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{"id":1383,"date":"2016-12-30T14:23:04","date_gmt":"2016-12-30T16:23:04","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1383"},"modified":"2018-01-02T21:59:37","modified_gmt":"2018-01-02T23:59:37","slug":"ordem-sacramento-da","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1383","title":{"rendered":"Ordem (Sacramento da)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>1 O nome do sacramento<\/p>\n<p>2 Da <em>lex orandi<\/em> \u00e0 <em>lex credendi<\/em><\/p>\n<p>2.1 Uma ordena\u00e7\u00e3o episcopal no s\u00e9c. III<\/p>\n<p>2.2 A comunidade e o minist\u00e9rio ordenado<\/p>\n<p>3 A tr\u00edade bispo-presb\u00edtero-di\u00e1cono<\/p>\n<p>4 A espiritualidade ministerial<\/p>\n<p>4.1 Cristo, o Servo do Senhor<\/p>\n<p>4.2 Cristo, o Pastor exemplar<\/p>\n<p>4.3 Cristo, o \u00fanico sacerdote<\/p>\n<p>5 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 <\/strong><strong>O nome do sacramento <\/strong>(TABORDA, 2016, 21-26)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome deste sacramento n\u00e3o consta no Novo Testamento. Pode trazer consigo um mal-entendido, j\u00e1 que a palavra \u201cordem\u201d normalmente significa \u201ccada coisa no seu lugar\u201d. Mas n\u00e3o \u00e9 este o sentido da palavra. Ela se refere a um grupo de pessoas de determinada categoria, como, por exemplo, a \u201cOrdem dos Advogados do Brasil\u201d (OAB), que congrega os bachar\u00e9is em direito a quem \u00e9 permitido advogar no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o deve causar estranheza que a designa\u00e7\u00e3o deste sacramento n\u00e3o tenha conota\u00e7\u00e3o sacral nem tenha sido tomada de empr\u00e9stimo \u00e0 linguagem religiosa, j\u00e1 que, para designar as fun\u00e7\u00f5es eclesiais, o Novo Testamento nunca usa termos tomados das religi\u00f5es. \u201cSacerdote\u201d, por exemplo, n\u00e3o designa nenhum ministro da Igreja, mas somente os sacerdotes judeus (cf. Lc 10,31) e pag\u00e3os (cf. At 14,13), os crist\u00e3os em seu conjunto (cf. Ap 1,6; 5,10) e o pr\u00f3prio Cristo (uso exclusivo da Carta aos Hebreus).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo \u201cordem\u201d tem a vantagem de trazer \u00e0 luz o car\u00e1ter colegial ou corporativo do minist\u00e9rio eclesial (cf. os Doze Mc 3,14; os Sete At 6,3; o presbit\u00e9rio At 15,6). \u00c0 ordena\u00e7\u00e3o n\u00e3o compete transmitir um poder possu\u00eddo como indiv\u00edduo, mas incorporar num grupo do mesmo grau, cuja tarefa consiste em contribuir para o bem da comunidade num coletivo posto a servi\u00e7o de unidade da Igreja. N\u00e3o se pode, pois, conceber o ministro da Igreja pensando e agindo por si no isolamento de sua individualidade, mas articulado com a comunidade e os demais ministros do mesmo e dos demais graus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o termo apresenta tamb\u00e9m uma desvantagem. Embora sua ado\u00e7\u00e3o seja anterior \u00e0 era constantiniana, teve consequ\u00eancias nefastas quando o cristianismo foi reconhecido oficialmente no Imp\u00e9rio. Ao designar-se desta maneira o minist\u00e9rio eclesial, transp\u00f4s-se aos bispos, presb\u00edteros e di\u00e1conos a mentalidade rigorosamente hierarquizada da burocracia imperial romana. Como consequ\u00eancia, passou a conceber-se o minist\u00e9rio em termos de \u201ccarreira das honras\u201d (em linguagem moderna: \u201cplano de carreira\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja Bizantina conserva para este sacramento o nome de \u201cimposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os\u201d (<em>quirotonia<\/em>). Tem a vantagem de ser um termo b\u00edblico, mas traz consigo o perigo de esquecer-se a dimens\u00e3o colegiada pr\u00f3pria ao minist\u00e9rio eclesial, levando a uma concep\u00e7\u00e3o privatizante, como honra possu\u00edda pessoalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2<\/strong> <strong>Da <em>lex orandi<\/em> \u00e0 <em>lex credendi<\/em><\/strong> (TABORDA, 2015, p.23-47)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A melhor maneira de apresentar um sacramento \u00e9 partir da pr\u00e1tica lit\u00fargica da Igreja, tal como foi \u201cem toda a parte, sempre e por todos\u201d celebrada (Vicente de L\u00e9rins, \u2020 cerca de 450). Verificando a forma como a Igreja ora (<em>lex orandi<\/em>), conclui-se sobre o que devemos crer (<em>lex credendi<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.1 Uma ordena\u00e7\u00e3o episcopal no s\u00e9culo III (<\/strong>BRADSHA; JOHNSON e PHILLIPS, 2002)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chamada \u201cTradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u201d, outrora atribu\u00edda a Hip\u00f3lito de Roma, \u00e9 o mais antigo testemunho pormenorizado de uma ordena\u00e7\u00e3o episcopal. Eis o texto:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOrdene-se bispo aquele que, [sendo] irrepreens\u00edvel, tiver sido escolhido por todo o povo. Quando tiver sido chamado pelo nome e tiver agradado, o povo se reunir\u00e1 com o presbit\u00e9rio e os bispos presentes, no dia do Senhor. Com o consentimento de todos, [os bispos] imponham-lhe as m\u00e3os e o presbit\u00e9rio permane\u00e7a sossegado. Todos guardem sil\u00eancio, orando em seus cora\u00e7\u00f5es pela descida do Esp\u00edrito. E um dos bispos presentes, instado por todos, impondo a m\u00e3o ao que \u00e9 ordenado bispo, reze dizendo:\u201d (<em>Tradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica<\/em>, n\u00ba 2)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>[Segue-se a prece de ordena\u00e7\u00e3o]<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando tiver sido feito bispo, todos lhe deem o \u00f3sculo da paz, saudando-o, porque se tornou digno. Os di\u00e1conos apresentem-lhe a obla\u00e7\u00e3o e ele, impondo as m\u00e3os sobre ela com todo o presbit\u00e9rio, diga, dando gra\u00e7as: \u2019O Senhor esteja convosco\u2018. E todos respondam: \u2019E com teu esp\u00edrito\u2018. \u2019Cora\u00e7\u00f5es ao alto\u2018. \u2019N\u00f3s [os] temos no Senhor\u2018. \u2019Demos gra\u00e7as ao Senhor\u2018. \u201c\u00c9 digno e justo\u201d. E ent\u00e3o prossiga assim:\u201d (<em>Tradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica<\/em>, n\u00ba 4)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>[Segue-se a ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica]<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Esse texto apresenta a celebra\u00e7\u00e3o como um movimento cont\u00ednuo em tr\u00eas momentos: 1) a elei\u00e7\u00e3o pelo povo (incluindo o clero); 2) a imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os pelos bispos com a prece de ordena\u00e7\u00e3o dita por um deles; 3) o reconhecimento da comunidade, expresso no abra\u00e7o da paz e na subsequente presid\u00eancia da eucaristia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cada um desses momentos atuam quatro atores: 1) os crist\u00e3os da Igreja local; 2) os bispos das Igrejas vizinhas; 3) o ordinando; 4) o Esp\u00edrito Santo, ator principal (LEGRAND, 1988, 194-201; TABORDA, 2016, 230-240).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>2.2 A comunidade e o minist\u00e9rio ordenado <\/strong>(TABORDA, 2016, 157-170)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>A estrutura da liturgia de ordena\u00e7\u00e3o mostra a \u00edntima conex\u00e3o entre o minist\u00e9rio eclesial e a Igreja presente na comunidade local. N\u00e3o \u00e9 o ministro ordenado que cria a comunidade, mas \u00e9 a comunidade de f\u00e9 que recebe de Deus o ministro que a conserve na unidade e estabele\u00e7a o v\u00ednculo entre ela e a Igreja espalhada pelo mundo. Discernindo no Esp\u00edrito Santo, o ator principal em toda a liturgia de ordena\u00e7\u00e3o, a comunidade escolhe a pessoa que parece indicada em sua situa\u00e7\u00e3o concreta. Mas o escolhido n\u00e3o se torna bispo por essa elei\u00e7\u00e3o. \u00c9 imprescind\u00edvel o aval dos bispos vizinhos que julgar\u00e3o da ortodoxia do eleito e, pela imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os e ora\u00e7\u00e3o, o constituir\u00e3o bispo pela gra\u00e7a de Deus. Tamb\u00e9m neste momento a comunidade est\u00e1 ativa, orando em seus cora\u00e7\u00f5es pela descida do Esp\u00edrito. Uma vez constitu\u00eddo bispo, novamente a comunidade o reconhece ao acolh\u00ea-lo pelo abra\u00e7o da paz e ao participar na eucaristia por ele presidida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estrutura da ordena\u00e7\u00e3o episcopal mostra a rela\u00e7\u00e3o entre minist\u00e9rio ordenado e comunidade: o ministro vem da comunidade e nela permanece, mas, ao mesmo tempo, se p\u00f5e diante da comunidade. O bispo Agostinho de Hipona (\u2020 430) expressou-o lapidarmente: \u201cConvosco sou crist\u00e3o, para v\u00f3s sou bispo; aquele \u00e9 o t\u00edtulo de minha dignidade, este o t\u00edtulo de minha responsabilidade; aquele \u00e9 t\u00edtulo de honra, este t\u00edtulo de perigo\u201d. Mais fundamental que ser bispo \u00e9 ser crist\u00e3o; essa \u00e9 a verdadeira dignidade. Como bispo, o crist\u00e3o assume uma responsabilidade que se torna um perigo, caso n\u00e3o seja exercida como servi\u00e7o \u00e0 comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estando diante da comunidade eclesial, o ministro representa para ela a Cristo, pela for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo recebido na ordena\u00e7\u00e3o. Essa rela\u00e7\u00e3o costuma ser expressa na f\u00f3rmula latina: o ministro age <em>in persona Christi<\/em> (na pessoa de Cristo, como seu representante), mas s\u00f3 representa Cristo representando tamb\u00e9m a Igreja, inserido em sua f\u00e9 e comunh\u00e3o (<em>in persona Ecclesiae<\/em>). Os dois aspectos devem ser articulados entre si. Cristo tem uma dupla rela\u00e7\u00e3o com a Igreja: por um lado, ela \u00e9 seu Corpo (cf. 1Cor 12,12; At 9,4); por outro, Cristo \u00e9 a Cabe\u00e7a e, como tal, anima o Corpo (cf. 1Cor 11,3). Assim, o ministro, enquanto representa Cristo, est\u00e1 face a face com a comunidade; enquanto representa a Igreja \u00e9 um membro entre outros, apenas com uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de presid\u00eancia em nome do Cristo-Cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre o regente e a orquestra pode ilustrar essa rela\u00e7\u00e3o. O regente, diante da orquestra, tem a fun\u00e7\u00e3o de conduzi-la na unidade. Enquanto regente, n\u00e3o toca nenhum instrumento, mas sua atua\u00e7\u00e3o permite que todos os instrumentos toquem harmonicamente, na hora devida, com a intensidade devida. Ele n\u00e3o \u00e9 a orquestra, mas a orquestra se reconhece nele. Sem a orquestra ele n\u00e3o \u00e9 nada; precisa da orquestra para ser regente. N\u00e3o \u00e9 ele que manda na orquestra, mas tampouco a orquestra manda nele. Ambos obedecem \u00e0 partitura. A execu\u00e7\u00e3o da partitura depender\u00e1 da interpreta\u00e7\u00e3o do regente, mas tamb\u00e9m da capacidade dos m\u00fasicos de aderirem a essa interpreta\u00e7\u00e3o. Deste modo, o regente representa a orquestra diante da orquestra, mas representa tamb\u00e9m o compositor. Tal \u00e9, analogamente, a articula\u00e7\u00e3o entre o ministro ordenado e a comunidade eclesial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 <\/strong><strong>A tr\u00edade bispo-presb\u00edtero-di\u00e1cono <\/strong>(TABORDA, 2016, 190-209; BORRAS e POTTIER, 2010)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O minist\u00e9rio na Igreja \u00e9 uno: a fun\u00e7\u00e3o de conduzir a Igreja na unidade da f\u00e9, do amor, da celebra\u00e7\u00e3o. Esse minist\u00e9rio uno da Igreja \u00e9 exercido em diversos graus por aqueles que \u201cj\u00e1 desde antigamente s\u00e3o chamados bispos, presb\u00edteros e di\u00e1conos\u201d (<em>LG<\/em> n.28; <em>DH<\/em> 4153).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos eles s\u00e3o ministros da unidade da Igreja, mas se distinguem pelo \u00e2mbito que lhes \u00e9 pr\u00f3prio. O minist\u00e9rio fundamental \u00e9 o episcopado. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 animar a comunidade em fidelidade ao testemunho apost\u00f3lico. Ao interno da comunidade cabe-lhe presidir a comunidade na ades\u00e3o \u00e0 f\u00e9 apost\u00f3lica (querigma), na pr\u00e1tica da fraternidade (diaconia) e na celebra\u00e7\u00e3o da f\u00e9 (liturgia). Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais Igrejas locais, \u00e9 de sua compet\u00eancia representar a Igreja por ele presidida na comunh\u00e3o da Igreja universal (responsabilidade colegial por todas as Igrejas) e na comunh\u00e3o com a Igreja de Roma \u201cque preside a caridade\u201d (In\u00e1cio de Antioquia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bispo n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na presid\u00eancia de uma Igreja local; \u00e9 auxiliado por seu presbit\u00e9rio e pelos di\u00e1conos. O bispo \u00e9 bispo por presidir uma Igreja num \u00e2mbito maior, ligada por v\u00ednculos hist\u00f3ricos, geogr\u00e1ficos, culturais. Por isso cabe-lhe ordenar presb\u00edteros que constituem com ele uma personalidade corporativa no governo da Igreja local e, assim, presidem, em nome do bispo, as pequenas parcelas dessa Igreja local (par\u00f3quias).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os presb\u00edteros s\u00e3o, em primeiro lugar, membros do \u201csenado\u201d do bispo para o governo da Igreja local, isto \u00e9, para sua unidade. A partir da\u00ed, pode caber-lhes presidir parcelas dessa Igreja local (comunidades eucar\u00edsticas) como representantes do bispo. A prece de ordena\u00e7\u00e3o da liturgia romana define o presb\u00edtero como \u201ccooperador da ordem episcopal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diferen\u00e7a b\u00e1sica entre bispo e presb\u00edtero reside no grau de responsabilidade que cada um tem por uma Igreja local e na rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua. O bispo exerce seu minist\u00e9rio da unidade sobre o todo da Igreja local e, a partir dela, \u00e9, com os outros bispos, respons\u00e1vel pela Igreja universal, diante da qual testemunha a forma espec\u00edfica de cada Igreja local inculturar a f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e1cono \u00e9 o ministro encarregado dos pobres, marginalizados e enfermos, servi\u00e7o vital para a Igreja encontrar sua identidade ao modo do Servo do Senhor, descrito nos quatro c\u00e2nticos do Deuteroisa\u00edas (cf. Is 42,1-4; 49,1-6; 50,4-11; 52,13 \u2013 53,12). Sua fun\u00e7\u00e3o fundamental \u00e9 animar, reavivar, organizar a comunidade em vista do servi\u00e7o aos pobres. A partir desse servi\u00e7o aos pobres compete ao di\u00e1cono o minist\u00e9rio da Palavra e a atua\u00e7\u00e3o na liturgia; a Palavra d\u00e1 dimens\u00e3o crist\u00e3 ao servi\u00e7o aos pobres, que \u00e9 um dever moral de toda humanidade, creia ou n\u00e3o no Cristo. Cabe a ele levar a Palavra ao concreto da pr\u00e1tica solid\u00e1ria, testemunhar a caridade crist\u00e3, encorajar os crist\u00e3os a tomar a s\u00e9rio o Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e1cono tem sua forma pr\u00f3pria de ser ministro da unidade. N\u00e3o preside, mas contribui \u00e0 unidade da Igreja a partir dos menos favorecidos. \u00c9 um minist\u00e9rio \u201cpartid\u00e1rio\u201d. Expressa o partidarismo da Igreja em favor do pobre. Indica que a unidade da Igreja n\u00e3o se constr\u00f3i a partir dos poderosos. Procura imprimir na Igreja a marca evang\u00e9lica de uma unidade desde os pobres. Por isso mesmo, vale, na Igreja antiga, como a m\u00e3o direita do bispo. Ele est\u00e1, pois, relacionado ao bispo e n\u00e3o ao presb\u00edtero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e1cono n\u00e3o \u00e9 um substituto do presb\u00edtero em locais onde n\u00e3o existem presb\u00edteros em n\u00famero suficiente. Seu minist\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 congregar a Igreja (presid\u00eancia), mas lev\u00e1-la para fora, para as periferias do mundo, de forma que ela possa celebrar em verdade a eucaristia, pois \u201cn\u00e3o h\u00e1 eucaristia sem lava-p\u00e9s\u201d (E. van Waelderen).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer presente o amor de Cristo para com os pobres e todos os que sofrem, s\u00e3o perseguidos, exclu\u00eddos, \u00e9 um dever do bispo, n\u00e3o menor que o de presidir a vida e a celebra\u00e7\u00e3o da comunidade. Nesta tarefa \u00e9 coadjuvado pelo presbit\u00e9rio, naquela pelos di\u00e1conos. A ordem diaconal existe a servi\u00e7o da Igreja local, junto com o bispo e seu presbit\u00e9rio, para abrir a comunidade ao mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presb\u00edtero n\u00e3o \u00e9 um di\u00e1cono com mais algum \u201cpoder\u201d, como o bispo n\u00e3o \u00e9 um presb\u00edtero com mais algum \u201cpoder\u201d. N\u00e3o s\u00e3o degraus de uma escada. A rela\u00e7\u00e3o entre a tr\u00edade deveria ser vista n\u00e3o numa linha vertical (superior-inferior; alto-baixo), mas numa bifurca\u00e7\u00e3o. O episcopado \u00e9 o minist\u00e9rio fundamental com dois tipos de auxiliares <em>diferentes e complementares<\/em> como s\u00e3o diferentes e complementares homem e mulher, m\u00e3o direita e m\u00e3o esquerda. O homem n\u00e3o \u00e9 superior \u00e0 mulher, nem vice-versa; a m\u00e3o direita n\u00e3o \u00e9 melhor que a esquerda, nem vice-versa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 <\/strong><strong>A espiritualidade ministerial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pergunta subjacente a esta tem\u00e1tica da espiritualidade \u00e9 a pergunta sobre que figuras inspiram a vida e a miss\u00e3o do ministro ordenado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4.1 Cristo, o Servo do Senhor <\/strong>(TABORDA, 2016, 46-52; SANTANER, 1986; MESTERS, 1981)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>A figura fundamental nos \u00e9 dada pelo pr\u00f3prio Jesus em Mc 10,42-45: \u201cSabeis que os que s\u00e3o considerados chefes das na\u00e7\u00f5es as dominam, e os seus grandes fazem sentir seu poder. Entre v\u00f3s n\u00e3o deve ser assim. Quem quiser ser o maior entre v\u00f3s seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre v\u00f3s seja o escravo de todos. Pois o Filho do Homem n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos\u201d. Nestas palavras Jesus alude aos poemas do Servo do Senhor (Deuteroisa\u00edas) e equaciona assim a quest\u00e3o do poder na Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os quatro c\u00e2nticos inspiram quatro aspectos do exerc\u00edcio do poder na comunidade crist\u00e3. <em>O primeiro aspecto \u00e9 o esvaziar-se<\/em>, n\u00e3o afirmar o seu poder dominando os demais, mas despertando o poder que neles existe (cf. Is 42,1-4: o Servo n\u00e3o grita, n\u00e3o levanta a voz; n\u00e3o apaga a mecha que ainda fumega). O \u201cpoder\u201d do ministro ordenado n\u00e3o \u00e9 dele, mas da Igreja, cujo poder se concentra nele. Por isso n\u00e3o lhe cabe nem a\u00e7ambarcar o poder nem dividi-lo, como se o poder fosse dele. Cabe-lhe, sim, suscitar o poder que h\u00e1 em cada um, incentivar o exerc\u00edcio do poder de cada um e cuidar que seja exercido no respeito aos demais e no cuidado pela unidade do todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O segundo aspecto<\/em> mostra que o esvaziamento deve ir ao extremo de <em>dar a vida pela multid\u00e3o<\/em> (cf. Is 52,13 \u2013 53,12). A identidade do ministro com a comunidade j\u00e1 \u00e9, por si, um \u201cmorrer\u201d cada dia, para que a comunidade se desenvolva com autonomia. Em determinadas circunst\u00e2ncias, o dar a vida ter\u00e1 que ser levado \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, o mart\u00edrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O terceiro aspecto \u00e9 ouvir o Senhor e confiar nele<\/em> (cf. Is 50,4-11). Basear sua vida na escuta da Palavra de Deus assimilada na ora\u00e7\u00e3o, celebrada na eucaristia, vivida a cada momento. Elemento constitutivo do servi\u00e7o ministerial \u00e9 a intercess\u00e3o \u201cem favor do povo a ele confiado e em favor de todo o mundo\u201d (prece de ordena\u00e7\u00e3o presbiteral da liturgia romana).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O quarto aspecto<\/em> \u00e9 levar a s\u00e9rio que <em>sua miss\u00e3o<\/em> n\u00e3o vem de si mesmo, mas <em>lhe foi confiada pelo Senhor<\/em> (cf. Is 49,1-6) atrav\u00e9s da comunidade que o reconheceu apto. Seu minist\u00e9rio n\u00e3o lhe adv\u00e9m por ser um privilegiado, mas por se esperar dele que viva os aspectos antes especificados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo: o \u201cpoder\u201d do ministro \u00e9 o <em>poder gerado na fraqueza<\/em>, que, confiando em Deus, deixa espa\u00e7o aos demais e suscita o poder dos demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>4.2 Cristo, o Pastor exemplar <\/strong>(TABORDA, 2016, 70-74)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>No cap\u00edtulo 10 do Evangelho de Jo\u00e3o, Cristo se apresenta como \u201co Pastor exemplar\u201d (KONINGS, 2005, 204). A figura do pastor \u00e9 arquet\u00edpica e apresenta quatro caracter\u00edsticas (BOSETTI, 1986a, 21-51): o pastor, guia, conduz, caminha \u00e0 frente das ovelhas; prov\u00ea para que o rebanho cres\u00e7a e se multiplique (procura \u00e1gua, pastagem, conduz ao aprisco ou a outro lugar seguro&#8230;); est\u00e1 atento \u00e0s ovelhas: de dia guia, de noite guarda, especialmente se as ovelhas tem que pernoitar ao relento&#8230;; \u00e9 solid\u00e1rio, tem com o rebanho uma liga\u00e7\u00e3o afetiva, conhecimento, solidariedade. \u00c9 \u201co pastor com cheiro de ovelha\u201d (Papa Francisco).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a designa\u00e7\u00e3o de pastor tem sua ambiguidade, porque o pastor \u00e9 superior \u00e0s ovelhas; ele \u00e9 um ser racional, as ovelhas animais irracionais. Por isso \u00e9 preciso lembrar que o \u201co Pastor exemplar\u201d (\u201co bom Pastor\u201d) se tornou o \u201cCordeiro imolado\u201d para a vida do rebanho. E, principalmente, \u00e9 necess\u00e1rio iluminar a figura do pastor com a do Servo que d\u00e1 a vida pela multid\u00e3o, como o fez Jesus: \u201cO pastor exemplar d\u00e1 a vida por suas ovelhas\u201d (Jo 10,11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro ordenado, enquanto pastor, deveria caracterizar-se por um amor entranhado a Cristo, n\u00e3o apenas um amor superficial. Dada, por\u00e9m, a fraqueza do homem pecador, para in\u00edcio de caminhada basta o amor de simpatia (cf. Jo 21,15-17). Enquanto n\u00e3o se atinge aquele grau de amor profundo por Cristo, vale a sinceridade de uma resposta ao chamado, cuidando de n\u00e3o cair nas tenta\u00e7\u00f5es que o rodeiam: n\u00e3o ser pastor por coa\u00e7\u00e3o, mas de boa vontade, espontaneamente, livremente; n\u00e3o por torpe gan\u00e2ncia, mas de cora\u00e7\u00e3o generoso; n\u00e3o como dominadores, mas como modelos do rebanho (cf. 1Pd 5,2-3) (BOSETTI, 1986b, 101-12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4.3 Cristo, o \u00fanico sacerdote <\/strong>(TABORDA, 2016, 32-46)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A designa\u00e7\u00e3o mais comum para o ministro ordenado \u00e9 sacerdote e, no entanto, \u00e9 a menos adequada. Prov\u00e9m de uma releitura veterotestament\u00e1ria do Novo Testamento, que n\u00e3o usa para os ministros da Igreja termos tomados das religi\u00f5es. <em>Episkopos<\/em> (termo do qual deriva a palavra bispo) significa supervisor; presb\u00edtero quer dizer anci\u00e3o; di\u00e1cono \u00e9 o servidor da mesa. Tampouco Jesus foi sacerdote, pois n\u00e3o pertencia \u00e0 tribo de Levi, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para o sacerd\u00f3cio no juda\u00edsmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico escrito do Novo Testamento que qualifica Jesus como sacerdote \u00e9 a Carta aos Hebreus. E o faz para negar que Jesus seja sacerdote no sentido do sacerd\u00f3cio ritual, aar\u00f4nico. O autor da Carta aos Hebreus quer mostrar como, depois de Cristo, n\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de sacerdotes. Ele o faz no estilo pr\u00f3prio da reflex\u00e3o teol\u00f3gica judaica, comparando a vida de Cristo com a a\u00e7\u00e3o do Sumo Sacerdote judeu no Dia do Perd\u00e3o (<em>Yom Kippur<\/em>), o \u00fanico dia do ano em que ele atravessava o v\u00e9u do Templo e entrava no Santo dos Santos. Jesus, por sua morte, atravessou o v\u00e9u e entrou no verdadeiro Santu\u00e1rio do c\u00e9u, onde vive eternamente a interceder por n\u00f3s (cf. Hb 7,25). Jesus exerce seu sacerd\u00f3cio atrav\u00e9s de sua vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o (cf. Hb 9\u201310). Seu sacerd\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 ritual, mas existencial (cf. Hb 10,4-10); seu sacrif\u00edcio n\u00e3o se realiza num lugar sagrado, mas no profano, fora dos muros da Cidade Santa de Jerusal\u00e9m (cf. Hb 13,11-13); n\u00e3o precisa ser repetido, pois adquiriu para n\u00f3s uma reden\u00e7\u00e3o eterna (cf. Hb 9,12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, se deve dizer que Cristo \u00e9 o fim do sacerd\u00f3cio (cf. a express\u00e3o de Paulo: Cristo \u00e9 o \u201cfim da Lei\u201d, Rm 10,4). Fim significa ao mesmo tempo \u201ct\u00e9rmino\u201d, desaparecimento do fen\u00f4meno em quest\u00e3o, e \u201cculmina\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201c, \u201cmeta\u201d, aquilo a que algo tende. Cristo \u00e9 fim e realiza\u00e7\u00e3o de todo sacerd\u00f3cio. A finalidade dos sacerdotes nas religi\u00f5es era mediar Deus e a humanidade. Ora, a dist\u00e2ncia entre Deus e a humanidade foi abolida em Cristo. Primeiramente, porque, como homem e Deus (cf. DH 301-302), une definitiva e escatologicamente os dois polos entre os quais os sacerdotes deviam fazer a media\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9, em sua pessoa, o mediador \u00fanico e perene (cf. 1Tm 2,5). Mas, al\u00e9m disso, tendo nos dado o Esp\u00edrito Santo, pelo qual o ser humano pode viver na imediatidade com Deus, dispensa ulteriores sacerdotes. Pelo Esp\u00edrito constitu\u00edmos um povo sacerdotal (cf. 1Pd 2,5; Ap 1,6; 5,10), temos constantemente acesso ao Pai (cf. Hb 4,16), clamamos Abba (cf. Gl 4,6; Rm 8,15), somos ensinados por Deus (cf. Jo 6,45). Nossa imediatidade a Deus no Esp\u00edrito torna o sacerd\u00f3cio dispens\u00e1vel (fim do sacerd\u00f3cio) e Cristo \u00e9 assim o \u00fanico sacerdote (realiza\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio), pois nos possibilitou, de uma vez para sempre, o acesso constante e definitivo a Deus. Tal acesso s\u00f3 existe no Esp\u00edrito de Cristo (e n\u00e3o pela natureza humana). Por isso, a Igreja \u00e9 o povo sacerdotal por sua atividade mission\u00e1ria que continua a miss\u00e3o de Cristo (cf. Jo 20,21; 1Pd 2,9).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Francisco Taborda, SJ.<\/em> FAJE (Brasil). Texto original em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 <\/strong><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BORRAS, A.; POTTIER, B. <em>A gra\u00e7a do diaconato<\/em>: quest\u00f5es atuais relativas ao diaconato latino. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOSETTI, E. A regra pastoral de 1Pd 5,1-5. In: BOSETTI, E.; PANIMOLLE, S. A. <em>Deus-Pastor na B\u00edblia<\/em>: solidariedade de Deus com seu povo. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1986. p.7-60.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. O Deus-Pastor. In: ______. <em>Deus-Pastor na B\u00edblia<\/em>: solidariedade de Deus com seu povo. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1986. p.81-122.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRADSHAW, P. F.; JOHNSON, M. E.; PHILLIPS, L. E. <em>The Apostolic Tradition<\/em>: a Commentary. Minneapolis: Fortress Press, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRESHAKE, G. <em>Ser sacerdote hoy<\/em>: teolog\u00eda, pr\u00e1xis pastoral y espiritualidad. 2.ed. Salamanca: S\u00edgueme, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KONINGS, J. <em>Evangelho segundo Jo\u00e3o<\/em>: amor e fidelidade. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEGRAND, H. La r\u00e9alisation de l\u2019\u00c9glise en un lieu. In: LAURET, B.; REFOUL\u00c9, F. (dir.). <em>Initiation \u00e0 la pratique de la th\u00e9ologie<\/em>. Tome III: Dogmatique 2. Paris: Cerf, 1983p. 143-345.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MESTERS, C. <em>A miss\u00e3o do povo que sofre<\/em>: os c\u00e2nticos do Servo de Deus no livro do profeta Isa\u00edas. Petr\u00f3polis e Angra dos Reis: Vozes e CEBI, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SANTANER, M.-A. <em>Homem e poder<\/em>: Igreja e minist\u00e9rios. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TABORDA, F. <em>O memorial da P\u00e1scoa do Senhor<\/em>: ensaios lit\u00fargico-teol\u00f3gicos sobre a eucaristia. 2.ed. revista e ampliada. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>A Igreja e seus ministros<\/em>: uma teologia do minist\u00e9rio ordenado. 2\u00aa reimpress\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 O nome do sacramento 2 Da lex orandi \u00e0 lex credendi 2.1 Uma ordena\u00e7\u00e3o episcopal no s\u00e9c. III 2.2 A comunidade e o minist\u00e9rio ordenado 3 A tr\u00edade bispo-presb\u00edtero-di\u00e1cono 4 A espiritualidade ministerial 4.1 Cristo, o Servo do Senhor 4.2 Cristo, o Pastor exemplar 4.3 Cristo, o \u00fanico sacerdote 5 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas 1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-1383","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sacramento-e-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1383"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1383\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1571,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1383\/revisions\/1571"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}