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{"id":1351,"date":"2016-12-30T08:44:53","date_gmt":"2016-12-30T10:44:53","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1351"},"modified":"2018-01-02T22:04:04","modified_gmt":"2018-01-03T00:04:04","slug":"batismo-crisma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1351","title":{"rendered":"Batismo &#8211; Crisma"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>1 A unidade da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3<\/p>\n<p>2 Da <em>lex orandi<\/em> \u00e0 <em>lex credendi<\/em><\/p>\n<p>2.1 A inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no s\u00e9c. III<\/p>\n<p>2.2 A caracteriza\u00e7\u00e3o do batismo-crisma<\/p>\n<p>2.2.1 Batismo-crisma, sacramento da f\u00e9<\/p>\n<p>2.2.2 Batismo-crisma, sacramento da convers\u00e3o<\/p>\n<p>2.2.3 Batismo-crisma, sacramento de inicia\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>2.3 A distin\u00e7\u00e3o entre o batismo e a crisma<\/p>\n<p>3 A dimens\u00e3o eclesial do batismo-crisma<\/p>\n<p>3.1 A Igreja faz o batismo-crisma<\/p>\n<p>3.2 O batismo-crisma faz a Igreja<\/p>\n<p>4 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p><strong>1 A unidade da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 <\/strong>(TABORDA, 2012, p.25-28)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Batismo e crisma s\u00e3o dois sacramentos, como se pode verificar na lista dos sete sacramentos definida pelo Conc\u00edlio de Trento (cf. DH 1901). Mas s\u00e3o dois sacramentos intimamente unidos. Juntamente com a eucaristia batismal s\u00e3o os sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Como a eucaristia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sacramento de inicia\u00e7\u00e3o, aqui se tratar\u00e1 somente do batismo e da crisma em sua unidade. Tal foi, nas origens, a pr\u00e1tica da tradi\u00e7\u00e3o eclesial conservada ainda hoje no Oriente, mesmo para crian\u00e7as de colo. A pr\u00e1tica atual da Igreja Latina \u00e9 testemunhada desde o s\u00e9c. V (cf. DH 215). Em consequ\u00eancia dessa pr\u00e1tica, perdeu-se na Igreja Latina a vis\u00e3o da unidade dos sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e tentou-se (em v\u00e3o) desenvolver uma teologia da crisma independente do batismo. S\u00f3 considerando a unidade dos dois sacramentos \u00e9 poss\u00edvel fazer uma teologia da crisma que n\u00e3o \u201croube\u201d algo do batismo, e vice-versa, uma teologia do batismo que n\u00e3o \u201cperca\u201d algo para que a crisma possa existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 <\/strong><strong>Da <em>lex orandi<\/em> \u00e0 <em>lex credendi<\/em> <\/strong>(TABORDA, 2015, p.23-47)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as \u00e0 volta \u00e0s fontes, a teologia redescobriu na Patr\u00edstica uma forma de refletir sobre os sacramentos, distinta da maneira usual da sacrament\u00e1ria sistematizada pela Escol\u00e1stica. A Patr\u00edstica parte da celebra\u00e7\u00e3o vivida em comunidade. A pr\u00e1tica lit\u00fargica da Igreja, tal como foi \u201cem toda a parte, sempre e por todos\u201d celebrada (Vicente de L\u00e9rins, \u2020 cerca de 450), cont\u00e9m uma teologia impl\u00edcita a ser desenvolvida. Segundo o antigo axioma, verificando como a Igreja ora (<em>lex orandi<\/em>), conclui-se sobre o que devemos crer (<em>lex credendi<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.1 A inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no s\u00e9culo III (<\/strong>BRADSHAW; JOHNSON; PHILLIPS, 2002; JOHNSON, 1999, p.82-135; <em>TRADI\u00c7\u00c3O APOST\u00d3LICA<\/em>, 1971, p.40-55)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chamada \u201cTradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u201d, outrora atribu\u00edda a Hip\u00f3lito de Roma (BRADSHAW, 1996), \u00e9 um antiqu\u00edssimo testemunho pormenorizado de como se processava a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 nos s\u00e9cs. III-IV. O texto que apresenta a tradi\u00e7\u00e3o do santo batismo pode ser dividido em cinco cenas: 1) a apresenta\u00e7\u00e3o e exame do candidato ao batismo; 2) o catecumenato e a escolha dos que ser\u00e3o batizados; 3) a prepara\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima para o batismo; 4) a celebra\u00e7\u00e3o do batismo; 5) a vida crist\u00e3 subsequente. Embora se fale da \u201ctradi\u00e7\u00e3o do santo batismo\u201d, trata-se do que poderia ser chamado \u201co grande batismo\u201d, que inclui todos os ritos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, inclusive crisma e eucaristia, pois a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 constitui uma unidade composta por uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es e ritos, pelos quais a pessoa se torna crist\u00e3. O processo tem como ponto de partida a vida pregressa (paganismo) e como ponto de chegada a pr\u00e1tica da vida crist\u00e3. \u00c9, portanto, um processo de <em>convers\u00e3o<\/em> e de <em>inicia\u00e7\u00e3o<\/em> que culmina no banho batismal, durante o qual o eleito <em>professa a f\u00e9<\/em> trinit\u00e1ria. Com isso, em sua estrutura lit\u00fargica mais tradicional, o batismo-crisma se desvenda como sacramento da f\u00e9, da convers\u00e3o e da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.2 A caracteriza\u00e7\u00e3o do batismo-crisma (<\/strong>TABORDA, 2012, p.39-45)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.2.1 Batismo-crisma, sacramento da f\u00e9<\/strong> (TABORDA, 2012, p.55-78)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base na profiss\u00e3o de f\u00e9 trinit\u00e1ria que acompanha o banho batismal, o (grande) batismo \u00e9 sacramento da f\u00e9. A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 inata ao ser humano. Ela vem pela prega\u00e7\u00e3o do Evangelho (cf. Rm 10,17), a boa not\u00edcia de que Deus se revelou em Cristo crucificado (cf. 1Cor 1,23). No entanto, ele \u00e9 esc\u00e2ndalo para os \u201cpiedosos\u201d e loucura para os \u201cs\u00e1bios\u201d, pois significa que a salva\u00e7\u00e3o de Deus vem atrav\u00e9s de um rejeitado. Ambos os grupos pretendem saber como \u00e9 Deus e como ele se deve revelar. Os \u201cpiedosos\u201d s\u00f3 admitem que ele se mostre no maravilhoso e extraordin\u00e1rio; os \u201cs\u00e1bios\u201d, no razo\u00e1vel. \u201cPiedosos\u201d e \u201cs\u00e1bios\u201d personificam a falta de f\u00e9. Coincidem em pretender saber perfeitamente quem \u00e9 Deus e querer dar normas a seu agir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revelando-se no \u201ccrucificado pela injusti\u00e7a\u201d (cf. Puebla), Deus manifesta sua proximidade, pois o \u00faltimo aos olhos humanos \u00e9 a fonte de salva\u00e7\u00e3o. Mas, com isso, ao mesmo tempo ele revela o pecado e o perd\u00e3o de Deus. \u201cNenhum dos poderosos deste mundo a conheceu [a sabedoria de Deus, Cristo crucificado]. Pois, se a tivessem conhecido, n\u00e3o teriam crucificado o Senhor da gl\u00f3ria\u201d (1Cor 2,8). Fora da f\u00e9 \u00e9 imposs\u00edvel reconhecer o pecado e acolher o perd\u00e3o. O pecado n\u00e3o \u00e9 \u201cboa not\u00edcia\u201d, mas o Evangelho torna patente o pecado como contraponto da f\u00e9. Como sacramento da f\u00e9, o batismo-crisma sela a aceita\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e inclui, por isso mesmo, a remiss\u00e3o dos pecados como a outra face da \u201cobedi\u00eancia da f\u00e9\u201d (cf. Rm 1,5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reconhecimento do pecado permite captar a incapacidade humana de salvar-se pelas pr\u00f3prias for\u00e7as (autossalva\u00e7\u00e3o). Nem a mera contempla\u00e7\u00e3o da verdade (\u201cs\u00e1bios\u201d), nem a observ\u00e2ncia abstrata da Lei (\u201cpiedosos\u201d) s\u00e3o capazes de salvar, mas a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito que impele o ser humano a \u201cfazer a verdade\u201d (cf. Jo 3,21), aproximando-se de quem est\u00e1 \u00e0 margem do caminho (cf. Lc 10,29-37) e realizando o bem concreto, que agora se apresenta a ser feito, mesmo que a Lei pudesse lan\u00e7ar d\u00favidas sobre sua liceidade (cf. curas no s\u00e1bado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e9 no Evangelho \u00e9 dom e presen\u00e7a do Esp\u00edrito, porque a criatura animada pelo Esp\u00edrito n\u00e3o vive a partir de si, mas a partir de Deus. Essa vida nova \u00e9 fruto de um novo nascimento pela \u00e1gua e pelo Esp\u00edrito (cf. Jo 3,5). Como para o banho batismal o catec\u00fameno tem que despir-se para depois vestir novas roupas, assim tamb\u00e9m, pela f\u00e9 e pelo batismo, o ne\u00f3fito se reveste do \u201chomem novo, criado \u00e0 imagem de Deus, na verdadeira justi\u00e7a e santidade\u201d (Ef 4,24). A nova cria\u00e7\u00e3o que surge da fonte batismal, por um lado, s\u00f3 se realizar\u00e1 plenamente na consuma\u00e7\u00e3o do mundo e, portanto, \u00e9 objeto da esperan\u00e7a; por outro lado, ela j\u00e1 est\u00e1 presente na novidade trazida por Cristo. O \u201cvelho homem\u201d que morre no batismo \u00e9 o ser humano atingido pelo pecado, at\u00e9 a raiz de sua exist\u00eancia hist\u00f3rica (cf. pecado original, pecado social).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o Evangelho \u00e9 o Cristo crucificado, este concretiza em si, por sua obedi\u00eancia at\u00e9 a morte, o Reino de Deus. Ele \u00e9 o \u201creino em pessoa\u201d (<em>autobasileia<\/em>, Or\u00edgenes \u2020 254). O Reino de Deus \u00e9 uma nova ordem de coisas, fundamentada em Deus, onde predominam justi\u00e7a, fraternidade, amor, igualdade, solidariedade&#8230; Quando Deus reina, a fraternidade n\u00e3o fica em palavras, mas passa \u00e0 pr\u00e1tica e se torna hist\u00f3ria. O batismo-crisma expressa e realiza a ades\u00e3o ao Reino, segundo o Esp\u00edrito de Jesus, aprendendo a obedi\u00eancia na sua entrega ao Pai (cf. Hb 5,8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.2.2 Batismo-crisma, sacramento da <\/strong><strong>convers\u00e3o<\/strong> (TABORDA, 2012, p.79-109)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201cTradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u201d descreve o processo batismal como mudan\u00e7a de costumes e h\u00e1bitos, passagem dos \u00eddolos ao Deus verdadeiro (cf. 1Ts 1,9). A idolatria n\u00e3o necessariamente tem fei\u00e7\u00e3o religiosa, pois consiste em p\u00f4r como o absoluto de nossa exist\u00eancia aquilo que \u00e9 relativo. Tudo pode tornar-se \u00eddolo. Hoje se trata especialmente da riqueza, poder, prazer e saber, coisas boas em si, que se transformam em \u00eddolo quando se faz delas o valor supremo da vida. Por isso, o cuidado que se observa na \u201cTradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u201d para que o candidato abandone toda atividade que, de alguma maneira, rescenda a idolatria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pertence \u00e0 natureza do \u00eddolo exigir sacrif\u00edcios humanos (cf. Dt 12,31; 2Rs 16,3; Os 13,2; Mq 6,7; Jr 7,31 e 19,5; Ez 20,31 e 23,39), porque s\u00e3o for\u00e7as de morte. Para obt\u00ea-los, passa-se por cima dos direitos dos outros, ou os pr\u00f3prios id\u00f3latras se sacrificam, desgastando-se para obter intimidade com o \u00eddolo. O Deus vivo, Pai de Jesus Cristo, ao contr\u00e1rio, quer a vida do ser humano, e vida em abund\u00e2ncia (cf. Jo 10,10). Desse modo, em Cristo se aproxima dos exclu\u00eddos e dos pecadores. Lan\u00e7a o desafio a que as pessoas mudem de vida, acercando-se de quem est\u00e1 \u00e0 margem e \u00e9 desprezado (cf. Lc 10,29-37). S\u00f3 a partir de baixo se pode construir a igualdade exigida pelo Reino de Deus. Jesus vai \u00e0 frente (cf. Hb 12,2), abrindo caminho, para que se reconhe\u00e7a Deus nos pequenos e humilhados, pois ele pr\u00f3prio carregou a humilha\u00e7\u00e3o da morte de cruz fora dos muros da Cidade Santa (cf. Hb 13,12-13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A convers\u00e3o dos \u00eddolos ao Deus verdadeiro \u00e9 uma passagem da morte \u00e0 vida. \u00c9 P\u00e1scoa, como a exist\u00eancia de Jesus (cf. Jo 16,28). O mist\u00e9rio pascal de Cristo s\u00f3 pode ser entendido de modo correto quando visto como consequ\u00eancia de sua vida. Jesus morreu condenado \u00e0 morte, porque viveu da forma que viveu. Ressuscitou, porque viveu e morreu daquela maneira. Ora, a vida e obra de Jesus se resumem na fidelidade \u00e0 sua miss\u00e3o de tornar presente o Reino de Deus, que exige que se absolutize somente a Deus e nada mais, e ningu\u00e9m mais (cf. Mt 13,44-46). Onde Deus \u00e9 o \u00fanico absoluto, pratica-se o primado da justi\u00e7a, da verdade, da solidariedade, da fraternidade e de todos os demais valores do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mensagem do Reino que Jesus tematiza em suas a\u00e7\u00f5es e em suas palavras \u00e9, pois, uma mensagem de vida contra os \u00eddolos da morte. Nada mais natural que os \u00eddolos se voltem contra Jesus e procurem elimin\u00e1-lo. Por sua atua\u00e7\u00e3o, Jesus entra na luta entre os \u00eddolos e Deus e morre v\u00edtima desses \u00eddolos. A Lei dos judeus absolutizada e o poder dos romanos divinizado s\u00e3o os dois \u00eddolos que determinam a condena\u00e7\u00e3o de Jesus. Por isso, a convers\u00e3o dos \u00eddolos ao Deus verdadeiro \u00e9 participa\u00e7\u00e3o na luta de vida e morte de Jesus contra os \u00eddolos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mist\u00e9rio pascal \u00e9 a passagem de Cristo da morte \u00e0 vida. O aspecto \u201cvida\u201d no mist\u00e9rio pascal \u00e9 uma unidade estruturada, diferenciada em tr\u00eas momentos: ressurrei\u00e7\u00e3o-ascens\u00e3o-Pentecostes. Essas tr\u00eas etapas podem ser apresentadas num esquema temporal, como o faz Lucas em sua dupla obra (Evangelho e Atos dos Ap\u00f3stolos), bem como o final can\u00f4nico de Marcos (cf. Mc 16,9-20). Mas tamb\u00e9m podem ser vistos em sua unidade, como sintetiza Jo\u00e3o sob o conceito de \u201cglorifica\u00e7\u00e3o\u201d que entretece morte, ressurrei\u00e7\u00e3o, ida ao Pai e envio do Esp\u00edrito numa unidade insepar\u00e1vel. Mateus, embora n\u00e3o distinga os tr\u00eas momentos, sup\u00f5e-nos na \u00fanica apari\u00e7\u00e3o de Jesus aos disc\u00edpulos em um monte da Galileia (cf. Mt 28,16-20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A unidade diferenciada do mist\u00e9rio pascal de Cristo possibilita que reconhe\u00e7amos o mesmo para batismo e crisma. A passagem pela \u00e1gua \u2013 afogamento e fonte de vida \u2013 simboliza a participa\u00e7\u00e3o no mist\u00e9rio pascal enquanto passagem da morte \u00e0 vida (ressurrei\u00e7\u00e3o); os gestos simb\u00f3licos da crisma expressam a comunh\u00e3o ao mist\u00e9rio pascal de Cristo como novo Pentecostes (cf. a seguir em 2.3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela convers\u00e3o a Cristo, o ser humano faz tamb\u00e9m sua p\u00e1scoa ou \u201cpassagem\u201d, em Cristo e com Cristo, ao Pai. Aceitar na f\u00e9 o mist\u00e9rio pascal e aceitar participar dele s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se nos \u00e9 dada a mesma liberdade de Cristo, seu Esp\u00edrito que transformou os ap\u00f3stolos de medrosos em audazes e valentes. N\u00e3o por acaso, Pentecostes \u00e9 uma dimens\u00e3o do mist\u00e9rio pascal de Cristo, o seu fecho e desfecho. Participar do mist\u00e9rio pascal de Cristo \u00e9 tomar parte em sua liberdade. Ora, a liberdade est\u00e1 ali, onde est\u00e1 o Esp\u00edrito do Senhor (cf. 2Cor 3,17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A convers\u00e3o, dos \u00eddolos ao Deus verdadeiro, n\u00e3o \u00e9 simplesmente um ato nosso: \u00e9 dom de Deus, gra\u00e7a. Deus tem a iniciativa no convite \u00e0 convers\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o de Deus desperta a liberdade humana e, despertando-a, a \u201ccarrega\u201d, acompanha, liberta e salva dos \u00eddolos, for\u00e7as de morte. A idolatria torna a liberdade humana escrava do pecado (cf. Jo 8,34). Pela convers\u00e3o \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 e pelo (grande) batismo, \u201cfomos chamados \u00e0 liberdade\u201d (Gl 5,13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liberdade apresenta dois polos: \u00e9 <em>liberdade de<\/em> e <em>liberdade para<\/em>. Negativamente, \u00e9 <em>liberdade de<\/em>: liberdade do pecado, da Lei, da morte, for\u00e7as de morte pr\u00f3prias da idolatria. Positivamente, ela se concretiza como <em>liberdade para<\/em> Deus (cf. Rm 6,18-22; Gl 5,13; 1Pd 2,16; 1Cor 7,21s), liberdade para o outro (cf. Gl 5,13s.22s; 1Cor 6,12), liberdade em Cristo e por ele (cf. Gl 2,4; 5,1; Jo 8,36). A liberdade segundo o Esp\u00edrito de Cristo \u00e9 servi\u00e7o m\u00fatuo (cf. Gl 5,13), \u00e9 dar espa\u00e7o \u00e0 liberdade dos outros, limitar-se por amor ao outro (cf. 1Cor 8,13; Rm 14,20-21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.2.3 Batismo-crisma, sacramento da <\/strong><strong>inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3<\/strong> (TABORDA, 2012, p.111-134)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo batismal descrito na \u201cTradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u201d mostra tamb\u00e9m que \u00e9 preciso aprender a ser crist\u00e3o, porque, como disse Tertuliano, \u201cn\u00e3o nascemos crist\u00e3os; n\u00f3s nos fazemos crist\u00e3os\u201d (<em>Apologeticus<\/em>, c.18). Esse processo consiste em que, pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, o candidato seja introduzido no mist\u00e9rio de Deus (mistagogia), pois somente no Esp\u00edrito temos acesso ao Pai para clamar \u201cAbb\u00e1\u201d (cf. Rm 8,14-17; Gl 4,4-7). Sem ele, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conhecer o Pai (cf. 1Cor 2,10-12) nem confessar o Filho (cf. 1Cor 12,3). Por isso, tradicionalmente o (grande) batismo recebeu o nome de \u201cilumina\u00e7\u00e3o\u201d: s\u00f3 se pode ter acesso ao Mist\u00e9rio de Deus pela luz do alto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como todo conhecimento entre pessoas, tamb\u00e9m o conhecimento de Deus s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel na revela\u00e7\u00e3o m\u00fatua que se autossupera no amor: \u00e9 um tipo de conhecimento n\u00e3o meramente intelectual; ele se d\u00e1 na pr\u00e1xis do seguimento de Jesus. Quem se converte a Cristo n\u00e3o precisa apenas ser instru\u00eddo numa doutrina, mas posto em contato com uma pessoa viva a quem se entrega no amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O seguimento \u00e9 concretiza\u00e7\u00e3o da f\u00e9 em Jesus. Ele vai \u00e0 frente na caminhada (cf. Hb 12,2), mas junto com ele, emp\u00f3s ele, vem toda a \u201cnuvem de testemunhas\u201d (cf. Hb 12,1), com as quais est\u00e1 prometido obtermos a \u201cplena realiza\u00e7\u00e3o\u201d (cf. Hb 11,40). O caminho do seguimento de Jesus \u00e9 comunit\u00e1rio, eclesial. Seguir Jesus significa assemelhar-se a ele (proximidade) por uma pr\u00e1tica semelhante \u00e0 dele (movimento subordinado), que tem um desenlace como o dele, na cruz. Pois somente a partir da cruz se pode conhecer a Jesus e assim ao Pai, porque ent\u00e3o realmente se rompem todos os esquemas humanos sobre quem \u00e9 Deus e sobre o que significa ser Filho de Deus. A cruz \u00e9 crise e revolu\u00e7\u00e3o na ideia de Deus. Deus, que se costuma considerar como poder, for\u00e7a e gl\u00f3ria, mostra-se na impot\u00eancia, vergonha e ignom\u00ednia, no absurdo (<em>k\u00e9nosis<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Esp\u00edrito Santo nos leva a fixar os olhos em Jesus, para nele vermos o Pai (cf. Jo 14,9) e caminharmos com ele, pois sua exist\u00eancia toda foi passagem para o Pai (P\u00e1scoa). Seguir Jesus nos revela a face do Pai como nosso Pai, pois, sob a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, somos feitos \u201cfilhos no Filho\u201d pela f\u00e9 e pelo batismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa condi\u00e7\u00e3o, podemos dirigir-nos ao Pai na franqueza e liberdade (<em>parrhes\u00eda<\/em>) de filhas e filhos. Por isso, ao rito da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 pertence a \u201centrega do Pai Nosso\u201d que \u00e9 aprendizado da ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 com suas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, diferentes das de outras religi\u00f5es. A ora\u00e7\u00e3o especificamente crist\u00e3 sempre se dirige ao Pai, pela media\u00e7\u00e3o do Filho no Esp\u00edrito Santo, porque n\u00e3o \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o de um estranho, mas de algu\u00e9m que est\u00e1 inserido no mist\u00e9rio de Deus e no qual habita Deus por seu Esp\u00edrito (cf. 1Cor 6,19). De fato, pelo Esp\u00edrito Santo estamos mergulhados no mist\u00e9rio do Deus que se aproximou de n\u00f3s em Jesus Cristo. Ao Pai, pelo Filho, no Esp\u00edrito Santo, a ora\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o \u00e9 a gra\u00e7a de participar da din\u00e2mica mesma da vida trinit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Salientem-se dois elementos essenciais da ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3: a consci\u00eancia de n\u00e3o sabermos orar como conv\u00e9m e, por isso mesmo, deixar que o Esp\u00edrito ore por n\u00f3s \u201ccom gemidos inenarr\u00e1veis\u201d (cf. Rm 8,14-27); e n\u00e3o fugir da realidade para orar, mas dirigir-nos ao Pai a partir de nossa inser\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria humana, ouvindo e fazendo eco aos gemidos da cria\u00e7\u00e3o (cf. Rm 8,22-23).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.3 A distin\u00e7\u00e3o entre o batismo e a crisma (<\/strong>TABORDA, 2012, p.145-150; 187-211)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora foi explicitada a gra\u00e7a comum ao batismo e \u00e0 crisma, que pode ser resumida como participa\u00e7\u00e3o no mist\u00e9rio pascal de Cristo e, portanto, na vida trinit\u00e1ria. Ora, o mist\u00e9rio pascal com seus tr\u00eas momentos (ressurrei\u00e7\u00e3o, ascens\u00e3o e Pentecostes) \u00e9 uma unidade diferenciada. Da mesma forma os sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o, em sua unidade, diferenciam-se em batismo e crisma (e eucaristia). Batismo e crisma, pelos gestos simb\u00f3licos com que se realizam, remetem a dois momentos do mist\u00e9rio pascal de Cristo: morte-ressurrei\u00e7\u00e3o (passagem da morte \u00e0 vida) e Pentecostes (efus\u00e3o do Esp\u00edrito para o testemunho). A passagem da morte \u00e0 vida \u00e9 simbolizada no banho batismal, pois afogar-se leva \u00e0 morte, mas desse mergulho na morte se sai com uma vida nova. Pentecostes \u00e9 significado pelo gesto simples e complexo da imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, assinala\u00e7\u00e3o e un\u00e7\u00e3o com \u00f3leo perfumado. A imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os \u00e9 um gesto de b\u00ean\u00e7\u00e3o; no caso, a b\u00ean\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia que \u00e9 o Esp\u00edrito (cf. Lc 11,13). A assinala\u00e7\u00e3o significa perten\u00e7a a algu\u00e9m e, biblicamente, tamb\u00e9m \u00e9 sinal de salva\u00e7\u00e3o para quando do ju\u00edzo escatol\u00f3gico de Deus (cf. Ez 9,4-6; Ap 7,3 e 9,4). Na crisma, significa que j\u00e1 agora pertencemos a Deus (cf. 2Cor 1,22), embora essa perten\u00e7a ainda n\u00e3o se manifeste em plenitude (cf. 1Jo 3,2). A un\u00e7\u00e3o indica que pelo batismo-crisma somos sacerdotes, profetas e reis. Como, por\u00e9m, se trata de um \u00f3leo perfumado, o sacramento nos constitui, por nossa pr\u00f3pria vida, testemunhas do Ressuscitado, pois o perfume permite perceber a presen\u00e7a de algu\u00e9m, mesmo sem que se veja a pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gestos simb\u00f3licos distinguem os dois sacramentos (batismo e crisma), mas \u00e9 na sua unidade que eles devem ser compreendidos como participa\u00e7\u00e3o no mist\u00e9rio pascal. A eucaristia, terceiro sacramento da inicia\u00e7\u00e3o, tem uma caracter\u00edstica espec\u00edfica: \u00e9 o sacramento cotidiano de nossa entrega com Cristo ao Pai pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. D\u00e1-nos parte no mist\u00e9rio pascal enquanto sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 A dimens\u00e3o eclesial do batismo-crisma<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A caracter\u00edstica do sacramento \u00e9 sua dimens\u00e3o eclesial (\u2192Eclesialidade dos sacramentos). H\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre Igreja e sacramento, expressa no axioma \u201ca Igreja faz os sacramentos; os sacramentos fazem a Igreja\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.1 A Igreja faz o batismo-crisma (<\/strong>TABORDA, 2012, p.215-230)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o da Igreja est\u00e1 expressa em Mt 28,19-20, em termos de fazer todos os povos disc\u00edpulos de Jesus, batizando-os. Batizar \u00e9 intr\u00ednseco ao ser da Igreja. A ela cabe n\u00e3o s\u00f3 iniciar na f\u00e9 pelo (grande) batismo, mas tamb\u00e9m propiciar aos batizados um crescimento constante na f\u00e9 recebida no batismo, porque, embora a f\u00e9 seja um ato pessoal, livre e intransfer\u00edvel, \u00e9 essencialmente comunit\u00e1rio. Sendo a f\u00e9 ades\u00e3o ao mist\u00e9rio inesgot\u00e1vel de Deus, ningu\u00e9m \u00e9 capaz de viv\u00ea-la plenamente; tem que confrontar-se sempre com outras formas de acolher e viver o Deus que se autocomunica por meio de Cristo no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja \u00e9 criada pelo Esp\u00edrito de Cristo que desperta a f\u00e9, move \u00e0 convers\u00e3o, atua na inicia\u00e7\u00e3o. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o Esp\u00edrito da unidade e da diversidade. No batismo-crisma ele eleva os iniciados \u00e0 dignidade de filhos e filhas de Deus. Confere-lhes uma dignidade que torna iguais todos os membros da Igreja. Mas, como Esp\u00edrito de vida, \u201cna variedade dos dons celestes e na diversidade dos membros\u201d, faz \u201ccrescer com admir\u00e1vel unidade\u201d o Corpo de Cristo (prece de ordena\u00e7\u00e3o diaconal da liturgia romana). Como os membros do corpo n\u00e3o s\u00e3o iguais, tamb\u00e9m cada membro da Igreja tem seu carisma a ser vivido harmonicamente com os demais carismas, pois todos prov\u00e9m do Esp\u00edrito que nos foi dado no (grande) batismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.2 O batismo-crisma faz a Igreja (<\/strong>TABORDA, 2012, p.231-248)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao dar a todos os crist\u00e3os igual dignidade, o (grande) batismo cria a Igreja como comunidade de iguais. Gl 3,26-28 professa que a Igreja, pelo batismo, \u00e9 uma comunidade onde todas as diferen\u00e7as sociais, culturais, religiosas, nacionais, raciais e de g\u00eanero s\u00e3o superadas ou, pelo menos, deveriam s\u00ea-lo, porque todos foram revestidos de Cristo. O que conta, a partir do batismo, n\u00e3o s\u00e3o os pap\u00e9is sociais, culturais e religiosos, mas o discipulado e o poder concedido pelo Esp\u00edrito. Conferindo igualdade a judeus e gregos, escravos e livres, homens e mulheres, a Igreja vive numa constante tens\u00e3o, criada pelo batismo, entre a igualdade em Cristo e as desigualdades criadas pela sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A igualdade batismal tem sua base na dignidade de sacerdotes, profetas e reis, comum a todos os batizados. Esse tr\u00edplice m\u00fanus se resume em dar testemunho da f\u00e9. Como sacerdote, o crist\u00e3o proclama os grandes feitos de Deus em Cristo Jesus (cf. 1Pd 2,9), adora Deus com sua vida, rejeitando os \u00eddolos hist\u00f3ricos da riqueza, do poder, do prazer e do saber, descobre a imagem de Deus ultrajada no rosto do pobre. Como rei, concretiza o Reino na busca da justi\u00e7a e do direito, combatendo os \u00eddolos que, para viverem, exigem a morte do pobre, lutando por implantar a igualdade batismal, para al\u00e9m de toda diferen\u00e7a de ra\u00e7a, posi\u00e7\u00e3o social e g\u00eanero, o que, nas condi\u00e7\u00f5es concretas da hist\u00f3ria, s\u00f3 se faz privilegiando quem \u00e9 descartado. Como profeta, desmascara a falta de f\u00e9 como ego\u00edsmo e nega\u00e7\u00e3o do outro, especialmente do pobre, mostra-se livre para Deus e para o pr\u00f3ximo, denuncia toda desfigura\u00e7\u00e3o da imagem de Deus no ser humano, resultante da explora\u00e7\u00e3o de uns pelos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a Igreja seja una pelo batismo, existe em diversas confiss\u00f5es, devido ao pecado dos crist\u00e3os. Sob esse ponto de vista, vale o que declarou o Documento de Lima (1982): \u201cNosso \u00fanico batismo em Cristo constitui um apelo dirigido \u00e0s Igrejas, para ultrapassarem suas divis\u00f5es e manifestarem visivelmente sua comunh\u00e3o\u201d, pois o batismo \u201cnos une ao Cristo na f\u00e9\u201d e \u00e9, assim, \u201cum v\u00ednculo fundamental de unidade\u201d (CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS, 1983, n.6, p.17).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Francisco Taborda, SJ.<\/em> FAJE, Belo Horizonte (Brasil). Texto original em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 <\/strong><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRADSHAW, P. F.; JOHNSON, M. E.; PHILLIPS, L. E. <em>The Apostolic Tradition<\/em>: a Commentary. Minneapolis: Fortress Press, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRADSHAW, P. F. Re-dating the Apostolic Tradition: Some Preliminary Steps. In: BALDOVIN, J.; MITCHELL, N. (ed.). <em>Rule of Prayer, Rule of Faith. <\/em>Essays in Honor of Aidan Kavanagh, OSB. Collegeville: The Liturgical Press, 1996. p.3-17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASPANI, P. <em>Renascer da \u00e1gua e do <\/em><em>Esp\u00edrito<\/em>: batismo e crisma, sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CODINA, V.; IRARR\u00c1ZAVAL, D. <em>Sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o<\/em>: \u00e1gua e Esp\u00edrito de liberdade. Petr\u00f3polis: Vozes, 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS \u2013 Comiss\u00e3o de F\u00e9 e Constitui\u00e7\u00e3o. <em>Batismo \u2013 Eucaristia \u2013 Minist\u00e9rio<\/em>: converg\u00eancia da f\u00e9. Rio de Janeiro: Tempo e Presen\u00e7a, 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JOHNSON, M. E. <em>The Rites of Christian Initiation<\/em>: Their Evolution and Interpretation. Collegeville: The Liturgical Press, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00d1ATIBIA, I. <em>Batismo e confirma\u00e7\u00e3o<\/em>: sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TABORDA, F. <em>Nas fontes da vida crist\u00e3<\/em>: uma teologia do batismo-crisma. 3.ed. revista. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>O memorial da P\u00e1scoa do Senhor<\/em>: ensaios lit\u00fargico-teol\u00f3gicos sobre a eucaristia. 2.ed. revista e ampliada. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TENA, P.; BOROBIO, D. Sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3: batismo e confirma\u00e7\u00e3o. In: BOROBIO, D. <em>A celebra\u00e7\u00e3o na Igreja<\/em>. V.2. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1993. p21-141.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>TRADI\u00c7\u00c3O APOST\u00d3LICA DE HIP\u00d3LITO DE ROMA<\/em>: liturgia e catequese em Roma no s\u00e9c. III. Tradu\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o latina e notas por Maria da Gl\u00f3ria Novak; introdu\u00e7\u00e3o de Maucyr Gibin. Petr\u00f3polis: Vozes, 1971.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 A unidade da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 2 Da lex orandi \u00e0 lex credendi 2.1 A inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no s\u00e9c. III 2.2 A caracteriza\u00e7\u00e3o do batismo-crisma 2.2.1 Batismo-crisma, sacramento da f\u00e9 2.2.2 Batismo-crisma, sacramento da convers\u00e3o 2.2.3 Batismo-crisma, sacramento de inicia\u00e7\u00e3o 2.3 A distin\u00e7\u00e3o entre o batismo e a crisma 3 A dimens\u00e3o eclesial do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-1351","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sacramento-e-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1351"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1351\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1574,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1351\/revisions\/1574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}