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{"id":1437,"date":"2017-09-28T08:58:24","date_gmt":"2017-09-28T11:58:24","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1437"},"modified":"2017-09-28T08:58:24","modified_gmt":"2017-09-28T11:58:24","slug":"padres-apostolicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1437","title":{"rendered":"Padres Apost\u00f3licos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>1.1 Quem s\u00e3o os Padres Apost\u00f3licos<\/p>\n<p>1.2 Forma\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>1.3 Natureza da cole\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>2 Caracter\u00edsticas Gerais<\/p>\n<p>3 Breve apresenta\u00e7\u00e3o de cada obra em particular<\/p>\n<p>4 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p><strong>1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.1 Quem s\u00e3o os Padres Apost\u00f3licos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a express\u00e3o Padres Apost\u00f3licos entende-se hoje um <em>corpus <\/em>de escritos dos s\u00e9culos I-II, de autores que teriam conhecido diretamente os ap\u00f3stolos ou que teriam tido contato com testemunhas diretas de seu ensinamento. Por esse motivo, essas obras gozaram de grand\u00edssima autoridade na \u00e9poca antiga, ao ponto de algumas se encontrarem listadas nos elencos primitivos de Escritura can\u00f4nica (como o <em>C\u00e2non de<\/em> <em>Muratori <\/em>ou o <em>C\u00f3digo sina\u00edtico<\/em> do s\u00e9c. IV). Tal <em>corpus,<\/em> hoje, \u00e9 variadamente considerado nas edi\u00e7\u00f5es modernas. Considera-se parte dele a <em>Carta aos Cor\u00edntios<\/em>, de Clemente de Roma, as sete cartas aut\u00eanticas de In\u00e1cio de Antioquia, a <em>Carta aos Filipenses<\/em>, de Policarpo de Esmirna, e o <em>Mart\u00edrio de Policarpo<\/em>, os fragmentos de Papias de Hier\u00e1polis, a <em>Carta do Pseudobarnab\u00e9<\/em>, o <em>Pastor de Hermas<\/em>, a <em>Didach\u00e9<\/em>. Hoje se tende a considerar parte desse <em>corpus<\/em> o <em>A Diogneto<\/em> e a <em>Homilia<\/em> do Pseudoclemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2 Forma\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A particularidade desse <em>corpus<\/em> consiste em que n\u00e3o foi formado na antiguidade, mas surgiu no s\u00e9c. XVII. O termo em si, quanto sabemos, foi usado pela primeira vez por um autor do s\u00e9c. VII, Anast\u00e1sio Sina\u00edta, abade do mosteiro de Santa Catarina do Sinai (cf. EHRMAN, 2003, p.1), para indicar o <em>corpus<\/em> de escritos que naquele tempo era atribu\u00eddo a Dion\u00edsio Areopagita, obra que certamente n\u00e3o \u00e9 anterior ao fim do s\u00e9c. V e que hoje se denomina com o termo Pseudoareopagita. Mas s\u00f3 a partir de 1672, com a publica\u00e7\u00e3o realizada por J.\u00a0Cotelier, da obra SS.\u00a0<em>Patrum qui temporibus apostolicis floruerunt<\/em><em> etc.<\/em>, come\u00e7a a formar-se esse grupo de escritos. Cotelier, que usa por primeiro, duas vezes, em sua obra o termo futuramente consagrado pelo uso <em>apostolicorum patrum collectio<\/em> (\u201ccole\u00e7\u00e3o dos padres apost\u00f3licos\u201d), inclui nessa colet\u00e2nea cinco autores: Barnab\u00e9, Clemente de Roma, Hermas, In\u00e1cio de Antioquia e Policarpo de Esmirna. O crit\u00e9rio usado por Cotelier para formar esse grupo era que os autores tivessem conhecido os ap\u00f3stolos ou Paulo, ou que tivessem sido seus disc\u00edpulos diretos (cf. EHRMAN, 2003, p.8-9). Em 1765, A. Galandi, <em>Bibliotheca veterum patrum<\/em><em>, <\/em>acrescenta-lhe os fragmentos de Papias de Hier\u00e1polis e o <em>A Diogneto<\/em>. Em 1883 foi descoberto um manuscrito que fez conhecer o texto da Didach\u00e9, que imediatamente foi incorporado a essa cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.3 Natureza da cole\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma dificuldade levantada por alguns autores contempor\u00e2neos \u00e9 que tal <em>corpus<\/em> n\u00e3o segue crit\u00e9rios un\u00edvocos. A\u00ed se encontram, de fato, g\u00eaneros liter\u00e1rios diversos (h\u00e1 cartas, o Pastor \u00e9 considerado por muitos autores como um exemplo de apocal\u00edptica; Pseudoclemente \u00e9 uma homilia; <em>A Diogneto<\/em> \u00e9 uma apologia, etc). Se o crit\u00e9rio \u00e9 ter conhecido os ap\u00f3stolos ou Paulo, a dificuldade consiste em que a <em>Carta de Barnab\u00e9<\/em> (que \u00e9, antes, um tratado), por exemplo, \u00e9 um caso de pseudepigrafia, ou seja, n\u00e3o \u00e9 escrita pelo colaborador de Paulo, como n\u00e3o \u00e9, certamente, Clemente o autor da homilia que faz parte do <em>corpus<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns autores, como Drobner (1998, p.98-9), acreditam que a express\u00e3o <em>corpus<\/em> deveria ser abandonada e as obras recolocadas na hist\u00f3ria da literatura crist\u00e3 com crit\u00e9rios mais homog\u00eaneos (cronol\u00f3gico ou de g\u00eanero liter\u00e1rio). N\u00e3o vemos dificuldade alguma em continuar usando a express\u00e3o, j\u00e1 consagrada na tradi\u00e7\u00e3o plurissecular, uma vez que estejamos conscientes de sua natureza heterog\u00eanea e da singularidade de cada obra. Os Padres Apost\u00f3licos, juntamente com outras fontes pertinentes, s\u00e3o um testemunho indispens\u00e1vel para compreender a din\u00e2mica dos primeiros momentos da forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia crente e da Igreja: \u201cs\u00e3o uma fonte privilegiada para estudar a cristologia, a quest\u00e3o da penit\u00eancia, que emerge em particular do <em>Pastor<\/em> de Hermas, o mart\u00edrio, a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres, a pr\u00e1xis sacramental, a vida e a organiza\u00e7\u00e3o da Igreja primitiva\u201d (DELL\u2019OSSO, 2011, p.10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Caracter\u00edsticas Gerais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os autores que se ocuparam com os Padres Apost\u00f3licos, assim como os simples leitores, sem interesse direto pela Patr\u00edstica ou pela literatura crist\u00e3 antiga, concordam em que, nas p\u00e1ginas desses Padres, se percebe uma simplicidade que parece desaparecer nas obras dos Padres posteriores, sobretudo a partir do s\u00e9c. IV. Significativos s\u00e3o os ju\u00edzos de autores cl\u00e1ssicos e contempor\u00e2neos: \u201cAinda est\u00e1 distante a preocupa\u00e7\u00e3o que inspirar\u00e1 os apologistas do s\u00e9c. II, de oferecer uma explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do cristianismo ou dos dogmas em particular\u201d (ALTANER, 1968, \u00a723). \u201cOs escritos dos Padres Apost\u00f3licos tem um car\u00e1ter pastoral. Seu conte\u00fado como seu estilo os aproximam dos livros do Novo Testamento\u201d (QUASTEN, 1980\/2009, p.44). \u201cCada vez que se abre uma de suas p\u00e1ginas, descobrem-se novos aspectos de humanidade, de sabedoria e de experi\u00eancias iluminadas. N\u00e3o envelhecem nunca porque t\u00eam uma verdadeira superabund\u00e2ncia de vida espiritual. (&#8230;) De toda a literatura crist\u00e3 antiga, a dos Padres Apost\u00f3licos \u00e9 talvez a mais espont\u00e2nea que consegue fazer convergir para ela tamb\u00e9m o interesse dos mais cr\u00edticos do cristianismo de hoje\u201d (QUACQUARELLI, 1991, p.375-6). \u201cOs autores dessas obras n\u00e3o eram escritores de profiss\u00e3o, mas escreviam para os crist\u00e3os, com a linguagem compreens\u00edvel e simples, com que se dirigiam aos seus irm\u00e3os na f\u00e9\u201d (DELL\u2019OSSO, 2011, p.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, seria um erro considerar esses escritos como \u201cmais puros\u201d em rela\u00e7\u00e3o a uma pretensa decad\u00eancia das obras posteriores que iriam numa dire\u00e7\u00e3o intelectual\u00edstica. Na realidade, esses escritos n\u00e3o se ocupam de \u201cteologia\u201d como a entendemos hoje e como a encontramos nos autores, principalmente a partir do s\u00e9c. IV, porque o cristianismo ainda n\u00e3o tinha sido desafiado por quest\u00f5es a respeito da verdade de suas afirma\u00e7\u00f5es. Isso ocorrer\u00e1, sobretudo, no confronto com o gnosticismo e o arianismo, que provocar\u00e1 a necessidade de uma resposta em acordo com o dep\u00f3sito da f\u00e9 tal como foi recebido. E os primeiros textos realmente teol\u00f3gicos, como os entendemos, s\u00e3o os de Irineu de Lyon e, sobretudo, os de Or\u00edgenes, em rea\u00e7\u00e3o aos gn\u00f3sticos; um passo ulterior ser\u00e1 dado pelos Padres Capad\u00f3cios (Bas\u00edlio de Cesareia, Greg\u00f3rio de Nazianzo, Greg\u00f3rio de Nissa) em rea\u00e7\u00e3o ao arianismo e ao apolinarismo. Os textos dos Padres Apost\u00f3licos permanecem no estilo b\u00edblico, t\u00eam especialmente interesse paren\u00e9tico, de exorta\u00e7\u00e3o moral, e abordam quest\u00f5es que dizem respeito \u00e0 vida da comunidade. Sua linguagem \u00e9 concreta, eles ainda usam as categorias do Antigo Testamento no intento de dar conta da novidade experimentada com o acontecido com Jesus. Em suas p\u00e1ginas encontramos a express\u00e3o da novidade crist\u00e3 mostrando que ainda n\u00e3o tem necessidade de categorias e linguagem diferentes das da Sagrada Escritura, diversamente de quando ser\u00e1 necess\u00e1rio responder a <em>quest\u00f5es diferentes<\/em> a respeito da pr\u00f3pria f\u00e9. A teologia trinit\u00e1ria de Or\u00edgenes e o desenvolvimento dogm\u00e1tico a partir de Niceia (325) e Constantinopla I (381), assim como os momentos finais da reflex\u00e3o teol\u00f3gica de Atan\u00e1sio de Alexandria e dos Capad\u00f3cios, s\u00e3o as respostas adequadas \u00e0s <em>novas<\/em> perguntas postas, respectivamente, pelos gn\u00f3sticos e por \u00c1rio. Os Padres Apost\u00f3licos n\u00e3o abordam esses temas porque simplesmente a consci\u00eancia teol\u00f3gica de seu tempo ainda n\u00e3o tinha tido necessidade de diferenciar-se teoricamente. Isso n\u00e3o tira, ao contr\u00e1rio, refor\u00e7a o seu car\u00e1ter extraordin\u00e1rio de fonte de alt\u00edssimo valor para os in\u00edcios do cristianismo em todas as suas dimens\u00f5es: \u201cas suas ricas e significativas diversidades e o desenvolvimento da compreens\u00e3o da pr\u00f3pria autoidentidade, distin\u00e7\u00e3o social, teologia, normas \u00e9ticas e pr\u00e1ticas lit\u00fargicas\u201d (EHRMAN, 2003, p.13-4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Breve apresenta\u00e7\u00e3o de cada obra em particular<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Carta aos Cor\u00edntios <\/em><\/strong><strong>de Clemente Romano<\/strong>, indicada tamb\u00e9m como 1Clem. O texto em si mesmo \u00e9 an\u00f4nimo, mas certamente \u00e9 uma carta do \u00e2mbito romano e a atribui\u00e7\u00e3o ao bispo de Roma, Clemente, \u00e9 constante nas fontes antigas e no consenso geral dos estudiosos modernos. Citada por fontes antigas escritas antes de 170 e fazendo refer\u00eancia \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o de Nero (64) e a um tempo de persegui\u00e7\u00e3o enquanto o autor escreve, leva a pensar no per\u00edodo final do governo do Imperador Domiciano (81-96). O texto \u00e9 uma exorta\u00e7\u00e3o \u00e0 paz escrita por parte da Igreja de Roma e endere\u00e7ada \u00e0 Igreja de Corinto por ocasi\u00e3o de graves tens\u00f5es internas nessa \u00faltima. A popularidade da carta foi enorme, a ponto de, ainda em 170, ser lida nas assembleias crist\u00e3s. Tradicionalmente se viu nesta carta uma indica\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o preeminente da Igreja de Roma que pode intervir nas din\u00e2micas internas de outra Igreja. Recentemente se prop\u00f4s tamb\u00e9m ver nesta carta um caso \u201cde <em>correptio fraterna <\/em>[corre\u00e7\u00e3o fraterna]<em>,<\/em> a ser entendida n\u00e3o como simples exorta\u00e7\u00e3o, mas como um procedimento jur\u00eddico preciso que poderia conduzir \u00e0 exclus\u00e3o da comunidade\u201d (LONGOBARDO, 2007, p.141)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Se n\u00e3o no plano jur\u00eddico, contudo, a legitimidade da interven\u00e7\u00e3o da Igreja de Roma certamente era reconhecida ao menos no plano da preocupa\u00e7\u00e3o pastoral. A carta \u00e9 interessante, ainda, pelos temas filos\u00f3ficos presentes na trama do seu texto, al\u00e9m do \u201csabor\u201d b\u00edblico que a permeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Homilia do Pseudoclemente<\/strong>. Na tradi\u00e7\u00e3o manuscrita da 1Clem, exatamente em tr\u00eas manuscritos, depois da <em>Carta aos Cor\u00edntios<\/em>, da qual falamos acima, encontra-se este texto, chamado em dois dos tr\u00eas manuscritos \u201cSegunda Carta de Clemente aos Cor\u00edntios\u201d. O texto parece na realidade uma antiga homilia, provavelmente batismal, mas do \u00e2mbito oriental (Egito, S\u00edria), que remonta \u00e0 metade do s\u00e9c. II. \u201c\u00c9 o mais antigo serm\u00e3o crist\u00e3o que chegou at\u00e9 n\u00f3s, dirigido a ne\u00f3fitos, cujo tom simples e s\u00f3brio revela um escritor desprovido de aspira\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias\u201d (DELL\u2019OSSO, 2011, p.213).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cartas de In\u00e1cio de Antioquia<\/strong>. A discuss\u00e3o em torno a essas cartas foi, a seu tempo, enorme. In\u00e1cio foi bispo de Antioquia entre os s\u00e9culos I e II (tradicionalmente sua morte \u00e9 datada do ano 107, sob o Imperador Trajano). A antiguidade e, portanto, a autoridade dessas cartas \u00e9 de enorme import\u00e2ncia, porque nos fornecem indica\u00e7\u00f5es precisas sobre a estrutura e a organiza\u00e7\u00e3o da Igreja em seu tempo. De maneira particular impressiona o episcopado mon\u00e1rquico, onde o bispo \u00e9 o garante da unidade da Igreja; a estrutura bispo-presb\u00edtero-di\u00e1cono da ordem ministerial; mas, tamb\u00e9m, a centralidade do mist\u00e9rio de Cristo, com insist\u00eancia na realidade da encarna\u00e7\u00e3o contra as evidentes posi\u00e7\u00f5es adversas de tipo docetista; not\u00e1vel, al\u00e9m disso, a espiritualidade do mart\u00edrio ligada a uma famosa imagem eucar\u00edstica. O fato que o <em>corpus <\/em>de suas cartas nos tenha chegado de modo complexo favoreceu as posi\u00e7\u00f5es de quem, contr\u00e1rio ao reconhecimento de tal organiza\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica eclesial j\u00e1 nos s\u00e9culos I-II, negava a autenticidade das cartas, considerando-as muito posteriores. \u201cAt\u00e9 os nossos dias o ceticismo foi alimentado pela complicada hist\u00f3ria do texto, na qual a cr\u00edtica textual bem pronto se enla\u00e7ou com quest\u00f5es teol\u00f3gicas e foi influenciada e \u00e0s vezes at\u00e9 guiada por op\u00e7\u00f5es confessionais e se tornou sempre mais o ve\u00edculo de uma cr\u00edtica liter\u00e1ria nem sempre livre de pressupostos no que dizia respeito ao conte\u00fado\u201d (PROSTMEIER, 2006, p.490). Hoje h\u00e1 um consenso bastante generalizado no reconhecimento da autenticidade das sete cartas que In\u00e1cio escreveu em sua deporta\u00e7\u00e3o para Roma, para a\u00ed ser julgado e morto, tendo-as redigido \u00e0 guisa de um \u201cdi\u00e1rio de viagem escrito pelo m\u00e1rtir <em>designatus, <\/em>para usar uma express\u00e3o de Tertuliano\u201d (QUACQUARELLI, 1991, p.97)<em>.<\/em> Essas cartas s\u00e3o <em>Aos Ef\u00e9sios<\/em>, <em>Aos Magn\u00e9sios<\/em> (ou seja, \u00e0 comunidade de Magn\u00e9sia no Meandro, hoje territ\u00f3rio da Prov\u00edncia de Aydin, na Turquia), <em>Aos Tralianos<\/em> (ou seja, \u00e0 comunidade de Tr\u00e1lia ou Trales, hoje Aydin, na Turquia), <em>Aos Romanos<\/em>, <em>Aos Filad\u00e9lfios<\/em> (ou seja, \u00e0 comunidade de Filad\u00e9lfia, hoje Ala\u015fehir, na Turquia), <em>Aos Esm\u00edrnios<\/em> (de Esmirna, hoje Izmir, na Turquia), <em>A Policarpo<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Carta aos Filipenses<\/em><\/strong> <strong>de<\/strong> <strong>Policarpo de Esmirna<\/strong>. Tendo a comunidade de Filipos solicitado a Policarpo c\u00f3pia das cartas de In\u00e1cio, que ele possu\u00eda, o bispo de Esmirna as enviou acompanhadas de uma carta sua, que hoje, contrariamente a hip\u00f3teses anteriores, se considera \u00fanica e n\u00e3o a fus\u00e3o de uma carta com um bilhete (cap. 13). A carta \u00e9 importante porquanto fala justamente das mencionadas cartas de In\u00e1cio. Aproveitando a circunst\u00e2ncia, Policarpo exorta os crist\u00e3os de Filipos em mat\u00e9ria de moral cotidiana e os incentiva a resistir \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es docetistas. Deve ter sido escrita n\u00e3o muito tempo depois da morte de In\u00e1cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mart\u00edrio de Policarpo<\/strong>. Policarpo, segundo Irineu, teria conhecido o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o. Parece, no entanto, que o bispo de Lyon confunde o ap\u00f3stolo com um presb\u00edtero hom\u00f4nimo, contempor\u00e2neo de Policarpo, mencionado por Papias de Hier\u00e1polis (DELL\u2019OSSO, 2011, p.131). Ap\u00f3s sua morte, muitas comunidades solicitaram not\u00edcia sobre o mart\u00edrio do bispo anci\u00e3o (morreu aos 86 anos), que gozava de grande autoridade. O texto, que em si seria uma carta, inaugura (cf. LONGOBARDO, 2007, p.143), no entanto, o g\u00eanero liter\u00e1rio martirial, e usa pela primeira vez o termo \u201cm\u00e1rtir\u201d, no sentido em que ser\u00e1 conhecido sobretudo a partir das persegui\u00e7\u00f5es da metade do s\u00e9c. III. No <em>Mart\u00edrio de Policarpo<\/em> encontramos quase todos os elementos que servir\u00e3o de base ao culto e \u00e0 espiritualidade dos m\u00e1rtires.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Carta de Barnab\u00e9 <\/strong>(ou<strong> Pseudobarnab\u00e9<\/strong>)<em>.<\/em> Encontramos este importante texto elencado logo depois do Apocalipse, no famoso <em>Codex Sinaiticus, <\/em>um manuscrito do s\u00e9c. IV que cont\u00e9m a mais antiga c\u00f3pia do Novo Testamento completo, portanto entre os livros tidos como inspirados. Algumas evid\u00eancias internas nos levam a datar o escrito da primeira metade do s\u00e9c. II, talvez no \u00e2mbito alexandrino, mas sem excluir a possibilidade da Palestina ou da S\u00edria. Certamente n\u00e3o \u00e9 de autoria do companheiro e colaborador de Paulo, raz\u00e3o pela qual hoje se indica tamb\u00e9m como Pseudobarnab\u00e9. Embora a forma seja do g\u00eanero epistolar, o texto na realidade \u00e9 um verdadeiro tratado, onde pela primeira vez \u2013 quanto sabemos \u2013 \u00e9 abordada a quest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre o cristianismo e o juda\u00edsmo. A primeira parte \u00e9 escrita em perspectiva fortemente cr\u00edtica ao juda\u00edsmo, do qual toma claramente dist\u00e2ncia; na segunda parte encontra-se uma catequese paren\u00e9tica, segundo a cl\u00e1ssica imagem das duas vias. Como em todas as obras de pol\u00eamica com o juda\u00edsmo deste per\u00edodo, ou na literatura sir\u00edaca do s\u00e9c. IV, como em Afraates e Efr\u00e9m de N\u00edsibi, seria um grave erro ler esses textos como \u201cantissemitismo\u201d <em>ante litteram<\/em>. As disputas mais furiosas se d\u00e3o muitas vezes entre irm\u00e3os. E nesses textos temos o desenvolvimento de uma nova compreens\u00e3o e o processo de afirma\u00e7\u00e3o de uma nova identidade devida \u00e0 ades\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia do acontecido com Jesus, pela qual a diferencia\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 origem judaica comportou tens\u00f5es n\u00e3o irrelevantes de ambos os lados. Concordamos plenamente com C. Dell\u2019Osso quando diz que o Pseudobarnab\u00e9 \u00e9 \u201co \u00eaxito daquele esfor\u00e7o de reflex\u00e3o que o movimento crist\u00e3o emergente estava fazendo em busca das raz\u00f5es de sua diferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o ao juda\u00edsmo, ou em busca da identidade crist\u00e3 em rela\u00e7\u00e3o com a matriz judaica\u201d (2011, p.178).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O <em>Pastor<\/em> de Hermas<\/strong>. Este texto, em compara\u00e7\u00e3o com os demais que pertencem ao <em>corpus<\/em> dos Padres Apost\u00f3licos, \u00e9 certamente o mais dif\u00edcil de situar dentro do quadro. O autor seria Hermas, irm\u00e3o do Papa Pio (140-155), de acordo a informa\u00e7\u00e3o do <em>C\u00e2non de Muratori<\/em>. Or\u00edgenes, por outro lado, levanta a hip\u00f3tese de que o autor do <em>Pastor<\/em> \u00e9 o Hermas saudado por Paulo em Romanos 16,14. O texto tamb\u00e9m foi considerado como formado por um material variado, que passou por v\u00e1rias reda\u00e7\u00f5es e que teria recebido sua forma atual por volta da metade do s\u00e9c. II. O escrito est\u00e1 claramente dividido em tr\u00eas partes que pareceram a alguns independentes, a tal ponto de levantarem a hip\u00f3tese de v\u00e1rios autores organizados por um redator final. Outros, ao contr\u00e1rio, tendem a uma unidade global, e essa \u00e9 hoje a posi\u00e7\u00e3o corrente entre os estudiosos. A obra est\u00e1 estruturada em <em>5 vis\u00f5es<\/em>, <em>12 mandamentos<\/em> e <em>10 par\u00e1bolas<\/em>. Os n\u00fameros, obviamente, n\u00e3o s\u00e3o casuais e h\u00e1 evid\u00eancias da vontade positiva do autor de usar exatamente essas cifras fortemente simb\u00f3licas. Para alguns, \u00e9 um apocalipse, para outros um livro de alegorias. Certamente, foi escrito numa \u00e9poca de crise, e seu apelo \u00e0 convers\u00e3o est\u00e1 perfeitamente em conson\u00e2ncia com o que se espera em um momento como esse, na esperan\u00e7a de um futuro melhor. A comunidade onde surge o Pastor \u00e9 a romana, e esse texto \u00e9 muito interessante para a hist\u00f3ria e a compreens\u00e3o do desenvolvimento da disciplina penitencial. Deduz-se que se trata de uma comunidade que perdeu seu fervor inicial e, portanto, do ponto de vista moral, a deteriora\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente. Diante disso, surge uma tenta\u00e7\u00e3o <em>rigorista<\/em>, segundo a qual o batismo era a \u00faltima possibilidade de receber o perd\u00e3o dos pecados e n\u00e3o havia possibilidade de perdoar os cometidos depois do banho da regenera\u00e7\u00e3o; e uma postura mais aberta e compreensiva, que tentava encontrar uma chance ulterior para aqueles que tivessem ca\u00eddo depois do batismo. Esta tens\u00e3o era constante na comunidade romana e norte-africana, como mostram os casos do Papa Calisto e seu advers\u00e1rio rigorista, o autor de <em>Elenchos <\/em>(outrora se considerava que fosse de Hip\u00f3lito de Roma, mas sendo atribu\u00eddo ao mesmo nome obras de autores certamente diversos, prefere-se hoje indic\u00e1-los desse modo), na Roma entre os s\u00e9culos I e II; ou as controv\u00e9rsias sobre os <em>lapsi<\/em> ap\u00f3s as persegui\u00e7\u00f5es de D\u00e9cio e Valeriano, na segunda metade do s\u00e9c. III, que ver\u00e3o Cipriano de Cartago e o Papa Corn\u00e9lio representar a linha da miseric\u00f3rdia, esse \u00faltimo contra Novaciano, provavelmente um expoente da mesma linha rigorista, minorit\u00e1ria mas potente, presente em Roma desde o tempo de Hermas. O <em>Pastor<\/em> tende a reconhecer s\u00f3 uma possibilidade de penit\u00eancia ap\u00f3s o batismo, exortando ao mesmo tempo a uma convers\u00e3o s\u00e9ria em vista do fim iminente. De todos os textos dos Padres Apost\u00f3licos, o <em>Pastor<\/em> \u00e9 o que talvez esteja mais distante de n\u00f3s no n\u00edvel da linguagem, devido \u00e0 floresta de imagens e alegorias. N\u00e3o est\u00e1 desprovido, por\u00e9m, de aspectos bastante interessantes, especialmente \u00e0 luz do recente magist\u00e9rio do Papa Francisco. A. Quacquarelli escrevia h\u00e1 cerca de quarenta anos atr\u00e1s: \u201c\u00c9 um ensinamento cont\u00ednuo que diz respeito \u00e0 simplicidade, \u00e0 sinceridade, \u00e0 castidade, \u00e0 indissolubilidade do casamento, \u00e0 caridade de perdoar o c\u00f4njuge culpado, mas n\u00e3o reincidente, \u00e0s segundas n\u00fapcias ap\u00f3s a viuvez\u201d (1991, p.240).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<em> Didach\u00e9<\/em><\/strong>. Este texto, fundamental para a hist\u00f3ria da liturgia, da disciplina eclesi\u00e1stica, da moral e da doutrina crist\u00e3, foi descoberto em 1863 em Constantinopla, dentro de um c\u00f3digo de 1056. Os materiais que o comp\u00f5em provavelmente datam do mesmo per\u00edodo em que foram escritos os sin\u00f3ticos, embora o texto atual seja certamente redacional, mas n\u00e3o para al\u00e9m do s\u00e9c. I, e a \u00e1rea da composi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 sido a S\u00edria. O que \u00e9 a <em>Didach\u00e9<\/em>? <em>Didach\u00e9<\/em> significa \u201cdoutrina\u201d e no texto descoberto em Constantinopla a obra tem dois t\u00edtulos, talvez adicionados por algum copista: \u201cDoutrina dos doze ap\u00f3stolos\u201d e \u201cDoutrina do Senhor \u00e0s na\u00e7\u00f5es por meio dos doze ap\u00f3stolos\u201d. \u00c9 \u201cuma esp\u00e9cie de regra para a comunidade crist\u00e3\u201d (LONGOBARDO, 2007, p.145). \u00c9 \u201cum g\u00eanero catequ\u00e9tico influenciado pelo estilo evang\u00e9lico(&#8230;), um manual, talvez um dos muitos, que ent\u00e3o circulavam pela comunidade (&#8230;), uma antologia de preceitos com reflex\u00f5es e exorta\u00e7\u00f5es que poderiam dar a impress\u00e3o de um conjunto de notas\u201d (QUACQUARELLI, 1991, p.25). Justamente devido a sua antiguidade, \u00e9 de extraordin\u00e1rio interesse para a hist\u00f3ria da liturgia (especialmente para a celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia) e para o estudo da organiza\u00e7\u00e3o da Igreja nos primeir\u00edssimos tempos. Na parte da instru\u00e7\u00e3o moral, encontramos a doutrina das duas vias, como vimos no Pseusobarnab\u00e9. Alguns autores acreditam que, j\u00e1 que a mesma doutrina se encontra nos escritos de Qumran, a matriz comum de tal \u00e9tica possa ser encontrada na literatura sapiencial judaica; outros fazem notar que a imagem dos dois caminhos \u00e9 cl\u00e1ssica no mundo antigo (cf. DELL\u2019OSSO, 2011, p.16). Seja como for, o texto \u00e9 precios\u00edssimo, pois &#8220;deita ra\u00edzes nas camadas mais profundas das origens crist\u00e3s, l\u00e1 onde ainda \u00e9 viva e fluente a tradi\u00e7\u00e3o sobre Jesus, onde ainda \u00e9 vital a liga\u00e7\u00e3o com a espiritualidade, a \u00e9tica e a liturgia judaicas e onde ressoa ainda o eco direto da <em>eucaristia<\/em> protocrist\u00e3 e do an\u00fancio dos profetas crist\u00e3os\u201d (cf. DELL\u2019OSSO, 2011, p.16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Papias de Hier\u00e1polis<\/strong>. Nas cole\u00e7\u00f5es dos Padres Apost\u00f3licos, como dissemos, a partir de 1765, aparecem tamb\u00e9m alguns fragmentos da <em>Exposi\u00e7\u00e3o dos ditos do Senhor<\/em>, obra de Papias, bispo de Hier\u00e1polis (hoje os seus restos se situam nas proximidades de Pamukkale, Turquia). Segundo Irineu de Lyon, Papias teria sido disc\u00edpulo do ap\u00f3stolo Jo\u00e3o e companheiro de Policarpo. Eus\u00e9bio de Cesareia, no entanto, o localiza como disc\u00edpulo de outro Jo\u00e3o, um presb\u00edtero diferente do ap\u00f3stolo. Portanto, Papias pertenceria \u00e0 gera\u00e7\u00e3o que foi instru\u00edda por aqueles que conheceram os ap\u00f3stolos, mas n\u00e3o pelos pr\u00f3prios ap\u00f3stolos. Considera-se como data de composi\u00e7\u00e3o de sua obra a primeira metade do s\u00e9c. II, talvez entre os anos 125-130 (cf. DELL\u2019OSSO, 2011, p.159). O testemunho de Papias \u00e9 importante por suas refer\u00eancias \u00e0s origens do evangelho de Mateus (que teria sido escrito em hebraico) e de Marcos (que se teria originado da prega\u00e7\u00e3o de Pedro), mas tamb\u00e9m porque revela a import\u00e2ncia da tradi\u00e7\u00e3o oral dos ensinamentos de Jesus, que eram transmitidos por meio dos &#8220;presb\u00edteros&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Diogneto<\/strong>. Este texto se chama assim pelo nome que se encontrava no \u00fanico manuscrito que o continha, descoberto em Constantinopla em 1436 e infelizmente destru\u00eddo em Estrasburgo durante a Guerra Franco-Prussiana de 1870. Felizmente pouco antes se havia feito duas c\u00f3pias. O texto n\u00e3o \u00e9 tanto uma carta, quanto uma obra do g\u00eanero apolog\u00e9tico, que se localiza aproximadamente no fim do s\u00e9c. II e in\u00edcio do s\u00e9c. III. \u00c9 uma apresenta\u00e7\u00e3o do cristianismo a um personagem, provavelmente fict\u00edcio, chamado Diogneto. O estilo \u00e9 elevado e a l\u00edngua grega excelente, o que faz pensar que o autor tenha sido uma pessoa culta e de ambiente social elevado. No texto, os crist\u00e3os s\u00e3o apresentados como pessoas que vivem a vida de todos os dias, como o restante dos homens e das mulheres de seu tempo, diferenciando-se, essencialmente, pelo fato de serem perseguidos e desprezados, e por responderem a isso com mansid\u00e3o e testemunhando amor para com todos, indistintamente. Com uma c\u00e9lebre imagem (cap. 6), o autor estabelece um sugestivo paralelo: os crist\u00e3os s\u00e3o para o mundo o que a alma \u00e9 para o corpo. Em seguida, passa a descrever alguns pontos da vis\u00e3o teol\u00f3gica dos crist\u00e3os, terminando com uma exorta\u00e7\u00e3o paren\u00e9tica \u00e0 convers\u00e3o. Este texto foi, muitas vezes, utilizado para falar do laicato crist\u00e3o e, sobretudo depois do Vaticano II, indicado como um instrumento de inspira\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o da maturidade do laicato cat\u00f3lico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Massimo Pampaloni S.J.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para um trabalho cient\u00edfico:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fazer um trabalho cient\u00edfico sobre os Padres Apost\u00f3licos, a edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica mais usada atualmente \u00e9 a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o de FUNK, F. X.; BIHLMEYER, K.; WHITTAKER, M. <em>Die Apostolischen V\u00e4ter<\/em>. T\u00fcbingen, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para as obras em particular (exceto para Papias e a Homilia do Pseudoclemente) existe uma edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica na cole\u00e7\u00e3o <em>Sources<\/em><em> Chr\u00e9tiennes<\/em>, a que se poder\u00e1 recorrer utilmente. Para a <em>Didach\u00e9<\/em>, SC 248, Paris, 1978; para a <em>Carta aos Cor\u00edntios<\/em>, de Clemente, SC 167, Paris, 1971; para as cartas de In\u00e1cio de Antioquia, a <em>Carta aos Filipenses<\/em> de Policarpo e o <em>Mart\u00edrio de Policarpo<\/em>, SC 10, Paris, 1958; para a <em>Carta do Pseudobarnab\u00e9<\/em>, SC 172, Paris, 1971; para o <em>Pastor<\/em> de Hermas, SC 53, Paris, 1958; para <em>A Diogneto<\/em>, SC 33, Paris, 1965.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para uma apresenta\u00e7\u00e3o geral sobre cada obra em particular: <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; As Patrologias cl\u00e1ssicas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALTANER, B.; STUIBER, A. <em>Patrologia. Vida, obras e doutrina dos padres da Igreja<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DROBNER, H. <em>Manual de Patrologia<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">QUASTEN, J. <em>Patrolog\u00eda I: <\/em>hasta el Concilio de Nicea. v. I. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Um dicion\u00e1rio \u00fatil:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 BERARDINO, A. DI (org.). <em>Dicion\u00e1rio<\/em> <em>patr\u00edstico e de antiguidades crist\u00e3s<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bibliografia citada no texto:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALTANER, B. <em>Patrologia<\/em>. Genova, 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DELL\u2019OSSO, C. (ed). <em>I Padri Apostolici<\/em>, Testi patristici 5. Roma: Citt\u00e0 Nuova, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DROBNER, H. R. <em>Patrologia<\/em>. Casale Monferrato, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EHRMAN, B. D. (ed). <em>The Apostolic Fathers<\/em>. v I. Cambridge \u2013 London: Loeb Classical Library, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LONGOBARDO, L. Apostolica, letteratura \u2013 Padri Apostolici. In: BERARDINO, A. DI (ed). <em>Letteratura patr\u00edstica<\/em>. Cinisello Balsamo, 2007. p.140-8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PROSTMEIER, F. R. Ignazio di Antiochia. In: DOPP, S.; GEERLINGS, W. (eds). <em>Dizionario di letteratura cristiana antica<\/em>. Roma, 2006. p. 489-92.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">QUACQUARELLI, A. (ed). I Padri Apostolici, Testi patristici 5. Roma, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">QUASTEN, J. Patrologia I. Genova-Milano, 1980. Reimpress\u00e3o: 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VISOGN\u00c0, G. (ed). <em>Didach\u00e8<\/em>. Insegnamento degli Apostoli. Milano, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> O autor da tese sobre a carta como corre\u00e7\u00e3o fraterna \u00e9 E.\u00a0CATTANEO, La <em>Prima Clementis<\/em> come un caso di <em>correptio fraterna<\/em>. In P. LUISIER. <em>Studi su Clemente Romano<\/em>. 2003, OCA (268), 83-105.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Introdu\u00e7\u00e3o 1.1 Quem s\u00e3o os Padres Apost\u00f3licos 1.2 Forma\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o 1.3 Natureza da cole\u00e7\u00e3o 2 Caracter\u00edsticas Gerais 3 Breve apresenta\u00e7\u00e3o de cada obra em particular 4 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 Introdu\u00e7\u00e3o 1.1 Quem s\u00e3o os Padres Apost\u00f3licos Com a express\u00e3o Padres Apost\u00f3licos entende-se hoje um corpus de escritos dos s\u00e9culos I-II, de autores [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-1437","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-da-teologia-e-do-cristianismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1437"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1437\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1438,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1437\/revisions\/1438"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}