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{"id":1300,"date":"2016-11-19T16:53:20","date_gmt":"2016-11-19T18:53:20","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1300"},"modified":"2016-11-19T16:53:20","modified_gmt":"2016-11-19T18:53:20","slug":"a-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1300","title":{"rendered":"A f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">1 Dimens\u00e3o antropol\u00f3gica da F\u00e9<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">2 Dimens\u00e3o teologal da F\u00e9\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">3 Dimens\u00e3o comunit\u00e1ria da F\u00e9<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">4 A transmiss\u00e3o da F\u00e9<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">5 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Atrav\u00e9s da f\u00e9, o ser humano pretende fundar sua realidade imanente na Realidade transcendente de Deus, em quem cr\u00ea. Por\u00e9m, Deus \u00e9 Deus a quem &#8220;ningu\u00e9m jamais viu&#8221; (Jo 1, 18). Da\u00ed a complexidade levantada na reflex\u00e3o sobre a experi\u00eancia de f\u00e9; pois o &#8220;objeto&#8221; ao qual remete tal experi\u00eancia escapa a toda poss\u00edvel verifica\u00e7\u00e3o direta. Deus \u00e9 oculto (Is 45:15). Sendo assim \u00a0&#8221; qualquer religi\u00e3o que n\u00e3o nos diga que Deus \u00e9 oculto n\u00e3o \u00e9 verdadeira e nenhuma teologia que n\u00e3o d\u00e1 raz\u00e3o para isso \u00e9 instrutiva. Isso \u00e9 tudo para n\u00f3s: <em>Vere Tu es Deus absconditus<\/em> &#8230; No entanto, a natureza \u00e9 tal que por todas as partes nos indica (com &#8220;ind\u00edcios&#8221;) a exist\u00eancia de um Deus escondido, tanto no homem quanto fora do homem &#8220;(PASCAL de 1858 , XII, XIII e 5, 3). A f\u00e9 \u00e9, portanto, necessariamente uma &#8220;op\u00e7\u00e3o&#8217; interpretativa da realidade que pode ser abordada a partir de diferentes perspectivas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Dimens\u00e3o antropol\u00f3gica da F\u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O ser humano est\u00e1 inserido\u00a0 no mundo sensorial e se relaciona com ele apenas atrav\u00e9s dos sentidos. N\u00e3o h\u00e1 ideias inatas. Tamb\u00e9m n\u00e3o as ideias religiosas, com as quais tentamos expressar a f\u00e9 sobre realidades invis\u00edveis, \u00a0s\u00e3o inatas. Portanto, a primeira pergunta sobre o valor antropol\u00f3gico da f\u00e9 religiosa \u00e9: At\u00e9 que ponto \u00e9 razo\u00e1vel \u00a0crer no que eu creio? Por isso, somos obrigados a evitar a alternativa &#8220;dualista&#8221; de f\u00e9 ou raz\u00e3o, ou de f\u00e9 ou\u00a0 ci\u00eancia, e at\u00e9 mesmo de crentes ou ateus. A f\u00e9 deve ser assumida pela raz\u00e3o, porque &#8220;uma f\u00e9 n\u00e3o razo\u00e1vel deixa de ser f\u00e9, porque ningu\u00e9m pode acreditar em algo se n\u00e3o for razo\u00e1vel crer nisso&#8221; (Agostinho, <em>De praedestinatione sanctorum<\/em>, II, 5).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Na medida em que as ci\u00eancias foram verificando o car\u00e1ter natural dos processos mundanos em todo o seu processo de causa e efeito, a cosmovis\u00e3o pr\u00e9-moderna m\u00edtico-ritual, que postulava causas sobrenaturais para explicar os fen\u00f4menos mundanos, foi se \u00a0secularizando, \u00a0resultando em uma cosmovis\u00e3o cient\u00edfico-t\u00e9cnica, t\u00edpico da modernidade ilustrada. O ate\u00edsmo foi sua forma mais radical. Nesse tempo a cr\u00edtica ao supernaturalismo se agravou ao reagir ante o abuso frequente da f\u00e9 religiosa como um pretexto para justificar opress\u00f5es sociais, tanto na Europa (Marx), como mais tarde na Am\u00e9rica (GUTIERREZ, G., 1992). O pr\u00f3prio Conc\u00edlio Vaticano II assumiu de forma autocr\u00edtica, as raz\u00f5es inerentes \u00e0 origem do ate\u00edsmo (GS, 19).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, quais ind\u00edcios existem, na realidade mundana verific\u00e1vel, que possam suscitar razoavelmente a\u00a0 op\u00e7\u00e3o &#8220;crente&#8221;? A realidade em que o homem est\u00e1 imerso, junto com\u00a0 a pergunta pelas &#8220;causas&#8221; (= a ci\u00eancia aristot\u00e9lica), tamb\u00e9m levanta outra quest\u00e3o. \u00c9 a quest\u00e3o do &#8220;ser ou n\u00e3o ser &#8216;com que a consci\u00eancia se sente tocada ao perceber que tudo o que \u00e9,\u00a0 acaba sempre por deixar de existir. Existe, portanto, um risco real de que o nada e n\u00e3o o ser constitu\u00eda, absurdamente, a \u00faltima palavra da realidade observada. O mesmo &#8220;eu&#8221; prev\u00ea que deixar\u00e1 de ser \u201ceu\u201d, assim como o &#8220;tu&#8221; deixa sempre de ser &#8220;t\u00fa&#8217;. Pois bem, apesar desse risco angustiante, \u00e9 razo\u00e1vel postular que o Ser, e n\u00e3o o nada, possa constituir a \u00faltima palavra da realidade observada\u00a0\u00a0 e que tudo isso (a realidade) deva ter alguma Transcend\u00eancia? Em situa\u00e7\u00f5es sociais de marginaliza\u00e7\u00e3o dos povos majorit\u00e1rios da \u00c1sia, \u00c1frica e Am\u00e9rica Latina e Caribe, a quest\u00e3o pelo sentido est\u00e1 fundamentalmente inserida na religiosidade do povo, clamando por Deus garantidor da justi\u00e7a, de modo que, finalmente, n\u00e3o seja o mesmo ser v\u00edtima que algoz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 o clamor da f\u00e9 \u00a0do pobre J\u00f3 b\u00edblico e dos milh\u00f5es de sofredores desprezados \u00a0pelo poder dos mais fortes ao longo da hist\u00f3ria. O prot\u00f3tipo dessas v\u00edtimas \u00e9 o sofredor crucificado Jesus de Nazar\u00e9: &#8220;Meu Deus, por que me desamparaste!&#8221; (Mc 15:34). Mas o grito desesperado \u00e9 transcendido pela f\u00e9 confiada no Deus que faz justi\u00e7a: &#8220;Em tuas m\u00e3os, Pai, confio a minha vida&#8221; (Lucas 23:46). Da mesma forma, a experi\u00eancia crente do povo reconhece tamb\u00e9m\u00a0 que seu clamor \u00e9 acolhido por Deus: \u201cTenho visto atentamente a afli\u00e7\u00e3o do meu povo&#8230; e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores. Conhe\u00e7o seu sofrimento,\u00a0 por isso, desci a fim de libert\u00e1-lo\u201d (Ex 3,7-8).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nesse n\u00edvel da exist\u00eancia humana \u00e9 onde est\u00e1, e continua estando hoje, particularmente no mundo maiorit\u00e1rio dos pobres e oprimidos, a dimens\u00e3o antropol\u00f3gica da f\u00e9 (ALFARO, J. 1988).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>2 Dimens\u00e3o teologal da F\u00e9<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Dentro da sua dimens\u00e3o antropol\u00f3gica, a f\u00e9 \u00e9 experimentada como uma decis\u00e3o psicol\u00f3gica do crente. No entanto,\u00a0 por defini\u00e7\u00e3o, o objeto pr\u00f3prio da f\u00e9 \u00e9 a Realidade mesma de Deus que, como tal, transcende nossa experi\u00eancia psicol\u00f3gica imanente. Portanto, &#8221; N\u00e3o acreditamos nos enunciados, mas nas realidades que os enunciados exprimem, pois a f\u00e9 do crente n\u00e3o tem por objeto os enunciados (dogm\u00e1ticos),mas a Realidade \u00e0 qual eles se referem&#8221; (CATECISMO DA IGREJA CAT\u00d3LICA, n.170).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Assim, para que a experi\u00eancia crente possa ser um meio de conex\u00e3o com a Realidade transcendente, tem que incluir um &#8220;Dom do alto&#8221; (Jo 3: 3); que n\u00e3o pode, como tal, coincidir com a experi\u00eancia psicol\u00f3gica crente, mesmo que seja insepar\u00e1vel dela. \u00c9 o que chamamos de &#8216;Gra\u00e7a&#8217;, \u00fanica capaz de fazer que\u00a0 a f\u00e9, sendo minha, seja &#8220;infinitamente&#8221; mais do que a minha, como um &#8216;Dom Transcendente &#8220;(ROUSSELOT de 1910, 241-159 e 444-475).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0\u00a0Por isso os seres humanos podem compartilhar a mesma f\u00e9, mesmo quando acreditamos de muitas maneiras diferentes, tanto ao longo da hist\u00f3ria, com suas v\u00e1rias religi\u00f5es, quanto dentro das mesmas confiss\u00f5es crentes. A f\u00e9 &#8220;teologal&#8221; n\u00e3o \u00e9, portanto,\u00a0 uma &#8220;gnose&#8221; (determinada ideologia crente), nem um &#8216;sentimento&#8217; (certa euforia psicol\u00f3gica), embora sempre \u2018nos \u00e9 dada\u2019 encarnada em situa\u00e7\u00f5es historicamente concretas, ideol\u00f3gicas e emotivas. A f\u00e9, que experimentamos como nossa,\u00a0 nos coloca bem em tens\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o a seu Objeto pr\u00f3prio: a Realidade mesma de Deus, que \u00e9 sempre um Deus &#8220;escondido&#8221; (Isa\u00edas 45, 15). No entanto, &#8221; N\u00e3o disse \u00e0 descend\u00eancia de Jac\u00f3: Buscai-me em v\u00e3o; eu sou Yahweh,\u00a0 e falo a verdade\u201d (Is 45, 19). Assim, a f\u00e9 est\u00e1 enraizada numa consci\u00eancia (o cora\u00e7\u00e3o) aberta para ser desafiada pela Palavra. Quanto mais abrir algu\u00e9m seu cora\u00e7\u00e3o ao impacto da Palavra, mais motiva\u00e7\u00e3o vai experimentar sua liberdade de decidir na dire\u00e7\u00e3o daquilo ao qual a Palavra interpela. No entanto, se fecha o cora\u00e7\u00e3o, a Palavra n\u00e3o produz frutos e se perde a motiva\u00e7\u00e3o da liberdade. Como Jesus nas par\u00e1bolas do Reino, conclui avisando: &#8220;Quem tenha ouvidos para ouvir, ou\u00e7a (Marcos 4,23) &#8230; Ao que tem, ser-lhe-\u00e1 dado; ao que n\u00e3o tem, at\u00e9 o que tem lhe ser\u00e1 tirado &#8220;(Marcos 4,25).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e9, portanto, n\u00e3o \u00e9 medida, pelas ideias ou palavras religiosas, mas pela transforma\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio da a\u00e7\u00e3o livre: &#8221; Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! mas aquele que faz a vontade de meu Pai &#8221; (Mt 7: 21-23 ) .A quest\u00e3o crente \u00e9 sempre, &#8220;o que devemos fazer, irm\u00e3os?&#8221; (At 2, 37; 2,42-47; 4,34-35) .Qual \u00a0\u00e9 o crit\u00e9rio para discernir o sentido apontado pela interpela\u00e7\u00e3o da Palavra e, portanto, a resposta para ela? A\u00a0 tend\u00eancia narcisista do ser humano sempre pode lev\u00e1-lo para &#8216;usar Deus de acordo com seus pr\u00f3prios interesses. &#8221; Portanto, quanto \u00a0menos suspeita de \u00a0narcisismo seja uma op\u00e7\u00e3o crente, mais razo\u00e1vel ser\u00e1 \u00a0postular que possa se referir a uma Realidade Transcendente, precisamente por n\u00e3o ser funcional aos interesses do pr\u00f3prio eu. Deus garante, portanto,\u00a0 a sua presen\u00e7a transcendente (Gra\u00e7a) em cada decis\u00e3o humana que bu.sque agir com &#8220;boa vontade&#8221;; ou seja, sem refer\u00eancia egoc\u00eantrica, mas por alteridade misericordiosa, , de acordo com a mesma &#8220;boa vontade&#8221; divina , &#8221; Porque Deus \u00e9 o que opera em v\u00f3s tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade &#8221; (Fp 2,13).<a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Esse mesmo ensinamento est\u00e1 recolhido na <em>Gaudium et Spes<\/em> e, assim, depois de confessar que a gra\u00e7a divina age atrav\u00e9s da visibilidade dos sacramentos da f\u00e9 crist\u00e3, conclui: &#8220;Isto \u00e9 tamb\u00e9m verdade para todos os homens de boa vontade em cujo cora\u00e7\u00e3o atua a Gra\u00e7a de forma invis\u00edvel (ou seja, mesmo sem a visibilidade sacramental) conhecida por Deus \u201c(GS, 22)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Essa abertura do dom da f\u00e9 para &#8220;todos os homens de boa vontade&#8221; \u00e9 o verdadeiro significado &#8220;cat\u00f3lico&#8221; da f\u00e9 , uma vez que Cristo morreu por todos.&#8221; Essa declara\u00e7\u00e3o corresponde a Rm 8,32; mas o texto da GS, 22, o universaliza, omitindo o &#8220;n\u00f3s&#8221; de Rm 8,32\u00a0 citado pela GS, de acordo com a formula\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica do Concilio de Trento, que rejeitou o crit\u00e9rio luterano-calvinista da &#8220;dupla predestina\u00e7\u00e3o&#8221; Se algu\u00e9m disser que a gra\u00e7a da justifica\u00e7\u00e3o\u00a0 \u00e9 concedida somente aos predestinados \u00e1 vida, e que todos os outros que s\u00e3o chamados, decerto que s\u00e3o chamados, mas enquanto predestinados ao mal pelo poder divino, n\u00e3o recebem a gra\u00e7a, seja an\u00e1tema &#8221; (DS,1567).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Portanto, isto tamb\u00e9m constitui a miss\u00e3o cat\u00f3lica&#8217; da Igreja que, como tal, implica uma abertura real para ao &#8220;di\u00e1logo&#8221; ecum\u00eanico, inter-religioso com todos os homens e mulheres de boa vontade, em particular com as culturas e espiritualidades ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina<a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">De tal modo que, tamb\u00e9m nossa f\u00e9 (com as seus enunciados, pr\u00e1ticas religiosas e\u00a0 morais), quando praticada com &#8220;boa vontade&#8221;, sendo a nossa decis\u00e3o, \u00e9 infinitamente mais do que nossa (cf. Rm 8,24-27). Em outras palavras, sendo &#8220;a nossa pr\u00f3pria espiritualidade&#8221;,\u00a0 \u00e9 a presen\u00e7a transcendente do Esp\u00edrito de Deus em n\u00f3s: &#8221; Porque pela gra\u00e7a sois salvos, por meio da f\u00e9; e isto n\u00e3o vem de v\u00f3s, \u00e9 dom de Deus&#8221; (Ef 2,8) . O Dom \u00e9 &#8221; inerente &#8220;em n\u00f3s, e n\u00e3o apenas &#8216;imputado&#8217; extrinsecamente por Deus<a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Pois pela f\u00e9 temos j\u00e1\u00a0 a &#8220;subst\u00e2ncia (up\u00f3stasis) do que n\u00e3o vemos\u00a0 (a Filia\u00e7\u00e3o divina) e a garantia da Realidade que esperamos (Vida eterna) (At 11,1)<a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>3 Dimens\u00e3o comunit\u00e1ria da F\u00e9<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Se a f\u00e9 pressup\u00f5e sempre &#8220;boa vontade&#8221; compassiva, \u00e9 \u00f3bvio que por sua pr\u00f3pria natureza tem uma dimens\u00e3o comunit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Mais ainda, a f\u00e9 \u00e9 comunit\u00e1ria porque Deus \u00e9, em si,\u00a0 Comunidade trinit\u00e1ria (BOFF, 1987). Deus n\u00e3o \u00e9 EU, mas EU-T\u00da. N\u00e3o \u00e9 &#8220;poder&#8221;, mas &#8220;Rela\u00e7\u00e3o&#8221; extrovertida eterna no interior de si mesmo. &#8220;Alteridade&#8221; que constitui o seu &#8216;\u00fanico Esp\u00edrito &#8220;(Gl 4.6) . Da\u00ed que o crit\u00e9rio final da a\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o seja medido pelo poder, mas pela &#8220;Rela\u00e7\u00e3o interpessoal&#8217;. Em definitiva, a \u00fanica quest\u00e3o para a autenticidade da f\u00e9 refere-se ao reconhecimento do &#8220;outro&#8221; como &#8216;outro eu&#8217;: decidiu agir com compaix\u00e3o a favor de quem precisava, ou agiu evitando isso? (Mt 25,40ss) .Todo o resto fica relativizado \u2018em rela\u00e7\u00e3o\u201d ao Absoluto da miseric\u00f3rdia. Por isso, &#8220;a realidade a que nos referimos atrav\u00e9s das formula\u00e7\u00f5es da f\u00e9, nos permite express\u00e1-la e transmiti-la, celebr\u00e1-la em comunidade, assimil\u00e1-la e viv\u00ea-la cada vez mais &#8220;(CATECISMO, 170). S\u00f3 conhece a Deus quem \u00a0&#8220;ama a Deus&#8221;, pois quem n\u00e3o ama n\u00e3o conhece, saiba o que souber (SOBRINHO, 1992) .Por isso, &#8220;os mestres da Lei (s\u00e1bios&#8221; religiosos&#8221;) j\u00e1 me conheceram &#8220;(Jr 2,8). Mas &#8220;Ningu\u00e9m jamais viu a Deus, por isso \u201cSe algu\u00e9m diz: \u2018Eu amo a Deus\u2019, e odeia a seu irm\u00e3o, \u00e9 mentiroso. Pois quem n\u00e3o ama a seu irm\u00e3o, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem n\u00e3o viu?\u201d (1 Jo 4,8 e 20). No entanto, a categoria de &#8220;irm\u00e3o&#8221; pode esconder apenas teorias filantr\u00f3picas universais. O que est\u00e1 em jogo, no entanto, \u00e9 o reconhecimento real e concreto do \u00a0&#8220;outro&#8221; que \u00a0se aproxima de mim. Assim, conhece-ama ao irm\u00e3o, quem conhece-ama ao irm\u00e3o que entra na minha proximidade. Se, portanto, um ser humano \u00e9 parte da categoria de inimigo, mas entrar em sua proximidade, o reconhecer\u00e1-amar\u00e1 como irm\u00e3o, tendo compaix\u00e3o por ele. E esse \u00e9 o verdadeiro significado crente do &#8220;amar ao inimigo&#8221; formulado por Jesus (Mateus 5: 43-48).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A f\u00e9 \u00e9 sempre uma experi\u00eancia compartilhada com outros. \u00a0E\u00a0 s\u00e3o tanto mais &#8220;outros&#8221;, quanto mais necessitem da nossa &#8220;alteridade&#8221; compassiva, independentemente do interesse pr\u00f3prio egoc\u00eantrico. H\u00e1, na verdade, uma esp\u00e9cie de irm\u00e3o que, quando entra na minha proximidade, eu n\u00e3o deveria decidir por ele (porque ele n\u00e3o tem poder de retribui\u00e7\u00e3o), nem perco nada se continuo enfrente (porque n\u00e3o tem poder de retalia\u00e7\u00e3o); se, no entanto, apesar disso, eu o reconhe\u00e7o-amo como irm\u00e3o, em seguida, a\u00ed verifico a minha f\u00e9, eu conhe\u00e7o-amo a Deus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">E esse \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, o sentido b\u00edblico do pobre m\u00edsero (cf. Jr 22,15-16; 34.8,22 ; Is 52,6; 58,6-7) que Jesus ilustrou \u00a0magistralmente com a par\u00e1bola do ferido necessitado de \u00a0aten\u00e7\u00e3o compassiva, contrastando a \u00a0a\u00e7\u00e3o do &#8220;bom samaritano&#8217; com a indiferen\u00e7a do religiosos sacerdote e do levita: &#8220;voc\u00ea fa\u00e7a o mesmo &#8221; que o &#8220;bom samaritano&#8221; e n\u00e3o imite o ortodoxo sacerdote nem o \u00a0levita (Lc 10, 25-37) .Isto implica que a f\u00e9 crist\u00e3 deve ser vivida na proximidade com os pobres que est\u00e3o sempre l\u00e1, sem tentar evit\u00e1-los. Pois s\u00e3o os pobres quem vivem mais essa proximidade e podem ser modelos de f\u00e9, como o expressa de forma significativa o Documento de Puebla, quando destaca que as &#8220;Comunidades de \u00a0Base t\u00eam ajudado \u00e0 Igreja a descobrir o potencial evangelizador dos pobres, porque constantemente a interpelam , chamando-a \u00e0 convers\u00e3o e porque muitos deles realizam em suas vidas os valores evang\u00e9licos de solidariedade, servi\u00e7o, simplicidade e disponibilidade para acolher o dom de Deus &#8220;(n. 1147).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A &#8220;op\u00e7\u00e3o pelos pobres\u201d no \u00e9, portanto, uma das op\u00e7\u00f5es poss\u00edveis; mas \u00e9 a \u00fanica poss\u00edvel para o crist\u00e3o. E a escolha n\u00e3o \u00e9 apenas pelos pobres, mas com eles, para n\u00e3o confundir a op\u00e7\u00e3o pelos pobres com o &#8220;paternalismo&#8221; de cima (os altos crentes) para baixo (os baixos crentes). Essa tem sido a principal contribui\u00e7\u00e3o da teologia latino-americana, redescobrindo o evangelho como uma chamada do mesmo Esp\u00edrito que penetrou (como o Ungido-Cristo) a Jesus de Nazar\u00e9, para compartilhar a f\u00e9 em comunidade com os pobres. Isto deu origem \u00e0 eclesiologia das Comunidades Eclesiais de Base, com base na pr\u00e1xis-conhecimento (Iadath) dos pobres e com os pobres<a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>4 A transmiss\u00e3o da F\u00e9<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A f\u00e9 apost\u00f3lica \u00e9, portanto, a f\u00e9 na Encarna\u00e7\u00e3o n\u00e3o\u00a0 meramente fiel al enunciado \u2018niceno-constantinopolitano&#8217;, mas\u00a0 vivida de acordo com a historicidade de Jesus crucificado pelo que fez e disse, mas a quem Deus ressuscitou justificando-o. Desta maneira, quem enfrente sua vida na mesma linha em que Jesus a enfrentou, e pelo qual ele foi condenado \u00e0 morte na cruz, tem raz\u00e3o, ainda que seja executado por isso. Essa f\u00e9 deu origem \u00e0 \u00a0Igreja &#8220;dos m\u00e1rtires&#8221; dos quatro primeiros s\u00e9culos e \u00e9 o n\u00facleo eclesiol\u00f3gico da f\u00e9 transmitida que continua a alimentar o compromisso com o mart\u00edrio das comunidades pobres na Am\u00e9rica Latina e das\u00a0 periferias suburbanas e rurais maiorit\u00e1rias do mundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Essa f\u00e9 vivida e celebrada, foi registrada desde o in\u00edcio nas primeiras \u2018f\u00f3rmulas querigm\u00e1ticas\u2019 que Paulo reuniu\u00a0 em seus escritos como uma \u2018tradi\u00e7\u00e3o recebida da comunidade pr\u00e9-paulina que tinha conhecido Jesus em vida e experimentado a sua Ressurrei\u00e7\u00e3o. E assim transmitir\u00e1 a f\u00e9 pascal, com estas palavras introdut\u00f3rias do kerygma : &#8220;Eu transmiti-vos (paredoka) ao princ\u00edpio o que era mais importante e que tamb\u00e9m me foi transmitido (paredothe) &#8230;&#8221; (1 Cor 15,1ss). Com a mesma introdu\u00e7\u00e3o, Paulo recolhe a f\u00f3rmula da celebra\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do kerygma, como foi tamb\u00e9m &#8216;transmitida&#8217; (paradosis) de parte do Senhor Jesus (1 Cor 11,23).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Assim, a partir de agora, cada comunidade crente e cada grupo humano de &#8220;boa vontade&#8221;, pode se conectar com a mesma f\u00e9 e a mesma celebra\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica que nos conecta com o evento hist\u00f3rico salvador, que \u00e9 Jesus Cristo: &#8220;fazei isto em mem\u00f3ria de mim&#8221; ( 1 Cor 11:24; Lc 22:19).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00c9, portanto, a mesma inten\u00e7\u00e3o salv\u00edfica universal de Deus a que funda o car\u00e1cter \u00abtransmiss\u00edvel\u00bb da Palavra que &#8216;comunica&#8217; a f\u00e9 apost\u00f3lica. \u00c9 a\u00ed que reside o verdadeiro significado da Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, que n\u00e3o pode ser &#8216;Tra\u00edda&#8217;. Portanto,\u00a0 a f\u00e9 apost\u00f3lica, n\u00e3o s\u00f3 funda uma &#8220;comunidade&#8221; (comunh\u00e3o) de f\u00e9 &#8220;, mas uma&#8221; comunidade de miss\u00e3o (= Com-munus) &#8216;correspondente a todo o Povo de Deus (LG c.2) com a diversidade de seus minist\u00e9rios: &#8220;H\u00e1 diferentes formas de atua\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. A cada um, por\u00e9m, \u00e9 dada a manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, <em>visando ao bem comum<\/em> (<em>pros tosun-f\u00e9ron<\/em>)\u201d (1Cor 12, 6-7).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Antonio Bentu\u00e9<\/em>, Universidade Cat\u00f3lica de Chile, Chile. Texto original espanhol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AGUST\u00cdN San,\u00a0 \u201cUna fe no razonable no es fe, puesto que nadie puede creer en algo si ello no es razonable creerlo\u201d, <em>De praedestinatione sanctorum,\u00a0 <\/em>II, 5.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">ALFARO, J. <em>De la cuesti\u00f3n del hombre a la cuesti\u00f3n de Dios, Ed. <\/em>S\u00edgueme, Salamanca, 1988.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">BOFF, L. <em>La Trinidad, la sociedad y la liberaci\u00f3n,<\/em> Madrid, Paulinas,1987.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">CATECISMO DE LA IGLESIA CAT\u00d3LICA, n.170, citando a Tom\u00e1s de Aquino\u00a0 (<em>Summa Th. <\/em>II-II, q1,a2 ad 2m).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">GUTIERREZ,G.\u00a0 <em>En b\u00fasqueda de los pobres de Jesucristo, <\/em>CEP, Lima, 1992.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PASCAL, B. <em>Pens\u00e9es, <\/em>Ed.Louandre, Par\u00eds, 1858, XII, 5 y XIII,3.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">ROUSSELOT, P. <em>Les yeux de la foi<\/em>, RSR (1910) 241-159 y 444-475.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">SOBRINO, J. <em>El principio misericordia, <\/em>Sal Terrae, Santander, 1992.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>O original grego permite interpretar tamb\u00e9m esta &#8216;eudokia&#8217;, referindo- a aos homens que querem agir com &#8220;boa vontade&#8221;; assim a traduzem tanto a B\u00edblia Latino-americana Ed. San Pablo 1994, \u00a0como o Novo Testamento da Edi\u00e7\u00e3o Pastoral Cat\u00f3lica, Ed Paulinas 1991: .. &#8220;tentando agrad\u00e1-lo&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>Apesar de que a declara\u00e7\u00e3o do Papa, no discurso de abertura\u00a0 do S\u00ednodo de Aparecida \u00a0e recolhido \u00a0no n. 95 do Documento final, n\u00e3o parece valorizar a religiosidade ind\u00edgena pr\u00e9-colombiana, o mesmo S\u00ednodo reconhece que &#8220;h\u00e1 um processo de oculta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos valores ind\u00edgenas, d a sua hist\u00f3ria, cultura e express\u00f5es religiosas,&#8221; DA 96; portanto, valoriza &#8221; seu profundo apre\u00e7o comunit\u00e1rio pela vida, presente em toda a cria\u00e7\u00e3o, na exist\u00eancia cotidiana e na milen\u00e1ria experi\u00eancia religiosa, que dinamiza suas culturas, e que<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">chega \u00e1 sua plenitude na revela\u00e7\u00e3o do verdadeiro rosto de Deus por Jesus Cristo, &#8220;DA 529.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>De acordo ao sentido do texto de Trento, no an\u00e1tema do Canon 11, DS 1561.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Comentando esse sentido da \u2018f\u00e9 teologal\u2019, Tom\u00e1s de Aquino expressa: \u201cA f\u00e9 \u00e9, pois, o h\u00e1bito da consci\u00eancia por meio do qual <em>se inicia a Vida eterna em n\u00f3s\u2026\u201d ,Summa Th. II-II, q4, a1<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>O termo b\u00edblico para expressar o \u2018conhecimento\u2019 (Iadath), significa ao mesmo tempo \u2018fazer o amor\u2019 (cf. Gn 4,1 y 17).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio Introdu\u00e7\u00e3o 1 Dimens\u00e3o antropol\u00f3gica da F\u00e9 2 Dimens\u00e3o teologal da F\u00e9\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3 Dimens\u00e3o comunit\u00e1ria da F\u00e9 4 A transmiss\u00e3o da F\u00e9 5 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o Atrav\u00e9s da f\u00e9, o ser humano pretende fundar sua realidade imanente na Realidade transcendente de Deus, em quem cr\u00ea. Por\u00e9m, Deus \u00e9 Deus a quem &#8220;ningu\u00e9m jamais viu&#8221; (Jo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-1300","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-fundamental"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1300"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1301,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1300\/revisions\/1301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}