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{"id":158,"date":"2014-12-18T08:03:49","date_gmt":"2014-12-18T10:03:49","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=158"},"modified":"2016-04-10T10:20:57","modified_gmt":"2016-04-10T13:20:57","slug":"etica-teologico-crista-da-sexualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=158","title":{"rendered":"\u00c9tica teol\u00f3gico-crist\u00e3 da sexualidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 A \u00e9tica teol\u00f3gica da sexualidade e exist\u00eancia humana<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 O estatuto teol\u00f3gico da \u00e9tica da sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.1 O car\u00e1ter plenamente humano da sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.2 O car\u00e1ter cr\u00edstico da sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.3 A sexualidade: entre o sacramental e o sacramento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 A \u00e9tica da sexualidade e a Teologia dogm\u00e1tica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 A tarefa \u00e9tica da Teologia da sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.1 O enigma da sexualidade e a \u00e9tica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.2 A Lei e os valores da sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u00c9tica e moral da sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 A \u00e9tica teol\u00f3gica da sexualidade e exist\u00eancia humana<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por muito tempo a Moral da Pessoa ocupou-se das quest\u00f5es concernentes \u00e0 sexualidade e a categoria de pessoa destacava-se como estruturante do arcabou\u00e7o da reflex\u00e3o da pr\u00e1xis crist\u00e3. No entanto, com os grandes avan\u00e7os das denominadas ci\u00eancias humanas e seu impacto, sobretudo nas \u00faltimas d\u00e9cadas, sobre a teologia moral, tornou-se mais comum denomin\u00e1-la de \u00c9tica teol\u00f3gica da sexualidade. Isso se deve ao cuidado que se tem tido de\u00a0 deslocar a aten\u00e7\u00e3o da \u201cpessoa\u201d, tomada no sentido essencialista para insistir na exist\u00eancia humana em sua dinamicidade (SALZMAN; LAWLWER, 2012). Em torno da exist\u00eancia humana sincronizam-se o car\u00e1ter subjetivo, intersubjetivo e social da sexualidade, auxiliado pelos conhecimentos advindos da psican\u00e1lise, da sociologia (FOUCAULT, 1977), da antropologia, da filosofia pol\u00edtica e de outros campos do saber que se debru\u00e7am sobre o fen\u00f4meno do corpo e da sexualidade humana (BORRILO, 2002).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, a \u00c9tica teol\u00f3gico-crist\u00e3 da sexualidade est\u00e1 ancorada na experi\u00eancia vivida do ser humano concreto ou do sujeito encarnado (HENRY, 2012), bem como no saber que essa mesma experi\u00eancia se d\u00e1 e que se expressa atrav\u00e9s do saber das ci\u00eancias da vida e do corpo. A centralidade da exist\u00eancia sexual faz com que a \u00e9tica da sexualidade se oponha \u00e0 vis\u00e3o do sujeito abstrato e de sua respectiva considera\u00e7\u00e3o a respeito do corpo e do sexo. Pressup\u00f5e-se, portanto, uma antropologia em que o ser humano <em>\u00e9<\/em> corpo e n\u00e3o algu\u00e9m que apenas <em>tem<\/em> um corpo (HENRY, 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa esteira, corpo e sexo n\u00e3o se contrap\u00f5em, n\u00e3o est\u00e3o em concorr\u00eancia e, por conseguinte, recha\u00e7am qualquer dualismo entre corpo e alma. A consequ\u00eancia imediata dessa abordagem \u00e9 que a sexualidade n\u00e3o aparece mais como sendo da ordem da mera <em>conting\u00eancia<\/em> e da esfera da <em>necessidade<\/em> da encarna\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da individua\u00e7\u00e3o do eu como subjetividade ou consci\u00eancia pura ou esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ser humano se faz, expressa e se diz no corpo <em>como<\/em> sujeito sexuado. Por isso a vis\u00e3o do sexo subjacente a essa antropologia n\u00e3o se restringe ao corpo-objeto abordado pelas ci\u00eancias emp\u00edrico-formais, mas vincula-se ao corpo-subjetivo e \u00e0 ontologia do corpo veiculada pela filosofia e a teologia da carnalidade humana. Nessa perspectiva, a sexualidade n\u00e3o \u00e9 um dado amorfo nem algo pronto e acabado, j\u00e1 que sempre referida ao advir da vida no homem com os outros em sociedade. Trata-se, pois, do ponto de vista fenomenol\u00f3gico, de um <em>evento<\/em> enquanto a sexualidade j\u00e1 \u00e9 e est\u00e1 por edificar-se \u00e0 medida que a carnalidade situa o ser humano no arco da exist\u00eancia, isto \u00e9, o insere na natureza, na hist\u00f3ria, na cultura, enfim, no seio das rela\u00e7\u00f5es com e para os outros no mundo, na cidade (<em>p\u00f3lis<\/em>). Nesse sentido, n\u00e3o h\u00e1 como se distanciar do fen\u00f4meno da sexualidade para tematiz\u00e1-la. Ela \u00e9 da ordem do aparecer e do manifestar-se de modo a escapar do saber teor\u00e9tico que prescinda do coenvolvimento daquilo que aparece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 O estatuto teol\u00f3gico da \u00e9tica da sexualidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em fun\u00e7\u00e3o de uma antropologia que se pretenda unit\u00e1ria e da condi\u00e7\u00e3o humana em sua unicidade na diversidade (SALZMAN; LAWLER, 2012), a \u00c9tica teol\u00f3gica da sexualidade leva em conta o fato de a experi\u00eancia humano-crist\u00e3 ser indissoci\u00e1vel da encarna\u00e7\u00e3o. Que o Filho de Deus tenha assumido a carne na hist\u00f3ria da narratividade de seu corpo, isso faz com que esse evento cr\u00edstico repercuta imediatamente na condi\u00e7\u00e3o humana lan\u00e7ada na Exist\u00eancia. Assim, o <em>seguimento<\/em> do Cristo como categoria \u00e9tica incorpora a si um diferencial ou uma novidade com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viv\u00eancia da sexualidade (FUCHS, 1995). A saber, p\u00f5e em evid\u00eancia o impacto da revela\u00e7\u00e3o (crist\u00e3) sobre a vida humana e o modo como se segue o Cristo gra\u00e7as \u00e0 corporeidade e \u00e0 sexualidade, ambas assumidas como dom da cria\u00e7\u00e3o e como gra\u00e7a da salva\u00e7\u00e3o em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.1 O car\u00e1ter plenamente humano da sexualidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00e9tica da sexualidade tem como pressuposto o fato que corpo e sexo n\u00e3o s\u00e3o considerados meros <em>meios<\/em> ou trampolim para outro fim (esp\u00edrito), mas a maneira pela qual se tem, concretamente, acesso \u00e0 vida humanizada sexualmente, dita e experimentada, em Cristo. Desse modo, a reflex\u00e3o (crist\u00e3) da sexualidade trava-se na interface entre \u00c9tica teol\u00f3gica fundamental e \u00c9tica teol\u00f3gico-crist\u00e3 do corpo. Sem uma antropologia teol\u00f3gica do corpo, a \u00e9tica da sexualidade corre o risco de ser ass\u00e9ptica e sem incid\u00eancia na exist\u00eancia encarnada das pessoas que vivem tendo como horizonte a f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um lado, a \u00c9tica teol\u00f3gica fundamental inclui no horizonte de sua reflex\u00e3o o car\u00e1ter universal da a\u00e7\u00e3o humana. Aquilo que o Cristo revela da e para a humanidade a partir de sua hist\u00f3ria (SESBO\u00dcE, 1982, p.227-68) diz respeito, em primeiro lugar, ao sentido da exist\u00eancia humana enquanto referida \u00e0 <em>cria\u00e7\u00e3o<\/em>. Assim, essa categoria teol\u00f3gica pode ser traduzida, em termos seculares, como \u201cfinitude\u201d e essa, por sua vez, aparece indissoci\u00e1vel da criatividade da condi\u00e7\u00e3o existencial do ser humano. Nesse caso, o cristianismo n\u00e3o se pretende como \u201cregime de exce\u00e7\u00e3o\u201d no tocante \u00e0 viv\u00eancia da sexualidade (AZPITARTE, 2001). Na \u00f3tica do corpo-pr\u00f3prio, a teologia propugna a humaniza\u00e7\u00e3o do ser humano em conson\u00e2ncia com a carnalidade e a sexualidade plenamente realizadas e n\u00e3o a reboque delas. Logo, a \u00c9tica teol\u00f3gico-crist\u00e3 da sexualidade n\u00e3o se edifica \u00e0 margem da condi\u00e7\u00e3o eminentemente \u201ccriatural\u201d da exist\u00eancia crist\u00e3, partilhada <em>por<\/em> e <em>com<\/em> o g\u00eanero humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.2 O car\u00e1ter cr\u00edstico da sexualidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, a \u00c9tica teol\u00f3gica contempla em seu labor a singularidade da experi\u00eancia crist\u00e3 segundo sua diferen\u00e7a espec\u00edfica. Essa refere-se \u00e0 peculiaridade da carnalidade que porta em si o car\u00e1ter cr\u00edstico. Gra\u00e7as \u00e0 encarna\u00e7\u00e3o, o crist\u00e3o n\u00e3o se autocompreende sen\u00e3o intrinsecamente associado ao Cristo, de modo a tecer e conformar sua vida na carne em constante contato e confronto com o Mist\u00e9rio Pascal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De maneira expl\u00edcita, a viv\u00eancia do Batismo, a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia e a vida eclesial s\u00e3o maneiras concretas pelas quais se gesta a identifica\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o com o Cristo. Assim, a configura\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3 se tece na interpela\u00e7\u00e3o ou no embate do corpo a corpo com v\u00e1rias <em>alteridades<\/em>. A saber, na escuta das Escrituras, na cumplicidade de vida da comunidade de perten\u00e7a, na celebra\u00e7\u00e3o, na Liturgia e no constante encontro com o rosto\/corpo do outro humano \u00e9 que se retroalimenta a vida crist\u00e3 e se descobre e se realiza o sentido da sexualidade em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista da vida especificamente crist\u00e3, essas alteridades instigam o crist\u00e3o a viver a sexualidade como <em>evento<\/em> humano associado, por sua vez ao \u201cFato crist\u00e3o\u201d que a inspira. Essa din\u00e2mica relacional se traduz e se cumpre na cont\u00ednua incorpora\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o ao Corpo de Cristo. Desse modo, o corpo e sexo n\u00e3o se dissociam de certa met\u00e1fora esponsal que, por sua vez, se traduz na cumplicidade amorosa entre Cristo e a Igreja (humanidade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em fun\u00e7\u00e3o disso, a sexualidade em perspectiva crist\u00e3 tamb\u00e9m assume um car\u00e1ter sacramental. Ela \u00e9 vivida pelos crist\u00e3os como testemunho e <em>sinal<\/em> da entrega amorosa do Cristo pelo seu corpo (ANATRELLA, 2001). A sacramentalidade da vida sexual, por sua vez, assume m\u00faltiplas formas na diversidade da comunidade crist\u00e3 inserida no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 aqueles que se sentem chamados a contrair um v\u00ednculo amoroso por meio do matrim\u00f4nio, cuja uni\u00e3o se expressa na rela\u00e7\u00e3o carnal movida pelo desejo e pelo amor, gra\u00e7as \u00e0 experi\u00eancia do corpo e do sexo que a sustenta, a mant\u00e9m e a impulsiona. H\u00e1 outros que optaram por consagrarem-se \u00e0 vida religiosa como modo de servi\u00e7o ao Reino de Deus. Nela, a sexualidade assume a modalidade de uma vida consagrada celibat\u00e1ria. Outros optam pela vida clerical na qual, especificamente, o celibato presbiteral assume o car\u00e1ter disciplinar. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que vivem uma uni\u00e3o est\u00e1vel cuja experi\u00eancia corp\u00f3rea-sexual visa a traduzir a experi\u00eancia de comunh\u00e3o de vida entre parceiros homoafetivos, cuja significa\u00e7\u00e3o procede do desejo de testemunhar o seguimento de Cristo e expresso em alguns \u201csacramentais\u201d do cristianismo (GALLAGHER, 1990, p.31-8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as modalidades de vida crist\u00e3 na qual a sexualidade assume uma configura\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3pria, dependendo do tipo de estilo de vida, partilham, no entanto, da mesma fecundidade do amor inspiradas no amor de Cristo pela humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.3 A sexualidade: entre o sacramental e o sacramento<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, o car\u00e1ter sacramental da vida crist\u00e3 abre a reflex\u00e3o \u00e9tico-teol\u00f3gica da corporeidade para a dimens\u00e3o pneum\u00e1tica da sexualidade. Ao humanizar a humanidade assumindo-a por dentro \u2013 desde o mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o e seu desdobramento na cria\u00e7\u00e3o, salva\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o \u2013, o crist\u00e3o \u00e9 santificado na e pela sexualidade, gra\u00e7as \u00e0 filia\u00e7\u00e3o divina instaurada por Cristo. Sendo ele o Filho, a encarna\u00e7\u00e3o do Verbo inaugura para o g\u00eanero humano a possibilidade de viver em profunda comunh\u00e3o com Deus e de incorporar-se \u00e0 vida trinit\u00e1ria (VIDAL, 2002).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez inabitado pelo Esp\u00edrito do Cristo, \u00e9 concedido ao ser humano o dom e a tarefa da santifica\u00e7\u00e3o de sua vida a partir do pr\u00f3prio corpo e do sexo. A sexualidade, portanto, lida \u00e0 luz da Teologia crist\u00e3 do corpo, afirma-se como caminho de uma aut\u00eantica e fecunda vida espiritual. Abandona-se, portanto, de vez, o dualismo entre corpo e esp\u00edrito em voga na tradi\u00e7\u00e3o greco-romano que, em certo sentido, influenciou algumas abordagens depreciativas da sexualidade por parte do cristianismo ao longo dos s\u00e9culos (BROWN, 1990). Com isso, evita-se cair em dois extremos, seja no espiritualismo ing\u00eanuo e idealista da sacraliza\u00e7\u00e3o da sexualidade, seja na vis\u00e3o depreciativa do corpo em detrimento da supervaloriza\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito, para o qual a encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 da ordem da conting\u00eancia existencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida em Cristo, movido pelo seu Esp\u00edrito, assegura a dessacraliza\u00e7\u00e3o da sexualidade (ela \u00e9 da ordem da cria\u00e7\u00e3o e da santidade e n\u00e3o do sagrado). E, ao mesmo tempo eleva a sexualidade \u00e0 estatura de um aut\u00eantico caminho de humanidade dos corpos existencialmente vividos na relacionalidade afetivo-sexual. A vida espiritual j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 alheia \u00e0 viv\u00eancia da sexualidade humana. Essa, por sua vez, \u00e9 considerada como lugar da experi\u00eancia da ternura, do amor, do dom e da entrega m\u00fatua e, por isso, associada aos frutos do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 A \u00e9tica da sexualidade e a Teologia dogm\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as aos motivos antropoteol\u00f3gicos evocados, h\u00e1 que se ter presente que a \u00c9tica crist\u00e3 da sexualidade \u00e9 insepar\u00e1vel da Teologia Dogm\u00e1tica. Dependendo do modo como os v\u00e1rios tratados da Teologia \u2013 Teologia Fundamental, Cristologia, Trindade, Pneumatologia, Eclesiologia etc. \u2013 abordam a corporeidade, isso determina a vis\u00e3o \u00e9tico-teol\u00f3gica da sexualidade e vice-versa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa rela\u00e7\u00e3o depreende-se uma \u00e9tica crist\u00e3 estoica, uma \u00e9tica gn\u00f3stica da sexualidade ou, o contr\u00e1rio, uma \u00e9tica crist\u00e3 do amor e do desejo calcada na positividade da carnalidade humana como lugar da experi\u00eancia salv\u00edfica mediatizada pelo corpo e pelo sexo. Emergem, pois, dessa constata\u00e7\u00e3o duas perspectivas que, em certo sentido, parecem antag\u00f4nicas: ou ressalta-se o desejo, o erotismo e o prazer como caracter\u00edsticas inalien\u00e1veis da condi\u00e7\u00e3o humana e da pr\u00f3pria vida em Cristo ou, pelo contr\u00e1rio, acaba-se por subestim\u00e1-los a ponto de comprometer inclusive a novidade da vis\u00e3o crist\u00e3 do corpo e do sexo (SALZMAN; LAWLER, 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso implica dizer que o grande desafio para uma \u00c9tica teol\u00f3gico-crist\u00e3 da sexualidade na contemporaneidade passa pela premente necessidade de rearticular-se Amor, Gra\u00e7a e Desejo a partir da rela\u00e7\u00e3o entre os seres humanos e deles com o Deus do cristianismo; e entre Prazer e Dom da carne (Eros), que a humanidade recebeu na cria\u00e7\u00e3o, e a plenitude da encarna\u00e7\u00e3o, na revela\u00e7\u00e3o e na reden\u00e7\u00e3o, consumada na santifica\u00e7\u00e3o (AZPITARTE, 2001).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 A tarefa \u00e9tica da Teologia da sexualidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em fun\u00e7\u00e3o do arcabou\u00e7o da \u00e9tica teol\u00f3gica, h\u00e1 que se ter presente seu labor com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <em>promo\u00e7\u00e3o<\/em> e \u00e0 <em>prote\u00e7\u00e3o<\/em> da sexualidade humana em suas respectivas dimens\u00f5es. Isso se deve, por um lado, ao fato de a sexualidade referir-se ao ser humano, seja como sujeito em rela\u00e7\u00e3o (com o outro), seja como membro da comunidade humana, enquanto o insere na vida p\u00fablica ou na conviv\u00eancia em sociedade (LACROIX, 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <em>4.1 O enigma da sexualidade e a \u00e9tica<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, a \u00e9tica da sexualidade lida com o fato origin\u00e1rio de a sexualidade ser da ordem do \u201cenigma\u201d (RICOEUR, 1967) e, consequentemente, do regime da ambival\u00eancia, na medida em que nela articulam-se o desejo (de outrem) e o prazer. Enquanto o desejo suscita no indiv\u00edduo uma fome insaci\u00e1vel do outro com o qual se vive o amor er\u00f3tico, a din\u00e2mica interna do prazer, por sua vez, est\u00e1 \u00e0 procura da saciedade, da frui\u00e7\u00e3o e do gozo dos corpos que se d\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o sexual. Nesse caso, o <em>sentido<\/em> da sexualidade oscila entre a transcend\u00eancia e a iman\u00eancia, entre a proximidade e o distanciamento que o desejo e o prazer suscitam nos parceiros que se prop\u00f5em, em consentimento, contrair um v\u00ednculo amoroso de vidas e corpos. Isso significa que a \u00e9tica da sexualidade articula-se em torno desses pressupostos antropol\u00f3gicos, sem os quais corre-se o risco de juricizar a sexualidade e comprometer seu car\u00e1ter \u00e9tico origin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, seguindo essa din\u00e2mica do amor e do desejo, compete \u00e0 \u00e9tica promover os valores que a pr\u00f3pria sexualidade se d\u00e1 enquanto evento humano-crist\u00e3o. A \u00e9tica da sexualidade visa a cultivar e assegurar o cuidado de si, o cuidado do outro, o cuidado da rela\u00e7\u00e3o \u201ccomo\u201d terceiro e o cuidado do \u201cterceiro\u201d da rela\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da vida sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>4.2 A Lei e os valores da sexualidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em torno do desejo e do prazer, a \u00e9tica assume um car\u00e1ter, primeiramente, positivo em fun\u00e7\u00e3o da bondade da sexualidade segundo seu teor eminentemente relacional, no sentido de orientar os indiv\u00edduos a encarnarem, em sua vida sexual, a ternura, o dom, promessa, obla\u00e7\u00e3o, fecundidade, entrega amorosa, fidelidade etc., como maneira de levar a cumprimento a humaniza\u00e7\u00e3o da sexualidade vivida em Cristo. Isso se aplica a toda e qualquer forma ou estilo de vida sexual escolhido e assumido livremente pelos crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, como a sexualidade tamb\u00e9m carrega em si a possibilidade da fixa\u00e7\u00e3o no gozo e, consequentemente, o risco de desumaniza\u00e7\u00e3o \u2013 a categoria teol\u00f3gica do pecado tem sua correspond\u00eancia \u00e9tica na desfigura\u00e7\u00e3o da sexualidade \u2013 por conta da possibilidade real de o sujeito involucrar-se em si, da objetiva\u00e7\u00e3o do corpo de outrem e\/ou da privatiza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o, fechando-a para a vida social, compete \u00e0 \u00e9tica da sexualidade formular interdi\u00e7\u00f5es com base no <em>sentido<\/em> origin\u00e1rio humano-crist\u00e3o da sexualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a significa\u00e7\u00e3o da Lei que ordena a vida sexual assume um car\u00e1ter positivo gra\u00e7as \u00e0 pr\u00f3pria interpela\u00e7\u00e3o que vem da palavra do outro, a \u00e9tica da sexualidade n\u00e3o se imp\u00f5e de fora como um c\u00f3digo de normas jur\u00eddicas, essas, por sua vez, esvaziadas de seu car\u00e1ter \u00e9tico fundado na rela\u00e7\u00e3o. Antes, a Lei que rege a prote\u00e7\u00e3o da sexualidade \u00e9 aquela da esfera da \u00e9tica, enquanto ela pretende interditar t\u00e3o somente aquilo que conduz \u00e0 nega\u00e7\u00e3o do desejo e do amor que deriva do primeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 \u00c9tica e moral da sexualidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O car\u00e1ter <em>normativo<\/em> da \u00e9tica da sexualidade visa t\u00e3o somente a proteger a sexualidade das amea\u00e7as da \u201ctirania do prazer\u201d (GUILLEBAUD, 1999). Essa tende a esvaziar o significado origin\u00e1rio do corpo-sujeito e do sexo-sujeito. Compreende-se, pois, que as leis e as interdi\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o ao autoerotismo (masturba\u00e7\u00e3o) (CAPPELI, 1986, p.255-367), \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o, \u00e0 pedofilia, \u00e0 pornografia etc., pretendam proteger os indiv\u00edduos contra aquilo que compromete a significa\u00e7\u00e3o genu\u00edna e origin\u00e1ria da sexualidade. Da\u00ed as exig\u00eancias de se ter que associar ao cuidado as obriga\u00e7\u00f5es do respeito ao pr\u00f3prio corpo\/sexo, do respeito ao corpo do outro e do respeito ao corpo do terceiro da rela\u00e7\u00e3o e na rela\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as a isso, a \u00e9tica articula-se em fun\u00e7\u00e3o de duas dimens\u00f5es fundamentais, a saber, a do \u201csentido\u201d da sexualidade (seu fim) em torno do cuidado e da estima e a das \u201cobriga\u00e7\u00f5es\u201d do sexo, estruturadas ao redor do respeito dos indiv\u00edduos e grupos humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base na estrutura da \u00e9tica da sexualidade \u00e9 que se pode chegar a formular o ju\u00edzo \u00e9tico sobre as diversas express\u00f5es da viv\u00eancia da sexualidade. Ora, se a vida sexual \u00e9 insepar\u00e1vel do car\u00e1ter relacional da exist\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 como pensar a significa\u00e7\u00e3o da sexualidade sem evocar a quest\u00e3o da castidade (THEVENOT, 1982, p.35-90). Essa diz respeito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o sexual de todo e qualquer ser humano, \u00e0 medida que a experi\u00eancia remete \u00e0quilo que a pr\u00f3pria palavra sugere \u2013 a saber, sexo se traduz do latim como <em>castus,<\/em> que significa cortar, separar. Do ponto de vista simb\u00f3lico, significa que a sexualidade humana est\u00e1 intimamente associada \u00e0 castra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso compete \u00e0 \u00e9tica cuidar que a sexualidade se distancie de todo tipo de fus\u00e3o entre seres humanos, de modo a se preservar e promover um de seus valores fundantes. Em outras palavras, a castidade emerge como exig\u00eancia da pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter humanizante da sexualidade, suscitado pela experi\u00eancia vivida e n\u00e3o alheia a ela. Nesses termos a castidade \u00e9 um valor intr\u00ednseco da sexualidade humana (GONZ\u00c1LEZ-FAUS, 1993).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso permite tamb\u00e9m distinguir castidade de celibato. A castidade funciona como uma esp\u00e9cie de \u201ccondi\u00e7\u00e3o de possibilidade encarnada\u201d para o celibato, embora o segundo sempre suponha a ades\u00e3o livre de quem o acolhe como suspens\u00e3o do exerc\u00edcio das faculdades sexuais. A \u00e9tica da sexualidade insiste em que a experi\u00eancia do celibato seja fruto de uma escolha realmente \u00e9tica e que, por isso, seja nutrida pelo sentido da castidade, a fim de que n\u00e3o seja vivida como mera priva\u00e7\u00e3o do sexo ou motivada meramente por um sentido ac\u00e9tico (VIDAL, 2002). Isso poderia comprometer a fecundidade com que o celibato dever\u00e1 ser expresso do ponto de vista da vida sexual concreta de quem o assume.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra considera\u00e7\u00e3o do ponto de vista do ju\u00edzo moral parece significativa em fun\u00e7\u00e3o da natureza do desejo. Como a sexualidade \u00e9 da ordem da relacionalidade humana, e essa s\u00f3 se explicita na busca ou na procura incessante do outro, \u00e9 pr\u00f3prio da viv\u00eancia sexual sedimentar-se em torno da temporalidade da rela\u00e7\u00e3o. A \u00e9tica da sexualidade insiste no car\u00e1ter estruturante do desejo, de modo que a responsabilidade implicada na rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas que se desejam passe pelo crivo do h\u00e1bito e da const\u00e2ncia. Uma vez que elas pretendem realizar os valores da sexualidade em fun\u00e7\u00e3o da encarna\u00e7\u00e3o dessa rela\u00e7\u00e3o concreta, urge cuidar, assumir e respeitar o ritmo de cada um, a matura\u00e7\u00e3o de ambos envolvidos na rela\u00e7\u00e3o e o empenho na constru\u00e7\u00e3o paulatina da entrega amorosa efetiva impl\u00edcita ao cumprimento do desejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa perspectiva, as rela\u00e7\u00f5es sexuais pr\u00e9-conjugais recebem uma aten\u00e7\u00e3o \u00e9tica diferenciada segundo o grau de comprometimento que as pessoas envolvidas mant\u00e9m entre si. A moralidade das rela\u00e7\u00f5es sexuais entre namorados ter\u00e1 de ser discernida \u00e0 luz da assun\u00e7\u00e3o do <em>sentido<\/em> da sexualidade (LACROIX, 2009), isto \u00e9, o grau de humaniza\u00e7\u00e3o dos envolvidos, segundo a maior ou menor realiza\u00e7\u00e3o dos valores da sexualidade conforme as duas dimens\u00f5es morais da sexualidade: o cuidado e o respeito de si, do outro e do terceiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, o ju\u00edzo moral sobre as plurivalentes experi\u00eancias da sexualidade humana (rela\u00e7\u00f5es pr\u00e9-cerimoniais, rela\u00e7\u00f5es fora do casamento, rela\u00e7\u00f5es homoafetivas \u2013 diversidade afetivo-sexual: transexualidade, transg\u00eanero, bissexualidade) deve levar em conta dois aspectos fundamentais da exist\u00eancia humana sexual: a intriga interna entre a individua\u00e7\u00e3o e a socializa\u00e7\u00e3o da sexualidade, sendo que o entrela\u00e7amento entre esses polos d\u00e1-se em fun\u00e7\u00e3o da relacionalidade humana e dos valores indissol\u00faveis do compromisso entre os parceiros (CORAY, JUNG, 2005). A \u00e9tica teol\u00f3gica da sexualidade considera que a dimens\u00e3o normativa da sexualidade assume um car\u00e1ter \u201cancilar\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primazia dada ao sentido humano e cr\u00edstico da sexualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sexualidade humana \u00e9 da ordem do dom, da gra\u00e7a, da salva\u00e7\u00e3o. Embora n\u00e3o se possa negar a conting\u00eancia, a queda, o pecado e a morte impl\u00edcitos na experi\u00eancia humana da sexualidade, isso, por\u00e9m, n\u00e3o permite esconder e embotar o car\u00e1ter vivificante e liberador, est\u00e9tico e m\u00edstico da sexualidade humana ressignificada quando referida ao horizonte da vida em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nilo Ribeiro Junior, SJ<\/em>, FAJE, Brasil. Texto original portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANATRELLA, Toni. <em>A diferen\u00e7a interdita<\/em>. Sexualidade, Educa\u00e7\u00e3o e Viol\u00eancia. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BORILLO, Daniel. (ed). <em>A sexualidade tem futuro?<\/em> Loyola: S. Paulo, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BROWN, Peter. <em>Corpo e Sociedade<\/em>. O homem, a mulher e a ren\u00fancia sexual no in\u00edcio do cristianismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CAPPELLI, Giovanni. <em>Autoerostismo:<\/em> um problema morale nei primi secoli cristiani. Bologna: EDB, 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DEBORD, Guy. <em>A sociedade do espet\u00e1culo<\/em>. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FOUCAULT, Michel. <em>Hist\u00f3ria da Sexualidade I<\/em>. A vontade de Saber. Rio de Janeiro: Graal, 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FUCHS, Eric. <em>Deseo y ternura.<\/em> Fuentes e historia de una \u00e9tica cristiana de la sexualidad y del matrimonio. Bilbao: Descl\u00e9e De Brouwer, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GALLAGHER, Rafael. A Avalia\u00e7\u00e3o moral da homossexualidade. In: ______. <em>Compreender o homossexual<\/em>. Aparecida: Santu\u00e1rio, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GONZ\u00c1LEZ-FAUS, Jos\u00e9 Ignacio. <em>Sexo, verdades e discurso eclesi\u00e1stico<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUILLEBAUD, Jean-Claude. <em>A tirania do Prazer<\/em>. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HENRY, Michel. <em>Incarnation.<\/em> Une philosophie de la chair. Paris: Seuil, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JUNG, Patr\u00edcia Beattie; CORAY, Joseph Andrew (org.). <em>Diversidade sexual e catolicismo:<\/em> para o desenvolvimento da teologia moral. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LACROIX, Xavier. <em>O corpo de carne<\/em>. As dimens\u00f5es \u00e9tica, est\u00e9tica e espiritual do amor. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00d3PEZ AZPITARTE, Eduardo. <em>Simbolismo de la sexualidad humana. <\/em>Crit\u00e9rios para uma \u00e9tica sexual. Santander: Sal Terrae, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RICOEUR, Paul. A maravilha, o Descaminho, o Enigma. <em>Revista Paz e Terra<\/em>, v.1,\u00a0 n.5, p.27-38. 1967.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SALZMAN, Todd. LAWLER, Michael G. <em>A pessoa sexual<\/em>. Por uma antropologia cat\u00f3lica renovada. S\u00e3o Leopoldo: Editora Unisinos, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SESBO\u00dcE, Bernard. Premier Temps: J\u00e9sus dans les jours de sua chair. In: ______. <em>Jesus-Christ dans la tradition de L\u2019eglise<\/em>. Paris: Descle\u00e9e, 1982. p.227-68.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THEVENOT, Xavier. A castidade: uma sadia regula\u00e7\u00e3o da sexualidade. In: ______. <em>Perspectivas \u00e9tica para um mundo novo<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1982, p.39-50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIDAL, Marciano. <em>\u00c9tica da sexualidade<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANATRELLA, Tony.\u00a0<em>O sexo esquecido<\/em>. Rio de Janeiro: Campus, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOSWELL, John. <em>Christianismo, tolerance sociales et homosexualit\u00e9<\/em>. 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Petr\u00f3polis, Vozes, 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00d3PEZ AZPITARTE, Eduardo. <em>\u00c9tica Sexual<\/em>: masturba\u00e7\u00e3o, homossexualismo, rela\u00e7\u00f5es pr\u00e9-matrimoniais. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Paulinas, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PLE, Albert. <em>La Masturbation.<\/em> R\u00e9flexions th\u00e9ologiques et pastorales. Supplement 77, 1966. p.258-92.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PONTIF\u00cdCIO Conselho para a Fam\u00edlia: <em>Sexualidade humana<\/em>: verdade e significado, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RANKE-HEINEMANN, Uta.\u00a0<em>Eunucos pelo reino de Deus<\/em>: mulheres, <em>sexualidade<\/em> e a Igreja Cat\u00f3lica. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THEVENOT, Xavier. Acolher a pessoa homossexual. In: ______. <em>Perspectivas \u00e9ticas para um mundo novo<\/em>. Loyola: S\u00e3o Paulo, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIDAL, Marciano. <em>Sexualidade e condi\u00e7\u00e3o homossexual na moral crist\u00e3<\/em><em>.<\/em> Aparecida: Santu\u00e1rio, 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 A \u00e9tica teol\u00f3gica da sexualidade e exist\u00eancia humana 2 O estatuto teol\u00f3gico da \u00e9tica da sexualidade 2.1 O car\u00e1ter plenamente humano da sexualidade 2.2 O car\u00e1ter cr\u00edstico da sexualidade 2.3 A sexualidade: entre o sacramental e o sacramento 3 A \u00e9tica da sexualidade e a Teologia dogm\u00e1tica 4 A tarefa \u00e9tica da Teologia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-158","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-moraletica-teologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=158"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1211,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/158\/revisions\/1211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}