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{"id":1280,"date":"2016-06-13T13:37:14","date_gmt":"2016-06-13T16:37:14","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1280"},"modified":"2016-06-13T13:37:14","modified_gmt":"2016-06-13T16:37:14","slug":"temas-emergentes-na-etica-teologica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1280","title":{"rendered":"Temas emergentes na \u00e9tica teol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Emerg\u00eancia da justi\u00e7a na \u00e9tica sexual<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Emerge na bio\u00e9tica a hermen\u00eautica da justi\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 A biotecnologia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 A instabilidade global: militariza\u00e7\u00e3o, migra\u00e7\u00e3o, crises ecol\u00f3gicas e a necessidade de uma nova ordem mundial (legal)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Horizontes novos na teologia moral fundamental<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6\u00a0 Temas (ignorados) que necessitam aten\u00e7\u00e3o para uma nova ordem mundial: a ra\u00e7a, o di\u00e1logo inter-religioso e a igualdade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Emerg\u00eancia da justi\u00e7a na \u00e9tica sexual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Durante os \u00faltimos 50 anos, percebeu-se um deslocamento antropol\u00f3gico fundamental na teologia moral: do pessoal para o social.\u00a0 Foi um deslocamento extraordin\u00e1rio, possibilitado pela introdu\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a hermen\u00eautica global para as \u00e1reas da \u00e9tica sexual e da bio\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A hermen\u00eautica da \u00e9tica sexual focava, em geral, a castidade, virtude que basicamente dizia respeito ao indiv\u00edduo antes que tivesse rela\u00e7\u00e3o sexual com outra pessoa e s\u00f3 considerava \u00a0aquelas rela\u00e7\u00f5es que s\u00e3o maritais. Portanto, a \u00e9tica sexual n\u00e3o tratava do relacionamento, mas era preparat\u00f3ria. Enquanto, assim, a virtude regulamentava somente a conduta dos que j\u00e1 estavam dispostos a ela, mais recentemente os te\u00f3logos morais come\u00e7aram a se interessar por uma virtude que se concentrasse menos na pessoa individual e mais nas rela\u00e7\u00f5es. Esta decis\u00e3o, tomada sobretudo por <em>feministas<\/em>, de introduzir a justi\u00e7a na \u00e9tica sexual foi inovadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Primeiro e principalmente, a introdu\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a na \u00e9tica sexual nos levou \u00e0 quest\u00e3o da \u201cigualdade de g\u00eanero\u201d (<em>gender equity<\/em>), e esse tema vai nos acompanhar pelos pr\u00f3ximos cinquenta anos, enquanto lidarmos com os temas concernentes \u00e0 viol\u00eancia sexual e\/ou \u00e0 viola\u00e7\u00e3o. Suscitou tamb\u00e9m a quest\u00e3o se a \u201ccomplementaridade de g\u00eanero\u201d deveria estar no centro do ensino moral referente \u00e0s rela\u00e7\u00f5es conjugais. A quest\u00e3o dos \u201cdireitos das mulheres\u201d permanecer\u00e1 e emergir\u00e1 ainda mais como tema central de nosso tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O desenvolvimento destes direitos e movimentos vai mudar radicalmente nossas no\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, bem como nossa compreens\u00e3o do masculino e do feminino, enquanto surge a pergunta se as\u00a0 pr\u00f3prias descri\u00e7\u00f5es dos dois v\u00e3o se manter. Al\u00e9m disso, a inteira compreens\u00e3o da fam\u00edlia e do compromisso, junto com a ideia do matrimonio como associa\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 ganhar mais maturidade enquanto as quest\u00f5es da igualdade de g\u00eanero continuarem emergindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Segundo, a discuss\u00e3o sobre a homossexualidade hoje est\u00e1 mudando, visto que a quest\u00e3o da sexualidade de uma pessoa \u00e9, cada vez mais, adjudicada pelos temas da justi\u00e7a e da igualdade.\u00a0 A quest\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que a pessoa homossexual deve ou n\u00e3o fazer (ficar no arm\u00e1rio, calada, ou casta \u2013 temas articulados atrav\u00e9s de uma hermen\u00eautica de castidade); cada vez mais, agora, o tema central \u00e9 como a sociedade deve tratar as pessoas homossexuais. Enquanto as cortes, as legisla\u00e7\u00f5es e as popula\u00e7\u00f5es votantes concederem \u00e0s pessoas homossexuais mais direitos, veremos que, globalmente, o bem-estar delas estar\u00e1 protegido. Por expans\u00e3o, ser\u00e3o consideradas tamb\u00e9m as pessoas transexuais, e a pergunta chave tamb\u00e9m ser\u00e1 como a sociedade dever\u00e1 trat\u00e1-las.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Como gays e l\u00e9sbicas est\u00e3o emergindo normalmente em nossa paisagem, de modo geral nossos conceitos mais cl\u00e1ssicos dos estere\u00f3tipos dos g\u00eaneros masculino e feminino se ver\u00e3o questionados, e os te\u00f3logos morais dever\u00e3o considerar com muita aten\u00e7\u00e3o a<strong> \u201c<\/strong>lei natural\u201d, a igreja e a cultura local. Entretanto, devem se esperar modifica\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lei natural, mudan\u00e7as que nos provoquem diminuir o r\u00edgido marco cl\u00e1ssico da lei natural, cujo fundamento filos\u00f3fico tem efeito inibidor. Enfim, o entendimento de nossa sexualidade e sua orienta\u00e7\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a ser explorado de maneira nova somente quando as distin\u00e7\u00f5es, j\u00e1 problem\u00e1ticas, entre homo e h\u00e9tero forem vistas como socialmente constru\u00eddas e inadequadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Emerge na bio\u00e9tica a hermen\u00eautica da justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Na bio\u00e9tica, o deslocamento em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 justi\u00e7a se deu em duas plataformas. Primeiro, de modo geral, a bio\u00e9tica emergiu no mundo das economias fortes, onde as pessoas podiam pagar para ver um m\u00e9dico e custear seu pr\u00f3prio seguro. Em geral, a hermen\u00eautica da aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica se desenvolvia num sistema de elite, em que a rela\u00e7\u00e3o paciente-m\u00e9dico era predominante como modelo fundamental. N\u00e3o obstante, essa rela\u00e7\u00e3o determinou a bio\u00e9tica e tamb\u00e9m os temas concomitantes, a saber, o das decis\u00f5es sub-rogadas, dos testamentos de vida, da reanima\u00e7\u00e3o e do uso de meios extraordin\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Com a introdu\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a \u00e9tico-m\u00e9dica, conseguimos entender outros problemas da \u00e9tica m\u00e9dica, mais urgentes que os anteriormente mencionados, sobretudo os que surgem quando nos damos conta de que a maior parte das pessoas no mundo n\u00e3o tem acesso a nenhum tipo de atendimento m\u00e9dico. As perguntas sobre o acesso ao atendimento m\u00e9dico se tornaram mais relevantes com o aparecimento do HIV\/AIDS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Com o HIV\/AIDS, nova \u00e9tica no atendimento m\u00e9dico emergiu como segunda plataforma, tornando-se um campo pr\u00f3prio, e come\u00e7ou-se a falar para a sociedade sobre a bio\u00e9tica na linguagem dos direitos humanos. A \u201chermen\u00eautica dos direitos humanos\u201d como linguagem da \u00e9tica do atendimento m\u00e9dico est\u00e1 emergindo hoje em dia, mas, na realidade, formou-se em 1997, quando Jonathan Mann exp\u00f4s diante dos oficiais da sa\u00fade p\u00fablica uma intui\u00e7\u00e3o bastante reconhecida, mas at\u00e9 ent\u00e3o bem pouco mencionada: \u201cEst\u00e1 claro, atrav\u00e9s da hist\u00f3ria e em todas as sociedades, que os ricos t\u00eam vidas mais longevas e mais sadias que os pobres\u201d. Mas, imediatamente depois deste coment\u00e1rio, acrescentou: \u201cUma pergunta mais importante, e que segue da proporcionalidade socioecon\u00f4mica entre <em>status<\/em> e sa\u00fade, \u00e9: por que existe\u00a0 tal proporcionalidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A pobreza, finalmente, irrompeu na paisagem bio\u00e9tica. A resposta dos funcion\u00e1rios da sa\u00fade p\u00fablica aos assuntos da pobreza significou que os especialistas em \u00e9tica m\u00e9dica necessitavam de uma hermen\u00eautica que inclu\u00edsse as quest\u00f5es do trabalho, da educa\u00e7\u00e3o, da estabilidade social e pol\u00edtica e do sal\u00e1rio justo, al\u00e9m das quest\u00f5es de sa\u00fade. Os especialistas da sa\u00fade p\u00fablica instigaram os especialistas em \u00e9tica m\u00e9dica para que reconhecessem a utilidade crescente da linguagem dos direitos humanos para abarcar e analisar os temas vinculados \u00e0 sa\u00fade como preeminentemente ligados aos indicadores sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O reconhecimento da conex\u00e3o entre a pobreza e a sa\u00fade passou a ser a intui\u00e7\u00e3o \u00a0fundamental que terminou conduzindo \u00e0 bio\u00e9tica contempor\u00e2nea. Logo a linguagem da justi\u00e7a deu lugar \u00e0 linguagem dos direitos humanos, e isso teve impacto direto nas pessoas mais afetadas pela pandemia de HIV\/AIDS. A partir disso, a comunidade global j\u00e1 n\u00e3o podia falar somente em proporcionar hospedagem para os afetados na parte sul do hemisf\u00e9rio global. De fato, o Brasil indicaria o caminho para se dar \u00e0s pessoas infeccionadas o direito de receber o tratamento com retrovirais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Claramente, a pergunta permanente se existe um direito universal de sa\u00fade universal agora est\u00e1 emergindo em alguma literatura da \u00cdndia e da \u00c1frica, mas n\u00e3o existe ainda um consenso fundacional entre os especialistas da moral quanto a esse tema.\u00a0 Inevitavelmente, os especialistas da \u00e9tica se ver\u00e3o obrigados a desenvolver um modelo de sa\u00fade para o futuro, em um mundo onde a maior parte da sa\u00fade \u00e9 paga do pr\u00f3prio bolso da pessoa. Tal modelo dever\u00e1 tamb\u00e9m atender \u00e0s quest\u00f5es financeiras (os pre\u00e7os, as necessidades de investiga\u00e7\u00e3o, as tarifas) relacionadas \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Enquanto avan\u00e7amos rumo \u00e0 sa\u00fade universal, os especialistas da \u00e9tica dever\u00e3o desenvolver argumentos de justi\u00e7a para instigar a ind\u00fastria da sa\u00fade a encontrar formas de eliminar as doen\u00e7as cur\u00e1veis, sobretudo no sul global. Por exemplo, n\u00e3o haveria mais raz\u00f5es para a exist\u00eancia de mal\u00e1ria e tuberculose se existisse uma vontade coletiva para elimin\u00e1-las. Aqui, os fracassos respingam tamb\u00e9m sobre os especialistas da \u00e9tica, porque n\u00e3o souberam liderar uma campanha contra essas doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00c0 medida que o mundo se tornar mais global, a justi\u00e7a ter\u00e1 um lugar evidente tamb\u00e9m na resposta \u00e0s poss\u00edveis pandemias, como na recente epidemia do v\u00edrus ebola. A decis\u00e3o de simplesmente fechar as fronteiras j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o no mundo globalizado, onde a linguagem da \u00e9tica da sa\u00fade p\u00fablica \u00e9 a justi\u00e7a. No crescente mundo globalizado, a pergunta \u00e9: desenvolveremos um protocolo internacional para uma \u201c\u00e9tica pand\u00eamica\u201d (<em>pandemic ethics<\/em>)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>3 A biotecnologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A justi\u00e7a \u00e9, tamb\u00e9m, necess\u00e1ria ao desenvolvimento das quest\u00f5es acerca da biotecnologia.\u00a0 No passado, as perguntas sobre a engenharia gen\u00e9tica nos mantinham num paradigma simples, que distinguia o \u00e9tico do a\u00e9tico. Do mesmo modo, a distin\u00e7\u00e3o entre a \u201cmanipula\u00e7\u00e3o terap\u00eautico-gen\u00e9tica\u201d e a \u201cmanipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica melhorada\u201d (<em>enhanced<\/em>), mantinha esse arqu\u00e9tipo. Mas essa divis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, nem conceptual nem eticamente. De fato, algumas <em>melhoras<\/em> (<em>enhancements<\/em>) encontram-se exatamente nos desenvolvimentos terap\u00eauticos (p. ex. pr\u00f3teses, produtos farmac\u00eauticos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Devemos repensar como tra\u00e7ar as linhas morais e perguntar-nos o que faz com que algumas melhoras sejam eticamente leg\u00edtimas. Porque aqui, de novo, aconteceu uma mudan\u00e7a de hermen\u00eautica. No paradigma anterior, distingu\u00edamos a terap\u00eautica da melhora a partir da ideia, em verdade bastante simples, de n\u00e3o termos permiss\u00e3o para faz\u00ea-la, como se, ao realizar qualquer melhora, estiv\u00e9ssemos \u201cbrincando de Deus\u201d. Uma melhora em si n\u00e3o \u00e9 um limite moral significante. As preocupa\u00e7\u00f5es recorrentes a respeito das melhoras n\u00e3o concernem \u00e0 categoria em si mesma, mas antes \u00e0 sua rela\u00e7\u00e3o com os recursos limitados, \u00e0s prioridades sustent\u00e1veis que considerem as necessidades das pessoas mais marginalizadas, \u00e0 maior igualdade entre as pessoas e, tamb\u00e9m, \u00e0 possibilidade de <em>domina\u00e7\u00e3o<\/em>. A justi\u00e7a nos ajuda a ver que as melhoras que aumentam o poder de um grupo sobre outro grupo s\u00e3o indicadores de poss\u00edvel aeticidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Al\u00e9m disso, precisamos estar atentos aos \u201ctrans-humanistas\u201d, interessados em usar as melhoras para alterar o significado e o destino do ser humano. Precisamos revisar a antropologia, para que, por um lado, permita o uso de certas melhoras, mas, por outro lado, tenha consci\u00eancia do prop\u00f3sito fundamental dos \u201ctrans-humanistas\u201d: transcender a morte e negar a ressurrei\u00e7\u00e3o corporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A biotecnologia, tamb\u00e9m, precisa ser examinada quanto a seu pressuposto. Na biotecnologia, muita coisa est\u00e1 voltada para o ex\u00f3tico ou o glamoroso e bem pouca coisa para as necessidades dos mais marginalizados. Numa palavra, ela tende a ser \u201ccosm\u00e9tica\u201d. Se todos os eticistas lembrarem as ind\u00fastrias biotecnol\u00f3gicas da <em>justica distributiva<\/em>, da <em>op\u00e7\u00e3o pelos pobres<\/em>, dos <em>padr\u00f5es m\u00ednimos da sa\u00fade <\/em>e de outros temas pertinentes dos direitos humanos, talvez logremos um mundo biotecnol\u00f3gico, puxado por pesquisa que vise \u00e0 sa\u00fade em geral de todas as pessoas e n\u00e3o somente daquelas que t\u00eam dinheiro e poder para compr\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Grande problema, infelizmente desconsiderado, \u00e9 a crescente intrus\u00e3o do \u201cpoder militar\u201d no campo da biotecnologia. Por exemplo, o Revolutionizing Prosthetics Program, um componente da United States\u2019 Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), com or\u00e7amento de tr\u00eas bilh\u00f5es de d\u00f3lares, \u00e9 uma ag\u00eancia muito bem financiada, cujas metas s\u00e3o primordialmente duas: tratar, curar e recondicionar os soldados feridos que perderam uma extremidade e, ao proporcionar-lhes uma <em>pr\u00f3tese<\/em> melhorada, preparar um superex\u00e9rcito, \u201cum ex\u00e9rcito rob\u00f3tico estendido aos soldados\u201d. Observamos como o governo dos Estados Unidos, ao fornecer pr\u00f3teses bem sofisticadas para os veteranos que voltaram feridos, responde \u00e0s necessidades e ao sofrimento atuais dos soldados, para logo montar um ex\u00e9rcito mais forte e mais eficiente no futuro. Este duplo prop\u00f3sito \u00e9 o <em>modus operandi<\/em> fundamental do DAPRA: o incentivo para desenvolver pr\u00f3teses para os feridos \u00e9 criar, em longo prazo, um ex\u00e9rcito rob\u00f3tico indom\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 A instabilidade global: militariza\u00e7\u00e3o, migra\u00e7\u00e3o, crises ecol\u00f3gicas e a necessidade de uma nova ordem mundial (legal)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Os especialistas da \u00e9tica n\u00e3o acompanharam o crescimento do complexo industrial militar. A venda de armas \u00e9 uma ind\u00fastria gigantesca, que a maior parte dos especialistas da \u00e9tica n\u00e3o soube examinar. Essas vendas s\u00e3o problem\u00e1ticas n\u00e3o somente num mundo de estados-na\u00e7\u00f5es, mas, muito mais ainda, num mundo de governos e organiza\u00e7\u00f5es terroristas m\u00faltiplas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Al\u00e9m disso, assim como o ex\u00e9rcito aproveita a situa\u00e7\u00e3o dos veteranos para desenvolver um ex\u00e9rcito rob\u00f3tico, ele est\u00e1 entrando rapidamente em outros campos na crescente globaliza\u00e7\u00e3o do mundo. Essa crescente militariza\u00e7\u00e3o tem que ser examinada, porque seu aceso \u00e0 tecnologia se desenvolve exponencialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Por exemplo, \u201cas for\u00e7as policiais das \u00e1reas urbanas maiores\u201d s\u00e3o progressivamente militarizadas com armas sofisticadas para o controle de multid\u00f5es, amea\u00e7ando as liberdades civis dos cidad\u00e3os. Essas capacidades tecnol\u00f3gicas foram tamb\u00e9m usadas por estados para escutar ilegalmente as comunica\u00e7\u00f5es de outros governos soberanos, de tal forma que os esc\u00e2ndalos de espionagem se tornaram lugar comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0De modo similar, n\u00e3o se examinou \u201ca militariza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o\u201d, nem a quest\u00e3o da privacidade das pessoas. A presen\u00e7a dos drones em qualquer lugar aeroespacial \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o clara da militariza\u00e7\u00e3o do planeta e de sua capacidade para tomar decis\u00f5es baseadas n\u00e3o na lei, mas no poder. S\u00f3 os drones (e em particular sua efetividade em matan\u00e7as seletivas e assassinatos) j\u00e1 requerem que os especialistas da \u00e9tica elaborem, urgentemente, ferramentas para avaliar a legitimidade moral dessas estrat\u00e9gias militares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A expans\u00e3o militarista corre em paralelo com o \u201cmovimento migrat\u00f3rio\u201d e, al\u00e9m disso, os pa\u00edses com ex\u00e9rcitos mais fortes tendem a ter fronteiras mais fortes, de modo que a migra\u00e7\u00e3o acontece em outros lugares, em na\u00e7\u00f5es que recebem os migrantes sem poder oferecer uma solu\u00e7\u00e3o para tais movimentos migrat\u00f3rios. A migra\u00e7\u00e3o de pessoas gerada pelo conflito civil, pelas economias em depress\u00e3o, pela persegui\u00e7\u00e3o religiosa ou pol\u00edtica ou pelos desafios ambientais deixa o mundo com uma instabilidade cada vez maior. Para resolver essa instabilidade perigosa, as na\u00e7\u00f5es, em um n\u00famero cada vez maior, consideram as \u201cinterven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias\u201d justificadas, ainda que tenham evolu\u00eddo at\u00e9 a \u201cresponsabilidade de proteger\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O n\u00famero de refugiados e das pessoas sem cidadania continua aumentando, aproximando-se de figuras que existiam ao final da Segunda Guerra Mundial, e agora as pessoas deslocadas s\u00e3o confinadas por per\u00edodos maiores em \u00e1reas muito remotas, que n\u00e3o apresentam solu\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Essas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o exacerbadas pelo colapso continuo de nossa ecologia, que, do mesmo modo que o tema da migra\u00e7\u00e3o, passa despercebido. A necessidade de desenvolver economias adequadas continua entravando a quest\u00e3o de responder \u00e0s crises ecol\u00f3gicas. As pessoas e os governos se interessam muito mais pelo emprego e pela economia sustent\u00e1vel do que pela quest\u00e3o se nosso abuso do meio ambiente \u00e9 sustent\u00e1vel. N\u00e3o obstante, arriscamos nosso futuro ecol\u00f3gico apesar das advert\u00eancias: o derretimento da capa de gelo, elevando os n\u00edveis do mar, a queima de fluorocarburetos, o corte de madeira, o problema clim\u00e1tico universal experimentado nas secas, nos furac\u00f5es e nos tuf\u00f5es catacl\u00edsmicos. A decis\u00e3o de olhar somente para o sustento da economia, sem considerar a sustentabilidade do meio ambiente, \u00e9 o tema que mais urge uma convers\u00e3o internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Neste panorama, todos os que est\u00e3o observando o desenlace dos desastres ecol\u00f3gicos temem estar entrando num mundo onde o poder militar vai proteger aqueles a quem os l\u00edderes do mundo escolhem como merecedores de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Pois bem, estamos no s\u00e9culo XXI, marcado por um expansionismo e uma instabilidade global como nunca antes se viu. De alguma maneira, isso nos recorda o expansionismo da Europa do s\u00e9culo XVI, na conquista das Am\u00e9ricas e no com\u00e9rcio com o Oriente. Naquele tempo, as ambi\u00e7\u00f5es nacionais incontroladas e motivadas pelo poder militar talvez passassem despercebidas se pessoas como Francisco Vitoria, Bartolom\u00e9 de las Casas e Francisco Suarez n\u00e3o tivessem apresentado uma vis\u00e3o diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Temos necessidade de eticistas da lei internacional e da economia internacional. Isso com o fim de reformar o discurso por maior coopera\u00e7\u00e3o, um equil\u00edbrio do poder, o restabelecimento da lei acima do poderio e uma nova vis\u00e3o da ordem global, que saiba valorizar e priorizar a intui\u00e7\u00e3o principal da op\u00e7\u00e3o pelos pobres. A participa\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o internacional tem que idealizar uma distribui\u00e7\u00e3o mais justa dos recursos e da riqueza necess\u00e1rios para uma vida adequadamente considerada digna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Cabe aos especialistas da \u00e9tica trabalhar para que as pessoas, tanto as do mundo como as da Igreja, saibam diminuir as suspeitas, os preju\u00edzos e os medos, para poder cultivar confian\u00e7a, respeito, toler\u00e2ncia e coopera\u00e7\u00e3o. Para isso, uma coopera\u00e7\u00e3o global maior entre os moralistas cat\u00f3licos \u00e9 muito importante para modelar a coopera\u00e7\u00e3o em que o mundo precisa se engajar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>5 Horizontes novos na teologia moral fundamental<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O campo da teologia moral fundamental tem sido afetado pela enorme mudan\u00e7a do perfil antropol\u00f3gico da pessoa. Essa era vista, anteriormente, como sujeito singular respons\u00e1vel por seus pecados e por sua salva\u00e7\u00e3o. Hoje, por\u00e9m, \u00e9 entendida como constitutivamente social e fundamentalmente relacional. N\u00e3o nos \u00e9 poss\u00edvel imaginar uma pessoa que n\u00e3o se relacione com outra ou conosco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Esta mudan\u00e7a na vis\u00e3o da pessoa como constitutivamente relacional conectou-se com o aparecimento da justi\u00e7a como virtude mais importante no discurso teol\u00f3gico, como foi comentado nos par\u00e1grafos anteriores. Esta virtude era pensada normalmente a partir da \u00e9tica social, ainda que recebesse alguma aten\u00e7\u00e3o na teologia moral fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A guinada para a virtude da justi\u00e7a em todos esses campos emergiu como resposta \u00e0 irrup\u00e7\u00e3o do sofrimento no discurso teol\u00f3gico. Esta irrup\u00e7\u00e3o aconteceu primeiro pela introdu\u00e7\u00e3o da teologia da liberta\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. Depois, outros apropriaram-se \u00a0dela, sobretudo na \u00c1frica, e tamb\u00e9m te\u00f3logos e feministas afro-americanos. Responder ao sofrimento passou a ser o tema decisivo em toda a \u00e9tica teol\u00f3gica, fazendo uma ponte entre as disciplinas da bio\u00e9tica, a \u00e9tica sexual, a \u00e9tica social e a teologia moral fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Por esta raz\u00e3o, nos faz muita falta uma teologia moral fundamental na qual os temas do pecado e da santidade n\u00e3o sejam pensados a partir do indiv\u00edduo, e sim a partir do relacional e coletivo. As no\u00e7\u00f5es do pecado e da gra\u00e7a, t\u00e3o frequentemente analisadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es do individual, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o adequadas. A linguagem do <em>pecado social<\/em> n\u00e3o deve ser vista como secund\u00e1ria, mas deve ser posta em primeiro plano. Al\u00e9m disso, necessitamos pensar as virtudes e os mandamentos desde seu aspecto social, e a a\u00e7\u00e3o mais na perspectiva da participa\u00e7\u00e3o, mais institucional e estrutural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Junto com isso, carecemos tamb\u00e9m de uma no\u00e7\u00e3o muito mais robusta da consci\u00eancia, mais atenta e vigilante \u00e0s necessidades e ao sofrimento no mundo. Devemos desenvolver dentro da Igreja uma valoriza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia como a que foi reconhecida no Conc\u00edlio Vaticano II, e precisamos inculcar nos leigos e na hierarquia um apre\u00e7o da consci\u00eancia que n\u00e3o seja conhecida primeiramente por sua capacidade de discrepar, mas por sua capacidade de ser responsiva socialmente. Tamb\u00e9m necessitamos de uma no\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia que v\u00e1 al\u00e9m da \u201cno\u00e7\u00e3o medieval da consci\u00eancia como ato\u201d: precisamos de uma ideia que represente a consci\u00eancia como vigil\u00e2ncia moral dur\u00e1vel e sustent\u00e1vel que est\u00e1 atenta \u00e0s necessidades dos tempos. Aqui nos urge pensar em maneiras para formar a consci\u00eancia crist\u00e3 e, neste sentido, a recupera\u00e7\u00e3o da \u00e9tica da virtude deveria ajudar os especialistas a encarar os temas emergentes em torno da forma\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea da consci\u00eancia crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Precisamos desenvolver uma teologia moral que seja global, que saiba valorizar a natureza relacional da pessoa e que mantenha a influ\u00eancia formativa das for\u00e7as culturais e sociais. Esta <em>nova<\/em> teologia moral tem de ser fundamentalmente b\u00edblica. J\u00e1 passaram 50 anos desde a famosa admoni\u00e7\u00e3o de <em>Optatam totius 16<\/em><strong>, <\/strong>que nos instruiu ser mais b\u00edblicos. Esses passos s\u00e3o importantes, mas necessitamos de mais especialistas da \u00e9tica, especialmente cat\u00f3licos, para enriquecer-nos com uma nova \u00e9tica b\u00edblica, que abrace a dupla compet\u00eancia da exegese b\u00edblica e da hermen\u00eautica \u00e9tica complementar, sendo assim capaz de aplicar exig\u00eancias b\u00edblicas \u00e0 vida contempor\u00e2nea. Esta dupla compet\u00eancia talvez exija que os especialistas da \u00e9tica colaborem mais extensivamente com os te\u00f3logos b\u00edblicos para lembrar-lhes que, no passado, seus intentos em realizar uma \u00e9tica b\u00edblica sem uma hermen\u00eautica \u00e9tica adequada mostraram que devem procurar uma colabora\u00e7\u00e3o mais extensiva com a \u00e9tica teol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Enquanto buscamos uma hermen\u00eautica \u00e9tica apropriada, os escritores contempor\u00e2neos da \u00e9tica b\u00edblica assinalam instrutivamente a <em>\u00e9tica da virtude<\/em>, porque ela representa o tipo de instru\u00e7\u00e3o que os evangelistas e Paulo oferecem \u00e0s comunidades de f\u00e9. Deste modo, a \u00e9tica da virtude poderia nos ajudar a articular os tra\u00e7os virtuosos que se devem encontrar no disc\u00edpulo contempor\u00e2neo de Cristo. Podemos aqui imaginar como a valentia, a miseric\u00f3rdia, a vigil\u00e2ncia e a solidariedade est\u00e3o intimamente conectadas com o chamado evang\u00e9lico para trabalhar na constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Contudo, esta nova teologia moral deve ser <em>teol\u00f3gica<\/em>. A Igreja necessita em suas dioceses e par\u00f3quias dessa nova teologia moral. Deve encarar claramente os temas da gra\u00e7a e do pecado, da cria\u00e7\u00e3o e da reden\u00e7\u00e3o, dos mist\u00e9rios da encarna\u00e7\u00e3o, da Trindade e da promessa da libera\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica; do chamado para o discipulado e para o Reino de Deus. E, finalmente, tem que encarar os temas das virtudes de f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Esta guinada para a antropologia teol\u00f3gica foi acompanhada com uma mudan\u00e7a no desenvolvimento da \u00e9tica da virtude. O desenvolvimento da \u00e9tica da virtude requer que n\u00e3o somente desenvolvamos as virtudes que adequadamente se configurem com a imagem de Cristo, mas tamb\u00e9m que tenhamos consci\u00eancia met\u00f3dica de como essa \u00e9tica proporciona normas e funciona como guia concreto e prudente. Ou seja, se as virtudes nos dizem como ser, tamb\u00e9m nos ensinam o que fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Simultaneamente, necessitamos ter aten\u00e7\u00e3o \u00e0s estruturas sociais em que vivemos e perguntar-nos se essas estruturas s\u00e3o adequadamente virtuosas ou problematicamente viciosas. A linguagem do pecado social, por extens\u00e3o, deve nos provocar a observar as estruturas sociais para avaliar o que inibe o pecado e o que inspira a virtude. Falta-nos muito trabalho neste sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Esta guinada para a \u00e9tica da virtude, com a concomitante compreens\u00e3o mais social da pessoa e da consci\u00eancia, nos coloca uma pergunta emergente com respeito ao modelo cl\u00e1ssico das quatro virtudes cardeais e se esse modelo \u00e9 adequado para pessoas cujas virtudes n\u00e3o devem \u00a0lev\u00e1-las \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, mas a melhorar suas rela\u00e7\u00f5es. Por exemplo, assim como a justi\u00e7a nos pede dar a cada um o que merece e a ser imparcial na hora de julgar as pessoas, a fidelidade nos pede reconhecer que a amizade, a fam\u00edlia e o companheirismo (e outras rela\u00e7\u00f5es mais \u00edntimas) exigem uma fidelidade na qual trataremos as pessoas n\u00e3o com imparcialidade, mas com parcialidade, precisamente porque necessitamos manter essas rela\u00e7\u00f5es especiais. O autocuidado poderia acompanhar a justi\u00e7a e a fidelidade. Mas o autocuidado s\u00f3 se trona importante quando passamos a ser conscientes da justa rela\u00e7\u00e3o, porque com a justi\u00e7a nos damos conta de que devemos ser imparciais para com todos, dando a cada um o que merece. E, com a fidelidade, nos damos conta de que devemos nutrir as rela\u00e7\u00f5es particulares, especiais e parciais com os amigos, a fam\u00edlia, os vizinhos, os colegas e os concidad\u00e3os; e com o autocuidado, vemos que somos respons\u00e1veis por n\u00f3s mesmos assim como somos respons\u00e1veis tamb\u00e9m com o estrangeiro e o amigo. A virtude da prud\u00eancia nos ensina como tratar dessas virtudes, especialmente quando competem entre si. Ser\u00e3o estas, ent\u00e3o, as novas virtudes cardeais?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Ainda nascente, a \u00e9tica b\u00edblica sublinha o impacto enorme que a miseric\u00f3rdia exercia nas primeiras comunidades. A miseric\u00f3rdia, entendida como a vontade de entrar no caos do outro, teve uma rela\u00e7\u00e3o n\u00edtida com o crescimento do cristianismo, formando a marca determinante da primeira comunidade crist\u00e3. Mais recentemente, outros estudiosos assinalam a humildade, em particular uma \u201chumildade epistemol\u00f3gica\u201d, que nos faz considerar a comunidade, n\u00e3o a n\u00f3s mesmos, como o centro de nosso mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Uma terceira virtude que est\u00e1 recebendo muita aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a solidariedade, virtude que n\u00e3o se identifica facilmente com a tradi\u00e7\u00e3o. A solidariedade emerge quando sabemos valorizar o fato de estarmos num mundo global. Enquanto a prud\u00eancia instrui a justi\u00e7a para que saibamos dar o qu\u00ea a cada um, a solidariedade descreve como, na ordem da justi\u00e7a, devemos estar juntos, atentos aos que est\u00e3o nas margens ou em situa\u00e7\u00f5es mais prec\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Enquanto constru\u00edmos uma \u00e9tica teol\u00f3gica global, baseada na B\u00edblia, esperamos ver nas virtudes, tanto nas antigas (miseric\u00f3rdia, humildade, justi\u00e7a e prud\u00eancia) como nas novas (fidelidade, autocuidado e solidariedade) muita coisa que nos possa ajudar na forma\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>6 \u00a0Os temas (ignorados) que necessitam aten\u00e7\u00e3o para uma nova ordem mundial: a ra\u00e7a, o di\u00e1logo inter-religioso e a igualdade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>Essas virtudes nos devem ajudar a valorizar e a apreciar o n\u00famero imenso de desafios que se nos apresentam no horizonte, n\u00e3o s\u00f3 os da ecologia ou do militarismo, mas tamb\u00e9m os que v\u00eam de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Quando come\u00e7amos a compreender-nos num mundo global, cada vez mais interessado no di\u00e1logo transcultural, precisamos atentar aos temas que podem nos separar ou alienar e desfazer os passos que levam \u00e0 solidariedade. Estes tr\u00eas temas s\u00e3o raramente discutidos pelos especialistas de \u00e9tica e agora t\u00eam que emergir como quest\u00f5es urgentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos que cada cultura conta com, pelo menos, um grupo de pessoas que por seu nascimento ou por sua ra\u00e7a s\u00e3o objeto de discrimina\u00e7\u00e3o. A capacidade humana para o preconceito \u00e9 not\u00e1vel, e esse preconceito, muitas vezes, se desenvolve socialmente, e eventualmente se institucionaliza em estruturas perniciosas e pecaminosas. Em muitas sociedades, a obscuridade da pele \u00e9 a medida permanente do preconceito. Na \u00e9tica teol\u00f3gica \u2013 mesmo se alguns especialistas como, por exemplo, Shawn Copeland, Jean Marc Ela, Bryan Massingale e Agbonkhianmeghe Orobator desafiaram outros para encarar este tema moral de longa data \u2013 os especialistas da \u00e9tica t\u00eam que abordar muito mais claramente essa quest\u00e3o da ra\u00e7a, tanto nacional como globalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0De modo similar, a intoler\u00e2ncia religiosa \u00e9 um desafio permanente, mais recentemente os esfor\u00e7os no discurso da teologia comparativa mostram o valor do di\u00e1logo inter-religioso. \u00c9 not\u00e1vel que os especialistas cat\u00f3licos da \u00e9tica n\u00e3o tenham fornecido uma contribui\u00e7\u00e3o significativa a esse discurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Finalmente, a quest\u00e3o da <em>desigualdade<\/em> socioecon\u00f4mica, um tema que est\u00e1 em primeira linha para milh\u00f5es de pessoas, somente agora est\u00e1 emergindo como merecedor de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<em>James F. Keenan S.J.<\/em> &#8211; Boston College, Chestnut Hill, US. Texto original Ingl\u00eas<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CAHILL, Lisa Sowle.\u00a0 <em>Sex, Gender, and Christian Ethics.<\/em> New York: Cambridge University Press, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Theological Bioethics<\/em>: Participation, Justice, Change<em>.\u00a0 <\/em>Washington: Georgetown University Press, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Global Justice, Christology and Christian Ethics. <\/em>New York: Cambridge University Press, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GONZ\u00c1LEZ-CARVAJAL, Luis. <em>En defensa de los humillados y ofendidos<\/em>: los derechos humanos ante la fe cristiana. 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Washington: Georgetown University Press, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KEENAN, James. <em>Eticistas cat\u00f3licos e preven\u00e7\u00e3o da AIDS<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______ (org.). <em>\u00c9<\/em><em>tica teol\u00f3gica no contexto mundial.<\/em> Aparecida: Santu\u00e1rio, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Hist\u00f3ria da Teologia Moral Cat\u00f3lica no s\u00e9culo XX<\/em>: da confiss\u00e3o dos pecados \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KEENAN, James; VICINI, Andrea. O futuro da Bio\u00e9tica. <em>Bioethikos<\/em>, v.5, n.1, p.10-20. 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MAGESA, Laurenti. <em>African Religion:<\/em> The Moral Traditions of Abundant Life. Maryknoll: Orbis, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MANN, Jonathan. 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Maryknoll: Orbis Books, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PESSINI, Leo; ZACHARIAS, Ronaldo (ed.). <em>Ser e Fazer: Teologia Moral: <\/em>do pluralismo \u00e0 pluralidade, da indiferen\u00e7a \u00e0 compaix\u00e3o. <em>\u00a0<\/em>S\u00e3o Paulo: Santu\u00e1rio, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rejon, Francisco Moreno. <em>Desafios \u00e0 teologia moral na America Latina<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SALZMAN, Todd; LAWLER, Michael. <em>A pessoa sexual.<\/em> Por uma antropologia e cat\u00f3lica renovada. S\u00e3o Leopoldo: Unisinos, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SPOHN, William. <em>Go and Do Likewise<\/em>.\u00a0 New York: Continuum, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TORRE, Javier de la (ed.). <em>30 A\u00f1os de VIH-SIDA<\/em>. Madrid: Universidad Comillas, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TRASFERETTI, Jos\u00e9 (org.). <em>Teologia e sexualidade<\/em>: um ensaio contra a exclus\u00e3o moral. Campinas: \u00c1tomo, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VALADIER, Paul. <em>Elogio da consci\u00eancia<\/em>. S\u00e3o Leopoldo: Unisinos, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <span style=\"color: #333333;\"><a style=\"color: #333333;\" href=\"http:\/\/www.mcu.es\/webISBN\/tituloDetalle.do?sidTitul=1412519&amp;action=busquedaInicial&amp;noValidating=true&amp;POS=0&amp;MAX=50&amp;TOTAL=0&amp;prev_layout=busquedaisbn&amp;layout=busquedaisbn&amp;language=es\"><em>La condici\u00f3n cristiana<\/em>: en el mundo sin ser del mundo<\/a><\/span>. Santander: Sal Terrae, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VICINI, Andrea. <em>Emerging Issues in Theological Bioethics: <\/em>Global Health, Regenerative Medicine, Neuroscience, Synthetic Biology, Nanotechnology. Mahwah: Paulist Press, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Gen\u00e9tica Humana e Bem Comum<\/em>.\u00a0 S\u00e3o Paulo: Loyola, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIDAL, Marciano. <em>Ori<\/em><em>entaciones \u00e9ticas para tiempos inciertos.<\/em> Bilbao: Descl\u00e9e De Brouwer, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Nueva Moral Fundamental. <\/em>El hogar teol\u00f3gico de la \u00e9tica. Madrid: Perpetuo Socorro, 2014. (Em portugu\u00eas: <em>Nova moral fundamental: <\/em>o lar teol\u00f3gico da \u00e9tica<em>.<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulinas\/Santu\u00e1rio, 2003.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WARD, Kate; HIMES, Kenneth.\u201cGrowing Apart\u201d: The Rise of Inequality. <em>Theological Studies,<\/em>v.75, n.1, p.118-32. 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZUCCARO, Cataldo. <em>Teologia Morale Fondamentale<\/em>. Brescia: Queriniana, 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Emerg\u00eancia da justi\u00e7a na \u00e9tica sexual 2 Emerge na bio\u00e9tica a hermen\u00eautica da justi\u00e7a 3 A biotecnologia 4 A instabilidade global: militariza\u00e7\u00e3o, migra\u00e7\u00e3o, crises ecol\u00f3gicas e a necessidade de uma nova ordem mundial (legal) 5 Horizontes novos na teologia moral fundamental 6\u00a0 Temas (ignorados) que necessitam aten\u00e7\u00e3o para uma nova ordem mundial: a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-1280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-moraletica-teologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1280"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1280\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1281,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1280\/revisions\/1281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}