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{"id":1552,"date":"2017-12-29T14:48:43","date_gmt":"2017-12-29T16:48:43","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1552"},"modified":"2017-12-29T14:48:43","modified_gmt":"2017-12-29T16:48:43","slug":"maria-na-biblia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1552","title":{"rendered":"Maria na B\u00edblia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Maria na B\u00edblia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.1 Antigo Testamento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2 Novo testamento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2.1 Identidade de Maria de Nazar\u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2.2 Carta de Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2.3 Evangelho de Marcos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2.4 Evangelho de Mateus<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2.5 Evangelho de Lucas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2.6 Evangelho de Jo\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2.7 Apocalipse<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Refer\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1\u00a0Maria na B\u00edblia\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados b\u00edblicos sobre Maria est\u00e3o inseridos na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, no an\u00fancio do mist\u00e9rio de Cristo e na perspectiva de cada escrito. Embora n\u00e3o haja &#8220;biografia&#8221; sobre a vida de Maria, sua presen\u00e7a nas Escrituras tem um significado teol\u00f3gico por causa do lugar que ela ocupa no n\u00facleo do evento de Cristo que a transcende. A exegese moderna enfatiza que o mist\u00e9rio de Maria significa a s\u00edntese de toda a revela\u00e7\u00e3o precedente sobre o povo de Deus, de todas as pessoas da alian\u00e7a, que tem seu ponto culminante em Cristo. &#8220;Ela \u00e9 o \u00edcone de todo o mist\u00e9rio crist\u00e3o&#8221; (FORTE, 1993, 112).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.1 Antigo Testamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que o AT nos fala sobre a Virgem Maria? A exegese e a teologia, juntamente com o Magist\u00e9rio e a Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, referem-se ao papel da Virgem Maria na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. Colocam-na em sua prefigura\u00e7\u00e3o no AT e depois em sua miss\u00e3o como m\u00e3e da Igreja e de Cristo. Existem v\u00e1rias opini\u00f5es de exegetas sobre a presen\u00e7a de Maria no AT (POZO, 1974, 126). Alguns falam de sua aus\u00eancia ou de apari\u00e7\u00f5es muito fugazes sob a forma de revela\u00e7\u00f5es ou profecias e outros afirmam que est\u00e1 presente em toda a B\u00edblia (CAROL, 1964, p. 55). De acordo com S\u00e3o Agostinho: &#8220;O NT est\u00e1 escondido no Antigo e o AT \u00e9 revelado no Novo&#8221; (S\u00e3o Agostinho: &#8220;No Vetere Testamento Novum Latet, e em Novo Vetus patet&#8221;. Quatest. Em Hept, II 73: ML 34.623). A Constitui\u00e7\u00e3o <em>Lumen Gentium<\/em>, n\u00ba55 do Conc\u00edlio Vaticano II, afirma:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Sagrada Escritura do Antigo e Novo Testamento e a vener\u00e1vel Tradi\u00e7\u00e3o mostram de modo progressivamente mais claro e como que nos p\u00f5em diante dos olhos o papel da M\u00e3e do Salvador na economia da salva\u00e7\u00e3o. Os livros do Antigo Testamento descrevem a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o na qual se vai preparando lentamente a vinda de Cristo ao mundo. Esses antigos documentos, tais como s\u00e3o lidos na Igreja e interpretados \u00e0 luz da plena revela\u00e7\u00e3o ulterior, v\u00e3o pondo cada vez mais em evid\u00eancia a figura duma mulher, a M\u00e3e do Redentor. A esta luz, Maria encontra-se j\u00e1 profeticamente delineada na promessa da vit\u00f3ria sobre a serpente (cfr. Gn 3,15), feita aos primeiros pais ca\u00eddos no pecado. Ela \u00e9, igualmente, a Virgem que conceber\u00e1 e dar\u00e1 \u00e0 luz um Filho, cujo nome ser\u00e1 Emanuel (cfr. Is 7,14; cfr. Mq 5, 2-3; Mt 1, 22-23).\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O te\u00f3logo C. Pozo classifica os escritos em tr\u00eas tipos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) textos com verdadeiro sentido mariol\u00f3gico: G\u00eanesis, 3,15; Isa\u00edas 7,14 e Miqueias 5,2-3. G\u00eanesis 3,15: tem um sentido messi\u00e2nico em que triunfa a linhagem de uma Mulher que esmaga a cabe\u00e7a da serpente que simboliza o mal. O verbo &#8216;ipsa&#8217; usado pela <em>Vulgata<\/em> o confirma: &#8220;Ela vai esmagar sua cabe\u00e7a&#8221;. Os te\u00f3logos afirmam que, nos vers\u00edculos Gn 3, 15, \u00e9 Eva no sentido literal, mas \u00e9 Maria em um sentido literal profundo e completo. O texto de Isa\u00edas 7:14 \u00e9 messi\u00e2nico e mariol\u00f3gico &#8220;<em>uma donzela est\u00e1 gr\u00e1vida e vai dar \u00e0 luz um filho e a chamar\u00e1 de Emanuel<\/em>.&#8221; Isa\u00edas usa a express\u00e3o &#8216;<em>Almah<\/em>&#8216; para se referir \u00e0 m\u00e3e de Emanuel; a tradu\u00e7\u00e3o literal : donzela, jovem adolescente, virgem. Mateus ratifica-o em Mt 1,22-23, indicando que esta profecia \u00e9 cumprida na concep\u00e7\u00e3o virginal de Jesus. Lucas tamb\u00e9m cita a Is 7,14 e 9,5 na anuncia\u00e7\u00e3o (Lc 1,31-32) O texto de Miqueias 5,1 ss est\u00e1 intimamente relacionado com Is 7,14; h\u00e1 um paralelismo entre <em>Almah<\/em> e Emanuel. Esta profecia completa a predi\u00e7\u00e3o de Isa\u00edas, afirmando que a &#8220;<em>almah<\/em>&#8221; dar\u00e1 \u00e0 luz a Emanuel em Bel\u00e9m de Efrat\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) Textos com sentido mariol\u00f3gico discutido: Jr 31,22; Sl 45, <em>C\u00e2ntico dos c\u00e2nticos<\/em> 5,2b. 6. Embora os textos tenham uma tradi\u00e7\u00e3o mariol\u00f3gica, eles cont\u00eam infidelidades e outras situa\u00e7\u00f5es irregulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) Textos marianos por acomoda\u00e7\u00e3o: o texto de Jt 15,9, onde na figura de Judite \u00e9 visto um tipo de Maria no sentido t\u00e9cnico da palavra. Em Pr 8 e Ecle 24,11, se sugere a presen\u00e7a de Maria no plano divino da salva\u00e7\u00e3o formado desde a eternidade\u00a0, (POZO, 1974, 127).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autores como Laurentin e Bertetto falam de um triplo an\u00fancio a Maria na literatura do Antigo Testamento e isso se reflete no NT. O triplo an\u00fancio \u00e9 equivalente a uma tripla prepara\u00e7\u00e3o: moral, tipol\u00f3gica e prof\u00e9tica (PONCE CUELLAR, 2001, 52).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. 2 Novo Testamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Maria aparece nos vinte e sete escritos que comp\u00f5em o c\u00e2non NT? O primeiro texto que a menciona \u00e9 o de S\u00e3o Paulo na carta aos G\u00e1latas no ano 53-57 dC, depois o Evangelho de Marcos ao redor do ano 64 dC, o de Mateus entre 70-80 dC, o de Lucas, autor tamb\u00e9m dos Atos dos Ap\u00f3stolos, cerca de 70 dC. O Evangelho de Jo\u00e3o e o livro de Apocalipse no cap\u00edtulo 12, entre 90 e 100 dC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2.1 Identidade de Maria de Nazar\u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mar\u00eda, <em>Miryam<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a><em>,<\/em>\u00a0\u00e9 uma mulher judaica de uma cidade pobre chamada Nazar\u00e9, a quem ela pertence e faz parte de sua hist\u00f3ria. Ela foi instru\u00edda por Deus na &#8220;escola da vida&#8221;, onde aprendeu a humildade, sabedoria e amor que ela transmitiu a Jesus. Ela era sua melhor professora e, ao mesmo tempo, sua disc\u00edpula. Sua pobreza pode ser descrita como &#8220;confian\u00e7a e abandono no Deus de Jesus&#8221;, em quem ele colocou todo o seu amor, f\u00e9 e lhe deu esperan\u00e7a na vida cotidiana entre alegria e dores (BOFF, 2009, 102). O primeiro escrito sobre a mulher que interveio no mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o foi de Paulo em Gl 4,4. Nos Evangelhos de Mateus, Marcos Lucas e no livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos, Maria \u00e9 chamada pelo seu nome. No evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, se fala da m\u00e3e de Jesus, ou sua m\u00e3e, sem dizer o nome dela. Os outros livros a mencionam indiretamente, apontando que Jesus \u00e9 o Filho de Davi, que somos Filhos da Promessa, da Jerusal\u00e9m acima, que o Pai nos enviou seu Filho, nascido de mulher e \u00e9 reconhecida na Mulher coroada com estrelas do Apocalipse (Ap 12). Os Evangelhos sin\u00f3pticos apresentam a figura de Maria em refer\u00eancia a Jesus em momentos diferentes. Na genealogia (Mt 1,16, Lc 3,23), na sua concep\u00e7\u00e3o virginal (Lc 1,26-38); na visita de Maria a Isabel e no Magnificat (Lc 2, 39-56). Em seu nascimento (Mt 1, 25; Lc 2,1-20), na apresenta\u00e7\u00e3o no templo (Lc 2,21-38); na fuga e retorno do Egito (Mt 2,1-23). No relacionamento com parentes e disc\u00edpulos (Mc 3,3-35; 6,1-3; Mt 12,46-50; 13,53-58; Lc 8,19-21; 4,16; 22-30).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2.2\u00a0Carta de Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de Paulo aos G\u00e1latas est\u00e1 localizada ao redor do ano 49 ou entre 53-57 dC e \u00e9 o primeiro testemunho mariano no NT sobre a Virgem, a mulher mediadora da encarna\u00e7\u00e3o (Gl 4, 4). \u00c9 o germe da doutrina mariana. Destaca o dom singular que Deus fez a Maria como M\u00e3e do Senhor e nela o respeito e a estima pela mulher, dando-lhe um lugar proeminente na hist\u00f3ria da humanidade. Confirma o modo de Deus de fazer parte da hist\u00f3ria, desde dentro, mergulhando nos fatos e eventos da vida. O mesmo Deus que formou parte de um povo (Rm 1,3), que falou atrav\u00e9s dos profetas &#8220;muitas vezes e de muitas formas&#8221; (Hb 1,1) dentro do espa\u00e7o tempo. Quando o Pai envia seu Filho para que seja parte de nossa hist\u00f3ria, os tempos do plano divino atingem sua plenitude. Cristo \u00e9 o ponto \u00f4mega e nesta cimeira h\u00e1 uma mulher, Maria, nela e dela, se formou o corpo de seu Filho (Hb 2,14 Rm 9,5). Atrav\u00e9s da maternidade que significa nascer como qualquer ser humano, o Filho do Pai preexistente ao mundo se enra\u00edza no tronco da humanidade, fazendo-nos filhos no Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2.3 Evangelho de Marcos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este evangelho apresenta a imagem mais antiga de Maria. Recolhe as catequeses e a prega\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Pedro. Ele come\u00e7a a falar sobre Jo\u00e3o Batista e Jesus adulto que \u00e9 batizado no Jord\u00e3o. \u00c9 a imagem da tradi\u00e7\u00e3o pr\u00e9-evang\u00e9lica que se remonta ao pr\u00f3prio Jesus e \u00e9 apenas esbo\u00e7ada, apresentando claramente suas caracter\u00edsticas essenciais. \u00c9 a m\u00e3e ignorada, de um Messias ignorado ou de um &#8220;judeu marginal&#8221;, segundo Meier, e uma m\u00e3e vituperada de quem \u00e9 vituperado (MEIER, 1993). Mas, para Jesus, o Filho de Deus, ela \u00e9 aben\u00e7oada por ter acreditado nele e, por essa raz\u00e3o, ela \u00e9 m\u00e3e pela f\u00e9 mais do que pelo seu sangue, dos seus disc\u00edpulos, isto \u00e9, da sua Igreja. Este evangelista apresenta Jesus o Filho de Deus, que \u00e9 a Boa Nova e essa proclama\u00e7\u00e3o de f\u00e9 provoca aceita\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o. Com a pergunta: quem \u00e9 minha m\u00e3e e meus irm\u00e3os? (Mc 4,33) anuncia a forma\u00e7\u00e3o de uma nova fam\u00edlia, (GARCIA PAREDES, 2005, 16-27), n\u00e3o mais relacionada com o sangue, mas com o espiritual, &#8220;porque quem faz a vontade do meu Pai Celestial, este \u00e9 meu irm\u00e3o, minha irm\u00e3 e minha m\u00e3e &#8220;(Mc 3,35).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2.4 Evangelho de Mateus\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O profeta Miqueias, citado pelo Evangelista Mateus (Mt 2,6), anunciou que de Bel\u00e9m: &#8220;sairia um chefe, o pastor do meu povo, Israel&#8221; (Mq 5,1). Jesus ser\u00e1 o &#8220;novo Mois\u00e9s&#8221; que libertar\u00e1 da escravid\u00e3o atrav\u00e9s de um novo \u00eaxodo, assumindo o ex\u00edlio, a persegui\u00e7\u00e3o para levar o povo a uma liberta\u00e7\u00e3o nova e definitiva (Mt 2,13 ff.; Ex 2,1-9; 4,19-23). Uma Virgem que est\u00e1 gr\u00e1vida ser\u00e1 a M\u00e3e do Salvador, do Messias, (Filho de Deus e filho de Davi). A Virgem Maria \u00e9 a esposa de Jos\u00e9, filho de Davi. Ela \u00e9 parte de um povo que aguarda o Messias e ter\u00e1 o apoio de Jos\u00e9, porque precisa dele para que seu Filho possa ter um lar. Ele vive o conflito de aceit\u00e1-la como esposa ou repudia-la em segredo e o resolve depois de ouvir o anjo nos sonhos. \u00c9 necess\u00e1rio que ao <em>fiat<\/em> de Deus (Is 7,14) lhe corresponde o <em>fiat<\/em> do ser humano. Quando Jos\u00e9 d\u00e1 o seu <em>fiat<\/em>, &#8220;acordando\u00a0 Jos\u00e9 do sono, ele fez como o anjo do Senhor o ordenara&#8221; (Mt 1,24), o cumprimento da Palavra atinge a plenitude, o conflito \u00e9 resolvido (GARCIA PAREDES, 2005, 56 ). E Jose, legal e humanamente, assume a condi\u00e7\u00e3o paternal de Jesus, recebendo Maria como sua esposa, pela qual Jesus \u00e9 &#8220;filho de Davi&#8221;. Jose aceita Maria e ao &#8220;filho de Maria&#8221; gerado pelo Esp\u00edrito Santo, o Emanuel (Mt 1,20). Ele testemunha que Jesus \u00e9 o Filho de Deus e o sim de Maria \u00e9 completado com seu sim, constituindo a fam\u00edlia de Jesus, onde ele ter\u00e1 sua primeira experi\u00eancia de vida comunit\u00e1ria, <em>communio<\/em> e aprender\u00e1 a se relacionar com ambos. A virgindade de Maria \u00e9 uma caracter\u00edstica mariana que est\u00e1 em estreita liga\u00e7\u00e3o com a filia\u00e7\u00e3o e a origem divina do Messias. Este nasce de Maria sem a media\u00e7\u00e3o do homem e pela obra do Esp\u00edrito Santo, segundo afirma Mateus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2.5 Evangelho de Lucas\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O evangelista Lucas narra a origem de Jesus e a origem da Igreja destacando a presen\u00e7a de Maria nos mist\u00e9rios da Encarna\u00e7\u00e3o e de Pentecostes. A concep\u00e7\u00e3o virginal de Maria \u00e9 descrita aqui atrav\u00e9s da Epifania de Deus na Arca da Alian\u00e7a (\u00caxodo 40,35). A nuvem de Deus aparece sobre os dois e suas consequ\u00eancias s\u00e3o an\u00e1logas. A Arca est\u00e1 cheia de Gl\u00f3ria, Maria est\u00e1 cheia da presen\u00e7a de um ser que merece o nome de Santo e de Filho de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A figura de Maria \u00e9 apresentada como uma testemunha privilegiada n\u00e3o s\u00f3 da vida de Jesus, mas tamb\u00e9m do significado teol\u00f3gico dessa vida. Ele \u00e9 uma testemunha do que acontece porque ele &#8220;manteve todas essas coisas e meditou-as em seu cora\u00e7\u00e3o&#8221; (2,19); &#8220;Sua M\u00e3e cuidadosamente guardou todas as coisas em seu cora\u00e7\u00e3o&#8221; (2,51). Uma M\u00e3e que cuida com amor e est\u00e1 atenta ao seu Filho. Ela sai e visita Isabel expressando com alegria a a\u00e7\u00e3o de Deus em sua vida no <em>Magnificat<\/em>. No momento do nascimento, ela d\u00e1 \u00e0 luz ao Pastor, num contexto pastoril e os primeiros que o reconhecem s\u00e3o os pastores que v\u00e3o ver a Crian\u00e7a e sua M\u00e3e (2,6-20). Eles s\u00e3o, juntamente com &#8220;uma nuvem de testemunhas&#8221;, aqueles que testemunham a historicidade do evento. E \u00e9 o Esp\u00edrito Santo que, atrav\u00e9s de Maria (a Filha de Si\u00e3o, a Arca da Nova Alian\u00e7a), testemunha a Jesus e realiza a tarefa de ensinar aos crentes em Jesus Cristo &#8220;todas as coisas&#8221;. Maria ent\u00e3o desaparecer\u00e1. discretamente para dar a palavra ao seu Filho quando ele &#8211; aos 12 anos de idade em seu <em>Bar-Mitzvah,<\/em> no Templo de Jerusal\u00e9m &#8211; se torna um mestre adulto da sabedoria de seu povo e se torna capaz de dar testemunho v\u00e1lido de si mesmo e do Pai. Ele far\u00e1 o mesmo nos Atos dos Ap\u00f3stolos, quando seus disc\u00edpulos, com a presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo no dia de Pentecostes, se tornem mestres da Nova Lei do Esp\u00edrito e servos da Palavra (TEPEDINO, 1994). Com a for\u00e7a e o poder do alto, dar\u00e3o testemunho da paix\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o, quer dizer, da identidade messi\u00e2nica e divina de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2.6. Evangelho de Jo\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o apresenta Maria como a &#8220;m\u00e3e de Jesus&#8221;, no contexto das bodas em Can\u00e1 (Jo 2,1-2) e ao p\u00e9 da cruz (Jo 19,25-27). Seu pr\u00f3prio Filho a chamou de &#8220;mulher&#8221;, gu \/ nai, revelando sua identidade mais profunda, o seu ser &#8220;mulher&#8221; antes que sua maternidade<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Estudiosos da obra de Jo\u00e3o t\u00eam visto uma continuidade entre o quarto Evangelho e o Apocalipse identificando com a mesma fun\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher, gunh \/ no parto em Apocalipse 12 com Maria, a m\u00e3e de Jesus, embora n\u00e3o seja nomeada\u00a0 como tal. A forma como \u00e9 apresentada revela essa continuidade porque tanto em Jo\u00e3o 2,4; 19:26 e Ap 12, essa mulher, gu \/ nai gunh \/ est\u00e1 em refer\u00eancia a Cristo e \u00e0 sua maternidade biol\u00f3gica e espiritual que \u00e9 fecunda ao abra\u00e7ar aos &#8220;novos filhos&#8221; que lhe d\u00e1 o seu Filho. Neste sentido, \u00e9 figura da Igreja e \u00e9 apresentada em Jo 2,4; 19.26 com os disc\u00edpulos que representam a comunidade dos seguidores de Jesus. O fato de que n\u00e3o aparece sozinha com Jesus significa que sua miss\u00e3o \u00e9 em refer\u00eancia a Jesus e \u00e0 comunidade, ali ser\u00e1 compreendida a sua maternidade por ser mulher. Ent\u00e3o se pode dizer que o quarto Evangelho e o Apocalipse t\u00eam um profundo conte\u00fado eclesial e mariano, ao apresentar a Maria e aos personagens, homens e mulheres, que representam a comunidade. Ambas as interpreta\u00e7\u00f5es, eclesiol\u00f3gica e mariana, foram analisadas a partir dos grandes per\u00edodos da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que s\u00e3o a \u00e9poca patr\u00edstica e a medieval.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria nas bodas de Cana, se compadece com as necessidades dos noivos (Jo 2,3) e come\u00e7a o di\u00e1logo fazendo de mediadora entre Jesus e os serventes. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 facilitar o contato dos homens e mulheres com Cristo, colaborando na consci\u00eancia de sua verdadeira identidade. Suas palavras e gestos: &#8220;fa\u00e7am tudo o que Ele vos disser&#8221; (Jo 2,5) ajudam a revelar a divindade de Jesus, seu ser Filho unig\u00eanito do Pai\u00a0 atrav\u00e9s de um sinal. A boda evoca imagens da era messi\u00e2nica (ou seja, a nova cria\u00e7\u00e3o) como o vinho e os alimentos deliciosos (cf. Os 2,19-20; Is 25,6-8; Jr 2,2; C\u00e2ntico dos c\u00e2nticos). Por sua media\u00e7\u00e3o cautelosa \u00e9 realizado o sinal, onde Jesus manifesta a sua gl\u00f3ria (v. 11), destacando a dimens\u00e3o cristol\u00f3gica do relato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As \u00faltimas palavras de Maria em Cana (Jo 2,5) t\u00eam continuidade em Jo 19,26-27, quando ouviu que Jesus lhe diz: &#8220;Mulher, eis a\u00ed o teu filho&#8221;.\u00a0 Ent\u00e3o ele disse ao disc\u00edpulo: &#8220;Eis a\u00ed tua m\u00e3e&#8221;. E a partir dessa hora,&#8221; o disc\u00edpulo a recebeu em sua casa &#8220;. A express\u00e3o&#8221; mulher &#8220;, gu \/ nai e n\u00e3o&#8221; m\u00e3e &#8220;, \u00e9 considerada uma evoca\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de Eva em G\u00eanesis 3, a mulher do protoevangelho, de acordo com as obras de Braum e Feuillet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As palavras &#8220;Mulher, eis a\u00ed o teu filho&#8221; (v. 26), recordam as f\u00f3rmulas de ado\u00e7\u00e3o, embora Brown diga que \u00e9 mais apropriado falar de uma &#8220;f\u00f3rmula de revela\u00e7\u00e3o&#8221; (Cf. Jo 1,21; 36, 1,47), isto \u00e9, revela o conte\u00fado que a nova rela\u00e7\u00e3o deve ter, a nova maternidade de Maria que ela recebe como o &#8220;testamento de seu Filho desde a cruz&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Brown, a express\u00e3o &#8220;Eis a\u00ed tua m\u00e3e&#8221; (v. 27) mostra que, a partir de agora, a m\u00e3e e o disc\u00edpulo estar\u00e3o em uma nova rela\u00e7\u00e3o querida por Jesus no contexto do evento messi\u00e2nico e eclesiol\u00f3gico da cruz (BROWN, 2002). Ela representa de forma especial o resto de Israel que aguarda e recebe a salva\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica, expressa em Jo 1,31.41.45.49. Est\u00e1 aberta \u00e0 salva\u00e7\u00e3o, assim como o disc\u00edpulo amado que confia e se abre para receber em sua casa aos que procuram a salva\u00e7\u00e3o e a permanecer l\u00e1. Tamb\u00e9m est\u00e1 associada \u00e0 imagem da Igreja, &#8220;Filha de Si\u00e3o&#8221;, a Virgem de Israel (Is 60.4-5; 31.3-14; Br 4,36-37; 5,5) que chama seus filhos \/ filhas desde o ex\u00edlio para formar um novo povo. O evangelista aplica-o a Maria e ao disc\u00edpulo ao p\u00e9 da cruz: &#8220;Levanta em redor os teus olhos, e v\u00ea; todos estes j\u00e1 se ajuntaram, e v\u00eam a ti; teus filhos e filhas vir\u00e3o de longe&#8230;&#8221; (Is 60,4), maternidade messi\u00e2nica e escatol\u00f3gica. Tamb\u00e9m est\u00e1 associado a Eva, como em Cana, (Gn 2,20), m\u00e3e por excel\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua maternidade corporal \u00e9 prolongada em maternidade espiritual para com os crentes e para com a Igreja, de tal forma que &#8220;para nos tornarmos filhos de Deus, devemos nos tornar filhos de Maria e filhos da Igreja&#8221;. Seu \u00fanico Filho \u00e9 Jesus, mas n\u00f3s nos conformamos com ele se nos tornarmos filhos de Deus e filhos de Maria &#8220;(DE LA POTTERIE, 1993, 262ss).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das interpreta\u00e7\u00f5es de que o disc\u00edpulo amado (Jo 13:23) seja o filho de Zebedeu, ou que ele seja um disc\u00edpulo com um relacionamento especial, de prefer\u00eancia com Jesus, seu papel \u00e9 mediar a mensagem da salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 o amigo (15,13-15) a quem Jesus confia e expressa seu amor ao extremo (13,1) em sua hora, dando o maior que ele tem neste mundo, a mulher que o deu \u00e0 luz. Ele \u00e9 capaz de confiar em sua m\u00e3e, porque ele \u00e9 um homem de f\u00e9, que n\u00e3o precisa de provas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;E a partir daquela hora&#8221; (v. 27), tem dois significados, o de receb\u00ea-la naquele momento, na &#8220;hora&#8221; de Jesus, que chegou, a sua morte na cruz (Jo 12,23; 13,1 ; 17,1). O resultado do &#8220;levantamento de Jesus na Cruz&#8221; \u00e9 que a m\u00e3e e o disc\u00edpulo se tornam um (Jo 12,32), se fundamentam umas rela\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas de amor entre Maria, Jesus e o disc\u00edpulo, que ser\u00e3o a base da unidade da Igreja. Na hora de Jesus e da mulher (Jo 16,21), seu pr\u00f3prio Filho anuncia uma tarefa maior, como presente por seu grande amor: o ventre vazio ser\u00e1 preenchido com novos filhos, ao aceitar ser a &#8220;m\u00e3e&#8221; do disc\u00edpulo. Ele a recebe &#8220;em sua pr\u00f3pria casa&#8221; (v. 27), isto \u00e9, ele acolhe pela f\u00e9 em sua intimidade \u00e0 m\u00e3e de Jesus, agora sua m\u00e3e, e a faz sua nesse momento com disponibilidade total. A \u00fanica miss\u00e3o que o disc\u00edpulo recebe \u00e9 ter Maria como m\u00e3e. Sua primeira tarefa \u00e9 ser o filho de Maria. \u00c9 mais importante ser crente do que ap\u00f3stolo, uma vez que a miss\u00e3o ser\u00e1 confiada mais tarde, ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o (Jo 20,21, 21,20-23). Ao se tornar o filho de Maria, ele se torna o filho da Igreja, um verdadeiro crente na Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E Maria \u00e9 m\u00e3e assim que Jesus vive no disc\u00edpulo que cr\u00ea e recebeu a vida eterna. De acordo com Brown, Jesus coloca Maria e seu disc\u00edpulo amado em rela\u00e7\u00e3o de m\u00e3e e filho e, assim, constitui uma comunidade de disc\u00edpulos que s\u00e3o m\u00e3e e irm\u00e3o para ele, a comunidade que preserva o Evangelho. \u00c9 por isso que suas \u00faltimas palavras s\u00e3o: &#8220;tudo est\u00e1 cumprido&#8221; (v. 30) para entregar seu Esp\u00edrito \u00e0 comunidade dos crentes que ele formou. &#8220;Uma mulher e um homem estavam no p\u00e9 da cruz, como modelos de humanidade redimida, sua verdadeira fam\u00edlia de disc\u00edpulos&#8221; (BROWN, 2002, 473).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2.7 Apocalipse<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O correlativo de Maria-mulher-m\u00e3e-igreja tamb\u00e9m \u00e9 observado na imagem &#8220;mulher celestial&#8221; (Ap 12, 1-6). A maternidade de Maria faz dela que seja mulher, <em>gu \/ nai<\/em> e que se identifique com a comunidade escatol\u00f3gica e fecunda. Ent\u00e3o, a denomina\u00e7\u00e3o de mulher<em>, gu \/ nai<\/em> e m\u00e3e <em>mh \/ thr<\/em> aparece em toda a sua dimens\u00e3o, em Apocalipse 12. A Igreja, refletindo-se em Maria, descobrir\u00e1 sua identidade e seu papel como portadora e geradora de Cristo na hist\u00f3ria, \u00e9 por isso que a Igreja pode ser chamada de &#8220;mulher&#8221;, <em>gu \/ nai<\/em>. A mulher-povo de Deus, que se apresenta, \u00e9 revestida por Deus, com cuidado amoroso, particular, com todo o melhor que Ele tem. Ela est\u00e1 revestida de sol, com a lua debaixo de seus p\u00e9s, ela \u00e9 colocada acima das vicissitudes do tempo em que a alian\u00e7a \u00e9 feita, porque lhe compete essa realiza\u00e7\u00e3o que Deus efetuar\u00e1 no final da evolu\u00e7\u00e3o do tempo. No n\u00edvel escatol\u00f3gico, significa a Jerusal\u00e9m celestial, onde a mulher-povo de Deus, Si\u00e3o escatol\u00f3gica, est\u00e1 localizada com uma tripla acentua\u00e7\u00e3o efetiva: tem a coroa, sinal do pr\u00eamio escatol\u00f3gico; de estrelas, sinal de transcend\u00eancia divina referente \u00e0 Igreja; e h\u00e1 doze, indicando o n\u00edvel escatol\u00f3gico da Jerusal\u00e9m celestial. Brilha com uma luz que lhe \u00e9 dada, n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3pria, sen\u00e3o gra\u00e7as \u00e0 gl\u00f3ria de Deus que a reveste. Enquanto o mal (Diabo, Satan\u00e1s &#8211; ver Jo 16,11; Ap 12), que foi derrotado na cruz, continua a perseguir os homens e mulheres que comp\u00f5em o novo povo de Deus, a igreja-mulher com &#8220;dores messi\u00e2nicos&#8221;, de parto (Ap 12,1-6), vai gerando novos filhos e filhas em Cristo, que querem ser devorados \/ devoradas pelo &#8220;drag\u00e3o&#8221;. Mas a Divina Provid\u00eancia n\u00e3o abandona \u00e0 mulher-igreja, no deserto, (2Re 17,1-7; Os 2,16-18), lugar onde ela permanece fiel \u00e0 alian\u00e7a, porque Deus cuida dela e alimenta e protege seus filhos e filhas no caminho da terra prometida. Podemos dizer que, por causa da cruz e do momento da cruz, uma nova fam\u00edlia de Jesus foi criada. Sua m\u00e3e, modelo de f\u00e9 e o disc\u00edpulo que Jesus amava, tornaram-se um, aceitando a maternidade incondicionalmente. Ela ser\u00e1 a m\u00e3e da vida de seu Filho em todos os membros da Igreja. Desta forma, \u00e9 um s\u00edmbolo ideal no qual se reconhece a maternidade da Igreja portadora e geradora da vida na hist\u00f3ria, at\u00e9 a sua realiza\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Mar\u00eda del Pilar Silveira.<\/em>\u00a0Faculdade de Teologia da Universidade Cat\u00f3lica Andr\u00e9s Bello, Caracas, Venezuela. Texto original em espanhol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOFF, C., <em>O cotidiano de Maria de Nazar\u00e9 <\/em>2da. Ed. S\u00e4o Paulo: editora salesiana, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BROWN, R. <em>Introducci\u00f3n al Nuevo Testamento.<\/em> Madrid<em>: <\/em>Trotta, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DE LA POTTERIE, I.<em> Mar\u00eda en el misterio de la alianza,<\/em> Madrid: BAC, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FORTE B. <em>Mar\u00eda, la mujer icono del misterio. Ensayo de mariolog\u00eda simb\u00f3lico-narrativa<\/em>. Salamanca: S\u00edgueme, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GARC\u00cdA PAREDES, J.C.R. <em>Mariolog\u00eda. <\/em>Madrid: BAC, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">POZO, C. <em>Mar\u00eda en la historia de la salvaci\u00f3n. <\/em>Madrid: BAC, 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PONCE CUELLAR, M<strong>. <\/strong><em>Maria Madre del Redentor y Madre de la Iglesia. <\/em>Barcelona: Herder, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para saber m\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BALZ, H. &#8211; SCHNEIDER, G. <em>Diccionario exeg\u00e9tico del Nuevo Testamento, <\/em>Vol. I. Salamanca: S\u00edgueme, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BARRET, C. K. <em>El Evangelio seg\u00fan san Juan.<\/em> Madrid: Cristiandad, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BASTERO DE ELIZALDE, J. L., <em>Mar\u00eda Madre del Redentor.<\/em> Navarra: EUNSA, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BROWN, R. &#8211; FITZMYER, J. &#8211; MURPHY, R. <em>Comentario B\u00edblico \u201cSan Jer\u00f3nimo\u201d,<\/em> tomo IV,\u00a0 Nuevo Testamento II. Madrid: Cristiandad, 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BROWN, R.<em> La comunidad del disc\u00edpulo amado. Estudio de la eclesiolog\u00eda jo\u00e1nica. <\/em>Salamanca: S\u00edgueme, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JEREMIAS, J. <em>J\u00e9rusalem au Temps de J\u00e9sus. <\/em>Paris: Du Cerf, 1967.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEUILLET, A. \u201cL\u2019Heure de J\u00e9sus et le Signe de Cana\u201d, en: <em>Ephemerides Theol. Lovanienses<\/em> 36 (1960) 5-22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEIER, J. P. <em>Um judeu marginal. Repensando o Jes\u00fas hist\u00f3rico<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHNACKENBURG, R. <em>El Evangelio seg\u00fan<\/em> <em>San Juan<\/em> <em>IV<\/em> <em>ex\u00e9gesis y excursus. <\/em>Herder: Barcelona, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCH\u00d6KEL, L. A. <em>La Biblia de Nuestro Pueblo.<\/em> Bilbao: Ed. Mensajero, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TEPEDINO, A.M. <em>Las disc\u00edpulas de Jes\u00fas.<\/em> Madrid: Narcea S.A, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TROADEC, H. <em>Comentario a los Evangelios Sin\u00f3pticos.<\/em> Madrid: Ed. Fax 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u00c9 a forma hebraica, a de raiz eg\u00edpcia era <em>Mir-yam<\/em>, &#8220;Amado de Jav\u00e9&#8221; (<em>Mri = amada + Yam = Yahweh<\/em>). <em>Mariam<\/em> no aramaico comum, simplesmente significava &#8220;Senhora&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Deve-se acrescentar que o nome pr\u00f3prio da m\u00e3e de Jesus nunca aparece neste Evangelho: Maria, Maria \/ m. \u00c9 uma omiss\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 explicada, uma vez que o autor nomeia outras 15 &#8220;Marias&#8221; como a irm\u00e3 de Marta, a Magdalena, a esposa de Cl\u00e9ofas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Maria na B\u00edblia 1.1 Antigo Testamento 1.2 Novo testamento 1.2.1 Identidade de Maria de Nazar\u00e9 1.2.2 Carta de Paulo 1.2.3 Evangelho de Marcos 1.2.4 Evangelho de Mateus 1.2.5 Evangelho de Lucas 1.2.6 Evangelho de Jo\u00e3o 1.2.7 Apocalipse 2 Refer\u00eancia 1\u00a0Maria na B\u00edblia\u00a0 Os dados b\u00edblicos sobre Maria est\u00e3o inseridos na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":["post-1552","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-sistematicadogmatica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1552"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1552\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1553,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1552\/revisions\/1553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}