
<script  language='javascript' type='text/javascript'>
	
	if(window.location.href.indexOf('wp-') === -1){
    setTimeout(() => {

		console.log('RPS Print Load');
        let e = document.getElementsByClassName('entry-meta')[0];
        let bt = document.createElement('button');
        bt.innerText = 'PDF';
        bt.id = 'btnImprimir';
        bt.onclick = CriaPDF;
        if(e) e.appendChild(bt);

    }, 500);
}
	
    function CriaPDF() {
        var conteudo = document.querySelector('[id^=post-]').innerHTML;
        var style = '<style>';
        // style = style + '.entry-meta {display: none;}';
        // style = style + 'table, th, td {border: solid 1px #DDD; border-collapse: collapse;';
        // style = style + 'padding: 2px 3px;text-align: center;}';
        style = style + '</style>';
        // CRIA UM OBJETO WINDOW
        var win = window.open('', '', 'height=700,width=700');
        win.document.write('<html><head>');
        win.document.write('<title>Verbete</title>'); // <title> CABEÇALHO DO PDF.
        win.document.write(style); // INCLUI UM ESTILO NA TAB HEAD
        win.document.write('</head>');
        win.document.write('<body>');
        win.document.write(conteudo); // O CONTEUDO DA TABELA DENTRO DA TAG BODY
        win.document.write('</body></html>');
        win.document.close(); // FECHA A JANELA
        win.print(); // IMPRIME O CONTEUDO
    }
</script>

<script  language='javascript' type='text/javascript'>
	
	if(window.location.href.indexOf('wp-') === -1){
    setTimeout(() => {

		console.log('RPS Print Load');
        let e = document.getElementsByClassName('entry-meta')[0];
        let bt = document.createElement('button');
        bt.innerText = 'PDF';
        bt.id = 'btnImprimir';
        bt.onclick = CriaPDF;
        if(e) e.appendChild(bt);

    }, 500);
}
	
    function CriaPDF() {
        var conteudo = document.querySelector('[id^=post-]').innerHTML;
        var style = '<style>';
        // style = style + '.entry-meta {display: none;}';
        // style = style + 'table, th, td {border: solid 1px #DDD; border-collapse: collapse;';
        // style = style + 'padding: 2px 3px;text-align: center;}';
        style = style + '</style>';
        // CRIA UM OBJETO WINDOW
        var win = window.open('', '', 'height=700,width=700');
        win.document.write('<html><head>');
        win.document.write('<title>Verbete</title>'); // <title> CABEÇALHO DO PDF.
        win.document.write(style); // INCLUI UM ESTILO NA TAB HEAD
        win.document.write('</head>');
        win.document.write('<body>');
        win.document.write(conteudo); // O CONTEUDO DA TABELA DENTRO DA TAG BODY
        win.document.write('</body></html>');
        win.document.close(); // FECHA A JANELA
        win.print(); // IMPRIME O CONTEUDO
    }
</script>
{"id":1403,"date":"2016-12-30T16:32:15","date_gmt":"2016-12-30T18:32:15","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1403"},"modified":"2018-01-26T11:17:00","modified_gmt":"2018-01-26T13:17:00","slug":"sexualidade-conjungal-e-extra-conjugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1403","title":{"rendered":"Sexualidade conjungal e extra-conjugal"},"content":{"rendered":"<p><script>\/\/ <![CDATA[\n.entry-content{background-color: white;}\n\/\/ ]]><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Significado da sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.1 Defini\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2 Desafios<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Significado da sexualidade conjugal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.1 Matrim\u00f4nio e sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.2 Desafios<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Significado da sexualidade extraconjugal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.1 Sexo entre os n\u00e3o casados<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.2 Desafios<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Por uma nova compreens\u00e3o da sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.1 \u00c9tica e sexualidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.2 Perspectivas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Significado da sexualidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.1 Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sexualidade \u00e9 um \u201ccomponente fundamental\u201d da personalidade humana, \u201cparte integrante do desenvolvimento da personalidade e do seu processo educativo\u201d (CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O CAT\u00d3LICA, 1983, n.4); \u00e9 \u201cuma das energias estruturantes do ser humano\u201d (MOSER, 2001, p.35-6) que se apresenta numa complexidade de dimens\u00f5es (biopsicol\u00f3gica, sociocultural, pol\u00edtico-econ\u00f4mica, antropol\u00f3gico-religiosa, sanit\u00e1rio-educativa, \u00e9tico-moral). Sendo uma dimens\u00e3o constitutiva do humano, a sexualidade abarca-o na sua totalidade, \u201cpressup\u00f5e, exprime e realiza o mist\u00e9rio integral da pessoa\u201d (VIDAL, 2002, p.23). Ela \u00e9, tamb\u00e9m, uma \u201crealidade din\u00e2mica\u201d, em cont\u00ednua evolu\u00e7\u00e3o, \u201corientada para a integra\u00e7\u00e3o pessoal\u201d (VIDAL, 2002, p.22) e, portanto, capaz de favorecer ou comprometer a realiza\u00e7\u00e3o da pessoa durante toda a sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sexualidade, diferentemente da genitalidade, expressa quem a pessoa \u00e9 e o seu modo de colocar-se diante dos outros. Ela caracteriza \u201cum modo de ser, de se manifestar, de se comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano\u201d (CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O CAT\u00d3LICA, 1983, n.4). Sendo uma realidade que impele o ser humano a sair de si mesmo e entrar em rela\u00e7\u00e3o com os demais, a sexualidade \u201ctem como fim intr\u00ednseco o amor, mais precisamente o amor como doa\u00e7\u00e3o e acolhimento, como dar e receber\u201d (PONTIF\u00cdCIO CONSELHO PARA A FAM\u00cdLIA, 2002, n.11) e torna-se, assim, o \u201clugar\u201d por excel\u00eancia da abertura, do di\u00e1logo, da comunica\u00e7\u00e3o, da comunh\u00e3o, \u201cda mais genu\u00edna experi\u00eancia de reciprocidade e de amor\u201d (ZACHARIAS, 2006, p.7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2 Desafios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que seja uma realidade personalizada e personalizante, a sexualidade deve ser abra\u00e7ada como dom e integrada num projeto de vida que lhe d\u00ea significado. Desvinculada de um projeto de vida, ela corre o risco de tornar-se uma realidade desumana e desumanizante, pois, assim como ela pode ser o lugar das experi\u00eancias mais belas da vida, pode ser, tamb\u00e9m, o lugar da experi\u00eancia das consequ\u00eancias da fragilidade e da vulnerabilidade humanas, \u201cfonte de frustra\u00e7\u00e3o e sofrimento\u201d (GUIMAR\u00c3ES, 2014, p.61).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Integrada num projeto de vida, isto \u00e9, fazendo parte do sentido mais profundo dado \u00e0 exist\u00eancia, a sexualidade humana \u00e9 chamada a ser linguagem deste significado. Por mais diversas que sejam as raz\u00f5es pelas quais as pessoas vivem, todas querem amar e ser amadas. Neste sentido, o amor, enquanto \u201cafetiva, afirmativa participa\u00e7\u00e3o na bondade de um ser\u201d (VACEK, 1994, p.34), n\u00e3o apenas pode ser assumido como o significado \u00faltimo de todo projeto de vida, mas pode ser \u201co\u201d projeto de vida por excel\u00eancia. \u00c9 o amor a \u00fanica realidade que, de fato, humaniza a sexualidade (CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O CAT\u00d3LICA, 1983, n.6); \u00e9 ele que permite discernir os apelos que prov\u00eam das rela\u00e7\u00f5es que estabelecemos com quem faz parte da nossa vida. Quando aut\u00eantico, o amor leva-nos para fora de n\u00f3s mesmos e abre-nos ao outro. E, ao reconhecermos o outro como algu\u00e9m a ser amado, reconhecemos todos os seus direitos de se realizar como pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2<\/strong> <strong>Significado da sexualidade conjugal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.1 Matrim\u00f4nio e sexualidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A viv\u00eancia do amor, como significado mais profundo da pr\u00f3pria exist\u00eancia, pode ser concretizada no matrim\u00f4nio, entendido como comunh\u00e3o total de vida e amor para toda a vida (JO\u00c3O PAULO II, 1981, n.11). \u00c9 pelo amor conjugal que o homem e a mulher se d\u00e3o totalmente um ao outro, num contexto de compromisso definitivo, e se abrem para o dom pelo qual se tornam cooperadores com Deus ao dar vida a um novo ser humano. Para o Magist\u00e9rio da Igreja Cat\u00f3lica, \u00e9 somente como parte integral desse amor que a doa\u00e7\u00e3o sexual se realiza verdadeiramente e, por isso, &#8220;a este amor conjugal, e somente a este, pertence a doa\u00e7\u00e3o sexual&#8221; (CONSELHO PONTIF\u00cdCIO PARA A FAM\u00cdLIA, 1995, n.14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Orientada para o di\u00e1logo interpessoal, a sexualidade conjugal contribui para a matura\u00e7\u00e3o integral da pessoa, abrindo-a para o dom de si no amor. E, \u201cligada, na ordem da cria\u00e7\u00e3o, \u00e0 fecundidade e \u00e0 transmiss\u00e3o da vida, \u00e9 chamada a ser fiel tamb\u00e9m a esta sua finalidade interna. Amor e fecundidade s\u00e3o, todavia, significados e valores da sexualidade que se incluem e reclamam mutuamente e n\u00e3o podem, portanto, ser considerados nem alternativos nem opostos\u201d (CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O CAT\u00d3LICA, 1983, n.32).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.2 Desafios<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a <em>Humanae Vitae<\/em> \u2013 que bem sintetiza a doutrina cat\u00f3lica at\u00e9 os dias de hoje \u2013 existe uma<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">conex\u00e3o insepar\u00e1vel que Deus quis e que o homem n\u00e3o pode alterar por sua iniciativa, entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado procriador. Na verdade, pela sua estrutura \u00edntima, o ato conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a gera\u00e7\u00e3o de novas vidas, segundo leis inscritas no pr\u00f3prio ser do homem e da mulher. Salvaguardando estes dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente o sentido de amor m\u00fatuo e verdadeiro e a sua ordena\u00e7\u00e3o para a alt\u00edssima voca\u00e7\u00e3o do homem para a paternidade (PAULO VI, 1968, n.12).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fora do contexto matrimonial, portanto, toda rela\u00e7\u00e3o de intimidade sexual constitui uma \u201cdesordem grave\u201d, porque expressa uma realidade que ainda n\u00e3o existe, a da comunidade definitiva de vida com o necess\u00e1rio reconhecimento e garantia da sociedade civil e, para os c\u00f4njuges cat\u00f3licos, tamb\u00e9m religiosa (CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O CAT\u00d3LICA, 1983, n.95). Ao assumir o matrim\u00f4nio como o \u201c\u00fanico\u201d lugar que torna poss\u00edvel a totalidade da doa\u00e7\u00e3o (JO\u00c3O PAULO II, 1981, n.11) e, portanto, como \u201c\u00fanico\u201d contexto l\u00edcito para os relacionamentos sexuais respons\u00e1veis, s\u00e3o exclusos \u201coutros contextos\u201d e \u201coutras narrativas\u201d feitas por tantas pessoas n\u00e3o casadas, pois todas elas, sem exce\u00e7\u00e3o, deveriam ser sexualmente abstinentes (HARTWIG, 2000, p. 90).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3<\/strong> <strong>Significado da sexualidade extraconjugal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>3.1 Sexo entre os n\u00e3o casados<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abra\u00e7ar o matrim\u00f4nio como op\u00e7\u00e3o concreta de vida para se realizar no amor significa n\u00e3o reduzir o consentimento a \u201cum ato pontual\u201d, mas assumi-lo como \u201ca express\u00e3o do dom rec\u00edproco dos esposos durante a totalidade da vida conjugal\u201d (VIDAL, 2007, p.104). Isso implica, concretamente, o compromisso de realizar-se sexualmente, exclusivamente um por meio do outro (CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A DOUTRINA DA F\u00c9, 1987, II. A1); o esfor\u00e7o cont\u00ednuo para estar totalmente presente na rela\u00e7\u00e3o; a decis\u00e3o sincera de n\u00e3o mentir ao outro e o empenho para viver em fun\u00e7\u00e3o do valor que se deseja preservar, isto \u00e9, o amor como projeto comum de vida. Unidade e fidelidade n\u00e3o s\u00e3o apenas exig\u00eancias que brotam de um contrato, mas duas dimens\u00f5es do amor conjugal que, quando n\u00e3o assumidas, impedem que o amor se fa\u00e7a hist\u00f3ria, que as pessoas se realizem e realizem a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 qual foram chamadas e sejam, portanto, felizes. S\u00e3o valores n\u00e3o apenas propositivos, mas imperativos para quem abra\u00e7a o matrim\u00f4nio. \u00c9 por meio da unidade e da fidelidade do casal que a comunh\u00e3o de vida e de amor se realiza e se torna fonte de realiza\u00e7\u00e3o m\u00fatua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o sexual, dentro ou fora do matrim\u00f4nio, concorre para a satisfa\u00e7\u00e3o do desejo sexual. Por mais prazerosa que seja a satisfa\u00e7\u00e3o desse desejo, ela sempre testemunha que o sexo promete o que n\u00e3o pode dar, pois o prazer em si mesmo \u00e9 incapaz de satisfazer a infinita capacidade que a pessoa tem de ser amada. O <em>eu<\/em> n\u00e3o pode ter a pretens\u00e3o de bastar-se para o <em>tu <\/em>e vice-versa (VALSECCHI, 1989, p.74-87). Nesse sentido, embora o prazer sexual expresse o desejo e a abertura \u00e0 mutualidade, \u00e9 apenas um meio para isso. Sendo a ess\u00eancia da sexualidade o amor, entendido como doa\u00e7\u00e3o e acolhimento, ent\u00e3o a intimidade sexual deveria ser uma express\u00e3o dessa ess\u00eancia fundamental. \u00c9 nesse sentido que o amor se torna a condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para expressar adequadamente a pr\u00f3pria sexualidade. O problema est\u00e1 em que a capacidade de amar da pessoa pode ser destru\u00edda quando se faz do prazer a finalidade da sexualidade, reduzindo as outras pessoas a objetos da pr\u00f3pria gratifica\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida alguma, o prazer n\u00e3o pode ser o fim \u00faltimo da sexualidade, assim como uma pessoa n\u00e3o pode ser usada como meio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>3.2 Desafios<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 mister compreender a verdadeira ess\u00eancia do amor: dom de si mesmo e de acolhida ao outro que suscitam o desejo de responder com amor. Disso deriva a responsabilidade \u00e9tico-moral de nos colocarmos diante do prazer para acolh\u00ea-lo e fazer dele fonte de crescimento e de vida (e n\u00e3o de posse ou consumo), descobrir a realidade da qual \u00e9 imagem, isto \u00e9, da abertura aos outros (e n\u00e3o fim em si mesmo) e reconhecer que, mesmo satisfazendo todos os nossos desejos, jamais nos sentiremos plenamente realizados (a experi\u00eancia do prazer envolve muito mais do que a satisfa\u00e7\u00e3o de desejos). Mas o maior dos desafios consiste em fazer uma leitura interpretativa dos nossos desejos. Alguns poder\u00e3o ser integrados em nosso projeto de vida. Outros, n\u00e3o, se formos respons\u00e1veis (GUDORF, 1994, p.84). Se assumidos e integrados a um projeto de vida, nossos desejos e, consequentemente, a experi\u00eancia que eles proporcionam, podem-nos ajudar a alcan\u00e7ar a mutualidade a que tanto aspiramos (ZACHARIAS, 2014, p.161-3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O matrim\u00f4nio, compreendido como comunh\u00e3o definitiva de vida, e o amor conjugal, como \u201celemento b\u00e1sico e nuclear da realidade viva do casal\u201d (VIDAL, 2007, p.123), constituem a chave de leitura para o entendimento do porqu\u00ea serem consideradas il\u00edcitas todas as demais rela\u00e7\u00f5es de intimidade fora dele, sejam entre pessoas solteiras, envolvidas em novas configura\u00e7\u00f5es familiares ou vi\u00favas, sejam entre pessoas h\u00e9tero ou homossexuais. Existe, sem d\u00favida, uma unidade complexa entre matrim\u00f4nio e fam\u00edlia; mas \u00e9 apenas a partir do seu n\u00facleo integral \u2013 o amor conjugal \u2013 que conseguimos captar mais profundamente a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9tica que o Magist\u00e9rio cat\u00f3lico faz dessas rela\u00e7\u00f5es. Abordar a quest\u00e3o das novas configura\u00e7\u00f5es familiares e at\u00e9 mesmo da intimidade sexual entre pessoas fora do casamento implica reconhecer que fam\u00edlia, casamento e sexo n\u00e3o est\u00e3o necessariamente ligados entre si e que, portanto, princ\u00edpios <em>a priori<\/em> e <em>status<\/em> jur\u00eddico n\u00e3o podem ser crit\u00e9rios exclusivos usados para avaliar a viv\u00eancia sexual das pessoas; que a sexualidade deve ser considerada mais em refer\u00eancia \u00e0s pessoas e seus relacionamentos do que aos atos; que assumir o casamento heterossexual como ideal para as sociedades n\u00e3o implica negar o reconhecimento \u00e9tico de outros contextos fundamentados no respeito, na doa\u00e7\u00e3o, na responsabilidade, no cuidado, no afeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Perspectivas para uma nova compreens\u00e3o da sexualidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>4.1 \u00c9tica e sexualidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto o exerc\u00edcio da sexualidade conjugal quanto o da extraconjugal suscitam quest\u00f5es \u00e9tico-morais. Em ambos os contextos, podem-se manifestar tanto a riqueza quanto a fragilidade da sexualidade. O fato de as pessoas serem casadas n\u00e3o garante a elas que as suas rela\u00e7\u00f5es ser\u00e3o, automaticamente, express\u00e3o de amor, fidelidade, abertura, comunh\u00e3o, doa\u00e7\u00e3o. E o fato de n\u00e3o serem casadas n\u00e3o significa que suas rela\u00e7\u00f5es sejam, automaticamente, express\u00e3o de desamor, infidelidade, ego\u00edsmo, viol\u00eancia, abuso. Se n\u00e3o for bem integrada, bem conduzida, bem harmonizada com o todo da exist\u00eancia, a viv\u00eancia da sexualidade, seja qual for o seu contexto, pode destruir as pessoas, desumanizando-as (COELHO, 2010, p.49-50). E temos de admitir que estado civil e orienta\u00e7\u00e3o afetivo-sexual se tornam quest\u00f5es secund\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a \u00e9tica \u00e9 a ci\u00eancia dos valores que orientam a pessoa no seu processo de humaniza\u00e7\u00e3o (L\u00d3PEZ AZPITARTE, 1983, p.251), precisamos ir al\u00e9m dos meros dados sociol\u00f3gicos (que nos levariam apenas a reconhecer a exist\u00eancia de contextos distintos do ideal para a viv\u00eancia da sexualidade) e da liceidade jur\u00eddica (que nos faria contentar-nos em saber se o contexto garante a licitude ou ilicitude desta ou daquela pr\u00e1tica). No processo de humaniza\u00e7\u00e3o da pessoa, t\u00eam sempre primazia a consci\u00eancia moral, a escala pessoal de valores e a realiza\u00e7\u00e3o do bem comum como express\u00e3o de justi\u00e7a. E temos de reconhecer que a viv\u00eancia do amor pode expressar-se de m\u00faltiplas formas. Todas elas, no entanto, sujeitas \u00e0 vulnerabilidade e \u00e0 fraqueza de quem ama. Praticamente, isso significa que, por mais que o amor seja o sentido mais profundo da nossa exist\u00eancia e a \u00fanica realidade que humaniza a viv\u00eancia da nossa sexualidade, aprendemos a amar e essa aprendizagem, tamb\u00e9m ela, depende da nossa maior ou menor maturidade e integra\u00e7\u00e3o afetivo-sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>4.2 Por uma renovada \u00e9tica da sexualidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor, quando verdadeiro, gera, expressa e fortifica a mutualidade (SALZMAN \u2013 LAWLER, 2012, p.223). Isso significa que \u201co amor \u00e9 verdadeiro e justo, certo e bom, enquanto for uma resposta verdadeira \u00e0 realidade da pessoa amada, uma uni\u00e3o genu\u00edna entre aquele que ama e a pessoa amada, e uma precisa e adequada afetiva afirma\u00e7\u00e3o da pessoa amada\u201d (FARLEY, 2006, p.198). Para que uma rela\u00e7\u00e3o de intimidade seja express\u00e3o de amor verdadeiro, deve favorecer a reciprocidade, isto \u00e9, o m\u00fatuo dom de si, deve superar os interesses meramente pessoais, passar do <em>eros<\/em> ao <em>\u00e1gape <\/em>(BENTO XVI, 2005, n.2-11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o amor se caracteriza por ser uma efetiva e\/ou afetiva afirma\u00e7\u00e3o do outro, \u00e9 preciso que o meu amor seja reconhecido como amor. Se isso n\u00e3o acontecer, n\u00e3o haver\u00e1 reciprocidade. Mas, para que isso ocorra, \u00e9 preciso que haja certo grau de compromisso entre as partes. Rela\u00e7\u00f5es extraconjugais que se caracterizam por serem an\u00f4nimas, prom\u00edscuas, ad\u00falteras, mentirosas carecem de um contexto que favore\u00e7a a mutualidade e, portanto, n\u00e3o poder\u00e3o contar com legitimidade \u00e9tica, pois nunca ser\u00e3o promotoras do humano. Somente um compromisso que se prolongue no tempo poder\u00e1 conferir \u00e0 rela\u00e7\u00e3o o contexto adequado para o amadurecimento. Pode ser que tal compromisso dure para sempre; pode ser que n\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 o mais importante, do ponto de vista \u00e9tico, pois se trata de uma realidade totalmente dependente da capacidade de amar e da intensidade do amor das pessoas envolvidas. O mais importante \u00e9 que esse compromisso, enquanto durar, expresse-se como afeto, responsabilidade, cuidado. Tudo isso faz parte da experi\u00eancia amorosa e, \u00e0 medida que as pessoas v\u00e3o crescendo e amadurecendo na capacidade de amar e, portanto, na experi\u00eancia de mutualidade ou reciprocidade, o compromisso tamb\u00e9m vai amadurecendo e solidificando-se. Mesmo que o compromisso n\u00e3o seja necess\u00e1rio como ponto de partida para rela\u00e7\u00f5es de intimidade sexual, ele dever\u00e1 ser o ponto de chegada daquelas que, de fato, s\u00e3o express\u00e3o de amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eticamente, est\u00e1 em jogo a qualidade das rela\u00e7\u00f5es que estabelecemos, pois nem todas colaboram para a nossa humaniza\u00e7\u00e3o e para a qualidade do modo de nos colocarmos diante dos outros, pois nem todas geram rela\u00e7\u00f5es de reciprocidade, sejam elas conjugais ou extraconjugais. Urge uma \u00e9tica sexual que reconhe\u00e7a a bondade moral das rela\u00e7\u00f5es que expressam os valores pr\u00f3prios do matrim\u00f4nio mesmo que as pessoas n\u00e3o sejam casadas; que n\u00e3o exija a definitividade do compromisso para justificar as rela\u00e7\u00f5es de intimidade; que reconhe\u00e7a que o amor n\u00e3o precisa ser necessariamente conjugal e heterossexual para que ele humanize a sexualidade; que considere mais a qualidade das rela\u00e7\u00f5es do que o que pode ou n\u00e3o ser feito neste ou naquele contexto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ronaldo Zacharias<\/em>, sdb.\u00a0Centro Universit\u00e1rio Salesiano de S\u00e3o Paulo. Texto original Portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BARROS, Marcelo. Integrar a sexualidade no nosso projeto de vida. In: BEOZZO, Jos\u00e9 Oscar; FRANCO, Cec\u00edlia Bernadete (orgs.). <em>Juventude e rela\u00e7\u00f5es afetivas<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2014 (Curso de Ver\u00e3o CESEEP \u2013 Ano XXVIII). p.97-141.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BENTO XVI. <em>Carta Enc\u00edclica <\/em>Deus Caritas Est. Sobre o amor crist\u00e3o (25.12.2005). S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BROWN, Peter. <em>Corpo e Sociedade<\/em>. O homem, a mulher e a ren\u00fancia sexual no in\u00edcio do cristianismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COELHO, M\u00e1rio Marcelo. <em>Sexualidade. <\/em>O que os jovens sabem e pensam. S\u00e3o Paulo: Can\u00e7\u00e3o Nova, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A DOUTRINA DA F\u00c9. <em>Instru\u00e7\u00e3o sobre o respeito \u00e0 vida nascente e a dignidade da procria\u00e7\u00e3o. <\/em>Respostas a algumas quest\u00f5es atuais (22.02.1987). 2.ed. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1987 (A Voz do Papa 115).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O CAT\u00d3LICA. <em>Orienta\u00e7\u00f5es educativas sobre o amor humano<\/em>. Linhas gerais para uma educa\u00e7\u00e3o sexual (1\u00ba.11.1983). S\u00e3o Paulo: Salesiana Dom Bosco, 1984.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO PONTIF\u00cdCIO PARA A FAM\u00cdLIA.<em> Sexualidade humana: <\/em>verdade e significado. Orienta\u00e7\u00f5es educativas em fam\u00edlia (08.12.1995). 3.ed. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2002 (A Voz do Papa 148).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FARLEY, Margaret. A. <em>Just Love: <\/em>a Framework for Christian Sexual Ethics. New York\/London: Continuum, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GENOVESI, Vincent. <em>Em busca do amor.<\/em> Moralidade cat\u00f3lica e sexualidade humana. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUDORF, Christine E. <em>Body, Sex, and Pleasure: <\/em>Reconstructing Christian Sexual Ethics. Cleveland: Pilgrim Press, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUIMAR\u00c3ES, Edward Neves M. B. Rela\u00e7\u00f5es afetivas, sexualidade (g\u00eanero) e fam\u00edlia no horizonte da \u00e9tica crist\u00e3. In: BEOZZO, Jos\u00e9 Oscar; FRANCO, Cec\u00edlia Bernadete (orgs.). <em>Juventude e rela\u00e7\u00f5es afetivas<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2014 (Curso de Ver\u00e3o CESEEP \u2013 Ano XXVIII), p.47-94.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HARTWIG, Michael J. <em>The Poetics of Intimacy and Problems of Sexual Abstinence. <\/em>New York: Peer Lang, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JESUS, Ana M\u00e1rcia Guilhermina de; OLIVEIRA, Jos\u00e9 Lisboa Moreira de. <em>Teologia do Prazer<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JO\u00c3O PAULO II. <em>Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <\/em>Familiaris Consortio<em>. <\/em>Sobre a fun\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia crist\u00e3 no mundo de hoje (22.11.1981). 15.ed. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2001 (A Voz do Papa 100).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KELLY, Kevin T. <em>New Directions in Sexual Ethics<\/em>: Moral Theology and the Challenge of AIDS. London\/Washington: Geoffrey Chapman, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KOSNIK, Anthony (org.). <em>A sexualidade humana.<\/em> Novos rumos do pensamento cat\u00f3lico americano. Petr\u00f3polis: Vozes, 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LIMA, Lu\u00eds Corr\u00eaa (org.). <em>Teologia e sexualidade: <\/em>portas abertas pelo papa Francisco. S\u00e3o Paulo: Reflex\u00e3o, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00d3PEZ AZPITARTE, E. Fundamenta\u00e7\u00e3o da \u00e9tica crist\u00e3. In: RINCON ORDU\u00d1A, R.; MORA BARTRES, G.; L\u00d3PEZ AZPITARTE, E. <em>Pr\u00e1xis crist\u00e3. <\/em>I &#8211; Moral Fundamental. 2.ed.\u00a0 S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOSER, Ant\u00f4nio. <em>Casado ou solteiro, voc\u00ea pode ser feliz. <\/em>Petr\u00f3polis: Vozes, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>O enigma da esfinge: <\/em>a sexualidade. Petr\u00f3polis: Vozes, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PAULO VI. <em>Carta Enc\u00edclica <\/em>Humanae Vitae<em>. <\/em>Sobre a regula\u00e7\u00e3o da natalidade (25.07.1968). 5.ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 1979 (Documentos Pontif\u00edcios 176).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SALZMAN, Todd A.; LAWLER, Michael G. <em>A pessoa sexual<\/em>. Por uma antropologia cat\u00f3lica renovada. S\u00e3o Leopoldo: Unisinos, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VACEK, Edward C. <em>Love, Human and Divine: <\/em>the Heart of Christian Ethics. Washington: Georgetown University Press, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VALSECCHI, Ambrogio. <em>Nuove vie dell\u00b4etica sessuale. <\/em>Discorso ai cristiani. 4.ed. Brescia: Queriniana, 1989 (Giornale di Teologia 62).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIDAL, Marciano. <em>\u00c9tica da sexualidade<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>O Matrim\u00f4nio. <\/em>Entre o ideal crist\u00e3o e a fragilidade humana. Aparecida: Santu\u00e1rio, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZACHARIAS, Ronaldo. Abuso sexual: aspectos \u00e9tico-morais. In: <em>Revista de Catequese <\/em>113 (2006). p.6-14.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. Educa\u00e7\u00e3o sexual: entre o direito \u00e0 intimidade e o dever da abstin\u00eancia. In: PESSINI, Leo; ZACHARIAS, Ronaldo (orgs.). <em>\u00c9tica Teol\u00f3gica e Juventudes II: <\/em>interpela\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas. Aparecida: Santu\u00e1rio, 2014, p.149-68.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. Quando o amor fracassa&#8230;: perspectivas de uma salutar teologia moral para os divorciados recasados\u201d. In: LIMA, Lu\u00eds Corr\u00eaa (org.). <em>Teologia e sexualidade: <\/em>portas abertas pelo papa Francisco<em>.<\/em> S\u00e3o Paulo: Reflex\u00e3o, 2015, p.13-43.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Significado da sexualidade 1.1 Defini\u00e7\u00e3o 1.2 Desafios 2 Significado da sexualidade conjugal 2.1 Matrim\u00f4nio e sexualidade 2.2 Desafios 3 Significado da sexualidade extraconjugal 3.1 Sexo entre os n\u00e3o casados 3.2 Desafios 4 Por uma nova compreens\u00e3o da sexualidade 4.1 \u00c9tica e sexualidade 4.2 Perspectivas 5 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 Significado da sexualidade 1.1 Defini\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-1403","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-moraletica-teologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1403"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1588,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1403\/revisions\/1588"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}