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{"id":1225,"date":"2016-04-10T11:22:18","date_gmt":"2016-04-10T14:22:18","guid":{"rendered":"http:\/\/theologicalatinoamericana.com\/?p=1225"},"modified":"2016-04-10T11:22:18","modified_gmt":"2016-04-10T14:22:18","slug":"revelacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/?p=1225","title":{"rendered":"Revela\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 O Significado de Revela\u00e7\u00e3o e de Revela\u00e7\u00e3o divina<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.1 A partir da hist\u00f3ria das culturas, das filosofias e das religi\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2 O caminho salv\u00edfico da Revela\u00e7\u00e3o de Deus<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 A Teologia e a Revela\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.1 A interpreta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica da Revela\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.2 O ensinamento do Conc\u00edlios Ecum\u00eanicos Vaticano I e II<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 A atualidade da Revela\u00e7\u00e3o como n\u00facleo da exist\u00eancia crist\u00e3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.1 A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 hoje, da Revela\u00e7\u00e3o ao dogma<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.2 A miss\u00e3o comunicadora da Igreja<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Significado de Revela\u00e7\u00e3o e de Revela\u00e7\u00e3o divina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0&#8220;Revela\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 ao ato de desvendar, de tornar claro e compreens\u00edvel alguma coisa, por meio de uma comunica\u00e7\u00e3o. A palavra prov\u00e9m do termo latino <em>revelatio<\/em> que, etimologicamente, se refere \u00e0 a\u00e7\u00e3o de \u201cretirar o v\u00e9u\u201d de algo ou de algu\u00e9m e, assim, desvendar o que anteriormente estava escondido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revela\u00e7\u00e3o de uma pessoa a outra coincide com o ato de se dar a conhecer. De modo geral, Revela\u00e7\u00e3o divina \u00e9 a experi\u00eancia de aquisi\u00e7\u00e3o de um conhecimento transmitido ao homem por Deus. Essa transmiss\u00e3o ao homem se d\u00e1 numa comunica\u00e7\u00e3o em que Deus n\u00e3o comunica coisas, mas \u00e9 a si pr\u00f3prio que ele comunica, da\u00ed a Teologia valer-se da bela express\u00e3o: \u201cautocomunica\u00e7\u00e3o\u201d de Deus, com a qual perseguimos o misterioso conte\u00fado da Revela\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, o cristianismo entende que Deus, revelando-se atrav\u00e9s da Palavra e dos acontecimentos da hist\u00f3ria, d\u00e1-se a conhecer, manifesta-se. Por outro lado, a quest\u00e3o filos\u00f3fica do significado de revela\u00e7\u00e3o passa pela experi\u00eancia radical de como o homem pode perceber o infinito em sua finitude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para compreender o mist\u00e9rio da Revela\u00e7\u00e3o divina \u00e9 preciso perceber que, al\u00e9m de historicamente humana, a autocomunica\u00e7\u00e3o de Deus se volta para a intercomunica\u00e7\u00e3o entre os homens, porque somente nela e atrav\u00e9s dela o homem pode exercer a sua liberdade de acatar, ou n\u00e3o, essa comunica\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 feita sob a forma de uma oferta (RAHNER, 1989, p.233).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os s\u00e9culos vividos pelo cristianismo nos d\u00e3o conta que a experi\u00eancia de f\u00e9 n\u00e3o somente \u00e9 hist\u00f3rica, como exige do crente a percep\u00e7\u00e3o de sua condi\u00e7\u00e3o de \u201ccriatura\u201d, o que somente tem sentido se a considerarmos na rela\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria com Deus como Pai e, portanto, Criador. Com isso, ressalva-se que na teologia crist\u00e3, entre os termos criatura e Criador, coloca-se um outro: o termo \u201crela\u00e7\u00e3o\u201d, rela\u00e7\u00e3o essa que se d\u00e1 num encontro entre pessoas, encontro esse que chamamos espiritual (RAHNER, 1989, p.96).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O encontro n\u00e3o \u00e9 espiritual quando se fala de Deus, mas quando se tenta ouvir Deus que fala na narra\u00e7\u00e3o, que conta o modo como ele age e o modo como algu\u00e9m age, em rela\u00e7\u00e3o a Ele. Deus n\u00e3o entra, pois, na rela\u00e7\u00e3o de encontro espiritual objetivado como um tema sobre o qual duas pessoas falam, trocando ideias. O encontro \u00e9 espiritual quando Deus acontece, como aquele em que duas pessoas se encontram e escutam precisamente atrav\u00e9s das palavras que uma diz \u00e0 outra (MORO, 2006, p. 23-40).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se estamos afirmando que a Revela\u00e7\u00e3o crist\u00e3 se d\u00e1 na hist\u00f3ria e num encontro humano, os crist\u00e3os devem admitir que esse encontro \u00e9 permitido a todo e a qualquer homem, seja qual for o caldo de cultura em que ele esteja mergulhado e, al\u00e9m disso, seja l\u00e1 qual for o fundamento de sua pr\u00f3pria f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>1.1 A partir da hist\u00f3ria das culturas, das filosofias e das religi\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Ci\u00eancia da Religi\u00e3o n\u00e3o comprova a exist\u00eancia de uma revela\u00e7\u00e3o primitiva, o que n\u00e3o permite encaixar todas as no\u00e7\u00f5es de revela\u00e7\u00e3o como meras filosofias, inclusive porque a fenomenologia das religi\u00f5es confirma a revela\u00e7\u00e3o como parte da autocompreens\u00e3o de todas as religi\u00f5es que se tomam por cria\u00e7\u00f5es divinas, e n\u00e3o se aceitam como meras constru\u00e7\u00f5es humanas. Nesse sentido, a Metaf\u00edsica, que j\u00e1 \u00e9 uma Filosofia da Religi\u00e3o deve reconhecer Deus como aquele que \u00e9 livre e desconhecido e \u201cdeve compreender a pessoa humana como o ser que vive na hist\u00f3ria e nela ouve uma eventual revela\u00e7\u00e3o deste desconhecido livre\u201d (RAHNER, 1941, p.8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No islamismo, o conte\u00fado da Revela\u00e7\u00e3o \u00e9 o inescrut\u00e1vel des\u00edgnio de Deus, que governa todas as realidades do mundo, e que se desvela como mandamentos. N\u00e3o h\u00e1, entretanto, a promessa de uma participa\u00e7\u00e3o na vida divina, o que d\u00e1 aos crist\u00e3os as bases de uma hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se observarmos o mundo Oriental asi\u00e1tico, representado pelos adeptos dos sistemas filos\u00f3ficos e religiosos da \u00cdndia, veremos que o Todo n\u00e3o \u00e9 outra coisa que o Eu plenamente realizado. Ao falar do Absoluto, que alguns chamam Deus, outros o Si, ou o Todo, ou o Ser, Ramakrishna dizia: \u201cN\u00e3o h\u00e1 nenhuma diferen\u00e7a se chamais Tu ou se pensais Eu ou Ele\u201d. J\u00e1 no Ocidente, representado pela Teologia cat\u00f3lica e protestante europeia, concebemos Deus como o Tu do homem (ROUGEMONT, 1957, p.17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curioso observar que na religi\u00e3o africana o mundo vis\u00edvel e o invis\u00edvel (dos antepassados mortos) se apresentam numa unidade em que o elemento central \u00e9 a vida em toda sua amplitude, da\u00ed decorrendo que a \u00e9tica valoriza o que traz mais vida, como a fertilidade, a solidariedade cl\u00e2nica, o respeito \u00e0 natureza, com destaque importante ao papel desempenhado pelos ritos, por meio dos quais se d\u00e1 e se recebe a vida (MIRANDA, 1998, p.89).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na medida em que o conhecimento racional se torna predominante, a Revela\u00e7\u00e3o vai se tornando menos enfatizada nas demais religi\u00f5es. N\u00e3o obstante, desde os mais arcaicos est\u00e1gios de consci\u00eancia religiosa, h\u00e1 no homem um desejo de experimentar o fundamento primordial do mundo. Este desejo surge em ondas que partem do primeiro princ\u00edpio e se apresentam como <em>algo<\/em> compreens\u00edvel, e mais raramente como um ser pessoal. Esse princ\u00edpio \u00e9 tamb\u00e9m a meta de toda a <em>indu\u00e7\u00e3o<\/em>, de onde se extraem os fatos conhecidos, e \u00e9 o que d\u00e1 sentido a tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destas concep\u00e7\u00f5es de Deus resultam op\u00e7\u00f5es radicalmente diferentes, e aqui \u201centra em quest\u00e3o o jogo do mito: n\u00f3s e o outro\u201d (LIB\u00c2NIO, 2014, p.25). Tamb\u00e9m aqui desponta a grande quest\u00e3o filos\u00f3fica do nosso tempo, ou seja, a crise da identidade ou do tempo em que reina o que Bruno Forte chama de \u201ca prova\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a, a inquietude da alteridade, em que o que nos inquieta \u00e9 o outro, que nos faz indagar: onde e como o outro se apresenta\u201d. E nesta quest\u00e3o do outro est\u00e1 embutido o tema da Revela\u00e7\u00e3o, como \u201co tema do outro e da responsabilidade para com os outros, expressa na conjuga\u00e7\u00e3o suprema entre \u2018resist\u00eancia e revela\u00e7\u00e3o\u2019\u201d (FORTE, 2010, p.11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante observar que muitas insatisfa\u00e7\u00f5es e sofrimentos levam o ser humano \u00e0s religi\u00f5es. Embora as experi\u00eancias salv\u00edficas, ou <em>significativas<\/em>, experimentadas nas diversas religi\u00f5es sejam distintas, as religi\u00f5es podem oferecer sentido ao que muitas vezes se apresenta ao homem como \u2018sem-sentido\u2019. Ao relatar as suas experi\u00eancias, \u201co homem \u2018sente\u2019 esta sintonia com o outro, tornando poss\u00edvel \u2018p\u00f4r-se de algum modo no lugar do outro\u2019\u00a8 (MIRANDA, 1998, p.88-90).<\/p>\n<p><em><strong>1.2 O caminho salv\u00edfico da Revela\u00e7\u00e3o de Deus<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os crist\u00e3os sempre tentaram dizer por meio de f\u00f3rmulas breves, at\u00e9 numa \u00fanica palavra, o essencial daquilo que os anima. Nesse sentido encontramos as palavras caminho, mist\u00e9rio, doutrina, tradi\u00e7\u00e3o, sendo que o termo Evangelho, palavra preferida de Jesus de Nazar\u00e9 e dos primeiros crist\u00e3os, \u00e9 o mais marcante, posto que anuncia a boa nova. Desde o s\u00e9culo II, o termo Evangelho designa os quatro relatos can\u00f4nicos que retra\u00e7am o itiner\u00e1rio daquele que o anunciou em primeiro lugar (THEOBALD, 2002, p.15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a ideia de revela\u00e7\u00e3o \u00e9 usada para exprimir a rela\u00e7\u00e3o entre Deus e o homem, considerando que Deus n\u00e3o revela nada do que podemos ou poderemos um dia saber por n\u00f3s mesmos: h\u00e1 uma \u00fanica <em>coisa<\/em> a dizer-nos, um \u00fanico mist\u00e9rio a revelar-nos: \u00e9 Ele mesmo e Ele mesmo como destino da humanidade. Nesse sentido, o termo revela\u00e7\u00e3o se tornou palavra-chave para dizer o essencial da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, ao vincular revela\u00e7\u00e3o e f\u00e9, o que se d\u00e1 na <em>escuta<\/em> de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa <em>escuta<\/em> implica na postura crist\u00e3 de ouvinte da Revela\u00e7\u00e3o e nos remete \u00e0s Escrituras, ao Antigo e ao Novo Testamentos, na medida em que eles nos apontam o Deus que revela sua bondade e miseric\u00f3rdia e, nesse sentido, as Escrituras podem ser vistas como Revela\u00e7\u00e3o divina. \u00c9 a Revela\u00e7\u00e3o de Deus, em autocomunica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de palavras (<em>Dei Verbum<\/em>, n.2, 8, 9, 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O AT afirma que o homem somente pode conhecer Deus quando Ele se deixa ser conhecido, ou seja, quando Ele decide revelar-se (Dt 4, 32-34). Ressalte-se que no AT revela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um substantivo, mas um verbo, representado por \u201cdivulgar\u201d, \u201canunciar\u201d e \u201capresentar\u201d, n\u00e3o se restringindo \u00e0 Revela\u00e7\u00e3o divina, mas indicando tamb\u00e9m a a\u00e7\u00e3o de divulgar e conhecer nas rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, na tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica, o v\u00e9u posto sobre o rosto (Ex 34, 32-35) e sobre os povos (Is 25, 7) indica que a experi\u00eancia de revela\u00e7\u00e3o se situa primeiramente no interior da rela\u00e7\u00e3o humana e na hist\u00f3ria, de tal modo que a pr\u00f3pria hist\u00f3ria se torna o local da decis\u00e3o humana, em que o homem deve responder, aceitar a proposta do caminho oferecido por Deus, agradecer a ajuda de Deus e servir, na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 afirmado acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria humana somente passa a ser entendida como hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o quando a experi\u00eancia da palavra de Deus entra em cena como palavra em a\u00e7\u00e3o, como Palavra que d\u00e1 vida, numa hist\u00f3ria que \u00e9 interpretada da parte de Deus pelos profetas e pela lei (Gn 1; Salmos 147,15-18; Dt 8,3, Salmos 106, 9; 107, 20; Is 50, 2; Jr 18,18; Dt 1,1-18). De acordo com o AT, Deus se revela na hist\u00f3ria como uma promessa para os homens de todas as na\u00e7\u00f5es, revelando a meta do homem e a de sua hist\u00f3ria, ao mostr\u00e1-lo a si mesmo como pe\u00e7a ativa na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No NT, o conceito de revela\u00e7\u00e3o difere em Paulo e em Jo\u00e3o. S\u00e3o Paulo descreve \u201crevela\u00e7\u00e3o\u201d com os verbos \u201crevelar\u201d e \u201cmanifestar\u201d, que tamb\u00e9m se usam no AT. Al\u00e9m disso, ele usa o substantivo \u201cmist\u00e9rio\u201d, que vem da literatura sapiencial e apocal\u00edptica do juda\u00edsmo. J\u00e1 a teologia de S\u00e3o Jo\u00e3o, embora permeada pela no\u00e7\u00e3o de revela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o utiliza o substantivo \u201crevela\u00e7\u00e3o\u201d e o verbo \u201crevelar\u201d apenas aparece uma vez, quando ele cita o AT (Jo 12, 38), o que, somado \u00e0 aus\u00eancia do termo \u201cmist\u00e9rio\u201d e o uso de \u201cmanifestar\u201d, indica uma op\u00e7\u00e3o pelo vocabul\u00e1rio helenista. O ponto de partida \u00e9 ainda judaico \u2013 a invisibilidade total de Deus \u2013, mas o prop\u00f3sito \u00e9 enfatizar que Deus \u00e9 apenas vis\u00edvel e alcan\u00e7\u00e1vel na encarna\u00e7\u00e3o, nas palavras e na vida de Jesus, tornando clara a distin\u00e7\u00e3o entre a revela\u00e7\u00e3o no Novo e no Antigo Testamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observe-se que o cumprimento de todas as promessas da Revela\u00e7\u00e3o em Cristo n\u00e3o faz de Jesus o <em>meio<\/em> de um ciclo de compreens\u00e3o linear do tempo na hist\u00f3ria da Revela\u00e7\u00e3o, nem absorve escatologicamente a hist\u00f3ria da humanidade na historicidade de uma decis\u00e3o definitiva de f\u00e9. Tais no\u00e7\u00f5es correspondem mais a uma pr\u00e9-compreens\u00e3o filos\u00f3fica, n\u00e3o fazendo justi\u00e7a \u00e0 compreens\u00e3o b\u00edblica da hist\u00f3ria da Revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A doutrina do NT \u00e9 que Jesus, a Revela\u00e7\u00e3o de Deus \u00e0 luz das promessas do AT, \u00e9 antecipa\u00e7\u00e3o de todas as promessas na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. Nos eventos dessa hist\u00f3ria, o ato salv\u00edfico definitivo da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, em antecipa\u00e7\u00e3o \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da futura ressurrei\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, n\u00e3o diminui o valor do tempo presente. Na verdade, propicia uma abertura ao futuro que jorra a partir do cumprimento de um passado de promessas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 a autorrevela\u00e7\u00e3o do desejo do Deus vivo de que o homem deve ter vida. Deus se revela na hist\u00f3ria que se desenvolve entre a palavra da promessa e que une passado e presente na abertura ao futuro definitivo, numa salutar participa\u00e7\u00e3o do homem na vida de Deus. \u00c9 nesse sentido que Lucas periodiza o tempo como uma \u201chist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o\u201d, com:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) o tempo da promessa (o Antigo Testamento);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) o tempo do cumprimento da promessa (a atua\u00e7\u00e3o de Jesus); e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) o tempo da vida dos crist\u00e3os no mundo, reunidos na Igreja e animados pelo Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 A Teologia e a Revela\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema da Revela\u00e7\u00e3o \u00e9 tratado na Teologia que chamamos de \u201cFundamental\u201d, voc\u00e1bulo em que a etimologia fala de fundamento e, como sabemos, \u201ca met\u00e1fora do fundamento indica precisamente a natureza est\u00e1vel, imut\u00e1vel da realidade. Fundamento n\u00e3o muda. Se isso acontecesse, o pr\u00e9dio cairia\u201d (LIBANIO, 2014, p.17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, a teologia procura falar de verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja como eternas, definitivas, inalter\u00e1veis, no desafio que nos vem do mundo em constantes mudan\u00e7as, e onde se vai construir a Teologia que possa dar respostas ao homem, a partir da pr\u00f3pria Revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hist\u00f3ria e na tradi\u00e7\u00e3o recentes, o Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II nos recorda que a postura da Igreja e dos fi\u00e9is \u00e9 a de ouvintes da Revela\u00e7\u00e3o e, por conseguinte, devemos agir com a humildade de quem admite que o seu conhecimento \u00e9 parcial, acatando a presen\u00e7a de no\u00e7\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s de revela\u00e7\u00e3o onde quer que elas indiquem e promovam a paz entre todos os homens (<em>Lumen Gentium<\/em>, n.13-17; <em>Nostra Aetate, passim<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>2.1 A interpreta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica da Revela\u00e7\u00e3o<\/em> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Teologia deve ser pensada como reflex\u00e3o sobre a f\u00e9, onde a Revela\u00e7\u00e3o de Deus tem for\u00e7a desmitologizante, ou seja, apresenta Deus como fonte da verdade, da justi\u00e7a, da solidariedade e do amor. Devemos estar alertas quanto aos contextos culturais de mitos e antimitos, que escondem e camuflam as realidades b\u00e1sicas da f\u00e9 e, n\u00e3o raro, movem interesses opostos ao projeto salvador de Deus, vez que, ao lado dos mitos surgem tamb\u00e9m os \u00eddolos que se batem fortemente contra a f\u00e9 crist\u00e3 (LIBANIO, 2014, p.41).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Teologia parte da premissa que a Palavra \u00e9 insubstitu\u00edvel \u00e0 revela\u00e7\u00e3o pessoal e hist\u00f3rica de Deus e que atinge em primeiro lugar a singularidade espiritual do homem. Isto significa que, por sua transcend\u00eancia, Deus nos concede a possibilidade de ouvi-lo e de acolh\u00ea-lo na f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade. E \u00e9 por meio desse agir que Deus n\u00e3o <em>rebaixa<\/em> o homem \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mera criatura finita. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 dirigindo a n\u00f3s a Palavra que toca o homem como manifesta\u00e7\u00e3o de si mesmo, numa rela\u00e7\u00e3o \u2013 entre Deus que se achega e o homem que nele se aconchega \u2013 que se torna Revela\u00e7\u00e3o de Deus, na medida em que o que Deus manifesta na Revela\u00e7\u00e3o \u00e9 a si pr\u00f3prio (se autocomunica).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proximidade e a const\u00e2ncia desta manifesta\u00e7\u00e3o divina levam o homem a admitir que Deus n\u00e3o se afasta de n\u00f3s nem quando acertamos nosso caminho, nem quando erramos. \u00c9 esta proximidade absoluta de Deus que gera a indulg\u00eancia de um Deus que est\u00e1 sempre pronto para perdoar. Por isso podemos dizer que Deus \u00e9 quem, em sua indulgente proximidade, se entrega ao homem como a plenitude da absoluta ilimita\u00e7\u00e3o transcendental, como quem quer mostrar a imagem do Deus invis\u00edvel, que S\u00e3o Paulo ensinou (Col 1,15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse Deus que quer se revelar, e se revela \u00e0 sua criatura em palavras, permite dizer-se ao homem de modo absoluto. Absoluto, que \u201cparece relativizar-se a si mesmo, pois s\u00f3 o relativo se relaciona; parece sair de si, despojar-se, esvaziar-se de si, desapropriar-se e deformar-se nessa rela\u00e7\u00e3o em que o imut\u00e1vel e eterno, o <em>Logos<\/em>, se faz carne\u201d (MORO, 2003, p.370).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, pois, duas rela\u00e7\u00f5es: a do homem em seu mundo e com seus pares e a do homem com Deus, o que pode ser dito como uma rela\u00e7\u00e3o que consiste no acolhimento da <em>autocomunica\u00e7\u00e3o<\/em> que Deus faz ao homem, e a desafiante <em>comunica\u00e7\u00e3o<\/em> dessa rela\u00e7\u00e3o aos homens de todos os tempos. A bimilenar pr\u00e1tica crist\u00e3, de levar o cristianismo aos \u201cconfins do mundo\u201d, implica compreender que somente foi poss\u00edvel exercer esse ardor mission\u00e1rio \u201ccomunicante\u201d porque h\u00e1 um Deus pessoal que desde sempre e para sempre se comunica e renova sua autocomunica\u00e7\u00e3o, como diz santo In\u00e1cio, numa eterna rela\u00e7\u00e3o com \u201ctodos e com cada um de n\u00f3s em particular\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>2.2 O ensinamento sobre Revela\u00e7\u00e3o nos Conc\u00edlios Ecum\u00eanicos Vaticano I e II<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja, que se pretende sempre ativa no mundo, somente assim permanecer\u00e1 se retomar o seu pr\u00f3prio caminho e perceber os pontos de onde devem partir as novas discuss\u00f5es que v\u00e3o buscar superar antigos desafios. Vejamos um exemplo que p\u00f5e em quest\u00e3o a <em>autocomunica\u00e7\u00e3o<\/em> de Deus e admite a Revela\u00e7\u00e3o como ponto de partida para o Ecumenismo, o di\u00e1logo inter-religioso e com a cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na teologia escol\u00e1stica surgiu a quest\u00e3o da doutrina do Conc\u00edlio Vaticano I (<em>Dei Filius, Cap. II<\/em>), segundo a qual se pode conhecer a Deus pela chamada \u201cluz natural da raz\u00e3o humana\u201d. A quest\u00e3o \u00e9 se h\u00e1 oposi\u00e7\u00e3o entre o Deus da <em>raz\u00e3o<\/em> e o Deus da revela\u00e7\u00e3o, ou seja: se esse <em>conhecimento<\/em> tamb\u00e9m se refere a Deus \u2013 n\u00e3o s\u00f3 enquanto fundamento origin\u00e1rio do mundo \u2013 como criador do mundo em sentido estrito, ou a nossa condi\u00e7\u00e3o de criatura tamb\u00e9m \u00e9 parte dos dados que se podem conhecer pela luz da raz\u00e3o natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhando a hist\u00f3ria da Igreja, vemos que o Conc\u00edlio Vaticano I n\u00e3o responde a essa quest\u00e3o, na verdade ensina que Deus \u00e9 criador de todas as coisas, que ele as criou e continua criando do nada, mas nada diz sobre se esta afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 meramente filos\u00f3fica ou se somente pode ser feita no interior da Revela\u00e7\u00e3o e, portanto, da autocomunica\u00e7\u00e3o pessoal de Deus (RAHNER, 1989, p.97). Esta quest\u00e3o veio a ser superada no Conc\u00edlio Vaticano II, com a <em>Dei verbum<\/em>, que assim aclarou, em seu Cap. I, 6: \u201cPela Revela\u00e7\u00e3o divina quis Deus manifestar e <em>comunicar a si mesmo<\/em> e aos decretos eternos de sua vontade acerca da salva\u00e7\u00e3o dos homens, \u2018para faz\u00ea-los participar dos bens divinos, que superam inteiramente a capacidade da mente humana\u2019\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante reiterar que a quest\u00e3o se coloca dogmaticamente diante do que \u00e9 fundamental para uma teologia aberta ao di\u00e1logo ecum\u00eanico, \u00e0 uni\u00e3o entre os crist\u00e3os. Segundo testemunhas, antes da abertura do Conc\u00edlio, a Revela\u00e7\u00e3o j\u00e1 era considerada tema central, tanto na doutrina cat\u00f3lica como no movimento ecum\u00eanico, posto que a rela\u00e7\u00e3o entre Escritura e Tradi\u00e7\u00e3o constitu\u00eda o objeto principal do desentendimento de cat\u00f3licos e protestantes. O \u201cesquema\u201d preparado antes do Conc\u00edlio dividiu a assembleia e os relatos nos d\u00e3o conta de que este foi o momento de maior crise no Conc\u00edlio. \u201cUma verdadeira guerra e come\u00e7aram a circular contra-projetos assinados por te\u00f3logos de proa, como K. Rahner e Y. Congar, at\u00e9 que, em abril de 1964, o esquema ganhou nova reda\u00e7\u00e3o, com tonalidade mais b\u00edblica\u201d (SESBO\u00dcE, 2002, p.419-22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observe-se no exemplo dado que a solu\u00e7\u00e3o trazida pela <em>Dei Verbum, <\/em>no que respeita a Revela\u00e7\u00e3o mais como um ato de comunica\u00e7\u00e3o de Deus por ele mesmo, mediante, sobretudo, Jesus Cristo, do que um conjunto de \u201cverdades\u201d transmitidas, cumpre exatamente a previs\u00e3o em que Rahner diz que o Vaticano II teve este papel de \u201ccome\u00e7o do come\u00e7o\u201d, em que pela primeira vez a Igreja cat\u00f3lica se coloca<em> como uma igreja para o mundo,<\/em> assumindo a multiplicidade de culturas e, consequentemente, de teologias, no caso, todas as teologias crist\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressalte-se, ainda, que o conceito de autocomunica\u00e7\u00e3o de Deus n\u00e3o \u00e9 apenas uma das quest\u00f5es que o Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II superou, mas nele est\u00e1 a condi\u00e7\u00e3o de possibilidade necess\u00e1ria a que todas as igrejas crist\u00e3s possam, com este fundamento teol\u00f3gico, partir para a grande aventura que nos aguarda na \u201cTeologia do Futuro\u201d, que hoje se vislumbra no di\u00e1logo crescente n\u00e3o apenas entre as igrejas crist\u00e3s, mas tamb\u00e9m entre as igrejas n\u00e3o crist\u00e3s, por atender uma necessidade decorrente do estreitamento das rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 A atualidade da Revela\u00e7\u00e3o como n\u00facleo da exist\u00eancia crist\u00e3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desejo salv\u00edfico universal de Deus \u00e9 a base do cristianismo que caracteriza Deus como saindo de si mesmo para se entregar a um outro, a fim de faz\u00ea-lo participar de sua <em>felicidade<\/em>. A express\u00e3o m\u00e1xima dessa autocomunica\u00e7\u00e3o divina se d\u00e1 na encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naturalmente sabemos disso pela Revela\u00e7\u00e3o de Deus em Jesus Cristo, que nos manifestou o Mist\u00e9rio como Pai e a for\u00e7a interior que age em n\u00f3s como o Esp\u00edrito, pois a a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica divina atinge o n\u00facleo da nossa pessoa, onde as faculdades se encontram ainda numa unidade. Intelig\u00eancia, liberdade, afetividade, fantasia, mem\u00f3ria, assim integradas no mais profundo da pessoa, recebem o impacto da a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica (MIRANDA, 2006, p.268).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O impacto da a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica, com que Deus deixa transparecer algo de si, \u00e9 experimentada pelo homem que a exibe como uma <em>marca<\/em> em sua vida. Por isso, Rahner n\u00e3o se cansou de afirmar que a exist\u00eancia crist\u00e3, <em>marcada<\/em> pelo impacto desta a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica, abarca toda a nossa exist\u00eancia construindo, assim, a nossa pr\u00f3pria identidade (RAHNER, 1989, p.12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta nossa identidade \u00e9 traduzida hodiernamente no conceito de dignidade humana, que para os crist\u00e3os \u00e9 imanente ao homem, assim universalizando a igualdade entre os homens sobre a face da Terra, todos n\u00f3s, os filhos de Deus. Ressalte-se que este conceito nos foi ofertado por Jesus de Nazar\u00e9, Palavra de Deus aceita e vivida na comunidade que chamamos Igreja, conforme o testemunho de f\u00e9 que recebemos e transmitimos desde os ap\u00f3stolos de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, a Revela\u00e7\u00e3o \u00e9 trabalhada como \u201cprojeto salv\u00edfico de Deus no meio dos homens, reafirmando-lhes a dignidade humana. Nesse contexto, nenhuma realidade humana lhe soa alheia ou estranha e os valores \u00e9ticos e crist\u00e3os se relacionam mutuamente\u201d (LIBANIO, 2014, p.51).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mergulhados na cultura plural de nossos dias, sabemos que pertence \u00e0 natureza humana inquirir e questionar as realidades fundamentais da vida. As ci\u00eancias surgem para responder \u00e0s angustiantes interroga\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o humano. Os fil\u00f3sofos resumem essas indaga\u00e7\u00f5es em algumas formula\u00e7\u00f5es: por que existem coisas e n\u00e3o o nada? (Leibniz, Heidegger). No AT, Mois\u00e9s perguntou a Deus: \u00a8Qual \u00e9 o seu nome?\u00a8 (Ex. 3,13). Na Igreja, a apolog\u00e9tica tradicional perguntava como falar de Deus num mundo racionalista? De\u00edsta? Ateu? Este questionar continua presente, por isso as tarefas da Teologia que pensa a Revela\u00e7\u00e3o n\u00e3o cessaram. Mudaram. Seguem reais e urgentes (LIBANIO, 2014, p.67).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>3.1 A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 hoje, da Revela\u00e7\u00e3o ao dogma<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto crist\u00e3o, devemos observar a rela\u00e7\u00e3o entre Revela\u00e7\u00e3o e a atua\u00e7\u00e3o efetiva do Esp\u00edrito Santo ao longo da hist\u00f3ria da Igreja, ou seja, entre a tradi\u00e7\u00e3o da \u201cVerdade eterna\u201d e a possibilidade de uma melhor express\u00e3o dessa mesma <em>Verdade<\/em>, o que alguns autores chamam de \u201cevolu\u00e7\u00e3o do dogma\u201d. Esta \u00e9 das tarefas mais \u00e1rduas enfrentadas nos \u00faltimos dois mil\u00eanios pela Igreja cat\u00f3lica, na luta de usar de palavras que sempre e melhor tentem expressar o conte\u00fado do dogma, ou seja, o conte\u00fado revelado, que \u00e9 Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, contamos com a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, a\u00e7\u00e3o essa que tem como \u00e2mbito privilegiado a pr\u00f3pria Igreja, como afirma santo Irineu, j\u00e1 por volta do ano 180 de nossa era: \u201cOnde est\u00e1 a Igreja, a\u00ed est\u00e1 o Esp\u00edrito de Deus, e onde est\u00e1 o Esp\u00edrito de Deus, a\u00ed est\u00e1 a Igreja e toda a gra\u00e7a. E o Esp\u00edrito \u00e9 Verdade\u201d (IRINEU, 1995, p.359).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tarefa de expressar a Verdade eterna implica a no\u00e7\u00e3o de \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d para todos os tempos, considerando que o cristianismo \u00e9 uma religi\u00e3o de revela\u00e7\u00e3o, baseada num evento hist\u00f3rico salv\u00edfico: a vida, o agir e a morte de Jesus de Nazar\u00e9 que afirmamos, na f\u00e9, ter sido ressuscitado por Deus. O Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II ensina que a Igreja, na sua doutrina, na sua vida e no seu culto, perpetua e transmite a todas as gera\u00e7\u00f5es tudo o que \u00e9 e tudo em que cr\u00ea, sendo nela que se desenvolve a tradi\u00e7\u00e3o dos ap\u00f3stolos, gra\u00e7as ao Esp\u00edrito Santo (<em>Dei Verbum,<\/em> n.8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o que se p\u00f5e \u00e9 quanto ao conte\u00fado da tradi\u00e7\u00e3o, porque a f\u00e9 crist\u00e3 deve ser capaz de expressar o evento hist\u00f3rico (e salv\u00edfico) Jesus Cristo de modo a tornar acess\u00edvel a Revela\u00e7\u00e3o de Deus a todos os homens, em todos os tempos. J\u00e1 no primeiro s\u00e9culo, essa quest\u00e3o levou a Igreja primitiva a escrever os Evangelhos. O passar dos s\u00e9culos apresentou novas dificuldades diante da experi\u00eancia cultural de cada tempo. Por isso a hist\u00f3ria em que se desvela a \u201cevolu\u00e7\u00e3o do dogma\u201d \u00e9 a hist\u00f3ria da progressiva manifesta\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio que chega ao homem pelo poder do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num conhecimento dessa natureza, devemos seguir um princ\u00edpio, uma vez que a Verdade revelada \u00e9 sempre a mesma e expressa algo que a Igreja se apossa como parte da Revela\u00e7\u00e3o a ela confiada, como objeto de sua f\u00e9 incondicional. Esse princ\u00edpio limita o conte\u00fado do dogma porque exclui objetiva\u00e7\u00f5es de sentimentos, atitudes e mentalidades mut\u00e1veis e que se prendem a uma determinada \u00e9poca hist\u00f3rica e n\u00e3o a outra. O risco que existe em o homem adotar essas proposi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o frutos de sua \u00e9poca \u00e9 o de incidir num erro que o desvie da verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o homem, ao falar, jamais alcan\u00e7a as consequ\u00eancias reais que se deduzem de suas palavras, porque tudo o que dizemos jamais corresponde \u00e0 express\u00e3o plena do que realmente queremos dizer. Mas quando Deus fala n\u00e3o sucede o mesmo. Por isso, Deus mesmo diz o que s\u00f3 na hist\u00f3ria viva do que foi dito se desvela como dito, ou seja, n\u00e3o \u00e9 o que Deus pronunciou em seu sentido proposicional imediato, mas o que <em>comunicou<\/em> e, por isso, pode ser crido como saber seu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed o n\u00facleo central do cristianismo, quando afirma a Revela\u00e7\u00e3o como evento salv\u00edfico, implica uma \u201ccomunica\u00e7\u00e3o de Verdades\u201d que, na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ou em Cristo seu ponto m\u00e1ximo, incapaz de ser superado. Por isso, o cristianismo n\u00e3o \u00e9 uma fase da hist\u00f3ria substitu\u00edvel por outra; o cristianismo \u00e9 o evento que aponta para a eternidade aut\u00eantica, que permanece no mais al\u00e9m do Deus de toda Revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>3.2 A miss\u00e3o comunicadora da f\u00e9 da Igreja<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da Segunda Guerra Mundial, surge na Fran\u00e7a a \u201cNova Teologia\u201d propugnando a \u201cvolta \u00e0s fontes\u201d, a aplica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos hist\u00f3rico-cr\u00edticos, colocando a Teologia pr\u00f3xima da vida das pessoas, numa revolu\u00e7\u00e3o de valores que defende a evolu\u00e7\u00e3o do dogma. A Nova Teologia busca contato com a vida, intenta participar dela e explic\u00e1-la. Integra teologia e espiritualidade. (LIBANIO, 2014, p.74).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este contexto reflete o novo clima de pensar a Revela\u00e7\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o a partir do conceito abstrato de revela\u00e7\u00e3o nem do deus da filosofia, mas de percorrer o fato da Revela\u00e7\u00e3o ao longo da hist\u00f3ria, caracterizando a religi\u00e3o do AT pela afirma\u00e7\u00e3o de uma interven\u00e7\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria, devida unicamente \u00e0 sua livre decis\u00e3o. Concebemos essa interven\u00e7\u00e3o divina como o encontro de algu\u00e9m com algu\u00e9m: de algu\u00e9m que fala com algu\u00e9m que ouve e responde. Dirige-se Deus ao homem como um senhor a seu servo, interpela-o, e o homem que ouve a Deus responde pela f\u00e9 e pela obedi\u00eancia. O fato e o conte\u00fado dessa comunica\u00e7\u00e3o n\u00f3s o chamamos de Revela\u00e7\u00e3o (LAUTURRELLE, 1992, p.13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em s\u00edntese, a teologia necessita lidar com a Revela\u00e7\u00e3o (autocomunica\u00e7\u00e3o de Deus) de modo reflexivo para ser entendida pela mente humana, o que exige uma compreens\u00e3o de ser e de homem, o que \u00e9 filosofia. Por isso, a media\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica da Revela\u00e7\u00e3o ocorre por meio da filosofia, e a filosofia e a teologia constituem um todo na apropria\u00e7\u00e3o receptiva-reflexiva da palavra da Revela\u00e7\u00e3o (METZ <em>apud<\/em> DONCEEL, 1969, p.6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, a Revela\u00e7\u00e3o marca o entrela\u00e7amento de temas e a complexidade da realidade do cristianismo, acompanhando a trama que envolve Deus, o homem e a realidade criada. Apesar das dificuldades, \u00e9 este caminho que ilumina tanto a nossa experi\u00eancia de Deus quanto a nossa viv\u00eancia crist\u00e3. Penetrar nesta trama de reflex\u00f5es significa entender a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus, o significado que podemos atribuir ao mundo, \u00e0 hist\u00f3ria e ao tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto refor\u00e7a o entendimento de que a autocomunica\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 um processo que acompanha a hist\u00f3ria humana, no que chamamos de hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o; e Revela\u00e7\u00e3o \u00e9 onde se d\u00e1, hist\u00f3rica e progressivamente, a experi\u00eancia dessa autocomunica\u00e7\u00e3o. A prioridade que devemos dar \u00e0 <em>comunica\u00e7\u00e3o<\/em> dos dados da f\u00e9 estar\u00e1 para sempre relacionada ao fato de que a \u201cBoa Nova\u201d deve ser ouvida e <em>entendida<\/em>, de modo a propiciar que seu ouvinte fa\u00e7a das experi\u00eancias ali relatadas com o Senhor experi\u00eancia real desse mesmo ouvinte, experi\u00eancia essa que o transformar\u00e1 de mero ouvinte em algu\u00e9m que se relacione com nosso Senhor Jesus Cristo, de modo \u00fanico, pessoal e irrepet\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se afastarmos a compreens\u00e3o dos Evangelhos desse modo existencial de vida, eles jamais propiciar\u00e3o o evento que culmina na apropria\u00e7\u00e3o dessa experi\u00eancia \u00e0 exist\u00eancia do homem como um todo. O cristianismo \u00e9 din\u00e2mico e assim tem se mantido j\u00e1 por quase dois mil\u00eanios, acompanhando a vis\u00e3o de mundo do homem, que sempre surge com novas quest\u00f5es particulares que a universalidade do cristianismo n\u00e3o p\u00f4de nem quer desprezar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos que se a exist\u00eancia crist\u00e3 n\u00e3o pode ser vivida na interioridade de cada homem, ela se d\u00e1 no acolhimento amoroso de um convite (autocomunica\u00e7\u00e3o) de Deus, convite esse que, quando acolhido, perpassa todas as inst\u00e2ncias de nossa realidade numa obla\u00e7\u00e3o que transforma a totalidade da vida do homem no que chamamos de exist\u00eancia crist\u00e3, e que n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel de ser renegada por um ato de liberdade plena do pr\u00f3prio homem. Doloroso, mas \u00e9 pertinente recordar que essa postura, no extremo, \u00e9 o que chamamos de mart\u00edrio, sinalizado pelo papa Francisco como mais frequente hoje do que nos in\u00edcios do Cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Jussara Filgueiras Dias Santos Linhares. <\/em>FAJE. Texto original portugu\u00eas.<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em>4 Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0FORTE, B. <em>\u00c0 escuta do Outro<\/em>. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IRINEU DE LI\u00c3O. <em>Contra as heresias<\/em>: den\u00fancia e refuta\u00e7\u00e3o da falsa gnose. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KRAUSS, M. <em>Karl Rahner<\/em>: I Remember. New York: Crossroad, 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LAUTURRELLE, R. <em>Teologia da Revela\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LIBANIO, J. B. <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia Fundamental<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">METZ, J. B. <em>apud<\/em> DONCEEL, J. <em>Philosophy of Karl Rahner<\/em>. Enumclaw: Magi Books, 1969.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MIRANDA, M. <em>O cristianismo em face das religi\u00f5es<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u2013\u2013\u2013\u2013\u2013. <em>A Igreja numa sociedade fragmentada<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RAHNER, Karl. <em>Curso Fundamental da F\u00e9<\/em>: introdu\u00e7\u00e3o ao conceito de cristianismo. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Hearer of the Word<\/em>: laying the foundation for a Philosophy of Religion. New York: Continuum, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. <em>Teologia e b\u00edblia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROUGEMONT, D. de. <em>L\u00b4aventure occidentale de l\u00b4homme<\/em>. Paris: Albin Michel, 1957.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SESBO\u00dcE, B. (dir.) <em>O Deus da Salva\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THEOBALD, Christoph. <em>A Revela\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moro, Ulpiano V\u00e1zquez. A configura\u00e7\u00e3o do cristianismo numa cultura plural. <em>Perspectiva Teol\u00f3gica<\/em>, Belo Horizonte, n.70, set-dez. 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>______. <\/em>A nova imagem do orientador espiritual e sua fun\u00e7\u00e3o. <em>Revista de Itaici<\/em>, n.65, ano 16, set. 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0RAHNER, K. Sobre o problema da evolu\u00e7\u00e3o do dogma. In: <em>O dogma repensado<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______;\u00a0 VORGRIMLER, Herbert.<em> Theological Dictionary. <\/em>New York: Crossroad, 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHILLEBEECKX, E. <em>Hist\u00f3ria humana<\/em>: revela\u00e7\u00e3o de Deus. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sum\u00e1rio 1 O Significado de Revela\u00e7\u00e3o e de Revela\u00e7\u00e3o divina 1.1 A partir da hist\u00f3ria das culturas, das filosofias e das religi\u00f5es 1.2 O caminho salv\u00edfico da Revela\u00e7\u00e3o de Deus 2 A Teologia e a Revela\u00e7\u00e3o 2.1 A interpreta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica da Revela\u00e7\u00e3o 2.2 O ensinamento do Conc\u00edlios Ecum\u00eanicos Vaticano I e II 3 A atualidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-1225","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-teologia-fundamental"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1225"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1225\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1226,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1225\/revisions\/1226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teologicalatinoamericana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}