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{"id":1505,"date":"2017-12-25T17:27:24","date_gmt":"2017-12-25T19:27:24","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1505"},"modified":"2017-12-25T17:28:23","modified_gmt":"2017-12-25T19:28:23","slug":"historia-do-cristianismo-na-america-latina-reflexoes-metodologicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1505","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do cristianismo na Am\u00e9rica Latina: reflex\u00f5es metodol\u00f3gicas"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Precisando conceitos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Especificidade do contexto Latino-americano<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Hist\u00f3ria religiosa e as m\u00faltiplas formas de Cristianismo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Nova categoria hermen\u00eautica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Historiografia precursora<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Periodiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Precisando conceitos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falar em Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina implica, antes de tudo, precisar alguns conceitos b\u00e1sicos: o que se entende por Cristianismo e o que implica o contexto Latino-americano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos tempos da descoberta da Am\u00e9rica (1492) at\u00e9 a terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XIX, propor uma Hist\u00f3ria do Cristianismo na Hispano-am\u00e9rica significava fazer referimento quase que exclusivamente \u00e0 Hist\u00f3ria da Igreja Cat\u00f3lica no Novo Mundo. Somente no final do s\u00e9culo XX come\u00e7aram a aparecer os primeiros trabalhos hist\u00f3ricos sistem\u00e1ticos sobre o Cristianismo na Am\u00e9rica Latina. Mesmo assim, a maioria dos autores que abordou o tema em seus manuais tratou o Cristianismo como sin\u00f4nimo de \u201cIgreja Cat\u00f3lica Apost\u00f3lica Romana\u201d e compreendeu a Am\u00e9rica Latina como um continente eminentemente \u201ccrist\u00e3o\u201d. Por outro lado, tamb\u00e9m os autores que tiveram uma pretens\u00e3o mais ecum\u00eanica, trataram o protestantismo hist\u00f3rico (luteranos, calvinistas, metodistas, batistas), o anglicanismo e o pentecostalismo como ap\u00eandices \u00e0 hist\u00f3ria do catolicismo na Am\u00e9rica Latina. Por isso, a hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina ainda carece de uma tratativa que considere a hist\u00f3ria ecum\u00eanica da \u201cIgreja\u201d, de acordo com o seu conceito mais pr\u00f3prio, isto \u00e9, como fruto do chamado de Jesus Cristo, confessado pelos crist\u00e3os, como filho de Deus. Neste sentido, mais do que institui\u00e7\u00e3o humana, o conceito eclesiol\u00f3gico de Igreja deveria ser tratado como movimento hist\u00f3rico do corpo m\u00edstico de Cristo, comunidade dos santos, povo de Deus, mediatizada pelos sinais hist\u00f3ricos como a evangeliza\u00e7\u00e3o pelos sacramentos do batismo, da eucaristia, do matrim\u00f4nio, da confiss\u00e3o, pela ordena\u00e7\u00e3o presbiteral; pela ora\u00e7\u00e3o e pelas devo\u00e7\u00f5es, pelas voca\u00e7\u00f5es, pela cruz, sofrimentos e persegui\u00e7\u00f5es. Esta eclesiologia abriria espa\u00e7o a uma historiografia ecum\u00eanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As defini\u00e7\u00f5es de \u201ccristianismo\u201d nos diferentes estudos historiogr\u00e1ficos apresentam significativas varia\u00e7\u00f5es. Para uns, cristianismo identificaria uma corrente de pensamento, de conduta, de educa\u00e7\u00e3o, de ordenamento social, jur\u00eddico e pol\u00edtico, cuja raiz estaria na viv\u00eancia de f\u00e9 na Igreja. No seu sentido mais amplo, seria a repercuss\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em todos os \u00e2mbitos da vida, assim como foi considerada numa determinada \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Latino-am\u00e9rica, por sua vez, \u00e9 um conceito cultural, n\u00e3o geogr\u00e1fico. Foi cunhado na Fran\u00e7a, no s\u00e9culo XIX, para designar o \u00e2mbito dos pa\u00edses americanos que se iam configurando constantemente com a civiliza\u00e7\u00e3o latina, por interven\u00e7\u00e3o de espanh\u00f3is, portugueses, franceses e italianos. Com frequ\u00eancia, a historiografia usa o conceito de Ibero-am\u00e9rica para designar os pa\u00edses ao sul dos Estados Unidos. J\u00e1 o conceito de Am\u00e9rica Latina \u00e9 mais amplo, uma vez que poderia incluir as antigas possess\u00f5es espanholas que hoje t\u00eam tradi\u00e7\u00f5es inglesa, francesa e holandesa. Todavia, este mesmo conceito tem uma unilateralidade importante, pois exclui os elementos culturais ind\u00edgenas e africanos e, de certa forma, perpetua a ideia conceitual do estado de depend\u00eancia cultural do hemisf\u00e9rio meridional da Am\u00e9rica com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Especificidade do contexto Latino-americano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um segundo elemento importante a ser considerado numa hist\u00f3ria do Cristianismo \u00e9 o seu contexto, ou seja, a Am\u00e9rica Latina, enquanto continente multifacet\u00e1rio. A Am\u00e9rica Latina, longe de apresentar-se unit\u00e1ria, como o nome parece sugerir a primeira vista, apresenta-se fundamentalmente dividida lingu\u00edstica e culturalmente entre as culturas hisp\u00e2nica e aquela portuguesa. Al\u00e9m disto, a Am\u00e9rica Latina foi palco de a\u00e7\u00f5es do sistema colonial europeu, do imperialismo europeu e norte-americano, de revolu\u00e7\u00f5es, ideologias e teologias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Hist\u00f3ria religiosa e as m\u00faltiplas formas de Cristianismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No estudo do Cristianismo, especificamente na Am\u00e9rica Latina, h\u00e1 uma quest\u00e3o de perspectiva que n\u00e3o pode ser desconsiderada: deve-se pensar a uma hist\u00f3ria religiosa ou a uma hist\u00f3ria n\u00e3o-religiosa do cristianismo na Am\u00e9rica Latina? No caso de uma hist\u00f3ria religiosa, o acento recairia nas rela\u00e7\u00f5es da Igreja ou das Igrejas com os Estados. Por outro lado, \u00e9 importante n\u00e3o esquecer que o cristianismo latino-americano historicamente apresentou-se sob m\u00faltiplas facetas de pensamento, de espiritualidade. Cada uma delas expressa uma \u00e9poca determinada, uma forma espec\u00edfica de viver o cristianismo, onde a principal \u00eanfase estaria na rela\u00e7\u00e3o do pensamento crist\u00e3o com a cultura. Algumas formas de cristianismo foram, at\u00e9 o presente, descartadas pelos estudiosos, por serem consideradas fruto do \u201csincretismo\u201d, mas que deveriam ser consideradas num estudo global sobre o Cristianismo na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Nova categoria hermen\u00eautica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 recentemente, o paradigma historiogr\u00e1fico que servia de base para a Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina fundava-se no modelo da \u201ccristandade\u201d. Segundo este modelo, a hist\u00f3ria seria fruto do enlace entre pessoas e institui\u00e7\u00f5es que formariam as rela\u00e7\u00f5es entre a Igreja e o Estado, nas quais se buscavam mostrar como esta articula\u00e7\u00e3o, at\u00e9 certo ponto, favorecera a evangeliza\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria no Novo Mundo. A partir do Conc\u00edlio Vaticano II e, posteriormente, da Segunda Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-americano, em Medell\u00edn (Col\u00f4mbia, 1968) e da Terceira Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-americano, em Puebla (M\u00e9xico, 1979), os te\u00f3logos ligados \u00e0 Teologia de Liberta\u00e7\u00e3o inseriram uma nova categoria hermen\u00eautica, a qual serviu de base para a releitura da Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina: foi a categoria do \u201cpobre\u201d. Do ponto de vista sociol\u00f3gico, \u201cpobre\u201d faz referimento a uma classe social. Mas enquanto \u201csujeito hist\u00f3rico\u201d, pobres s\u00e3o os miser\u00e1veis, os marginalizados, o ind\u00edgena, o imigrante, os escravos; todo aquele que \u00e9 despojado de seus direitos e dignidades mais fundamentais. Neste sentido, a Hist\u00f3ria do Cristianismo a partir do olhar do vencido, do marginalizado, do pobre, (ver: A hist\u00f3ria dos vencidos: ind\u00edgenas e afrodescendentes), amplia o campo historiogr\u00e1fico que, de outro modo, seria quase que restrito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es da hierarquia e de poderes das institui\u00e7\u00f5es. Sem desconhecer os devidos contextos hist\u00f3ricos, a historiografia do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina deve integrar o homem latino-americano, dependente, dominado e oprimido, segundo os elementos caracter\u00edsticos de uma sociedade cuja perda da autonomia, a destrui\u00e7\u00e3o das unidades \u00e9tnicas e a submiss\u00e3o for\u00e7ada, formam parte essencial para a compreens\u00e3o dos processos que dificultam, ou inviabilizam por completo, o desenvolvimento tecno-cient\u00edfico, e levam \u00e0 perda de controle do pr\u00f3prio destino s\u00f3cio-pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Historiografia precursora<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 os in\u00edcios da d\u00e9cada de 60, a historiografia sobre o Cristianismo na Am\u00e9rica Latina era restrita quase que integralmente \u00e0 considera\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica latino-americana. A investiga\u00e7\u00e3o, e de consequ\u00eancia tamb\u00e9m a periodiza\u00e7\u00e3o, dependia por completo da Hist\u00f3ria da Igreja nas diversas unidades nacionais. N\u00e3o faltaram inciativas de historiografias mais globais, como a de Houtart, que, entre 1958 e 1962, inicia a publica\u00e7\u00e3o dos <em>Estudios religiosos do FERES<\/em> (<em>Federac\u00edon Internacional de los Institutos Cat\u00f3licos de Investigaciones Sociales e Socio-religiosas<\/em>), em Friburgo e Bogot\u00e1. Embora houvesse a tentativa de formular um novo paradigma para a historiografia sobre a Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina (no primeiro tomo abordava a evangeliza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina; e no terceiro, a Igreja na crise da independ\u00eancia), o Brasil ficava fora da investiga\u00e7\u00e3o. As diferen\u00e7as culturais e lingu\u00edsticas entre o Brasil e os demais pa\u00edses hispano-americanos mantiveram as investiga\u00e7\u00f5es sobre o Cristianismo no \u00e2mbito da implanta\u00e7\u00e3o da Igreja e por vias completamente paralelas at\u00e9 os anos 70. Em geral, as obras que foram sendo publicadas naquela d\u00e9cada, inclusive a <em>Historia de la Iglesia de la America espa\u00f1ola,<\/em> dos jesu\u00edtas Lopetegui, Zubillaga e Ega\u00f1a (1965-1966), eram circunscritas \u00e0 Am\u00e9rica hisp\u00e2nica. Por isso, a l\u00f3gica hermen\u00eautica ainda continuava sendo baseada nas hist\u00f3rias diocesanas regionais e na cronologia hisp\u00e2nica, como por exemplo, para o per\u00edodo colonial: de Fernando V a Felipe II (1508-1556); de Felipe II a Carlos II (1556-1700); e de Carlos II a Fernando VII (1700-1833). Muito embora, j\u00e1 come\u00e7assem a surgir tentativas de \u201cs\u00ednteses\u201d, como no caso de Ega\u00f1a (cujos t\u00edtulos eram: \u201cAcci\u00f3n santificadora de la Iglesia\u201d, \u201cAcci\u00f3n cultural de la Iglesia\u201d e \u201cAcci\u00f3n art\u00edstica de la Iglesia\u201d. Como se nota, o \u00e2mbito ainda continuava na Hist\u00f3ria da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enrique Dussel (1972) publicou a sua <em>Historia de la Iglesia en Am\u00e9rica latina<\/em>, introduzindo no subt\u00edtulo <em>Medio milenio de coloniaje y liberaci\u00f3n (1492-1992)<\/em>. Contudo, o Brasil era tratado apenas marginalmente e o protestantismo aparecia apenas nos ap\u00eandices V e VI. Todavia, Dussel e Hoornaert (1974), no Brasil, foram os primeiros a inserir em suas s\u00ednteses as quest\u00f5es levantadas pelo Conc\u00edlio Vaticano II e pela Confer\u00eancia de Medell\u00edn. Ambos influenciaram as pesquisas e publica\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o de Estudos de Hist\u00f3ria da Igreja na Am\u00e9rica Latina (CEHILA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de Kenneth Scott Latourette, com a <em>History of the expasion of Christianity<\/em> (1939 e 1943 para a Am\u00e9rica Latina), foi o historiador cubano Justo Gonz\u00e1lez, com a sua <em>Historia de las missiones<\/em> (1970) o primeiro a apresentar uma s\u00edntese sobre a difus\u00e3o do cristianismo e do protestantismo na Am\u00e9rica Latina. Para o Caribe, Justo apresentou, em 1969, uma hist\u00f3ria ecum\u00eanica do \u201cdesenvolvimento da cristandade\u201d, analisando, segundo as categorias de crescimento e relev\u00e2ncia da Igreja, a sua rela\u00e7\u00e3o com os problemas sociais e pol\u00edticos da Am\u00e9rica Latina. Neste sentido, tr\u00eas anos antes, Lloyd Mecham publicara <em>Church and state in Latin America. A history of politico-eclesiastical relations<\/em> (1966), que j\u00e1 considerava a presen\u00e7a protestante em suas an\u00e1lises.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, os grandes manuais como a <em>New Catholic Encyclopedia<\/em> (t. VIII, 1967) e o <em>Manual de Historia de la Iglesia,<\/em> de H. Jedin, que dedica v\u00e1rias sec\u00e7\u00f5es \u00e0 Am\u00e9rica Latina (1966-1979), incluem o Cristianismo na Am\u00e9rica, mas na sua rela\u00e7\u00e3o com a Igreja (com exce\u00e7\u00e3o da parte tratada por F. Zubillaga (1967-1979). No \u00e2mbito protestante, destaca-se o manual dirigido por Kurt Dietrisch Schmidt e Ernst Wolf, <em>Die Kirche in ihrer Geschichte<\/em>, que analisa o desenvolvimento do protestantismo juntamente com aquele do catolicismo, incluindo tamb\u00e9m uma sec\u00e7\u00e3o para o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 Periodiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A periodiza\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina se apresenta de dif\u00edcil determina\u00e7\u00e3o. Primeiro, porque a Hist\u00f3ria latino-americana n\u00e3o se enquadra na tradicional classifica\u00e7\u00e3o de antiga, m\u00e9dia, moderna e contempor\u00e2nea (apesar dos in\u00fameros inconvenientes que tal classifica\u00e7\u00e3o possa suscitar). Tampouco ajuda \u00e0 defini\u00e7\u00e3o dos per\u00edodos o artif\u00edcio de equival\u00eancia entre as culturas superiores americanas e a Hist\u00f3ria antiga, o per\u00edodo colonial e a idade m\u00e9dia, o per\u00edodo da ilustra\u00e7\u00e3o e o per\u00edodo do renascimento europeu, ou ainda o per\u00edodo das independ\u00eancias, da forma\u00e7\u00e3o dos estados nacionais e da penetra\u00e7\u00e3o do protestantismo no s\u00e9culo XIX e o per\u00edodo contempor\u00e2neo. Tais compara\u00e7\u00f5es n\u00e3o resistem a uma an\u00e1lise mais profunda dos respectivos contextos. O per\u00edodo colonial, que desde o s\u00e9culo XVI foi profundamente marcado pelo esp\u00edrito barroco e pelas resolu\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio de Trento, n\u00e3o pode ser equiparado ao medievo europeu. Da mesma forma, o fen\u00f4meno da expans\u00e3o do protestantismo n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 \u00e9poca da Reforma na Europa. Isto significa que n\u00e3o existem modelos pr\u00e9vios de periodiza\u00e7\u00e3o para a Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina. O que os pesquisadores t\u00eam proposto s\u00e3o tentativas, mais ou menos abrangentes, de uma periodiza\u00e7\u00e3o com base na cronologia da Hist\u00f3ria da Igreja Cat\u00f3lica na Am\u00e9rica Latina, al\u00e9m de separarem (com algumas exce\u00e7\u00f5es) os modelos referentes \u00e0 Am\u00e9rica de l\u00edngua hisp\u00e2nica e ao Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo de periodiza\u00e7\u00e3o, proposto por E. Dussel (1972), se articula como segue:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><em> A cristandade das \u00cdndias Ocidentais (1492-1808) <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.1. Primeira etapa. Os primeiros passos (1492-1519)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.2. Segunda etapa. <\/em><em>As miss\u00f5es de Nova Espanha e Peru (1519-1551) <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.3. Terceira etapa. A organiza\u00e7\u00e3o fortalecimento da Igreja (1551-1620) <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.4. Quarta etapa. Os conflitos entre a Igreja mission\u00e1ria e a civiliza\u00e7\u00e3o hisp\u00e2nica (1620-1700) <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.5. Quinta etapa. A decad\u00eancia borb\u00f4nica (1700-1808) <\/em><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><em> Agonia da Cristandade colonial (1808-1962) <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.1. Sexta etapa. <\/em><em>A crise das guerras da independ\u00eancia (1808-1825) <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.2. S\u00e9tima etapa. A crise se aprofunda (1825-1850) <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.3. Oitava etapa. A ruptura se produz! <\/em><em>(1850-1930) <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.4. Nona etapa. <\/em><em>Renascimento das elites latino-americanas, em um projeto de nova cristandade (1930-1962) <\/em><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><em> Aurora de uma nova \u00e9poca (a partir de 1962)<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.1. A crise latino-americana da liberta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.2. <\/em><em>Descri\u00e7\u00e3o dos acontecimentos recentes<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naturalmente, este modelo n\u00e3o se encaixa perfeitamente para o Brasil, que come\u00e7ou o seu movimento mission\u00e1rio bem mais tarde. Al\u00e9m disto, somente com a cria\u00e7\u00e3o do Arcebispado de Salvador da Bahia, em 1676, e com a ere\u00e7\u00e3o da \u00faltima diocese no per\u00edodo colonial, em 1745, Mariana (MG), \u00e9 que se pode considerar a organiza\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o da Igreja Brasileira. Por fim, tamb\u00e9m quanto ao Brasil, foi a dinastia dos Bragan\u00e7a que esteve no poder em Portugal de 1640 a 1810.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, E. Hoornaert, em <em>Para uma Hist\u00f3ria da Igreja no Brasil <\/em>(1973), prop\u00f5e outra periodiza\u00e7\u00e3o que leva em considera\u00e7\u00e3o a especificidade da hist\u00f3ria brasileira.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><em> A cristandade brasileira (1500-1808)<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.1. A Evangeliza\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.1.1. 1500-1614: Per\u00edodo transoce\u00e2nico ou das costas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.1.2. 1614-1700: Coloniza\u00e7\u00e3o do interior do pa\u00eds atrav\u00e9s das rotas fluviais<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.1.3. 1700-1750: Descobrimento das \u201cminas gerais\u201d (os ricos dep\u00f3sitos existentes no Estado federal do mesmo nome) e o come\u00e7o do \u201cGrande Brasil\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.1.4. 1750-1808: Rea\u00e7\u00e3o do pacto colonial de Portugal e do Brasil ante os novos fatos criados pela Paz de Utrecht (1713)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.2. A organiza\u00e7\u00e3o (ordens, episcopado, clero, seculares)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1.3. A vida cotidiana (clero, tipologia do catolicismo)<\/em><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><em> A Igreja e o novo Estado (1808-1930)<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.1. A emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e a Igreja<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.2. A forma\u00e7\u00e3o do novo Estado e da Igreja<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2.3. A reorganiza\u00e7\u00e3o da Igreja diante do Estado liberal e sua crise<\/em><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><em> Para uma Igreja Latino-americana (a partir de 1930)<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.1. O laicato e o problema social (1930-1962)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3.2. A Igreja do Vaticano II, do CELAM e da Liberta\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se pode notar, a periodiza\u00e7\u00e3o proposta por Hoornaert se adapta \u00e0 Hist\u00f3ria da Igreja Cat\u00f3lica no Brasil e, ao menos no momento da sua proposi\u00e7\u00e3o (1973), n\u00e3o considerava o tema dos protestantes no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 ainda outras tentativas, como a do historiador uruguaio Methol (1968). O seu modelo, que inclui a hist\u00f3ria brasileira, se articula sob tr\u00eas eixos:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><em> A cristandade ind\u00edgena (1492-1808)<\/em><\/li>\n<li><em> A primeira emancipa\u00e7\u00e3o e a anarquia da Igreja (1808-1831)<\/em><\/li>\n<li><em> A Igreja entre restaura\u00e7\u00e3o e seculariza\u00e7\u00e3o (1831-1962)<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora se tenham feito enormes avan\u00e7os nas pesquisas, no est\u00e1gio atual da periodiza\u00e7\u00e3o para a Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina, observa-se que ainda n\u00e3o se alcan\u00e7ou uma periodiza\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria plenamente satisfat\u00f3ria. Cada modelo apresenta vantagens e desvantagens. Com certeza, a supera\u00e7\u00e3o da biparti\u00e7\u00e3o hist\u00f3ria colonial e hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina e a aceita\u00e7\u00e3o por parte dos pesquisadores do princ\u00edpio de m\u00fatua rela\u00e7\u00e3o entre ambas j\u00e1 est\u00e1 levando a s\u00ednteses mais abrangentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma proposta, neste sentido, \u00e9 a do manual de Hans-J\u00fcrgen Prien, <em>La Historia del Cristianismo en Am\u00e9rica Latina<\/em> (1985), o qual articula a sua periodiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da seguinte maneira:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><em> Desenvolvimento do cristianismo latino-americano sob o signo do modelo de \u201ccristandade\u201d<\/em><\/li>\n<li><em> Crise da \u201ccristandade\u201d latino-americana na \u00e9poca o Iluminismo e a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/em><\/li>\n<li><em> Igreja e Sociedade entre a restaura\u00e7\u00e3o e a seculariza\u00e7\u00e3o. Questionamento e supress\u00e3o do modelo tradicional da \u201ccristandade\u201d latino-americana em virtude do liberalismo e do protestantismo<\/em><\/li>\n<li><em> O cristianismo na \u00e9poca do ecumenismo e da crise dos Estados Nacionais no conflito do desenvolvimento<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consequentemente, seja por qual periodiza\u00e7\u00e3o se opte (com as relativas vantagens e desvantagens), certamente n\u00e3o podemos entender as ra\u00edzes e as profundas mudan\u00e7as pelas quais passou o Cristianismo na Am\u00e9rica Latina e, especificamente no Brasil, se n\u00e3o considerarmos alguns fatores fundamentais, que por si mesmos j\u00e1 indicam um esbo\u00e7o de periodiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Enrique Dussel, os per\u00edodos hist\u00f3ricos podem ser considerados como momentos internos das \u00e9pocas, cujos limites seriam marcados pelas mudan\u00e7as dos blocos hist\u00f3ricos de poder. J\u00e1 Ondina E. Gonz\u00e1lez e Justo Gonz\u00e1lez no seu livro, <em>Cristianismo na Am\u00e9rica Latina. Uma hist\u00f3ria<\/em> (2010), incluem um per\u00edodo para o Catolicismo depois do Vaticano II e outro para o pentecostalismo e os movimentos aut\u00f3ctones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, poder\u00edamos pensar a Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina genericamente dividida da seguinte forma:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1<sup>a<\/sup>. \u00e9poca \u2013 <em>Da \u201cdescoberta\u201d at\u00e9 meados do s\u00e9culo XVI<\/em>. Abrangeria o tempo de implanta\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a hispano-lusitana, o processo de coloniza\u00e7\u00e3o e de expans\u00e3o mission\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2<sup>a<\/sup>. \u00e9poca &#8211; <em>Abrangeria o per\u00edodo temporal desde meados do s\u00e9culo XVI at\u00e9 1620<\/em>. Al\u00e9m de continuar com o processo anterior, esta \u00e9poca trataria da implanta\u00e7\u00e3o das estruturas da Igreja colonial e todas as formas de religiosidade crist\u00e3 na neste per\u00edodo colonial. Especialmente importante seria o Conc\u00edlio de Lima (1551), a funda\u00e7\u00e3o da Diocese da Bahia, a chegada dos jesu\u00edtas ao Brasil (1549). E, finalmente, a estrutura organizacional da Igreja colonial j\u00e1 formada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3<sup>a<\/sup>. \u00e9poca \u2013 <em>Iniciaria em 1620, estendendo-se at\u00e9 1700 (*1777)<\/em>. Seria o per\u00edodo do \u201cCristianismo Barroco\u201d, que se concluiria com a crise da sucess\u00e3o din\u00e1stica, com a substitui\u00e7\u00e3o dos Habsburgos pelos Bourbons, na Espanha. Este per\u00edodo seria marcado por uma reorganiza\u00e7\u00e3o da sociedade colonial, incluindo a Ilustra\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. No caso brasileiro, o eixo cronol\u00f3gico se estenderia at\u00e9 o final do per\u00edodo pombalino (*1777). As reformas pombalinas mudaram a configura\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social do Brasil, com os consequentes reflexos na vida eclesial do catolicismo brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4<sup>a<\/sup>. \u00e9poca \u2013 Abarcaria o per\u00edodo cronol\u00f3gico entre 1780 a 1914. Este longo per\u00edodo abrangeria o tempo de crise do per\u00edodo colonial (1807-1830), as guerras de emancipa\u00e7\u00e3o (1830-1880) e a reorganiza\u00e7\u00e3o dos estados nacionais na Am\u00e9rica Latina. Seria momento que ocorreria a definitiva cis\u00e3o entre um cristianismo marcado por uma Igreja de tipo patronal e a \u00e9poca da emancipa\u00e7\u00e3o da oligarquia criolla. No Brasil, a \u201cquest\u00e3o religiosa\u201d levar\u00e1 \u00e0 separa\u00e7\u00e3o entre Igreja e Estado, e \u00e0 \u201cromaniza\u00e7\u00e3o do catolicismo\u201d. Entre 1880 e 1914, ter\u00edamos o fen\u00f4meno do imperialismo, acompanhado pelo positivismo, e pela expans\u00e3o protestante. O Cristianismo ser\u00e1 marcado pela luta entre conservadores e velhos liberais em busca de uma nova ordem estatal. Chegam \u00e0 Am\u00e9rica Latina os ecos de um liberalismo \u201ctardio\u201d e do cientificismo. O estado liberal far\u00e1 o \u201cencameramento\u201d dos bens eclesi\u00e1sticos. O protestantismo ter\u00e1 um discurso muito semelhante ao catolicismo romanizado. Instala\u00e7\u00e3o das congrega\u00e7\u00f5es religiosas modernas e abertura de col\u00e9gios protestantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5<sup>a<\/sup>. \u00e9poca \u2013 De 1914 at\u00e9 o presente. Abrangeria o per\u00edodo entre as duas grandes guerras. Na Am\u00e9rica Latina, o cristianismo seria fortemente marcado pelos movimentos populistas. A Igreja Cat\u00f3lica abriria maior espa\u00e7o aos movimentos leigos e a inser\u00e7\u00e3o na vida civil. O protestantismo, por sua vez, propor\u00e1 um modelo de vida eclesial em que a Am\u00e9rica Latina ser\u00e1 considerada como territ\u00f3rio de evangeliza\u00e7\u00e3o, iniciando a sua expans\u00e3o. Foram importantes para esta penetra\u00e7\u00e3o os Congressos do Panam\u00e1 (1916), Montevid\u00e9u (1925) e Havana (1929). O Conc\u00edlio Vaticano II e os seus ecos, com as Confer\u00eancias de Medell\u00edn, Puebla e Santo Domingo. Ainda faz parte deste per\u00edodo a renova\u00e7\u00e3o do cristianismo com rela\u00e7\u00e3o aos projetos desenvolvimentistas dos estados (1955-1965); o choque com os governos ditatoriais e com a Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional (1965-1980); a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres, a crise provocada pela Teologia de Liberta\u00e7\u00e3o; e a participa\u00e7\u00e3o das igrejas nas v\u00e1rias vertentes das ideologias socialistas. Um \u00faltimo elemento muito importante para a Hist\u00f3ria do Cristianismo seria o desenvolvimento das m\u00faltiplas manifesta\u00e7\u00f5es do Cristianismo pentecostal\/evang\u00e9lico e os movimentos aut\u00f3ctones. O cristianismo \u201csincr\u00e9tico\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta tentativa de periodiza\u00e7\u00e3o exemplifica a complexidade e a abrang\u00eancia de uma Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Luiz Fernando Medeiros Rodrigues<\/em><em>, SJ. Unisinos, S\u00e3o Leopoldo (Brasil). Original em portugu\u00eas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>7 Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>DREHER, Martin N. A Igreja Latino-Americana no Contexto Mundial. <\/em><em>3<sup>a<\/sup>. Ed. S\u00e3o Leopoldo: Sinodal, 2007.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>DUSSEL, Enrique. <\/em><em>Historia de la Iglesia en Am\u00e9rica latina<\/em>. <em>Medio milenio de coloniaje y liberaci\u00f3n (1492-1992)<\/em>. 2\u00aa ed. Nova Terra: Barcelona, 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EGA\u00d1A, Antonio de. <em>Historia de la Iglesia en la Am\u00e9rica espa\u00f1ola desde el descubrimiento hasta comienzos del siglo XIX. Hemisferio Sur.<\/em> Madrid: BAC, 1966.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GONZ\u00c1LEZ, Justo L. <em>Historia de las missiones<\/em>. Bueno Aires: Methopress, 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GONZ\u00c1LEZ, Ondina E.- GONZ\u00c1LEZ, Justo. <em>Cristianismo na Am\u00e9rica Latina. Uma hist\u00f3ria<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora Vida Nova, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HOORNAERT, Eduardo. \u201cPara uma hist\u00f3ria da Igreja no Brasil\u201d. In: REB, mar. 33 (1973): 117-138.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HOUTART, Fran\u00e7ois. <em>La Iglesia latino-americana en la hora del concilio.<\/em> FERES: Fibourg\/Bogot\u00e1, 1963.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JEDIN, Hubert. <em>Manual de Historia de la Iglesia<\/em>. (Biblioteca Herder, 10 T.). Barcelona: Ed. Herder, 1966-1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LATOURETTE, Kenneth Scott. <em>A history of the expansion of cristianity. <\/em>vols. III,V. New York: Harper &amp; Bros, 1939, 1943.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LOPETEGUI, L\u00e9on-ZUBILLAGA, F\u00e9lix. <em>Historia de la Iglesia en la America espa\u00f1ola. Desde el descubrimiento hasta comienzos del siglo XIX. M\u00e9xico. Am\u00e9rica Centra. <\/em><em>Antillas<\/em>. (Biblioteca de Autores Cristianos). Madrid: BAC, 1965.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MECHAM, John Lloyd. <em>Church and State in Latin America<\/em>: <em>A History of<\/em>. <em>Politico<\/em>-Ecclesiastical <em>Relations<\/em>. 2 ed. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 1966.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">METHOL, Ferr\u00e9. Las \u00e9pocas. La Iglesia en la historia latino-americana. IN: V\u00edspera II, 6 (1968): 68-86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PRIEN, Hans-J\u00fcrgen. <em>La Historia del Cristianismo en America Latina<\/em>. S. Leopoldo\/Salamanca: Sinodal\/S\u00edgueme, 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHMIDT, Kurt Dietrisch-WOLF, Wolf, <em>Die Kirche in ihrer Geschichte. <\/em>G\u00f6ttingen: Vandenhoeck &amp; Ruprecht, 1967.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> E. Dussel foi sistematicamente desenvolvendo e acrescentando novos elementos ao seu trabalho original de 1992. Na edi\u00e7\u00e3o de 1992, encontra-se ainda um item a mais: <em>A Igreja, os regimes de seguran\u00e7a nacional e o processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o, de Sucre a Santo Domingo<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Sum\u00e1rio 1 Precisando conceitos 2 Especificidade do contexto Latino-americano 3 Hist\u00f3ria religiosa e as m\u00faltiplas formas de Cristianismo 4 Nova categoria hermen\u00eautica 5 Historiografia precursora 6 Periodiza\u00e7\u00e3o 7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 Precisando conceitos Falar em Hist\u00f3ria do Cristianismo na Am\u00e9rica Latina implica, antes de tudo, precisar alguns conceitos b\u00e1sicos: o que se entende por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-1505","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-da-teologia-e-do-cristianismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1505"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1505\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1506,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1505\/revisions\/1506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}