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{"id":1445,"date":"2017-11-30T21:43:20","date_gmt":"2017-11-30T23:43:20","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1445"},"modified":"2017-11-30T21:43:20","modified_gmt":"2017-11-30T23:43:20","slug":"espiritualidade-ecumenica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1445","title":{"rendered":"Espiritualidade ecum\u00eanica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 A espiritualidade humana \u00e9 dom de Deus<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Viver \u00e9 interpretar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 A dif\u00edcil rela\u00e7\u00e3o entre espiritualidade e teologia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Gratuidade e compromisso<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Espiritualidade inter-religiosa e Direitos Humanos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 O di\u00e1logo ecum\u00eanico como afirma\u00e7\u00e3o da vida<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 Considera\u00e7\u00f5es finais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro da tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica protestante \u2013 sobretudo a que se consolidou com os movimentos ecum\u00eanicos do s\u00e9culo XX, como as experi\u00eancias em torno do Conselho Mundial de Igrejas, por exemplo \u2013 se compreende a perspectiva ecum\u00eanica em sua tr\u00edplice dimens\u00e3o: a <em>unidade crist\u00e3<\/em>, a partir do reconhecimento do esc\u00e2ndalo hist\u00f3rico das divis\u00f5es e de uma preocupa\u00e7\u00e3o em construir perspectivas mission\u00e1rias ecum\u00eanicas; a <em>promo\u00e7\u00e3o da vida, <\/em>firmada nos ideais ut\u00f3picos de uma sociedade justa e solid\u00e1ria e na compreens\u00e3o que eles podem reger a organiza\u00e7\u00e3o da sociedade integrando todos os de \u201cboa vontade\u201d; e o <em>di\u00e1logo inter-religioso, <\/em>na busca incessante da supera\u00e7\u00e3o dos conflitos entre as religi\u00f5es, visando a paz e a comunh\u00e3o justa dos povos. Portanto, o di\u00e1logo inter-religioso n\u00e3o \u00e9 uma express\u00e3o ao lado do ecumenismo, mas o constitui em ess\u00eancia e proposta (SANTA ANA, 1987). As experi\u00eancias ecum\u00eanicas em geral s\u00e3o marcadas por compreens\u00f5es de f\u00e9 que sejam ativas no mundo, engendradas especialmente por iniciativas de busca pela paz com justi\u00e7a, pela defesa dos direitos humanos e da terra e pelo apoio \u00e0s mais diversas a\u00e7\u00f5es de solidariedade, afirma\u00e7\u00e3o da dignidade humana e da cidadania. Nesse conjunto de experi\u00eancias, est\u00e3o presentes formas de espiritualidade singulares que possuem densidade e significados especiais e que desafiam a realidade nos dias de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 A espiritualidade humana \u00e9 dom de Deus <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro de uma s\u00e9rie de aspectos que marcam a viv\u00eancia humana, est\u00e1 a incessante busca de supera\u00e7\u00e3o de limites, do ir al\u00e9m das conting\u00eancias e das ambiguidades hist\u00f3ricas, da procura por absolutos que possam redimensionar a relatividade e a precariedade da vida. As experi\u00eancias religiosas, historicamente, pretenderam e pretendem possibilitar respostas para essa busca. Na diversidade de tais experi\u00eancias, confluem elementos os mais diversos, desde os preponderantemente numinosos, \u201csantos\u201d, espont\u00e2neos e indicadores de uma transcend\u00eancia, at\u00e9 aqueles marcadamente ideol\u00f3gicos, facilmente identificados como reprodu\u00e7\u00e3o de filosofias ou culturas e artificialmente criados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O olhar cr\u00edtico das teologias modernas e contempor\u00e2neas produziu uma saud\u00e1vel distin\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e religi\u00e3o. \u00c9 fato que tal rela\u00e7\u00e3o \u00e9 complexa e possui numerosas implica\u00e7\u00f5es, mas, no que diz respeito \u00e0 reflex\u00e3o proposta, \u00e9 preciso afirmar que a primeira, a f\u00e9, requer uma espiritualidade que, embora seja autenticamente humana, vem de uma realidade que transcende as engrenagens hist\u00f3ricas. Ela \u00e9 recebida, acolhida. A espiritualidade humana, irmanada com a f\u00e9, \u00e9 dom de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas reflex\u00f5es teol\u00f3gicas mais recentes, tem sido cada vez mais comum a indica\u00e7\u00e3o de que a f\u00e9 \u00e9 antropol\u00f3gica, e que pode tornar-se religi\u00e3o. A experi\u00eancia religiosa n\u00e3o \u00e9 desvalorizada com a referida distin\u00e7\u00e3o da f\u00e9; ao contr\u00e1rio, a religi\u00e3o \u00e9 um meio pelo qual a f\u00e9 antropol\u00f3gica se efetua. Ela est\u00e1 ao lado de outras express\u00f5es humanas, todas ideol\u00f3gicas \u2013 no sentido positivo da palavra \u2013, que podem contribuir muit\u00edssimo no cumprimento da vontade de Deus para a vida humana e para toda a cria\u00e7\u00e3o, assim como podem, em certos casos, inibir a realiza\u00e7\u00e3o do amor de Deus na vida humana e no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, o olhar teol\u00f3gico se det\u00e9m nas realidades humanas e hist\u00f3ricas para discernir as formas religiosas e culturais e compreender o que elas mostram ou o que ocultam. Ao mesmo tempo, a teologia movimenta-se para o \u201calto\u201d e para o \u201cprofundo\u201d da vida para perceber o dom gratuito de Deus doador de sentido e de significado \u00faltimo para a humanidade e para o cosmo (BOFF &amp; KEMPIS, 2016). A teologia, devido ao seu estatuto epistemol\u00f3gico, n\u00e3o pode perder o seu car\u00e1ter espiritual, mesmo que ande pelas mais \u00e1ridas veredas da racionalidade cient\u00edfica, e com isso poder refletir uma espiritualidade ecum\u00eanica .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Viver \u00e9 interpretar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o podemos nos abstrair da vida para fazer o julgamento que em geral desejamos fazer sobre ela \u2013 preciso, verdadeiro, calculado, irrefut\u00e1vel \u2013, a espiritualidade, como clima da f\u00e9, ganha contornos que, se estivermos atentos para perceber, constituem a pr\u00f3pria natureza: o de aventura (<em>ad ventura<\/em>). A espiritualidade \u00e9 uma forma de viver. \u00c9 fato que ela possui fontes bem delimitadas de cada tradi\u00e7\u00e3o religiosa. No entanto, os relatos, os escritos, os dogmas, os testemunhos religiosos foram ou s\u00e3o interpretados diversamente, por vezes at\u00e9 mesmo antagonicamente. Portanto, n\u00e3o basta dizer que a B\u00edblia, no caso crist\u00e3o, ou outra determinada tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 a fonte da espiritualidade. Deus fala ao ser humano em formas diversas e complexas, muito al\u00e9m das possibilidades de interpreta\u00e7\u00e3o dos textos tidos como sagrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Defendemos que h\u00e1 um c\u00edrculo hermen\u00eautico, uma interpreta\u00e7\u00e3o, que orienta a reflex\u00e3o teol\u00f3gica e a viv\u00eancia da f\u00e9 cujo ponto de impacto (para n\u00e3o dizer in\u00edcio em respeito \u00e0 no\u00e7\u00e3o de c\u00edrculo) \u00e9 o <em>sentir<\/em>. N\u00e3o se trata de subjetivismo nem de arbitrariedade individualista. Trata-se do encontro do humano com a Presen\u00e7a Espiritual, na linguagem teol\u00f3gica de Paul Tillich (1984), que o mobiliza e o direciona para a realidade transcendente da vida, imperativo \u00faltimo para um processo efetivo de humaniza\u00e7\u00e3o, de realiza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e de manifesta\u00e7\u00e3o do amor. Tal abertura existencial condiciona as compreens\u00f5es da vida, dos livros sagrados, da tradi\u00e7\u00e3o e do agir humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, podemos falar que viver \u00e9 interpretar e que as hermen\u00eauticas podem ser direcionadas para pr\u00e1ticas libertadoras ou para as que geram formas autorit\u00e1rias, repressivas, alienantes, preconceituosas ou violentas. Uma religiosidade, mesmo com refer\u00eancia \u00e0 B\u00edblia ou a uma doutrina espec\u00edfica, pode ter, por exemplo, contato com pessoas e fam\u00edlias pobres e n\u00e3o perceber nelas os anunciadores privilegiados do Evangelho. Da mesma forma, pode olhar uma pessoa desprovida das condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da vida, como o trabalho, e ver nisso um fruto da falta de f\u00e9 da pr\u00f3pria pessoa. Ou ver o sistema capitalista e admir\u00e1-lo, pois ele pode dar condi\u00e7\u00f5es de prosperidade para as pessoas que nele se adequam devidamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, em termos da f\u00e9 crist\u00e3, uma espiritualidade baseada na B\u00edblia, uma vez recebida sob os influxos divinos de uma decis\u00e3o existencial que valoriza o amor, a justi\u00e7a e a alteridade, em geral produz frutos diferentes. Compreendemos que, pela gra\u00e7a de Deus, \u201cuma for\u00e7a estranha no ar\u201d move e remove percep\u00e7\u00f5es a ponto de vermos o que n\u00e3o est\u00e1 mostrado: que \u201coutro mundo \u00e9 poss\u00edvel\u201d, como nos indicaram os F\u00f3runs Sociais Mundiais, que as pessoas t\u00eam valor independentemente de suas condi\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas, que o amor de Deus \u00e9 preferencialmente direcionado aos mais pobres, que a paz e a justi\u00e7a andam juntas, que o amor e o respeito devem prevalecer nas rela\u00e7\u00f5es humanas, que a salva\u00e7\u00e3o vem de Deus e \u00e9 universal, n\u00e3o se limitando a uma igreja ou religi\u00e3o espec\u00edficas, que Deus \u00e9 maior que todas as coisas. Esse tipo de espiritualidade n\u00e3o se aprende em livros ou conceitos teol\u00f3gicos, filos\u00f3ficos ou pol\u00edticos. Ele vem com a f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 <\/strong><strong>A dif\u00edcil rela\u00e7\u00e3o entre espiritualidade e teologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O casamento entre a espiritualidade e a teologia foi historicamente marcado mais por dissabores e conflitos do que por uma aproxima\u00e7\u00e3o harmoniosa. A primeira \u2013 a espiritualidade \u2013, sempre mais livre e espont\u00e2nea, tendo a defesa da vida como preocupa\u00e7\u00e3o \u00faltima, desinteressada e doadora de sentido \u00e0 f\u00e9, nem sempre tem sido como a segunda \u2013 a teologia \u2013, repleta de crit\u00e9rios racionais, por vezes orientada mais pelos interesses institucionais do que pela manifesta\u00e7\u00e3o viva do amor e da vontade de Deus, profissional, nem sempre articulada com os desafios que a vida traz. No caso da f\u00e9 crist\u00e3, historicamente, foram desprezadas intui\u00e7\u00f5es bel\u00edssimas de f\u00e9 entre montanistas, anabatistas, pentecostais, por vezes tachadas de her\u00e9ticas, outras vezes desqualificadas por seus subjetivismos e radicalismos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o foram poucos os grupos que, tamb\u00e9m ao longo da hist\u00f3ria, estiveram preocupados com esse distanciamento e tens\u00e3o. A centralidade da B\u00edblia na reflex\u00e3o teol\u00f3gica \u00e9, por exemplo, devedora de Martinho Lutero, que no s\u00e9culo XVI, em uma conjun\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os e de desenvolvimento cultural pr\u00f3prios do in\u00edcio da era moderna, possibilitou maior acesso de pessoas \u00e0 B\u00edblia. A conflu\u00eancia de v\u00e1rios elementos do itiner\u00e1rio espiritual de Lutero e de grupos reformadores da \u00e9poca \u2013 como a \u00e2nsia por liberdade, a busca de uma express\u00e3o de f\u00e9 espont\u00e2nea, o desejo de poder obter a salva\u00e7\u00e3o gratuitamente \u2013 retomou princ\u00edpios b\u00edblicos fundamentais, em especial o dom gratuito de Deus, revelado em gra\u00e7a e em amor, tais como os escritos paulinos no Novo Testamento anunciam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam-se os s\u00e9culos, numerosas experi\u00eancias de cultivo espiritual da vida e da f\u00e9 s\u00e3o vivenciadas e permanecem as tens\u00f5es entre as formas mais vivas de espiritualidade e a racionalidade teol\u00f3gica secular moderna. Os s\u00e9culos XIX e XX levam ao auge tais tens\u00f5es e abrem um horizonte significativo de melhor compreens\u00e3o racional e exeg\u00e9tica da B\u00edblia, livrando-a das pris\u00f5es do universo medieval fantasioso. V\u00e1rios te\u00f3logos dessa \u00e9poca deram passos largos na valoriza\u00e7\u00e3o do estudo cr\u00edtico da B\u00edblia, mas precisaram que outros, como Karl Barth, voltassem aos princ\u00edpios da Reforma ao destacar, por exemplo, a centralidade da B\u00edblia na vida da Igreja e na viv\u00eancia da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, a diversidade religiosa ganhou for\u00e7a. Nesse quadro, a palavra m\u00edstica se tornou cada vez mais recorrente na sociedade brasileira. De fato, a viv\u00eancia religiosa no Brasil sofreu, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, fortes mudan\u00e7as. Alguns aspectos desse novo perfil devem-se \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o dos grupos orientais, \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o religiosa afro-brasileira, ao fortalecimento institucional dos movimentos cat\u00f3licos de renova\u00e7\u00e3o carism\u00e1tica, \u00e0s express\u00f5es espiritualistas e m\u00e1gicas que se configuram em torno da chamada Nova Era, \u00e0 m\u00edstica liter\u00e1ria de autores como Paulo Coelho, e ao crescimento evang\u00e9lico, em especial, o das igrejas e movimentos pentecostais. Todas essas express\u00f5es carecem de cr\u00edtica teol\u00f3gica, constru\u00edda ecumenicamente, que pode revelar limites e potencialidades das diferentes experi\u00eancias. Espera-se que a reflex\u00e3o teol\u00f3gica e os esfor\u00e7os pr\u00e1ticos das igrejas e religi\u00f5es contribuam decisivamente para que a espiritualidade ecum\u00eanica possa ser difundida e vivenciada em todas as comunidades, grupos, projetos e institui\u00e7\u00f5es no transcorrer desse s\u00e9culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Gratuidade e compromisso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A espiritualidade ecum\u00eanica, mesmo vivida em diferentes formas e express\u00f5es, converge para os ideais marcados pelo despojamento. Ela requer formas pessoais e coletivas que nos levam a aprender com as pessoas pobres o significado mais profundo da entrega, da disposi\u00e7\u00e3o em partilhar, da solidariedade e do amor sem limites, mesmo que vivam tais dimens\u00f5es da f\u00e9 com intensas contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso da f\u00e9 crist\u00e3, diversas motiva\u00e7\u00f5es e atitudes, dif\u00edceis de serem enumeradas, brotam da leitura da B\u00edblia e emergem em uma nova espiritualidade. No entanto, \u00e9 poss\u00edvel intuir que a espiritualidade b\u00edblica hoje deve, pelo menos, forjar uma pr\u00e1tica de discipulado, de seguimento de Jesus com abertura ao outro, de missionariedade e de valoriza\u00e7\u00e3o da vida, em todos os seus aspectos. Tais dimens\u00f5es \u2013 ao lado de outros relevantes aspectos \u2013 est\u00e3o presentes em diversos grupos espalhados pelo Continente, cat\u00f3licos, evang\u00e9licos e ecum\u00eanicos. Neles, a B\u00edblia n\u00e3o \u00e9 idolatrada, nem meramente contemplada, mas lida de forma integrada, quando a dimens\u00e3o m\u00edstica da f\u00e9 \u00e9 articulada com a vis\u00e3o prof\u00e9tica. Ao mesmo tempo, a centralidade da Palavra na reflex\u00e3o sobre a f\u00e9 requer uma vis\u00e3o global da B\u00edblia e n\u00e3o fragmentada em peda\u00e7os que s\u00e3o justificados ideologicamente por \u201cnossa imagem e semelhan\u00e7a\u201d. N\u00e3o se trata de uma \u201creceita\u201d, mas tal viv\u00eancia \u00e9 um indicativo de fugirmos da leitura fundamentalista, autorit\u00e1ria, ao \u201cp\u00e9 da letra\u201d, sem conex\u00e3o com a realidade da vida. Trata-se de uma leitura que visa a dimens\u00e3o dialogal, amorosa e justa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais indica\u00e7\u00f5es nos levam a perguntar se \u00e9 poss\u00edvel vivermos uma espiritualidade ecum\u00eanica nos dias de hoje. Como realizar tal feito em meio a tantas tenta\u00e7\u00f5es individualistas, sect\u00e1rias e consumistas? A cultura firmada no lucro a qualquer pre\u00e7o, na explora\u00e7\u00e3o e na coisifica\u00e7\u00e3o do ser humano, no individualismo e na indiferen\u00e7a, como se sabe, \u00e9 oposta \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 e ao esp\u00edrito ecum\u00eanico (BINGEMER, 2013). Por outro lado, a f\u00e9 \u00e9 fruto do amor. Ela \u00e9 express\u00e3o da gra\u00e7a de Deus. E em nossa cultura \u2013 capitalista, no caso \u2013 n\u00e3o h\u00e1 nada \u201cde gra\u00e7a\u201d&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gratuidade \u00e9 uma grandeza aut\u00f4noma, importante em si, que dispensa instrumentaliza\u00e7\u00f5es, sejam religiosas ou pol\u00edticas. Nas palavras paulinas: \u201cj\u00e1 n\u00e3o sou mais eu que vivo, pois \u00e9 Cristo que vive em mim\u201d (G\u00e1latas 2,20). Assim, \u00e9 poss\u00edvel, acima de tudo, viver a gratuidade gratuitamente, como um \u201cclima\u201d que envolve toda a viv\u00eancia humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda na f\u00e9 crist\u00e3 temos, no Novo Testamento, o Serm\u00e3o da Montanha, que indica nas bem-aventuran\u00e7as (Mateus 5,1-12) que a pureza de cora\u00e7\u00e3o \u00e9, especialmente, esvaziamento dos dogmatismos e imposi\u00e7\u00f5es. A humildade, como express\u00e3o da espiritualidade b\u00edblica, \u00e9 estar radicalmente envolvido nos processos pol\u00edticos libertadores, todavia com um sentimento de \u201cservo in\u00fatil\u201d e pecador. Trabalhar pela paz, por exemplo, \u00e9 n\u00e3o fazer da luta o fim \u00faltimo, compreendendo-a apenas como meio provis\u00f3rio, sem construir uma m\u00edstica da luta e sim da justi\u00e7a da paz e da reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Espiritualidade inter-religiosa e Direitos Humanos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A espiritualidade ecum\u00eanica, como sabemos, requer capacidade de di\u00e1logo e profunda sensibilidade para a afirma\u00e7\u00e3o da vida e para a promo\u00e7\u00e3o da paz. Nesse sentido, a miss\u00e3o crist\u00e3 consiste em anunciar o Evangelho que se fez carne em determinada cultura. Mas, nem o Evangelho e nem as culturas existem por si mesmos. Esses dois p\u00f3los interagem e, com isso, o Evangelho confere \u00e0 miss\u00e3o um aspecto prof\u00e9tico, compreendido como Reino de Deus que, por sua vez, requer transforma\u00e7\u00e3o crescente da sociedade e das culturas nela inseridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A religi\u00e3o e a espiritualidade se destinam \u00e0 vida. Ou seja, elas representam a ajuda para que pessoas e comunidades vivam de forma melhor a realidade atual. Ao mesmo tempo em que a religi\u00e3o torna-se causa de divis\u00e3o e conflito entre povos de todas as partes do mundo, ela tamb\u00e9m abre os seus caminhos para o di\u00e1logo e para a promo\u00e7\u00e3o da paz. O di\u00e1logo \u00e9 uma incumb\u00eancia das religi\u00f5es e ele precisa ir al\u00e9m da partilha de opini\u00f5es e experi\u00eancias e chegar ao desafio m\u00fatuo e \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o conjunta tendo em vista a constru\u00e7\u00e3o de uma nova humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e1logo inter-religioso n\u00e3o se restringe em n\u00edvel de especialistas, mas ocorre igualmente nas camadas populares. Nesse campo, n\u00e3o se pode menosprezar o valor e o significado das curas e dos milagres e como eles revelam fontes genu\u00ednas de espiritualidade, quase sempre provenientes de distintas tradi\u00e7\u00f5es religiosas. O pensamento moderno n\u00e3o pode ser ref\u00e9m da l\u00f3gica meramente racionalista e tamb\u00e9m n\u00e3o precisa abdicar dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista pr\u00e1tico, as religi\u00f5es em geral e as igrejas crist\u00e3s em particular s\u00e3o desafiadas ao protesto contra todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o e ao incentivo \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o e ao sentido de comunidade no mundo. Elas devem igualmente contribuir para consensos p\u00fablicos e debates regionais e nacionais que podem formar a base de uma comunidade maior de liberdade, igualdade, fraternidade e justi\u00e7a. \u00c9 fato que o v\u00ednculo entre religi\u00f5es e direitos humanos na atualidade \u00e9 bastante amb\u00edguo e complexo. As interfaces entre religi\u00e3o e cultura, por exemplo, n\u00e3o podem ser desprezadas nas an\u00e1lises. N\u00e3o basta meramente condenar as formas fundamentalistas, pois elas possuem ra\u00edzes mais vigorosas e na maioria das vezes com significado social profundo. No caso de movimentos fundamentalistas contempor\u00e2neos no isl\u00e3, por exemplo, muitos t\u00eam sido vistos como rea\u00e7\u00e3o defensiva aos impactos da cultura ocidental, percebida como destruidora de valores sociais e religiosos. Algo similar pode se dizer sobre o conversionismo exacerbado de grupos crist\u00e3os, que gera uma identidade r\u00edgida, mas forma um sentimento de perten\u00e7a em um mundo de despersonifica\u00e7\u00e3o e anomia. Talvez, uma comunica\u00e7\u00e3o mais dial\u00f3gica entre as religi\u00f5es pudesse contribuir para que todas identificassem suas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es e se voltassem, assim, para a promo\u00e7\u00e3o dos valores humanos e para o bem-estar de todos (AMALADOSS, 1995).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 O di\u00e1logo ecum\u00eanico como afirma\u00e7\u00e3o da vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tradi\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de di\u00e1logos entre as religi\u00f5es, como se sabe, h\u00e1 implica\u00e7\u00f5es expressas de partilha de vida, experi\u00eancia de comunh\u00e3o e conhecimento m\u00fatuo, dentro de um horizonte de humaniza\u00e7\u00e3o, de busca da paz e da justi\u00e7a e de valoriza\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o da vida, considerando as exig\u00eancias concretas que tais dimens\u00f5es possuem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e1tica de di\u00e1logo entre as religi\u00f5es se d\u00e1 entre pessoas e grupos que est\u00e3o enraizados e compromissados com a sua f\u00e9 espec\u00edfica, mas que ao mesmo tempo est\u00e3o abertos ao aprendizado da diferen\u00e7a. Para a realiza\u00e7\u00e3o dessa aproxima\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica, Faustino Teixeira (2008) indica cinco elementos norteadores: a consci\u00eancia de humildade, a abertura ao valor da alteridade, a fidelidade \u00e0 pr\u00f3pria tradi\u00e7\u00e3o, a busca comum da verdade e um esp\u00edrito de compaix\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 v\u00e1rias formas de di\u00e1logo inter-religioso, mas independentemente delas a pr\u00e1tica dialogal requer um esp\u00edrito de abertura, hospitalidade e cuidado. Entre as formas de di\u00e1logo se destacam: a coopera\u00e7\u00e3o religiosa em favor da paz, os interc\u00e2mbios teol\u00f3gicos e a partilha da experi\u00eancia religiosa, especialmente no \u00e2mbito da devocionalidade e da ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 ainda dois p\u00f3los de reflex\u00e3o, ambos por demais desafiadores. O primeiro trata do lugar do di\u00e1logo entre as religi\u00f5es no processo de globaliza\u00e7\u00e3o, considerando tanto os efeitos positivos, como as facilidades de comunica\u00e7\u00e3o, uma nova consci\u00eancia global e planet\u00e1ria e o pluralismo, quanto os negativos, como o agu\u00e7amento do fundamentalismo nas v\u00e1rias religi\u00f5es. Tal contradi\u00e7\u00e3o reside, especialmente, na recusa do engajamento comunicativo, por um lado, e pela abertura dialogal, por outro. A primeira op\u00e7\u00e3o refor\u00e7a os tradicionalismos exacerbados em rea\u00e7\u00e3o \u00e0s novas sensibilidades e circunst\u00e2ncias da comunica\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica e global, o que gera as mais distintas formas de fundamentalismo. A segunda op\u00e7\u00e3o, a do di\u00e1logo, se imp\u00f5e como desafio criativo e significativo para o futuro do mundo. O segundo polo diz respeito \u00e0 espiritualidade e como ela se vincula intimamente \u00e0 pr\u00e1tica do di\u00e1logo inter-religioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A complexa realidade social e religiosa que hoje enfrentamos, especialmente o pluralismo religioso, tanto no n\u00edvel intra-crist\u00e3o como no inter-religioso, desafia fortemente a produ\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica latino-americana. Entre os desafios est\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de uma l\u00f3gica plural para o caminho teol\u00f3gico e pastoral, o que ressalta ainda mais a import\u00e2ncia das quest\u00f5es ecum\u00eanicas para as reflex\u00f5es teol\u00f3gicas atuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destacamos em nossa reflex\u00e3o sobre os desafios da espiritualidade ecum\u00eanica para a f\u00e9 crist\u00e3 o encontro das pessoas e grupos com a vida e com a B\u00edblia, e como tal encontro marca o caminho espiritual delas, fazendo com que tenham sempre em mente os desafios pastorais do presente s\u00e9culo. Para isso, vimos a espiritualidade como dom de Deus, como \u201cclima\u201d que nos possibilita viver a vida, interpretando os seus desafios, dilemas e possibilidades, orientados pela ideia de que a f\u00e9 sem a vida \u00e9 morta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa considera\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 que diante do pluralismo religioso faz-se necess\u00e1ria para a teologia ecum\u00eanica uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0 articula\u00e7\u00e3o entre a capacidade de di\u00e1logo dos grupos religiosos e os desafios em torno da defesa dos direitos humanos, pressupondo que a espiritualidade ecum\u00eanica requer vis\u00e3o dial\u00f3gica, profunda sensibilidade com as quest\u00f5es que afetam a vida humana e inclina\u00e7\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o da paz. Indicamos, tamb\u00e9m, que uma espiritualidade ecum\u00eanica que emerge dos desafios e das bases da f\u00e9 crist\u00e3, assim como do pluralismo religioso, ter\u00e1 como valor a dimens\u00e3o m\u00edstica e a alteridade e isso incidir\u00e1 nos processos religiosos e sociais, favorecendo perspectivas ut\u00f3picas, democr\u00e1ticas e doadoras de sentido. Ressaltamos o di\u00e1logo ecum\u00eanico como afirma\u00e7\u00e3o da vida, com as respectivas e concretas implica\u00e7\u00f5es no tocante \u00e0 solidariedade, \u00e0 comunh\u00e3o, ao conhecimento m\u00fatuo e \u00e0s iniciativas e projetos de humaniza\u00e7\u00e3o e de justi\u00e7a social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Claudio de Oliveira Ribeiro, <\/em>UMESP, Original Portugu\u00eas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>8 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AMALADOSS, Michel. <em>Pela estrada da vida: <\/em>pr\u00e1tica do di\u00e1logo inter-religioso<em>. <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BINGEMER, Maria Clara. <em>O mist\u00e9rio e o mundo<\/em>: paix\u00e3o por Deus em tempos de descren\u00e7a<em>. <\/em>Rio de Janeiro: Rocco, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOFF, Leonardo; KEMPIS, Tomas de. <em>Imita\u00e7\u00e3o de Cristo e seguimento de Jesus. <\/em>Petr\u00f3polis: Vozes, 2106.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SANTA ANA, Julio de. <em>Ecumenismo e liberta\u00e7\u00e3o: <\/em>reflex\u00f5es sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a unidade crist\u00e3 e o Reino de Deus<em>. <\/em>Petr\u00f3polis: Vozes, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TEIXEIRA, Faustino do Couto; DIAS, Zwinglio Motta. <em>Ecumenismo e di\u00e1logo inter-religioso<\/em>: a arte do poss\u00edvel<em>. <\/em>Aparecida: Santu\u00e1rio, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TILLICH, Paul. <em>Teologia sistem\u00e1tica. <\/em>S\u00e3o Paulo: Paulinas\/Sinodal, 1984.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Introdu\u00e7\u00e3o 2 A espiritualidade humana \u00e9 dom de Deus 3 Viver \u00e9 interpretar 4 A dif\u00edcil rela\u00e7\u00e3o entre espiritualidade e teologia 5 Gratuidade e compromisso 6 Espiritualidade inter-religiosa e Direitos Humanos 7 O di\u00e1logo ecum\u00eanico como afirma\u00e7\u00e3o da vida 8 Considera\u00e7\u00f5es finais 9 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 Introdu\u00e7\u00e3o Dentro da tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica protestante \u2013 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-1445","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade-e-formacao-de-cristaos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1445"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1446,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1445\/revisions\/1446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}