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{"id":1536,"date":"2017-12-28T20:55:03","date_gmt":"2017-12-28T22:55:03","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1536"},"modified":"2017-12-28T20:55:03","modified_gmt":"2017-12-28T22:55:03","slug":"epistemologia-teologica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1536","title":{"rendered":"Epistemologia teol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Teologia, revela\u00e7\u00e3o e f\u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 O conhecimento teol\u00f3gico<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.1 Historicidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.2 Eclesialidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.3 Contextualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.4 Interdisciplinaridade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.5 Primazia epistemol\u00f3gica da pr\u00e1xis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Balan\u00e7o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Introdu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A indaga\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica sobre a teologia, como quest\u00e3o teol\u00f3gica espec\u00edfica, \u00e9 um problema moderno. Esta quest\u00e3o esteve certamente presente em \u00e9pocas anteriores; basta lembrar, por exemplo, as posturas cl\u00e1ssicas de Tom\u00e1s de Aquino e Duns Escoto. No entanto, foi na modernidade ocidental, por causa da configura\u00e7\u00e3o secular da filosofia, da ci\u00eancia e da sociedade, que se legitimaram os questionamentos a respeito da solidez dos fundamentos, do rigor dos procedimentos e da utilidade das abordagens da disciplina teol\u00f3gica. Neste cen\u00e1rio, era imperativo para o te\u00f3logo procurar entender, n\u00e3o s\u00f3 os objetos de sua disciplina, mas tamb\u00e9m determinar a especificidade do conhecimento teol\u00f3gico em si. Este campo de reflex\u00e3o, precisamente, \u00e9 conhecido como epistemologia teol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim entendida, do ponto de vista da sua realiza\u00e7\u00e3o, a epistemologia teol\u00f3gica \u00e9 uma tarefa da segunda ordem, uma vez que sup\u00f5e a realiza\u00e7\u00e3o concreta do teologizar, viv\u00eancia que procura compreender. Do ponto de vista de seu impacto, no entanto, \u00e9 uma quest\u00e3o de primeiro n\u00edvel, pois afeta a perspectiva e o modo como devem ser abordados os temas pr\u00f3prios da disciplina. Neste sentido, a considera\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica \u00e9 de grande import\u00e2ncia na teologia, porque um verdadeiro avan\u00e7o neste campo do saber sup\u00f5e mais uma revis\u00e3o dos fundamentos que uma amplia\u00e7\u00e3o dos objetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, nos ocuparemos a seguir da no\u00e7\u00e3o de teologia a partir da qual se define a considera\u00e7\u00e3o propriamente teol\u00f3gica do conhecimento (2) e das caracter\u00edsticas do conhecimento teol\u00f3gico, conforme se concretizam e enriquecem nas teologias da Am\u00e9rica Latina (3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Teologia, revela\u00e7\u00e3o e f\u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concebemos a teologia como a reflex\u00e3o sistem\u00e1tica, cr\u00edtica e propositiva da viv\u00eancia de revela\u00e7\u00e3o e f\u00e9. Como esta viv\u00eancia \u00e9 o solo nutr\u00edcio do conhecimento teol\u00f3gico, seu objeto e sua perspectiva, correspondem ao te\u00f3logo &#8211; independentemente do objeto imediato de estudo (B\u00edblia, doutrinas, a\u00e7\u00e3o) &#8211; desvendar o acontecer da auto-doa\u00e7\u00e3o amorosa e salvadora de Deus (revela\u00e7\u00e3o) e construir os caminhos para configurar a vida desde o seguimento de Jesus (f\u00e9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As notas com as quais qualificamos a reflex\u00e3o indicam, por outro lado, a honestidade intelectual exigida \u00e0 teologia como uma disciplina acad\u00eamica que, a partir de um horizonte crente irredut\u00edvel, busca legitimidade e fecundidade na diversidade dos saberes, na facticidade da exist\u00eancia e na concretiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1xis. Assim, \u00e9 <em>sistem\u00e1tica <\/em>porque excede e qualifica o est\u00e1gio da opini\u00e3o e do bom senso, gra\u00e7as \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de procedimentos e categorias acad\u00eamicas; \u00e9 <em>cr\u00edtica<\/em> porque examina constantemente a solidez de seus fundamentos, procedimentos e teorias, e porque interroga as pr\u00e1ticas eclesiais e sociais \u00e0 luz do car\u00e1ter libertador do amor evang\u00e9lico; e \u00e9 <em>propositiva <\/em>porque, al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o l\u00facida do passado, procura descobrir na situa\u00e7\u00e3o atual uma dire\u00e7\u00e3o pela qual se possa caminhar de forma respons\u00e1vel, vivendo para o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o que foi dito, em teologia n\u00e3o se procede a partir de uma no\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de Deus, mas da experi\u00eancia e do testemunho dos acontecimentos em que Deus se deu a conhecer. Tamb\u00e9m n\u00e3o exige a neutralidade do pensador, mas seu compromisso de orientar a vida nos caminhos abertos por tais acontecimentos. Precisamente por isso, para a epistemologia teol\u00f3gica, \u00e9 muito importante especificar a compreens\u00e3o da revela\u00e7\u00e3o (ver Revela\u00e7\u00e3o) e a f\u00e9 que est\u00e1 na base do conhecimento teol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3, a revela\u00e7\u00e3o \u00e9 entendida como a auto-doa\u00e7\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria (DV, 2). Destaca-se, portanto, que Deus n\u00e3o comunica nada al\u00e9m de si mesmo e que ele n\u00e3o o faz de maneira m\u00edtica, intemporal ou intimista, mas nas coordenadas e limita\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas em que acontece a vida e se marcam as possibilidades do ser humano. Contrariamente ao que se pode pensar, isso n\u00e3o submete o car\u00e1ter absoluto do criador \u00e0 finitude da criatura; mas manifesta o modo de ser de Deus que, como uma doa\u00e7\u00e3o radical, atende \u00e0s limita\u00e7\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o humana e, assumindo-a, abre-a \u00e0s suas inusitadas possibilidades originais. Afirmamos, ent\u00e3o, que a revela\u00e7\u00e3o ocorre na experi\u00eancia hist\u00f3rica, isto \u00e9, nos acontecimentos (fatos) interpretados \u00e0 luz de um projeto de sentido (palavras). Sem a palavra, o fato seria mergulhado na escurid\u00e3o do sentido; sem o fato, a palavra sucumbiria ao vazio do referente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e9, por sua vez, n\u00e3o consiste exclusivamente ou principalmente na aceita\u00e7\u00e3o e proclama\u00e7\u00e3o de verdades e mandatos, mas em um ato de confian\u00e7a que configura a exist\u00eancia e o compromisso hist\u00f3rico com o pr\u00f3ximo, o mundo e Deus. Ter f\u00e9, neste sentido, \u00e9 apropriar-se de uma atitude global em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida que ofere\u00e7a uma orienta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 pr\u00e1xis e se concretiza nela (GUTI\u00c9RREZ, 2006).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revela\u00e7\u00e3o &#8211; como auto-doa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de Deus &#8211; e a f\u00e9 &#8211; como auto-doa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do ser humano a partir de Deus &#8211; s\u00e3o dimens\u00f5es correlativas irredut\u00edveis do mist\u00e9rio do amor salv\u00edfico que tematiza a reflex\u00e3o teol\u00f3gica. Uma vez que esta correla\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser reduzida a um esquema consecutivo em que a f\u00e9 segue \u00e0 revela\u00e7\u00e3o, preferimos escrev\u00ea-la em uma \u00fanica palavra: revela\u00e7\u00e3o-f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relato fundacional da teologia, de acordo com o que foi dito, est\u00e1 no mist\u00e9rio da revela\u00e7\u00e3o-f\u00e9 que, para al\u00e9m da simples etimologia, pode ser proposto como seu objeto e, como tal, indica o modo de proceder neste campo do conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3<\/strong> <strong>O conhecimento teol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explicaremos a seguir algumas caracter\u00edsticas do conhecimento teol\u00f3gico que se deduzem da centralidade da revela\u00e7\u00e3o-f\u00e9 e que foram especialmente enfatizadas nas teologias latino-americanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.1 Historicidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em primeiro lugar, se o objeto fontal da teologia acontece na hist\u00f3ria, \u00e9 claro que o conhecimento teol\u00f3gico deve ser fundamentalmente hist\u00f3rico. Com isso, indicamos:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Que todos os enunciados teol\u00f3gicos est\u00e3o referidos n\u00e3o a princ\u00edpios metaf\u00edsicos, imut\u00e1veis e evidentes, mas a acontecimentos da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o que sustentam seu significado e sinalizam seu sentido.<\/li>\n<li>Que na teologia os julgamentos contra-f\u00e1ticos sobre a pr\u00e1xis tamb\u00e9m t\u00eam for\u00e7a f\u00e1tica, isto \u00e9, al\u00e9m de se pronunciar sobre acontecimentos do passado, procuram um impacto nos acontecimentos presentes e futuros. Ao lado do referente hist\u00f3rico, ent\u00e3o, h\u00e1 uma responsabilidade hist\u00f3rica.<\/li>\n<li>Que a teologia tem hist\u00f3ria e que suas elabora\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ser compreendidas \u00e0 margem das possibilidades e exig\u00eancias de cada \u00e9poca em que tentou apropriar-se reflexivamente da experi\u00eancia crente.<\/li>\n<li>Que toda realiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica &#8211; te\u00f3rica ou pr\u00e1tica, eclesial ou secular &#8211; \u00e9 provis\u00f3ria diante da plenitude escatol\u00f3gica do Reino. Desta forma, evitam-se ideologias, fetichismos e idolatrias (GUTI\u00c9RREZ, 2006).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o car\u00e1ter hist\u00f3rico implica que o conhecimento teol\u00f3gico \u00e9 din\u00e2mico. De fato, se a f\u00e9 \u00e9 realmente compromisso vital e, como tal, assume formas diferentes ao longo da hist\u00f3ria, a intelig\u00eancia que a acompanha deve ser continuamente renovada (GUTI\u00c9RREZ, 2006), para n\u00e3o ocultar ou distorcer o que pretende compreender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, a partir de v\u00e1rios campos do conhecimento, mostrou-se que o progresso epistemol\u00f3gico n\u00e3o acontece sob a din\u00e2mica verdadeiro-falso-verdadeiro; mas que o movimento responde melhor ao esquema suficiente-insuficiente-suficiente. Em outras palavras, um modelo interpretativo que parece dar conta de uma esfera da realidade, \u00e9 insuficiente diante de dimens\u00f5es inexploradas dos fen\u00f4menos ou questionamentos n\u00e3o resolvidos de modelos alternativos. Esta insufici\u00eancia leva, n\u00e3o sem resist\u00eancias, ao surgimento de novos modelos que acabam por impor-se ao ganhar em sufici\u00eancia explicativa. Os modelos se deslocam e se criticam uns aos outros, mas dificilmente se cancelam entre eles. Pelo contr\u00e1rio, eles coexistem regularmente e at\u00e9 cooperam na compreens\u00e3o e afeta\u00e7\u00e3o da realidade. A hist\u00f3ria da teologia \u00e9, al\u00e9m disso, testemunha eloquente dessa din\u00e2mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.2 Eclesialidade \u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda caracter\u00edstica do conhecimento teol\u00f3gico, que j\u00e1 descrevemos como hist\u00f3rica, \u00e9 a eclesialidade. Com isso n\u00e3o propomos a depend\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o eclesial, mas seu car\u00e1ter eminentemente comunit\u00e1rio. De fato, dado que a teologia est\u00e1 inevitavelmente ligada \u00e0 revela\u00e7\u00e3o-f\u00e9 e que esta tem um car\u00e1ter comunit\u00e1rio irredut\u00edvel, \u00e9 compreens\u00edvel que o conhecimento teol\u00f3gico se direcione a lugares constitutivos, enunciativos e reguladores (PARRA, 2003) que lhe permitem nutrir-se da experi\u00eancia comunit\u00e1ria e estar ao seu servi\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lugar constitutivo \u00e9 a Sagrada Escritura, que, como sedimenta\u00e7\u00e3o escrita do acontecimento hist\u00f3rico da revela\u00e7\u00e3o, serve como testemunho primig\u00eanio deste acontecimento, permite o acesso \u00e0 experi\u00eancia das primeiras comunidades e opera como esperan\u00e7a normativa e crit\u00e9rio corretivo para todas as comunidades na sua pr\u00e1xis de seguimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lugar enunciativo \u00e9 a Tradi\u00e7\u00e3o que, como din\u00e2mica vital da comunidade eclesial que configurou sua identidade &#8211; celebrativa, doutrinal, normativa, organizacional &#8211; \u00e9 reconhecida por essa comunidade como testemunho da revela\u00e7\u00e3o em seu processo de compreens\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lugar regulador \u00e9 o Magist\u00e9rio, um minist\u00e9rio pastoral ao servi\u00e7o da comunidade que, no meio da pluralidade irredut\u00edvel de experi\u00eancias e interpreta\u00e7\u00f5es, deve trabalhar para a unidade dos crentes, a fidelidade \u00e0s fontes originais e a relev\u00e2ncia nas situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses referentes epist\u00eamicos, tradicionalmente conhecidos como lugares teol\u00f3gicos, devem ser entendidos em constante intera\u00e7\u00e3o rec\u00edproca, em abertura de di\u00e1logo com outros lugares fontais para o pensar humano e sempre em fun\u00e7\u00e3o da vida das comunidades reais que leem a B\u00edblia, enriquecem a Tradi\u00e7\u00e3o e sustentam o Magist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.3 Contextualidade <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira nota do conhecimento teol\u00f3gico \u00e9 a <em>contextualidade<\/em>. Que a teologia seja contextual n\u00e3o \u00e9 uma novidade radical em nosso tempo e em nosso continente, mas uma condi\u00e7\u00e3o irredut\u00edvel das teologias de todos os tempos e de todos os lugares (BEVANS, 2005). Al\u00e9m disso, \u00e9 claro, das teologias da B\u00edblia, da Tradi\u00e7\u00e3o e do Magist\u00e9rio. O que \u00e9 novo, inegavelmente como aporte da teologia latino-americana, \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o cada vez mais pac\u00edfica dessa contextualidade na elabora\u00e7\u00e3o e na considera\u00e7\u00e3o de toda interpreta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica. Na verdade, nenhuma constru\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica est\u00e1 fora do contexto a partir do qual foi elaborada; embora tamb\u00e9m seja verdade que a mente do te\u00f3logo pode estar em um contexto diferente daquele no qual transcorre sua vida f\u00e1tica e a de seus contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assumir a contextualidade como um imperativo para a teologia implica reconhecer que sua elabora\u00e7\u00e3o \u00e9 determinada por fatores externos e internos. Os primeiros correspondem \u00e0 experi\u00eancia humana presente (BEVANS, 2005), ou seja, um conjunto de realidades objetivas atravessadas, necessariamente, pela viv\u00eancia que delas fazem os sujeitos. Esses fatores s\u00e3o, em primeiro lugar, a situa\u00e7\u00e3o sociocultural, ou seja, tanto as estruturas organizacionais das sociedades quanto o conjunto de sentidos e valores que determinam seu modo de vida; e, em segundo lugar, os esquemas interpretativos da realidade, a rede de perguntas e respostas que s\u00e3o consideradas leg\u00edtimas para aceder \u00e0 compreens\u00e3o da natureza, das sociedades e das culturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os fatores internos, por sua vez, correspondem a elementos fundamentais da confiss\u00e3o de f\u00e9, cuja inteligibilidade \u00e9 poss\u00edvel dentro da comunidade de f\u00e9 a partir da qual eles s\u00e3o recebidos e a partir da qual eles s\u00e3o enunciados. Nesse sentido, s\u00e3o princ\u00edpios mais teologais do que teorias teol\u00f3gicas. Entre eles podemos destacar, por exemplo, a natureza encarnada do cristianismo, o car\u00e1ter sacramental da cria\u00e7\u00e3o e o evento hist\u00f3rico da revela\u00e7\u00e3o (BEVANS, 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base nesses princ\u00edpios, podemos argumentar que o car\u00e1ter contextual do saber teol\u00f3gico n\u00e3o \u00e9 um esnobismo dos te\u00f3logos ou uma concess\u00e3o \u00e0s press\u00f5es externas \u00e0 comunidade crente ou \u00e0 disciplina. Trata-se, mais do que isso, de um imperativo para todo pensamento que se pretenda realmente fundado na f\u00e9 que proclama Jesus Cristo como Deus encarnado, a realidade como um sacramento e a hist\u00f3ria como um cen\u00e1rio de revela\u00e7\u00e3o-f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consequentemente, a teologia pode lidar com problemas associados aos fatores externos a partir da perspectiva dos internos, pois os crit\u00e9rios \u00faltimos da leitura teol\u00f3gica v\u00eam dos princ\u00edpios teologais e n\u00e3o do pr\u00f3prio contexto. Tamb\u00e9m pode, claro, aprofundar na compreens\u00e3o desses princ\u00edpios e em sua fecundidade a partir das oportunidades e recursos oferecidos pelos fatores externos. Al\u00e9m disso, a correla\u00e7\u00e3o de ambos os fatores permite que o te\u00f3logo enfrente o falso dilema entre fidelidade ao Evangelho e perten\u00e7a \u00e0 situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.4<\/strong> <strong>Interdisciplinaridade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quarta nota do conhecimento teol\u00f3gico \u00e9 a <em>interdisciplinaridade<\/em>, entendida como a aposta epistemol\u00f3gica em favor da intera\u00e7\u00e3o integradora das disciplinas, que se imp\u00f5e quando o conhecimento sobre um problema socialmente relevante \u00e9 incerto, quando se contesta a natureza concreta dos problemas e quando h\u00e1 muito em jogo para aqueles afetados pelos problemas e aqueles envolvidos em enfrent\u00e1-los (TD-Net). Dada essa complexidade dos problemas, se evidencia o risco de simplifica\u00e7\u00f5es e a insufici\u00eancia de uma disciplina isolada para dar conta da realidade em suas diferentes esferas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa intera\u00e7\u00e3o envolve perguntar sobre o valor real da estrutura\u00e7\u00e3o disciplinar do conhecimento e do ensino, tanto no campo te\u00f3rico ou t\u00e9cnico como no terreno comum e pr\u00e9vio \u00e0s disciplinas, ali onde se p\u00f5em em jogo cotidianamente os interesses, os fins e as a\u00e7\u00f5es dos sujeitos que produzem, ensinam, aprendem e aplicam conhecimentos. Esta intera\u00e7\u00e3o sup\u00f5e, al\u00e9m disso, que procuremos um confronto complexo, n\u00e3o simplificado, dos problemas que s\u00e3o, em si mesmos, complexos em sua g\u00eanese hist\u00f3rica, em sua \u00a0articula\u00e7\u00e3o estrutural e no seu impacto vital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior dificuldade para a interdisciplinaridade na e a partir da teologia \u00e9 a forma de sua implementa\u00e7\u00e3o, uma vez que \u00e9 necess\u00e1rio encontrar modalidades criativas que permitam ao te\u00f3logo trabalhar com as ci\u00eancias sem renunciar ao que \u00e9 pr\u00f3prio do seu saber. Do interior de nossa tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica podemos encontrar recursos para enfrentar esta situa\u00e7\u00e3o. Referimos-nos aos princ\u00edpios teologais da encarna\u00e7\u00e3o do Verbo e \u00e0 natureza comunit\u00e1ria da divindade. De fato, tanto a teoria das duas naturezas como a <em>pericorese <\/em>(compenetra\u00e7\u00e3o intra-trinit\u00e1ria das pessoas divinas) podem nos ajudar a realizar a busca de uma &#8220;troca org\u00e2nica&#8221; como din\u00e2mica de intera\u00e7\u00e3o entre as disciplinas cient\u00edficas e o conhecimento teol\u00f3gico (PARRA, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por troca org\u00e2nica, entendemos uma intera\u00e7\u00e3o que parte do pressuposto da unidade e n\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria, tanto na realidade como no pensamento. Isto teria, em princ\u00edpio, duas implica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>A primeira, acolher as esferas do real como &#8220;totalidades concretas&#8221; que nos s\u00e3o dadas de forma sint\u00e9tica e n\u00e3o anal\u00edtica. Assim, o pensamento anal\u00edtico n\u00e3o perde de vista que o ponto de partida \u00e9 sint\u00e9tico e, portanto, tamb\u00e9m deve s\u00ea-lo o ponto de chegada.<\/li>\n<li>A segunda, que a teologia n\u00e3o busca irromper como estranha nas ci\u00eancias, seus m\u00e9todos e categorias, ou vice-versa; mas explicitar que os princ\u00edpios teologais est\u00e3o intrinsecamente presentes na natureza, na sociedade e na cultura, e que a consist\u00eancia e autonomia da pr\u00e1xis secular e dos saberes cient\u00edficos n\u00e3o constituem um obst\u00e1culo \u00e0 compreens\u00e3o teologal da realidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.5 Primazia epistemol\u00f3gica da pr\u00e1xis. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como quinta caracter\u00edstica, encontramos a <em>correla\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre teoria e pr\u00e1xis<\/em>. Na tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica latino-americana, \u00e9 superada a rela\u00e7\u00e3o extr\u00ednseca que prop\u00f5e duas realidades autossuficientes que ocasionalmente se encontram quando a teoria trata de alguma pr\u00e1xis ou a pr\u00e1xis busca a ilumina\u00e7\u00e3o em alguma teoria. Afirma-se, melhor, uma correla\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca segundo a qual a teoria \u00e9 uma nota fundamental da pr\u00e1xis e a pr\u00e1xis \u00e9 um momento constitutivo da teoria (DE AQUINO, 2010). Em outras palavras, n\u00e3o h\u00e1 pr\u00e1xis sem intelec\u00e7\u00e3o e n\u00e3o h\u00e1 intelec\u00e7\u00e3o sem pr\u00e1xis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta correla\u00e7\u00e3o, t\u00e3o negligenciada na hist\u00f3ria da teologia, parece clara na cosmovis\u00e3o b\u00edblica. \u00c9 claro que, na Escritura, n\u00e3o encontramos uma teoria epistemol\u00f3gica; no entanto, nas narrativas se descreve o modo pelo qual \u00e9 poss\u00edvel conhecer a Deus ou saber que ele \u00e9 conhecido. Os dois processos t\u00eam um marcado acento afetivo e pr\u00e1xico que se efetua e dinamiza na hist\u00f3ria. A partir do componente afetivo, se compreende o conhecimento de Deus sob a din\u00e2mica de &#8220;reconhecimento&#8221; daquele com quem j\u00e1 se tem uma rela\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria hist\u00f3ria (Lc 24,35; Jo 20,16). A partir do pr\u00e1xico, se sustenta que a Deus o conhecemos gra\u00e7as \u00e0s suas a\u00e7\u00f5es: &#8220;Nisto, voc\u00ea saber\u00e1 que eu sou o Senhor&#8221; (Ex 6,7). A verifica\u00e7\u00e3o do conhecimento que o homem tem de Deus, por sua vez, n\u00e3o depende da clareza e distin\u00e7\u00e3o de suas ideias sobre ele, mas da correspond\u00eancia entre sua pr\u00e1xis vital e sua confiss\u00e3o de f\u00e9: &#8220;Aquele que n\u00e3o ama n\u00e3o conhece Deus &#8220;(1Jo 4,8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com isso, na teologia afirmamos uma primazia epistemol\u00f3gica da pr\u00e1xis (DE AQUINO, 2010). Desta forma, \u00e9 acolhida a especificidade da realidade a ser inteligida, a experi\u00eancia da revela\u00e7\u00e3o-f\u00e9, que n\u00e3o \u00e9 de natureza te\u00f3rica, mas vital; \u00e9 indicado o modo como deve ser inteligida esta realidade, sob a premissa de que a maneira de entender uma quest\u00e3o depende da maneira como ela se manifesta; e se estabelece o princ\u00edpio da constru\u00e7\u00e3o e verifica\u00e7\u00e3o das teorias teol\u00f3gicas cujo valor reside na capacidade de deixar-se interrogar pelas pr\u00e1ticas e na capacidade de orient\u00e1-las, uma vez que estas s\u00e3o as que revelam as aut\u00eanticas convic\u00e7\u00f5es dos agentes. Este \u00e9 o significado profundo do primado da pr\u00e1xis na teologia latino-americana: n\u00e3o se despreza o valor dos textos e das doutrinas, mas se assume a vida concreta como o solo nutr\u00edcio e destino destas e daqueles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio esclarecer, no entanto, que com a categoria pr\u00e1xis nos referimos a toda atividade humana e n\u00e3o apenas \u00e0quela diretamente encaminhara \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas. Isso n\u00e3o impede afirmar que a teologia sempre tem um prop\u00f3sito emancipador, um pretexto de liberta\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica, efetiva e integral (GUTI\u00c9RREZ, 2006). E isso n\u00e3o por n\u00e3o sucumbir \u00e0s press\u00f5es externas da sociologia do conhecimento, mas por assumir com autenticidade as din\u00e2micas constitutivas de nosso relato fundante da revela\u00e7\u00e3o-f\u00e9. De fato, em nossa tradi\u00e7\u00e3o, a revela\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 movida pelo desejo de salva\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pela necessidade de adora\u00e7\u00e3o; e a f\u00e9 se define mais pelo que dizemos com o que fazemos do que pelo que dizemos sobre o que cremos. Em outras palavras, a certeza do car\u00e1ter salv\u00edfico da auto-doa\u00e7\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria exige um modo de liberta\u00e7\u00e3o dos entendimentos hist\u00f3ricos dessa auto-doa\u00e7\u00e3o. Portanto, conhecer em teologia n\u00e3o \u00e9 apenas interpretar as experi\u00eancias de liberta\u00e7\u00e3o que s\u00e3o narradas na B\u00edblia e sistematizadas nas doutrinas, mas gerar as condi\u00e7\u00f5es para vivenci\u00e1-las, sempre de novo, na cotidianidade dos crentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5<\/strong> <strong>Balan\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procuramos nos introduzir na epistemologia teol\u00f3gica e sua cr\u00edtica \u00e0 solidez dos fundamentos, ao rigor dos procedimentos e \u00e0 fecundidade dos achados pr\u00f3prios da teologia. Para isso, depois de propor uma no\u00e7\u00e3o heur\u00edstica desta disciplina, enunciamos algumas caracter\u00edsticas do conhecimento teol\u00f3gico que pretende ser constru\u00eddo no solo nutr\u00edcio da revela\u00e7\u00e3o-f\u00e9. De acordo com o que foi dito, cabe ao te\u00f3logo integrar criativamente os elementos constituintes de sua confiss\u00e3o crente e os recursos fornecidos pela raz\u00e3o secular, em sua tarefa inesgot\u00e1vel de reconstruir criticamente os significados do passado e construir responsavelmente os sentidos para o presente e o futuro da comunidade humana e crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Olvani F. S\u00e1nchez Hern\u00e1ndez<\/em>. Pontif\u00edcia Universidade Javeriana (Col\u00f4mbia). Texto original em espanhol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOFF, Clodovis. \u201cEpistemolog\u00eda y m\u00e9todo de la teolog\u00eda de la liberaci\u00f3n.\u201d En: <em>Misterium Liberationis I. <\/em>Madrid: Trotta, 79-99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DE AQUINO, Francisco.\u00a0\u201cEl car\u00e1cter pr\u00e1xico de la teolog\u00eda: Un enfoque epistemol\u00f3gico.\u201d En: <em>Teolog\u00eda y vida<\/em> Vol. 51, No. 4 (2010), 477-499.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BEVANS, Stephen. <em>Modelos de teolog\u00eda contextual. <\/em>Quito: Verbo Divino, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUTI\u00c9RREZ, Gustavo. <em>Teolog\u00eda de la liberaci\u00f3n<\/em>. Salamanca: S\u00edgueme, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PARRA, Alberto, <em>Textos, contextos y pretextos. Teolog\u00eda fundamental.<\/em> Bogot\u00e1: Pontificia Universidad Javeriana, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RAHNER. K. \u201cTeolog\u00eda.\u201d En: <em>Sacramentum mundi<\/em> Vol. 6. Barcelona: Herder, 350-364.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SANCHEZ, Olvani. \u00bf<em>Qu\u00e9 significa afirmar que Dios habla? Del acontecer de la revelaci\u00f3n a la elaboraci\u00f3n de la teolog\u00eda<\/em>. Bogot\u00e1: Editorial Bonaventuriana, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. \u201cHechos y palabras: hermen\u00e9utica de la revelaci\u00f3n a la luz del Vaticano II.\u201d En <em>Franciscanum.<\/em> No. 143 (2006), 47-58.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHILLEBEECK, E. <em>Interpretaci\u00f3n de la fe. Aportaciones a una teolog\u00eda hermen\u00e9utica y cr\u00edtica<\/em>. Salamanca: S\u00edgueme, 1973.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIDAL, Jos\u00e9. \u201cTeor\u00eda del conocimiento teol\u00f3gico.\u201d En: IZQUIERDO, Cesar (ed.). <em>Teolog\u00eda fundamental: temas y propuestas para el nuevo milenio<\/em>. Bilbao: DDB, 1999.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Introdu\u00e7\u00e3o 2 Teologia, revela\u00e7\u00e3o e f\u00e9 3 O conhecimento teol\u00f3gico 3.1 Historicidade 3.2 Eclesialidade 3.3 Contextualidade 3.4 Interdisciplinaridade 3.5 Primazia epistemol\u00f3gica da pr\u00e1xis. 4 Balan\u00e7o 5 Refer\u00eancias 1 Introdu\u00e7\u00e3o A indaga\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica sobre a teologia, como quest\u00e3o teol\u00f3gica espec\u00edfica, \u00e9 um problema moderno. 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