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{"id":1293,"date":"2016-11-19T16:29:16","date_gmt":"2016-11-19T18:29:16","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1293"},"modified":"2018-01-22T08:54:57","modified_gmt":"2018-01-22T10:54:57","slug":"a-questao-do-mal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1293","title":{"rendered":"A quest\u00e3o do mal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 A experi\u00eancia humana do mal na hist\u00f3ria da teologia moral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.1 Primeira experi\u00eancia humana do mal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2 Na historia da teologia moral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Caracter\u00edsticas do mal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Simb\u00f3lica do mal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Culpa e pecado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Formas de express\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Resposta ao mal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Jesus frente ao mal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de iniciar o desenvolvimento de cada um dos pontos mencionados, \u00e9 necess\u00e1rio situar, de forma muito breve, o assunto do mal. Em primeiro lugar, \u00e9 importante notar que o problema do mal tem sido e pode ser abordado de v\u00e1rias maneiras, por exemplo, a partir de um ponto de vista psicol\u00f3gico; outros acreditam que o mal \u00e9 uma quest\u00e3o de natureza metaf\u00edsica, outros que \u00e9 quase exclusivamente moral. Mas, em primeiro lugar, todos concordam que o mal \u00e9 uma realidade que afeta os seres humanos. Em segundo lugar, h\u00e1 v\u00e1rias teorias sobre a natureza do mal, entre as quais est\u00e3o aquelas que dizem: a) o mal faz parte da realidade; b) o mal \u00e9 o \u00faltimo grau de ser, entendido este grau como pobreza ontol\u00f3gica; c) o mal faz parte do real, mas como uma entidade que opera dinamicamente e contribui para o desenvolvimento l\u00f3gico-metafisico do que existe; d) o mal \u00e9 o sacrif\u00edcio que executa uma parte para o benef\u00edcio do todo; e) o mal \u00e9 uma completa falta de realidade, \u00e9 pura e simplesmente o n\u00e3o ser; f) o mal \u00e9 concebido como um afastamento de Deus e, nesta perspectiva religiosa, \u00e9 concebido como uma manifesta\u00e7\u00e3o do pecado. Em terceiro lugar, as doutrinas mais importantes sobre a origem do mal apresentam que: a) o mal procede de Deus ou da causa primeira; b) o mal tem sua origem no ser humano; c) o mal \u00e9 o resultado do acaso; d) \u00e9 uma consequ\u00eancia da natureza, da mat\u00e9ria ou de outras fontes. Tradicionalmente, os tipos de males foram classificados entre o mal f\u00edsico, o que equivale a dor e sofrimento, e o mal moral, que \u00e9 identificado com o pecado (e alguns autores concluem que esta \u00e9 a origem do mal f\u00edsico). A partir de Leibniz, que classificou o mal em tr\u00eas tipos \u2013 metaf\u00edsico, f\u00edsico e moral \u2013, fala-se tamb\u00e9m do mal metaf\u00edsico. H\u00e1, tamb\u00e9m, as seguintes maneiras de enfrentar o mal, ou atitudes frente a este que se identificaram: a) a aceita\u00e7\u00e3o do mal; b) o desespero; c) a fuga; d) a ades\u00e3o; e) a a\u00e7\u00e3o individual ou coletiva para transformar radicalmente o mal (FERRATER MORA, 1979, p. 2079-2086).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, \u00e9 importante ressaltar que a maioria das religi\u00f5es tem entendido o problema do mal essencialmente desde sua dimens\u00e3o moral e n\u00e3o como uma quest\u00e3o f\u00edsica ou metaf\u00edsica, mas nas hist\u00f3rias m\u00edticas todos estes aspectos est\u00e3o sempre relacionados. Para a grande maioria das religi\u00f5es o mal consistiu em uma viola\u00e7\u00e3o da lei divina, portanto, o sofrimento, dor e morte s\u00e3o consequ\u00eancias da infra\u00e7\u00e3o (GONZ\u00c1LEZ, 2014, p. 49).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 A experi\u00eancia humana do mal na historia da teologia moral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.1 Primeira experi\u00eancia humana do mal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos come\u00e7ar destacando que abordar uma reflex\u00e3o sobre a quest\u00e3o do mal n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil ou simples, porque de todos os problemas, a presen\u00e7a do mal no mundo \u00e9, sem d\u00favida, o que levanta mais perguntas. A dificuldade reside, tamb\u00e9m, na multiplicidade de abordagens devido \u00e0 diversidade de maneiras com que se apresenta o mal (LATOURELLE, 1984, p. 335-337).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, devemos esclarecer que levantar a quest\u00e3o do mal em termos de problema \u00e9 uma considera\u00e7\u00e3o que pode ser incompleta e insuficiente, uma vez que o mal \u00e9 uma realidade tamb\u00e9m apresentada como um mist\u00e9rio (LACOSTE, 2007, p. 733). Podemos dizer que se o mal \u00e9 tanto problema quanto mist\u00e9rio, a sua abordagem n\u00e3o pertence exclusivamente ao campo filos\u00f3fico, mas tamb\u00e9m ao campo religioso e teol\u00f3gico (LATOURELLE, 1984, p. 337-339).<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o enigma do mal radica em que entendemos sob o mesmo termo, pelo menos na tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 ocidental, fen\u00f4menos t\u00e3o diversos como, em uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o, o pecado, o sofrimento e a morte. Pode-se mesmo dizer que, se a quest\u00e3o do mal se distingue de pecado e culpa, \u00e9 porque o sofrimento \u00e9 constantemente tomado como um termo de refer\u00eancia (RICOEUR, 2007, p. 23-24).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o fen\u00f4meno do mal \u00e9 um fato indiscut\u00edvel na experi\u00eancia humana (BRAVO, 2006, p. 17). De uma coisa, todos os seres humanos, e n\u00e3o apenas os crist\u00e3os, estamos cientes: a exist\u00eancia do mal. N\u00f3s n\u00e3o precisamos de uma revela\u00e7\u00e3o particular ou uma demonstra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para verificar a experi\u00eancia dos seus efeitos (GUTIERREZ, 2014, p. 21). Todos n\u00f3s podemos ver como \u201co problema do mal corta como uma espada, dura e terr\u00edvel, toda a hist\u00f3ria da humanidade. Nenhuma cultura, e dentro dela nenhum indiv\u00edduo poderia escapar de seu enfrentamento\u201d (TORRES, 2011, p. 11). A partir desta experi\u00eancia do mal surgem quest\u00f5es prementes. Por que a fome? Por que os genoc\u00eddios? Por que tal crueldade? Por que tantas guerras sem sentido? Por que o sofrimento de tantos seres humanos inocentes? (RUBIO, 1999, p. 151-155).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta experi\u00eancia humana do mal \u00e9 encontrada em fen\u00f4menos naturais como terremotos, secas, vulc\u00f5es, inunda\u00e7\u00f5es etc.; em males f\u00edsicos e ps\u00edquicos que est\u00e3o relacionados com a doen\u00e7a f\u00edsica e mental. Do mesmo modo a experi\u00eancia do mal est\u00e1 presente no mal moral que afeta os indiv\u00edduos e grupos. Poder\u00edamos dizer que o \u00faltimo, o mal moral, desde uma perspectiva teol\u00f3gica, refere-se ao pecado. Tem sua origem no cora\u00e7\u00e3o do homem e \u00e9 a causa da maioria das doen\u00e7as f\u00edsicas e ps\u00edquicas (LATOURELLE, 1984, p. 339-340). Portanto, a experi\u00eancia do mal \u00e9 teologicamente ligada ao que chamamos de pecado estrutural, o pecado coletivo ou pecado social (ESTRADA, 2012, p. 92). Assim, o mal moral refere-se a uma problem\u00e1tica de liberdade. Intrinsecamente. Assim, \u00e9 poss\u00edvel ser respons\u00e1vel por ele, assumi-lo, confess\u00e1-lo e combat\u00ea-lo. O mal est\u00e1 inscrito no cora\u00e7\u00e3o do ser humano. O mal remete a uma quest\u00e3o da liberdade, ou da moral (RICOEUR, 2007, p. 15). Se \u00e9 assim, a quest\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 de onde vem o mal, mas de onde vem que o homem fa\u00e7a o mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1.2 Na historia da teologia moral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Padres da Igreja, desde Or\u00edgenes, Clemente de Alexandria, Greg\u00f3rio de Nissa, at\u00e9 Agostinho, levantaram o problema do mal com refer\u00eancia \u00e0 cria\u00e7\u00e3o. No entanto, e desde Agostinho, o mal \u00e9 concebido n\u00e3o s\u00f3 como negatividade, mas, acima de tudo, como a decis\u00e3o livre da pessoa. A causa \u00e9 a defici\u00eancia da pessoa que se aplica a toda a sua vontade. Pois, embora o ser humano tenda, por sua natureza, para o bem, sempre h\u00e1 a possibilidade de escolher o mal. Nisso reside a grandeza do homem, mas tamb\u00e9m a maior defici\u00eancia do seu ser (GONZALEZ, 2014, p. 5-9). A partir desta abordagem falamos n\u00e3o de mal, mas do pecado constitutivo, e este como uma causa do pecado pessoal e do mal moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Caracter\u00edsticas do mal <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto da racionalidade ocidental e da religi\u00e3o judaico-crist\u00e3, o mal se caracteriza por ser universal, irracional, pessoal e social. \u00c9 universal porque nele testemunham os mitos mais antigos que procuram explicar a presen\u00e7a do mal no mundo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as etapas da hist\u00f3ria s\u00e3o atravessadas pela presen\u00e7a do mal que, sob diversas formas, chega at\u00e9 o presente. O mal, pelo menos como uma amea\u00e7a,\u00a0 \u00e9 encontrado em todas as realidades criadas e adota uma multiplicidade de formas, portanto, podemos dizer que a sua presen\u00e7a \u00e9 universal e pluridimensional (GELABERT, 1999, p. 191-192). O mal \u00e9 irracional. O mal \u00e9 sempre irracional, n\u00e3o tem raz\u00e3o de ser e est\u00e1 al\u00e9m de toda raz\u00e3o (GELABERT, 1999, p. 192-193). Como exemplo, podemos ver essa irracionalidade nos campos de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, nos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, apenas para ilustrar o que dizemos. No entanto, s\u00e3o muitas as situa\u00e7\u00f5es que mostram a irracionalidade do mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das caracter\u00edsticas mais importantes \u00e9 que o mal \u00e9 um problema da liberdade humana. Por esta raz\u00e3o, o ser humano pode ser respons\u00e1vel por ele, aceit\u00e1-lo, confess\u00e1-lo e combat\u00ea-lo. O mal est\u00e1 escrito no cora\u00e7\u00e3o do homem, portanto, o mal \u00e9 tamb\u00e9m de ordem moral, como j\u00e1 t\u00ednhamos apontado (RICOEUR, 2007, p. 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 Simb\u00f3lica do mal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A simb\u00f3lica do mal \u00e9 uma tentativa de interpretar, compreender e explicar a quest\u00e3o do mal. Em outras palavras, \u00e9 uma hermen\u00eautica porque, como diz Ricoeur, \u201cse \u2018o s\u00edmbolo d\u00e1 que pensar\u2019, o que a simb\u00f3lica do mal d\u00e1 que pensar se refere \u00e0 grandeza e ao limite de qualquer vis\u00e3o \u00e9tica do mundo, j\u00e1 que o homem que mostra esta simb\u00f3lica n\u00e3o parece menos v\u00edtima que culpado\u201d (RICOEUR, 2004, p. 17). Os s\u00edmbolos s\u00e3o signos que expressam e comunicam um sentido, Ricoeur justamente diz que <em>mythos<\/em> j\u00e1 \u00e9 <em>logos<\/em>\u00a0 (RICOEUR, 2004, p. 179-183). Dentro das cosmovis\u00f5es religiosas que Ricoeur apresenta, podem ser descritos quatro tipos de mitos sobre o mal: 1) na primeira narrativa m\u00edtica, Ricoeur situa o in\u00edcio do mal na origem mesma do ser, nos deuses que criam o mundo; 2) em um segundo grupo de mitos, afirma que o destino marca os acontecimentos e o mal, portanto, \u00e9 intr\u00ednseco \u00e0 exist\u00eancia e ao sofrimento permanente; 3) o terceiro \u00e9 o mito ad\u00e2mico judaico-crist\u00e3o, que diz que foi o ser humano quem introduziu o mal no mundo; 4) finalmente, h\u00e1 o mito \u00f3rfico, que indica que uma alma de origem divina \u00e9 aprisionada em um corpo que a arrasta para o mal (DE COSSIO, 2011, p. 338-339). N\u00e3o h\u00e1, na verdade, uma linguagem direta, n\u00e3o simb\u00f3lica, do mal padecido, sofrido ou cometido. Ou seja, o homem j\u00e1 se reconhece a si mesmo como respons\u00e1vel ou v\u00edtima de um mal que o ataca e que \u00e9 expresso, desde um princ\u00edpio, numa simb\u00f3lica (RICOEUR, 2004, p. 27). No entanto, os s\u00edmbolos do mal, por excel\u00eancia, s\u00e3o a indig\u00eancia e a finitude (ESTRADA, 2012, p. 74)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 Culpa e pecado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi dito no primeiro ponto deste escrito que o mal \u00e9 concebido n\u00e3o s\u00f3 como falta ou negatividade, mas tamb\u00e9m como livre escolha do ser humano. \u00c9 que \u201co mal pertence ao drama da liberdade humana. \u00c9 o pre\u00e7o da liberdade\u201d (SAFRANSKI, 2005, p. 10). Assim, \u00e9 a partir dessa abordagem que dever\u00edamos falar, j\u00e1 n\u00e3o do mal, mas do pecado constitutivo<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. No entanto, falando do pecado, devemos dar um passo adiante, e \u00e9 o passo da raz\u00e3o \u00e0 f\u00e9, porque, como Ricoeur observa, o relacionamento pessoal com Deus estabelece o espa\u00e7o espiritual no qual se tenta explicar o mal, mas no n\u00edvel do pecado. Portanto, a categoria que rege a no\u00e7\u00e3o do pecado \u00e9 a que o compreende como algo feito \u201cdiante de Deus\u201d. Assim, o pecado \u00e9 uma magnitude religiosa antes de ser \u00e9tico, n\u00e3o h\u00e1 a les\u00e3o de uma regra abstrata ou a viola\u00e7\u00e3o de uma lei ou regulamento, mas, principalmente, \u00e9 a quebra de uma liga\u00e7\u00e3o pessoal (RICOEUR, 2004, p. 214). E o mal n\u00e3o aparece apenas como uma car\u00eancia, mas como o rompimento de um relacionamento (BRAVO, 2006, p. 218).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do pecado pessoal, existe a realidade de um pecado social ou estrutural, no sentido de que todo pecado pessoal tem um impacto sobre toda a comunidade (MATHIAS, 2011). O autor afirma, em seu livro, que existe um pecado estrutural, cujo sujeito est\u00e1 constitu\u00eddo pela comunidade presente naquela institui\u00e7\u00e3o social que ataca abertamente a vida humana, analisando os efeitos nos quais se reconhece a exist\u00eancia de um pecado estrutural num dado sistema social (VIDAL, 2012, p. 261-292).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Formas de express\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um fato indiscut\u00edvel que o ser humano habita um mundo onde o mal existe e no qual se podem reconhecer v\u00e1rios tipos ou formas como ele se expressa (MONTERO, 2010, p. 7). Entre as v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es do mal, que o homem reconhece, est\u00e3o os desastres naturais, o mal f\u00edsico que se manifesta em doen\u00e7as como o c\u00e2ncer, a AIDS, o Ebola, as doen\u00e7as mentais etc. No entanto, a presen\u00e7a do mal moral \u2013 como as guerras, o terrorismo, a fome, a crueldade, a pena de morte, a explora\u00e7\u00e3o e o abuso de mulheres e crian\u00e7as, o mal disfar\u00e7ado de progresso, a corrup\u00e7\u00e3o e um sem fim de eteceteras (LOPEZ, 2012, 20-49) \u2013 deve nos fazer pensar que somos todos respons\u00e1veis. Para ilustrar isso, apresentamos alguns dados. Em 2000, o presidente do Banco Mundial, disse:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitos os pa\u00edses onde o HIV\/AIDS impediu o aumento da expectativa de vida e causou tanta dor e sofrimento. S\u00e3o muitos os pa\u00edses onde as armas, a guerra e os conflitos t\u00eam minado o desenvolvimento (&#8230;) Vivemos num mundo marcado pela desigualdade. Algo est\u00e1 errado quando os 20% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o mundial recebem mais de 80% da renda global. Algo est\u00e1 errado quando 10% da popula\u00e7\u00e3o recebem metade da renda nacional, como acontece num grande n\u00famero de pa\u00edses. Algo est\u00e1 errado quando a renda dos 20 pa\u00edses mais ricos \u00e9 37 vezes a m\u00e9dia da renda dos 20 pa\u00edses mais pobres, uma diferen\u00e7a que aumentou mais do que o dobro nos \u00faltimos 40 anos. Algo est\u00e1 errado quando 1,2 bilh\u00e3o de pessoas ainda vivem com menos de 1 d\u00f3lar por dia e 2,8 bilh\u00f5es com menos de 2 d\u00f3lares.\u00a0 Num momento em que todas as for\u00e7as est\u00e3o fazendo o mundo menor, \u00e9 hora de mudar nossa maneira de pensar. \u00c9 hora de perceber que vivemos juntos em um mundo, n\u00e3o em dois; que essa pobreza est\u00e1 na nossa comunidade, onde quer que vivamos. \u00c9 nossa responsabilidade. \u00c9 hora de os l\u00edderes pol\u00edticos reconhecerem essa obriga\u00e7\u00e3o (WOLFENSOHN, 2000).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Stiglitz, pr\u00eamio Nobel de Economia, diz que 1% da popula\u00e7\u00e3o tem o que 99% precisa. Esse 1% da popula\u00e7\u00e3o goza das melhores casas, a melhor educa\u00e7\u00e3o, os melhores m\u00e9dicos e o melhor padr\u00e3o de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1 de abril de 2014, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, afirmou:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos em um mundo de desigualdades. As disparidades entre ricos e pobres s\u00e3o t\u00e3o evidentes aqui em Washington como em qualquer outra capital do mundo. No entanto, para muitos de n\u00f3s no mundo dos ricos, as pessoas que est\u00e3o exclu\u00eddas do progresso econ\u00f4mico\u00a0 permanecem, em grande medida, invis\u00edveis. Como o Papa Francisco expressou textualmente: \u201cQue algumas pessoas desabrigadas morram de frio na rua n\u00e3o \u00e9 not\u00edcia. Pelo contr\u00e1rio, uma queda (&#8230;) nas bolsas \u00e9 uma trag\u00e9dia\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco, na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Evangelii Gaudium<\/em>, diz:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como o mandamento \u201cn\u00e3o matar\u201d p\u00f5e um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim tamb\u00e9m hoje devemos dizer n\u00e3o a uma economia da exclus\u00e3o e da desigualdade social. Esta economia mata. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo n\u00e3o seja not\u00edcia, enquanto o \u00e9 a descida de dois pontos na Bolsa. Isto \u00e9 exclus\u00e3o. N\u00e3o se pode tolerar mais o fato de se lan\u00e7ar comida no lixo, quando h\u00e1 pessoas que passam fome. Isto \u00e9 desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequ\u00eancia desta situa\u00e7\u00e3o, grandes massas da popula\u00e7\u00e3o veem-se exclu\u00eddas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem sa\u00edda. (FRANCISCO, 2013, n. 53)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos em um mundo dilacerado pela injusti\u00e7a, a fome, as guerras, e assim por diante. E n\u00f3s estamos fazendo algo errado, porque estes n\u00fameros e muitos outros relat\u00f3rios apresentados a cada ano mostram que a desigualdade no mundo, em vez de diminuir, est\u00e1 aumentando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 Resposta ao mal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deveria ser um fato indiscut\u00edvel que \u201co mal convoca todos para lutar em uma frente comum: encontrar respostas que, apesar dos terr\u00edveis e intermin\u00e1veis desafios do mal, permitam viver sem sucumbir ao absurdo e sem render-se para reparar os danos e procurar as melhorias poss\u00edveis\u201d (TORRES, 2011, p. 111). No entanto, contra o mal encontramos uma variada gama de respostas, entre as quais est\u00e3o: a aceita\u00e7\u00e3o alegre do mal (atitude que encontra no mal satisfa\u00e7\u00e3o ou complac\u00eancia); a aceita\u00e7\u00e3o resignada (atitude passiva ou racionalizada ante o mal); o desespero (atitude de escape psicol\u00f3gico); a ades\u00e3o (atitude de submiss\u00e3o ou\u00a0 reconcilia\u00e7\u00e3o com o mal); e, finalmente, a a\u00e7\u00e3o (atitude de confronto e contesta\u00e7\u00e3o) individual e comunit\u00e1ria (FERRATER MORA, 1979, p. 2084).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que, para a teologia, a realidade do mal \u00e9 um desafio (RICOEUR, 2007) e um convite para pensar nele como a raiz comum do pecado e do sofrimento. A quest\u00e3o do mal exige uma converg\u00eancia de pensamento e a\u00e7\u00e3o que, pol\u00edtica e moralmente, por sua vez, requer uma transforma\u00e7\u00e3o de sentimentos. Portanto, a partir dessa transforma\u00e7\u00e3o surge n\u00e3o a cl\u00e1ssica pergunta \u201cpor que o mal\u201d, mas \u201co que fazer contra o mal?\u201d (Ricoeur, 2007, p. 25, 58, 60).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta da f\u00e9 em um Deus que livremente e gratuitamente se autocomunica ao homem (DV n. 2), nos leva a afirmar, com Ellacur\u00eda, que \u00e9 preciso enfrentar a realidade, carregar a realidade e responsabilizar-se por transform\u00e1-la (ESTRADA, 2012, p. 789). Importante ter em conta que J. Sobrino considera a miseric\u00f3rdia ante o sofrimento das v\u00edtimas como a atitude fundamental de todo ser humano justo e como uma categoria articuladora da reflex\u00e3o teol\u00f3gica (TAMAYO-ACOSTA, 1999, p. 241-242). Esta abordagem para a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o pretende dar uma solu\u00e7\u00e3o pronta, mas apresentar apenas o esbo\u00e7o de uma resposta (BRAVO, 2006, p. 220), porque sabemos que \u201co triunfo humano sobre o mal \u00e9 sempre parcial e cada conquista \u00e9 prec\u00e1ria, prel\u00fadio de novos desafios (&#8230;)\u201d (ESTRADA, 2012, p. 87). No entanto, em face do mal, temos de ter esperan\u00e7a, porque o amor de Deus encarnado em Jesus capacita o ser humano para gerar o bem a partir da experi\u00eancia do mal (ESTRADA, 2012, p. 94). N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o mist\u00e9rio do mal \u00e9 muito profundo, mas ainda mais profundo \u00e9 o abismo do amor de Deus. A for\u00e7a para lutar contra o mal \u00e9 encontrada em um Deus que se comprometeu com um amor misericordioso na cruz e nos d\u00e1 a esperan\u00e7a da vit\u00f3ria na ressurrei\u00e7\u00e3o. Consequentemente, o que nos faz crist\u00e3os \u00e9 acreditar que a \u00faltima e definitiva palavra de esperan\u00e7a na luta contra o mal chegou at\u00e9 n\u00f3s na cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o (TORRES, 2005a, p. 267) de Cristo, de quem se disse que: \u201c(&#8230;)\u00a0 andou fazendo o bem (&#8230;)\u201d (At 10,38).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 Jesus frente ao mal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na se\u00e7\u00e3o anterior, fizemos uma breve aproxima\u00e7\u00e3o do tema da resposta ao mal e insinuamos os limites e as possibilidades que tem. Temos tamb\u00e9m insinuado que a for\u00e7a e esperan\u00e7a, nesta tentativa de responder ao mal, s\u00e3o encontradas no amor de um Deus que se autocomunicou em Jesus de Nazar\u00e9. Por isso, olhar como Jesus se posicionou contra o mal pode guiar-nos nesta grande tarefa pendente de reagir e combater o mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos come\u00e7ar por salientar que um dos tra\u00e7os caracter\u00edsticos de Jesus \u00e9 a sua sensibilidade ao sofrimento. \u201cE, vendo as multid\u00f5es, teve grande compaix\u00e3o delas, porque andavam cansadas e desamparadas, como ovelhas que n\u00e3o t\u00eam pastor\u201d (Mt 9,36). Essa sensibilidade \u00e9 transformada em compaix\u00e3o e solidariedade com aqueles que sofrem e isso \u00e9 demonstrado na par\u00e1bola do Bom Samaritano (Lc 10,29-37), em que fica evidente que n\u00e3o \u00e9 suficiente o cumprimento dos deveres religiosos, mas o nosso amor por Deus deve ser traduzido em solidariedade efetiva com os que sofrem (TAMAYO-ACOSTA, 1999, p. 243). Devido \u00e0 sua sensibilidade ao sofrimento, Jesus \u00e9 solid\u00e1rio com aqueles que s\u00e3o estigmatizados e exclu\u00eddos por causas religiosas, pol\u00edticas e sociais, como os leprosos (Lc 5,12-15; 17,11-19; Mt 8,1-4), os cegos (Mt 9,27-31), os paral\u00edticos (Mt 9,1-8; Lc 5,17-26), os possu\u00eddos por dem\u00f4nios (Mt 8,28-34; 9,32-34), os pecadores (Mt 9,10-13; Lc 5,29-32; Lc 7,36-50) os samaritanos (Jo 4,9-10) etc. S\u00e3o rela\u00e7\u00f5es de reconhecimento e acolhida. \u00c9 uma solidariedade t\u00e3o profunda que o pr\u00f3prio Jesus se identifica com todos aqueles que sofrem:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me (\u2026). Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irm\u00e3os, a mim o fizestes.\u00a0 (Mt 25, 31-46)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, Jesus n\u00e3o fica apenas no tratamento misericordioso, solid\u00e1rio e compassivo com os que sofrem, Ele vai al\u00e9m e den\u00fancia os poderes religiosos, pol\u00edticos, sociais e econ\u00f4micos que est\u00e3o causando esse sofrimento (Mt 23,1-32; Lc 11,37-54). Poder\u00edamos dizer que sua atitude com os marginalizados, exclu\u00eddos e estigmatizados por todos esses poderes j\u00e1 \u00e9 uma den\u00fancia e um confronto contra o mal, esse mal que teologicamente identificamos com o pecado social ou com as estruturas de pecado (NEBEL, 2001, p. 292-340; SARMIENTO, 1987, p. 869-881; MOSER, 1992, p. 1369-1383)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resulta evidente que a persegui\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo, a condena\u00e7\u00e3o, a cruz e a morte que Jesus sofreu foi o resultado da sua vida, da sua luta contra o mal e do seu compromisso com a justi\u00e7a e com o bem (GELABERT, 1999, p. 217). Portanto, a cruz n\u00e3o \u00e9 um sinal da fraqueza de Deus, mas um s\u00edmbolo da for\u00e7a do seu amor. A cruz n\u00e3o \u00e9 o s\u00edmbolo de um Deus que pacientemente aceita o sofrimento, ao ser ele pr\u00f3prio v\u00edtima do mal, pelo contr\u00e1rio, a cruz \u00e9 o grito de protesto mais forte que algu\u00e9m pode manifestar contra o mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cruz n\u00e3o \u00e9 um sinal de fracasso e desespero na luta contra o mal, porque \u201c(&#8230;) Deus se solidariza com a v\u00edtima (&#8230;) Deus est\u00e1 no crucificado e em todos os massacrados da hist\u00f3ria, incluindo aquele que pendurava no arame farpado de Auschwitz (&#8230;) Deus est\u00e1 envolvido no mal n\u00e3o desde o poder, mas desde o amor (&#8230;) N\u00e3o elimina a morte, mas oferece, desde ela, a vida\u201d (LOIS, 2004, p. 35-36).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao observar qual \u00e9 a atitude de Jesus contra o mal, devemos ter em mente que \u201ca refer\u00eancia vinculante \u00e0 mem\u00f3ria do crucificado e ressuscitado, mem\u00f3ria subversiva e subjugante (&#8230;) permite intuir ao crente o que \u00e9 que seu Deus quer dele na rela\u00e7\u00e3o com o mal existente (LOIS, 2004, 40). Portanto, o Cristianismo n\u00e3o \u00e9, em\u00a0 primeiro lugar, uma doutrina que deve ser mantida o mais pura poss\u00edvel, mas uma pr\u00e1xis que devemos viver da maneira mais radical poss\u00edvel\u00a0 (METZ, 1982, p. 33).<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algo parece claro a partir da vida e a mensagem de Jesus, da sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, Deus, o seu Deus, como diz Schillebeeckx, \u00e9 o antimal. Esta \u00e9 a grande contribui\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3 ao problema do mal. Ao colocar Jesus no centro da sua vida e mensagem, o servi\u00e7o a um reino de justi\u00e7a e fraternidade, a luta contra o mal torna-se componente essencial da vida de cada seguidor de Jesus (LOIS, 2004, p. 40).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atitude de Jesus contra o mal mostra que nem o pecado nem a morte t\u00eam a \u00faltima palavra. A \u00faltima palavra \u00e9 a proximidade amorosa e clemente do Deus que se comunicou a si mesmo e quis vir fazer parte da nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<em>Mar\u00eda Isabel Gil Espinosa. <\/em>Pontificia Universidad Javeriana, Colombia. Texto original em espanhol<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup><sup>[3]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0BRAVO, L., C. S.J. (ed. Germ\u00e1n Neira F. S.J.) <em>El problema del mal.<\/em> Bogot\u00e1: PUJ, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ESTRADA, J. A. El mal y la creencia en Dios. In: G\u00d3MEZ-NOVELLA, A. D. (Dir.). <em>Misterio del mal y fe cristiana<\/em>. Valencia: Tirant Humanidades, 2012. p.69-100.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FERRATER MORA, J. El mal. In: ______. <em>Diccionario de filosof\u00eda<\/em>, 2. 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Dispon\u00edvel em: <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/www.praxeologia.org\/malum97.html\">http:\/\/www.praxeologia.org\/malum97.html<\/a> Acesso em: 5 jul 2014.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">GUTIERREZ, H<\/span>. Il male: tra cosmolog\u00eda, antropolog\u00eda e teolog\u00eda. In: Ce. Do. MEI, Livorno, Pharus, 2014. p.21-30.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KIM, JIMYONG. <span style=\"color: #000000;\">Discurso del presidente del grupo del Banco mundial, ante el Consejo de Relaciones exteriores. Washington, DC Estados Unidos, abril, 2014. 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Dispon\u00edvel em:\u00a0 <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/wwwwds.worldbank.org\/external\/default\/WDSContentServer\/WDSP\/IB\/2009\/11\/12\/000334955_20091112040027\/Rendered\/PDF\/ATTAZNN7.pdf\">http:\/\/wwwwds.worldbank.org\/external\/default\/WDSContentServer\/WDSP\/IB\/2009\/11\/12\/000334955_20091112040027\/Rendered\/PDF\/ATTAZNN7.pdf<\/a> Acesso em: 5 dez 2014.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Para aprofundar m<\/span>ais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ABINGDON, O. <em>The origin of our knowledge of right and wrong<\/em>.\u00a0New York: Routledge: Taylor &amp; Francis Group, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALBERTOS, J. E. <em>El mal en la filosof\u00eda de la voluntad de Paul Ricoeur<\/em>. Pamplona: Universidad de Navarra, EUNSA, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARENDT, H. <em>La condici\u00f3n humana.<\/em> Trad. castellhana de Ram\u00f3n Gil Novales. Barcelona: Paid\u00f3s, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AYAN, S.\u00a0 M\u00e1s all\u00e1 de la maldad. <em>Mente y Cerebro<\/em>, n.52, Ene-Feb 2012. p.75-77.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BARAHONA, A. El Problema del Mal en R. Girard. <em>Religi\u00f3n y Cultura<\/em>, v.44, n.206, Jul-Sep 1998. p.513-536.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOTERO, A. G. El mal radical y la banalidad del mal. Las dos caras del horror de los reg\u00edmenes totalitarios desde la perspectiva de Hannah Arendt. <em>Universitas Philosophica<\/em>, v.30, n.60, Ene-Jun 2013. p.99-126.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CARBONELL,\u00a0 J. Una reflexi\u00f3n sobre el problema del mal. <em>Revista Javeriana,<\/em> v.95, n.471, Ene-Feb 1981. p.53-59.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CARDONA, L. F. \u00a0<em>Mal y sufrimiento humano un acercamiento filos\u00f3fico a un problema cl\u00e1sico.<\/em> Bogot\u00e1: PUJ,\u00a02013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASTILLO, M. Realidad y transcendentalidade nel planteamiento del problema del mal seg\u00fan Xavier Zubiri. Tese (Doutorado em Filosof\u00eda), PUG, Roma, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CE.DO. MEI. <em>Le religioni e il problema del male<\/em>. Livorno: Pharus, 2014. p.31-44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COOPER, T. D. <em>Las dimensiones del mal las perspectivas actuales<\/em><em>.<\/em> Bilbao: Mensajero, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00cdAZ, J. A.\u00a0<em>Fuentes del mal<\/em>. Bogot\u00e1: Universidad Nacional de Colombia, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DUQUOC, Ch. O.P. El mal, enigma del bien. <em>Selecciones de Teolog\u00eda<\/em>, v.l30, n.118, Abr-Jun 1991. p.83-90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ECHEVERR\u00cdA, J. <em>Ciencia del bien y el mal<\/em>. Barcelona: Herder, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FABRIS, A. Le religione come risposta al problema del male: un approccio filos\u00f3fico. In: <em>Ce.Do. MEI.<\/em> Livorno: Pharus, 2014. p.31-44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRAIJ\u00d3, M. <em>Dios. El mal y otros ensayos<\/em>. Madrid: Trotta, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HAAG, H. <em>El problema del mal<\/em>. Barcelona: Herder, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LATOURELLE, R. El mal moral. In: Latourelle, R.; FISICHELLA, r. <em>D<\/em><em>iccionario de Teolog\u00eda fundamental<\/em>. Madrid: Paulinas, 1992. p. 849-858.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcel, N. <em>El enigma del mal<\/em>. Cantabria: Sal Terrae, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MATHIAS, N. Perspectivas filos\u00f3fico-teol\u00f3gicas de la obra de Hannah Arendt. <em>Moralia<\/em>: Revista de Ciencias Morales, v.24 Tomo 3, n.89, Ene-Mar 2001. p.119-140.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NEIRA, E. S.J. Problemas theilardianos II: el problema del mal y del pecado. <em>Revista Javeriana,<\/em> v.75, n.372, Mar 1971. p.169-181.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NEUSCH, M. \u00a0<em>El enigma del mal. <\/em>Malia\u00f1o, Cantabria: Sal Terrae, 2010. 216 N38.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PE\u00d1A<span style=\"color: #000000;\">, J. El mal para Ricoeur. <em>2\u00aa Cuadernos de anuario filos\u00f3fico<\/em>, U. de N. Dispon\u00edvel em: <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/www.unav.es\/filosofia\/publicaciones\/cuadernos\/serieuniversitaria\/\">http:\/\/www.unav.es\/filosofia\/publicaciones\/cuadernos\/serieuniversitaria\/<\/a> Acesso em: 5 jul 2014.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00c9REZ, F. J. S.J. El problema del mal reexaminado. <em>Revista Estudios Eclesi\u00e1sticos<\/em> v.66, n.256, 1991. p.67-86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">QUESADA, J.\u00a0<em>La filosof\u00eda y el mal<\/em>. Madrid: S\u00edntesis, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SEGUNDO, J. L. S.J. \u00a0 <em>Evoluci\u00f3n y culpa<\/em>. Buenos Aires: Lohle, 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SERRANO DE HARO, A. Sobre la Trivialidad del Mal. A Modo de Introducci\u00f3n Al Pensamiento de Hannah Arendt. <em>Letras de Deusto<\/em> v.27, n.74, Ene-Mar 1997. p.25-41.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SOLOVYOV, V. S. <em>La justificaci\u00f3n del bien ensayo de filosof\u00eda moral.\u00a0<\/em>Salamanca: S\u00edgueme, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TAMAYO-ACOSTA, J. J. El Mal. Dimensiones Teol\u00f3gico Morales. <em>Moralia<\/em>: Revista de Ciencias Morales, v.22, n.82-8, Abr-Sep 1999. p.223-252.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TORRES, A. La estructura fundamental de la esperanza b\u00edblica. <em>Theol\u00f3gica Xaveriana,<\/em> n.154, 2005b. p. 227-252.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZIMBARDO, P. G.\u00a0<em>El efecto Lucifer<\/em>: el por qu\u00e9 de la maldad. Barcelona: Paid\u00f3s, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201cO mal est\u00e1 nos mitos mais antigos como um poder cujas ra\u00edzes est\u00e3o em um caos primordial ou nos dom\u00ednios do divino. Pertence, como disse M. Eliade, o mundo da religi\u00e3o e supera as possiblidades do conhecimento da a\u00e7\u00e3o humana at\u00e9 que, nos tempos modernos, come\u00e7a a sofrer um processo de seculariza\u00e7\u00e3o.\u201d (Montero, 2010, 6-7)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> \u201cA decis\u00e3o de entrar no problema do mal pela porta estreita da realidade humana n\u00e3o expressa, portanto, sen\u00e3o a escolha de uma perspectiva central (&#8230;) Vai-se objetar que a escolha desta perspectiva \u00e9 arbitr\u00e1ria, que \u00e9, em um sentido forte da palavra, preconceito. Em absoluto. A decis\u00e3o de enfrentar o mal do ponto de vista do homem e da sua liberdade n\u00e3o \u00e9 uma escolha arbitr\u00e1ria, mas adequada \u00e0 natureza mesma do problema.&#8221; (RICOEUR, 2004, p.14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>\u00a0Doutora em Teologia Pontif\u00edcia Universidade Javeriana, Mag\u00edster em Teologia, Pontif\u00edcia Universidade Javeriana, Especialista em Bio\u00e9tica Pontif\u00edcia Universidade Javeriana, Licenciada em Ci\u00eancias Religiosas, Pontif\u00edcia Universidade Javeriana. Professora de Teologia Moral na Faculdade de Teologia, Pontif\u00edcia Universidade Javeriana &#8211; Bogot\u00e1. E-mail: <a href=\"mailto:maria.gil@javeriana.edu.co\">maria.gil@javeriana.edu.co<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio Introdu\u00e7\u00e3o 1 A experi\u00eancia humana do mal na hist\u00f3ria da teologia moral 1.1 Primeira experi\u00eancia humana do mal 1.2 Na historia da teologia moral 2 Caracter\u00edsticas do mal 3 Simb\u00f3lica do mal 4 Culpa e pecado 5 Formas de express\u00e3o 6 Resposta ao mal 7 Jesus frente ao mal Refer\u00eancias Introdu\u00e7\u00e3o Antes de iniciar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-1293","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-moraletica-teologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1293"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1293\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1583,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1293\/revisions\/1583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}