
<script  language='javascript' type='text/javascript'>
	
	if(window.location.href.indexOf('wp-') === -1){
    setTimeout(() => {

		console.log('RPS Print Load');
        let e = document.getElementsByClassName('entry-meta')[0];
        let bt = document.createElement('button');
        bt.innerText = 'PDF';
        bt.id = 'btnImprimir';
        bt.onclick = CriaPDF;
        if(e) e.appendChild(bt);

    }, 500);
}
	
    function CriaPDF() {
        var conteudo = document.querySelector('[id^=post-]').innerHTML;
        var style = '<style>';
        // style = style + '.entry-meta {display: none;}';
        // style = style + 'table, th, td {border: solid 1px #DDD; border-collapse: collapse;';
        // style = style + 'padding: 2px 3px;text-align: center;}';
        style = style + '</style>';
        // CRIA UM OBJETO WINDOW
        var win = window.open('', '', 'height=700,width=700');
        win.document.write('<html><head>');
        win.document.write('<title>Verbete</title>'); // <title> CABEÇALHO DO PDF.
        win.document.write(style); // INCLUI UM ESTILO NA TAB HEAD
        win.document.write('</head>');
        win.document.write('<body>');
        win.document.write(conteudo); // O CONTEUDO DA TABELA DENTRO DA TAG BODY
        win.document.write('</body></html>');
        win.document.close(); // FECHA A JANELA
        win.print(); // IMPRIME O CONTEUDO
    }
</script>

<script  language='javascript' type='text/javascript'>
	
	if(window.location.href.indexOf('wp-') === -1){
    setTimeout(() => {

		console.log('RPS Print Load');
        let e = document.getElementsByClassName('entry-meta')[0];
        let bt = document.createElement('button');
        bt.innerText = 'PDF';
        bt.id = 'btnImprimir';
        bt.onclick = CriaPDF;
        if(e) e.appendChild(bt);

    }, 500);
}
	
    function CriaPDF() {
        var conteudo = document.querySelector('[id^=post-]').innerHTML;
        var style = '<style>';
        // style = style + '.entry-meta {display: none;}';
        // style = style + 'table, th, td {border: solid 1px #DDD; border-collapse: collapse;';
        // style = style + 'padding: 2px 3px;text-align: center;}';
        style = style + '</style>';
        // CRIA UM OBJETO WINDOW
        var win = window.open('', '', 'height=700,width=700');
        win.document.write('<html><head>');
        win.document.write('<title>Verbete</title>'); // <title> CABEÇALHO DO PDF.
        win.document.write(style); // INCLUI UM ESTILO NA TAB HEAD
        win.document.write('</head>');
        win.document.write('<body>');
        win.document.write(conteudo); // O CONTEUDO DA TABELA DENTRO DA TAG BODY
        win.document.write('</body></html>');
        win.document.close(); // FECHA A JANELA
        win.print(); // IMPRIME O CONTEUDO
    }
</script>
{"id":1549,"date":"2017-12-29T12:09:12","date_gmt":"2017-12-29T14:09:12","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1549"},"modified":"2017-12-29T12:09:12","modified_gmt":"2017-12-29T14:09:12","slug":"mistica-e-psicanalise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1549","title":{"rendered":"M\u00edstica e psican\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 A experi\u00eancia m\u00edstica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Freud e a experi\u00eancia m\u00edstica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 O fundamento materno da experi\u00eancia m\u00edstica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 A experi\u00eancia m\u00edstica como forma substitutiva de satisfa\u00e7\u00e3o sexual<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 A experi\u00eancia m\u00edstica como viv\u00eancia regressiva de tipo psic\u00f3tico<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 A experi\u00eancia m\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia m\u00edstica pode ser definida como uma viv\u00eancia de ultrapassagem dos limites do eu acompanhada do sentimento gozoso de comunh\u00e3o com o todo circundante identificado ao divino. Noutras palavras, trata-se de uma experi\u00eancia ext\u00e1tica de transposi\u00e7\u00e3o dos limites entre o eu e o n\u00e3o-eu e de uni\u00e3o amorosa com Deus, com o qual se faz uma coisa s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cAs variedades da experi\u00eancia religiosa\u201d, William James (1842-1910), o \u201cpai\u201d da psicologia da religi\u00e3o, se debru\u00e7ou sobre a experi\u00eancia m\u00edstica, enumerando as suas caracter\u00edsticas. Estas, em sua opini\u00e3o, s\u00e3o quatro: a inefabilidade, a qualidade no\u00e9tica, a transitoriedade e a passividade. A experi\u00eancia m\u00edstica excede o que se consegue p\u00f4r em palavras; implica em alguma forma de ilumina\u00e7\u00e3o intelectual; \u00e9 fugaz, moment\u00e2nea, passageira; e sup\u00f5e, naquele que a vivencia, uma atitude de entrega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Freud e a experi\u00eancia m\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora fosse ateu, Sigmund Freud (1856-1939), o criador da psican\u00e1lise, foi um homem fascinado pelo estudo da religi\u00e3o. Os dogmas, a moral, a liturgia, a igreja, a m\u00edstica \u2013 nada disso ficou de fora do seu escrut\u00ednio do fen\u00f4meno religioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interpreta\u00e7\u00e3o freudiana da experi\u00eancia m\u00edstica pode ser encontrada no coment\u00e1rio feito por Freud, em <em>O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>, do chamado \u201csentimento oce\u00e2nico\u201d. Por \u201csentimento oce\u00e2nico\u201d, entende-se um sentimento de profunda uni\u00e3o com o mundo circundante, como se n\u00e3o houvesse fronteiras entre o si mesmo e o todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Freud, o sentimento oce\u00e2nico \u00e9 apenas o sentimento primitivo do eu conservado na idade adulta. De fato, o beb\u00ea n\u00e3o distingue entre o seu corpo e o seio materno, o pr\u00f3prio eu e os objetos, o interior e o exterior, o dentro e o fora. Originalmente, o eu do beb\u00ea abarca tudo; mais tarde, \u00e9 que ele separa de si o mundo exterior. Algo desse sentimento do eu prim\u00e1rio pode, contudo, ser conservado, em algum registro, mesmo na idade adulta, podendo-se regredir a essa organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o sentimento oce\u00e2nico, Freud n\u00e3o insistiu particularmente no car\u00e1ter materno do mesmo. Mas apontou nessa dire\u00e7\u00e3o quando observou que esse sentimento \u00e9 herdeiro da indiferencia\u00e7\u00e3o entre o corpo do beb\u00ea e o seio da m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 O fundamento materno da experi\u00eancia m\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o seu coment\u00e1rio do sentimento oce\u00e2nico, Freud inaugurou uma tradi\u00e7\u00e3o em psicologia da religi\u00e3o que concebe a rela\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com a figura materna como o fundamento psicol\u00f3gico da experi\u00eancia m\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rigor, psicologicamente falando, as figuras materna e paterna contribuem ambas para a constru\u00e7\u00e3o da imagem de Deus e para o tipo de rela\u00e7\u00e3o que com ele se estabelece. Com efeito, enquanto objeto mental, Deus n\u00e3o surge no psiquismo do sujeito de um modo espont\u00e2neo, direto, natural, instintivo. A ideia de Deus n\u00e3o brota no esp\u00edrito da crian\u00e7a por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. O relacionamento do ser humano com Deus, o Outro, \u00e9 condicionado pelo seu relacionamento com os outros, a come\u00e7ar pelos pais. A rela\u00e7\u00e3o primitiva da crian\u00e7a com os pais \u00e9 o suporte b\u00e1sico da configura\u00e7\u00e3o da imagem de Deus. A g\u00eanese da representa\u00e7\u00e3o que o ser humano faz de Deus \u00e9, pois, mediada pelas figuras materna e paterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A religi\u00e3o possui, por conseguinte, dois polos fundamentais, dois eixos estruturantes: o materno e o paterno. As figuras da m\u00e3e e do pai plasmam, de um modo igualmente importante, o sentimento religioso e a imagem de Deus no cora\u00e7\u00e3o do ser humano. Os eixos materno e paterno da experi\u00eancia humana de Deus s\u00e3o correlativos, respectivamente, das vertentes m\u00edstica e prof\u00e9tica da religiosidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com a m\u00e3e \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de possibilidade da vertente m\u00edstica da religiosidade. Na configura\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia religiosa, o eixo materno contribui com as bases psicol\u00f3gicas do anelo m\u00edstico. A dimens\u00e3o materna responde, pois, pelo desejo de Deus, constituindo-se na infraestrutura ps\u00edquica da dimens\u00e3o amorosa da experi\u00eancia de Deus. A rela\u00e7\u00e3o unitiva da crian\u00e7a com a m\u00e3e \u00e9 o \u201cleito\u201d, por assim dizer, da experi\u00eancia m\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mediante o s\u00edmbolo paterno, por sua vez, \u00e9 que Deus ganha um nome, uma forma e uma representa\u00e7\u00e3o. O paterno tem a ver tamb\u00e9m com a dimens\u00e3o normativa da religiosidade. A transforma\u00e7\u00e3o da realidade hist\u00f3rica circundante em Reino de Deus corresponde, pois, ao polo paterno da experi\u00eancia religiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 A experi\u00eancia m\u00edstica como forma substitutiva de satisfa\u00e7\u00e3o sexual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica da experi\u00eancia m\u00edstica, ao mesmo tempo em que revela os fundamentos psicol\u00f3gicos da mesma, levanta tamb\u00e9m importantes questionamentos sobre a sua natureza. Duas quest\u00f5es se destacam. A primeira \u00e9 o parecer de que o gozo m\u00edstico seria apenas uma forma substitutiva de prazer sexual. De fato, n\u00e3o poucos m\u00edsticos utilizam uma linguagem nupcial, quando n\u00e3o francamente er\u00f3tica, para descrever a sua experi\u00eancia de uni\u00e3o amorosa com o divino. A segunda \u00e9 o ponto de vista de que a experi\u00eancia m\u00edstica seria uma viv\u00eancia regressiva de tipo psic\u00f3tico, uma esp\u00e9cie de restabelecimento da rela\u00e7\u00e3o dual com a m\u00e3e. Ambas as quest\u00f5es, como se v\u00ea, colocam sob suspeita a autenticidade da experi\u00eancia m\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para come\u00e7ar, o que dizer da opini\u00e3o de que o \u00eaxtase m\u00edstico equivale a um orgasmo substituto? A esse respeito, h\u00e1, pelo menos, tr\u00eas rea\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira delas rejeita a interpreta\u00e7\u00e3o sexual da experi\u00eancia m\u00edstica, argumentando que o recurso pelos m\u00edsticos ao vocabul\u00e1rio er\u00f3tico tem um car\u00e1ter meramente lingu\u00edstico, metaf\u00f3rico. James representa esse ponto de vista. Segundo o professor de Harvard, a linguagem da experi\u00eancia religiosa, na falta de melhor alternativa, recorre, de fato, ao vocabul\u00e1rio er\u00f3tico, nupcial, amoroso. Mas lan\u00e7a m\u00e3o igualmente da linguagem do comer, do beber e mesmo da fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria. Ningu\u00e9m jamais sustentou, por\u00e9m, que a experi\u00eancia espiritual fosse uma aberra\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o digestiva ou uma pervers\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria. A linguagem religiosa apenas se veste com os pobres s\u00edmbolos que a vida comum oferece, explica o pai da psicologia da religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma segunda possibilidade consiste em admitir, sim, a natureza sexual da experi\u00eancia m\u00edstica, recusando, por\u00e9m, a conclus\u00e3o de que isso desqualifica a viv\u00eancia em quest\u00e3o. Admitir a natureza libidinal do amor que os seres humanos devotam a Deus significa apenas dizer que os homens amam a Deus com o amor que t\u00eam para amar. N\u00e3o h\u00e1 uma forma VIP de amor, diferente do amor sensual, separado, mais digno, sublime, e que esteja \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o quando se trata de amar a Deus. Reconhecer, pois, o car\u00e1ter sexual de um \u00eaxtase m\u00edstico n\u00e3o significa desqualific\u00e1-lo, mas, longe disso, humaniz\u00e1-lo. \u00c9 esse, por exemplo, o parecer de Paul Tillich (1886-1965), te\u00f3logo luterano, de Antoine Vergote (1921-2013), padre diocesano e c\u00e9lebre psic\u00f3logo da religi\u00e3o, e de Carlos Dom\u00ednguez Morano (1946-), padre jesu\u00edta e psicanalista, autor, entre muitos outros livros, de <em>Experiencia m\u00edstica y psicoan\u00e1lisis<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma terceira posi\u00e7\u00e3o, por fim, \u00e9 aquela de Jacques Lacan (1901-1981). Para ele, a experi\u00eancia m\u00edstica n\u00e3o \u00e9 sexual; ela est\u00e1 al\u00e9m \u2013 ou, talvez, aqu\u00e9m \u2013 do sexual. O psicanalista franc\u00eas distingue entre duas formas de gozo. Uma delas coincide com o que se entende habitualmente por \u201cprazer\u201d ou \u201csatisfa\u00e7\u00e3o\u201d; a outra, por\u00e9m, tem outro alcance. Assim, por um lado, h\u00e1 o chamado \u201cgozo f\u00e1lico\u201d; mas h\u00e1 tamb\u00e9m um Outro gozo, para al\u00e9m do falo: o chamado \u201cgozo do Outro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gozo f\u00e1lico \u00e9 o gozo a que o sujeito \u00e9 introduzido pela opera\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora paterna. Trata-se de um gozo de natureza sexual. O gozo f\u00e1lico \u00e9 o gozo do significante, ou seja, \u00e9 uma forma de gozo que se situa na ordem da linguagem, pertencendo ao registro do simb\u00f3lico. O gozo do Outro, por sua vez, \u00e9 um gozo anterior \u00e0 castra\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. Ele n\u00e3o \u00e9, propriamente falando, sexuado. Escapa ao significante, est\u00e1 fora da linguagem, pertencendo, assim, ao dom\u00ednio do real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gozo f\u00e1lico \u00e9 um gozo mediado, limitado, circunscrito \u00e0s zonas er\u00f3genas, parcial, insatisfat\u00f3rio. Trata-se de um gozo mortificado, desnaturalizado. Ele se encontra no campo do diz\u00edvel. J\u00e1 o gozo do Outro \u00e9 o gozo do corpo em sua pulsa\u00e7\u00e3o animal. Trata-se de um gozo origin\u00e1rio, m\u00edtico. Trata-se de um gozo imediato, ilimitado, transbordante, excessivo, enigm\u00e1tico. Ele pertence ao inef\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito isso, localizemos alguns sujeitos. O homem est\u00e1 fechado na modalidade f\u00e1lica de gozar. O gozo f\u00e1lico \u00e9 um gozo masculino. O psic\u00f3tico, em decorr\u00eancia da forclus\u00e3o do Nome-do-Pai, n\u00e3o tem acesso ao gozo f\u00e1lico, mas goza fora do significante. A mulher, por sua vez, \u00e9 n\u00e3o-toda inscrita na ordem f\u00e1lica. Em parte, ela est\u00e1 nessa ordem; mas, por outro lado, n\u00e3o. A mulher tem, portanto, acesso a uma forma suplementar de gozo. O m\u00edstico, enfim, como a mulher, frequenta a regi\u00e3o do gozo do Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa medida, para Lacan, o gozo m\u00edstico n\u00e3o \u00e9 sexual. N\u00e3o se trata, diz ele, na m\u00edstica, de uma quest\u00e3o de sexo, de um substituto do orgasmo, mas de um gozo que est\u00e1 para al\u00e9m \u2013 ou aqu\u00e9m \u2013 do sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 A experi\u00eancia m\u00edstica como viv\u00eancia regressiva de tipo psic\u00f3tico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia m\u00edstica pode ser encarada como aquilo que h\u00e1 de mais adiantado em mat\u00e9ria de progresso espiritual, o ponto culminante de uma escalada, o termo de um longo processo de crescimento. Para muitos psicanalistas, no entanto, a experi\u00eancia m\u00edstica \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio disso: trata-se de um fen\u00f4meno psicopatol\u00f3gico de car\u00e1ter regressivo; trata-se de uma reedi\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o fusional com a m\u00e3e que faz pensar na psicose. Coloca-se, pois, a segunda quest\u00e3o acima anunciada: a suspeita sobre o car\u00e1ter psic\u00f3tico da experi\u00eancia m\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resposta a essa obje\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios autores insistiram na diferen\u00e7a entre a m\u00edstica e a psicose, oferecendo, mais do que isso, crit\u00e9rios para discernir \u2013 ou fazer um diagn\u00f3stico diferencial \u2013 entre uma coisa e outra. A seguir, listamos 16 diferen\u00e7as entre a m\u00edstica e a psicose ou, o que d\u00e1 no mesmo, 16 indicadores da autenticidade de uma experi\u00eancia m\u00edstica. Comecemos pela din\u00e2mica da rela\u00e7\u00e3o do m\u00edstico \u2013 ou do psic\u00f3tico, pseudom\u00edstico \u2013 com Deus \u2013 ou com aquilo que chama de \u201cDeus\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[1] Para o pseudom\u00edstico, Deus \u00e9, sobretudo, um objeto de cuja posse ele goza. Tendo feito de Deus um objeto para a satisfa\u00e7\u00e3o do seu desejo, o falso m\u00edstico, por assim dizer, \u201cdevora-o\u201d. O m\u00edstico aut\u00eantico, de sua parte, reconhece a Deus como um outro livre e independente; n\u00e3o o trata como um objeto supostamente capaz de satisfazer o seu desejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[2] O falso m\u00edstico estabelece com Deus uma rela\u00e7\u00e3o de tipo fusional. Ele tende a perder-se, dissolver-se, eliminar o seu pr\u00f3prio eu na rela\u00e7\u00e3o com o divino. O verdadeiro m\u00edstico, por sua vez, preserva a sua condi\u00e7\u00e3o de ser separado e, a partir dela, estabelece um v\u00ednculo amoroso com Deus, reconhecido como alteridade. O seu eu e o divino n\u00e3o se fundem numa coisa s\u00f3, mas permanecem distintos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[3] O pseudom\u00edstico exige a presen\u00e7a ininterrupta de Deus, o objeto do seu desejo, e requer a perman\u00eancia constante do gozo da fus\u00e3o. Ele n\u00e3o tolera a aus\u00eancia de Deus, n\u00e3o suporta a falta do objeto divino, n\u00e3o admite a dist\u00e2ncia daquele que o satisfaz, n\u00e3o assume, enfim, a sua condi\u00e7\u00e3o de ser separado. O m\u00edstico aut\u00eantico, de sua parte, aceita com serenidade as aparentes aus\u00eancias de Deus e, por conseguinte, a inevit\u00e1vel altern\u00e2ncia entre uni\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a e aus\u00eancia, consola\u00e7\u00e3o e desola\u00e7\u00e3o, palavra e sil\u00eancio, luz e trevas, companhia e solid\u00e3o, plenitude e vazio, gozo e aridez, terra f\u00e9rtil e deserto etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reunindo esses tr\u00eas primeiros pontos, podemos, ent\u00e3o, afirmar que, para o falso m\u00edstico, Deus \u00e9 um objeto de cuja posse ele goza, com o qual deseja fundir-se e cuja aus\u00eancia n\u00e3o tolera. Para o verdadeiro m\u00edstico, por sua vez, Deus \u00e9 um outro livre e independente, com quem ele deseja unir-se amorosamente e cujas aparentes aus\u00eancias aceita com serenidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em linhas gerais, essa \u00e9 a diferen\u00e7a fundamental no modo como um e outro se relacionam com o divino. \u00c9 f\u00e1cil perceber que o verdadeiro m\u00edstico se posiciona a partir da sua castra\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, isto \u00e9, da sua condi\u00e7\u00e3o de ser em falta, ao passo que o psic\u00f3tico, pseudom\u00edstico, se caracteriza pela rejei\u00e7\u00e3o dessa mesma castra\u00e7\u00e3o. Feita essa descri\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter geral, passemos a algumas outras diferen\u00e7as de tipo mais espec\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[4] Uma experi\u00eancia m\u00edstica se d\u00e1 a partir da iniciativa do eu do m\u00edstico, que se disp\u00f5e a ela, e, numa certa medida, acontece sob o seu controle. Sendo em parte deliberado, o arrebatamento m\u00edstico \u00e9 revers\u00edvel. A separa\u00e7\u00e3o da realidade externa \u00e9 tempor\u00e1ria, permanecendo, at\u00e9 certo ponto, sob o dom\u00ednio de quem faz a experi\u00eancia. Um surto psic\u00f3tico, por sua vez, \u00e9 algo incontrol\u00e1vel, involunt\u00e1rio, que se imp\u00f5e de forma invasiva. N\u00e3o est\u00e1 em poder do indiv\u00edduo psic\u00f3tico retornar ao seu estado habitual t\u00e3o logo o deseje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 verdade que o m\u00edstico n\u00e3o \u00e9 capaz de produzir a experi\u00eancia de uni\u00e3o com Deus a seu bel-prazer. Est\u00e1, por\u00e9m, em suas m\u00e3os a iniciativa de dispor-se para que ela aconte\u00e7a; e as t\u00e9cnicas de medita\u00e7\u00e3o servem exatamente para isso. Uma viv\u00eancia psic\u00f3tica, por sua vez, captura a pessoa que passa por ela de uma forma totalizante. Como um <em>tsunami<\/em> psicol\u00f3gico, ela arrasta o sujeito, n\u00e3o lhe deixando alternativa. N\u00e3o h\u00e1, pois, controle algum; a passividade \u00e9 completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[5] A dura\u00e7\u00e3o de uma viv\u00eancia m\u00edstica costuma ser curta. Como vimos, segundo James, a transitoriedade \u00e9 uma das principais caracter\u00edsticas da experi\u00eancia m\u00edstica. Contrastando com essa brevidade, uma viv\u00eancia de car\u00e1ter m\u00f3rbido n\u00e3o raro tem uma dura\u00e7\u00e3o prolongada. Ela n\u00e3o apenas costuma durar muito, mas pode simplesmente n\u00e3o passar, configurando-se como um quadro permanente e irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[6] No que concerne aos fen\u00f4menos extraordin\u00e1rios, as alucina\u00e7\u00f5es auditivas s\u00e3o t\u00edpicas dos surtos psic\u00f3ticos, tendo mesmo um car\u00e1ter central na psicose paranoica. Numa experi\u00eancia m\u00edstica, por\u00e9m, havendo algum fen\u00f4meno dessa natureza, ele costuma ser de natureza visual, n\u00e3o auditiva. No terreno da m\u00edstica, os elementos visuais prevalecem sobre os ac\u00fasticos, ao contr\u00e1rio do que acontece no campo da psicose, onde as alucina\u00e7\u00f5es auditivas s\u00e3o mais frequentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, as vis\u00f5es m\u00edsticas costumam envolver figuras de car\u00e1ter benevolente, ao inv\u00e9s de representa\u00e7\u00f5es agressivas, terror\u00edficas, paranoides, como s\u00f3i acontecer na psicose. As alucina\u00e7\u00f5es psic\u00f3ticas costumam ser bizarras e t\u00eam um car\u00e1ter desorganizado, diferentemente do que habitualmente ocorre em se tratando de uma viv\u00eancia m\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acrescente-se ainda que, nas experi\u00eancias m\u00edsticas, quando h\u00e1 vis\u00f5es, vozes etc., estas s\u00e3o percebidas como algo de natureza mental, psicol\u00f3gica, ao passo que, tratando-se de uma viv\u00eancia psic\u00f3tica, os elementos sensoriais presentes s\u00e3o percebidos como algo real, mesmo corp\u00f3reo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[7] A pessoa que faz uma experi\u00eancia m\u00edstica acredita no conte\u00fado da sua viv\u00eancia, mas sem excluir a possibilidade da d\u00favida. Quando as cren\u00e7as em jogo t\u00eam um car\u00e1ter indubit\u00e1vel, a elas se aderindo com certeza absoluta, trata-se, com mais probabilidade, de um fen\u00f4meno psicopatol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[8] Tanto a m\u00edstica quanto a psicose t\u00eam a ver com a feminilidade. Os m\u00edsticos, de sua parte, normalmente s\u00e3o mulheres ou homens identificados femininamente. De fato, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel manter um papel viril diante de Deus. Na uni\u00e3o m\u00edstica, o \u201chomem\u201d da rela\u00e7\u00e3o, por assim dizer, \u00e9 sempre o divino; o m\u00edstico, seja ele do sexo masculino ou feminino, faz as vezes de \u201cmulher\u201d. A psicose, por sua vez, \u00e9 caracterizada pelo fen\u00f4meno do \u201cempuxo \u00e0 mulher\u201d, possuindo rela\u00e7\u00f5es estreitas com o transexualismo. Essa atra\u00e7\u00e3o que a identidade feminina exerce sobre o psic\u00f3tico parece decorrer de uma identifica\u00e7\u00e3o precoce e maci\u00e7a do sujeito \u00e0 m\u00e3e. H\u00e1, contudo, uma diferen\u00e7a crucial no modo como o santo e o louco identificam-se ao feminino: o m\u00edstico feminiliza a sua alma, metaforicamente; o psic\u00f3tico feminiliza o pr\u00f3prio corpo, de uma forma literal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[9] A qualidade dos sentimentos que acompanham uma e outra experi\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 diferente. Experi\u00eancias m\u00edsticas deixam atr\u00e1s de si um rasto de sentimentos positivos, sobretudo, uma profunda sensa\u00e7\u00e3o de paz; viv\u00eancias psicopatol\u00f3gicas, por sua vez, est\u00e3o associadas a sentimentos negativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[10] Embora viva uma profunda experi\u00eancia de imers\u00e3o em Deus, o m\u00edstico conserva o seu eu e a sua identidade. Mais do que isso, a experi\u00eancia m\u00edstica costuma proporcionar ao sujeito um enriquecimento da sua personalidade, tendo, pois, um car\u00e1ter integrador. A regress\u00e3o psic\u00f3tica, de sua parte, tem um efeito desintegrador sobre a personalidade do indiv\u00edduo, resultando num estado de desorganiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica. Ela tem um car\u00e1ter ca\u00f3tico e confusional, provocando danos irrepar\u00e1veis ao senso de identidade e ao eu do sujeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Noutras palavras, tratando-se da identidade da pessoa, as experi\u00eancias m\u00edsticas integram, organizam, estabilizam, promovem, enriquecem, fortalecem, fazem crescer. Viv\u00eancias psicopatol\u00f3gicas, por sua vez, desintegram, desorganizam, desestabilizam, destroem, empobrecem, debilitam, p\u00f5em a perder. Aquelas s\u00e3o humanizantes; estas, desestruturantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[11] Um m\u00edstico aut\u00eantico costuma ser um indiv\u00edduo bem sucedido socialmente, ele mant\u00e9m o la\u00e7o social. Suficientemente adaptado, capaz de cultivar v\u00ednculos afetivos e se relacionar positivamente com os outros, ele \u00e9 uma pessoa inserida na comunidade dos homens, mostrando-se capaz de amar e trabalhar. Um psic\u00f3tico, por sua vez, normalmente \u00e9 desajustado do ponto de vista social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa distin\u00e7\u00e3o se harmoniza com o fato de que o conte\u00fado de uma experi\u00eancia m\u00edstica costuma enquadrar-se numa doutrina religiosa compartilhada, enquanto que o conte\u00fado de uma viv\u00eancia psicopatol\u00f3gica frequentemente tem um car\u00e1ter bizarro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[12] Com frequ\u00eancia, uma pessoa que faz uma experi\u00eancia m\u00edstica procura compartilhar as suas viv\u00eancias com os outros. O m\u00edstico costuma escrever as suas experi\u00eancias ou relat\u00e1-las para uma outra pessoa, demandando, assim, o testemunho de um terceiro. No caso de um fen\u00f4meno psicopatol\u00f3gico, o sujeito n\u00e3o apresenta a mesma demanda, mostrando-se, ao contr\u00e1rio, desconfiado e reservado quando se trata de dar informa\u00e7\u00f5es sobre ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[13] Um verdadeiro m\u00edstico mant\u00e9m o v\u00ednculo com a realidade e d\u00e1 mostras de habilidade quando se trata de agir eficazmente sobre ela. Um m\u00edstico aut\u00eantico costuma apresentar uma not\u00e1vel capacidade de a\u00e7\u00e3o e um admir\u00e1vel esp\u00edrito pr\u00e1tico; n\u00e3o raro, \u00e9 capaz de conceber e realizar grandes empresas. Um psic\u00f3tico, de sua parte, costuma virar as costas ao mundo real, mostrando-se um tanto canhestro quando se trata de agir sobre ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[14] Por fim, talvez o crit\u00e9rio mais importante para se avaliar a autenticidade de uma viv\u00eancia m\u00edstica sejam os seus efeitos sobre a pessoa em quest\u00e3o: \u201c\u00c9 pelo fruto que se conhece a \u00e1rvore\u201d (<em>Mt<\/em> 12,33; cf. <em>Mt<\/em> 7,16.20). Apreciar o valor de uma experi\u00eancia com base nas suas consequ\u00eancias \u00e9 um procedimento recomendado por Santo In\u00e1cio de Loyola (1491-1556). James, ao seu modo, tamb\u00e9m adotou esse crit\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O verdadeiro misticismo estimula o crescimento no bem e a eleva\u00e7\u00e3o \u00e9tica da pessoa. Quando a experi\u00eancia de Deus \u00e9 verdadeira, ela tende a ser transformante; ela tende a mudar grandemente a pessoa que faz a viv\u00eancia \u2013 e a mud\u00e1-la para melhor. A autenticidade de uma experi\u00eancia m\u00edstica pode, pois, ser estimada pelos seus resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[15] Nomeadamente, o verdadeiro misticismo fomenta o altru\u00edsmo, a abertura para os outros, a sa\u00edda de si mesmo e o crescimento da capacidade de amar. Numa regress\u00e3o de tipo psic\u00f3tico, trata-se de um restabelecimento do narcisismo prim\u00e1rio, o que se traduz no fechamento do indiv\u00edduo em si pr\u00f3prio. O psic\u00f3tico se fecha, pois, egocentricamente sobre si mesmo, ao contr\u00e1rio do m\u00edstico aut\u00eantico, que se sente impelido em dire\u00e7\u00e3o do outro. A din\u00e2mica do misticismo \u00e9 centr\u00edfuga; a da psicose, centr\u00edpeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[16] Para concluir, acrescente-se que as experi\u00eancias m\u00edsticas n\u00e3o costumam estar associadas a outros elementos de car\u00e1ter m\u00f3rbido. Uma viv\u00eancia psicopatol\u00f3gica, por sua vez, normalmente n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno isolado, mas vem acompanhada de outros sintomas indicadores de transtorno mental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tudo o que ficou dito, como se v\u00ea, pode-se levantar graves e fundadas suspeitas sobre o valor da experi\u00eancia m\u00edstica, e \u00e9 importante conhec\u00ea-las e tom\u00e1-las a s\u00e9rio. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m crit\u00e9rios satisfat\u00f3rios para identificar o verdadeiro misticismo, o que nos impede de descartar as viv\u00eancias m\u00edsticas como fen\u00f4menos puramente patol\u00f3gicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Ricardo Torri de Ara\u00fajo, SJ<\/em>. PUC Rio (Brasil). Texto original em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARA\u00daJO, Ricardo Torri de. <em>Experi\u00eancia m\u00edstica e psican\u00e1lise<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ASSOUN, Paul-Laurent. Freud et la mystique. <em>Nouvelle revue de psychanalyse<\/em>, Paris, n.22 (1980), 39-70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CL\u00c9MENT, Catherine; KAKAR, Sudhir. <em>A louca e o santo<\/em>. Rio de Janeiro: Relume-Dumar\u00e1, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DALGALARRONDO, Paulo. <em>Religi\u00e3o, psicopatologia e sa\u00fade mental. <\/em>Porto Alegre: Artmed, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DOM\u00cdNGUEZ MORANO, Carlos. <em>Experiencia m\u00edstica y psicoan\u00e1lisis<\/em>. Madrid: Sal Terrae, 1999. (Cuadernos fe y secularidad, 45).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <em>Orar depois de Freud<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o. In: _______. <em>O futuro de uma ilus\u00e3o, O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o e outros trabalhos<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, 1974 (Edi\u00e7\u00e3o <em>standard<\/em> brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud; 21.), 73-171.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JAMES, William. <em>As variedades da experi\u00eancia religiosa<\/em>; um estudo sobre a natureza humana<em>. <\/em>S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KAKAR, Sudhir. <em>The analyst and the mystic<\/em>; psychoanalytic reflections on religion and mysticism. Chicago: The University of Chicago Press, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LACAN, Jacques. <em>O semin\u00e1rio<\/em>; livro 20: Mais, ainda (1972-1973). 2. ed. cor. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEUBA, James-H. <em>Psychologie du mysticisme religieux<\/em>. Paris: Librairie F\u00e9lix Alcan, 1925. (Biblioth\u00e8que de philosophie contemporaine).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PARSONS, William B. <em>The enigma of the oceanic feeling<\/em>; revisioning the psychoanalytic theory of mysticism. New York; Oxford: Oxford University Press, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TER\u00caNCIO, Marlos Gon\u00e7alves. <em>Um percurso psicanal\u00edtico pela m\u00edstica, de Freud a Lacan<\/em>. Florian\u00f3polis: Editora da UFSC, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VERGOTE, Antoine. <em>Dette et d\u00e9sir<\/em>; deux axes chr\u00e9tiens et la d\u00e9rive pathologique. Paris: Seuil, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VERMOREL, Henri; VERMOREL, Madeleine. <em>Sigmund Freud et Romain Rolland: correspondance 1923-1936<\/em>; de la sensation oc\u00e9anique au Trouble du souvenir sur l\u2019Acropole. Paris: Presses Universitaires de France, 1993. (Histoire de la psychanalyse).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 A experi\u00eancia m\u00edstica 2 Freud e a experi\u00eancia m\u00edstica 3 O fundamento materno da experi\u00eancia m\u00edstica 4 A experi\u00eancia m\u00edstica como forma substitutiva de satisfa\u00e7\u00e3o sexual 5 A experi\u00eancia m\u00edstica como viv\u00eancia regressiva de tipo psic\u00f3tico 6 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 A experi\u00eancia m\u00edstica A experi\u00eancia m\u00edstica pode ser definida como uma viv\u00eancia de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-1549","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade-e-formacao-de-cristaos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1549"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1549\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1550,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1549\/revisions\/1550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}