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{"id":1538,"date":"2017-12-29T09:10:00","date_gmt":"2017-12-29T11:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1538"},"modified":"2018-06-28T22:41:54","modified_gmt":"2018-06-29T01:41:54","slug":"celulas-tronco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1538","title":{"rendered":"C\u00e9lulas-Tronco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 O que s\u00e3o c\u00e9lulas-tronco?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.1 C\u00e9lulas-tronco totipotentes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2 C\u00e9lulas-tronco pluripotentes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.3 C\u00e9lulas-tronco multipotentes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 C\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias e a quest\u00e3o \u00e9tica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 C\u00e9lulas-tronco adultas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Clonagem<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 C\u00e9lulas-tronco na Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Conclus\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 O que s\u00e3o c\u00e9lulas-tronco?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, ao falar de c\u00e9lulas-tronco, torna-se quase imposs\u00edvel ter acesso a tudo o que se escreveu e se escreve sobre elas. E quando se fala em pesquisas com tais c\u00e9lulas entra-se em um campo extremamente complexo. No entanto, ao definir o que sejam, h\u00e1 bastante consenso. Por isso, pode-se dizer que as c\u00e9lulas-tronco s\u00e3o c\u00e9lulas indiferenciadas, isto \u00e9, n\u00e3o especializadas e que apresentam duas caracter\u00edsticas:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) a capacidade de autorrenova\u00e7\u00e3o ilimitada ou prolongada, isto \u00e9, de reproduzir-se por muito tempo sem diferenciar-se; e 2) a capacidade de originar c\u00e9lulas progenitoras de tr\u00e2nsito, com capacidade proliferadora limitada, das quais descendem popula\u00e7\u00f5es de c\u00e9lulas altamente diferenciadas (nervosas, musculares, hem\u00e1ticas etc.). (LEONE; PRIVITERA, 2004, p.165)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem ser definidas, tamb\u00e9m, com outras palavras: \u201cc\u00e9lulas-tronco s\u00e3o c\u00e9lulas que t\u00eam a capacidade de se autorrenovarem (<em>self renewing<\/em>) e de se dividirem (<em>self replicate<\/em>) indefinidamente, <em>in vivo<\/em> ou <em>in vitro<\/em>, dando origem a c\u00e9lulas especializadas\u201d (BARTH, 2006, p.26). Portanto, a autorrenova\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade que as c\u00e9lulas-tronco t\u00eam de proliferar, gerando c\u00e9lulas id\u00eanticas \u00e0 original (outras c\u00e9lulas-tronco). E o potencial de diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade que elas t\u00eam de, em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, gerar c\u00e9lulas especializadas e de diferentes tecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com seu potencial de diferencia\u00e7\u00e3o, as c\u00e9lulas-tronco s\u00e3o classificadas em tr\u00eas n\u00edveis: c\u00e9lulas totipotentes, pluripotentes e multipotentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.1 C\u00e9lulas-tronco totipotentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00e9lulas-tronco <em>totipotentes<\/em> s\u00e3o o \u00fanico tipo capaz de originar um organismo completo, uma vez que t\u00eam a <em>capacidade de gerar todos os tipos de c\u00e9lulas e tecidos do corpo, incluindo tecidos embrion\u00e1rios e extraembrion\u00e1rios<\/em> (como a placenta, por exemplo). Os \u00fanicos exemplos de c\u00e9lulas-tronco totipotentes s\u00e3o o \u00f3vulo fecundado (zigoto) e as primeiras c\u00e9lulas provenientes do zigoto, at\u00e9 a fase de 16 c\u00e9lulas da m\u00f3rula inicial, um est\u00e1gio bem precoce do desenvolvimento embrion\u00e1rio, antes do est\u00e1gio de blastocisto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>1.2 C\u00e9lulas-tronco pluripotentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As c\u00e9lulas-tronco pluripotentes\u00a0t\u00eam a capacidade de gerar c\u00e9lulas dos tr\u00eas folhetos embrion\u00e1rios (tecidos primordiais do est\u00e1gio inicial do desenvolvimento embrion\u00e1rio, que dar\u00e3o origem a todos os outros tecidos do organismo. S\u00e3o chamados de ectoderma, mesoderma e endoderma). Em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s c\u00e9lulas-tronco totipotentes, as c\u00e9lulas pluripotentes n\u00e3o podem originar um indiv\u00edduo como um todo, porque n\u00e3o conseguem gerar tecidos extraembrion\u00e1rios. O maior exemplo de c\u00e9lulas-tronco pluripotentes s\u00e3o as c\u00e9lulas da massa celular interna do blastocisto, as chamadas c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, cientistas desenvolveram uma t\u00e9cnica para reprogramar geneticamente c\u00e9lulas adultas \u2013 diferenciadas \u2013 para um estado pluripotente. As c\u00e9lulas geradas por essa t\u00e9cnica s\u00e3o chamadas de c\u00e9lulas-tronco de pluripot\u00eancia induzida (iPS, da sigla em ingl\u00eas <em>induced pluripotent stem cells<\/em>) e apresentam caracter\u00edsticas muito parecidas com as c\u00e9lulas-tronco pluripotentes extra\u00eddas de embri\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>1.3 C\u00e9lulas-tronco multipotentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As c\u00e9lulas-tronco <em>multipotentes<\/em> t\u00eam a <em>capacidade de gerar um n\u00famero limitado de c\u00e9lulas especializadas<\/em>. Elas s\u00e3o encontradas em quase todo o corpo, sendo capazes de gerar c\u00e9lulas dos tecidos de que s\u00e3o provenientes. S\u00e3o respons\u00e1veis, tamb\u00e9m, pela constante renova\u00e7\u00e3o celular que ocorre em nossos \u00f3rg\u00e3os. As c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea, as c\u00e9lulas-tronco neurais do c\u00e9rebro, as c\u00e9lulas do sangue do cord\u00e3o umbilical e as c\u00e9lulas mesenquimais s\u00e3o exemplos de c\u00e9lulas-tronco multipotentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 C\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias e a quest\u00e3o \u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias s\u00e3o retiradas do pr\u00f3prio embri\u00e3o para serem usadas em pesquisa. O fato de o embri\u00e3o, at\u00e9 o 14\u00ba dia, se dividido em partes, poder dar origem a indiv\u00edduos geneticamente iguais, levou um bom n\u00famero de cientistas a adotar o termo pr\u00e9-embri\u00e3o, justificando que n\u00e3o estamos diante de um ser humano e sim de um aglomerado de c\u00e9lulas, e, portanto, nesse caso, pode-se us\u00e1-lo como fonte de pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, em 24 de mar\u00e7o de 2005 o Senado Federal aprovou a lei de n\u00famero 11.105, que no seu artigo 5\u00ba afirma que \u201c\u00e9 permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias obtidas de embri\u00f5es humanos produzidos por fertiliza\u00e7\u00e3o <em>in vitro<\/em> e n\u00e3o utilizados no respectivo procedimento\u201d (Lei de Biosseguran\u00e7a). A lei afirma que devem ser embri\u00f5es invi\u00e1veis, congelados h\u00e1 tr\u00eas anos ou mais. \u00c9 necess\u00e1rio, ainda, o consentimento dos genitores e as pesquisas com c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias humanas devem submeter seus projetos aos comit\u00eas de \u00e9tica em pesquisa. Essa posi\u00e7\u00e3o do Senado brasileiro nasce da vis\u00e3o reducionista que afirma que at\u00e9 o 14\u00ba dia n\u00e3o existe vida humana no embri\u00e3o e isso torna \u201cposs\u00edvel a sua utiliza\u00e7\u00e3o em pesquisa e na deriva\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco\u201d (BARTH, 2006, p.167). Atualmente, no mundo, s\u00e3o muitos os pa\u00edses que aceitam e legitimam a pesquisa com c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto \u201ca tentativa de estabelecer este termo e esta fase de desenvolvimento para o embri\u00e3o recebeu tal cr\u00edtica que hoje poucos ainda utilizam este termo\u201d (BARTH, 2006, p.157). Com isso, fica claro que \u201cnenhum manual moderno de embriologia humana fala de pr\u00e9-embri\u00e3o\u201d (CIPRIANI, 2007, p.29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a biologia, atualmente, \u00e9 consenso que \u201clogo ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o, no genoma daquelas poucas c\u00e9lulas existe o programa de um indiv\u00edduo humano no in\u00edcio de sua viagem extraordin\u00e1ria intra e extrauterina que o tornar\u00e1 um indiv\u00edduo adulto\u201d (CIPRIANI, 2007, p.29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na compreens\u00e3o da Igreja, est\u00e1 definido que ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o n\u00e3o se est\u00e1 diante de uma pessoa, pois tornar-se pessoa acontece mais tarde. No entanto, se est\u00e1 diante de um ser humano. \u00c9 neste sentido que a Igreja afirma que \u201cdesde o momento da concep\u00e7\u00e3o, a vida de todo o ser humano deve ser respeitada de modo absoluto, porque o homem \u00e9, na terra, a \u00fanica criatura que Deus \u2018quis por si mesma\u2019\u201d (CDF, 1987, n.5, p.14). E o mesmo documento, mais adiante, afirma que \u201co ser humano deve ser respeitado como pessoa, desde o primeiro instante de sua exist\u00eancia\u201d (n. I, 1, p.16), destacando que no zigoto, que \u00e9 constitu\u00eddo da fus\u00e3o dos n\u00facleos dos gametas masculino e feminino, \u201cderivante da fecunda\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 constitu\u00edda a identidade biol\u00f3gica de um novo indiv\u00edduo humano\u201d (n. I, 1, p.17). H\u00e1 os que afirmam que o fruto da concep\u00e7\u00e3o, pelo menos at\u00e9 certo n\u00famero de dias, n\u00e3o pode ainda ser considerado uma vida humana pessoal. Na realidade, por\u00e9m, \u201ca partir do momento em que o \u00f3vulo \u00e9 fecundado, inaugura-se uma nova vida que n\u00e3o \u00e9 a do pai nem a da m\u00e3e, mas sim a de um novo ser humano que se desenvolve por conta pr\u00f3pria\u201d. (JO\u00c3O PAULO II, 1995, n.60)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Neste sentido pode-se afirmar que<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">o organismo humano n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um amontoado de c\u00e9lulas, mas um conjunto auto-organizado de c\u00e9lulas que tem a capacidade de se desenvolver, e manifestar plenamente o ser humano que est\u00e1 presente a partir da fecunda\u00e7\u00e3o. Este princ\u00edpio interno faz com que este embri\u00e3o atinja a sua maturidade humana. A vida pr\u00e9-natal \u00e9 vida plenamente humana em todas as fases do seu desenvolvimento. A lei ontogen\u00e9tica imp\u00f5e uma gradual diferencia\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o, mas existe uma unicidade que garante ser sempre o mesmo ser humano que se desenvolve, desde a concep\u00e7\u00e3o, passando por diversos est\u00e1gios, at\u00e9 chegar \u00e0 maturidade de pessoa humana. (BARTH, 2006, p.163)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, do ponto de vista \u00e9tico, na posi\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica, qualquer interven\u00e7\u00e3o que visa produzir ou utilizar embri\u00f5es humanos para prepara\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco, lesionando \u201cgrave e irremediavelmente o embri\u00e3o humano, interrompendo a sua evolu\u00e7\u00e3o, \u00e9 um ato <em>gravemente imoral<\/em> e, portanto, <em>gravemente il\u00edcito<\/em>\u201d (PONTIF\u00cdCIA ACADEMIA PRO VITA, 2000, p.15). A Igreja deixa clara a sua posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao embri\u00e3o quando afirma que \u201co ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa desde a sua concep\u00e7\u00e3o e, por isso, desde aquele mesmo momento devem ser-lhe reconhecidos os direitos da pessoa, entre os quais, antes de tudo, o direito inviol\u00e1vel de cada ser humano inocente \u00e0 vida\u201d (CDF, 1987, n. I, 1, p.18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio de 2008, no Brasil, a discuss\u00e3o sobre o assunto tornou-se acirrada por causa da a\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da Lei de Biosseguran\u00e7a, que permitia a pesquisa com c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias. A vota\u00e7\u00e3o realizada no STF (Supremo Tribunal Federal) deu ganho de causa \u00e0 continua\u00e7\u00e3o com tais pesquisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os partid\u00e1rios de tais pesquisas afirmam que o embri\u00e3o n\u00e3o \u00e9 vida humana. Segundo eles, depois de tr\u00eas anos de congelamento tais embri\u00f5es s\u00e3o invi\u00e1veis, podendo ser usados em pesquisa, e tal procedimento se justifica porque estas c\u00e9lulas podem ser fonte de poss\u00edvel cura de muitas doen\u00e7as degenerativas do ser humano. O uso das c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias requer a sua retirada em embri\u00f5es com poucos dias de vida, sacrificando-os. Esse procedimento cria uma situa\u00e7\u00e3o extremamente delicada e dif\u00edcil do ponto de vista \u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, tanto os tratados de biologia, quanto os de medicina, afirmam que a vida humana come\u00e7a a partir da fecunda\u00e7\u00e3o, e, a seguir, o crescimento do embri\u00e3o \u00e9 aut\u00f4nomo, constante e progressivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista filos\u00f3fico, afirmar que a vida humana come\u00e7a a partir de certo n\u00famero de dias \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria estabelecida a partir de raz\u00f5es subjetivas. \u00c9 preciso partir do crit\u00e9rio de fundamento, fato objetivo que afirma que a vida humana inicia com a fecunda\u00e7\u00e3o. Neste sentido, \u00e9 importante ter presente que \u201co in\u00edcio da vida humana n\u00e3o pode ser fixado por uma conven\u00e7\u00e3o num certo est\u00e1gio do desenvolvimento do embri\u00e3o; na realidade, ela come\u00e7a j\u00e1 no primeiro est\u00e1gio do desenvolvimento do pr\u00f3prio embri\u00e3o\u201d (PONTIF\u00cdCIA ACADEMIA PRO VITA, 2001, p.4). Por isso, ao se trabalhar com o embri\u00e3o entendido como ser humano, \u00e9 preciso conceder-lhe um <em>status<\/em> moralmente relevante assegurando-lhe direitos individuais que impedem que seja destru\u00eddo ou que seja posto em risco. Na verdade, o fato de pertencer \u00e0 esp\u00e9cie humana envolve por si s\u00f3 um direito particular \u00e0 prote\u00e7\u00e3o que transcende o aplicado aos animais. Quem n\u00e3o respeita os embri\u00f5es individualmente, mas os protege como material biol\u00f3gico especial que merece respeito em fun\u00e7\u00e3o do seu uso para pesquisa, viola<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">o status moralmente relevante de um ser humano. Mas n\u00e3o ser\u00e1 o problema mais amplo? A Igreja Cat\u00f3lica sustenta que um embri\u00e3o tem de ser tratado \u201ccomo uma pessoa\u201d. Esta formula\u00e7\u00e3o \u00e9 bem cuidadosa, pois n\u00e3o afirma simplesmente que os embri\u00f5es sejam id\u00eanticos a pessoas. A Igreja alega que n\u00e3o podemos distinguir \u201cseres humanos\u201d de \u201cpessoas\u201d atribuindo-lhes dois n\u00edveis diferentes, porque o desenvolvimento de um ser humano \u00e9 um processo cont\u00ednuo e unificado. Podem-se estabelecer diferencia\u00e7\u00f5es nesse processo, mas n\u00e3o decomp\u00f4-lo em diferentes fases. Com efeito, seriam imprevis\u00edveis as consequ\u00eancias para a sociedade humana da distin\u00e7\u00e3o entre seres humanos com base no est\u00e1gio de desenvolvimento. A inseparabilidade dos seres humanos vem tamb\u00e9m da reflex\u00e3o que, nessa condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podemos definir os outros como humanos ou n\u00e3o se eles existem como tal. A consequ\u00eancia da inseparabilidade de um ser humano e de seu desenvolvimento \u00e9 um <em>status <\/em>moralmente relevante que garante ao embri\u00e3o uma prote\u00e7\u00e3o plenamente v\u00e1lida da vida. Isso n\u00e3o permite que sejam usados para pesquisa, que os trata como mat\u00e9ria prima. Se esse <em>status<\/em> \u00e9 respeitado, a vida, como o direito mais fundamental, n\u00e3o pode ser ponderada em compara\u00e7\u00e3o com outros bens de elevado <em>status<\/em>. (MIETH, 2003, p.173)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, segundo a \u00e9tica, especialmente a \u00e9tica crist\u00e3, n\u00e3o se pode aceitar a pesquisa com c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias, porque os fins n\u00e3o justificam os meios, e nesse caso, o bem que se quer atingir, que \u00e9 a cura de doen\u00e7as de pessoas adultas, passa pela elimina\u00e7\u00e3o de seres humanos. Por isso, \u201cum fim bom n\u00e3o faz boa uma a\u00e7\u00e3o que, em si mesma, \u00e9 m\u00e1\u201d (PONTIF\u00cdCIA ACADEMIA PRO VITA, 2000, p.15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, n\u00e3o se pode desconsiderar o fato que a ci\u00eancia evolui continuamente, e nos \u00faltimos anos houve grande avan\u00e7o no trato com o embri\u00e3o humano. Existem diversas pesquisas publicadas mostrando que, hoje, \u00e9 tecnicamente poss\u00edvel extrair apenas uma c\u00e9lula do embri\u00e3o humano e a partir dela come\u00e7ar a sua multiplica\u00e7\u00e3o indefinidamente. A grande vantagem desta t\u00e9cnica, do ponto de vista \u00e9tico, \u00e9 que o embri\u00e3o n\u00e3o \u00e9 destru\u00eddo. Citemos a not\u00edcia que afirma: \u201cuma empresa americana de Massachusetts disse ter desenvolvido uma forma de produzir c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias humanas sem danificar o embri\u00e3o original, numa descoberta que poderia eliminar as obje\u00e7\u00f5es \u00e9ticas a esse tipo promissor de pesquisa\u201d (O GLOBO ON-LINE, 24\/08\/2006). N\u00e3o vamos, aqui, entrar em detalhes das quest\u00f5es t\u00e9cnicas deste tipo de procedimento, que resolveria as quest\u00f5es \u00e9ticas levantadas pelas pesquisas com embri\u00f5es humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 C\u00e9lulas-tronco adultas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As c\u00e9lulas-tronco adultas s\u00e3o retiradas de determinado tecido do organismo do ser humano, para aproveitamento no pr\u00f3prio indiv\u00edduo ou em outros. At\u00e9 h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s, se sabia que essas c\u00e9lulas existem em muitos tecidos adultos e s\u00e3o capazes de dar origem somente a c\u00e9lulas desse mesmo tecido. No entanto, a ci\u00eancia avan\u00e7ou muito na pesquisa com estas c\u00e9lulas e recentemente \u201cdescobriram-se, tamb\u00e9m, em v\u00e1rios tecidos humanos <em>c\u00e9lulas estaminais pluripotenciais<\/em>, isto \u00e9, c\u00e9lulas capazes de dar origem a outros tipos de c\u00e9lulas, na sua maioria hem\u00e1ticas, musculares e nervosas\u201d (PONTIF\u00cdCIA ACADEMIA PRO VITA, 2000, p.9-10). Por causa disso, recentemente diversos cientistas que fazem pesquisas com c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias mudaram de posi\u00e7\u00e3o, porque duas descobertas mostraram que \u00e9 poss\u00edvel reprogramar c\u00e9lulas adultas para que sejam pluripotentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, o progresso e os resultados alcan\u00e7ados com c\u00e9lulas-tronco adultas, al\u00e9m de sua plasticidade, apresentam \u201cuma ampla possibilidade de presta\u00e7\u00f5es, presumivelmente n\u00e3o distintas das utiliza\u00e7\u00f5es das c\u00e9lulas estaminais embrion\u00e1rias, visto que a plasticidade depende em grande parte de uma informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, que pode ser reprogramada\u201d (PONTIF\u00cdCIA ACADEMIA PRO VITA, 2000, p.12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, n\u00e3o se pode ser ing\u00eanuo e acreditar que a quest\u00e3o \u00e9tica pese tanto a ponto de as pesquisas com c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias serem abandonadas. O que realmente est\u00e1 acontecendo \u00e9 uma esp\u00e9cie de guerra econ\u00f4mica. J\u00e1 foi investido muito dinheiro na constru\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios para pesquisa com c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias e n\u00e3o se volta atr\u00e1s, mesmo porque este tipo de pesquisa \u00e9 mais complexo e requer uma tecnologia mais apurada. \u00c9 preciso ter presente que \u201cas empresas n\u00e3o produzem altruisticamente linhas celulares para do\u00e1-las para pesquisas ou para fins terap\u00eauticos. Tudo \u00e9 patenteado e vendido\u201d (BARTH, 2006, 242). Fala-se que, em um futuro n\u00e3o muito distante, a utiliza\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas-tronco adultas ser\u00e1 um procedimento bastante acess\u00edvel, exigindo uma tecnologia menos complexa e, portanto, com menor custo. Este tipo de procedimento n\u00e3o interessa aos grandes laborat\u00f3rios que det\u00eam a alta tecnologia. Eles investem grande capital com o objetivo de manter o monop\u00f3lio das pesquisas e, tamb\u00e9m, obter grandes lucros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pesquisas com c\u00e9lulas-tronco adultas t\u00eam dado bons resultados e n\u00e3o apresentam problemas \u00e9ticos, pois n\u00e3o requerem a elimina\u00e7\u00e3o da vida humana e s\u00e3o encorajadas pela Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Clonagem<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra \u00e1rea da pesquisa com c\u00e9lulas-tronco que se abre para a ci\u00eancia \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es pelo m\u00e9todo da clonagem. A vantagem da clonagem, segundo os cientistas, \u00e9 o fato de evitar o problema da rejei\u00e7\u00e3o, pois o clone \u00e9 produzido a partir de c\u00e9lulas retiradas do pr\u00f3prio indiv\u00edduo. Ao falar em clonagem, estamos diante de duas possibilidades: a chamada clonagem terap\u00eautica, que visa produzir clones para retirar as c\u00e9lulas-tronco em fun\u00e7\u00e3o de us\u00e1-las em terapia com o pr\u00f3prio indiv\u00edduo, e a chamada clonagem reprodutiva, que teria como objetivo produzir clones para se desenvolverem como seres humanos. Este segundo tipo de clonagem encontra grande resist\u00eancia da maioria dos cientistas, pois seria apenas uma curiosidade cient\u00edfica e uma monstruosidade. Nesse sentido, \u00e9 importante que se diga que a clonagem humana \u00e9, \u201cno seu m\u00e9todo, a mais desp\u00f3tica e, ao mesmo tempo, na finalidade, a mais escravizadora forma de manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica\u201d (JONAS, 1997, p.136). Um moralista brasileiro, que tamb\u00e9m \u00e9 formado em zootecnia, afirma que \u201ca clonagem humana reprodutiva tornou-se uma das formas mais radicais de manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica; insere-se no projeto do eugenismo e, portanto, est\u00e1 sujeita a todas as observa\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e jur\u00eddicas que a condenam amplamente\u201d (COELHO, 2015, p.50). Certamente este \u00e9 o melhor livro em portugu\u00eas que trata da quest\u00e3o da manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica humana e suas implica\u00e7\u00f5es \u00e9tico-sociais. A clonagem terap\u00eautica tem a aceita\u00e7\u00e3o de grande n\u00famero de cientistas. H\u00e1 quem afirme que precisamos \u201cusufruir os potenciais de aplica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas da clonagem terap\u00eautica. Vamos utilizar de forma respons\u00e1vel os novos poderes da clonagem, com fins exclusivamente terap\u00eauticos\u201d (PEREIRA, 2007, p.88). No entanto, com a clonagem humana \u201cn\u00e3o se controla somente o processo, mas todo o patrim\u00f4nio gen\u00e9tico do indiv\u00edduo clonado \u00e9 selecionado e decidido por artes\u00e3os humanos. Um grande passo para a eugenia que n\u00e3o acontece pela causalidade da natureza, mas por uma deliberada decis\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o humana\u201d (COELHO, 2015, p.51-52).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os que defendem a clonagem terap\u00eautica afirmam que se trata de produzir, de uma c\u00e9lula, v\u00e1rias outras c\u00e9lulas, isto \u00e9, uma simples multiplica\u00e7\u00e3o celular. Na verdade, \u201ca partir do momento em que qualquer c\u00e9lula passa a dar origem a uma \u2018unidade vital auto-organizada\u2019, estamos na presen\u00e7a de uma nova individualidade biol\u00f3gica\u201d (BARTH, 2006, p.105). Portanto, tamb\u00e9m a clonagem terap\u00eautica, do ponto de vista \u00e9tico, cai no mesmo problema, isto \u00e9, produzir embri\u00f5es como fonte de c\u00e9lulas-tronco que depois s\u00e3o destru\u00eddos e eliminados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 A pesquisa sobre c\u00e9lulas-tronco na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando-se o tema das pesquisas com c\u00e9lulas-tronco e o seu uso na busca da cura de doen\u00e7as, pode-se dizer que n\u00e3o s\u00f3 na Am\u00e9rica Latina, mas em todo o mundo, as quest\u00f5es que se levantam s\u00e3o praticamente as mesmas. Isto tanto do ponto de vista \u00e9tico, quanto terap\u00eautico e social.\u00a0 Mesmo porque tudo o que se faz em qualquer parte do mundo, especialmente o que surge de novidade, \u00e9 imediatamente publicado e amplamente divulgado. Devemos destacar, mais uma vez, que os melhores resultados em pesquisa com c\u00e9lulas-tronco e sua aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica em humanos t\u00eam sido alcan\u00e7ados com o uso das c\u00e9lulas-tronco adultas. As not\u00edcias que surgem nos mostram isso, como \u00e9 o caso da reportagem que afirma que<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">milh\u00f5es de diab\u00e9ticos poder\u00e3o esquecer em breve a inje\u00e7\u00e3o de insulina se for confirmado o resultado bem-sucedido do primeiro implante de c\u00e9lulas-tronco no p\u00e2ncreas, feito por m\u00e9dicos argentinos que se dedicam \u00e0 procura de uma cura para a doen\u00e7a. Trata-se de um m\u00e9todo in\u00e9dito livre de riscos de rejei\u00e7\u00e3o, sem intermedia\u00e7\u00e3o prolongada e que pode ser realizado por qualquer especialista m\u00e9dico com destreza e experi\u00eancia em cateterismos, explicou o cardiologista argentino Roberto Fern\u00e1ndez Vi\u00f1a. (AVALOS, AFP, 21\/01\/205)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Podemos indicar tamb\u00e9m esta outra not\u00edcia, que afirma:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">na Col\u00f4mbia, parapl\u00e9gico volta a andar ap\u00f3s transplante de c\u00e9lulas-tronco. O senador colombiano Jairo Clopatofsky, 44 anos e parapl\u00e9gico h\u00e1 24, disse nesta ter\u00e7a-feira que come\u00e7ou a dar seus primeiros passos ao lado de seu filho de oito meses. H\u00e1 um ano, o pol\u00edtico se submeteu a um transplante de c\u00e9lulas-tronco. (Efe, Bogot\u00e1, 18\/07\/2006)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem textos publicados no Brasil e que tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis, on-line, em revistas latino-americanas. Indicamos o artigo \u201cImplica\u00e7\u00f5es bio\u00e9ticas na pesquisa com c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias\u201d (BARBOSA et al., 2013). Recomendamos, tamb\u00e9m, conhecer a pesquisa do Dr. Bratt, professor do programa de terapia com c\u00e9lulas-tronco da Universidade Federal de Zulia (Venezuela) e pioneiro na Am\u00e9rica Latina na utiliza\u00e7\u00e3o da terapia com c\u00e9lulas-tronco aut\u00f3logas da medula \u00f3ssea no tratamento de doen\u00e7as degenerativas como Parkinson, diabetes, artrose e traumatismo raquimedular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, comparando-se a lei de biosseguran\u00e7a brasileira com\u00a0 a dos pa\u00edses vizinhos, pode-se dizer que o Uruguai \u00e9 o pa\u00eds que mais se aproxima da legisla\u00e7\u00e3o do Brasil. Naquele pa\u00eds existe permiss\u00e3o para pesquisa, por\u00e9m n\u00e3o determina nenhuma restri\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos embri\u00f5es excedentes. A Argentina, mesmo tendo uma bio\u00e9tica muito avan\u00e7ada, tamb\u00e9m n\u00e3o tem legisla\u00e7\u00e3o sobre a destrui\u00e7\u00e3o dos embri\u00f5es excedentes. O Paraguai n\u00e3o tem legisla\u00e7\u00e3o (cf. BARROS, 2011, p.270-275, livro on-line).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos concluir que toda vez que uma sociedade aceita que a vida humana seja negociada, comprada, vendida ou destru\u00edda, tal sociedade marcha perigosamente para a discrimina\u00e7\u00e3o de seus membros, abrindo uma perspectiva eug\u00eanica. Dar poder jur\u00eddico a quem tem mais poder \u00e9 deixar que tais sujeitos decidam quem deve viver e quem deve morrer. Al\u00e9m do mais, a lei e o direito surgiram para organizar as rela\u00e7\u00f5es na sociedade, e em fun\u00e7\u00e3o de quem tem menos poder e menos condi\u00e7\u00f5es, de quem \u00e9 mais vulner\u00e1vel. A lei surgiu para defender os mais fracos, e nesse caso o embri\u00e3o \u00e9 o mais indefeso e vulner\u00e1vel dos seres humanos. A perspectiva jur\u00eddica \u00e9 um dos aspectos da sociedade, que \u00e9 composta por outras \u00e1reas como a antropologia, a sociologia, a filosofia etc., e especialmente a bio\u00e9tica, que tamb\u00e9m tem uma palavra a dizer sobre a vida humana. \u00c9 preciso \u201crevitalizar a linguagem origin\u00e1ria da bio\u00e9tica, que n\u00e3o \u00e9 predominantemente a do direito, do que se exige dos outros, mas a do dever, do que se cumpre em rela\u00e7\u00e3o aos outros: \u2018que devo fazer?\u2019 \u00e9 a interroga\u00e7\u00e3o que inaugura a bio\u00e9tica em face do \u2018que posso fazer?\u2019 a que a tecnoci\u00eancia responde\u201d (NEVES, 2000, p.218).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o ser humano que \u00e9 \u00e9tico, a sua vida tem um valor que est\u00e1 acima dos demais seres da natureza, e para o crist\u00e3o, al\u00e9m do valor \u00e9tico, o homem (var\u00e3o e mulher) foi criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus e, portanto, a vida deve sempre ser respeitada desde a sua origem at\u00e9 o seu final, e nunca ser usada como um meio a ser destru\u00eddo em benef\u00edcio de outrem, quem quer que seja.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Celito Moro<\/em>. Faculdade Palotina, Santa Maria (Brasil). Texto original em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">BARBOSA, A. S. et al. <em>Acta bioethica<\/em>. Santiago,\u00a0 v.19,\u00a0n.1\u00a0jun.\u00a02013. Dispon\u00edvel\u00a0 em: <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.4067\/S1726-569X2013000100009\">http:\/\/dx.doi.org\/10.4067\/S1726-569X2013000100009<\/a>. Acesso em: 15 mai 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">BARROS, R. F. <em>Destino dos embri\u00f5es excedentes<\/em>: um estudo dessa problem\u00e1tica nos pa\u00edses do Mercosul. Livro On-line, 2011.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">BARTH, W. L. <em>C\u00e9lulas-tronco e bio\u00e9tica<\/em>, o progresso biom\u00e9dico e os desafios \u00e9ticos. Porto Alegre: Edipucrs, 2006.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">CIPRIANI, G. <em>O embri\u00e3o humano<\/em>, na fecunda\u00e7\u00e3o o marco da vida. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2007.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">COELHO, M. M. Aparecida, SP: Editora Santu\u00e1rio, 2015.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">CONGREGA\u00c7\u00c3O DA DOUTRINA DA F\u00c9. <em>Donum vitae<\/em>. Sobre o respeito \u00e0 vida humana nascente e a dignidade da procria\u00e7\u00e3o. Petr\u00f3polis: Vozes, 1987.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">JO\u00c3O PAULO II. <em>Evangelium vitae<\/em>, sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1995.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">JONAS, H. Cloniamo un uomo: dall\u2019eugenetica all\u2019ingegneria genetica. In: ______. <em>Tecnica, medicina ed etica<\/em>. Torino: G. Einaudi, 1997 p. 122-154.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">LEONE, S.; PRIVITERA, S. <em>Nuovo dizionario di bio\u00e9tica<\/em>. Roma: Citt\u00e1 Nuova Editrice, 2004.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MIETH, D. <em>C\u00e9lulas-tronco: <\/em>os problemas \u00e9ticos do uso de embri\u00f5es para pesquisa. In: GARRAFA, V.; PESSINI, L. (orgs). <em>Bio\u00e9tica: <\/em>poder e injusti\u00e7a. S\u00e3o Paulo: Centro Universit\u00e1rio S\u00e3o Camilo; Edi\u00e7\u00f5es Loyola; Sociedade Brasileira de Bio\u00e9tica, 2003. p. 171-178.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">NEVES, M. C. P. A bio\u00e9tica e a sua evolu\u00e7\u00e3o. <em>O Mundo da Sa\u00fade<\/em>, ano 24, mai\/jun, 2000. p. 211-222.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PEREIRA, L. V. <em>Clonagem, da ovelha Dolly \u00e0s c\u00e9lulas-tronco<\/em>. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Moderna, 2007.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PONTIF\u00cdCIA ACADEMIA PRO VITA. <em>Declara\u00e7\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o e o uso cient\u00edfico e terap\u00eautico das c\u00e9lulas estaminais embrion\u00e1rias humanas<\/em>. Citt\u00e1 del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2000.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">______. <em>Por ocasi\u00e3o da recente publica\u00e7\u00e3o de um artigo sobre a ind\u00fastria da clonagem<\/em>. L\u2019Osservatore Romano (edi\u00e7\u00e3o em Portugu\u00eas), 8 dez 2001, p.4.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sites consultados<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AVALOS, S. Dispon\u00edvel em: <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/ultnot\/afp\/2005\/01\/21\/ult34u115802.jhtm\">http:\/\/noticias.uol.com.br\/ultnot\/afp\/2005\/01\/21\/ult34u115802.jhtm<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">EFE em Bogot\u00e1. Dispon\u00edvel em: <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ciencia\/ult306u14875.shtml\">http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ciencia\/ult306u14875.shtml<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O GLOBO ON-LINE, Dispon\u00edvel em: https:\/\/esclerosemultipla.wordpress.com\/2006\/08\/24\/celulas-tronco-sem-destruir-embrioes\/<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PRESID\u00caNCIA DA REP\u00daBLICA, <em>Lei de Biosseguran\u00e7a<\/em>, lei n. 11.105. Dispon\u00edvel em: <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/www.planalto.ov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/...\/lei\/11105.htm\">www.planalto.ov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/&#8230;\/lei\/11105.htm<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 O que s\u00e3o c\u00e9lulas-tronco? 1.1 C\u00e9lulas-tronco totipotentes 1.2 C\u00e9lulas-tronco pluripotentes 1.3 C\u00e9lulas-tronco multipotentes 2 C\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias e a quest\u00e3o \u00e9tica 3 C\u00e9lulas-tronco adultas 4 Clonagem 5 C\u00e9lulas-tronco na Am\u00e9rica Latina 6 Conclus\u00e3o 7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 O que s\u00e3o c\u00e9lulas-tronco? Atualmente, ao falar de c\u00e9lulas-tronco, torna-se quase imposs\u00edvel ter acesso a tudo o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-1538","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-moraletica-teologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1538","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1538"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1538\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1633,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1538\/revisions\/1633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}