel com o Senhor (Dt 22,5; 25,16), em todos os \u00e2mbitos, tamb\u00e9m no \u00e2mbito cultual (Ez 22,11; Dt 12,31; 23,19; 7,25-26).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os desmandos de ordem social s\u00e3o tamb\u00e9m relacionados, no livro, \u00e0 gl\u00f3ria do Senhor e ao culto. Toda situa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a, os crimes de diversos tipos (22,1-12), a transgress\u00e3o dos mandamentos, s\u00e3o \u201cabomina\u00e7\u00e3o\u201d (22,2 [3]), contrariam a gl\u00f3ria de Deus e, com isso, aquilo que se celebra no culto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>3.3 Teologia da hist\u00f3ria<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tr\u00eas longos cap\u00edtulos, o livro descreve a hist\u00f3ria de Israel, em suas diversas etapas, de seus in\u00edcios at\u00e9 o tempo do profeta, abrindo-a a perspectivas futuras. O c. 23 tra\u00e7a a hist\u00f3ria dos dois reinos, Jud\u00e1 (Reino do Sul) e Israel (Reino do Norte), e demonstra que a culpa e os pecados de Jud\u00e1 ultrapassam os do Reino do Norte. Com isso, prepara-se a destrui\u00e7\u00e3o do reino de Jud\u00e1: como o Reino do Norte foi dominado e eliminado (pelos ass\u00edrios), paira a mesma amea\u00e7a sobre o Reino do Sul (com os babil\u00f4nios). O c. 16 retoma o simbolismo matrimonial desenvolvido pelo profeta Oseias (Os 1\u20133) e apresenta a infidelidade de Israel a seu Deus como a trai\u00e7\u00e3o do amor e da fidelidade. No c. 20, as fases da hist\u00f3ria s\u00e3o minuciosamente individualizadas: Israel no Egito (20,5-9), no deserto (20,10-24), na terra da promessa (20,25-31). Em cada uma, o povo se mostra pecador e a infidelidade cresce. Desse modo, a hist\u00f3ria avan\u00e7a; por\u00e9m, no sentido de um grande decl\u00ednio, chegando a seu ponto mais baixo na \u00e9poca do profeta. Tal desenvolvimento acarretar\u00e1 a destrui\u00e7\u00e3o do povo. Pois, em todos os momentos da hist\u00f3ria, em contraposi\u00e7\u00e3o ao cuidado amoroso de Deus, Israel mostrou-se n\u00e3o s\u00f3 pecador, mas ainda totalmente avesso ao agir e \u00e0 palavra do Senhor. Foi n\u00e3o somente infiel, mas \u201crebelde\u201d, fixado em suas pr\u00f3prias atitudes, recusando-se a reconhecer sua culpa (2,2-3.6.8; 3,7; 20,8.21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante desse quadro, n\u00e3o se vislumbra nenhuma perspectiva de salva\u00e7\u00e3o que surgisse da convers\u00e3o do povo; a \u00fanica possibilidade de salva\u00e7\u00e3o reside em Deus, que realiza o ju\u00edzo como um novo \u00eaxodo: a liberta\u00e7\u00e3o do desterro em Babil\u00f4nia e o retorno \u00e0 pr\u00f3pria terra, passando pelo deserto em que ser\u00e1 confrontado com o Senhor (20,34-36). Dessa forma, o povo chegar\u00e1 \u00e0 fidelidade (20,37-38). Enfim Deus reinar\u00e1 sobre Israel (20,33). Deus julgar\u00e1 e salvar\u00e1 (16,60-63), restabelecendo a alian\u00e7a e realizando, assim, a meta do \u00eaxodo do Egito, isto \u00e9, levar o povo \u00e0 sua terra, para que viva em comunh\u00e3o com Deus, em prosperidade e paz (16,39-44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00fanica esperan\u00e7a para o povo eleito reside, portanto, em Deus; especificamente, na fidelidade de Deus a seu plano original de salva\u00e7\u00e3o, a seu des\u00edgnio de conduzir o povo para um grande futuro: \u201cEnt\u00e3o sabereis que Eu sou YHWH, quando Eu agir em considera\u00e7\u00e3o ao meu Nome e n\u00e3o de acordo com os vossos caminhos maus e as vossas a\u00e7\u00f5es perversas\u201d (Ez 20,44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>3.4 O pecado dos povos estrangeiros<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caracter\u00edstico de Ezequiel \u00e9 tematizar o pecado das na\u00e7\u00f5es estrangeiras como \u201corgulho\u201d, como tentativa de se igualar a Deus (28,1-2). \u00c9 esse o motivo por que Deus rejeita as na\u00e7\u00f5es (28,6-10; 28,17; 31,2-9), de modo que ser\u00e3o dominadas por Babil\u00f4nia (31,10-11; 32,11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ju\u00edzo para as na\u00e7\u00f5es estrangeiras \u00e9 sumarizado no c. 39, atrav\u00e9s da destrui\u00e7\u00e3o de um personagem lend\u00e1rio, Gog (38,18-22; 39,1-5), paradigma daqueles que atentam contra o povo de Deus (38,17). Ser\u00e3o aniquilados Gog e seus ex\u00e9rcitos, suas armas, sua terra e a de seus aliados (39,6.9-10). Com isso, se manifestar\u00e1 o poder de Deus para Israel e para as na\u00e7\u00f5es (39,16; 39,7.21-22), e Israel ter\u00e1 nova vida, em paz, na sua terra (39,25-28)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>3.5 Responsabilidade pessoal<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como Jeremias, Ezequiel invalida a concep\u00e7\u00e3o segundo a qual os pecados dos antepassados podem ser punidos nas gera\u00e7\u00f5es subsequentes (Ex 34,7; Jr 32,18; Ez 18,19-20):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQue vem a ser este prov\u00e9rbio que v\u00f3s usais na terra de Israel: \u2018Os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos ficaram embotados\u2019?\u201d (Ez 18,2; Jr 31,29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal mentalidade, baseada na ideia de solidariedade entre os membros do cl\u00e3, mesmo atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es, levava a atribuir os males presentes a faltas dos antepassados e, com isso, inviabilizava a tomada de consci\u00eancia da pr\u00f3pria culpa. Ezequiel chama \u00e0 responsabilidade individual: cada um deve responder por seus atos. A sorte dos homens n\u00e3o depende das escolhas de seus ancestrais, mas de suas op\u00e7\u00f5es no presente (14,12-23; 18,1-32). Dessa maneira, fica evidenciada a import\u00e2ncia da convers\u00e3o como decis\u00e3o pessoal (3,16-21; 33,10-20). O profeta tem a miss\u00e3o de exortar, admoestar (3,16-21), mas a cada um cabe responder por seus pr\u00f3prios atos (33,1-9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>3.6 Novas perspectivas de futuro<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os c. 40\u201348 descrevem a grande restaura\u00e7\u00e3o de Israel. No centro desta restaura\u00e7\u00e3o encontra-se o Templo, que \u00e9 reconstru\u00eddo e para o qual retorna a gl\u00f3ria do Senhor (43,3-7). A descri\u00e7\u00e3o do templo escatol\u00f3gico \u00e9 idealizada e simb\u00f3lica (c. 40\u201342), de modo a mostrar a perfei\u00e7\u00e3o definitiva: sua estrutura, os \u00e1trios, o \u201csanto\u201d e o \u201csanto dos santos\u201d, as depend\u00eancias para os sacerdotes, o altar (c. 40\u201343). O cerimonial \u00e9 minuciosamente detalhado (c. 44\u201346). Habitado novamente por Deus, do santu\u00e1rio sair\u00e1 a fonte que se transformar\u00e1 em grande rio e trar\u00e1 vida plena para o povo (47,1-12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds ser\u00e1, como no tempo de Josu\u00e9, novamente ocupado. O territ\u00f3rio de cada tribo ser\u00e1 cuidadosamente delimitado (47,13\u201348,14; 48,23-29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, tamb\u00e9m a cidade santa ter\u00e1 seu territ\u00f3rio detalhadamente dividido entre sacerdotes, levitas e o pr\u00edncipe, de modo que n\u00e3o haver\u00e1 mais usurpa\u00e7\u00e3o de terras pelos governantes (48,15-22). Ela ser\u00e1 aberta a todas as tribos (48,30-34), sendo, assim, a s\u00edntese de todo o povo de Israel. No \u00faltimo vers\u00edculo do livro, anuncia-se o nome novo que ela receber\u00e1 (48,35): \u201co Senhor est\u00e1 ali\u201d (\u201cYHWH sham\u201d) \u2013 um jogo de palavras com seu nome: \u201cYerushalaim\u201d (Jerusal\u00e9m). Expressa-se, dessa maneira, sua total renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso \u00e9 precedido pelo an\u00fancio da a\u00e7\u00e3o de Deus, que transformar\u00e1 o povo a partir de dentro, purificando-o (36,25-28) de toda a idolatria, transformando seu interior e renovando com ele a alian\u00e7a: \u201cSereis o meu povo e eu serei o vosso Deus\u201d (36,28). Como numa nova cria\u00e7\u00e3o, aos exilados \u00e9 dada a grande esperan\u00e7a de receber, pela for\u00e7a do Senhor, nova vida na sua terra (37,1-14).<\/p>\n<p><strong>4 Lendo o texto hoje<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro de Ezequiel convida a reconhecer a transcend\u00eancia de Deus, cuja gl\u00f3ria se manifesta na cria\u00e7\u00e3o e na hist\u00f3ria. A experi\u00eancia a um tempo da transcend\u00eancia e da proximidade de Deus confere olhos mais sens\u00edveis a tudo o que se op\u00f5e \u00e0 ordem divina na vida, particularmente no culto que se deve prestar a Deus mas tamb\u00e9m em todas as situa\u00e7\u00f5es pessoais, comunit\u00e1rias e sociais. Romper o cora\u00e7\u00e3o \u201crebelde\u201d \u00e9 exig\u00eancia fundamental para que a a\u00e7\u00e3o de Deus possa encontrar receptividade na vida humana. Deus oferece purifica\u00e7\u00e3o, regenera\u00e7\u00e3o, o renascer da \u00e1gua e do Esp\u00edrito (cf. Jo 3,5; Ez 36,25-27), e com isso abre a hist\u00f3ria, marcada pela nega\u00e7\u00e3o do plano divino, a um futuro em que Deus realizar\u00e1 plenamente suas promessas.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Maria de Lourdes Corr\u00eaa Lima, PUC Rio &#8211; Texto original portugu\u00eas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALONSO SCH\u00d6KEL, L.; SICRE DIAZ, J. L. <em>Profetas<\/em>. v.1. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BARRIOCANAL GOMEZ, J. L. <em>Diccionario del profetismo b\u00edblico<\/em>. Burgos: Monte Carmelo, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOCK, D. I. <em>Junto ao Rio Quebar<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultura Crist\u00e3, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FITZMYER, J. A.; BROWN, R. E.; MURPHY, R. E. (orgs.). <em>Novo coment\u00e1rio b\u00edblico S\u00e3o Jer\u00f4nimo<\/em>. Antigo Testamento. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R\u00d6MER, T.; MACCHI, J-D; NIHAN, C. (orgs). <em>Antigo Testamento: hist\u00f3ria, escritura e teologia<\/em>. S\u00e3o Paulo, Loyola, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHMID, K. <em>Hist\u00f3ria da Literatura do Antigo Testamento<\/em>. Uma introdu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ABREGO DE LACY, J. M. <em>Os livros prof\u00e9ticos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ave Maria, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SICRE DIAZ, J. L. <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao Profetismo B\u00edblico<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">STEVENSON, K.; GLERUP, M. <em>Ezequiel. Daniel.<\/em> Madrid: Ciudad Nueva, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TAYLOR, J. B. <em>Ezequiel: introdu\u00e7\u00e3o e coment\u00e1rio<\/em>. S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 1984.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 O profeta, sua \u00e9poca e local de atividade 2 O livro 3 Principais pontos de teologia 3.1 A imagem de Deus 3.2 A centralidade do culto 3.3 Teologia da hist\u00f3ria 3.4 O pecado dos povos estrangeiros 3.5 Responsabilidade pessoal 3.6 Novas perspectivas de futuro 4 Lendo o texto hoje Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas 1 O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[],"class_list":["post-1740","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-biblica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1740"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1740\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1795,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1740\/revisions\/1795"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}