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{"id":1501,"date":"2017-12-25T11:43:49","date_gmt":"2017-12-25T13:43:49","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1501"},"modified":"2022-04-27T10:52:39","modified_gmt":"2022-04-27T13:52:39","slug":"trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1501","title":{"rendered":"Trabalho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Defini\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 O contexto do mundo do trabalho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Doutrina Social da Igreja<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Sistematiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho \u00e9 o \u00e2mbito da exist\u00eancia em que a pessoa se depara com todos os aspectos que marcam sua identidade como indiv\u00edduo e como ser social. O verbo <em>trabalhar<\/em> vem do latim <em>tripaliare<\/em> (torturar), derivado de <em>tripalium,<\/em> uma esp\u00e9cie de instrumento de tortura composto de <em>tres<\/em> e <em>palus.<\/em> Em quase todos os idiomas, se utiliza esse verbo para expressar ideia de fadiga. O conceito alem\u00e3o <em>arbeit<\/em> se usa com um significado equivalente. No idioma portugu\u00eas e no espanhol, \u00e9 derivado de <em>tripalium<\/em>, assim como <em>travailler<\/em>, em franc\u00eas significou \u201csofrer\u201d pelo menos at\u00e9 o s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hist\u00f3ria do Ocidente, o sentido do trabalho sofre muta\u00e7\u00f5es segundo os contextos hist\u00f3ricos (cf. MERCURE e SPURK, 2005). Na civiliza\u00e7\u00e3o greco-romana, estruturada sobre o modo de produ\u00e7\u00e3o escravista, o trabalho n\u00e3o era um elemento da vida boa. Em <em>Hist\u00f3rias<\/em>, Her\u00f3doto registra que os trabalhos manuais (<em>cheirotecnai)<\/em> eram rejeitados pelos homens livres. Fil\u00f3sofos como Plat\u00e3o ensinavam que tanto os <em>cheirotecnai <\/em>como o trabalho artesanal (<em>banausia)<\/em> eram atividades inferiores. C\u00edcero classificava o trabalho manual no n\u00edvel mais baixo da hierarquia dos valores. O trabalho para a sobreviv\u00eancia era identificado \u00e0 palavra <em>neg\u00f3cio<\/em>, literalmente, \u201cnega\u00e7\u00e3o do \u00f3cio\u201d. O <em>\u00f3cio<\/em> era a forma nobre de ocupar o tempo com a arte do governo da p\u00f3lis (pol\u00edtica) e com a filosofia (contempla\u00e7\u00e3o das ideias). As atividades relacionadas com a sobreviv\u00eancia material ficavam a cargo dos servos, escravos e camponeses, pessoas de <em>segunda categoria<\/em> (ARENAS POSADAS, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Cristianismo inaugura uma lenta e progressiva mudan\u00e7a de perspectiva. Nela, os monges tiveram influ\u00eancia inquestion\u00e1vel. S\u00e3o Bas\u00edlio (330-379) ensinava que \u201csobram palavras para mostrar os males da ociosidade, como ensina o Ap\u00f3stolo: \u2018Aquele que n\u00e3o trabalha que n\u00e3o coma\u2019 (2Tes 3,10). Do mesmo modo que cada um tem necessidade do alimento, assim tamb\u00e9m deve trabalhar segundo suas for\u00e7as\u201d (BAS\u00cdLIO, 1857-1866, p.37).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os monges n\u00e3o estavam submetidos a crit\u00e9rios econ\u00f4micos, mas \u00e0 espiritualidade. Isso explica sua preocupa\u00e7\u00e3o com as distra\u00e7\u00f5es da vida contemplativa: \u201cOcupa-te em algum trabalho, de modo que o diabo te encontre sempre com as m\u00e3os na obra\u201d, exortava S\u00e3o Jer\u00f4nimo (347-420). A senten\u00e7a <em>ora et labora,<\/em> da <em>Regra<\/em> de S\u00e3o Bento (s\u00e9culo VI), \u00e9 origem da moderna \u00e9tica do trabalho. A regra sobre o trabalho manual &#8211; <em>De opere manuum Quotidiano &#8211; <\/em>instrui que a ociosidade \u00e9 inimiga da alma; por isso, em determinados tempos, os monges ocupem-se dele. Os monges que se ocupavam em fazer cestas para romp\u00ea-las em seguida e refaz\u00ea-las tinham como fim \u201cjuntar tesouros no c\u00e9u\u201d (Mt 6,20). O trabalho era motivado pela caridade. A preocupa\u00e7\u00e3o em garantir o sustento estava acompanhada pelo socorro aos necessitados (JACCARD, 1971).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santo Agostinho (354-430) aprofunda esta vincula\u00e7\u00e3o entre trabalho, ora\u00e7\u00e3o e caridade. Em seu estado original, o trabalho era agrad\u00e1vel ao corpo e \u00e0 mente, um livre exerc\u00edcio da raz\u00e3o e uma forma de louvar a Deus. O cansa\u00e7o \u00e9 uma consequ\u00eancia da finitude humana e uma recorda\u00e7\u00e3o da primitiva infidelidade. Seu extremo \u00e9 a ociosidade. Monges de Cartago defendiam a ren\u00fancia ao trabalho manual para dedicar-se totalmente \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o. Em resposta, Agostinho escreveu o livro <em>De Opere monachorum<\/em>. A raz\u00e3o fundamental para o trabalho, sem d\u00favida, \u00e9 a edifica\u00e7\u00e3o da cidade de <em>Deus, concretizando o conceito crist\u00e3o de charitas <\/em>na hist\u00f3ria da humanidade. O trabalho e os bens materiais bem ordenados ajudam a edificar a <em>cidade de Deus \u2013 n\u00facleo da inten\u00e7\u00e3o bem ordenada<\/em><a name=\"_Toc371177194\"><\/a> (AGOSTINHO, <em>Cidade de Deus<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tradi\u00e7\u00e3o escol\u00e1stico-tomista acentuou novos sentidos ao trabalho. Na <em>Suma Teol\u00f3gica<\/em>, de Tom\u00e1s de Aquino (1225-1274), o trabalho \u00e9 abordado a partir do princ\u00edpio universal da preserva\u00e7\u00e3o da vida. A necessidade de sobreviv\u00eancia \u00e9 sua primeira raz\u00e3o. O trabalho pertence \u00e0 ordem da mat\u00e9ria e n\u00e3o se deve buscar mais do que o sustento. Outro crit\u00e9rio \u00e9 o da <em>utilidade comum<\/em>. O valor de uma coisa depende da sua utilidade para a comunidade (ST II-II q.179-189).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na modernidade ocorre uma mudan\u00e7a radical no conceito de trabalho (D\u00cdEZ, 2001). Abandona-se o sentido religioso em favor de fins primordialmente materiais. A revolu\u00e7\u00e3o industrial ir\u00e1 solidificar este processo de mudan\u00e7a. John Locke, um dos pais da <em>economia pol\u00edtica do liberalismo<\/em>, v\u00ea no trabalho a origem da propriedade privada (LOCKE, 1990). Adam Smith, fundador da moderna ci\u00eancia econ\u00f4mica, v\u00ea no trabalho a principal <em>origem da riqueza das na\u00e7\u00f5es<\/em> (SMITH, 1996). Com a consolida\u00e7\u00e3o do capitalismo, o trabalho na ind\u00fastria e a rela\u00e7\u00e3o salarial passam a definir todas as demais rela\u00e7\u00f5es sociais (PARIAS, 1965). O processo de <em>proletariza\u00e7\u00e3o<\/em> \u00e9 um acontecimento nuclear da consolida\u00e7\u00e3o da modernidade ocidental. Na economia de mercado, o valor dos bens \u00e9 estabelecido pela <em>lei da oferta e da procura<\/em>. O sal\u00e1rio \u00e9 o pre\u00e7o da mercadoria trabalho (POLANYI, 2000). O indiv\u00edduo configura sua personalidade atrav\u00e9s do trabalho. Os \u201cmelhores\u201d trabalhos s\u00e3o os mais bem remunerados e prestigiados. Max Weber (1864-1920), ao investigar as origens do racionalismo ocidental do Capitalismo, conclui que a espiritualidade do trabalho da Reforma Protestante impulsionou uma \u00e9tica profissional (WEBER, 2004). A teoria da <em>predestina\u00e7\u00e3o individual<\/em> do calvinismo ampliou o conceito de <em>voca\u00e7\u00e3o<\/em> a todas as profiss\u00f5es honestas. O homem deve agradar a Deus com seu trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Karl Marx, o trabalho \u00e9, primeiramente, uma categoria antropol\u00f3gica, pois se trata de uma atividade essencial da natureza humana. O progresso econ\u00f4mico e cultural acontece em torno do aperfei\u00e7oamento dos meios de trabalho (MARX, 2013). O trabalho livre \u00e9 a ess\u00eancia do homem e o motor da hist\u00f3ria das civiliza\u00e7\u00f5es. A hist\u00f3ria universal \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do homem pelo trabalho (cf. MARX, 2007). Contudo, a economia pol\u00edtica o conduziu ao processo de degrada\u00e7\u00e3o traduzido pelo conceito de\u00a0<em>aliena\u00e7\u00e3o<\/em>. O trabalhador foi convertido em uma besta de trabalho, cujas exig\u00eancias s\u00e3o reduzidas a necessidades f\u00edsicas essenciais dos animais (MARX, 2004). O mecanismo da mais-valia e a propriedade privada reduziram o trabalhador a esta condi\u00e7\u00e3o (MARX, 2013). O trabalho alienado representa uma verdadeira mutila\u00e7\u00e3o da humanidade e uma nova forma de escravid\u00e3o (cf. MARX, 2004). Aqui est\u00e1 a origem do conflito entre trabalho e capital, a luta de classes (cf. MARX, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>2 Mundo do trabalho em contexto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desemprego e precariedade, capitalismo neoliberal globalizado e economia financeirizada, novas tecnologias e competitividade s\u00e3o conceitos que trazem nova maneira de compreender o trabalho. A converg\u00eancia entre desenvolvimento tecnol\u00f3gico e informa\u00e7\u00e3o produziu uma muta\u00e7\u00e3o profunda. As tecnologias <em>\u00a0<\/em>ajustam o ser humano ao mercado e o trabalhador \u00e0s m\u00e1quinas. O trabalho no ch\u00e3o da f\u00e1brica perde espa\u00e7o para o trabalho <em>imaterial,<\/em> aquele que cria bens como o conhecimento, a informa\u00e7\u00e3o, o design, a imagem, emo\u00e7\u00f5es e ideias (G\u00d3RZ, 2005). As novas tecnologias refor\u00e7aram a capacidade de expans\u00e3o do sistema financeiro. Enquanto a parte do capital aplicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os diminui, aumenta o valor do capital aplicado \u00e0s finan\u00e7as. Empregos desaparecem na mesma velocidade do crescimento das finan\u00e7as. O estatuto do trabalhador \u00e9 substitu\u00eddo por contratos tempor\u00e1rios (CASTEL, 1998). As pol\u00edticas de terceiriza\u00e7\u00e3o eliminam os direitos garantidos em lei. Os sindicatos perdem capacidade de negocia\u00e7\u00e3o. A classe trabalhadora tem um perfil mais heterog\u00eaneo, fragmentado e empobrecido. O trabalho em regime de escravid\u00e3o \u00e9 uma realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crescimento populacional inunda o mercado de trabalho com milh\u00f5es de pessoas; o agroneg\u00f3cio expulsa os pequenos agricultores para as cidades, convertendo-os em reserva de m\u00e3o de obra barata. Conflitos religiosos, pol\u00edticos e econ\u00f4micos e desastres ambientais for\u00e7am milhares de pessoas a se deslocarem em busca de sobreviv\u00eancia, ficando expostas a uma situa\u00e7\u00e3o de fragilidade que pode conduzi-las para a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discrimina\u00e7\u00e3o racial e de g\u00eanero \u00e9 outra das caracter\u00edsticas do mundo do trabalho. Negros e mulheres ganham proporcionalmente menos que homens brancos. O desemprego atinge de forma mais intensa a popula\u00e7\u00e3o negra. As mulheres negras s\u00e3o duplamente discriminadas, pela ra\u00e7a e sexo. A mulher vem ocupando espa\u00e7os no mercado. Entretanto, essa incorpora\u00e7\u00e3o tem sido desigual em rela\u00e7\u00e3o ao homem. Os contratos costumam ser de curta dura\u00e7\u00e3o e os sal\u00e1rios inferiores. Muitas mulheres t\u00eam dupla jornada, ou seja, realizam o trabalho dom\u00e9stico e na empresa. Mant\u00e9m-se a divis\u00e3o sexual do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>3 Doutrina social da Igreja<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>a) Rerum novarum<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto de partida da consci\u00eancia eclesial sobre a explora\u00e7\u00e3o do trabalhador imposta pelo capitalismo \u00e9 a enc\u00edclica <em>Rerum novarum <\/em>(<em>RN<\/em>) de Le\u00e3o XIII (1878-1903). A condi\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios foi a raz\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o da primeira enc\u00edclica social da DSI (GASDA, 2011). Os oper\u00e1rios foram jogados em uma situa\u00e7\u00e3o de infort\u00fanio e de mis\u00e9ria imerecida e terr\u00edvel (<em>RN<\/em> n.1). A ideia do trabalho como mercadoria \u00e9 rejeitada pela Igreja: \u201c\u00c9 vergonhoso e desumano usar dos homens como de vis instrumentos de lucro, e n\u00e3o os estimar sen\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o do vigor dos seus bra\u00e7os\u201d <em>(RN<\/em> n.10). O trabalho \u00e9 um direito natural, \u00e9 pessoal e necess\u00e1rio (<em>RN<\/em> n.32) e ao trabalhador correspondem os frutos do seu trabalho, ou seja, d\u00e1 o direito de propriedade (<em>RN<\/em> n.3, 33). Pio XI, em 1931, faz eco dessas palavras: \u201cO trabalho n\u00e3o \u00e9 um simples produto comercial, mas deve reconhecer-se nele a dignidade humana do oper\u00e1rio, e n\u00e3o pode permutar-se como qualquer mercadoria\u201d (Quadragesimo anno n.5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>b) Conc\u00edlio Vaticano II<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O elemento teol\u00f3gico do trabalho humano \u00e9 destacado no Conc\u00edlio Vaticano II. Todo trabalho realizado para conseguir melhores condi\u00e7\u00f5es de vida contribui de alguma forma na constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. A pergunta sobre o sentido da atividade humana (<em>GS<\/em> n.33) tamb\u00e9m \u00e9 dirigida ao trabalho: \u201cA atividade humana individual e coletiva, aquele imenso esfor\u00e7o com que os homens, no decurso dos s\u00e9culos, tentaram melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida, corresponde \u00e0 vontade de Deus\u201d (<em>GS<\/em> n.34). O trabalho pode ser uma coparticipa\u00e7\u00e3o na obra da Cria\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os homens e as mulheres que, ao ganhar o sustento para si e suas fam\u00edlias, de tal modo exercem a pr\u00f3pria atividade que prestam conveniente servi\u00e7o \u00e0 sociedade, com raz\u00e3o podem considerar que prolongam com o seu trabalho a obra do Criador, ajudam os seus irm\u00e3os e d\u00e3o uma contribui\u00e7\u00e3o pessoal para a realiza\u00e7\u00e3o dos des\u00edgnios de Deus na hist\u00f3ria (<em>GS<\/em> n.34).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 apontado o crescimento pessoal como um aspecto importante: \u201cQuando age, o homem n\u00e3o transforma apenas as coisas e a sociedade, mas realiza-se a si mesmo (&#8230;). Este desenvolvimento, bem compreendido, vale mais do que os bens externos que se possam conseguir\u201d (<em>GS<\/em> n.35). \u00c0 luz da Revela\u00e7\u00e3o, o valor do trabalho \u00e9 esclarecido plenamente em Cristo: \u201coferecendo a Deus o seu trabalho, o homem se associa \u00e0 obra redentora de Cristo, o qual conferiu ao trabalho uma dignidade sublime, trabalhando com as suas pr\u00f3prias m\u00e3os em Nazar\u00e9&#8221; (<em>GS<\/em> n.67). O trabalho \u00e9 um esfor\u00e7o temporal que interessa em grande medida ao Reino de Deus\u201d (<em>GS<\/em> n.39).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vida socioecon\u00f4mica (<em>GS<\/em> n.63-72), o trabalho \u00e9 enquadrado no \u00e2mbito do princ\u00edpio da dignidade humana: \u201co homem \u00e9 o autor, o centro e o fim da vida socioecon\u00f4mica\u201d (<em>GS<\/em> n.63). Portanto, o trabalho \u00e9 muito superior aos outros elementos da economia, uma vez que estes n\u00e3o t\u00eam outra fun\u00e7\u00e3o que a de instrumentos (<em>GS<\/em> n.67). N\u00e3o h\u00e1 trabalho sem descanso. O esfor\u00e7o respons\u00e1vel e \u00e1rduo dedicado ao trabalho deve ser seguido por \u201ctempo de repouso e descanso que permita cultivar a vida familiar, cultural e religiosa. Ainda mais, que seja capaz de desenvolver livremente energia e qualidades, que no trabalho profissional apenas \u00e9 poss\u00edvel preservar\u201d (<em>GS<\/em> n.67).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>c) Laborem exercens<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A enc\u00edclica <em>Laborem exercens<\/em> (1981), de Jo\u00e3o Paulo II, \u00e9 o texto mais importante da DSI neste tema. Nela, \u201ca quest\u00e3o dos oper\u00e1rios deixou de ser um<em> problema de classe,<\/em> e deve ser tomado em considera\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito mundial das desigualdades e das injusti\u00e7as\u201d (<em>LE<\/em> n.2). O documento identifica a quest\u00e3o antropol\u00f3gica que est\u00e1 origem dos conflitos sociais. Trata-se de uma invers\u00e3o na ordem dos conceitos, isto \u00e9, a primazia do \u201ccapital\u201d sobre o \u201ctrabalho\u201d que resulta na aliena\u00e7\u00e3o da pessoa (GASDA, 2011b). O capital transformou o trabalho em instrumento de acumula\u00e7\u00e3o material (cf. <em>LE<\/em> n.13). \u00c9 frente a esta invers\u00e3o, que provoca a explora\u00e7\u00e3o, a escravid\u00e3o e a aliena\u00e7\u00e3o que o primado do trabalho sobre o capital deve ser reafirmado (<em>LE<\/em> n.11). O valor primordial do trabalho est\u00e1 vinculado ao fato que quem o executa \u00e9 uma pessoa criada \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus (<em>LE<\/em> n.4). \u201cAntes de tudo o trabalho \u00e9 <em>para o homem<\/em> e n\u00e3o o homem <em>para o trabalho<\/em>\u201d (<em>LE<\/em> n.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta ess\u00eancia do trabalho emergem seu <em>sentido objetivo<\/em> e o seu <em>sentido subjetivo<\/em>. O\u00a0<em>sentido objetivo <\/em>refere-se ao conjunto de atividades, recursos, instrumentos, t\u00e9cnicas, formas de gest\u00e3o e tecnologias. S\u00e3o fatores contingentes que variam nas suas modalidades com a mudan\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, culturais, sociais e pol\u00edticas (LE n.5). Em <em>sentido subjetivo<\/em>, \u00e9 o agir humano enquanto leva a cabo as a\u00e7\u00f5es que pertencem ao processo do trabalho e correspondem \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o. O trabalho procede das pessoas criadas \u00e0 <em>imagem e semelhan\u00e7a de Deus, <\/em>chamadas a prolongar, ajudando-se mutuamente, a obra da Cria\u00e7\u00e3o (<em>LE<\/em> n.6). A <em>subjetividade<\/em> impede considerar o trabalho como simples mercadoria. O trabalho \u00e9 superior a todo e qualquer outro elemento da economia (<em>LE<\/em> n.10). Este princ\u00edpio vale, em particular, no que tange ao capital (LE n.12). Tamb\u00e9m o capital \u00e9 fruto do trabalho. Trata-se da \u201ctradu\u00e7\u00e3o, em termos econ\u00f4micos, do princ\u00edpio \u00e9tico do primado das pessoas sobre as coisas\u201d (LE n.12). A propriedade dos meios de produ\u00e7\u00e3o deve estar a servi\u00e7o do trabalho (LE n.14). A <em>Laborem exercens<\/em> insere os direitos trabalhistas no conjunto dos Direitos Humanos (LE n.16). Tais direitos se baseiam na natureza humana. Os sindicatos e as organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores s\u00e3o expoentes da luta pela justi\u00e7a social (LE n.20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>sentido subjetivo<\/em> do trabalho revela a dimens\u00e3o espiritual da pessoa humana, sua abertura \u00e0 transcend\u00eancia, ou seja, a espiritualidade do trabalho. Jo\u00e3o Paulo II recupera os elementos teol\u00f3gicos desenvolvidos principalmente na <em>GS<\/em> em forma de s\u00edntese, nos quatro \u00faltimos par\u00e1grafos da enc\u00edclica (cf. <em>LE<\/em> n.25-27): o homem, criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, participa de sua obra criadora; tem em Cristo, o homem do trabalho e anunciador do Reino, seu ponto de refer\u00eancia. O mundo do trabalho \u00e9 um lugar imprescind\u00edvel para assumir este compromisso com a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade \u00e0 luz do Reino (cf. <em>LE<\/em> n.27). Considerar o trabalho unicamente em seu sentido econ\u00f4mico \u00e9 mutil\u00e1-lo em sua ess\u00eancia e reduzi-lo a uma tarefa mec\u00e2nica. Deve-se pensar um trabalho que liberte as potencialidades para o cuidado e cultivo da Cria\u00e7\u00e3o (Gn 2, 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>d) Bento XVI e o trabalho decente<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bento XVI, em sintonia com a OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), insere os direitos trabalhistas no marco dos direitos humanos. Atualmente o Programa Trabalho Decente \u00e9 o ponto de converg\u00eancia das propostas e conven\u00e7\u00f5es da OIT. A qualidade do emprego \u00e9 t\u00e3o importante quanto a quantidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bento XVI explica a palavra <em>dec\u00eancia<\/em> ao trabalho:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Significa um trabalho que, em cada sociedade, seja a express\u00e3o da dignidade essencial de todo o homem e mulher: um trabalho escolhido livremente, que associe eficazmente os trabalhadores, homens e mulheres, ao desenvolvimento da sua comunidade; um trabalho que, deste modo, permita aos trabalhadores serem respeitados sem qualquer discrimina\u00e7\u00e3o; um trabalho que consinta satisfazer as necessidades das fam\u00edlias e dar a escolaridade aos filhos, sem que estes sejam constrangidos a trabalhar; um trabalho que permita aos trabalhadores organizarem-se livremente e fazerem ouvir a sua voz; um trabalho que deixe espa\u00e7o suficiente para reencontrar as pr\u00f3prias ra\u00edzes a n\u00edvel pessoal familiar e espiritual; um trabalho que assegure aos trabalhadores aposentados uma condi\u00e7\u00e3o decorosa (<em>CV<\/em> n.63).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito inclui todas as pessoas que vivem do seu trabalho. Por princ\u00edpio, todo trabalho humano deveria ser <em>decente,<\/em> gerador de valores relacionais, \u00e9ticos e espirituais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A implementa\u00e7\u00e3o do Programa Trabalho Decente depende da articula\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios trabalhadores. A Igreja expressa seu apoio ao movimento sindical (<em>RN<\/em> n.34.39-40; <em>GS<\/em> n.68; CDSI, n.305-309). Os sindicatos enfrentam o desafio de redefinir-se diante das reconfigura\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho (ANTUNES, 2005; GORZ, 1982). Bento XVI reconhece que \u201co conjunto de mudan\u00e7as sociais e econ\u00f4micas cria grandes dificuldades para as organiza\u00e7\u00f5es sindicais no cumprimento de seu papel de representar os interesses dos trabalhadores\u201d (<em>CV<\/em> n.25). Embora o movimento sindical lute pelos interesses da categoria, n\u00e3o pode ignorar os problemas de toda a sociedade (SANTANA e RAMALHO, 2003): \u201ca sociedade civil \u00e9, de fato, o lugar mais apropriado para uma a\u00e7\u00e3o em defesa do trabalho, especialmente em favor dos trabalhadores explorados e sem representatividade, cuja amarga condi\u00e7\u00e3o passa despercebida aos olhos distra\u00eddos da sociedade\u201d (<em>CV<\/em> n.64).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>e) Papa Francisco<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Papa Francisco, na <em>Laudato si<\/em> (<em>LS<\/em>), articula a <em>ecologia integral<\/em> ao <em>trabalho decente, \u00e0 sustentabilidade <\/em>e \u00e0 <em>justi\u00e7a social<\/em>: \u201cuma <em>ecologia integral<\/em> exige que se leve em conta o valor subjetivo do trabalho aliado ao esfor\u00e7o de se prover acesso ao trabalho est\u00e1vel e digno para todos\u201d (<em>LS<\/em> n.191).\u00a0A ecologia integral envolve dois aspectos: a dignidade do trabalhador e o cuidado com o meio ambiente.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>trabalho sustent\u00e1vel<\/em> passa por garantir acesso universal ao <em>trabalho decente<\/em> e ao fomento da sa\u00fade. Prover cada ser humano de educa\u00e7\u00e3o e de recursos para assegurar uma condi\u00e7\u00e3o de trabalho seguro. Incluir os vulner\u00e1veis habilitando-os a desenvolverem suas capacidades. Para se conseguir continuar a dar emprego, \u00e9 indispens\u00e1vel promover uma economia que favore\u00e7a a diversifica\u00e7\u00e3o produtiva e a criatividade empresarial (<em>LS<\/em> n.129).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho sustent\u00e1vel implica o cuidado com o meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da rela\u00e7\u00e3o entre natureza, trabalho e capital depende o futuro da esp\u00e9cie humana. O mundo do trabalho \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o da crise ambiental.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em qualquer abordagem de ecologia integral que n\u00e3o exclua o ser humano, \u00e9 indispens\u00e1vel incluir o valor do trabalho. Na narra\u00e7\u00e3o b\u00edblica da cria\u00e7\u00e3o, Deus colocou o ser humano no jardim rec\u00e9m-criado (cf. Gn 2, 15), n\u00e3o s\u00f3 para cuidar do existente (guardar), mas tamb\u00e9m para trabalhar nele a fim de que produzisse frutos (cultivar) (<em>LS<\/em> n.124).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Papa Francisco tem sido enf\u00e1tico na defesa dos trabalhadores: \u201cTerra, teto e trabalho \u2013 isso pelo que voc\u00eas lutam \u2013 s\u00e3o direitos sagrados. Reivindicar isso \u00e9 a Doutrina Social da Igreja&#8230; N\u00e3o existe pior pobreza material do que a que n\u00e3o permite ganhar o p\u00e3o e priva da dignidade do trabalho\u201d (Encontro Mundial de Movimentos Populares, Roma, 2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo do trabalho foi abordado nas Confer\u00eancias do CELAM (Conselho Episcopal Latino-americano). Reunidos em Medell\u00edn, os bispos dirigiram-se<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">a todos aqueles que, com o esfor\u00e7o di\u00e1rio, v\u00e3o criando os bens e servi\u00e7os que permitem a exist\u00eancia e o desenvolvimento da vida humana. Pensamos muito especialmente nos milh\u00f5es de homens e mulheres latino-americanos que constituem o setor campon\u00eas e oper\u00e1rio. Eles, na sua maioria, sofrem, esperam e se esfor\u00e7am por uma mudan\u00e7a que humanize e dignifique seu trabalho. Sem desconhecer a totalidade do significado humano do trabalho, aqui o consideramos como estrutura intermedi\u00e1ria, enquanto constitui a fun\u00e7\u00e3o que d\u00e1 origem \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o profissional no campo da produ\u00e7\u00e3o (Doc. Justi\u00e7a).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Santo Domingo, o tema foi tratado de forma mais sistem\u00e1tica no item n.2.2.5 &#8211; Trabalho). Uma das realidades que mais preocupa a Igreja em sua a\u00e7\u00e3o pastoral<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00e9 o mundo do trabalho, por sua significa\u00e7\u00e3o humanizadora e salv\u00edfica, que tem sua origem na voca\u00e7\u00e3o cocriadora do homem como \u201cfilho de Deus\u201d (Gn 1,26) e que foi resgatado e elevado por Jesus, trabalhador e \u201cfilho de carpinteiro\u201d (Mt 13,55 e Mc 6,3). A Igreja, como deposit\u00e1ria e servidora da mensagem de Jesus, v\u00ea o homem como sujeito que dignifica o trabalho realizando-se a si mesmo e aperfei\u00e7oando a obra de Deus, para fazer dela um louvor ao Criador e um servi\u00e7o aos irm\u00e3os (Santo Domingo n.182).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo do trabalho \u00e9 campo pastoral, por isso<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">alerta-se para uma deteriora\u00e7\u00e3o em suas condi\u00e7\u00f5es de vida e no respeito aos seus direitos; um escasso ou nulo cumprimento de normas estabelecidas para os setores mais d\u00e9beis; uma perda de autonomia por parte das organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores devido a depend\u00eancias ou autodepend\u00eancias de diversos g\u00eaneros; abuso do capital que desconhece ou nega a primazia do trabalho; poucas ou nulas oportunidades de trabalho para os jovens. Alerta-se para a alarmante falta de trabalho ou desemprego com toda a inseguran\u00e7a econ\u00f4mica e social que isso implica (Santo Domingo n.183).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante desta dura realidade, a defesa intransigente dos direitos do trabalho imp\u00f5e-se como o desafio mais importante: \u201cOs direitos do trabalhador s\u00e3o um patrim\u00f4nio moral da sociedade que deve ser tutelado por uma adequada legisla\u00e7\u00e3o social e sua necess\u00e1ria inst\u00e2ncia judicial, que assegure a continuidade confi\u00e1vel nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d (Santo Domingo n.184)<strong>.<\/strong> S\u00e3o propostas tr\u00eas linhas pastorais: impulsionar e sustentar uma pastoral do trabalho em todas as nossas dioceses, a fim de promover e defender o valor humano do trabalho; apoiar as organiza\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias dos homens do trabalho para a defesa de seus leg\u00edtimos direitos, em especial de um sal\u00e1rio suficiente e de uma justa prote\u00e7\u00e3o social para a velhice, a doen\u00e7a e o desemprego; favorecer a forma\u00e7\u00e3o de trabalhadores, empres\u00e1rios e gover\u00adnantes em seus direitos e em seus deveres, e propiciar espa\u00e7os de encontro e m\u00fatua colabora\u00e7\u00e3o (Santo Domingo n.185).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Aparecida, os bispos estimularam os empres\u00e1rios, os agentes econ\u00f4micos da gest\u00e3o produtiva e comercial, tanto da ordem privada quanto comunit\u00e1ria, a serem criadores de riqueza em nossas na\u00e7\u00f5es, quando se esfor\u00e7am em gerar emprego digno. Igualmente, estimularam \u201cos que n\u00e3o investem seu capital em a\u00e7\u00e3o especulativa, mas em criar fontes de trabalho, preocupando-se com os trabalhadores, considerando-os \u2018a eles e a suas fam\u00edlias\u2019\u201d (DAp n.404). Um dos maiores desafios consiste em<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">formar na \u00e9tica crist\u00e3 que estabelece como desafio a conquista do bem comum a cria\u00e7\u00e3o de oportunidades para todos, a luta contra a corrup\u00e7\u00e3o, a vig\u00eancia dos direitos do trabalho e sindicais; \u00e9 necess\u00e1rio colocar como prioridade a cria\u00e7\u00e3o de oportunidades econ\u00f4micas para setores da popula\u00e7\u00e3o tradicionalmente marginalizados, como as mulheres e os jovens, a partir do reconhecimento de sua dignidade. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio trabalhar por uma cultura da responsabilidade em todo n\u00edvel que envolva pessoas, empresas, governos e o pr\u00f3prio sistema internacional (DAp n.406).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram indicadas duas linhas de a\u00e7\u00e3o voltadas para categorias sociais que mais sofrem no mundo do trabalho, os jovens e as mulheres: \u00e9 imperativa a capacita\u00e7\u00e3o dos jovens para que tenham oportunidades no mundo do trabalho e evitar que caiam na droga e na viol\u00eancia (DAp n.446); promover o di\u00e1logo com autoridade para a elabora\u00e7\u00e3o de programas, leis e pol\u00edticas p\u00fablicas que permitam harmonizar a vida de trabalho da mulher com seus deveres de m\u00e3e de fam\u00edlia (DAp n.458). Em Aparecida, levantou-se um desafio in\u00e9dito: \u201ca forma\u00e7\u00e3o de pensadores e formadores opini\u00e3o no mundo do trabalho, dirigentes sindicais, cooperativos e comunit\u00e1rios\u201d (DAp n.492).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>5 Sistematiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A complexidade do mundo do trabalho envolve a antropologia, a pol\u00edtica, o direito, a cultura, a economia e a filosofia. A rela\u00e7\u00e3o do ser humano com Deus \u00e9 a perspectiva do pensamento teol\u00f3gico sobre o trabalho. Qualquer reflex\u00e3o sobre o trabalho deve ter como refer\u00eancia o princ\u00edpio da dignidade humana. Cada pessoa, independentemente da idade, condi\u00e7\u00e3o ou capacidade, \u00e9 uma imagem de Deus e, portanto, dotada de um valor irredut\u00edvel. Cada pessoa \u00e9 um fim em si, nunca um instrumento valorizado pela sua utilidade<em>. <\/em>O reconhecimento desta dignidade \u00e9 o primeiro crit\u00e9rio para avaliar modelos econ\u00f4micos e a organiza\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o do trabalho. Seu estatuto est\u00e1 consolidado na Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos da ONU.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho humano \u00e9 uma atividade geradora de rela\u00e7\u00f5es sociais. Em virtude da <em>imago Dei<\/em>, os seres individuais s\u00e3o tamb\u00e9m seres relacionais. Individualidade e sociabilidade se objetivam em estruturas e rela\u00e7\u00f5es. O sentido do trabalho n\u00e3o se esgota no sucesso profissional. Minha rela\u00e7\u00e3o no trabalho diz quem eu sou para outro. \u201cO princ\u00edpio, o sujeito e o fim de todas as institui\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o e devem ser a pessoa humana, a qual, por sua mesma natureza, tem absoluta necessidade da vida social\u201d (<em>GS<\/em> n.25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colocar o trabalho a servi\u00e7o da dignidade humana \u00e9 ter como meta o <em>bem comum<\/em> (<em>GS<\/em> n.27). Nenhum grupo social, indiv\u00edduo, empresa ou estado pode desentender-se do bem comum. O trabalho humano est\u00e1 na origem da empresa como organiza\u00e7\u00e3o de pessoas. Por meio do trabalho, as empresas produzem muitas das condi\u00e7\u00f5es importantes que contribuem para o bem comum da sociedade. A cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho \u00e9 um aspecto imprescind\u00edvel para alcan\u00e7ar o bem comum. N\u00e3o se entende o trabalho humano desconectado do descanso. Neste sentido, o<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00e1pice do ensinamento b\u00edblico sobre o trabalho \u00e9 o mandamento do repouso sab\u00e1tico. A mem\u00f3ria e a experi\u00eancia do s\u00e1bado constituem um baluarte contra a escraviza\u00e7\u00e3o do homem ao trabalho, volunt\u00e1rio ou imposto, contra toda forma de explora\u00e7\u00e3o, larvada ou manifesta. O repouso sab\u00e1tico, de fato, mais que para consentir a participa\u00e7\u00e3o no culto de Deus, foi institu\u00eddo em defesa do pobre; tem tamb\u00e9m uma fun\u00e7\u00e3o liberat\u00f3ria das degenera\u00e7\u00f5es antissociais do trabalho humano (CDSI n.258).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O povo de Israel, que come\u00e7ou com aquela experi\u00eancia de liberta\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalhadores submetidos ao trabalho for\u00e7ado, se alimenta do cumprimento da promessa da plena liberta\u00e7\u00e3o, a irrup\u00e7\u00e3o do Reino e o descanso em Deus (cf. Hb 4,10-11). Na legisla\u00e7\u00e3o de Israel, a institui\u00e7\u00e3o do s\u00e1bado como <em>memorial<\/em> do \u00eaxodo da aliena\u00e7\u00e3o do trabalho, \u00e9 o alicerce que sustenta os<em> seis dias<\/em> restantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Filho de Deus, ao assumir a condi\u00e7\u00e3o de trabalhador bra\u00e7al, redimensiona o sentido do trabalho. O mundo do trabalho \u00e9 lugar de irrup\u00e7\u00e3o do Reino de Deus e sua justi\u00e7a (Mt 6,33). Para os crist\u00e3os, o verdadeiro <em>s\u00e1bado<\/em> \u00e9 Cristo, celebrado no domingo. \u00c9 ele o <em>Senhor do s\u00e1bado<\/em> (Mc 2,27) que inaugurou o <em>s\u00e1bado eterno<\/em> (Hb 4,10) j\u00e1 prefigurado no <em>s\u00e9timo dia da cria\u00e7\u00e3o<\/em> (Gn 2,1-3). O domingo revela a dimens\u00e3o escatol\u00f3gica do trabalho. O descanso \u00e9 identificado com a situa\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de Deus (Gn 2, citado em Hb 4,4). O domingo \u00e9 uma prefigura\u00e7\u00e3o deste descanso, n\u00e3o \u00e9 apenas uma pausa do trabalho. A autorrealiza\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada no trabalho sempre \u00e9 pen\u00faltima. O trabalho \u00e9 uma forma de express\u00e3o da identidade humana, mas n\u00e3o de toda a identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza tamb\u00e9m precisa descansar. O <em>s\u00e9timo dia<\/em> representa um limite ao poder transformador do trabalho humano entendido como prote\u00e7\u00e3o e cultivo da cria\u00e7\u00e3o. No trabalho, a pessoa descobre-se criadora, mas tamb\u00e9m como criatura fr\u00e1gil. A humanidade, irmanada em sua capacidade de trabalho, tamb\u00e9m est\u00e1 irmanada em sua debilidade e nos limites da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pio XI afirmou que o maior esc\u00e2ndalo do s\u00e9culo XIX foi a Igreja ter perdido a classe oper\u00e1ria. Para que este esc\u00e2ndalo n\u00e3o volte a repetir-se no s\u00e9culo XXI, n\u00e3o basta acumular documentos e declara\u00e7\u00f5es de boas inten\u00e7\u00f5es. A solidariedade com os trabalhadores \u00e9 uma maneira de concretizar a <em>op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres<\/em>. \u201cOs pobres aparecem, em muitos casos, como resultado da viola\u00e7\u00e3o da dignidade do trabalho humano\u201d (<em>Laborem exercens<\/em>, n.8). A partir da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, a realidade dos pobres e o mundo do trabalho est\u00e3o interconectados. A constitui\u00e7\u00e3o de uma pastoral oper\u00e1ria libertadora \u00e9 o principal desafio para os crist\u00e3os na Am\u00e9rica Latina. O compromisso de libertar o trabalho de uma \u201ceconomia que mata\u201d (papa Francisco) e emancipar os trabalhadores est\u00e1 impl\u00edcito na pr\u00e1xis dos crist\u00e3os. Libertar o trabalho dos interesses financeiros, da competitividade desenfreada e da obsess\u00e3o pela riqueza. Resgatar a economia como instrumento a servi\u00e7o da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<em>\u00c9lio Gasda, SJ<\/em>. FAJE, Belo Horizonte, Brasil.\u00a0Texto original em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>6 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANTUNES, R. <em>Adeus ao trabalho? <\/em>Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 _______. <em>O caracol e sua concha.<\/em> Ensaios sobre a nova morfologia do trabalho. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARENAS POSADAS, C. <em>Historia econ\u00f3mica del trabajo.<\/em> Madrid: Tecnos, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BENTO XVI. <em>Caritas in Veritate<\/em>. Sobre o desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASTEL, R. <em>Metamorfose da quest\u00e3o social:<\/em> uma cr\u00f4nica do sal\u00e1rio. Petr\u00f3polis: Vozes, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONC\u00cdLIO ECUM\u00caNICO VATICANO II. Constitui\u00e7\u00e3o Pastoral <em>Gaudium et Spes<\/em>. Sobre a Igreja no Mundo de Hoje, 1965.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO EPISCOPAL LATINO-AMERICANO. <em>Conclus\u00f5es da II Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-americano. <\/em>Documento de Medell\u00edn, 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Conclus\u00f5es da III Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-americano. <\/em>Documento de Puebla, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Conclus\u00f5es da IV Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-americano. <\/em>Documento de Santo Domingo, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>______. Conclus\u00f5es<\/em> <em>da V Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-americano<\/em>. Documento de Aparecida, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00cdEZ, F. <em>Utilidad, deseo y virtud.<\/em> La formaci\u00f3n de la idea moderna de trabajo. Barcelona: Pen\u00ednsula, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRANCISCO. <em>Laudato Si\u2019<\/em>. Sobre o cuidado da casa comum, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GASDA, E.<em> Trabalho e capitalismo global:<\/em> atualidade da doutrina social da Igreja. S\u00e3o Paulo<em>:<\/em> Paulinas, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. O trabalho aos olhos de Deus: Laborem exercens faz 30 anos. <em>Pistis Praxis<\/em>, v.3, n 2, 2011b, p.653-669.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">G\u00d3RZ, A.<em> O Imaterial. <\/em>Conhecimento, valor e capital. S\u00e3o Paulo: Annablume, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0JACCARD, P. <em>Historia social del trabajo.<\/em> Barcelona: Plaza y Jan\u00e9s, 1971.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JO\u00c3O PAULO II. <em>Laborem Exercens<\/em>. Sobre o trabalho humano, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LE\u00c3O XIII. <em>Rerum novarum<\/em>, 1891.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LOCKE, J. <em>Segundo Tratado del Gobierno Civil<\/em> (1690). Madrid: Alianza, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MARX, K. <em>O Capital<\/em>: Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica<em>.<\/em> Livro 1: O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital (2013)<em>.<\/em> Livro 2: O processo de circula\u00e7\u00e3o do capital (2014). S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>A ideologia alem\u00e3<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>______. Manuscritos econ\u00f4mico-filos\u00f3ficos. <\/em>S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MERCURE, D.; SPURK, J. (orgs.) <em>O Trabalho na hist\u00f3ria do pensamento ocidental<\/em><em>.<\/em> Petr\u00f3polis: Vozes, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PARIAS, L.-H.\u00a0 (dir.) <em>Historia general del trabajo.<\/em> La era de las revoluciones (1760-1914). M\u00e9xico: Grijalbo, 1965.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">POLANYI, K. <em>A grande transforma\u00e7\u00e3o<\/em> \u2013 as origens de nossa \u00e9poca. Rio de Janeiro: Campus, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PONTIF\u00cdCIO CONSELHO DE JUSTI\u00c7A E PAZ. <em>Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja.<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2006. p.155-187.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00c3O BASILIO. \u201cRegulae fusius tractatae\u201d. In: MIGNE, J. P. (ed.). <em>Patrologia Graeca. <\/em>Paris, 1857-1866, PG 31.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00c3O BENTO. \u201cDe opere manuum Quotidiano\u201d. In: MIGNE, J. P. (ed.).<em> Patrologia Latina.<\/em> Paris, 1844-1855, PL 103.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SANTANA, M. A.; RAMALHO, J. R. (orgs.)<em> Al\u00e9m da f\u00e1brica. <\/em>Trabalhadores, sindicatos e a nova quest\u00e3o social. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SMITH, A. <em>A riqueza das na\u00e7\u00f5es:<\/em> investiga\u00e7\u00e3o sobre sua natureza e suas causas. S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1996. v.1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WEBER, M. <em>A \u00e9tica protestante e o esp\u00edrito do capitalismo<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0ANTONCICH, R. <em>Trabalho e liberdade. <\/em>A Teologia da liberta\u00e7\u00e3o e a Laborem exercens. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARENDT, H. <em>A condi\u00e7\u00e3o humana.<\/em> Rio de Janeiro: Forense, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AZNAR, G. <em>Trabajar menos para trabajar todos.<\/em> Madrid: HOAC, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BECK, U. <em>Un nuevo mundo feliz. <\/em>La precariedad del trabajo en la era de la globalizaci\u00f3n. Barcelona: Paid\u00f3s, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CAMPANINI, G. Trabajo. In: <em>Diccionario enciclop\u00e9dico de Teolog\u00eda Moral.<\/em> Madrid: Paulinas, 1974, p.1094-1111.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHENU, M-D. <em>Hacia una teolog\u00eda del trabajo<\/em><em>.<\/em> Barcelona: Estela, 1965.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. Trabajo. In<em>: <\/em>RAHNER, K. (dir.) <em>Sacramentum Mundi<\/em><strong>.<\/strong>v.VI. Barcelona: Herder, 1974 p.671-684.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GASDA, E.<em> Fe cristiana y sentido del trabajo.<\/em> Madri: San Pablo, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______.<em> Cristianismo e economia.<\/em> Repensar o trabalho al\u00e9m do capitalismo. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COENEN, L.; BEYREUTHER, E.; BIETENHARD, H. Obra-trabajo. In: <em>Diccionario teol\u00f3gico del Nuevo Testamento <\/em>\u2013 v.III. Salamanca: S\u00edgueme, 1986. p.188-198.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DAVID, J. La fuerza creadora del hombre. 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S\u00e3o Leopoldo: Unisinos, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SENNET, R. <em>A corros\u00e3o do car\u00e1ter:<\/em> as consequ\u00eancias pessoais do trabalho no novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, J. P. <em>Trabalho, cidadania e reconhecimento. <\/em>S\u00e3o Paulo: Annablume, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHELKLE, K. H. <em>Trabajo <\/em>In: <em>Teolog\u00eda del Nuevo Testamento.<\/em> v.III: Moral<em>.<\/em> Barcelona: Herder, 1974. p.410-425.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TRUHLAR, K. <em>Labor christianus<\/em><em>.<\/em> Madrid: Raz\u00f3n y Fe, 1963.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Defini\u00e7\u00e3o 2 O contexto do mundo do trabalho 3 Doutrina Social da Igreja 4 Am\u00e9rica Latina 5 Sistematiza\u00e7\u00e3o 6 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 Defini\u00e7\u00e3o O trabalho \u00e9 o \u00e2mbito da exist\u00eancia em que a pessoa se depara com todos os aspectos que marcam sua identidade como indiv\u00edduo e como ser social. O verbo trabalhar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-1501","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-moraletica-teologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1501"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1501\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1601,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1501\/revisions\/1601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}