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{"id":1447,"date":"2017-11-30T22:05:07","date_gmt":"2017-12-01T00:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1447"},"modified":"2017-11-30T22:14:01","modified_gmt":"2017-12-01T00:14:01","slug":"missal-romano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1447","title":{"rendered":"Missal Romano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 A Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Missale Romanum<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Breve hist\u00f3rico e g\u00eanese do Missal Romano<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Aspectos teol\u00f3gicos e pastorais valorizados pelo novo Missal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.1 Presen\u00e7a de Cristo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.2 Assembleia e participa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.3 Sagrada Escritura<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Conclus\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio da Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Missale Romanum<\/em>, de 3 de abril de 1969, o papa Paulo VI aprovou o novo Missal Romano e a \u201cInstru\u00e7\u00e3o Geral ao Missal Romano\u201d (<em>Institutio Generalis Missalis Romanum<\/em> &#8211; IGMR), que acompanha e precede o formul\u00e1rio do Missal. O texto da edi\u00e7\u00e3o oficial (<em>editio typica<\/em>) do Missal e da Instru\u00e7\u00e3o datam de 25 de mar\u00e7o de 1970. Passados apenas cinco anos, foi publicada a segunda edi\u00e7\u00e3o do Missal Romano. No ano 2000, trinta anos ap\u00f3s a primeira edi\u00e7\u00e3o do Missal, \u00e9 lan\u00e7ada a sua terceira edi\u00e7\u00e3o. Nessa ocasi\u00e3o surgiram algumas orienta\u00e7\u00f5es que complementavam a edi\u00e7\u00e3o anterior do Missal, as quais foram incorporadas na terceira edi\u00e7\u00e3o da IGMR. Tomaremos como paradigma para as nossas refer\u00eancias esta \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da IGMR. Ela apresenta nove cap\u00edtulos e 399 n\u00fameros (a primeira edi\u00e7\u00e3o tinha oito cap\u00edtulos e 342 n\u00fameros).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa Instru\u00e7\u00e3o \u2013 da mesma forma como acontece com as introdu\u00e7\u00f5es dos livros lit\u00fargicos emanados da reforma lit\u00fargica conciliar (<em>praenotanda<\/em>) \u2013 \u00e9 um rico emaranhado de fios de car\u00e1ter b\u00edblico, teol\u00f3gico, doutrinal, catequ\u00e9tico e pastoral; todos formando um \u00fanico tecido multicolorido. Longe de ser um mero manual de rubricas, a IGMR \u00e9 portadora de uma teologia fermentada pela renova\u00e7\u00e3o pr\u00e9 e p\u00f3s-conciliar, mas, sobretudo, pelas riqu\u00edssimas propostas do Conc\u00edlio Vaticano II. Ela marca \u201cuma reviravolta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s precedentes <em>Rubricae Generales<\/em> e <em>Ritus servandus<\/em> do Missal de Pio V, j\u00e1 pelo pr\u00f3prio t\u00edtulo: <em>Institutio<\/em>, um g\u00eanero liter\u00e1rio novo, e ainda por seu conte\u00fado de amplo respiro\u201d (FALSINI, 1996, p.7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao lado da IGMR, outro tesouro da reforma lit\u00fargica foi o <em>Ordo Lectionum Missae <\/em>(OLM) \u2013 o elenco oficial das leituras da Sagrada Escritura que s\u00e3o proclamadas na celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia. A primeira edi\u00e7\u00e3o t\u00edpica do OLM foi publicada em 1969, por mandato de Paulo VI. Em 1981 houve a sua segunda edi\u00e7\u00e3o. Trata-se de um documento composto de seis cap\u00edtulos, cujo escopo teol\u00f3gico, catequ\u00e9tico e pastoral \u00e9 real\u00e7ar o valor de m\u00e1xima import\u00e2ncia da Sagrada Escritura na celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia (CNBB, 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo da investiga\u00e7\u00e3o ora proposta \u00e9 explorar alguns aspectos relevantes do Missal Romano. Para tal, proporemos um trajeto a ser percorrido em tr\u00eas etapas: 1) Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Missale Romanum<\/em>; 2) Breve hist\u00f3rico e g\u00eanese do Missal de Paulo VI; 3) Aspectos teol\u00f3gicos e pastorais valorizados pelo novo Missal, onde especificaremos tr\u00eas aspectos: presen\u00e7a de Cristo, assembleia e participa\u00e7\u00e3o e Sagrada Escritura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 A Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Missale Romanum<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Missale Romanum <\/em>merece uma abordagem \u00e0 parte, dado o seu peso e relev\u00e2ncia. Ela n\u00e3o s\u00f3 se apresentou como um instrumento necess\u00e1rio para que fosse poss\u00edvel a promulga\u00e7\u00e3o do novo Missal, mas trouxe consigo uma densa e profunda s\u00edntese de potencialidades e propostas teol\u00f3gicas e pastorais.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Missal que vigorou at\u00e9 1970 foi aquele promulgado pelo papa Pio V, em 1570, de acordo com o decreto do Conc\u00edlio de Trento. Segundo a nossa Constitui\u00e7\u00e3o, ele est\u00e1 \u201centre os muitos e admir\u00e1veis frutos que aquele Santo S\u00ednodo difundiu por toda a Igreja de Cristo\u201d. Durante quatro s\u00e9culos, os sacerdotes do rito latino o tiveram como norma para a celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira metade do s\u00e9culo XX, de modo particular, come\u00e7a a despontar e ganhar corpo entre os crist\u00e3os um forte desejo de uma renova\u00e7\u00e3o da liturgia, desejo este que, segundo as palavras do papa Pio XII, deve ser considerado \u201cpassagem do Esp\u00edrito Santo pela sua Igreja\u201d (JAVIER FLORES, 2006, p.285). Com isso, foi se tornando claro que o Missal de Pio V deveria ser urgentemente renovado e enriquecido em seus textos. O pr\u00f3prio Pio XII deu in\u00edcio a esta obra, restaurando a Vig\u00edlia Pascal e o Ordin\u00e1rio da Semana Santa, aut\u00eanticos e concretos passos para o in\u00edcio da reforma do Missal Romano e de sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades da Igreja de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a promulga\u00e7\u00e3o do primeiro documento do Conc\u00edlio Vaticano II, a Constitui\u00e7\u00e3o Lit\u00fargica <em>Sacrosanctum Concilium <\/em>(<em>SC<\/em>), foi lan\u00e7ada a pedra fundamental da profunda reforma do Missal Romano. No que se refere ao mist\u00e9rio da eucaristia, a <em>Sacrosanctum Concilium<\/em>, no cap\u00edtulo II (n\u00fameros 47-58), apresenta algumas diretrizes concretas para a revis\u00e3o do Missal: buscar maior clareza nos texto e ritos; promover a participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is; preparar \u201ccom maior abund\u00e2ncia para os fi\u00e9is\u201d a mesa da Palavra de Deus; centralizar a realidade do mist\u00e9rio pascal; resgatar alguns ritos que se perderam durante a hist\u00f3ria (ora\u00e7\u00e3o universal, concelebra\u00e7\u00e3o, leitura de textos do Antigo Testamento, comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies etc.) e o uso da l\u00edngua vern\u00e1cula. A preocupa\u00e7\u00e3o com uma aut\u00eantica renova\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, em particular naquilo que se refere \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia, visa precisamente \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos batizados no mist\u00e9rio que se celebra: \u201cO ritual da Missa deve ser revisto, de modo que apare\u00e7a mais claramente a estrutura de cada uma das suas partes, bem como a sua m\u00fatua conex\u00e3o, para facilitar uma participa\u00e7\u00e3o piedosa e ativa dos fi\u00e9is\u201d (<em>SC<\/em> n.50).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo VI, na Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Missale Romanum<\/em>, esclarece que a renova\u00e7\u00e3o do Missal n\u00e3o \u00e9 fruto de um capricho da Igreja p\u00f3s-conciliar e nada tem de improvisado. Diversamente, ela foi preparada carinhosa e progressivamente, de modo particular, com o aux\u00edlio dos avan\u00e7os da teologia b\u00edblica e lit\u00fargica. Esses e outros fatores sinalizam a assist\u00eancia permanente do Esp\u00edrito Santo, que, em todas as fases da hist\u00f3ria, suscita na Igreja de Cristo os sopros de renova\u00e7\u00e3o. Paulo VI recorda que, ap\u00f3s o Conc\u00edlio de Trento, come\u00e7ou-se o estudo de antigos manuscritos da Biblioteca Vaticana e de outros materiais recolhidos de v\u00e1rios lugares. O papa Pio V d\u00e1 testemunho que esse rico document\u00e1rio muito contribuiu para a revis\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o do Missal promulgado em 1570. Da publica\u00e7\u00e3o desse Missal at\u00e9 o Conc\u00edlio Vaticano II foi descoberto e publicado um rico material de antigas fontes lit\u00fargicas, como tamb\u00e9m foram conhecidas e estudadas antigas f\u00f3rmulas lit\u00fargicas da Igreja Oriental. Diante disso, afirma Paulo VI: \u201cAssim muitos insistiram para que tais riquezas doutrinais e espirituais n\u00e3o permanecessem na obscuridade das bibliotecas, mas, pelo contr\u00e1rio, fossem dadas \u00e0 luz, para ilustrarem e nutrirem as mentes dos crist\u00e3os\u201d (PAULO VI, 1992, p.18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das mais importantes novidades da reforma do novo Missal s\u00e3o os novos formul\u00e1rios de Ora\u00e7\u00f5es Eucar\u00edsticas. A Ora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica I, tamb\u00e9m chamada de C\u00e2non Romano, foi fixada entre os s\u00e9culos IV e V e permaneceu sendo o \u00fanico formul\u00e1rio usado nas Missas at\u00e9 o novo Missal. Al\u00e9m das novas Ora\u00e7\u00f5es Eucar\u00edsticas, este Missal foi tamb\u00e9m enriquecido com um grande n\u00famero de novos Pref\u00e1cios. O atual Missal conta com treze Ora\u00e7\u00f5es Eucar\u00edsticas.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Trata-se, portanto, de um Missal com uma riqueza eucol\u00f3gica sem precedentes (BUGNINI, 2013, p.347).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, de acordo com as orienta\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio Vaticano II, houve o cuidado de se simplificar v\u00e1rios elementos secund\u00e1rios que, no decurso dos s\u00e9culos, foram sendo acrescidos \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da Missa. Com frequ\u00eancia, esses elementos desviavam os fi\u00e9is daquilo que era essencial no mist\u00e9rio eucar\u00edstico, al\u00e9m de sobrecarregar demasiadamente a celebra\u00e7\u00e3o. Tudo, por\u00e9m, foi feito cuidadosamente a fim de que fosse conservada a subst\u00e2ncia dos ritos lit\u00fargicos. Respeitou-se a estrutura essencial dos ritos e, ao mesmo tempo, optou-se por sua simplifica\u00e7\u00e3o. Orienta o Conc\u00edlio: \u201cSejam omitidos todos os elementos que, com o passar do tempo, se duplicaram ou, menos utilmente, se acrescentaram; restaurem-se, por\u00e9m, se parecer oportuno ou necess\u00e1rio e segundo a antiga tradi\u00e7\u00e3o dos Padres, alguns que injustamente se perderam\u201d (<em>SC<\/em> n.50). (MARSILI, 2010, p. 329-37).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram restaurados, continua a nos lembrar Paulo VI na Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica, alguns ritos que tinham ca\u00eddo em desuso na celebra\u00e7\u00e3o da Missa e que gozaram de import\u00e2ncia no tempo dos Padres da Igreja. Dentre os ritos restaurados, o da proclama\u00e7\u00e3o da B\u00edblia na Liturgia da Palavra \u00e9 indubitavelmente um dos mais significativos e decisivos (TRIACCA, 1992, p.135-51). Tratou-se de uma expressa orienta\u00e7\u00e3o conciliar: \u201cPara que a mesa da Palavra de Deus seja preparada com maior abund\u00e2ncia para os fi\u00e9is, abram-se mais largamente os tesouros da B\u00edblia, de modo que, dentro de certo n\u00famero de anos, sejam lidas ao povo as partes mais importantes da Sagrada Escritura\u201d (<em>SC<\/em> n.51).<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> \u201cTudo isto foi assim ordenado para aumentar cada vez mais nos fi\u00e9is \u2018a fome da Palavra de Deus\u2019 (Am 8,11) que, sob a dire\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, deve levar o povo da nova Alian\u00e7a \u00e0 perfeita unidade da Igreja\u201d \u2013 afirma Paulo VI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conclus\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Missale Romanum, <\/em>o pont\u00edfice manifesta seu desejo de \u201cdar for\u00e7a de lei\u201d a tudo o que foi exposto nesse documento. Ele lembra que seu predecessor Pio V, na ocasi\u00e3o da promulga\u00e7\u00e3o do Missal Romano, declara ao povo crist\u00e3o que aquele livro lit\u00fargico era \u201ccomo fator da unidade lit\u00fargica e sinal da pureza do culto da Igreja\u201d. \u201cDa mesma forma\u201d, continua Paulo VI, \u201cn\u00f3s, no novo Missal, embora deixando lugar para leg\u00edtimas varia\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es, segundo as normas do Conc\u00edlio Vaticano II, esperamos que seja recebido pelos fi\u00e9is como um meio de testemunhar e afirmar a unidade de todos, pois, entre tamanha diversidade de l\u00ednguas, uma s\u00f3 e mesma ora\u00e7\u00e3o, mais fragrante que o incenso, subir\u00e1 ao Pai celeste por nosso Sumo Sacerdote Jesus Cristo, no Esp\u00edrito Santo\u201d (PAULO VI, 1992, p.21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Breve hist\u00f3rico e g\u00eanese do Missal Romano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que o nosso intento seja focalizar a reforma do Missal Romano de Paulo VI, n\u00e3o se pode deixar de assinalar que o s\u00e9culo XX foi marcado por um forte desejo de reforma no campo da liturgia. J\u00e1 Pio X, na Bula <em>Divino afflatu<\/em> (1\/11\/1911), mostra a necessidade de se reformar algumas rubricas concernentes \u00e0 Missa e ao Of\u00edcio divino. Em seu <em>motu<\/em> pr\u00f3prio <em>Abhinc duos annos<\/em> (23\/10\/1913), ele apresenta um esbo\u00e7o program\u00e1tico de uma futura reforma do Brevi\u00e1rio. Os projetos de reforma dos dois principais livros lit\u00fargicos da Igreja \u2013 o Brevi\u00e1rio e o Missal \u2013 ficaram paralisados devido a v\u00e1rias circunst\u00e2ncias imprevistas, de modo particular o estourar da primeira guerra mundial e a morte do pont\u00edfice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coube a Pio XII dar novo impulso aos trabalhos da reforma j\u00e1 em andamento. Em 1946, ele forma uma comiss\u00e3o com a finalidade de fazer um levantamento daquilo que at\u00e9 aquele momento havia sido realizado em prol de uma reforma lit\u00fargica. Essa comiss\u00e3o ficou sob a coordena\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o dos Ritos, o cardeal Salotti. No ano de 1948, essa comiss\u00e3o produziu um longo <em>memorandum <\/em>contendo as principais diretrizes de uma concreta obra de reforma. Fator decisivo dessa fase foi a publica\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica <em>Mediator Dei<\/em> (20\/11\/1947). Com esta enc\u00edclica, Pio XII abre decisivamente a fase pr\u00e9-conciliar da renova\u00e7\u00e3o lit\u00fargica (JAVIER FLORES, 2006, p.271-87).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos imediatamente precedentes ao Conc\u00edlio Vaticano II, havia, nos diversos setores da Igreja e entre os fi\u00e9is, um vivo desejo de uma reforma lit\u00fargica, particularmente no que dizia respeito \u00e0 Missa. Em 25 de janeiro de 1959, o papa Jo\u00e3o XXIII manifesta, pela primeira vez, sua inten\u00e7\u00e3o de convocar um Conc\u00edlio. Em junho do mesmo ano, o secret\u00e1rio de Estado, cardeal Tardini, pediu a todos os bispos, aos superiores de ordens religiosas e \u00e0s universidades cat\u00f3licas para enviar sugest\u00f5es de temas a serem tratados no Conc\u00edlio. Muitas dessas sugest\u00f5es diziam respeito \u00e0 reforma da Missa (LENGELING, 1971, p.501). Considerando esses e outros fatores, pode-se entender o motivo pelo qual o primeiro documento emanado do Vaticano II foi justamente a Constitui\u00e7\u00e3o Lit\u00fargica <em>Sacrosanctum Concilium<\/em>, promulgada em 4 de dezembro de 1963.\u00a0 O segundo cap\u00edtulo dessa Constitui\u00e7\u00e3o (n.47-58) foi inteiramente dedicado ao sacramento da eucaristia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 25 de janeiro de 1964, Paulo VI formou o <em>Consilium ad exsequendam Constitutionem de Sacra Liturgia<\/em>, uma comiss\u00e3o que deveria levar avante o projeto da reforma lit\u00fargica. Ao formar esse conselho, o pont\u00edfice tinha o ardente desejo de colocar em pr\u00e1tica aquilo que fora pedido pelo Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cOs livros lit\u00fargicos sejam quanto antes revistos por pessoas competentes e consultando bispos de diversos pa\u00edses do mundo\u201d (<em>SC<\/em> n.25). Motivado por essa exorta\u00e7\u00e3o, o <em>Consilium<\/em>, de imediato, lan\u00e7ou m\u00e3os \u00e0 obra. Em pouco tempo, os trabalhos da comiss\u00e3o j\u00e1 apresentavam os primeiros sinais da reforma do Missal (BASURKO &amp; GOENAGA, 1990, p.149). A empreitada, no entanto, precisou ser enfrentada de forma paciente e gradativa. O motivo desse procedimento se deu por duas raz\u00f5es: a) de acordo com o Conc\u00edlio Vaticano II, o trabalho de reforma deveria transcorrer com prud\u00eancia, pois o que estava em jogo era algo delicado e desafiante. Segundo a <em>SC<\/em> n.23, era tarefa da Igreja conservar a \u201cs\u00e3 tradi\u00e7\u00e3o\u201d e, ao mesmo tempo, lan\u00e7ar-se num \u201cprogresso leg\u00edtimo\u201d, conforme os novos tempos exigiam. E isso deveria ser feito \u201ccom acurada investiga\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, hist\u00f3rica e pastoral acerca de cada uma das partes da liturgia eucar\u00edstica que devem ser revistas\u201d. E mais, a Igreja deveria levar em considera\u00e7\u00e3o \u201cas leis gerais da estrutura e do esp\u00edrito da liturgia, a experi\u00eancia adquirida nas recentes reformas lit\u00fargicas\u201d. Al\u00e9m disso, que se tomasse o cuidado de n\u00e3o se introduzir inova\u00e7\u00f5es indevidas no processo da reforma e que as novas formas surgissem daquelas j\u00e1 existentes. Obviamente, uma obra de tal porte exigia tempo, discernimento e cautela; b) do ponto de vista did\u00e1tico e psicol\u00f3gico, seria prejudicial exigir uma mudan\u00e7a imediata e radical. O clero e o povo de Deus n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de compreender corretamente e assimilar de forma profunda e proveitosa as mudan\u00e7as propostas pela Igreja. Para comprovar a paci\u00eancia e o cuidado maternal da Igreja em rela\u00e7\u00e3o a seus filhos, basta conferir a lista dos documentos romanos publicados entre os anos de 1964 e 1971, todos eles relacionados \u00e0 reforma do novo Missal. E isso com o desejo que o povo de Deus acolhesse com consci\u00eancia e proveito as propostas da reforma lit\u00fargica (LENGELING, 1971, p.506-9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito do <em>Consilium<\/em>, doze grupos de trabalho contribu\u00edram para realizar o novo Missal. Tr\u00eas outros grupos se ocuparam de problemas comuns \u00e0 reforma do Brevi\u00e1rio e do Missal, tais como o calend\u00e1rio, as rubricas e a festas particulares. Dos grupos que se encarregaram da reforma do Missal \u2013 leituras b\u00edblicas, ora\u00e7\u00f5es, pref\u00e1cios, participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, comunh\u00e3o sob duas esp\u00e9cies, concelebra\u00e7\u00e3o, Missas votivas, cantos da Missa \u2013 n\u00e3o se pode deixar de fazer mem\u00f3ria de nomes como A. Franquesa, M. Righetti, T. Schnitzler, P. Jounel, C. Vagaggini, P. M. Gy, J. A. Jungmann, J. Gelineau, L. Bouyer e tantos outros. Gra\u00e7as a eles e \u00e0 supervis\u00e3o cont\u00ednua de Paulo VI, tornou-se poss\u00edvel a obra da reforma lit\u00fargica com um de seus frutos mais fecundos e promissores: o Missal Romano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo a reforma do Missal uma obra autenticamente eclesial e colegial, Paulo VI fez quest\u00e3o de que dela participassem todos os bispos. Sobre isso, recordamos aqui as palavras pronunciadas pelo pont\u00edfice na audi\u00eancia concedida aos participantes da VII sess\u00e3o plen\u00e1ria do <em>Consilium<\/em>, em dezembro de 1966. Ap\u00f3s ter falado da import\u00e2ncia da m\u00fasica sacra, ele declara:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 outra quest\u00e3o, dentre todas, a de m\u00e1ximo interesse: aquela que diz respeito ao <em>Ordo Missae<\/em>. Tomamos j\u00e1 ci\u00eancia do estudo realizado e sabemos quantas eruditas e religiosas discuss\u00f5es est\u00e3o relacionadas seja ao texto do assim chamado <em>Ordo Missae<\/em>, seja \u00e0 composi\u00e7\u00e3o do novo Missal e do calend\u00e1rio das celebra\u00e7\u00f5es. A coisa \u00e9 de tanto peso e de tamanha import\u00e2ncia universal que n\u00e3o podemos deixar de consultar o episcopado antes de convalidar com a nossa aprova\u00e7\u00e3o as medidas propostas por este <em>Consilium<\/em>. (LENGELING, 1971, p.506-9)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, a proposta de reforma da Missa foi submetida ao exame dos bispos, que foram convocados para um S\u00ednodo em Roma, no ano de 1967. V\u00e1rias indaga\u00e7\u00f5es foram feitas e ricas sugest\u00f5es foram dadas para que, sem demora, se efetivasse a reforma do Missal. Entretanto, seja durante o S\u00ednodo, seja em momentos sucessivos, \u201cn\u00e3o faltaram tentativas com o intuito de denegrir o novo <em>Ordo Missae<\/em>\u201d (LENGELING, 1971, p.512). Dele foi dito que continha \u201cerros de uma nova teologia\u201d, transferidos para o campo lit\u00fargico, e que a proposta do novo <em>Ordo,<\/em> de que tamb\u00e9m o povo de Deus possa oferecer o sacrif\u00edcio, obscurece nos fi\u00e9is a realidade da \u201cplenitude dos poderes sacerdotais\u201d (LENGELING, 1971, p.512). As vozes contra o novo Missal propalavam que a reforma havia desrespeitado tr\u00eas importantes pontos sustentados pela doutrina cat\u00f3lica: a natureza sacrifical da missa, a quest\u00e3o da presen\u00e7a real do Senhor nas esp\u00e9cies eucar\u00edsticas e o tema da natureza do sacerd\u00f3cio ministerial. Em tr\u00eas n\u00fameros seguidos do pro\u00eamio da IGMR, esses argumentos s\u00e3o enfrentados e esclarecidos do seguinte modo: \u201cA natureza sacrifical da Missa, que o Conc\u00edlio de Trento solenemente afirmou, em concord\u00e2ncia com a universal tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, foi de novo proclamada pelo Conc\u00edlio Vaticano II\u201d (n.2). \u201cO admir\u00e1vel mist\u00e9rio da presen\u00e7a real do Senhor sob as esp\u00e9cies eucar\u00edsticas foi confirmado pelo Conc\u00edlio Vaticano II e por outros documentos do Magist\u00e9rio Eclesi\u00e1stico, no mesmo sentido e na mesma forma com que fora \u00e0 nossa f\u00e9 pelo Conc\u00edlio de Trento\u201d (n.4). \u201cA natureza do sacerd\u00f3cio ministerial, pr\u00f3prio do bispo e do presb\u00edtero que oferecem o sacrif\u00edcio na pessoa de Cristo e presidem a assembleia do povo santo, evidencia-se no pr\u00f3prio rito, pela emin\u00eancia do lugar de fun\u00e7\u00e3o do sacerdote\u201d (n.4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um doloroso parto, nasce, enfim, o <em>Missale Romanum<\/em>. Um momento novo e promissor na vida da Igreja, de sua identidade e miss\u00e3o, uma vez que o que est\u00e1 em jogo \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio da eucaristia. Ela \u201ccont\u00e9m todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o pr\u00f3prio Cristo, nossa p\u00e1scoa e p\u00e3o vivo, dando vida aos homens atrav\u00e9s de sua carne vivificada e vivificante pelo Esp\u00edrito Santo (&#8230;). A Eucaristia aparece como fonte e \u00e1pice de toda a evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d (CONC\u00cdLIO VATICANO II, 1982, n.5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Aspectos teol\u00f3gicos e pastorais valorizados pelo novo Missal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que se tenha acesso ao manancial oferecido pelo novo Missal e dele se tire um fecundo proveito, torna-se necess\u00e1rio conhec\u00ea-lo em sua teologia e perspectivas pastorais. Sem d\u00favida, um dos melhores meios para isso \u00e9 um bom conhecimento dos princ\u00edpios e normas propostos pela IGMR. Essa Instru\u00e7\u00e3o quer franquear o contato com o rico material eucol\u00f3gico presente no atual Missal \u2013 trata-se de pe\u00e7as ricas em suas dimens\u00f5es b\u00edblica, teol\u00f3gica, lit\u00fargica, espiritual, catequ\u00e9tica e pastoral. Nesse sentido, a IGMR est\u00e1 longe de ser um simples <em>aggiornamento<\/em> de rubricas e de orienta\u00e7\u00f5es pragm\u00e1ticas; ao contr\u00e1rio, quer ser um rico e permanente manual de forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica para o clero e o povo de Deus. Aqui conv\u00e9m lembrar a admoesta\u00e7\u00e3o que nos vem do Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cCom empenho e paci\u00eancia procurem os pastores de almas dar a forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e promovam tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o ativa dos fi\u00e9is (&#8230;)\u201d (<em>SC<\/em> n.19) (CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA O CULTO DIVINO<sup>2<\/sup>, 2003, n.11). Com esse escopo, selecionamos nesta se\u00e7\u00e3o tr\u00eas temas de particular relev\u00e2ncia no Missal Romano e, por conseguinte, enfatizados na IGMR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.1 Presen\u00e7a de Cristo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema da presen\u00e7a de Cristo na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u00e9 enfaticamente abordado no n\u00famero 27 da IGMR:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na missa ou ceia do Senhor, o povo de Deus \u00e9 convocado e reunido, sob a presid\u00eancia do sacerdote como representante de Cristo, para celebrar o memorial do Senhor ou sacrif\u00edcio eucar\u00edstico. A esta assembleia local da santa Igreja se aplica eminentemente a promessa de Cristo: \u201cOnde estiverem dois ou tr\u00eas reunidos em meu nome, eu estou no meio deles\u201d (Mt 18,20). Pois na celebra\u00e7\u00e3o da missa, em que se perpetua o sacrif\u00edcio da cruz, Cristo est\u00e1 realmente presente tanto na assembleia reunida em seu nome, como na pessoa do ministro, na sua palavra e, ainda de uma forma substancial e permanente, sob as esp\u00e9cies eucar\u00edsticas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A doutrina contida nesse n\u00famero encontra-se eivada de teologia b\u00edblica. Em passagens como Mt\u00a0 28,19-20 e Jo 15,4-7, vemos o desejo de Jesus em estar presente, de permanecer junto aos seus. Certamente a experi\u00eancia dessa presen\u00e7a era o cora\u00e7\u00e3o do culto e da experi\u00eancia de f\u00e9 da comunidade primitiva. Na \u00e9poca apost\u00f3lica e patr\u00edstica \u201ca presen\u00e7a do Senhor era uma verdade profundamente vivida em todas as suas dimens\u00f5es\u201d (L\u00d3PEZ MART\u00cdN, 1996, p.112).\u00a0 Na celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, de modo privilegiado, essa verdade se experimentava em profundidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema da presen\u00e7a de Cristo na liturgia tem sido objeto de constante interesse do Magist\u00e9rio da Igreja, sobretudo a partir de Pio XII<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. \u00c9, no entanto, na <em>Sacrosanctum Concilium<\/em>, que ele \u00e9 abordado de forma incisiva: Cristo est\u00e1 sempre presente em sua Igreja, especialmente nas a\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas: no sacrif\u00edcio da missa, na pessoa daquele que preside o culto, nas esp\u00e9cies eucar\u00edsticas (cf. <em>SC<\/em> n.7). \u00c9 no f\u00f4lego do Conc\u00edlio que a IGMR enfrenta a quest\u00e3o da presen\u00e7a de Cristo na celebra\u00e7\u00e3o da ceia do Senhor \u2013 presen\u00e7a variada e mult\u00edplice, devido \u00e0 diversidade dos sinais com que se que realiza a a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica: assembleia, ministro, Palavra, esp\u00e9cies eucar\u00edsticas. Certamente essa panor\u00e2mica se deve, em grande parte, \u00e0 teologia conciliar.\u00a0 A <em>Sacrosanctum Concilium<\/em> afirma que, por meio da liturgia, especialmente pelo sacrif\u00edcio eucar\u00edstico, \u201cse atua a obra da nossa reden\u00e7\u00e3o\u201d (<em>SC<\/em> n.2). A realiza\u00e7\u00e3o de uma obra de tal porte exige a \u201cpresen\u00e7a\u201d de Cristo atuando atrav\u00e9s dos sinais lit\u00fargicos. Com efeito, aquilo que foi realizado \u201cuma vez por todas\u201d (Hb 7,27), no evento hist\u00f3rico, se atualiza \u201ctodas as vezes\u201d (1Cor,11,26), na celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia. \u00c9 a grandeza dessa presen\u00e7a em <em>myst\u00e9rion<\/em>, isto \u00e9, operada pelo Esp\u00edrito Santo no corpo de Cristo, atrav\u00e9s dos sinais sacramentais, que provocou a genial formula\u00e7\u00e3o da IGMR 27 (CORBON, 2004, p. 111-9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCristo est\u00e1 realmente presente\u201d (\u201c<em>Christus realiter praesens adest<\/em>\u201d) sempre que a Igreja celebra o mist\u00e9rio da eucaristia. Notemos bem o tom dessa formula\u00e7\u00e3o da Instru\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a de Cristo \u00e9 descrita marcadamente em quatro formas distintas e integradas; e, para cada uma delas, se aplica a for\u00e7a do adv\u00e9rbio \u201crealmente\u201d, presen\u00e7a \u201creal\u201d. Isso n\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 em perfeita conson\u00e2ncia com a revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica e a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, como tamb\u00e9m \u00e9 um estupendo resgate de uma realidade que jazia sob os escombros por muitos s\u00e9culos. Sabemos que, na Idade M\u00e9dia, em virtude das controv\u00e9rsias eucar\u00edsticas surgidas a partir dos s\u00e9culos VIII e IX, a aten\u00e7\u00e3o da teologia cat\u00f3lica passou a se concentrar \u00fanica e exclusivamente na forma da presen\u00e7a de Cristo nas esp\u00e9cies eucar\u00edsticas, ficando na penumbra as demais formas elencadas pela nossa Instru\u00e7\u00e3o. Essa polariza\u00e7\u00e3o absolutizante nos fez perder, de certa forma, a vis\u00e3o de conjunto do mist\u00e9rio eucar\u00edstico. \u201cO Conc\u00edlio de Trento e a teologia p\u00f3s-tridentina reafirmaram a f\u00e9 da Igreja na presen\u00e7a real de Cristo na eucaristia. A \u00eanfase com a qual essa verdade de f\u00e9 foi afirma\u00adda fez pensar s\u00f3 nela como verdadeiramente real, como se os outros modos de presen\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o fossem reais\u201d (SPERA &amp; RUSSO, 2004, p.123). As conseq\u00fc\u00eancias disso s\u00e3o sentidas frequentemente nos \u00e2mbitos da catequese, da pastoral e da viv\u00eancia eucar\u00edsticas, onde, aqui e ali, prevalece um devocionismo eucar\u00edstico concentrado de forma exclusiva na adora\u00e7\u00e3o a Cristo presente na \u201ch\u00f3stia consagrada\u201d, desconsiderando-se a riqueza e amplitude das formas da presen\u00e7a de Cristo \u2013 todas elas reais\u00a0 \u2013 no mist\u00e9rio da celebra\u00e7\u00e3o da Ceia do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.2 Assembleia e participa\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme anteriormente verificado, uma das formas da presen\u00e7a de Cristo na celebra\u00e7\u00e3o da ceia d\u00e1-se precisamente na assembleia lit\u00fargica; nela Cristo est\u00e1 realmente presente (cf. IGMR n.27).\u00a0 O pr\u00f3prio Deus toma a iniciativa de convocar e reunir o seu povo para dele fazer o sacramento da sua presen\u00e7a e da permanente a\u00e7\u00e3o de Cristo em sua Igreja. A cada assembleia eucar\u00edstica se aplica com toda a propriedade a promessa de Cristo aos seus disc\u00edpulos: \u201cOnde dois ou tr\u00eas estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles\u201d (Mt 18,20). Dessa forma, podemos dizer que a IGMR considera a assembleia cultual a partir de sua sacramentalidade, isto \u00e9, daquilo que ela sinaliza e realiza no \u00e2mbito do projeto salv\u00edfico de Deus em rela\u00e7\u00e3o a todos os homens (BOSELLI, 2014, p.98-116).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa assembleia \u00e9 o aut\u00eantico sujeito da a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica (PALUDO, 2003, p.67-75; AUG\u00c9, 1998, p.73-4), uma realidade diferenciada e enriquecida por m\u00faltiplos dons e carismas que o Esp\u00edrito Santo lhe confere. Nela, cada batizado, membro do corpo de Cristo, \u00e9 chamado a vivenciar o tr\u00edplice m\u00fanus que o sacramento do batismo lhe confiou: prof\u00e9tico, sacerdotal e r\u00e9gio. Na mesma din\u00e2mica de um organismo estruturado e sob o prisma de um povo hierarquicamente ordenado, a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica conta necessariamente com o exerc\u00edcio do sacerd\u00f3cio ministerial e do sacerd\u00f3cio comum dos fi\u00e9is. Dessa forma, o culto eucar\u00edstico \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o de toda a Igreja, onde cada um deve fazer somente aquilo que lhe compete, de acordo com o dom que recebeu de Deus, colocado a servi\u00e7o da edifica\u00e7\u00e3o da assembleia. \u201cEste \u00e9 o povo adquirido pelo sangue de Cristo, reunido pelo Senhor, alimentado por sua Palavra; povo chamado para elevar a Deus as preces de toda a fam\u00edlia humana, e dar gra\u00e7as em Cristo pelo mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o, oferecendo o seu sacrif\u00edcio; povo, enfim, que cresce na unidade pela comunh\u00e3o do Corpo e Sangue de Cristo\u201d (IGMR 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como sujeito da a\u00e7\u00e3o celebrativa, toda assembleia \u00e9 insistentemente chamada a tomar parte no mist\u00e9rio celebrado, a dele participar. Nesse ponto, a IGMR ecoa perfeitamente o apelo lan\u00e7ado pela Constitui\u00e7\u00e3o <em>Sacrosanctum Concilium<\/em>, a qual, por sua vez, outra coisa n\u00e3o faz sen\u00e3o levar a termo o grito levantado pelo Movimento Lit\u00fargico dos in\u00edcios do s\u00e9culo passado. De l\u00e1 at\u00e9 hoje, n\u00e3o se pode mais pensar em celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica sen\u00e3o a partir de categorias mais participativas, que se alinham perfeitamente \u00e0s fontes do culto crist\u00e3o e ao pensamento da tradi\u00e7\u00e3o dos Padres da Igreja (SANTO DOMINGO, 1993, n.9; BOTTE, 1978).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conv\u00e9m ressaltar que a profunda e ampla reforma dos ritos e textos lit\u00fargicos, proposta pelo Conc\u00edlio Vaticano II e pela reforma p\u00f3s-conciliar, sempre teve em mira melhorar a qualidade da participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. J\u00e1 n\u00e3o faz parte do pensamento lit\u00fargico contempor\u00e2neo uma mera reforma rubrical ou casu\u00edstica. Compete aos bispos, de forma particular, orientar os fi\u00e9is nessa perspectiva. Eles devem cuidar para que, \u201cna a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, n\u00e3o s\u00f3 se observem as leis para a v\u00e1lida e l\u00edcita celebra\u00e7\u00e3o, mas que os fi\u00e9is participem dela consciente, ativa e frutuosamente\u201d (<em>SC<\/em> n.11). E matizando ainda a realidade da participa\u00e7\u00e3o como algo que brota do nosso chamado batismal, vale a pena ainda ouvir o Conc\u00edlio: \u201c\u00c9 desejo ardente na m\u00e3e Igreja que todos os fi\u00e9is cheguem \u00e0quela plena, consciente e ativa participa\u00e7\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica que a pr\u00f3pria natureza da liturgia exige e \u00e0 qual o povo crist\u00e3o, \u2018ra\u00e7a escolhida, sacerd\u00f3cio real, na\u00e7\u00e3o santa, povo adquirido\u2019 (1Pd 2,9; cfr. 2,4-5), tem direito por for\u00e7a do batismo\u201d (<em>SC<\/em> n.14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os nove cap\u00edtulos que tecem a IGMR, direta ou indiretamente, se polarizam em torno da assembleia reunida para a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica e da participa\u00e7\u00e3o exigida por esse culto. Os v\u00e1rios elementos da Instru\u00e7\u00e3o procuram estar a servi\u00e7o dessas realidades a fim de que delas venha \u00e0 tona o manancial que carregam em pot\u00eancia. O nosso documento tem uma grande preocupa\u00e7\u00e3o em estabelecer um relacionamento \u201crito-assembleia\u201d e \u201crito-participa\u00e7\u00e3o\u201d. Por essa raz\u00e3o, ele procura esclarecer e precisar as fun\u00e7\u00f5es que cada ministro, cada membro da assembleia, \u00e9 chamado a desempenhar durante a celebra\u00e7\u00e3o \u2013 uma verdadeira orquestra que conta com a dedica\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o de cada m\u00fasico, cuja meta \u00e9 a experi\u00eancia da beleza e da harmonia, uma unidade gerada a partir de uma fecunda diversidade. \u00c0 luz da IGMR, a pr\u00f3pria disposi\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e suas condi\u00e7\u00f5es da celebra\u00e7\u00e3o \u2013 dignidade do local, arte lit\u00fargica, altar, c\u00e1tedra, amb\u00e3o, som, luz etc.) devem ser finalizadas \u00e0 plena e ativa participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. \u201cAquilo que aqui se ressalta \u2013 uma clara sensa\u00e7\u00e3o de harmonia do conjunto \u2013 n\u00e3o \u00e9 a correta funcionalidade do rito, mas a sua finaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 assembleia, \u00e0 Igreja reunida, que ali realiza o seu mist\u00e9rio, chamada a entrar no dinamismo da p\u00e1scoa de seu Senhor\u201d (FALSINI, 1996, p.9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.3 Sagrada Escritura <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A IGMR d\u00e1 absoluta primazia \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o das leituras b\u00edblicas na celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia: \u201cA parte principal da liturgia da palavra \u00e9 constitu\u00edda pelas leituras da Sagrada Escritura\u201d (n.55). Proclamar os textos da B\u00edblia na assembleia dos fi\u00e9is \u2013 o que se costuma chamar de \u201cLiturgia da Palavra\u201d \u2013 \u00e9 uma das principais miss\u00f5es da Igreja (<em>ekkles\u00eda<\/em>, isto \u00e9, convoca\u00e7\u00e3o do povo da Alian\u00e7a para acolher e responder a Palavra do Senhor), conforme t\u00e3o bem nos fala o Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cEfetivamente, na liturgia Deus fala ao seu povo, e Cristo continua a anunciar o Evangelho. Por seu lado, o povo responde a Deus com o canto e a ora\u00e7\u00e3o\u201d (<em>SC<\/em> n.33). Continua a Instru\u00e7\u00e3o lembrando que, durante a proclama\u00e7\u00e3o da santa Escritura, \u201cDeus fala ao seu povo, revela o mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o, e oferece alimento espiritual; e o pr\u00f3prio Cristo, por sua Palavra, se acha presente no meio dos fi\u00e9is\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resgatar a import\u00e2ncia da Palavra de Deus no \u00e2mbito da assembleia e a sua \u00edndole proclamativa foi uma das principais inten\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio Vaticano II e da reforma li\u00adt\u00fargica encabe\u00e7ada pelo papa Paulo VI, levada adiante gra\u00e7as \u00e0 empenhada atividade de seus colaboradores. Certamente, essa reforma outra coisa n\u00e3o pretendeu sen\u00e3o voltar \u00e0s origens mais genu\u00ednas da celebra\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no que diz respeito \u00e0 primazia que tinham os textos sagrados nas assembleias primitivas e nas comunidades que floresceram a partir das instru\u00e7\u00f5es dos Padres da Igreja; deles, a esse respeito, poder\u00edamos citar v\u00e1rios testemunhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A IGMR declara que \u00e9 \u201cmelhor conservar a disposi\u00e7\u00e3o das leituras b\u00edblicas pela qual se manifesta a unidade dos dois testamentos e da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o\u201d (n.57). Que precioso resgate este realizado pela reforma lit\u00fargica, sobretudo quando se conhece a pr\u00e1xis que vigorava na celebra\u00e7\u00e3o da Missa at\u00e9 o Concilio Vaticano: a aus\u00eancia da proclama\u00e7\u00e3o dos textos veterotestament\u00e1rios. Toma-se agora uma clara consci\u00eancia da \u201cunidade dos dois testamentos\u201d, que formam uma \u00fanica economia da salva\u00e7\u00e3o. Segundo a din\u00e2mica do projeto de Deus, n\u00e3o se pode conceber a plenitude da revela\u00e7\u00e3o ocorrida em Cristo sem a comunica\u00e7\u00e3o que Deus faz de si mesmo, de diversos modos, na primeira alian\u00e7a (cf. Hb 1,1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Sagrada Escritura, proclamada na Liturgia da Palavra, evoca e torna atual toda a economia da salva\u00e7\u00e3o que, em Cristo, teve o seu pleno cumprimento. Sugestivo a esse respeito \u00e9 o epis\u00f3dio dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas. Na tarde da P\u00e1scoa, o ressuscitado se coloca entre dois de seus disc\u00edpulos que se encontravam desolados e incapazes de reconhecer o Senhor. Em determinada altura do percurso, Lucas diz que Jesus retoma a revela\u00e7\u00e3o veterotestament\u00e1ria e dela se faz um hermeneuta qualificado: \u201cE, come\u00e7ando por Mois\u00e9s e por todos os profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito\u201d (Lc 24,27). Dado importante a se notar \u00e9 o fato de a economia da primeira alian\u00e7a, toda ela, encontrar no Cristo pascal o seu cumprimento, o que fica tamb\u00e9m bastante marcado no seguimento da per\u00edcope: \u201cEra preciso que se cumprisse tudo o est\u00e1 escrito sobre mim na Lei de Mois\u00e9s, nos Profetas e nos Salmos\u201d (v.44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proclama\u00e7\u00e3o da Palavra na liturgia nos torna \u201ccontempor\u00e2neos\u201d do mist\u00e9rio de Cristo e nos coloca em comunh\u00e3o com a sua presen\u00e7a. Celebrando o memorial da promessa feita a Abra\u00e3o e levada a cabo na \u201cplenitude dos tempos\u201d (Gl 4,4), a Palavra anunciada na liturgia torna-se epifania da presen\u00e7a definitiva do Emanuel, o \u201cDeus conosco\u201d (cf. Mt 1,23; Is 7,14). Ele mesmo \u00e9 o <em>euang\u00e9lion<\/em> perenemente proclamado e tornado atual, evento de salva\u00e7\u00e3o para todos os que o acolhem na f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A IGMR ressalta, com toda a propriedade, que a proclama\u00e7\u00e3o da Palavra na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica se prolonga na homilia, parte integrante da Liturgia da Palavra: \u201cA homilia \u00e9 uma parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispens\u00e1vel para nutrir a vida crist\u00e3\u201d (n.65). Via de regra, essa fun\u00e7\u00e3o compete \u00e0quele que preside a assembleia, podendo tamb\u00e9m ser delegada a outro concelebrante ou a um di\u00e1cono (cf. n.66). Aquilo que a Instru\u00e7\u00e3o prop\u00f5e acerca da homilia \u00e9 uma concreta aplica\u00e7\u00e3o pastoral do que fora preconizado pelo Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cRecomenda-se vivamente a homilia, como parte pr\u00f3pria da liturgia; nela, no decurso do ano lit\u00fargico, s\u00e3o apresentados, a partir do texto sagrado, os mist\u00e9rios da f\u00e9 e as normas da vida crist\u00e3. Nas missas dominicais, por\u00e9m, e nas festas de preceito, concorridas pelo povo, n\u00e3o se omita a homilia, a n\u00e3o ser por grave motivo\u201d (<em>SC<\/em> n.52).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u00e9 m\u00e1xima a import\u00e2ncia da Palavra de Deus\u201d, recorda-nos veementemente o Vaticano II (<em>SC<\/em> n.24). Resgatar a import\u00e2ncia da Palavra de Deus no \u00e2mbito da assembleia reunida e a sua \u00edndole proclamativa foi uma das principais inten\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio e da reforma li\u00adt\u00fargica p\u00f3s-conciliar. De modo que isso se verifica na proposta que chega do <em>Ordo Lectionum Missae<\/em>, que afirma que \u201ca Palavra de Deus e o mist\u00e9rio eucar\u00edstico foram honrados pela Igreja com a mesma venera\u00e7\u00e3o, embora com diferente culto\u201d (<em>OLM<\/em> n.10). E ainda: \u201cA Palavra de Deus, proposta continuamente na liturgia, \u00e9 sempre viva e eficaz pelo poder do Esp\u00edrito Santo, e manifesta o amor ativo do Pai, que nunca deixa de ser eficaz entre os homens\u201d (<em>OLM<\/em> n.4).<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[A liturgia] constitui, efetivamente, o \u00e2mbito privilegiado onde Deus nos fala no momento presente da nossa vida; fala hoje ao seu povo, que escuta e responde. Cada a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica est\u00e1, por natureza, impregnada da Sagrada Escritura. (BENTO XVI, 2010, n.52)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O desejo de escutar e responder a Deus, por meio de sua Palavra, sem d\u00favida alguma, tem sido uma gratificante experi\u00eancia eclesial na vida de nossas comunidades, no Brasil e na Am\u00e9rica Latina em geral (PALUDO &amp; D\u2019ANNIBALE, 2005, p.143-91). S\u00e3o in\u00fameros os testemunhos dessa realidade. Podemos afirmar que a forte aspira\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II \u2013 que, com largueza, os \u201ctesouros da B\u00edblia\u201d sejam abertos a todo o Povo de Deus\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> \u2013 tem se realizado entre n\u00f3s, ainda que, certamente, tenhamos um caminho a percorrer nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluamos este item com uma exorta\u00e7\u00e3o conciliar, endere\u00e7ada aos sacerdotes, catequistas, enfim, a todos batizados. Ela se encontra na <em>Dei Verbum<\/em>, j\u00e1 denominada como \u201cum dos mais preciosos documentos do Conc\u00edlio Vaticano II\u201d e ainda a \u201cp\u00e9rola\u201d, a \u201cobra-prima\u201d do Conc\u00edlio:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mantenham contato \u00edntimo com as Escrituras (&#8230;) Lembrem-se, por\u00e9m, de que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada da ora\u00e7\u00e3o, para que seja poss\u00edvel o col\u00f3quio entre Deus e o homem, pois <em>com ele falamos quando rezamos, e a ele ouvimos, quando lemos os divinos or\u00e1culos<\/em> (S. Ambr\u00f3sio). (CONC\u00cdLIO VATICANO II, 2010, n.25).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Conclus\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro <em>princeps<\/em> da reforma do Conc\u00edlio Vaticano II \u00e9, indubitavelmente, o novo Missal Romano. Em total respeito \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, ele se apresenta tamb\u00e9m, sob muitos aspectos, como algo verdadeiramente novo, que somente pode ser avaliado atrav\u00e9s de um profundo conhecimento (MARSILI, 1971, p.443). Por essa raz\u00e3o a Igreja \u00e9 convidada a debru\u00e7ar-se sobre ele e a investigar, sem tr\u00e9gua e com afetuoso carinho, sua estrutura, composi\u00e7\u00e3o, riqueza e potencialidade. Ele reclama por ser conhecido na variedade de seus formul\u00e1rios e na ampla margem de possibilidades catequ\u00e9ticas e pastorais. Valoriz\u00e1-lo e aproximar-se dele com esse esp\u00edrito de investiga\u00e7\u00e3o, certo, n\u00e3o \u00e9 uma obra f\u00e1cil; mas \u00e9 necess\u00e1rio que assim o seja para que dele se possa fazer um uso prof\u00edcuo e surpreendente em descobertas. \u201cA multiplicidade dos textos e a flexibilidade das rubricas, com efeito, permitem uma celebra\u00e7\u00e3o viva, sugestiva, espiritualmente eficaz, uma vez que podem ser adaptadas \u00e0s v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es e diversos contextos das assembleias, sem que haja necessidade de se recorrer a artif\u00edcios e escolhas pessoais, muitas vezes arbitr\u00e1rias, que certamente abaixariam o tom da celebra\u00e7\u00e3o\u201d (CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA O CULTO DIVINO, 1971, p.541).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A IGMR coloca-se exatamente a servi\u00e7o dessa investiga\u00e7\u00e3o. \u201cConsiderada em seu conjunto, a ela pode ser considerada como um dos melhores documentos da reforma lit\u00fargica. De seu conhecimento depende tanto uma correta e eficaz pastoral da celebra\u00e7\u00e3o, quanto um renovado estilo de celebra\u00e7\u00e3o do m\u00e1ximo mist\u00e9rio da nossa f\u00e9\u201d (FALSINI, 1996, p.10). Como uma esp\u00e9cie de <em>vademecum<\/em>, com o qual podemos cultivar familiaridade, a IGMR se presta n\u00e3o s\u00f3 a consultas espor\u00e1dicas para sanar eventuais d\u00favidas de rubricas, mas tamb\u00e9m se coloca diante de seu leitor como um ve\u00edculo que poder\u00e1 conduzi-lo a profundas reflex\u00f5es de eclesiologia, cristologia e teologia eucar\u00edstica; isso sem mencionar, naturalmente, seu escopo catequ\u00e9tico e pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentar pincelar alguns aspectos mais relevantes do Missal Romano foi a proposta de nosso contributo. Optamos por fazer um recorte metodol\u00f3gico em nossa abordagem, cientes de que o tema pode ser apresentado sob diversos \u00e2ngulos. Privilegiamos alguns aspectos teol\u00f3gicos e pastorais. A <em>Institutio Generalis Missalis Romanum<\/em> foi o instrumental que nos possibilitou o vislumbre das potencialidades do Missal Romano. A abordagem da Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Missale Romanum <\/em>e de um breve hist\u00f3rico e g\u00eanese do Missal se alinharam \u00e0 IGMR para o fim a que nos propusemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Luis Fernando Ribeiro Santana,<\/em> PUC Rio, Original portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALDAZ\u00c1BAL, J. (Ed.). <em>Instru\u00e7\u00e3o Geral ao Missal Romano<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>A mesa da Palavra. <\/em>Elenco das leituras da Missa. v.I. 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S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FALSINI, R. <em>Principi e Norme per l\u2019uso del Messale Romano. <\/em>Testo e Commento. Milano: Edizioni O.R., 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRILLO, A. <em>Introduzione alla teologia liturgica. <\/em>Approcio teorico alla liturgia e ai sacramenti cristiani. Padova: Messaggero di Sant\u2019Antonio, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JAVIER FLORES, J. <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia lit\u00fargica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LENGELING, E. J. Contributo alla storia della riforma del Messale Romano. <em>Rivista Liturgica<\/em> <em>Liturgica<\/em> v.58, n.4, p.496-514, jul.\/ago. 1971.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00d3PEZ MART\u00cdN, J. <em>No Esp\u00edrito e na verdade. <\/em>Introdu\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica \u00e0 liturgia. v.1. Petr\u00f3polis: Vozes, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MARSILI, S. <em>Sinais do mist\u00e9rio de Cristo. <\/em>Teologia lit\u00fargica dos sacramentos, espiritualidade e ano lit\u00fargico. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2010, p.329-37.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. Editoriale. <em>Rivista Liturgica<\/em> v. 58, n. 4, jul.\/ago. 1971.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PALUDO, F.; D\u2019ANNIBALE, M. A Palavra de Deus na celebra\u00e7\u00e3o. In: CELAM. <em>Manual de Liturgia II<\/em>. A celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio pascal. Fundamentos teol\u00f3gicos e elementos constitutivos. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2005, p.143-91.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PALUDO, F. O povo celebrante. O sujeito da participa\u00e7\u00e3o. In: CNBB. <em>A sagrada liturgia 40 anos depois<\/em>. Documento 87. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2003, p.67-75.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PAULO VI. <em>Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Missale Romanum<\/em>. Missal Romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PUEBLA. III CONFER\u00caNCIA DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO. Petr\u00f3polis: Vozes, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SPERA, J. C.; RUSSO, R. Quem de n\u00f3s celebra?, In: CELAM. <em>Manual de Liturgia I, A Celebra\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio Pascal \u2013 <\/em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Celebra\u00e7\u00e3o Lit\u00fargica, S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004, p.119-50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SANTO DOMINGO. IV CONFER\u00caNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TRIACCA, A. M. B\u00edblia e liturgia. In: SARTORE, D.; TRIACCA, A. M. (Orgs.) <em>Dicion\u00e1rio de Liturgia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulistas; Paulinas, 1992, p.135-51<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Isso pode ser verificado na proposta do pr\u00f3prio conte\u00fado da Constitui\u00e7\u00e3o do papa Paulo VI: PAULO VI, <em>Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cMissale Romanum<\/em>\u201d. Missal Romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> A esse respeito, conferir: CNBB. <em>Anima\u00e7\u00e3o da vida lit\u00fargica no Brasil<\/em>. Documento 43. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1989, n.184-195 e GRILLO, A. <em>Introduzione alla teologia liturgica. Approcio teorico alla liturgia e ai sacramenti cristiani<\/em>. Padova: Messaggero si Sant\u2019Antonio, 2011, p. 407-8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> No caso do Brasil temos uma a mais: a Ora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica V, do Congresso Eucar\u00edstico de Manaus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Sobre o tema da mesa da Palavra e da mesa da eucaristia na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica do Dia do Senhor, conferir: ALDAZ\u00c1BAL, J. (org.). <em>A mesa da Palavra<\/em>. Elenco das leituras da Missa. v. I. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2007, p.74-8; BIANCHI, E. <em>Giorno del Signore. <\/em>Giorno dell\u2019uomo. Per um rinnovamento della domenica. Casale Monferrato: Piemme, 1999, p.167-71.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Por essa raz\u00e3o achamos por bem elencar alguns documentos magisteriais que tratam dessa quest\u00e3o: Enc\u00edclica <em>Mediator Dei <\/em>(1947), Constitui\u00e7\u00e3o <em>Sacrosanctum Concilium <\/em>(1963), Enc\u00edclica <em>Mysterium Fidei <\/em>(1965), Instru\u00e7\u00e3o <em>Eucharisticum Mysterium <\/em>(1967), Carta Apost\u00f3lica <em>Mysterii Paschalis celebrationem<\/em> (1969).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>SC<\/em> n.51: \u201cPrepare-se para os fi\u00e9is, com maior abund\u00e2ncia, a mesa da Palavra de Deus: abram-se mais largamente os tesouros da B\u00edblia, de modo que, dentro de um per\u00edodo de tempo estabelecido, sejam lidas ao povo as partes mais importantes da Sagrada Escritura.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 A Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Missale Romanum 2 Breve hist\u00f3rico e g\u00eanese do Missal Romano 3 Aspectos teol\u00f3gicos e pastorais valorizados pelo novo Missal 3.1 Presen\u00e7a de Cristo 3.2 Assembleia e participa\u00e7\u00e3o 3.3 Sagrada Escritura 4 Conclus\u00e3o 5 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas Por meio da Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Missale Romanum, de 3 de abril de 1969, o papa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-1447","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sacramento-e-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1447"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1447\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1448,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1447\/revisions\/1448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}