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{"id":1686,"date":"2018-12-25T09:15:59","date_gmt":"2018-12-25T11:15:59","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1686"},"modified":"2018-12-25T09:15:59","modified_gmt":"2018-12-25T11:15:59","slug":"teologia-e-pos-modernidade-na-america-latina-e-no-caribe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1686","title":{"rendered":"Teologia e p\u00f3s-modernidade na Am\u00e9rica Latina e no Caribe"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>1 Sobreviventes de um naufr\u00e1gio<\/p>\n<p>2 Um pouco de hist\u00f3ria<\/p>\n<p>3 A subjetividade violada<\/p>\n<p>4 As resist\u00eancias m\u00faltiplas como resili\u00eancia<\/p>\n<p>5 A gratuidade do gesto messi\u00e2nico disruptivo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Sobreviventes de um naufr\u00e1gio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O naufr\u00e1gio do ego moderno est\u00e1 levando a civiliza\u00e7\u00e3o humana ao perigo de extin\u00e7\u00e3o devido \u00e0 crise ecol\u00f3gica e social que o capitalismo e a revolu\u00e7\u00e3o industrial desencadearam. Esta encruzilhada de aniquila\u00e7\u00e3o tornou-se mais evidente desde o reverso da hist\u00f3ria, isto \u00e9, desde o clamor dos povos subjugados e da natureza transformada em uma mercadoria com o modelo extrativista de estado. O metarrelato da emancipa\u00e7\u00e3o do sujeito ocidental come\u00e7ou sua expans\u00e3o em 1492, com a coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica e se imp\u00f4s como uma racionalidade dominante, apresentada como um projeto \u00fanico de civiliza\u00e7\u00e3o, unindo o pensamento euroc\u00eantrico com o cristianismo greco-romano como principal legitima\u00e7\u00e3o de um modelo ocidental da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passaram-se cinco s\u00e9culos para que surgisse a ideia da decolonialidade, como express\u00e3o de autonomia epist\u00eamica, territorial e simb\u00f3lica entre os povos ind\u00edgenas da grande Am\u00e9rica. Surpreendentemente, o rio subterr\u00e2neo do conhecimento ancestral encontrou-se com\u00a0 o fluxo do pensamento cr\u00edtico moderno que j\u00e1 havia percebido o esgotamento da raz\u00e3o instrumental desde a segunda metade do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente, a p\u00f3s-modernidade, ou modernidade tardia, \u00e9 de alguma forma a crise da modernidade como metarrelato da emancipa\u00e7\u00e3o e da epopeia do eu. Mas esta crise n\u00e3o deixa de ser ocidental. \u00c9 por isso que, em algumas comunidades ind\u00edgenas, houve projetos de autonomia que incluem uma rebeli\u00e3o epist\u00eamica (LEYVA em MENDOZA-\u00c1LVAREZ 2016, 168) como express\u00f5es das m\u00faltiplas epistemologias do Sul (SANTOS 2011 e SANTOS &amp; MENESES, 2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui analisaremos tr\u00eas eixos transversais do pensamento p\u00f3s-moderno que encontram uma resson\u00e2ncia cr\u00edtica no pensamento anti-sist\u00eamico latino-americano, a saber: 1) a subjetividade violada; 2) as resist\u00eancias m\u00faltiplas como resili\u00eancia; e 3) a gratuidade como um gesto messi\u00e2nico disruptivo de contra\u00e7\u00e3o da temporalidade violenta. Atrav\u00e9s destes conceitos-chave, propomos uma hermen\u00eautica da p\u00f3s-modernidade teol\u00f3gica latino-americana (MENDOZA-\u00c1LVAREZ, 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Um pouco de hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teologia da liberta\u00e7\u00e3o, nascida como uma recep\u00e7\u00e3o criativa do Conc\u00edlio Vaticano II na Am\u00e9rica Latina e no Caribe h\u00e1 meio s\u00e9culo, foi articulada como pensamento <em>moderno<\/em>, postulando duas media\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas constitutivas, as quais privilegiam a experi\u00eancia de amor de Deus pelos pobres e exclu\u00eddos.\u00a0 A <em>primeira media\u00e7\u00e3o<\/em> foi chamada &#8211; de acordo com uma obra paradigm\u00e1tica daquela primeira gera\u00e7\u00e3o &#8211; &#8220;media\u00e7\u00e3o socioanal\u00edtica&#8221; (BOFF, 1980) porque inclu\u00eda as ci\u00eancias sociais como uma ferramenta cr\u00edtica indispens\u00e1vel para a an\u00e1lise da realidade hist\u00f3rica em que o povo crente vivia a constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. A pr\u00e1xis da liberta\u00e7\u00e3o se reconhecia inspirada pela for\u00e7a prof\u00e9tica e m\u00edstica que surge do seguimento de Jesus de Nazar\u00e9, que, pela <em>Ruah,<\/em> revelou a Deus como seu <em>Abba<\/em> e pai de miseric\u00f3rdia dos pequenos e dos pobres. A segunda media\u00e7\u00e3o do discurso teol\u00f3gico libertador foi de natureza hermen\u00eautica, porque foi proposta como uma <em>interpreta\u00e7\u00e3o crente<\/em> da pr\u00e1xis hist\u00f3rica da liberta\u00e7\u00e3o, resultado do seguimento de Cristo, e como a realiza\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica da gra\u00e7a no meio da hist\u00f3ria do infort\u00fanio e da opress\u00e3o. Por essa raz\u00e3o, a primeira gera\u00e7\u00e3o de te\u00f3logos da liberta\u00e7\u00e3o &#8211; a grande maioria, homens formados no pensamento teol\u00f3gico europeu moderno, mas com um perspicaz olhar sobre a realidade da exclus\u00e3o e da pobreza dos povos oprimidos &#8211; privilegiou a experi\u00eancia sociopol\u00edtica do compromisso crist\u00e3o, embora sem ignorar a dimens\u00e3o pneumatol\u00f3gica e m\u00edstica do referido seguimento. A tese de Javier Vitoria, tomada por Jon Sobrino (SOBRINO, 2007, 100), postulando o princ\u00edpio &#8220;<em>extra pauperes nulla salus<\/em>&#8221; \u00e9 o melhor exemplo de tal reivindica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a utopia da mudan\u00e7a social como media\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da reden\u00e7\u00e3o &#8211; expressada como uma mudan\u00e7a de estruturas sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas &#8211; deixou de ter referentes sociopol\u00edticos com as crises do socialismo hist\u00f3rico, particularmente ap\u00f3s a queda do Muro de Berlim e seu efeito domin\u00f3 em outras latitudes do planeta. O orfanato foi aprofundado pelo endurecimento dos regimes socialistas latino-americanos, alguns deles atacados pelo capitalismo dos EUA &#8211; como no caso do Chile &#8211; e outros convertidos em ditaduras de um partido \u00fanico como em Cuba e no M\u00e9xico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XX foi assim marcada por uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre o primado da media\u00e7\u00e3o socioanal\u00edtica e pela abertura \u00e0s subjetividades que foram invisibilizadas, mesmo por esse pensamento teol\u00f3gico libertador. \u00c9 o que chamamos de uma <em>segunda gera\u00e7<\/em>\u00e3o de teologias da liberta\u00e7\u00e3o, representada por Ivone Gebara (GEBARA, 1995, 2000 e 2002), Elsa Tamez (TAMEZ, 1979, 1987 e 1989), Diego Irarr\u00e1zaval (IRARR\u00c1ZAVAL, 1999); Eleazar L\u00f3pez Hern\u00e1ndez (HERN\u00c1NDEZ, 1996 e 2004) e Pablo Suess (SUESS, 1983), entre muitos outros. Nos referimos, em primeiro lugar, \u00e0s mulheres que realizaram uma desconstru\u00e7\u00e3o do metarrelato patriarcal e kyriarcal que as manteve submetidas h\u00e1 mil\u00eanios na sociedade e nas igrejas, incluindo os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o (ver Teologia feminista). Mas n\u00e3o podemos esquecer os povos indios da Am\u00e9rica que iniciaram a reapropria\u00e7\u00e3o de suas tradi\u00e7\u00f5es ancestrais em di\u00e1logo com o Evangelho (ver Teologias amer\u00edndias). E, nos \u00faltimos anos, a teologia queer com Marcela Althaus-Reid (ALTHAUS-REID, 2005) e Andr\u00e9 Musskopf (MUSSKOPF, 2002 e 2005), por exemplo, foi constru\u00edda pelas comunidades crist\u00e3s de diversidade sexual, que anunciam a &#8220;Raridade&#8221; do Deus encarnado em Jesus da Galileia como uma met\u00e1fora para a estranheza da condi\u00e7\u00e3o humana, com a diversidade sexual que a caracteriza, sublinhando o reconhecimento inadi\u00e1vel do outro que inspira a Sabedoria divina no meio das sociedades de exclus\u00e3o de g\u00eanero (ver Teologia e G\u00eanero, Pastoral LGBT). Desde uma subjetividade t\u00e3o violada e vulner\u00e1vel assumida como um projeto contracultural, com um fundo \u00e9tico-m\u00edstico, essa teologia est\u00e1 propondo novos caminhos para a teologia da liberta\u00e7\u00e3o da terceira gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos agora tr\u00eas categorias fundamentais de teologia p\u00f3s-moderna em uma chave latino-americana que nos permitam compreender as contribui\u00e7\u00f5es criativas de pessoas e comunidades que assumem o colapso do metarrelato moderno como <em>kair\u00f3<\/em>s. Ou seja, a irrup\u00e7\u00e3o do tempo da gra\u00e7a que subverte os processos de opress\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o, invisibiliza\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o da humanidade e da casa comum \u00e0 mentira de Satan\u00e1s (GIRARD, 2002). Ser\u00e1 poss\u00edvel vislumbrar a\u00ed, precisamente, nas feridas do corpo social da humanidade, a passagem da reden\u00e7\u00e3o, reinterpretando aquele ox\u00edmoro (ou contra\u00e7\u00e3o de significados aparentemente contr\u00e1rios, mas abrindo um novo campo sem\u00e2ntico) magistral do pensamento hebraico cristalizado pelo segundo Isa\u00edas em metade do ex\u00edlio na Babil\u00f4nia: &#8220;e por suas chagas n\u00f3s somos curados&#8221; (Isa\u00edas 53, 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 A subjetividade violada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma caracter\u00edstica compartilhada pelo pensamento p\u00f3s-moderno ocidental com o conhecimento dos povos ind\u00edgenas da Am\u00e9rica \u00e9 o que podemos chamar de compreens\u00e3o <em>relacional<\/em> (ANDRADE, 1999) de pessoas e comunidades, o que supera o <em>cogito<\/em> cartesiano e sua express\u00e3o como metarrelato eg\u00f3ico. A abertura constitutiva para o outro &#8211; como &#8220;semelhante igual &#8220;, mas na &#8220;persist\u00eancia da diferen\u00e7a&#8221;, porque n\u00e3o \u00e9 uma assimila\u00e7\u00e3o ou coloniza\u00e7\u00e3o do outro, mas seu reconhecimento como outro &#8211; \u00e9 uma caracter\u00edstica t\u00edpica da experi\u00eancia p\u00f3s-moderna de subjetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio enfatizar imediatamente que o primeiro est\u00e1gio de constitui\u00e7\u00e3o desta rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 neutro, conforme analisado no seu momento pela fenomenologia transcendental europeia, mas \u00e9 marcado pela <em>ambival\u00eancia do desejo<\/em> e, portanto, pela presen\u00e7a do outro como um <em>alter ego<\/em> enquanto modelo de desejo, diferen\u00e7a que \u00e9 enigma e clamor ao mesmo tempo. Assim, a subjetividade se descobre, mais cedo ou mais tarde, violada pela presen\u00e7a dos outros, seja por sua dist\u00e2ncia inapreens\u00edvel, sua imposi\u00e7\u00e3o com sonhos de onipot\u00eancia, seja pelo seu clamor e sofrimento que \u00e9 como uma ferida aberta da humanidade. Uma <em>abertura<\/em> constitutiva \u00e9 ent\u00e3o desenhada como o momento origin\u00e1rio da <em>pessoa em rela\u00e7\u00e3o<\/em>. Essa alteridade desenvolvida por Levinas na segunda metade do s\u00e9culo 20 na Europa teve fortes resson\u00e2ncias na filosofia da liberta\u00e7\u00e3o latino-americana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, a essa experi\u00eancia de fissura do ego moderno que vive o desejo como confronto, foi descrita pelas sabedorias ancestrais dos povos originais latino-americanos antes da coloniza\u00e7\u00e3o com mitos e hist\u00f3rias de g\u00eameos em mimetismo e rivalidade, como \u00e9 o caso de a mitologia mexica que narra a lenda dos irm\u00e3os Coyolxauhqui e Huiztilopochtli como uma cosmogonia que explica o nascimento do deus da guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos encontrar v\u00e1rios exemplos da conflu\u00eancia de abordagens do Sul e do Norte nestas narrativas da viol\u00eancia original: alguns escritos como narrativa mitol\u00f3gica e outros como an\u00e1lises conceituais. Neste \u00faltimo sentido, a teoria mim\u00e9tica colocou sobre a mesa, desde h\u00e1 meio s\u00e9culo, o mecanismo do desejo triangular que gera estranhamento, desejo e sacrif\u00edcio da alteridade que nunca \u00e9 alcan\u00e7ado. A este respeito, vale a pena notar as reflex\u00f5es geradas na Am\u00e9rica Latina e o Caribe (ROCHA, 2014, SOLARTE, 2001, 2010, MENDOZA-\u00c1LVAREZ, 2016) para fazer uma recep\u00e7\u00e3o criativa da teoria mim\u00e9tica das culturas da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. Por outro lado, a teologia \u00edndia na Mesoam\u00e9rica tem expressado, com os s\u00edmbolos pr\u00f3prios de outros saberes, esse mesmo processo de morte, enfatizando ao mesmo tempo o desejo de viver como parte de um todo com a comunidade, a M\u00e3e Terra e a Sabedoria divina que \u00e9 expressa de maneira multiforme como lar, alimento e mist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 As resist\u00eancias m\u00faltiplas como resili\u00eancia <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As subjetividades p\u00f3s-modernas reconhecem que a rede de relacionamentos origin\u00e1rios de qualquer processo de subjetiva\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada ao que Foucault (FOUCAULT, 1976) chamou de <em>biopoder<\/em> no Ocidente e que o pensamento anti-sist\u00eamico latino-americano hoje chama a hidra capitalista (SANDOVAL, 2012; COMISS\u00c3O SEXTO DO EZLN, 2015). Dois conceitos complementares para designar o crescente fen\u00f4meno do &#8220;estado de exce\u00e7\u00e3o&#8221; (AGAMBEN, 2003) na aldeia global, que sujeita os povos inteiros \u00e0 marginalidade, \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, \u00e0 pol\u00edtica extrativista dos governos ao servi\u00e7o do mercado. Tais fen\u00f4menos adquirem um significado de justificativa transcendente com o surgimento das religi\u00f5es sacrificiais que mant\u00eam seus seguidores anestesiados atrav\u00e9s de ritos e cren\u00e7as em uma divindade que exige o sofrimento e o sangue dos inocentes para conceder a purifica\u00e7\u00e3o do mal e a viol\u00eancia que a humanidade anseia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante dessa situa\u00e7\u00e3o de subjuga\u00e7\u00e3o estrutural, movimentos sociais, povos ind\u00edgenas, culturas juvenis e comunidades de crentes de diferentes tradi\u00e7\u00f5es realizaram pr\u00e1ticas de resist\u00eancia que buscam maneiras de superar essa escalada violenta de sacrif\u00edcios. \u00c9 por isso que a teologia p\u00f3s-moderna da Am\u00e9rica Latina e do Caribe &#8211; vivida e narrada por pessoas e comunidades em resist\u00eancias m\u00faltiplas &#8211; adquire nuances contraculturais de pr\u00e1ticas sexuais, pol\u00edticas, culturais e religiosas de <em>desconstru\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o sacrificial e <\/em>balbucio<em> de experi\u00eancias de gratuidade<\/em> <em>como indicador da mudan\u00e7a de mundo<\/em>. Uma transforma\u00e7\u00e3o integral que os povos nativos maias chamam de &#8220;o amanhecer&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9, enquanto resist\u00eancias m\u00faltiplas, uma esp\u00e9cie de <em>resili\u00eancia <\/em>radical &#8211; ou seja, a capacidade de suportar a dor e o sofrimento al\u00e9m do que \u00e9 imagin\u00e1vel &#8211; como <em>poder de subjetiva\u00e7\u00e3o<\/em> que enfrenta a l\u00f3gica do pensamento abismal com o que &#8221; (SANTOS, 2010) e que Silvia Rivera Cusicanqui chama de &#8220;pr\u00e1ticas descolonizadoras&#8221; (CUSICANQUI, 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teologia crist\u00e3 p\u00f3s-moderna, por sua vez, \u00e9 tecida como um di\u00e1logo de saberes por grupos em resist\u00eancia com suas respectivas teologias contextuais \u00edndia, <em>queer<\/em>, migrante e feminista (AQUINO, 1992, ROJAS, 2010, entre muitas outras mais). Essas teologias assumem os processos de subjetiva\u00e7\u00e3o que emergem da marginalidade como sinais dos tempos nos quais irrompe a vida divina, anunciada h\u00e1 dois mil\u00eanios pela radical encarna\u00e7\u00e3o do Logos nas margens do Imp\u00e9rio Romano e da religi\u00e3o sacrificial de Israel, com Jesus de Nazar\u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 A gratuidade do gesto messi\u00e2nico disruptivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por isso que a terceira caracter\u00edstica da teologia p\u00f3s-moderna latino-americana \u00e9 a experi\u00eancia da <em>temporalidade messi\u00e2nica<\/em> em uma chave kairol\u00f3gica. Ou seja, um tempo intensivo de reden\u00e7\u00e3o. Nesta perspectiva, essa reflex\u00e3o assume a contradi\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria violenta da humanidade como o lugar teol\u00f3gico mais profundo para desvendar o Mist\u00e9rio amoroso do real que as religi\u00f5es chamam de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teologia europeia ap\u00f3s a <em>Shoah<\/em> &#8211; elaborada por pensadores migrantes (PANNENBERG, 1993 e S\u00d6LLE, 1978) &#8211; j\u00e1 viu a urg\u00eancia de interpretar o tempo messi\u00e2nico como &#8220;estilhas do tempo&#8221;, de acordo com a famosa tese de Walter Benjamin, o tempo que d\u00f3i pelo clamor dos inocentes. Foi precedida por aqueles que n\u00e3o sobreviveram aos campos de concentra\u00e7\u00e3o (BONHOEFFER, 1971) e depois desenvolvida por te\u00f3logos sobreviventes (METZ, 1996). Nesse teor de pensamento, meio s\u00e9culo depois, Girard e Agamben &#8211; nos Estados Unidos e na Europa, respectivamente &#8211; radicalizaram o pensamento apocal\u00edptico em termos de &#8220;contra\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica&#8221; (MENDOZA, 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Partindo do reverso da medalha, a teologia p\u00f3s-moderna latino-americana vem recolhendo essa heran\u00e7a para pens\u00e1-la a partir do sofrimento dos inocentes como alteridades invis\u00edveis. Mas o faz, para surpresa de muitos, sublinhando sua pot\u00eancia como pobres da terra que geram novos mundos a partir de sua pobreza e sua resist\u00eancia aut\u00f4noma. Assim, o pensamento anti-sist\u00eamico latino-americano que surgiu nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 21 anunciou &#8220;uma tempestade que se aproxima&#8221; porque a l\u00f3gica da globaliza\u00e7\u00e3o do capital \u00e9 implac\u00e1vel, mas tamb\u00e9m indicou os caminhos da reden\u00e7\u00e3o e de esperan\u00e7a na chave de resist\u00eancias m\u00faltiplas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No seu sentido hol\u00edstico como promessa de um amanh\u00e3 para todos, a teologia p\u00f3s-moderna da Am\u00e9rica Latina e do Caribe parte da l\u00f3gica da superabund\u00e2ncia divina que vem da gratuidade e explora os sinais de nutri\u00e7\u00e3o humano-divina como uma comunidade que est\u00e1 em processo de constru\u00e7\u00e3o (M\u00c9NDEZ, 2013). Esta teologia \u00e9 feita a partir dos restos da modernidade, mas com o alimento da esperan\u00e7a que os justos da hist\u00f3ria semeiam atrav\u00e9s de seus atos de doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deste modo, o tempo messi\u00e2nico n\u00e3o \u00e9 outro metarrelato de mudan\u00e7a social como uma utopia intra-hist\u00f3rica, mas uma <em>fissura<\/em> no meio dos sistemas de totalidade atrav\u00e9s da qual surge um vislumbre de esperan\u00e7a. Essa fenda \u00e9 deixada aberta por pessoas justas, compassivas com seus atos disruptivos de amor incondicional no cora\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica de domina\u00e7\u00e3o. Sem triunfalismo, esta teologia p\u00f3s-moderna \u00e9 inspirada nos gestos da gratuidade messi\u00e2nica que rompem a l\u00f3gica do pensamento \u00fanico atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas e narrativas disruptivas que anunciam um mundo al\u00e9m da exclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, o poder dos pobres e exclu\u00eddos \u00e9 designado pela teologia p\u00f3s-moderna da Am\u00e9rica Latina e do Caribe &#8211; em clara continuidade com a experi\u00eancia de Israel libertada da escravid\u00e3o de Fara\u00f3 pelo deus das estepes &#8211; como um horizonte de tempo contra\u00eddo, a partir de experi\u00eancias hist\u00f3ricas de\u00a0 resist\u00eancias m\u00faltiplas experimentadas como gratuidade que vem da supera\u00e7\u00e3o do mimetismo violento e como transforma\u00e7\u00e3o do conflito atrav\u00e9s da justi\u00e7a e da miseric\u00f3rdia unidas, para aprender a &#8220;viver como sobreviventes&#8221; no meio do colapso que nos espera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 ent\u00e3o o an\u00fancio da <em>esperan\u00e7a<\/em> crist\u00e3 no Reinado de Deus faz sentido. Aquela que n\u00e3o desvia o olhar das feridas dos crucificados de sempre. Aquela que experimenta o consolo que vem do Mist\u00e9rio amoroso do real atrav\u00e9s dos gestos messi\u00e2nicos que interrompem a temporalidade violenta. A esperan\u00e7a daqueles que estabelecem sinais patentes de compaix\u00e3o no meio do desamor.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Carlos Mendoza-\u00c1lvarez, OP<\/em>. Universidade Ibero-americana, M\u00e9xico (M\u00e9xico). Texto original em espanhol<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AGAMBEN, Giorgio. <em>El poder soberano y la nuda vida<\/em>, <em>Homo sacer I,<\/em> Trad. y notas Antonio Cuspinera. Valencia: Pre-textos, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Lo que queda de Auschwitz. El archivo y el testigo. Homo sacer III<\/em>. Valencia: Pre-Textos, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Estado de excepci\u00f3n: Homo sacer II<\/em>. Traducci\u00f3n Antonio Cuspinera. Valencia: Pre-textos, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALISON, James. <em>El retorno de Abel: las huellas de la imaginaci\u00f3n escatol\u00f3gica<\/em>.\u00a0Barcelona: Herder, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALTHAUS-REID, Marcella. <em>La teolog\u00eda indecente: perversiones teol\u00f3gicas en sexo, g\u00e9nero y pol\u00edtica<\/em>. Barcelona: Bellaterra, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDRADE, Barbara. <em>Dios en medio de nosotros: esbozo de una teolog\u00eda trinitaria kerygm\u00e1tica.<\/em> Salamanca: Secretariado Trinitario, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Cu\u00e9ntanos tu experiencia de Dios: reflexiones sobre el Dios cristiano<\/em>. Salamanca: Secretariado Trinitario, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AQUINO, Mar\u00eda Pilar. <em>Nuestro clamor por la vida. Teolog\u00eda Latinoamericana desde la perspectiva de la mujer<\/em>. San Jos\u00e9 de Costa Rica: Departamento Ecum\u00e9nico de Investigaciones, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>La Teolog\u00eda, La Iglesia y La Mujer en Am\u00e9rica Latina<\/em>. Bogot\u00e1, Colombia: Indo-American Press, 1994.]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AQUINO, Mar\u00eda Pilar &amp; Tamez, Elsa. <em>Teolog\u00eda feminista latinoamericana<\/em>. Quito, Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AQUINO, Mar\u00eda Pilar &amp; Rosado-Nunes, Mar\u00eda Jos\u00e9. <em>Teolog\u00eda feminista intercultural: exploraciones latino para un mundo justo<\/em>. M\u00e9xico: Dabar, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOFF, Clodovis. <em>Teolog\u00eda de lo pol\u00edtico. Sus mediaciones<\/em>. Salamanca: S\u00edgueme, 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BONHOEFFER, Dietrich. <em>Resistencia y sumisi\u00f3n: cartas y apuntes desde el cautiverio<\/em>. Trad. Michael Faber-Kaiser. Barcelona: Libros del Nopal, 1971.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CARRASCO, Victoria (coord.). <em>Espiritualidad y fe de los pueblos indi\u0301genas: ensayos.<\/em> Quito, Ecuador: Instituto de Pastoral de los Pueblos Indi\u0301genas, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISI\u00d3N SEXTA DEL EZLN. <em>El pensamiento cr\u00edtico frente a la hidra capitalista<\/em>. San Crist\u00f3bal de Las Casas, Chiapas: EZLN, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FOUCALT, Michel. <em>Defender la sociedad. Buenos<\/em>. Trad. Horacio Pons. Aires: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 1976 [2000].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GEBARA, Ivone. <em>Teolog\u00eda a ritmo de mujer<\/em>. Trad. Jos\u00e9 Ma. Hern\u00e1ndez. M\u00e9xico: Dabar, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Intuiciones ecofeministas: ensayo para repensar el conocimiento y la religi\u00f3n<\/em>. Trad. Graciela Pujol. Madrid: Trotta, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>El Rostro oculto del mal: una teolog\u00eda desde la experiencia de las mujeres<\/em>. Trad. Jos\u00e9 Francisco Dom\u00ednguez. Madrid: Trotta, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GIRARD, Ren\u00e9. <em>Veo a Sat\u00e1n caer como el rel\u00e1mpago<\/em>. Trad. Francisco D\u00edez. Barcelona: Anagrama, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IRARR\u00c1ZAVAL, Diego. <em>Un cristianismo andino.<\/em>\u00a0Quito, Ecuador: Ediciones Abya Yala, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEYVA, Xochitl; ALONSO, Jorge y otros. <em>Pr\u00e1cticas otras de conocimiento(s). Entre crisis, entre guerras, Tomos I, II y III.<\/em> M\u00e9xico-Per\u00fa-Cuba-Venezuela-Colombia-Brasil-Holanda-Portugal-Dinamarca: Cooperativa Editorial Retos, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00d3PEZ HERN\u00c1NDEZ, Eleazar. <em>Las teolog\u00edas indias en la Iglesia<\/em>. M\u00e9xico: CENAMI, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Teolog\u00eda india<\/em>. Prefacio de Rosino Gibellini.\u00a0Bolonia, Italia: EMI, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00c9NDEZ MONTOYA \u00c1ngel. <em>El fest\u00edn del deseo. Una teolog\u00eda alimentaria de la creaci\u00f3n<\/em>. M\u00e9xico: Jus, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MENDOZA-\u00c1LVAREZ, Carlos. <em>El Dios otro. Un acercamiento a lo sagrado en el mundo posmoderna<\/em>. M\u00e9xico: Universidad Iberoamericana, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>El Dios escondido de la posmodernidad. Deseo, memoria e imaginaci\u00f3n escatol\u00f3gica<\/em>. Ensayo de teolog\u00eda fundamental posmoderna. Guadalajara: SUJ, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Deus ineffabilis. Una teolog\u00eda posmoderna de la revelaci\u00f3n del fin de los tiempos<\/em>. Barcelona\/M\u00e9xico: Herder\/Universidad Iberoamericana, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Caminos de paz: Teor\u00eda mim\u00e9tica y construcci\u00f3n social<\/em>. M\u00e9xico: Universidad Iberoamericana, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">METZ, Johann Baptist (ed.). <em>El Clamor de la tierra: el dramatismo del problema de la teodicea<\/em>. Navarra: Verbo Divino, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Esperar a pesar de todo: conversaciones con Ekkehard Schuster y Reinhold Boschert Kimmig<\/em>. Pr\u00f3logo de Reyes Mate; Trad. Carmen Gauger.\u00a0Madrid:\u00a0Trotta, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MUSSKOPF, Andr\u00e9 Sydney. <em>Talar Rosa: Homossexuais e o Minist\u00e9rio na Igreja<\/em>. S\u00e3o Leopoldo: Oiko, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Uma brecha no arm\u00e1rio: Propostas para uma teologia gay<\/em>. S\u00e3o Leopoldo: Centro de Estudos B\u00edblicos, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PANNENBERG, Wolfhart. <em>Antropolog\u00eda en perspectiva teol\u00f3gica: implicaciones religiosas de la teor\u00eda antropol\u00f3gica<\/em>. Salamanca: S\u00edgueme, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIVERA CUSICANQUI, Silvia. <em>Ch\u2019ixinakax utxiwa: una reflexi\u00f3n sobre pr\u00e1cticas y discursos descolonizadores<\/em>. Buenos Aires: Tinta Lim\u00f3n, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROCHA, Jo\u00e3o Cezar de Castro. <em>\u00bfCulturas shakespearianas? Teor\u00eda mim\u00e9tica y Am\u00e9rica Latina<\/em>. 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Reflexiones desde la investigaci\u00f3n y la acci\u00f3n\u201d. \u00a0En <em>Universitas Philosophica<\/em>, Pontificia Universidad Javeriana, v.27\u00a0fasc.55 (2010), p.41-66.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00d6LLE, Dorothee. <em>Sufrimiento<\/em>. Trad. Fabi\u00e1n Diego y Josep Boada. Salamanca: S\u00edgueme, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SUESS, Pablo. <em>Culturas ind\u00edgenas y evangelizaci\u00f3n<\/em>. Lima, Per\u00fa: Centro de Estudios y Publicaciones, 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TAMEZ, Elsa. <em>La sociedad que las mujeres so\u00f1amos: [nuevas relaciones var\u00f3n-mujer en un nuevo orden econ\u00f3mico]<\/em>. San Jos\u00e9, Costa Rica: Departamento Ecum\u00e9nicos de Investigaciones, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Against machism: Rubem Alves, Leonardo Boff, Gustavo Guti\u00e9rrez, Jos\u00e9 Miguez Bonino, Juan Luis Segundo\u2026and others talk about the struggle of women: interviews<\/em>. Yorktown Heights, NY: Meyer-Stone Books, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_____. <em>Through her eyes: women\u2019s theology from Latin America.\u00a0<\/em>Maryknoll, N.Y.: Orbis Books, 1989.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Sobreviventes de um naufr\u00e1gio 2 Um pouco de hist\u00f3ria 3 A subjetividade violada 4 As resist\u00eancias m\u00faltiplas como resili\u00eancia 5 A gratuidade do gesto messi\u00e2nico disruptivo 1 Sobreviventes de um naufr\u00e1gio O naufr\u00e1gio do ego moderno est\u00e1 levando a civiliza\u00e7\u00e3o humana ao perigo de extin\u00e7\u00e3o devido \u00e0 crise ecol\u00f3gica e social que o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-1686","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-fundamental"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1686"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1687,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1686\/revisions\/1687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}