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{"id":1250,"date":"2016-05-03T15:39:03","date_gmt":"2016-05-03T18:39:03","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1250"},"modified":"2016-05-26T22:10:29","modified_gmt":"2016-05-27T01:10:29","slug":"a-comunhao-trinitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1250","title":{"rendered":"A Comunh\u00e3o Trinit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Deus trino nas Sagradas Escrituras<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Breve hist\u00f3ria da doutrina trinit\u00e1ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Perspectiva sistem\u00e1tica. A Trindade como comunh\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teologia trinit\u00e1ria contempor\u00e2nea \u00e9 fruto do esp\u00edrito de abertura e renova\u00e7\u00e3o criativa que caracterizou a reflex\u00e3o teol\u00f3gica do s\u00e9c. XX e desembocou no Conc\u00edlio Vaticano II. A busca de uma explicita\u00e7\u00e3o da f\u00e9 mais pr\u00f3xima \u00e0 linguagem e ao imagin\u00e1rio dos novos tempos, mas capaz, por sua vez, de se articular harmoniosamente com a tradi\u00e7\u00e3o eclesial, teria um impacto significativo, especialmente no modo de compreender e dar conta do mist\u00e9rio de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 antes do Conc\u00edlio, Karl Rahner (1961, 105-136) tinha feito cr\u00edticas significativas a alguns pressupostos e perspectivas da teologia trinit\u00e1ria cl\u00e1ssica. Sua motiva\u00e7\u00e3o fundamental era de car\u00e1cter pastoral: embora os crist\u00e3os fa\u00e7am profiss\u00e3o de f\u00e9 na Sant\u00edssima Trindade, em sua pr\u00e1tica espiritual e religiosa s\u00e3o eminentemente \u201cmonote\u00edstas\u201d. Isso \u00e9 t\u00e3o verdadeiro que, se um dia a doutrina da Trindade fosse deixada de lado, n\u00e3o mudaria praticamente nada para eles. As causas fundamentais deste \u201cesquecimento trinit\u00e1rio\u201d devem ser buscadas no modo como a teologia explicou o mist\u00e9rio trinit\u00e1rio. A teologia ocidental cl\u00e1ssica baseou a afirma\u00e7\u00e3o da unidade de Deus na ideia de uma <em>subst\u00e2ncia espiritual absoluta<\/em>, infinita, \u00fanica e eterna. Deus \u00e9 um s\u00f3, porque \u00e9 uma \u00fanica subst\u00e2ncia, ess\u00eancia ou natureza. S\u00f3 depois era explicado que nesta subst\u00e2ncia <em>sub-sistem<\/em> tr\u00eas pessoas distintas: Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse enfoque, parecia se ignorar que Deus nos Evangelhos nunca \u00e9 apresentado por Jesus como uma <em>subst\u00e2ncia divina abstrata<\/em>, mas, mais especificamente, como <em>seu<\/em> Pai, de quem ele \u00e9 o Filho amado, que veio para nos salvar, entregando-se e dando ao mundo o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u201cesquecimento da Trindade\u201d teria ido lado a lado com um descuido da dimens\u00e3o salv\u00edfica da revela\u00e7\u00e3o. Mas a Trindade n\u00e3o se revela para dar a conhecer um conte\u00fado doutrinal, ou sua ess\u00eancia metaf\u00edsica. Deus revela-se a si mesmo para salvar e salva entregando-se como \u00e9: Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. A revela\u00e7\u00e3o \u00e9 a sua autodoa\u00e7\u00e3o (<em>Selbstmitteilung<\/em>) para o mundo. Rahner prop\u00f5e um axioma como novo ponto de partida: \u201cA Trindade econ\u00f4mica \u00e9 a Trindade imanente e vice-versa\u201d. Ou seja, a Trindade que nos foi dada na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o \u00e9 Deus como ele \u00e9 em si mesmo: Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m das cr\u00edticas que a teologia de Rahner possa merecer, o seu <em>axioma fundamental<\/em> teve um enorme impacto e tornou-se um dispositivo essencial para a renova\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria iniciada no s\u00e9c. XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Deus trino nas Sagradas Escrituras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta nova perspectiva, a f\u00e9 crist\u00e3 entende a salva\u00e7\u00e3o como a <em>progressiva autodoa\u00e7\u00e3o do Deus trino na hist\u00f3ria, <\/em>como convite e abertura ao ser humano da comunh\u00e3o infinita de amor do Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Tanto o AT quanto o NT s\u00e3o o testemunho desta autodoa\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O AT, mesmo que ainda n\u00e3o contenha uma f\u00e9 expressa em Deus <em>como<\/em> trino, j\u00e1 \u00e9 o testemunho desta maneira particular em que Deus foi se revelando a Israel: mostrando-se como um Pai amoroso, que instrui com sua <em>Palavra<\/em> e guia com a sabedoria e o poder do <em>Esp\u00edrito<\/em>. Trata-se de um Deus que se compadece do povo que sofre, toma a iniciativa e se aproxima para libert\u00e1-lo e oferecer sua amizade numa alian\u00e7a de amor incondicional, que se tornar\u00e1 definitiva e eterna com a vinda e o triunfo do seu Messias, o portador do Esp\u00edrito, que Jav\u00e9 infundir\u00e1 para sempre no cora\u00e7\u00e3o de seu povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa experi\u00eancia de Deus no Antigo Testamento tomou uma dimens\u00e3o e plenitude inusitadas com a vinda de Jesus Cristo. \u00c0 luz da sua ressurrei\u00e7\u00e3o, toda sua vida e obra foram relidas como cumprimento superabundante dessas promessas. Por isso, o evento da ressurrei\u00e7\u00e3o envolve indissoluvelmente a quest\u00e3o da identidade \u00faltima de Jesus, confessado agora como Senhor glorioso, sentado \u00e0 direita de Deus. Quem devia ser esse homem para poder ressuscitar, subir ao C\u00e9u, entregar seu Esp\u00edrito para a Igreja primitiva, reinar com Deus e inaugurar, assim, o acesso aberto \u00e0 vida eterna para toda a humanidade? O NT \u00e9 precisamente o testemunho desta busca de responder \u00e0 pergunta do pr\u00f3prio Jesus: \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u201d (Mt 16,15; Mc 8,29; Lc 9,20). A partir dessa pergunta, os primeiros crist\u00e3os releram toda a vida de Jesus, sua origem, seu nascimento e o sentido de sua morte na cruz. Os v\u00e1rios t\u00edtulos aplicados a Jesus no Novo Testamento s\u00e3o a express\u00e3o dessa busca para entender o mist\u00e9rio de sua identidade particular e de sua rela\u00e7\u00e3o com Deus, a quem ele chamava <em>Abb\u00e1<\/em>, Pai. Se Jesus considerava a si mesmo o Filho amado, se ele entendia sua vida e sua miss\u00e3o como um envio da parte do Pai, era nessa rela\u00e7\u00e3o de Filho que devia ser encontrada a chave para a sua identidade. Deus tinha comprovado essa pretens\u00e3o de Jesus, ressuscitando-o dentre os mortos pelo poder do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introduzindo o relato de um nascimento milagroso, os evangelhos sin\u00f3pticos tentaram explicar que esta vincula\u00e7\u00e3o \u00fanica de Jesus com Deus pelo Esp\u00edrito, manifestada na ressurrei\u00e7\u00e3o, implicava a confiss\u00e3o de que ele vinha de Deus. As cartas de Paulo expressam a mesma convic\u00e7\u00e3o que a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 insepar\u00e1vel da a\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, como Filho de Deus, constitu\u00eddo como Senhor, pelo poder do Esp\u00edrito Santo. As f\u00f3rmulas e sauda\u00e7\u00f5es tri\u00e1dicas de tipo lit\u00fargico e doxol\u00f3gico dos escritos paulinos (como 2Cor 13,13) testemunham, desde muito cedo, a incipiente intui\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria da f\u00e9 da Igreja (Rm 1,3-7; 1Cor 12,4-6; Gal 4,4-7; Ef 1,3-14). Em escritos posteriores, como o Evangelho de Jo\u00e3o, j\u00e1 come\u00e7am a aparecer formula\u00e7\u00f5es cada vez mais expl\u00edcitas da filia\u00e7\u00e3o divina de Jesus como Logos de Deus (Jo 1,1-18), que na sua ressurrei\u00e7\u00e3o leva o disc\u00edpulo a confess\u00e1-lo \u201cmeu Senhor e meu Deus\u201d (Jo 20,28).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo antes do desenvolvimento de uma doutrina propriamente trinit\u00e1ria, a comunidade de f\u00e9 j\u00e1 proclamava sua f\u00e9 em f\u00f3rmulas tri\u00e1dicas e praticava o batismo como inser\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o na vida divina, \u201cem Nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d (Mt 28, 19). Com esta indissol\u00favel vincula\u00e7\u00e3o entre Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, a teologia do NT proclamava o Deus que se revelou de maneira definitiva no destino de Jesus, mostrando-se assim, tamb\u00e9m para n\u00f3s, como o Deus fiel da vida, o Deus que \u00e9 amor (1 Jo 4,8), que se entrega pelos humanos em Jesus, identificando-se com os pobres, os pequenos e as v\u00edtimas da hist\u00f3ria. Um aspecto que se tornaria um foco central da teologia latino-americana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 Breve hist\u00f3ria da doutrina trinit\u00e1ria <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era esta salva\u00e7\u00e3o de Deus Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo que a Igreja das origens tinha que comunicar ao mundo. Essa evangeliza\u00e7\u00e3o devia realizar-se num contexto cultural dominado basicamente por dois horizontes de compreens\u00e3o: por um lado, o estrito monote\u00edsmo hebraico; por outro lado, o pensamento grego e sua busca de um \u00fanico princ\u00edpio racional organizador do cosmos. A f\u00e9 num Deus <em>Trino<\/em> era dif\u00edcil de ser conciliada com esses modelos de uma divindade concebida como unicidade monol\u00edtica, absoluta e imut\u00e1vel. Al\u00e9m do mais, parecia loucura (1Cor 1,23) mitol\u00f3gica pretender que Deus pudesse despojar-se kenoticamente de sua condi\u00e7\u00e3o divina, assumir a carne mortal do homem e sofrer, por amor ao ser humano, a tortura e morte na cruz. No entanto, o desafio da evangeliza\u00e7\u00e3o implicava justamente expressar a f\u00e9 em uma linguagem conceitual e simb\u00f3lica, compreens\u00edvel em cada novo cen\u00e1rio hist\u00f3rico e cultural. Nesse contexto, as primeiras disputas trinit\u00e1rias ocorreram no intento de mostrar que a f\u00e9 n\u00e3o amea\u00e7ava, mas resguardava a unidade de Deus, e isso mesmo \u00e0 custa de enfraquecer sua confiss\u00e3o no Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Esta tend\u00eancia <em>monarquianista<\/em> (<em>mono-arkh\u00e9<\/em>) adquiriu na hist\u00f3ria duas modalidades b\u00e1sicas: <em>modalismo e subordinacionismo<\/em>. O modalismo consistia em afirmar que Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo s\u00e3o apenas modos em que o \u00fanico Deus se manifesta <em>na hist\u00f3ria<\/em>, ou seja, diferentes formas que o \u00fanico Deus transcendente (unipessoal) adota no momento de se tornar presente no mundo. O subordinacionismo, por sua vez, aceita a exist\u00eancia do Filho e do Esp\u00edrito, como diferentes do Pai, mas atribuindo-lhes uma categoria ontol\u00f3gica inferior, negando-lhes uma natureza divina igual \u00e0 do Pai. S\u00f3 o Pai \u00e9 propriamente Deus. Alguns, no entanto, consideravam o Logos como uma entidade junto de Deus, como a primeira e mais perfeita das suas obras. Outros, os <em>adocionistas<\/em>, acreditavam que Jesus era apenas um homem de santidade irrepreens\u00edvel, escolhido pelo Pai para adot\u00e1-lo como Filho pela un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito no batismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9c. IV desencadeou-se uma das mais graves dessas crises doutrinais. \u00c1rio, disc\u00edpulo de Or\u00edgenes e herdeiro de uma vis\u00e3o de mundo fortemente neoplat\u00f4nica, partia da ideia de Deus como o n\u00e3o originado. \u201cTudo o que \u00e9 causado \u00e9 criado\u201d, afirmava. Ent\u00e3o, somente o Pai \u00e9 o Deus \u00fanico, eterno e sem origem. O Filho, por sua vez, vem de Deus como a primeira e mais perfeita de todas as suas criaturas. \u00c9 superior e anterior a toda a cria\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s dele, Deus fez todas as coisas. Trata-se, portanto, de uma inst\u00e2ncia intermedi\u00e1ria entre Deus e o mundo. Podemos cham\u00e1-lo \u201cDeus\u201d porque o \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s, num sentido <em>funcional<\/em>, mas n\u00e3o em sentido propriamente ontol\u00f3gico, em si mesmo e por si mesmo. O arianismo teve como consequ\u00eancia a convoca\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio de Niceia (325). Nele, foi elaborada uma confiss\u00e3o trinit\u00e1ria na forma de credo que tentava formular conceitualmente, da maneira mais precisa poss\u00edvel, a correta interpreta\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Para isso se recorreu \u00e0 terminologia utilizada nas discuss\u00f5es e foi definido que o Filho \u00e9 \u201cDeus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, n\u00e3o criado, da <em>mesma natureza<\/em> (consubstancial) que o Pai\u201d (<em>homoousios<\/em>) (DzH 125). A confiss\u00e3o terminava afirmando, tamb\u00e9m, a f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conc\u00edlio, no entanto, n\u00e3o conseguiu resolver definitivamente as discuss\u00f5es. A express\u00e3o \u201cda mesma subst\u00e2ncia\u201d ainda podia ser lida em sentido subordinacionista ou modalista. A dificuldade provinha muitas vezes dos conceitos utilizados. Uma mesma palavra podia ser interpretada de forma diferente no Oriente e no Ocidente. A palavra <em>sub-st\u00e2ncia<\/em> (usada para falar da ess\u00eancia divina) poderia ser compreendida por um grego como sin\u00f4nimo de <em>hypo-stasis<\/em> (que geralmente se aplicava \u00e0s pessoas). O arianismo ressurgiria logo depois do Conc\u00edlio, como nega\u00e7\u00e3o da divindade do Esp\u00edrito Santo. Liderados pelo bispo Maced\u00f4nio, os <em>pneumat\u00f4macos <\/em>(como Santo Atan\u00e1sio os chamava) entendiam que o Esp\u00edrito Santo era na realidade um dom e, portanto, n\u00e3o poderia ser igual ao doador. Ele n\u00e3o poderia ser uma <em>hip\u00f3stase <\/em>propriamente divina. A teologia dos Padres Capad\u00f3cios foi decisiva para o Primeiro Conc\u00edlio de Constantinopla (381), que assumiu totalmente o Credo de Niceia e apenas o completou, desenvolvendo mais um pouco a f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo: \u201cE [acreditamos] no Esp\u00edrito Santo, Senhor e doador de vida, que procede do Pai; e com o Pai e o Filho recebe a mesma adora\u00e7\u00e3o e gl\u00f3ria\u201d (DzH 150). N\u00e3o recorreu desta vez \u00e0 discutida f\u00f3rmula do <em>homoousios<\/em>. Preferiu voltar a express\u00f5es de tipo mais b\u00edblico e lit\u00fargico para estabelecer a f\u00e9 na plena divindade do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se dizer que com o s\u00edmbolo nicenoconstantinopolitano o dogma trinit\u00e1rio ficou definido nos seus aspectos fundamentais. O Conc\u00edlio de Constantinopla II (553) utilizaria j\u00e1 como f\u00f3rmula definitiva a express\u00e3o dos Capad\u00f3cios \u201cuma physis ou ousia\u201d, \u201ctr\u00eas hypostasis ou pessoas&#8221; (DzH 421).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, a teologia trinit\u00e1ria continuou buscando um maior aprofundamento e uma melhor articula\u00e7\u00e3o entre unidade e diferen\u00e7a no seio do Deus trino. Nem todos os problemas desapareceram. Vimos que o Primeiro Conc\u00edlio de Constantinopla tinha afirmado que o Esp\u00edrito Santo \u201cprocede do Pai\u201d (DzH 150). No entanto, em algumas tradu\u00e7\u00f5es latinas, logo come\u00e7ou a circular a vers\u00e3o que acrescentou \u201cque procede do Pai <em>e<\/em> do Filho\u201d. As f\u00f3rmulas conciliares ainda n\u00e3o tinham tematizado explicitamente a rela\u00e7\u00e3o entre o Filho e o Esp\u00edrito Santo. Era essa aus\u00eancia que a tradu\u00e7\u00e3o latina parecia querer resolver, propondo que o Esp\u00edrito procede <em>conjuntamente<\/em> do Pai e do Filho. Para a teologia do Oriente, que fundamentava a unidade do Deus trino, na pessoa do Pai como \u00fanico princ\u00edpio e origem fontal (e n\u00e3o tanto na ideia de uma subst\u00e2ncia ou uma ess\u00eancia divina), essa doutrina poderia significar a introdu\u00e7\u00e3o do Filho como um novo princ\u00edpio na Divindade, que amea\u00e7ava a sua unidade. Por motivos mais pol\u00edticos do que propriamente teol\u00f3gicos, as discuss\u00f5es sobre esta quest\u00e3o do <em>filioque<\/em> se prolongaram durante s\u00e9culos e desembocaram, finalmente, num cisma. Liderada pelo Patriarca Cerul\u00e1rio, a Igreja Oriental separou-se da Igreja Romana em 1054. Embora, desde ent\u00e3o, tenha sido proposta reiteradamente como mais correta a f\u00f3rmula segundo a qual o Esp\u00edrito Santo \u201cprocede do Pai pelo Filho\u201d, a quest\u00e3o do <em>filioque<\/em> nunca foi definitivamente resolvida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a doutrina b\u00e1sica j\u00e1 consolidada, a Idade M\u00e9dia n\u00e3o assistiu a grandes disputas trinit\u00e1rias. Se houve alguns Conc\u00edlios dignos de men\u00e7\u00e3o, como o XI de Toledo no ano 675 (DzH 525 <em>et seq.<\/em>) e o IV de Latr\u00e3o, no ano 1215 (DzH 800 <em>et seq<\/em>.), s\u00e3o importantes mais pela clareza de sua s\u00edntese do que por inova\u00e7\u00f5es doutrinais. Os termos <em>ousia\/ess\u00eancia, physis\/natureza<\/em> e <em>subst\u00e2ncia <\/em>foram fixados como express\u00f5es da unidade do \u00fanico Deus, enquanto os termos <em>hip\u00f3stase, prosopon e pessoa<\/em> ficaram como os termos t\u00e9cnicos aptos para se referir a Deus como trino, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse processo de defini\u00e7\u00e3o e s\u00edntese foi coroado com a <em>Summa Theologiae<\/em> de Tom\u00e1s de Aquino (\u2020 1274). Sua obra foi baseada em seu extenso conhecimento da tradi\u00e7\u00e3o e sua reelabora\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais se baseou nos usuais moldes de cunho plat\u00f4nico, mas a partir do rigor da filosofia aristot\u00e9lica. Tom\u00e1s partia do <em>De Deo Uno<\/em>, referido \u00e0 ess\u00eancia divina, sua unidade e seus atributos, e logo passava ao <em>De Deo Trino<\/em>, dedicado a explicar a diferen\u00e7a das pessoas divinas e sua unidade nessa \u00fanica ess\u00eancia. As pessoas divinas s\u00e3o entendidas por ele como <em>constitutivas<\/em> da divindade, n\u00e3o meros acidentes, como rela\u00e7\u00f5es subsistentes fruto das <em>process\u00f5es<\/em>. A \u00fanica ess\u00eancia divina s\u00f3 subsiste nas tr\u00eas pessoas e as tr\u00eas pessoas s\u00f3 subsistem relacionalmente nessa \u00fanica subst\u00e2ncia. A subst\u00e2ncia divina n\u00e3o \u00e9, ent\u00e3o, uma unidade im\u00f3vel, mas o <em>ato de existir<\/em> em si mesmo (<em>subsistir<\/em>) como plenitude, como ato de pleno conhecimento de si que gera o Logos e amor de si que espira o Esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta s\u00edntese cimeira da escol\u00e1stica estaria chamada a permanecer como doutrina oficial da igreja at\u00e9 meados do s\u00e9c. XX.<\/p>\n<p><strong>3 Perspectiva sistem\u00e1tica. A Trindade como comunh\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Rahner observou que essa teologia, em seu esfor\u00e7o por esclarecer as f\u00f3rmulas precisas da f\u00e9 trinit\u00e1ria, tinha se afastado de suas fontes b\u00edblicas e hist\u00f3ricas, tornando-se cada vez mais formal e abstrata. Propunha por isso um retorno \u00e0 Escritura e \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria mais oriental, que parte da pessoa do Pai como a origem e fonte da divindade e n\u00e3o uma ess\u00eancia ou subst\u00e2ncia espiritual suprema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, tanto a teologia que pensa Deus a partir da ideia de subst\u00e2ncia como a que funda a unidade divina <em>apenas<\/em> na pessoa do Pai como a fonte e a origem <em>causal<\/em> da Divindade podem levar ao perigo de partir da unidade como anterior \u00e0 diferen\u00e7a, de um Deus uno <em>quase pr\u00e9vio<\/em> ao Deus Trino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a filosofia moderna do sujeito, essa tend\u00eancia se agravou. Deus n\u00e3o era pensado como subst\u00e2ncia, mas como <em>Sujeito ou Esp\u00edrito absoluto<\/em>, que existe atrav\u00e9s do desdobramento <em>ad extra<\/em> de suas propriedades internas. Voltava-se assim a priorizar novamente a unidade sobre a pluralidade. A teologia contempor\u00e2nea reagiu, ent\u00e3o, com um retorno \u00e0 hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, ao evento da revela\u00e7\u00e3o de Deus em Jesus Cristo. Deus se d\u00e1 a conhecer tal como ele \u00e9 apenas na rela\u00e7\u00e3o de Jesus com seu Pai no Esp\u00edrito. O CV II reflete j\u00e1 a virada de uma perspectiva metaf\u00edsica a uma teologia que prioriza uma compreens\u00e3o mais hist\u00f3rica, fenomenol\u00f3gica, hermen\u00eautica e existencial da realidade, mais em sintonia com a cosmovis\u00e3o e a cultura atual. Conceitos como subst\u00e2ncia e hip\u00f3stase parecem n\u00e3o mais poder expressar, em um mundo cultural impregnado por outros valores e imagin\u00e1rios cosmol\u00f3gicos, o mist\u00e9rio divino que antes transmitiam. Obviamente, n\u00e3o se trata de mudar o confessado por aquelas f\u00f3rmulas e conceitos, mas de expressar essa mesma f\u00e9 em perspectivas e categorias mais compreens\u00edveis e significativas para o homem de hoje. A ideia de uma subst\u00e2ncia suprema, um sujeito absoluto ou uma origem \u00fanica, solit\u00e1ria e aut\u00e1rquica, n\u00e3o parecem j\u00e1 modelos aptos para transmitir o Deus do amor trino que se abaixou <em>kenoticamente<\/em> em Jesus Cristo, assumindo nossa condi\u00e7\u00e3o humana, para tornar-nos capazes de receber seu esp\u00edrito e participar, como filhos e filhas, do reino do seu amor. Da\u00ed que importantes te\u00f3logos do s\u00e9culo XX (von Balthasar, Moltmann, Kasper, Pannenberg, Greshake), embora por caminhos muito diferentes, coincidiram na necessidade de buscar uma nova sistematiza\u00e7\u00e3o da teologia trinit\u00e1ria capaz de apresentar o Deus uno em sua <em>constitutiva<\/em> <em>relacionalidade interpessoal<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi nesta linha que come\u00e7ou a utilizar-se a analogia da <em>comunh\u00e3o<\/em>, frequente no CV II. Voltava-se, assim, a um termo de ra\u00edzes b\u00edblicas. 1Jo\u00e3o 4,8 diz: \u201cDeus \u00e9 amor\u201d. Mas o amor n\u00e3o \u00e9 nem um sujeito nem uma ess\u00eancia abstrata, \u00e9 sempre um <em>ato pessoal<\/em>, que envolve <em>simultaneamente<\/em> rela\u00e7\u00e3o e alteridade. O amor n\u00e3o existe como puro movimento de autorreflex\u00e3o, mas como <em>ato relacional<\/em>, como comunica\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbio. O amor \u00e9 <em>constitutivamente<\/em> ato comunicativo de doa\u00e7\u00e3o-recep\u00e7\u00e3o, recep\u00e7\u00e3o-doa\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o aos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A compreens\u00e3o do ser como <em>ato<\/em> (t\u00e3o pr\u00f3pria do Aquinate) e das pessoas divinas como <em>rela\u00e7\u00e3o<\/em>, se integram numa nova s\u00edntese que entende Deus como <em>comunh\u00e3o pericor\u00e9tica de amor<\/em>. A teologia trinit\u00e1ria supera assim a aporia que for\u00e7ava a escolher entre reduzir Deus a uma pura m\u00f4nada primeira ou cair num imagin\u00e1rio de tipo social (ou <em>trite\u00edsta<\/em>) que pensa Deus <em>a partir <\/em>de tr\u00eas sujeitos divinos, quase aut\u00f4nomos, que, em seguida, se unem por amor ou consenso. Na comunh\u00e3o divina, a unidade n\u00e3o \u00e9 anterior nem posterior \u00e0 Trindade. A Trindade \u00e9 a <em>koinonia<\/em> perfeita do amor infinito que realiza a unidade na alteridade e a alteridade na unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o compreendidos como sujeitos ou centros aut\u00f4nomos anteriores aos seus atos. Em Deus n\u00e3o h\u00e1 nada que seja anterior ao <em>ato de existir como amor comunional<\/em> tripessoal. As pessoas divinas existem em virtude do amor que elas mesmas s\u00e3o e o amor n\u00e3o \u00e9 outra coisa que sua exist\u00eancia pessoal como interc\u00e2mbio de doa\u00e7\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o, <em>para <\/em>e<em> a partir de <\/em>umas e outras, <em>nas<\/em> outras, <em>com<\/em> as outras. O Pai \u00e9 e realiza o amor como comunica\u00e7\u00e3o paternal fecundante, doando-se ao Filho e deixando-se por sua vez constituir por ele como <em>seu<\/em> \u201cabb\u00e1\u201d. O Filho ama filialmente, como recebendo-se e entregando-se sempre a partir de e para o Pai. O Esp\u00edrito, no caminho iniciado por Ricardo de S\u00e3o Victor, exprime a abertura do amor que n\u00e3o pode fechar-se numa mera rela\u00e7\u00e3o Eu-Tu, carente de um destino e direcionalidade comum. Ele \u00e9 o <em>condilectus<\/em>, em quem os outros dois se encontram compartilhando o destinat\u00e1rio e a fecundidade gozosa e ag\u00e1pica do seu amor. Cada pessoa \u00e9 assim media\u00e7\u00e3o e consuma\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre as outras duas a partir de sua propriedade relacional espec\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revela-se aqui tamb\u00e9m o profundo sentido da pessoa humana. Ela n\u00e3o \u00e9 primariamente uma hip\u00f3stase ou um sujeito aut\u00f4nomo j\u00e1 constitu\u00eddo, que <em>depois<\/em> deve se realizar relacionando-se com outros. A pessoa \u00e9, antes, a exist\u00eancia que se sabe <em>constitutivamente<\/em> vinculada \u00e0 comunidade humana, em constante abertura e interc\u00e2mbio com a realidade. Ela existe como radicalmente constitu\u00edda em si desde fora de si, como recep\u00e7\u00e3o e relacionalidade ext\u00e1tica, constitu\u00edda por seu lugar e participa\u00e7\u00e3o relacional e comunicativa no conjunto do real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesma compreens\u00e3o do ser fica afetada por este mist\u00e9rio da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria. Tudo o que \u00e9 pode ser entendido fenomenologicamente como manifesta\u00e7\u00e3o e doa\u00e7\u00e3o ext\u00e1tica. Tudo<em> dado<\/em> est\u00e1 sempre l\u00e1 <em>dando-se<\/em> como <em>doado<\/em> em abertura ao conjunto vinculado e vinculante do real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a teologia trinit\u00e1ria latino-americana que enfatiza a realidade, a hist\u00f3ria e a pr\u00e1xis a partir da op\u00e7\u00e3o pelos pobres e exclu\u00eddos (refer\u00eancia s\u00e3o as obras de L. Boff e A. Gonzalez), \u00e9 essencial essa compreens\u00e3o do Deus da comunh\u00e3o, que se identificou com eles na entrega de Jesus \u00e0 morte, como exclu\u00eddo da comunidade, expulso da cidade, abandonado e condenado. A P\u00e1scoa de Jesus \u00e9 uma express\u00e3o do Deus que resiste e se nega a deixar alguns exclu\u00eddos do interc\u00e2mbio humano e social, da comunica\u00e7\u00e3o de identidades, bens e valores, do amor e comunh\u00e3o do reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Deus trino \u00e9 o Deus do amor criador, que cria o mundo e o homem como express\u00e3o e destinat\u00e1rios da abertura de seu amor comunicativo e comunional infinito. Em um mundo que exige uma maior considera\u00e7\u00e3o do valor de cada pessoa para o conjunto da sociedade humana; do valor de cada grupo \u00e9tnico, regi\u00e3o ou cultura particular como express\u00e3o da riqueza do ser humano; do valor da pluralidade para o conceito mesmo de unidade; a revela\u00e7\u00e3o em Cristo do amor infinito, aberto e abrangente do Deus trino torna-se experi\u00eancia de salva\u00e7\u00e3o e chamado que convoca o Esp\u00edrito para construir o seu reino de comunh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<em>Gonzalo Zarazaga, SJ &#8211; <\/em>Facultad de Teolog\u00eda del Colegio M\u00e1ximo de San Jos\u00e9, Argentina. Texto original espanhol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a04 Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>GONZ\u00c1LEZ, M. <em>La Trinidad: un nuevo nombre para Dios.<\/em> Buenos Aires: Paulinas, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRESHAKE, G. <em>El Dios uno y trino<\/em>. Barcelona: Herder, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LADARIA, L. <em>El Dios vivo y verdadero.<\/em> Salamanca: Secretariado Trinit\u00e1rio, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RAHNER, K. Advertencias sobre el tratado dogm\u00e1tico \u201cde Trinitate\u201d. In: <em>Escritos de Telog\u00eda<\/em> IV, Madrid: Taurus, 1961, 105-36.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZARAZAGA, G. <em>Dios es Comuni\u00f3n<\/em>. Salamanca: Secretariado Trinit\u00e1rio, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZARAZAGA, G. La Trinidad en el horizonte de la Comuni\u00f3n. <em>Stromata<\/em>, San Miguel, v.59, p.113-42, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para saber mais <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BALTHASAR, H. U. v. El misterio Pascual. In: FEINER, J.; L\u00d6HRER, M. (eds.). <em>Mysterium Salutis III\/2<\/em>. Madrid: Cristiandad. p.143-329.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOFF, L. <em>A Trinidade e a sociedade<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FORTE, B. <em>Trinidad como historia<\/em>. Salamanca: S\u00edgueme, 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GONZ\u00c1LEZ, A. <em>Trinidad y Liberaci\u00f3n.<\/em> San Salvador: UCA 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KASPER, W. <em>El Dios de Jesucristo<\/em>. 4.ed. Salamanca: S\u00edgueme, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LADARIA, L. La Trinidad, misterio de comuni\u00f3n. Salamanca: Secretariado Trinit\u00e1rio, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOLTMANN, J. <em>Trinidad y Reino de Dios<\/em>. 2.ed. Salamanca: S\u00edgueme, 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PANNENBERG, W. <em>Teolog\u00eda Sistem\u00e1tica<\/em> I. Madrid: UPCO, 1992. p.281-485.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RAHNER, K. El Dios uno y trino como principio y fundamento trascendente de la historia de la salvaci\u00f3n. In: FEINER, J.; L\u00d6HRER, M. (eds.), <em>Mysterium Salutis II\/1<\/em>. Madrid: Cristiandad. p.359-449.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZARAZAGA, G. La Comuni\u00f3n trinit\u00e1ria. La Contribuci\u00f3n de K. Rahner. <em>Estudios Eclesi\u00e1sticos<\/em>, Madrid, v. 80, p.263-90, 2005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 Deus trino nas Sagradas Escrituras 2 Breve hist\u00f3ria da doutrina trinit\u00e1ria 3 Perspectiva sistem\u00e1tica. A Trindade como comunh\u00e3o 4 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas A teologia trinit\u00e1ria contempor\u00e2nea \u00e9 fruto do esp\u00edrito de abertura e renova\u00e7\u00e3o criativa que caracterizou a reflex\u00e3o teol\u00f3gica do s\u00e9c. XX e desembocou no Conc\u00edlio Vaticano II. 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