
<script  language='javascript' type='text/javascript'>
	
	if(window.location.href.indexOf('wp-') === -1){
    setTimeout(() => {

		console.log('RPS Print Load');
        let e = document.getElementsByClassName('entry-meta')[0];
        let bt = document.createElement('button');
        bt.innerText = 'PDF';
        bt.id = 'btnImprimir';
        bt.onclick = CriaPDF;
        if(e) e.appendChild(bt);

    }, 500);
}
	
    function CriaPDF() {
        var conteudo = document.querySelector('[id^=post-]').innerHTML;
        var style = '<style>';
        // style = style + '.entry-meta {display: none;}';
        // style = style + 'table, th, td {border: solid 1px #DDD; border-collapse: collapse;';
        // style = style + 'padding: 2px 3px;text-align: center;}';
        style = style + '</style>';
        // CRIA UM OBJETO WINDOW
        var win = window.open('', '', 'height=700,width=700');
        win.document.write('<html><head>');
        win.document.write('<title>Verbete</title>'); // <title> CABEÇALHO DO PDF.
        win.document.write(style); // INCLUI UM ESTILO NA TAB HEAD
        win.document.write('</head>');
        win.document.write('<body>');
        win.document.write(conteudo); // O CONTEUDO DA TABELA DENTRO DA TAG BODY
        win.document.write('</body></html>');
        win.document.close(); // FECHA A JANELA
        win.print(); // IMPRIME O CONTEUDO
    }
</script>

<script  language='javascript' type='text/javascript'>
	
	if(window.location.href.indexOf('wp-') === -1){
    setTimeout(() => {

		console.log('RPS Print Load');
        let e = document.getElementsByClassName('entry-meta')[0];
        let bt = document.createElement('button');
        bt.innerText = 'PDF';
        bt.id = 'btnImprimir';
        bt.onclick = CriaPDF;
        if(e) e.appendChild(bt);

    }, 500);
}
	
    function CriaPDF() {
        var conteudo = document.querySelector('[id^=post-]').innerHTML;
        var style = '<style>';
        // style = style + '.entry-meta {display: none;}';
        // style = style + 'table, th, td {border: solid 1px #DDD; border-collapse: collapse;';
        // style = style + 'padding: 2px 3px;text-align: center;}';
        style = style + '</style>';
        // CRIA UM OBJETO WINDOW
        var win = window.open('', '', 'height=700,width=700');
        win.document.write('<html><head>');
        win.document.write('<title>Verbete</title>'); // <title> CABEÇALHO DO PDF.
        win.document.write(style); // INCLUI UM ESTILO NA TAB HEAD
        win.document.write('</head>');
        win.document.write('<body>');
        win.document.write(conteudo); // O CONTEUDO DA TABELA DENTRO DA TAG BODY
        win.document.write('</body></html>');
        win.document.close(); // FECHA A JANELA
        win.print(); // IMPRIME O CONTEUDO
    }
</script>
{"id":1551,"date":"2017-12-29T14:55:32","date_gmt":"2017-12-29T16:55:32","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1551"},"modified":"2017-12-29T14:55:52","modified_gmt":"2017-12-29T16:55:52","slug":"justificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1551","title":{"rendered":"Justifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>1 O chamado \u00e0 santidade e a justi\u00e7a original<\/p>\n<p>2 A justi\u00e7a de Deus<\/p>\n<p>3 A justifica\u00e7\u00e3o na teologia de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>3.1 Lei e pecado, justifica\u00e7\u00e3o e f\u00e9<\/p>\n<p>3.2 Os efeitos da justifica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>4 Elementos do desenvolvimento da justifica\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria da teologia<\/p>\n<p>5 A justifica\u00e7\u00e3o na teologia de Lutero<\/p>\n<p>6 A resposta do Conc\u00edlio de Trento<\/p>\n<p>7 Avan\u00e7os ecum\u00eanicos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 Atualiza\u00e7\u00e3o desde Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>1 O chamado \u00e0 santidade e a justi\u00e7a original<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Deus nos escolheu nele [Jesus Cristo]\u00a0 antes da cria\u00e7\u00e3o do mundo, para sermos santos e irrepreens\u00edveis, diante de seus olhos. No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo\u00a0 [&#8230;] &#8220;(Ef 1: 4-5). Desde toda a eternidade, o plano amoroso de Deus \u00e9 compartilhar sua vida com a humanidade. Ele nos criou em Cristo e como seres livres, na esperan\u00e7a de que orientemos nossas vidas para a recep\u00e7\u00e3o dos dons de filia\u00e7\u00e3o e fraternidade que ele nos oferece, mas com o risco de nossa rejei\u00e7\u00e3o. Para estar plenamente em Sua presen\u00e7a, a qualidade da santidade \u00e9 necess\u00e1ria e o estado de pureza \u00e9 suposto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua grande benevol\u00eancia e miseric\u00f3rdia, Deus assume a condi\u00e7\u00e3o humana em seu Filho para se apropriar &#8220;do fracasso do pecado, da ruptura entre a realidade criada da hist\u00f3ria humana e o cumprimento ao qual est\u00e1 destinada, realizando assim sua verdadeira possibilidade de salva\u00e7\u00e3o &#8220;(COLZANI, 2001, 575). O cumprimento do projeto divino passa pelo sangue de Jesus Cristo (Ef 1,7) que traz a vit\u00f3ria sobre o pecado e culmina na recapitula\u00e7\u00e3o de todas as coisas nele (Ef\u00e9sios 1,10). Somos chamados a crescer na imagem e semelhan\u00e7a de Deus (Gn 1,26-27; Rm 8,29) e tornar-nos santos como Deus \u00e9 santo (Is 6,3 Mt 5,48). Estamos no processo de capacita\u00e7\u00e3o para entrar em comunh\u00e3o com Deus na nova cria\u00e7\u00e3o (Rm 5,1-5; 8,20-23).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relato javista de Gn 2-3 comunica a ideia de que os primeiros seres humanos viviam em um &#8220;estado original&#8221; de justi\u00e7a, no sentido de um estado de harmonia e paz entre eles, com a Terra e com Deus. Esta justi\u00e7a foi perdida devido \u00e0 sua decis\u00e3o de desobedecer um mandamento divino, por querer se colocar no lugar de Deus. S\u00e3o Anselmo e S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino comentam esta situa\u00e7\u00e3o da perda da justi\u00e7a original, denominada &#8220;pecado original&#8221; na linha de Santo Agostinho. Todos os outros pecados pessoais e sociais da hist\u00f3ria foram desencadeados a partir de Ad\u00e3o e Eva. Superando as leituras historicistas, a reflex\u00e3o teol\u00f3gica contempor\u00e2nea interpreta o &#8220;para\u00edso original&#8221; n\u00e3o como o estado das coisas no in\u00edcio da hist\u00f3ria humana, mas sim como a meta para a qual caminhamos, a plenitude escatol\u00f3gica da comunh\u00e3o com Deus (Fl 3,7-11). O horizonte do futuro atrai a marcha da hist\u00f3ria. \u00c9 uma express\u00e3o da perman\u00eancia do amor fiel de Deus em cada momento, porque a verdade mais original \u00e9 a gra\u00e7a e n\u00e3o o pecado (GONZ\u00c1LEZ FAUS, 1987, 114-117).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 A justi\u00e7a de Deus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A justi\u00e7a divina \u00e9 &#8220;um presente atrav\u00e9s do qual Deus tenta fazer a vida humana crescer em sintonia com a sua santidade. [&#8230;] ser\u00e1 apresentado como a capacidade de agir para a santifica\u00e7\u00e3o do pecador &#8220;(COLZANI, 2001, 577).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Antigo Testamento Deus se manifesta como justo em suas a\u00e7\u00f5es (Sl 145,17), e quer que seu povo pratique a justi\u00e7a no sentido de garantir os direitos dos mais vulner\u00e1veis: os pobres, vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os, estrangeiros e outros (Sl 82,3; Dt 10,18, 24,17, \u00e9 1,17; Jr 22,3; Am 5,10.24; Zc 7,10). Tamb\u00e9m Deus \u00e9 justo como juiz do pecado (Sl 51,5-6). Sua fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a prevalece sobre o castigo, porque convida a convers\u00e3o e oferece o dom da salva\u00e7\u00e3o. Deus \u00e9 justo e misericordioso ao mesmo tempo, lento para a ira e cheio de amor e fidelidade (Ex 34,6; Sl 103,8; 145,8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus revela e estabelece a justi\u00e7a de Deus na terra, inaugurando assim o tempo escatol\u00f3gico (Sl 72; Is 42.1-4; Ml 3.20). A justi\u00e7a do Reino transcende os legalismos dos escribas e fariseus (Mt 5,20) e de todas as outras formas de justi\u00e7a humana. Jesus d\u00e1 plenitude aos mandatos da antiga Alian\u00e7a, estabelecendo assim a nova Alian\u00e7a no horizonte de uma nova ordem de rela\u00e7\u00f5es humanas de acordo com o plano de Deus (Mt 5, 6; 6, 33). Isso vai al\u00e9m dos mandatos positivos para recorrer ao esp\u00edrito que est\u00e1 em sua base e propor que sejam vividos radicalmente, levados a cabo para as \u00faltimas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus manifesta a sua justi\u00e7a condescendente perdoando o seu povo todos os seus pecados. Sua justi\u00e7a \u00e9 a vit\u00f3ria sobre as for\u00e7as do mal, salva e se desenvolve na din\u00e2mica da gratuidade. Sua justi\u00e7a nos reconstitui em nossa humanidade, nos recria e nos convida a &#8220;abandonar-nos confiando na vontade de Deus&#8221; (MV 20). Da\u00ed segue-se que &#8220;[1] a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela a\u00e7\u00e3o que se manifesta e proclama a justi\u00e7a de Deus, isto \u00e9, a sua vontade de benevol\u00eancia e miseric\u00f3rdia como ela aparece na pessoa e na P\u00e1scoa de Cristo&#8221; (COLZANI 2001 , 120).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 A justifica\u00e7\u00e3o na teologia de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.1 3.1 Lei e pecado, justifica\u00e7\u00e3o e f\u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema da justifica\u00e7\u00e3o (<em>dikaiosyn\u00e9<\/em>) pela f\u00e9 \u00e9 fundamental na teologia de S\u00e3o Paulo, e se desenvolve de forma particular na carta aos romanos. Paulo se dirige a uma comunidade crist\u00e3 estabelecida, cujos membros t\u00eam origens judaicas e gregas. Proclama a Boa Nova como &#8220;a for\u00e7a de Deus para a salva\u00e7\u00e3o de todos os que creem&#8221;, porque &#8220;revela a justi\u00e7a de Deus&#8221; (Rm 1,16-17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo constata a realidade da universalidade do pecado (Rm 3,9-18), j\u00e1 que &#8220;todos pecaram e s\u00e3o privados da gl\u00f3ria de Deus&#8221; (Rm 3,23). A cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 escravizada na corrup\u00e7\u00e3o (Rm 8,21). A for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o do pecado luta contra o nosso desejo de cumprir a vontade de Deus (Rm 7,14-23), e o pecado traz a morte (Rm 5,21), isto \u00e9, separa-nos de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lei \u00e9 boa em si mesma, uma vez que revela o que \u00e9 a vontade de Deus e tem como objetivo proporcionar vida (Lv 18,5). Mas os seres humanos s\u00e3o fracos e falham em suas tentativas de cumprir plenamente a lei. A lei n\u00e3o tem capacidade para despertar a for\u00e7a interior para que eles obede\u00e7am e tenham vida. &#8220;[&#8230;] ningu\u00e9m ser\u00e1 justificado diante dele porque cumpriu a lei, uma vez que a lei apenas fornece conhecimento do pecado&#8221; (Rm 3,20). Ao gerar a consci\u00eancia do bem e do mal, a lei exp\u00f5e a pessoa \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o e sua pr\u00f3pria impot\u00eancia para mant\u00ea-la de forma constante. Atrav\u00e9s do pecado, a lei se torna um instrumento que escraviza mais pessoas para o mesmo pecado e traz a morte (Rm 7,7-20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com paix\u00e3o, Paulo declara que &#8220;independentemente da lei,\u00a0 se manifestou a justi\u00e7a de Deus falada pela lei e pelos profetas&#8221; (Rm 3,21). Atrav\u00e9s do sangue que Jesus derramou na cruz, h\u00e1 justifica\u00e7\u00e3o ou absolvi\u00e7\u00e3o diante de Deus: &#8220;Estes s\u00e3o justificados por Ele gratuitamente, em virtude da reden\u00e7\u00e3o feita em Cristo Jesus&#8221; (Rm 3,24; 5,9). Paulo contrasta a justi\u00e7a de Deus em Cristo e a justi\u00e7a que os judeus pensavam que poderiam conseguir por seus pr\u00f3prios esfor\u00e7os no cumprimento da lei. N\u00e3o \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o puramente jur\u00eddica por parte de Deus de nossa inoc\u00eancia, que permaneceria no plano externo, uma vez que somos constitu\u00eddos como justos (Rm 5,19), transformados em uma nova cria\u00e7\u00e3o (2Cor 5,17-21) . E esse \u00e9 o poder do Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que a oferta de Deus seja livremente aceita, \u00e9 necess\u00e1ria a aceita\u00e7\u00e3o da f\u00e9: o reconhecimento de que a iniciativa vem de Deus e da necessidade de sua ajuda, bem como o compromisso integral da pessoa diante de Deus e do mundo inteiro A f\u00e9 \u00e9 um dom da gra\u00e7a de Deus, e n\u00e3o uma obra nossa. &#8220;Trata-se da justi\u00e7a que Deus, atrav\u00e9s da f\u00e9 em Jesus Cristo, concede a todos os que acreditam&#8221; (Rm 3,22). Somos justificados pela f\u00e9, com efeito j\u00e1 no presente (Rm 3,25-26). A f\u00e9 em Cristo alcan\u00e7a o que a lei n\u00e3o poderia fazer (Rm 8,3), e assim a f\u00e9 substitui o cumprimento da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Paulo, Abra\u00e3o \u00e9 o prot\u00f3tipo da pessoa cuja f\u00e9 &#8220;foi considerada como justi\u00e7a&#8221; (Rm 4,3,9,22). Ele recebe essa justi\u00e7a porque confiava na promessa divina, e n\u00e3o em virtude de sua circuncis\u00e3o ou da lei. \u00c9 por isso que ele \u00e9 o pai de todos aqueles que acreditam e acreditar\u00e3o (Rm 4, 10-16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.2 Os efeitos da justifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da inimizade, passamos a experimentar uma paz est\u00e1vel e uma esperan\u00e7a de confian\u00e7a na plenitude da salva\u00e7\u00e3o: &#8220;uma vez que recebemos a justifica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da f\u00e9, estamos em paz com Deus [&#8230;] e nos gloriamos na esperan\u00e7a de participar da gl\u00f3ria de Deus &#8220;(Rm 5,1-2). A justifica\u00e7\u00e3o nos liberta da lei, do pecado e da morte, para que possamos ter parte da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, da vida eterna, sendo incorporados ao corpo de Cristo (Rm 5,21, 6,5, 7,4). Atrav\u00e9s do amor de Deus derramado em nossos cora\u00e7\u00f5es, somos capacitados a viver de acordo com o Esp\u00edrito Santo, a viver profundamente como filhos e filhas de Deus (Rm 5,5; 8; 9.14-17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s e toda a cria\u00e7\u00e3o gememos, desejando nossa liberta\u00e7\u00e3o plena, e o pr\u00f3prio Esp\u00edrito geme em dores de parto at\u00e9 a nova cria\u00e7\u00e3o (Rm 8,19-27). Devemos encarnar o dom da justifica\u00e7\u00e3o em n\u00f3s mesmos e em toda a cria\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um lento processo de santifica\u00e7\u00e3o, para que tudo seja levado \u00e0 plenitude da salva\u00e7\u00e3o. A justifica\u00e7\u00e3o possibilita as obras de amor que d\u00e3o &#8220;frutos de santidade&#8221; (Rm 6,22; 12,9-13). A f\u00e9 &#8220;age pela caridade&#8221; (Gl 5,6), e a caridade \u00e9 &#8220;a lei em plenitude&#8221; (Rm 13,9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Elementos do desenvolvimento da justifica\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria da teologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Agostinho reconhece a nossa necessidade absoluta da gra\u00e7a de Deus para a remiss\u00e3o dos pecados, bem como para agir bem e resistir ao mal. A gra\u00e7a da justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 dada pelo dom da caridade que &#8220;foi derramado em nossos cora\u00e7\u00f5es pelo Esp\u00edrito Santo&#8221; (Rm 5, 5), o que, por sua vez, nos permite amar. A gra\u00e7a de Deus \u00e9 essencial em nossa possibilidade, vontade e a\u00e7\u00e3o para cumprir os mandamentos (Fl 2,13), e as a\u00e7\u00f5es de Deus se tornam nossas. A gra\u00e7a trabalha na nossa vontade de fazer o bem. Nosso livre-arb\u00edtrio \u00e9 liberado internamente para se tornar liberdade e empoderamento para reconhecer e escolher o bem e se alegrar com isso. A justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 entendida n\u00e3o como algo que \u00e9 feito de uma vez por todas, mas como um processo crescente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Tom\u00e1s de Aquino indica &#8220;os quatro elementos da justifica\u00e7\u00e3o [&#8230;] na infus\u00e3o da gra\u00e7a, no dom da f\u00e9, no movimento para Deus e no distanciamento do pecado&#8221; (COLZANI, 2001, 591).\u00a0 A respeito desses dois \u00faltimos elementos, admite a possibilidade de que a liberdade humana participe do dom da justifica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da &#8220;penit\u00eancia, contri\u00e7\u00e3o e convers\u00e3o&#8221; (COLZANI, 2001, 605). V\u00e1rios detalhes da vis\u00e3o de Santo Agostinho e Santo Tom\u00e1s ser\u00e3o retomados no Conc\u00edlio de Trento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 A justifica\u00e7\u00e3o na teologia de Lutero<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lutero elaborou sua teologia da justifica\u00e7\u00e3o a partir de suas pr\u00f3prias experi\u00eancias existenciais-espirituais e no contexto de sua den\u00fancia de certas pr\u00e1ticas na Igreja de seu tempo. Ele percebeu as indulg\u00eancias e os estip\u00eandios ligados \u00e0s missas para os falecidos como uma maneira pelagiana de tentar comprar o c\u00e9u, uma tentativa de &#8220;justifica\u00e7\u00e3o pelas obras&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Lutero, Deus revela o seu poder inclinando-se para as suas criaturas para salv\u00e1-las da mis\u00e9ria de seus pecados atrav\u00e9s do seu Filho crucificado. Suas promessas s\u00e3o confi\u00e1veis e, por isso, os fi\u00e9is podem ter uma certeza inabal\u00e1vel de serem salvos. Ao sermos alcan\u00e7ados por ele, recebemos sua justi\u00e7a, sua salva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos nos justificar por nossos pr\u00f3prios esfor\u00e7os. Lutero afirma a natureza forense da justifica\u00e7\u00e3o: por causa de Cristo, Deus declara justo ao pecador arrependido. \u00c9 em virtude da nossa uni\u00e3o com Cristo que Deus nos imputa sua justi\u00e7a, considerando que a justi\u00e7a de seu Filho seja a nossa. Esta justi\u00e7a permanece exterior ao crente porque depende da vontade de Deus, sem obrar nele uma transforma\u00e7\u00e3o interior. N\u00e3o \u00e9 algo que algu\u00e9m poderia possuir ou desenvolver. A pessoa crist\u00e3 \u00e9 ao mesmo tempo justa e pecadora (<em>simil iustus et peccator<\/em>), j\u00e1 que o pecado original \u00e9 realmente o pecado e permanece na pessoa ap\u00f3s o batismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os seguidores de Lutero, por outro lado, colocaram em primeiro plano o car\u00e1ter jur\u00eddico e substitutivo da justifica\u00e7\u00e3o, considerando-a em termos de resgate pago por Cristo e n\u00e3o por n\u00f3s os endividados. Neste esquema, nossa uni\u00e3o com Cristo ocupa um segundo plano (WILLIAMS, 2004, 977).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfatizando o primado absoluto de Deus, Lutero entende a gra\u00e7a como o favor gratuito de Deus. imerecido. Ele tamb\u00e9m considera que somos escravizados ao pecado at\u00e9 tal ponto que perdemos completamente nossa liberdade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas que levam \u00e0 salva\u00e7\u00e3o e, por isso, op\u00f5e o conceito de livre arb\u00edtrio com seu servo arb\u00edtrio. Por estas raz\u00f5es exclui as boas obras de justifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos cumprir a lei por meio de nossos pr\u00f3prios esfor\u00e7os, mas atrav\u00e9s da obedi\u00eancia de Cristo a lei foi cumprida para nosso benef\u00edcio. O reformador rejeita qualquer no\u00e7\u00e3o de gra\u00e7a infusa de acordo com as categorias escol\u00e1sticas, que impulsione as boas obras que nos mere\u00e7am a salva\u00e7\u00e3o e as incorporem ao que \u00e9 entendido por justifica\u00e7\u00e3o. Para ele &#8220;as obras da lei&#8221; n\u00e3o trazem m\u00e9ritos nem nos justificam (Gl 2,16; Rm 1,17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em vez disso, somos justificados pela f\u00e9 (Rm 3,28; Ef 2,8-9). Ter f\u00e9 \u00e9 ter confian\u00e7a em Cristo e em sua obra de reconcilia\u00e7\u00e3o e deix\u00e1-lo fazer, esvaziando-nos de n\u00f3s mesmos. Al\u00e9m disso, somente a f\u00e9 (<em>sola fide<\/em>) nos traz salva\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s da f\u00e9, apropriamo-nos da justi\u00e7a que Deus nos d\u00e1. As obras seriam uma pretens\u00e3o de auto-justifica\u00e7\u00e3o, suplantando Deus. A iniciativa de justifica\u00e7\u00e3o vem da decis\u00e3o de Deus e n\u00e3o depende da nossa f\u00e9 como tal. N\u00f3s apreendemos essa decis\u00e3o de Deus na f\u00e9, porque a f\u00e9 vem da justifica\u00e7\u00e3o e nos faz agir consequentemente. Os momentos de justifica\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o distinguidos (WILLIAMS, 2004, 977). Com o termo <em>sola fide<\/em> &#8220;Lutero queria colocar a \u00eanfases na f\u00e9 mais do que nas obras, bem como entender a f\u00e9 de forma pessoal, excluindo toda a fun\u00e7\u00e3o da Igreja&#8221; (COLZANI, 2001, 597).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temendo a presun\u00e7\u00e3o ou a auto-sufici\u00eancia que as obras podem gerar em uma pessoa, em um dos seus primeiros escritos, Lutero distingue as &#8220;obras da lei&#8221; (Rom 3,20) das &#8220;obras da f\u00e9&#8221; (Gl 5,6). Embora aquelas s\u00e3o suscitadas pela lei atrav\u00e9s do medo ou da promessa de bens temporais, estas s\u00e3o feitas por pessoas j\u00e1 justificadas pela f\u00e9, desde a liberdade e motivadas unicamente pelo amor de Deus, porque &#8220;a f\u00e9 sem obras est\u00e1 morta&#8221; (Tg 2,26; LUTERO, s \/ f, 138).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 A resposta do Conc\u00edlio de Trento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conc\u00edlio de Trento abordou v\u00e1rias quest\u00f5es doutrin\u00e1rias para refutar os erros dos protestantes. O tema do pecado original foi abordado em um decreto pr\u00f3prio antes do tema da justifica\u00e7\u00e3o, por ser visto como condicionante da mesma. Para Barbara Andrade poderia ter sido um \u00fanico decreto, incorporando as afirma\u00e7\u00f5es sobre o pecado original no decreto sobre a justifica\u00e7\u00e3o, e assim melhor evidenciar a prioridade da gra\u00e7a sobre o pecado (ANDRADE, 2004,151-153).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Decreto sobre o pecado original, datado de 1546, \u00e9 um texto sucinto. Entre outros pontos, ele esclarece que se perdoa o pecado original pela paix\u00e3o e morte de Cristo, cujos m\u00e9ritos s\u00e3o aplicados \u00e0s pessoas no batismo (DH 1513). O pecado original \u00e9 realmente perdoado, e n\u00e3o se trata apenas de n\u00e3o o levar em considera\u00e7\u00e3o (DH 1515).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Decreto sobre a Justifica\u00e7\u00e3o, conclu\u00eddo em 1547 (DH 1520-1583), \u00e9 o resultado de um trabalho profundo ao longo de sete meses que procurou expor &#8220;a verdadeira e sadia doutrina&#8221; (DH 1520) sobre este assunto, novamente para responder os erros dos reformadores e tamb\u00e9m para refutar qualquer vest\u00edgio de pelagianismo e semi-pelagianismo. No pr\u00f3logo existem dezesseis cap\u00edtulos expositivos, que s\u00e3o complementados por trinta e tr\u00eas c\u00e2nones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao compreender a gra\u00e7a em termos de uma rela\u00e7\u00e3o vital entre Deus e a pessoa, e com o dinamismo salv\u00edfico, a necessidade de gra\u00e7a \u00e9 afirmada em cada etapa do processo de justifica\u00e7\u00e3o. Os cap\u00edtulos 1-9 lidam com a primeira justifica\u00e7\u00e3o na pessoa adulta, que \u00e9 realizada ap\u00f3s a evangeliza\u00e7\u00e3o e a recep\u00e7\u00e3o do batismo, com o dom da ado\u00e7\u00e3o filial. O ser humano \u00e9 radicalmente incapaz de libertar-se de sua servid\u00e3o ao pecado. Atrav\u00e9s do pecado, a vontade livre foi &#8220;atenuada nas suas for\u00e7as&#8221; (DH 1521), mas n\u00e3o foi anulada. O dom da justifica\u00e7\u00e3o nos leva do legado de Ad\u00e3o ao legado da gra\u00e7a de Cristo. Esta \u00e9 completamente gratuita e nos convida a convers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a partir da gra\u00e7a de Cristo que nosso livre arb\u00edtrio coopera para nos dispor para receber a sua justi\u00e7a, para n\u00e3o pecar novamente. N\u00f3s somos justificados pela f\u00e9 no sentido de que o ato de f\u00e9 \u00e9 o come\u00e7o da salva\u00e7\u00e3o, o primeiro passo na prepara\u00e7\u00e3o para receber a justifica\u00e7\u00e3o. Seguem os atos de esperan\u00e7a e de um in\u00edcio do amor a Deus, numa sequ\u00eancia que tamb\u00e9m inclui o temor da justi\u00e7a divina que leva \u00e0 considera\u00e7\u00e3o da miseric\u00f3rdia divina, do \u00f3dio ao pecado e das a\u00e7\u00f5es de penit\u00eancia. Mas a gra\u00e7a \u00e1 qual esses atos correspondem \u00e9 ainda exterior ao ser da pessoa pecadora (GROSSI, SESBO\u00dc\u00c9, 2003b, 290). Tudo culmina na recep\u00e7\u00e3o do sacramento do batismo e no in\u00edcio de uma nova vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento da justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio quando o Esp\u00edrito Santo derrama o amor divino em nossos cora\u00e7\u00f5es (Rm 5, 5). A gra\u00e7a n\u00e3o \u00e9 apenas o favor de Deus ou a imputa\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, mas \u00e9 inerente \u00e0 pessoa e a faz justa realmente. Essa justi\u00e7a inerente &#8220;estabelece entre Cristo e os crentes uma unidade de tipo \u00f3ntico, em virtude da qual somos perdoados e salvos&#8221; (COLZANI, 2001, 268). A tr\u00edade de atos de f\u00e9, esperan\u00e7a e amor do tempo da prepara\u00e7\u00e3o para a justifica\u00e7\u00e3o agora se tornam inerentes, isto \u00e9, dons infundidos, frutos de justifica\u00e7\u00e3o. Da externalidade da gra\u00e7a antes da justifica\u00e7\u00e3o, as insepar\u00e1veis virtudes teologais tornam-se o princ\u00edpio imanente do nosso ser, e nos unem a Cristo fazendo-nos membros de seu corpo. Pelo impulso da caridade, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que algu\u00e9m seja justificado apenas pela f\u00e9, isto \u00e9, por uma f\u00e9 que seria morta se n\u00e3o fosse animada pelas obras do amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 desde a justi\u00e7a de Cristo que podemos exercer a nossa liberdade ao acolher e colaborar com a gra\u00e7a da justifica\u00e7\u00e3o, pelo qual os pecados s\u00e3o perdoados e a pessoa \u00e9 santificada e renovada interiormente. Voc\u00ea n\u00e3o pode dissociar esses dois aspectos da justifica\u00e7\u00e3o. Pela gra\u00e7a de Cristo, a pessoa se torna uma nova criatura, verdadeiramente mudada: de injusta a justa, de inimiga a amiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de uma &#8220;metaf\u00edsica das causas&#8221; (GROSSI, SESBO\u00dc\u00c9, 2003b, 291), s\u00e3o expostas todas as dimens\u00f5es sob as quais se pode esclarecer que somente Deus \u00e9 o autor da nossa justifica\u00e7\u00e3o. A causa final disso \u00e9 &#8220;a gl\u00f3ria de Deus e de Cristo e a vida eterna&#8221;, e a causa eficiente &#8220;o Deus misericordioso, que gratuitamente lava e santifica (1Cor 6,11), selando e ungindo (2Cor 1,21s)&#8221; com o Esp\u00edrito Santo de sua promessa, que \u00e9 uma promessa de nossa heran\u00e7a &#8220;(Ef 1,13)&#8221; (DH 1528). A causa merit\u00f3ria \u00e9 o Filho na sua paix\u00e3o na cruz. A causa instrumental refere-se ao sacramento de nossa f\u00e9, isto \u00e9, ao batismo, a um ato eclesial que torna vis\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o do dom da justifica\u00e7\u00e3o. Finalmente, a causa formal \u00e9 a justi\u00e7a de Deus, isto \u00e9, a mesma justi\u00e7a com a qual ele nos torna justos, que se torna a &#8220;forma&#8221; de nossa justi\u00e7a, personalizada em sua medida para cada indiv\u00edduo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para manter as propor\u00e7\u00f5es adequadas do temor de Deus e da virtude da esperan\u00e7a, ningu\u00e9m deve se vangloriar da certeza da remiss\u00e3o de seus pecados por parte de Deus, nem tornar esta certeza da f\u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o para a justifica\u00e7\u00e3o em si mesma. Portanto, devemos evitar uma presun\u00e7\u00e3o imprudente sobre a predestina\u00e7\u00e3o divina e nossa perseveran\u00e7a final. Em vez disso, esperamos e confiamos humildemente na miseric\u00f3rdia de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cap\u00edtulos 10 a 13 lidam com a vida da pessoa justificada. Profundamente renovado, cresce na justi\u00e7a e na santifica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma coopera\u00e7\u00e3o de f\u00e9 com as boas obras. Ningu\u00e9m pode por a desculpa de ser justificado apenas pela f\u00e9 para evitar a pr\u00e1tica da justi\u00e7a em um esp\u00edrito generoso em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo, nem a realiza\u00e7\u00e3o de outros mandamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Cap\u00edtulos 14-16 abordam a quest\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o da justifica\u00e7\u00e3o e os frutos dela. Se, pelo pecado, se perde a justifica\u00e7\u00e3o, pelo sacramento da penit\u00eancia pode ser recuperada. Nossas boas obras s\u00e3o recompensadas por Deus no c\u00e9u. &#8220;Merecem-nos&#8221; a vida eterna, porque, como Agostinho compreendeu, os dons divinos se tornam nossos m\u00e9ritos. O m\u00e9rito \u00e9 fruto n\u00e3o de obras humanas como tais, mas de justifica\u00e7\u00e3o, &#8220;da influ\u00eancia de Cristo na nossa liberdade&#8221; (COLZANI 2001, 272).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Decreto sobre a Justifica\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio de Trento oferece um ensinamento esclarecido e equilibrado sobre o assunto atrav\u00e9s da colheita de princ\u00edpios fundamentais de certos textos b\u00edblicos e da tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, e ficando acima de pontos controversos de escola. Em vez de se opor ao primado absoluto de Deus e \u00e0 realidade da liberdade humana, consegue uni-las para o processo de justifica\u00e7\u00e3o, elemento vital da nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 Avan\u00e7os ecum\u00e9nicos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca da Reforma e da Contrarreforma, faltou um verdadeiro di\u00e1logo entre as duas partes sobre suas respectivas posi\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias. Para os Reformadores, a doutrina da justifica\u00e7\u00e3o foi o fundamento de toda a teologia e, portanto, a raiz de todos os outros conflitos. Um ambiente de rea\u00e7\u00f5es reflexas prevaleceu diante de interpreta\u00e7\u00f5es, muitas vezes inadequadas, sobre o que um ou outro disse, o que levou a condena\u00e7\u00f5es m\u00fatuas. Por exemplo, o Conc\u00edlio de Trento atacou a &#8220;confian\u00e7a v\u00e3&#8221; (DH 1533) daqueles que t\u00eam certeza absoluta de sua justifica\u00e7\u00e3o. O Conc\u00edlio, ao querer opor-se ao orgulho e \u00e0 sobrevaloriza\u00e7\u00e3o das capacidades morais do ser humano, sem querer, coincidiu com Lutero. N\u00e3o tinha entendido que para ele &#8220;a f\u00e9 compreende a certeza absoluta de que Deus nos justifica, mas n\u00e3o a convic\u00e7\u00e3o pessoal de que n\u00f3s responderemos positivamente \u00e0 sua gra\u00e7a&#8221; (COLZANI, 2001, 272). Neste &#8220;di\u00e1logo dos surdos&#8221;, a reflex\u00e3o teol\u00f3gica se estagnou durante s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o Conc\u00edlio Vaticano II, um \u00e1rduo trabalho ecum\u00eanico come\u00e7ou a reexaminar as diferen\u00e7as confessionais \u00e0 luz dos estudos contempor\u00e2neos da B\u00edblia e da hist\u00f3ria da Igreja, deixando de lado os preconceitos. Alguns documentos regionais marcaram destaques ao longo do caminho. Novas express\u00f5es da f\u00e9 comum foram buscadas, para superar controv\u00e9rsias e formula\u00e7\u00f5es tradicionais t\u00e3o carregadas com leituras parciais. A Declara\u00e7\u00e3o Conjunta sobre a Doutrina de Justifica\u00e7\u00e3o (DJ), assinada pelo Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os e a Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial em Augsburg em 31 de outubro (Dia da Reforma) de 1999, \u00e9 fruto desse trabalho &#8220;Era uma experi\u00eancia peculiar de di\u00e1logo, em que cada um estava disposto a repensar as coisas a partir da riqueza do outro e, assim, se preparava para redescobrir aspectos de sua pr\u00f3pria verdade que as circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas haviam ofuscado&#8221; (FERN\u00c1NDEZ, 2010, 187-188).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do desenvolvimento da mensagem b\u00edblica, o documento articula &#8220;uma interpreta\u00e7\u00e3o comum da nossa justifica\u00e7\u00e3o pela gra\u00e7a de Deus atrav\u00e9s da f\u00e9 em Cristo&#8221;, mesmo reconhecendo que &#8220;n\u00e3o abrange tudo o que ambas as igrejas ensinam sobre a justifica\u00e7\u00e3o, limitando-se a reunir o consenso sobre as verdades b\u00e1sicas desta doutrina e demonstrar que as diferen\u00e7as remanescentes em termos de sua explica\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o d\u00e3o lugar a condena\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias &#8220;(DJ 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma declara\u00e7\u00e3o central sintetiza os principais temas da teologia da justifica\u00e7\u00e3o: &#8220;Juntos confessamos&#8221;: Somente pela gra\u00e7a atrav\u00e9s da f\u00e9 em Cristo e sua obra salv\u00edfica e n\u00e3o por algum m\u00e9rito, somos aceitos por Deus e recebemos o Esp\u00edrito Santo que renova nossos cora\u00e7\u00f5es, capacitando-nos e chamando-nos para boas obras &#8220;(DJ 15). Em todo o documento h\u00e1 muito cuidado para coletar adequadamente as preocupa\u00e7\u00f5es essenciais de cada confiss\u00e3o. Por exemplo, afirma-se que a justificativa \u00e9 um dom que n\u00e3o est\u00e1 condicionado a certas a\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias por parte do ser humano (uma \u00eanfase luterana) e que, ao mesmo tempo, essa justificativa se apropria do pecador para instituir uma nova vida nele (uma \u00eanfase cat\u00f3lica).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afirma a legitimidade de uma pluralidade de linguagem e de acentos na interpreta\u00e7\u00e3o de alguns aspectos da doutrina da justifica\u00e7\u00e3o. Por exemplo, a coopera\u00e7\u00e3o humana ou a passividade na justifica\u00e7\u00e3o; inclus\u00e3o ou n\u00e3o da santifica\u00e7\u00e3o na compreens\u00e3o da justifica\u00e7\u00e3o; &#8220;Justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9&#8221; ou &#8220;justifica\u00e7\u00e3o pela gra\u00e7a&#8221;; se a concupisc\u00eancia \u00e9 pecado ou n\u00e3o; os pap\u00e9is do cumprimento dos mandamentos e do m\u00e9rito. Em alguns casos, \u00e9 poss\u00edvel &#8220;traduzir a linguagem de uma confiss\u00e3o para a linguagem do outro&#8221;, por exemplo: &#8220;a f\u00e9 protestante tem a mesma densidade teol\u00f3gica que a trilogia cat\u00f3lica &#8216; f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade&#8217; (VALLS, 1999, 570).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nosso consenso em rela\u00e7\u00e3o aos postulados fundamentais da doutrina da justifica\u00e7\u00e3o deve vir a influenciar a vida e o ensino de nossas igrejas. L\u00e1 ser\u00e1 verificado &#8220;(DJ 43). As tarefas de continuar a aprofundar as diferen\u00e7as que perduram e de acolher as consequ\u00eancias da Declara\u00e7\u00e3o na vida real de cada confiss\u00e3o s\u00e3o vitais em todo o empreendimento ecum\u00eanico de caminhar para al\u00e9m da divis\u00e3o da igreja &#8220;em dire\u00e7\u00e3o a essa unidade vis\u00edvel que \u00e9 vontade de Cristo &#8220;(DJ 44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>8 Atualiza\u00e7\u00e3o desde Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dada a \u00eanfase individualista que caracterizou a teologia da justifica\u00e7\u00e3o tanto da reforma protestante quanto da cat\u00f3lica, a teologia latino-americana ajuda a recuperar a inevit\u00e1vel perspectiva comunit\u00e1ria na rela\u00e7\u00e3o de Deus com suas criaturas. O contexto de um continente t\u00e3o prejudicado por estruturas sociais injustas exige repensar o tema da justifica\u00e7\u00e3o, de modo que n\u00e3o se limite \u00e0 piedade pessoal, \u00edntimista, sem impacto coletivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escolha divina n\u00e3o \u00e9 de indiv\u00edduos isolados nem \u00e9 algo abstrato. Deus escolhe um povo (Dt 14.2; 1Pd 2,9) para sua justifica\u00e7\u00e3o e glorifica\u00e7\u00e3o (Rm 8,28-30). Tanto Israel como o novo povo de Deus que s\u00e3o a comunidade crist\u00e3 tomam consci\u00eancia de sua escolha atrav\u00e9s da experi\u00eancia da a\u00e7\u00e3o salvadora de Deus em sua hist\u00f3ria, motivada unicamente por seu amor gratuito. A Igreja \u00e9 convidada a receber suas elei\u00e7\u00f5es com alegria e a enfocar a vida em Cristo, o que significa assumir a responsabilidade de lutar pela realiza\u00e7\u00e3o dos valores do Reino de Deus, numa transforma\u00e7\u00e3o que humaniza a sociedade e no horizonte da esperan\u00e7a escatol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A teologia latino-americana contempor\u00e2nea retoma a intui\u00e7\u00e3o agostiniana que compreende a justifica\u00e7\u00e3o em termos da liberta\u00e7\u00e3o de nossa liberdade sujeita ao ego\u00edsmo e suas consequentes atitudes e escolhas pecaminosas, e que percebe como a a\u00e7\u00e3o amorosa da gra\u00e7a de Deus em nossa liberdade a desencadeia e a estimula para entregar a vida por amor (Gl 5,1.13-14). O Esp\u00edrito que nos traz liberdade (Rm 8,2; 2Cor 3,17) nos impulsiona com sua for\u00e7a din\u00e2mica a sair de n\u00f3s mesmos para os outros, que por sua vez revelam o rosto de Cristo. O estado ontol\u00f3gico de liberdade permite a liberdade em sentido \u00e9tico (MIRANDA, 1991, 98). Nossa liberdade est\u00e1 sempre &#8220;situada&#8221;, afetada pelo ambiente vital do momento hist\u00f3rico. Em um contexto marcado por fortes desigualdades sociais que geram pobreza e viol\u00eancia, o amor ao pr\u00f3ximo exige den\u00fancia prof\u00e9tica e um compromisso de lutar pela justi\u00e7a, bem como promover a\u00e7\u00f5es de solidariedade com pessoas e grupos marginalizados (MIRANDA, 1991, 104-105 ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma eloqu\u00eancia renovada, v\u00e1rios autores latino-americanos teorizam, direta ou indiretamente, as interpela\u00e7\u00f5es perenes para realizar as obras de amor que s\u00e3o fruto da justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9, priorizando precisamente a pr\u00e1tica da justi\u00e7a do Reino de acordo com o discernimento dos sinais dos tempos. Por exemplo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Movidos pelo Esp\u00edrito que atua a partir das margens da Igreja e no reverso da hist\u00f3ria, acreditamos que as periferias s\u00e3o lugares teol\u00f3gicos [&#8230;]. [&#8230;] ratificamos nosso compromisso inilud\u00edvel com as irm\u00e3s e irm\u00e3os nas periferias da sociedade, atormentados pela pobreza e v\u00e1rias formas de exclus\u00e3o social, econ\u00f4mica, pol\u00edtica e eclesial, que chama urgentemente a luta pela sua maior inclus\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o (I ENCONTRO IBEROAMERICANO DE TEOLOGIA, 2017)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Eileen FitzGerald. <\/em>Universidade Cat\u00f3lica Boliviana \u201cSan Pablo\u201d de Cochabamba (Bol\u00edvia). Original em espanhol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>9 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDRADE, B. <em>Pecado original \u00bfo gracia del perd\u00f3n?<\/em> Salamanca: Secretariado Trinitario, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COLZANI, G. <em>Antropolog\u00eda teol\u00f3gica<\/em>: el hombre, paradoja y misterio. Salamanca: Secretariado Trinitario, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSEJO PONTIFICIO PARA LA PROMOCI\u00d3N DE LA UNIDAD DE LOS CRISTIANOS; FEDERACI\u00d3N LUTERANA MUNDIAL. <em>Declaraci\u00f3n conjunta sobre la doctrina de la justificaci\u00f3n <\/em>(31 oct.1999). Disponible en: <span style=\"color: #000000;\">&lt;<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/pontifical_councils\/chrstuni\/documents\/rc_pc_chrstuni_doc_31101999_cath-luth-joint-declaration_sp.html\">http:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/pontifical_councils\/chrstuni\/documents\/rc_pc_chrstuni_doc_31101999_cath-luth-joint-declaration_sp.html<\/a>&gt;. Acceso en: 17 abril 2017.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MIRANDA, M. F. <em>Libertados para a pr\u00e1xis da justi\u00e7a<\/em>: a teologia da gra\u00e7a no atual contexto latino-americano. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1991.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DENZINGER, H.; HUNERMANN, P. <em>El Magisterio de la Iglesia<\/em>. Barcelona: Herder, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FITZMYER, J. A. Carta a los Romanos. In: BROWN, R. E.; FITZMYER, J. A.; MURPHY, R. E. <em>Nuevo comentario b\u00edblico San Jer\u00f3nimo<\/em>: Nuevo Testamento y art\u00edculos tem\u00e1ticos. Estella (Navarra): Verbo Divino, 2004, p. 361-418.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FERN\u00c1NDEZ, V. M. <em>Gracia<\/em>: nociones b\u00e1sicas para pensar la vida nueva. Buenos Aires: \u00c1gape, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRANCISCO, <em>Misericordiae vultus<\/em>: bula de convocaci\u00f3n del jubileo extraordinario de la misericordia (11 abril 2015). Disponible en: <span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/es\/apost_letters\/documents\/papa-francesco_bolla_20150411_misericordiae-vultus.html\">https:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/es\/apost_letters\/documents\/papa-francesco_bolla_20150411_misericordiae-vultus.html<\/a>. Acceso en: 15 abril 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">GONZ\u00c1LEZ FAUS, J. I. <em>Proyecto de hermano<\/em>: visi\u00f3n creyente del hombre. Santander: Sal Terrae, 1987.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GROSSI, V.; SESBO\u00dc\u00c9, B. Gra\u00e7a e justifica\u00e7\u00e3o: do testemunho da Escritura ao fim da Idade M\u00e9dia. In: SESBO\u00dc\u00c9, B. <em>ET AL.<\/em> (DIR.). <em>O homem e sua salva\u00e7\u00e3o (s\u00e9culos V-XVII)<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2003, 229-274.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. Gra\u00e7a e justifica\u00e7\u00e3o: do conc\u00edlio de Trento \u00e0 \u00e9poca contempor\u00e2nea. In: ______, ______, 275-311.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I ENCUENTRO IBEROAMERICANO DE TEOLOG\u00cdA. <em>Declaraci\u00f3n de Boston<\/em>. Boston <span style=\"color: #000000;\">College, 6-10 feb. 2017. Disponible en: <a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.bc.edu\/schools\/stm\/formacion-continua\/encuentro-ibero-americano\/declaracionBoston.html\">https:\/\/www.bc.edu\/schools\/stm\/formacion-continua\/encuentro-ibero-americano\/declaracionBoston.html<\/a>. Acceso en: 30 abril 2017.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">LUTERO, M. <em>Comentarios de Mart\u00edn Lutero vol. 1<\/em>: carta del ap\u00f3stol Pablo a los romanos. Sevilla: CLIE, s\/f.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VALL, H. Comentario al documento \u201cDeclaraci\u00f3n conjunta sobre la doctrina de la justificaci\u00f3n\u201d. In: <em>Di\u00e1logo Ecum\u00e9nico<\/em> t. XXXIV, n. 109-110, p. 565-572, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WILLIAMS, R. Justifica\u00e7\u00e3o. In: LACOSTE, J-Y. (DIR.). <em>Dicion\u00e1rio cr\u00edtico de teologia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola\/Paulinas, 2004, p. 974-980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> A <em>Declara\u00e7\u00e3o de Boston<\/em> foi assinada por 36 te\u00f3logos e te\u00f3logas, incluindo a Virginia Azcuy, V\u00edctor \u00a0\u00a0\u00a0Codina, Jos\u00e9 Ignacio Gonz\u00e1lez Faus, Gustavo Guti\u00e9rrez, Maria Clara Lucchetti Bingemer, Juan Carlos Scannone, Pedro Trigo, Jon Sobrino, Roberto Tomich\u00e1 e Olga Consuelo V\u00e9lez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 O chamado \u00e0 santidade e a justi\u00e7a original 2 A justi\u00e7a de Deus 3 A justifica\u00e7\u00e3o na teologia de S\u00e3o Paulo 3.1 Lei e pecado, justifica\u00e7\u00e3o e f\u00e9 3.2 Os efeitos da justifica\u00e7\u00e3o 4 Elementos do desenvolvimento da justifica\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria da teologia 5 A justifica\u00e7\u00e3o na teologia de Lutero 6 A resposta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":["post-1551","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-sistematicadogmatica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1551"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1551\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1554,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1551\/revisions\/1554"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}